segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

A VERDADEIRA PAZ

 Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; eu não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.   JOÃO 14:27

A verdadeira paz está dividida em 3 esferas:

Espírito, Alma e Físico

1ª Dimensão. A paz com Deus. 

Através do Espírito Santo

 Disse Jesus:

- Se me amardes, guardareis os meus mandamentos.   
- E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Ajudador, para que fique convosco para sempre. 
- a saber, o Espírito da verdade, o qual o mundo não pode receber; porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque ele habita convosco, e estará em vós.    JOÃO 14:14,15,16,17 


2ª Dimensão. Através da Conciência.


Quando pecamos , ou fazemos algo que não agrada a Deus, perdemos a paz, a nossa conciência não deixa-nos ficar em paz, nossa alma fica abatida e muitas vezes não coseguimos nem dormir, basta confessar-mos os nossos pecados a Deus , ele é fiel e justo para nos perdoar.


Não devemos ficar remoendo os erros , com sentimento de culpa, achando que não tem mais jeito, devemos ficar em paz, pois o Espírito Santo nos dá a paz.


Se dissermos que não temos pecado nenhum, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós.   

- Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. 
   JOÃO 1: 8,9

3ª Dimensão. o Meio ambiente.

Através do relacionameto.

Seja o relacionameto fisico ou através da Internet, seja o ambiente através do trabalho, a escola, seja uma festa, ou até mesmo dentro de casa.
Não podemos, perder a comunhão com Deus, não podemos se deixar influenciar pelas coisas deste mundo, pelas coisas que não agrada a Deus, não podemos perder a nossa paz com Deus.

O Espírito Santo nos dá o dicernimento do que é certo ou errado, ele mostra o caminho que devemos seguir.

A escolha é nossa, por isso, não podemos deixar que o mundo tire a nossa paz. 

Disse Jesus: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim.


A verdadeira paz só em Jesus Cristo.



Por  Pr José Carlos dos Santos

domingo, 9 de fevereiro de 2014

A graça de Deus nos capacita a enfrentar o sofrimento


A vida é a professora mais implacável: primeiro dá a prova, e depois a lição. C. S. Lewis disse que “Deus sussurra em nossos prazeres e grita em nossas dores”. Paulo fala sobre um sofrimento que muito o atormentou: o espinho na carne. Depois de ser arrebatado ao terceiro céu, suportou severa provação na terra. Há um grande contraste entre estas duas experiências de Paulo. Ele foi do paraíso à dor, da glória ao sofrimento. Ele experimentou a bênção de Deus no céu e bofetada de Satanás na terra. Paulo tinha ido ao céu, mas agora, aprendeu que o céu pode vir até ele.

Charles Stanley em seu livro Como lidar com o sofrimento, sugere-nos algumas preciosas lições.

Em primeiro lugar, há um propósito divino em cada sofrimento (2Co 12.7). Há um propósito divino no sofrimento. O nosso sofrimento e a nossa consolação são instrumentos usados por Deus para abençoar outras vidas. Na escola da vida Deus está nos preparando para sermos consoladores. Jó morreu sem jamais saber porque sofreu. Paulo rogou ao Senhor três vezes, antes de receber a resposta. O que Paulo aprendeu e que nós também precisamos aprender é que quando Deus não remove “o espinho”, é porque tem uma razão. Deus não permite que soframos só por sofrer. Sempre há um propósito. O propósito é não nos ensoberbecermos.

Em segundo lugar, é possível que Deus resolva revelar-nos o propósito de nosso sofrimento (2Co 12.7). No caso de Paulo, Deus decidiu revelar-lhe a razão de ser do “espinho”: evitar que ficasse orgulhoso. Quando Paulo orou nem perguntou por que estava sofrendo, apenas pediu a remoção do sofrimento. Não é raro Deus revelar as razões do sofrimento. Ele revelou a Moisés a razão porque não lhe seria permitido entrar na Terra Prometida. Disse a Josué porque ele e seu exército haviam sido derrotados em Ai. O nosso sofrimento tem por finalidade nos humilhar, nos aperfeiçoar, nos burilar e nos usar.

Em terceiro lugar, o sofrimento pode ser um dom de Deus (2Co 12.7). Temos a tendência de pensar que o sofrimento é algo que Deus faz contra nós e não por nós. Jacó disse: “Tendes-me privado de filhos; José já não existe, Simeão não está aqui, e ides levar a Benjamim! Todas estas cousas em sobrevêm” (Gn 42.36). A providência carrancuda que Jacó pensou estar laborando contra ele, estava trabalhando em seu favor. O espinho de Paulo era uma dádiva, porque através desse incômodo, Deus o protegeu daquilo que ele mais temia – ser desqualificado espiritualmente.

Em quarto lugar, Deus nos conforta em nossas adversidades (2Co 12.9). A resposta que Deus deu a Paulo não era a que ele esperava nem a que ele queria, mas era a que ele precisava. Deus respondeu a Paulo que ele não estava sozinho. Deus estava no controle de sua vida e operava nele com eficácia. Precisamos compreender que Deus está conosco e no controle da situação. Precisamos saber que Deus é soberano, bom e fiel. Jó entendeu isso: “Eu sei que tudo podes e ninguém pode frustrar os teus desígnios”.

Em quinto lugar, pode ser que Deus decida que é melhor não remover o sofrimento (2Co 12.9). De todos, esse é o princípio mais difícil. Quantas vezes nós já pensamos e falamos: “Senhor por que estou sofrendo? Por que desse jeito? Por que até agora? Por que o Senhor ainda agiu?”. Joni Eareckson ficou tetraplégica e numa cadeira de rodas dá testemunho de Jesus. Fanny Crosby ficou cega com 42 dias e morreu aos 92 anos sem jamais perder a doçura. Escreveu mais de 4 mil hinos. Dietrich Bonhoeffer foi enforcado no dia 9 de abril de 1945 numa prisão nazista. Se Deus não remover o sofrimento, ele nos assistirá em nossa fraqueza, nos consolará com sua graça e nos assistirá com seu poder. A graça de Deus nos capacita a lidar com o sofrimento, sem perdermos a alegria nem a doçura (2Co 12.10) .


Rev. Hernandes Dias Lopes

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Um homem que viveu de forma plena


Estêvão foi o primeiro diácono da igreja primitiva e também o primeiro mártir do Cristianismo. Foi um homem que viveu de forma plena. Era cheio do Espírito Santo, cheio de sabedoria, cheio de fé, cheio de graça e cheio de poder. Estêvão viveu de forma superlativa e morreu de forma exemplar. Sua vida inspira ainda hoje milhões de pessoas. Seu legado atravessa os séculos. Sua voz ainda ecoa em nossos ouvidos e suas obras ainda nos deixam perplexos.

Seu discurso diante do sinédrio é o sermão com o maior número de citações bíblicas de toda a Escritura. Embora tenha sido eleito para a diaconia das mesas, exerceu também a diaconia da palavra. Conhecia a palavra, vivia a palavra e pregava com poder a palavra. Sua serenidade diante da perseguição era notória. Sua coragem para enfrentar a morte era insuspeita. Enquanto seus inimigos rilhavam os dentes contra ele, seu rosto transfigurava como o rosto de um anjo. Mesmo sendo apedrejado pelo seus algozes, orou por eles, à semelhança de Jesus. Em vez de evocar sobre eles a maldição, pediu a Jesus para não colocar na conta deles seus próprios pecados. Perdão e não vingança era o lema de sua vida.

Três marcas indeléveis distinguem esse protomártir do Cristianismo.

Em primeiro lugar, sua vida era irrepreensível (At 6.3). “Mas, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria, aos quais encarregaremos deste serviço”. Estêvão era homem de boa reputação. Seu caráter era irrepreensível e sua conduta ilibada. Era homem impoluto e sem jaça. Sua vida referendava seu ministério. Sua conduta era a base do seu trabalho. Seu exemplo, o fundamento de sua liderança espiritual. Estêvão viveu o que pregou. Não havia nenhum abismo entre suas palavras e suas obras. Era íntegro e pleno.

Em segundo lugar, suas palavras eram irresistíveis (At 6.10). “E não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito, pelo qual ele falava”. Por ser um homem cheio do Espírito, de sabedoria, de fé, de graça e de poder, Estêvão era boca de Deus. Cada palavra que saia de sua boca tinha o peso de uma tonelada. Seus inimigos podiam até discordar dele, mas jamais refutá-lo. Estêvão tinha conhecimento e também sabedoria. Tinha luz na mente e fogo no coração. Suas palavras eram ao mesmo tempo ternas e doces e também fortes e cortantes. Ao mesmo que trazia cura para os quebrantados, feria os de coração endurecido; ao mesmo tempo que confortava os aflitos; perturbava os insolentes.

Em terceiro lugar, suas obras eram irrefutáveis (At 6.8). “Estêvão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo”. Estêvão pregava aos ouvidos e também aos olhos. Falava e fazia, ensinava e demonstrava. Suas obras irrefutáveis testificavam de suas palavras irresistíveis. Por ser um homem que vivia cheio do Espírito, de fé, de sabedoria, de graça e de poder, Deus operava por meio dele grandes milagres. Os milagres não são o evangelho, mas abrem portas para testemunhá-lo. Muitos estudiosos da Bíblia afirmam que a vida irrepreensível de Estêvão e o seu poderoso testemunho na hora da morte impactou decisivamente o coração de Saulo de Tarso, que mais tarde, convertido a Cristo, transformou-se no maior bandeirante da fé. Que Deus nos dê homens do mesmo calibre de Estêvão, homens que ousem viver de forma plena num mundo cheio de vazio.

Rev . Hernandes Dias Lopes

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

ANDE NA SUA SINCERIDADE

 Mas eu ando na minha sinceridade; livra-me e tem piedade de mim.Salmo 26.11

Se não cumprirmos o plano que o Senhor revelou para a nossa vida, andaremos sozinhos e, assim, poderemos errar o caminho. Quem pensa que pode seguir a própria vontade e, com um pedido de perdão, ter o poder divino operando em seu favor deve se cuidar. A pessoa que pecar deliberadamente verá que é mais difícil restaurar a comunhão quebrada (2 Pe 2.20-22). Deus não é mau, mas também não é bobo. Tenha cuidado com o inimigo!

O melhor é ser sincero sempre (Sl 18.25). Então, se você tem consciência de que está distanciando-se do Altíssimo e deixando o destruidor encontrar brechas no seu caráter, não tente se passar por inocente. Deus olha os motivos do coração e não aquilo que uma boca má diz (Mt 15.8). Ele sabe o que há dentro do homem, e, quando existe maldade, essa pessoa está em maus lençóis. Porém, os sinceros serão ajudados na hora da provação.

O Senhor é Escudo para quem anda na sinceridade (Pv 2.7). O pecado e o motivo que levou alguém a proceder de modo errado sempre estarão descobertos perante Ele. Se a pessoa confessa sua falha e pede perdão, Deus lhe perdoa e a ajuda, para que não mais transgrida nem se coloque debaixo do jugo de Satanás (Pv 28.13). Entretanto, os insinceros ou mentirosos haverão de pagar a pena que seu erro traz.

Tempos depois de Davi ter escrito isso, o Altíssimo apareceu a Salomão, depois que este edificou a Casa de Deus, a casa do rei e tudo o que havia desejado fazer, e lhe disse que, se andasse perante Ele como o seu pai andou, com integridade de coração e sinceridade para cumprir tudo o que lhe fora mandado, o seu trono seria confirmado para sempre (1 Rs 3.5-14). O próprio Senhor deu testemunho da sinceridade de Davi.

Após Davi ter dito que era sincero, pediu a Deus que o livrasse. O Senhor sabe que não somos perfeitos e erramos em muitas decisões; porém, se formos sinceros e não tentarmos ocultar nada dEle, ao clamar que Ele nos livre, seremos atendidos. Ora, isso é tudo o que Ele precisa para nos desvencilhar das tentações, as quais nos levarão a perverter o nosso caminho. Deus sempre atende aos limpos de coração (Sl 73.1).

Por fim, o rei rogou que Deus tivesse piedade dele. Esse é um pedido de quem sabe que, aparentemente, apesar de não ter saído da presença divina, não pode avançar a não ser que o Senhor se apiede dele. Na verdade, a tentação é como uma tormenta que, após passar, sempre deixa algum traço de destruição. Assim como temos de limpar as ruas, remover árvores e galhos caídos, precisamos da ajuda divina para nos limpar completamente.

Ao ter piedade de nós, o Senhor abre os Seus braços e nos recebe de novo em Sua comunhão. Com isso, o nosso coração volta a ter alegria e a procurar a presença do Pai. A sinceridade encaminha as pessoas que a possuem, mas a perversidade dos desleais os desencaminha (Pv 11.3). Os sinceros provam que amam o Altíssimo, e o contrário também é verdade.

Em Cristo, com amor,

R. R. Soares

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

O SEGREDO ESTÁ NA PALAVRA DE DEUS

Aguardo o SENHOR; a minha alma o aguarda, e espero na sua palavra.Salmo 130.5

O Verbo é Jesus, a Palavra que Se encarnou (Jo 1.1). Ele é tudo de que precisamos para conhecer o Altíssimo, receber dEle aquilo de que necessitamos e vencer as nossas batalhas. Os que aprendem esse ponto tão importante passam, de um minuto para outro, de derrotados, problemáticos e, em alguns casos, sem solução para as suas aflições a verdadeiros vitoriosos. Estes não se abatem nem se deixam levar por nenhuma das artimanhas de Satanás.

O salmista soube tomar a decisão certa: aguardar o Senhor. Ele tem de ter a primazia de nossas decisões, pois, sendo Deus, sabe o que é melhor para nós. Quem se precipita em decidir algo não tem tempo para esperar o momento certo e, com isso, pode chegar antes (Pv 19.2). Já os iluminados sabem a hora certa de fazer a oração da fé e tomar posse do que lhes pertence. Porém, os que deixam passar a oportunidade cometem um grave erro.

Não adianta só aguardar mentalmente, confessando isso de modo fingido. O seu interior deve ser dominado pela fé, para que a ansiedade não tome conta dele. Davi aguardava pelo Altíssimo em sua alma e, por agir assim, não ficava desesperado. Se a alma ficar inquieta, a pessoa atrapalhará os planos divinos. O rei de Israel aprendeu a consultar o Senhor e esperar pelas Suas direções. O Todo-Poderoso sempre falará no momento certo.

O segredo dos segredos é esperar na Palavra de Deus. Não pense que ela é só um amontoado de bonitos escritos. Ela é a voz que precisamos ouvir, o meio pelo qual o Pai nos fala, dirige-nos e nos concede todas as bênçãos. Por meio dela, todas as coisas foram criadas e, sem ela, nada do que foi feito se fez (Jo 1.3). Quando a ouvimos pela primeira vez, sentimos como se nos fosse familiar (e, na verdade, é), pois fomos criados nela, por ela e para ela. É a Palavra que completa o homem.

A razão de o Senhor não falar quando suplicamos por ouvir a voz dEle é porque não estamos, de fato, vivendo nEle. Contudo, ainda que não estejamos bem espiritualmente, se precisarmos de auxílio, devemos buscar a Fonte das soluções. Ore para que Deus o ajude a chegar perto dEle e, caso sinta que está cometendo algum erro, confesse-o e deixe-o imediatamente. A Palavra lhe será enviada no momento certo.

Quando a Palavra é revelada a nós, o nosso coração se alegra. Isso significa que Jesus veio pessoalmente nos visitar e, então, com uma simples ordem, todo o mal que nos ataca terá de sair e nos abandonar. Foi exatamente isso que Davi disse que fazia e, por esse motivo, nunca se desapontou com o Altíssimo. É completamente impossível uma pessoa confiar no Senhor e se decepcionar com Ele. Deus jamais negará o que disse.

Não importa a urgência da uma decisão. O segredo do sucesso é: aguardar o Senhor e esperar na Sua Palavra. Então, dentro de você surgirá uma confiança tão forte, que, mesmo parecendo irreversível uma situação, você não temerá mal algum e, à feitura dos heróis da fé (Hb 11), realizará a obra de acordo com a vontade divina.


Em Cristo, com amor,

R. R. Soares

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

UMA PALAVRA MUDA TUDO


Muito se fala sobre a importância das palavras. Mas, até que ponto elas influenciam as questões da vida? Usado por Deus, Salomão escreveu que “a morte e a vida estão no poder das palavras” (Provérbios 18.21).

Em relação às questões ruins, de morte, vê-se o caso de Ananias e Safira (Atos 5.1-10). No coração, tramaram; mas, diante dos apóstolos, confessaram mentiras. Safira disse apenas um “sim”, mas suas palavras estavam cheias de peçonha mortal, escondendo engano e mentira. Resultado: morreu na mesma hora.

Sobre as questões boas, de vida, pode-se mencionar Calebe (Josué 14.6-13). Por direito, ele era herdeiro da promessa de habitar na terra. Porém, ela estava ocupada por gigantes, e Calebe já não era mais jovem. No coração, entretanto, ele sabia Deus não falharia com ele. Por isso, abriu a sua boca e fez uma bela confissão, apossando-se da vitória. Conforme ele disse, assim aconteceu.

Confesse a Palavra de Deus, em todo o tempo, independentemente das circunstâncias. Porém, tenha cuidado! Mesmo palavras bonitas, mas destituídas da essência Divina, conduzirão à morte.


Pr Glauber Morare

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Ansiedade, uma ameaça à nossa vida



Referência: Lucas 12.22-34

INTRODUÇÃO

1. Você é uma pessoa ansiosa? A ansiedade tem tomado conta da sua vida nos últimos dias? Você é daquilo tipo de gente, que vive roendo as unhas? Antecipando os problemas? Os problemas ainda estão longe e você pensa que eles estão batendo à sua porta? Sofrendo antes dos problemas e até criando problemas? Você sofre pensando no que vai comer, no que vai vestir? Onde vai morar? Onde vai trabalhar? Onde seu filho vai estudar? Como vai ser sua aposentadoria? E se você ficar doente? E se alguém da sua família morrer?

2. A ansiedade é o mal deste século. Atinge a homens e mulheres, jovens e velhos, doutores e analfabetos, religiosos e ateus. As pessoas andam com os nervos à flor da pele. São como um vulcão prestes e entrar em erupção. São como um barril de pólvora prontas para explodir.

3. Há várias causas de ansiedade:

a. Ameaça – Tem muita gente ansiosa pela ameaça de uma doença. Ficam ansiosas só em pensar em ficar doentes. Outras têm medo de morrer. Ficam perturbadas só em pensar em morrer. Um amigo meu chorava muito e eu lhe perguntei: Por que você está chorando? Eu tenho medo de perder minha mãe? Ela está doente? Não, mas eu choro só em pensar que um dia ela vai morrer. Outras sentem-se ameaçadas pelo medo da solidão. Outras sentem-se inseguras de perder o emprego.

b. Medo – O medo é mais do que um sentimento, é um espírito (2 Tm 1:7). Medo de não casar, medo casar e medo de divorciar; medo da vida e medo da morte; medo da solidão e medo da multidão; medo do hoje e medo do amanhã; medo do conhecido e medo do desconhecido.

4. Há vários efeitos da ansiedade:

a. Reações Físicas – Mais de 50% das doenças são psicossomáticas. As pessoas estão buscando uma paz química. Vivemos o hoje o império do calmantes. As pessoas dormem um sono artificial. A Bíblia diz que “o ânimo sereno é a vida do corpo” (Pv 14:30).

b. Reações Espirituais – A ansiedade nos afasta de Deus. Onde começa a ansiedade termina a fé. A ansiedade é o útero onde é gestada a incredulidade.

I. O QUE NÃO É ANSIEDADE?

1. Não é desprezar as necessidades do corpo – Jesus nos ensinou a orar: “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje”. Mas, o mundo está adotando um conceito reducionista, degrando o homem ao nível dos animais. Parece que o bem estar físico é o único objetivo da vida.

2. Não é proibir a previdência quanto ao futuro – A Bíblia aprova o trabalho previdente da formiga. Também os passarinhos fazem provisão para o futuro, construíndo ninhos e alimetando os filhotes. Muitos migram para climas mais quentes antes do inverno. O que Jesus proíbe não é a previdência, mas a preocupação ansiosa. O apóstolo Paulo aconselha: “Não andeis ansiosos de coisa alguma…” (Fp 4:6-7). O apóstolo Pedro exorta: “Lançai sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós” (1 Pe 5:7).

3. Não é estar isento de ganhar a própria vida – Não podemos esperar o sustento de Deus assentados, de braços cruzados, dizendo preguiçosamente MEU PAI CELESTE PROVERÁ. Temos de trabalhar. Cristo usou o exemplo das aves e das plantas: ambos trabalham. Os pássaros buscam o alimento que Deus proveu na natureza. As plantas extraem do solo e do sol o seu sustento.

4. Não é estar isento de dificuldades – Estar livre de ansiedade e estar livre de dificuldades não é a mesma coisa. Embora Deus vista a erva do campo, não impede que ela seja cortada e queimada. Embora Deus nos alimente, ele não nos isenta de aflições e apertos, inclusive financeiros.

II. O QUE É ANSIEDADE?

1. A ansiedade é destrutiva –

A palavra ansiedade (v. 22) significa RASGAR. A palavra inquietação (v. 29) signica CONSTANTE SUSPENSE. Essas duas palavras eram usadas para descrever um navio surrado pelos ventos fortes e pelas ondas encapeladas de uma tempestade. A palavra ansiedade vem de uma velha palavra anglo-saxônica que significa ESTRANGULAR. Ela puxa em direção oposta. Gera uma esquizofrenia existencial. Corrie Ten Boon disse que a ansiedade não esvazia o amanhã do seu sofrimento, ela esvazia o hoje do seu poder.

Ansiedade é ser crucificado entre dois ladrões: 1) O ladrão do remorço em relação ao passado e 2) O ladrão da preocupação em relação ao futuro – O apóstolo Paulo venceu esses dois ladrões da alegria: “Esquecendo-me das coisa que para trás ficaram….Não andeis ansiosos de coisa alguma…”.

2. A ansiedade é enganadora -

A ansidade tem o poder de criar um problema que não existe – Muitas vezes sofremos não por um problema real, mas um problema fictício, gerado pela nossa própria mente perturbada. Os discípulos olharam para Jesus andando sobre as águas, vindo para socorrê-los e cheios de medo pensaram que ele era um fantasma.

A ansiedade tem o poder de aumentar os problemas e diminuir nossa capacidade de resolvê-los – Uma pessoa ansiosa olha para uma casa de cupim e pensa que está diante de uma montanha intransponível. As pessoas ansiosos são como os espias de Israel, só enxergam gigantes de dificuldades à sua frente e vêem a si mesmos como gafanhotos. Davi e os soldados de Saul. Todos vêem o gigante, Davi olha a vitória. Geazi olhou os inimigos e ficou com medo, Eliseu olhou com outros olhos.

A ansiedade tem o poder de tirar os nossos olhos de Deus e colocá-los nas circunstâncias – A ansiedade é um ato de incredulidade, de falta de confiança em Deus. Onde começa a ansiedade termina a fé.

A ansiedade tem o poder de tirar os nossos olhos da eternidade e colocá-los apenas nas coisas temporais – Uma pessoa ansiosa restringe a vida apenas ao corpo e às necessidades físicas. Jesus disse que aqueles que fazem provisão apenas para o corpo e não para a alma são loucos. John Rockefeller disse que o homem mais pobre é aquele que só tem dinheiro.

3. A ansiedade é inútil – v. 25

Côvado aqui não se refere a estatura (45 cm), mas prolongar a vida, dilatar a vida. A preocupação, segundo Jesus, ao invés de alongar a vida, pode muito bem encurtá-la. A ansiedade nos mata pouco a pouco. Ela rouba nossas forças, mata nossos sonhos, mina a nossa saúde, enfraquece a nossa fé, tira a nossa confiança em Deus e nos empurra para uma vida menos do que cristã.

Os hospitais e as sepultas estão cheios de pessoas ansiosas. A ansiedade mata! O sentido da palavra ansiedade é estrangular, é puxar em direções opostas. Quando estamos ansiosos teimamos em tomar as rédeas da nossa vida e tirá-las das mãos de Deus.

A ansiedade nos leva a perder a alegria do hoje por causa do medo do amanhã. As pessoas se preocupam com exames, emprego, casas, saúde, namoro, empreendimentos, dinheiro, casamento, investimentos… mas os temores e as preocupações muitas vezes jamais acontecerão. A ansiedade é incompatível com o bom senso. É uma perda de tempo. Precisamos viver um dia de cada vez. Devemos planejar o futuro, mas vivermos ansiosos por causa dele.

Preocupar com o amanhã não nos ajuda nem amanhã nem hoje. Se alguma coisa nos rouba as forças hoje, significa que vamos estar mais fracos amanhã. Significa que vamos sofrer desnecessariamente se o problema não chegar a acontecer e vamos sofrer duplamente se ele chegar.

4. A ansiedade é cega – v. 23

A ansiedade é uma falsa visão da vida, de si mesmo e de Deus. A ansiedade nos leva a crer que a vida é feita só daquilo que comemos e vestimos. Nós ficamos tão preocupados com os meios que nos esquecemos do fim da vida, que é glorificar a Deus.

A ansiedade não nos deixa ver a obra da providência de Deus na criação. Deus alimenta as aves do céu. Os corvos não semeiam, não colhem, não têm despensa (provisão para uma semana) nem celeiro (provisão para um ano).

Vejamos alguns dos argumentos de Jesus contra a ansiedade:

Do maior para o menor. Se Deus nos deu um corpo com vida e se o nosso corpo é mais do que o alimenta e as vestes, ele nos dará alimentos e vestes – v. 22-23 – Deus é o responsável pela nossa vida e pelo nosso corpo. Se Deus cuida do maior (nosso corpo), não podemos confiar nele para cuidar do menor (nosso alimento e nossas vestes?)

Do menor para o maior. As aves e as flores como exemplo – v. 24,27 – Martinho Lutero disse que Jesus está fazendo das aves nossos professores e mestres. O mais frágil pardal se transforma em teólogo e pregador para o mais sábio dos homens, dizendo: Eu prefiro estar na cozinha do Senhor. Ele fez todas as coisas. Ele sabe das minhas necessidades e me sustenta. Os lírios se vestem com maior glória que Salomão. Valemos mais que as aves e os lírios. Se Deus alimenta as aves e veste os lírios do campo, não cuidará ele de seus filhos? O problema não é o pequeno poder de Deus; o problema é a nossa pequena fé (v. 28).

5. A ansiedade é incrédula – v. 30

A ansiedade nos torna menos do que cristãos. Ela é incompatível com a fé cristã. Ela nos assemelha aos pagãos. A ansiedade não é cristã. Ela é gerada no ventre da incredulidade, ela é pecado.

Quando ficamos ansiosos com respeito ao que comer, ao que vestir e coisas semelhantes nós estamos vivendo num nível inferior aos dos animais e das plantas. Toda a natureza depende de Deus e Deus jamais falha. Somente os homens quando julgam depender do dinheiro se preocupam e o dinheiro sempre falha.

Como nós podemos encorajar as pessoas a colocarem a sua confiança em Deus com respeito ao céu, se nós não confiamos em Deus nem em relação às coisas da terra. Um crente ansioso é uma contradição. A ansiedade é o oposto da fé. É uma incoerência pregar a fé e viver a ansiedade.

Peter Marshall diz que as úlceras não deveriam se tornar o emblema da nossa fé. Mas geralmente, elas se tornam!

A ansiedade nos leva a perder o testemunho cristão. Jesus está dizendo que a ansiedade é característica dos gentios e dos pagãos, daqueles que não conhecem a Deus. Mas um filho de Deus, tem convicção do amor de Deus e do cuidado de Deus (Rm 8:31-32).

IV. COMO VENCER A ANSIEDADE

1. Saber que Deus é nosso Pai e ele conhece todas as nossas necessidades – v. 30

Vencemos a ansiedade quando confiamos em Deus (v. 28). A fé é o antídoto para a ansiedade. Deus nos conhece. Ele nos ama. Ele é o nosso Pai. Ele sabe do que temos necessidade. Se pedirmos um pão, ele não nos dará uma pedra; se pedirmos um peixe, ele não nos dará uma cobra. Nele vivemos e nele existimos. Ele é o Deus que nos criou. Ele é o Deus que nos mantém a vida. Ele nos protege, nos livra, nos guarda, nos sustenta.

O apóstolo nos ensinou a vencer a ansiedade orando a Deus (Fp 4:6-7). A ansiedade é um pensamento errado e um sentimento errado. Quando olhamos para a vida na perspectiva de Deus, a nossa mente é guardada pela paz de Deus. Quando alimentamos nossos sentimentos com a verdade de que Deus conhece as nossas necessidades e as supre, então a paz de Deus guarda o nosso coração.

A paz é uma sentinela que guarda a cidadela da nossa alma.

Saiba que o nosso Deus é o Jeová Roí, Jeová Jirá, Jeová Shalom, Jeová Shamá, Jeová Rafá, Jeová Nissi. Ele cuida de nós. Exemplo: George Muller e o orfanato sustentado pela fé.

2. Saber que Deus já se agradou em nos dar o seu Reino – v. 32

Devemos saber que Deus já nos deu coisas mais importantes do que bens materiais. Deus já nos deu tudo. Ele nos deu o seu Filho. Deu-nos a salvação. Deu-nos o seu Reino. Nós somos ovelhas do seu rebanho, filhos da sua família, servos do seu Reino. Se ele já nos deu o maior, não nos daria o menor. “Aquele que não poupou ao seu próprio Filho, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?” (Rm 8:32).

Deus nos amou com amor eterno. Ele nos enviou seu Filho unigênito. Ele provou o seu amor por nós quando enviou o seu Filho para morrer em nosso lugar, para nos dar o Reino.

3. Saber que quando cuidamos das coisas de Deus, ele cuida das nossas necessidades – v. 31

Aqui temos uma ordem e uma promessa. A ordem é buscar o governo de Deus, a vontade de Deus, o reinado de Deus em nossos corações em primeiro lugar. Deus e não nós, deve ocupar o topo da nossa agenda. Os interesses de Deus e não os nossos devem ocupar a mente e o nosso coração. Somos desafios a buscar o governo e o domínio de Cristo em todas as áreas da nossa vida: casamento, lar, família, vida profissional, lazer.

A promessa é que quando cuidamos das coisas de Deus, ele cuida das nossas necessidades. “Todas as essas coisas vos serão acrescentadas”. Ele faz hora extra em favor dos seus filhos. Ele trabalha em favor daqueles que nele confiam.

4. Saber que devemos mudar o rumo dos nossos investimentos – v. 33-34

O nosso problema não é a busca do prazer, mas o contentamento com um prazer muito pequeno. Deus deve ser o nosso maior prazer. Nada menos do que Deus e seu Reino devem ocupar a nossa mente e o nosso coração. O nosso problema não é fazer investimentos, mas fazer investimentos errados. Somos desafiados a buscar uma riqueza que não perece. A ajuntar tesouros não na terra. A colocarmos nosso dinheiro, nossos bens, nossa vida a serviço de Deus e do seu Reino, em vez de vivermos ansiosos ajuntando tesouros para nós mesmos.

No Reino de Deus você tem o que você dá e perde o que você retém. No Reino de Deus há ricos pobres e pobres ricos. A grande questão é onde está o nosso tesouro. Se ele estiver nas coisas, então iremos fazer um investimento errado e vivermos ansiosos. Mas o nosso tesouro estiver no céu, no Reino de Deus, então, buscaremos esse Reino em primeiro lugar e viveremos livres de ansiedade para nos alegrarmos em Deus e deleitarmo-nos nele para sempre.


Por  Rev. Hernandes Dias Lopes

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

PERDIDOS DENTRO DA IGREJA


Referência: Lucas 15.25-32

INTRODUÇÃO

1. Jesus contou três parábolas sobre a alegria do encontro

a) A ovelha perdida que foi encontrada – O pastor chama a todos para se alegrarem.

b) A moeda perdida que foi encontrada – A mulher chama seus vizinhos para se alegrarem.

c) O filho perdido que voltou para casa – O pai oferece uma festa e se alegra. Nessas três parábolas a única pessoa que não está alegria e feliz é o irmão mais velho do pródigo.

2. No meio dessa festa do encontro, do resgate, da salvação há uma voz que destoa

O filho mais velho está triste, porque o Pai recebeu o filho pródigo com alegria.

O filho mais velho está irado, porque o Pai é misericordioso.

O filho mais velho está do lado de fora, enquanto o filho pródigo está dentro da Casa do Pai.

3. O perigo de se estar na Casa do Pai, dentro da Igreja e ainda estar perdido

Esse filho representou os escribas e fariseus que se consideravam santos e desprezavam os outros.

Esse filho representa aqueles que estão dentro da igreja, obedecendo a leis, cumprindo deveres, sem se enveredar pelos antros do pecado, pelos corredores escuros do mundo e ainda assim, estão perdidos.

Ilustração: O jovem rico – criado na sinagoga, cumpria os mandamentos, mas estava perdido.

I. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS DESOBEDECE OS DOIS PRINCIPAIS MANDAMENTOS

Jesus ensinou que os dois principais mandamentos da lei são amar a Deus sobre todas as coisas e amar o próximo como a si mesmo. Esse filho quebrou esses dois mandamentos: ele nem amou Deus, representado pelo Pai e nem o seu irmão.

Ele não perdoou o Pai por haver recebido o filho pródigo, nem perdoou o irmão pelos seus erros.

Há pessoas que estão na igreja, mas não têm amor por Deus nem pelos perdidos. Estão na igreja, mas não amam os irmãos.

II. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS ESTÁ CONFIADO NA SUA PRÓPRIA JUSTIÇA

Ele era veloz para ver o pecado do seu irmão, mas não enxergava os seus próprios pecados. Ele era cáustico para condenar o irmão, enquanto via-se a si mesmo como o padrão da obediência.

Os fariseus definiam pecado em termos de ações exteriores e não atitudes íntimas. Eles eram orgulhosos de si mesmos. Como o profeta Jonas, esse filho mais velho obedecia ao Pai, mas não de coração. Ele trabalhava com intensidade, mas não por amor.

III. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS NÃO É LIVRE

Ele não vive como livre, mas como escravo. Sua religião é rígida. Ele obedece por medo ou para receber elogios. Faz as coisas certas com a motivação errada. Sua obediência não provém do coração.

Ele anda como um escravo (v. 29). O verbo é douleo = servir como escravo. Ele nunca entendeu o que é ser filho. Nunca usufruiu nem se deleitou no amor do Pai.

Ser crente para ele é um peso, um fardo, uma obrigação pesada. Ele vive sufocado, gemendo como um escravo.

Está na igreja, mas não tem prazer. Obedece, mas não com alegria. Está na Casa do Pai, mas vive como escravo.

IV. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS ESTÁ COM O CORAÇÃO CHEIO DE AMARGURA

1. Complexo de santidade X Rejeita os marginalizados – v. 29,30

Ele estava escorado orgulhosamente em sua religiosidade, arrotando uma santarronice discriminatória. Só ele presta; o pai e o irmão estão debaixo de suas acusações mais veementes.

Sua mágoa começa a vazar. Para ele quem erra não tem chance de se recuperar. No seu vocabulário não tem a palavra perdão. Na sua religião não existe a oportunidade de restauração.

2. Sente-se injustiçado pelo pai

Acusa o pai de ser injusto com ele, só porque perdoou o irmão. Na religião dele não havia espaço para a misericórdia, perdão e restauração.

Ele se achava mais merecedor que o outro. Sua religião estava fundamentada no mérito pessoal e não na graça. É a religião da lei, do legalismo e não graça nem da fé que opera pelo amor.

3. Ele não perdoa nem restaura o relacionamento com o irmão – v. 30

Ele não se refere ao pródigo como irmão, mas diz: “Esse teu filho”.

A Bíblia diz que “quem não ama a seu irmão até agora está nas trevas”.

Ele desconhece o amor. Ele vive mergulhado no ressentimento. Ele vê seu irmão como um rival.

4. O ódio que ele sente pelo irmão não é menos grave que o pecado de dissolução que o pródigo cometeu fora da igreja – Gl 5.19-21

A bíblia fala sobre três pecados na área da imoralidade e usa nove na área de mágoa, ressentimentos, ira.

A falta de amor é um pecado tão grave como o pecado da vida imoral e dissoluta.

5. O ressentimento o isolou do Pai e do irmão

Quando uma pessoa guarda ressentimento no coração pelo irmão que falhou, perde também a comunhão com o Pai.

Ele se recusa a entrar, fica fora da celebração. Mergulha-se num caudal de amargura.

Ele diz para o Pai: “Esse teu filho”. Mas o Pai o corrige e diz-lhe: “Esse teu irmão” (v. 30,31).

V. VIVE DENTRO DA IGREJA, NA PRESENÇA DO PAI, MAS ANDA COMO SOLITÁRIO – V. 31

Ele anda sem alegria, sem amor, sem prazer. Vive na Casa do Pai, mas sente-se escravo. Está na Casa do Pai, mas não tem comunhão com ele.

Quantos estão na igreja, mas nunca sentem o amor de Deus, a alegria da salvação, o prazer de pertencer a Jesus, a doçura do Espírito Santo. Vivem como órfãos: sozinhos, curtindo uma grande solidão e insatisfação dentro da Casa do Pai.

VI. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS NÃO SE SENTE DONO DO QUE É DO PAI – V. 31

1) Ele era rico, mas estava vivendo na miséria. Muitos hoje estão vivendo um cristianismo pobre. Vivem sem alegria, sem banquete, sem festa na alma, trabalhando, servindo, mas sem alegria;

2) Deus tem uma vida abundante – Jo 10.10;

3) Deus tem rios de água viva – Jo 7.38;

4) Deus tem as riquezas insondáveis do evangelho – Ef 3.14

5) Deus tem a suprema grandeza do seu poder – Ef 1.19

6) Deus tem a paz que excede todo o entendimento – Fp 4.7

7) Deus tem alegria indizível e cheia de glória – 1 Pe 1.8

8) Deus tem vida de delícias para a sua alma.

Esse filho não tem nenhum proveito na herança do Pai. Ele nunca fez uma festa. Nunca celebrou com seus amigos. Nem sequer um cabrito, ele comeu. Ele nunca saboreou as riquezas do Pai.

Ele não tem comunhão com o Pai: É como Absalão, está em Jerusalém, mas não pode fazer a face do Rei.

Ele está na igreja por obrigação. Ele não toma posse do que é seu.

Ilustração: o homem que fez um cruzeiro de Navio e levou o seu lanche. Vendo as pessoas comendo os pratos mais deliciosos, guardou dinheiro para comer uma boa refeição no último dia. Só então ficou sabendo que todos aqueles banquetes já estavam incluídos.

CONCLUSÃO

O mesmo Pai que saiu ao encontro do filho pródigo para abraça-lo, sai para conciliar este filho (v. 31).

O remédio para esse filho era o mesmo para o outro: confessar o seu pecado.

Mas ele ficou do lado de fora. Agora perdido dentro da Casa do Pai.

Não fique do lado de fora. Venha e desfrute da festa que Deus preparou!!!


Por Rv. Hernandes dias Lopes

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Sofrimento e glória


A vida cristã é temperada com sofrimento, mas caminha para a glória. Cruzamos vales profundos, mas também subimos montes alcantilados. Vertemos lágrimas amargas, mas também experimentamos alegria indizível. Em Romanos 8.18-27 Paulo fala sobre o problema do sofrimento e da dor. Ele contrasta o sofrimento presente com a glória futura. Paulo menciona três gemidos. Fala do gemido das duas criações: a antiga (a natureza) e a nova (a igreja). Elas sofrem juntas e juntas serão glorificadas no final. Vejamos esses três gemidos.

Em primeiro lugar, os gemidos da criação (Rm 8.18-22). Quando Deus terminou a obra da criação, viu que tudo era muito bom. Mas hoje a criação está gemendo. Há sofrimento e morte. Há dor e gemidos. Há sofrimento (v. 18), vaidade (v. 20), escravidão (v. 21), corrupção (v. 21) e angústia (v. 22). Mas esse gemido da criação não é o gemido de alguém que está morrendo, mas é como o gemido de uma mulher que sofre as dores de parto. Depois do gemido, vem a alegria. A criação geme aguardando a revelação dos filhos de Deus, a gloriosa segunda vinda de Cristo. Nós vamos participar da glória de Cristo e a natureza vai participar da nossa glória. Aqui pisamos uma estrada juncada de espinhos. Aqui, as pedras ferem nossos pés. Aqui a natureza sujeita ao pecado conspira contra nós. Aqui a dor fuzila nosso corpo e a angústia oprime a nossa alma. Aqui as lágrimas inundam nossos olhos e a tristeza entrincheira a nossa vida. Porém, em breve, essa mesma criação que geme, será restaurada e participará da glória dos filhos de Deus, quando Cristo vier em sua glória.

Em segundo lugar, os gemidos da igreja (Rm 8.23-25). Nós gememos por causa da fraqueza do nosso corpo e por causa da presença do pecado em nosso ser. Nós gememos porque embora já fomos libertos da condenação do pecado (na justificação), e estamos sendo libertos do poder do pecado (na santificação) ainda não fomos libertos da presença do pecado (na glorificação). Nós gememos porque já experimentamos as primícias do Espírito e já sentimos o gosto da glória por vir. O Espírito em nós é mais do que uma garantia da glória, é antegozo dela. Nós gememos porque antevemos o gozo do céu e desejamos ardentemente ser revestidos de um corpo de glória e chegar logo em nossa Pátria, em nosso lar, o céu. Nós gememos, porque o melhor está ainda por vir. Nós gememos aguardando esse dia. Os gemidos da igreja também não são gemidos de desespero ou pavor, mas gemidos de expectativa. Aguardamos na ponta dos pés esse glorioso dia, quando Jesus virá com grande poder e glória para estarmos para sempre com ele.

Em terceiro lugar, os gemidos do Espírito Santo (Rm 8.26,27). Não apenas a criação e a igreja estão gemendo, mas também o Espírito Santo está gemendo. Isso significa que a despeito das nossas fraquezas, o Espírito Santo não nos escorraça. Ao contrário, nos assiste. O Espírito Santo é o Deus que habita em nós e intercede por nós, em nós, ao Deus que está sobre nós. E intercede de três formas: Primeiro, intensamente (v. 26). Ele intercede por nós “sobremaneira”. O Espírito Santo emprega todos os seus atributos nessa oração intercessória. Segundo, agonicamente (v. 26), ou seja, com gemidos inexprimíveis. Mesmo sendo Deus e conhecendo todas as línguas dos homens e dos anjos, não encontra sequer uma língua para articular a sua intensa e agônica oração, então geme. Terceiro, eficazmente (v. 27), ou seja, ele intercede segundo a vontade de Deus. Toda a intercessão do Espírito Santo em nós, por nós, ao Deus que está sobre nós, está alinhada com a vontade de Deus. Ele não desperdiça sequer uma intercessão em nosso favor. Por isso, temos a garantia de que mesmo cruzando aqui os vales mais escuros, estamos a caminho do céu, pois aqueles que foram salvos pela graça, desfrutarão da glória eterna!



 Pr. Hernandes Dias Lopes

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Avivamento, a solução divina para a crise


Os grandes avivamentos aconteceram em tempos de crise. Quando o homem esgota seus recursos, reconhece sua falência e clama pelo socorro divino, Deus restaura a sua sorte. Quando a terra está seca é que Deus derrama sobre ela as suas torrentes. Quando os pecadores se humilham e choram pelos seus pecados é que Deus envia do céu a sua cura. Quando todas as esperanças terrenas sofrem um colapso, é que Deus se manifesta poderosamente trazendo restauração para o seu povo. Mesmo quando o povo de Deus perde sua vitalidade espiritual e se torna como um vale de ossos secos, sem alegria, sem entusiasmo com a prática do cristianismo autêntico, Deus sopra ele o seu sopro e o levanta como um exército poderoso. Nenhuma crise pode superar a capacidade divina de intervir na vida do seu povo. Mesmo que o mundo olhe para a igreja com desdém, com ceticismo, diagnosticando a sua crise, descrendo da sua restauração, Deus pode derramar sobre ela o poder do seu Espírito, aspergi-la com o óleo da sua unção e fazer dela uma agência poderosa do céu na terra.

O avivamento põe a igreja de pé em tempos de desânimo, põe a igreja em marcha em tempos de cansaço e põe a igreja na intimidade de Deus em tempos de corrupção e impiedade. O avivamento é uma ação soberana de Deus e não resultado do esforço humano. O homem não pode produzir o avivamento. O avivamento não pode ser agendado, programado nem domesticado pelo homem. A maior necessidade da igreja hoje é de um genuíno avivamento. Antes da igreja convocar o mundo a se arrepender, ela precisa estar quebrantada. O juízo deve começar pela casa de Deus. Quando o povo de Deus se humilha, ora, e se converte de seus maus caminhos, é que Deus intervém sarando a terra.

A obra de Deus não pode ser realizada na força da carne. Não basta a nós, como igreja, ter uma boa organização, uma estrutura sólida, uma equipe docente bem qualificada. Precisamos, sobretudo, do poder do Espírito Santo. Não é suficiente apenas termos doutrinas corretas, ortodoxas, precisamos do óleo do Espírito banhando essa doutrina. Não é suficiente apenas termos professores estudiosos ensinando a Bíblia, precisamos que eles sejam ungidos e fortalecidos com poder. A igreja precisa de poder para impactar o mundo. A Palavra de Deus precisa ser a verdade em nossa boca, precisa ser praticada em nossa vida, precisa ser adornada pelo nosso exemplo.

O fogo de Deus precisa arder em nosso coração para termos fervor espiritual. Precisamos ser um graveto seco a pegar fogo a fim de inflamarmos outros. Quando o fogo do Espírito de Deus arde na vida da igreja o entulho do pecado é queimado, uma sede de santidade explode em seu meio, a comunhão com os irmãos é restaurada e uma profunda inquietude em relação aos perdidos leva a igreja a uma evangelização vigorosa. Ah! Que esta igreja volte às trincheiras da luta pela busca de uma visitação especial de Deus e que o nosso coração não desanime até que o Senhor restaure a nossa sorte!


Rev. Hernandes Dias Lopes.

A MENSAGEM QUE FALTA

E disse-lhe Pedro: Eneias, Jesus Cristo te dá saúde; levanta-te e faze a tua cama. E logo se levantou.Atos 9.34

Pedro colocava em prática o que aprendeu com Jesus. Para o apóstolo, o dom de Deus era irrevogável e operaria sempre que agisse como lhe foi ensinado. Na cura do paralítico, por exemplo, o qual ficava junto à porta do templo, chamada Formosa, ele simplesmente ordenou ao homem que se levantasse e andasse (At 3.2-6). Com isso, Pedro não só aprendeu a ordenar a bênção, mas também a se consagrar em oração.

Hoje, o que aprendemos do Altíssimo também tem o mesmo poder operado nos dias de Pedro. O problema está em não crer de maneira certa, pois o ex-pescador não tinha a menor dúvida de que a palavra do Mestre seria confirmada. Afinal, ele já tinha sido repreendido quando andou sobre as ondas, obedecendo à voz do Senhor, mas duvidou (Mt 14.29-31). Mais tarde, ele tomou consciência de que nenhuma palavra de Deus é vazia de poder.

Diante das autoridades judaicas, que o proibiram de falar no Nome de Jesus, Pedro não temeu. Essa firmeza fez com que aqueles líderes se maravilhassem e, ao serem informados de que era um homem inculto, surpreenderam-se ainda mais. O que fará a diferença em nós é a certeza de que o Senhor está conosco para cumprir o que Ele tem prometido. Portanto, fique em comunhão e, quando sentir a direção divina, não recue.

Pedro estava chegando aos salvos que habitavam em Lida. Sem dúvida, aqueles amados irmãos ficaram felizes com a sua visita, uma vez que, para eles, significava mais operações de Deus. Certamente, não ficaram desapontados, pois viram de pronto a fé de um servo do Altíssimo entrar em ação. Pedro não deixou de dizer a Eneias – o qual estava acamado havia oito anos – que Jesus poderia curá-lo. Então, ao receber a ordem do apóstolo, Eneias andou.

Será que realmente estamos fazendo a obra de Deus em nossos dias? Quantas vezes o Espírito Santo tem de nos fazer entender que é nossa responsabilidade curar os enfermos e libertar os oprimidos? O modo como cremos faz a diferença. Se o pregador estiver desligado de Deus, mesmo que não esteja em pecado, o poder divino não atenderá a sua determinação. Então, por que viver distante dAquele que é nosso Socorro?

Tanto os habitantes de Lida como os de Sarona – cidade próxima de Lida – viram o que aconteceu com Eneias e se converteram. É desse tipo de servo que a Igreja precisa nos dias de hoje. Chega de filósofos, religiosos, presunçosos e dos demais que não têm fé nem poder em sua vida. A Igreja necessita de homens e mulheres que andam com Deus e fazem Sua vontade em todo o tempo.

Essa era a mensagem que faltava para que aqueles irmãos pudessem ganhar aquela cidade. No nosso caso, deve suceder o mesmo! Não ganharemos os perdidos se ridicularizarmos a fé que as pessoas têm em suas religiões nem por muita propaganda. O que fará a diferença será pregação do Evangelho, no poder do Espírito Santo, com milagres, prodígios e sinais.

Em Cristo, com amor,

R. R. Soares

Versiculo do dia

  Versiculo do dia M as Gideão lhe respondeu : Ai , Senhor meu , se o Senhor é conosco , por que tudo isto nos sobreveio ? E que é feito de...