quarta-feira, 1 de julho de 2026

Versículo do dia

       Versículo do dia


Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os moços certamente cairão;

³¹ Mas os que esperam no Senhor renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão.

Isaías 40:30,31

Paulo Cesar Baruk, Leandro Rodrigues e Preto no Branco - Agradeço (PVAP 3) Ao Vivo


 

PÃO DIÁRIO - 02/07/2026 - Estar lá

 

Estar lá 


Semana passada, minha mulher teve cinco dentes extraídos - todos na mesma manhã. Ai ! Desnecessáro dizer que foi uma experiência dolorosa e - devido às dificuldades com alguns analgésicos - nauseante para ela. Por passar muito tempo acamada há vários dias, meu repertório de cuidados incluiu bolsas de gelo, compressas quentes, líquidos, alimentos macios e simplesmente investir o meu tempo com ela, pois minha presença a conforta.

Enquanto me esforçava para amar Lynn sacrificialmente, lembrei-me de 1 Coríntios 13. Esse capítulo, um perene favorito para textos de casamento, apresenta o amor ágape de Deus. Por três vezes nos versículos 1 a 3, Paulo escreve que mesmo que exercitemos nossos dons espirituais de maneiras surpreendentes, se não amarmos " aos outros, " será equivalente a " nada ".
É interessante que o " Capítulo do Amor " aparece entre dois capítulos focados em dons espirituais e como os cristãos deveriam usá-los para trilhar um " ...caminho que é o melhor de todos " ( 12:31 ). Paulo quer dizer que Deus nos deu dons espirituais para usarmos, mas eles precisam ser exercitados em amor - amor real que é benigno, humilde, perdoador e perseverante ( vv.4-8 ).
Deus revela esse amor na maneira como o Pai, o Filho e o Espírito Santo compartilham uma profunda e permanente afeição um pelo outro. É o amor ágape que Ele deseja que demonstremos pelos outros - especialmente para nossos cônjuges.
Se eu tivesse simplesmente dado a Lynn os meus " presentes " de conforto durante aqueles dias, mas não tivesse o amor de Deus no meu coração, eu teria sido " ...como o som de um gongo... " ( v.1 ) e sem valor. Amar aos nossos próximos bem como a outrosd no corpo de Cristo exige um espírito sacrificial que flui de Deus.
Não se trata meramente de usar seus dons, mas de estar lá por amor. - Tom Felten 

Leia: 1 Coríntios 13

Eu poderia falar todas as línguas que são faladas até no céu, mas, se não tivesse amor, as minhas palavras seriam como o som de um gongo ou como o barulho de um sino ( v.1 ).

Examine: - Isaías 1:10-17- Amós 4:1-5

- Marcos 12:28-31

Considere: Nem todos que são gentis com o próximo também amam Jesus. Qual aspecto do nosso serviço aos outros conta como amor a Jesus ? É importante amar aos outros e investir tempo somente com Jesus ?




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LEGALISMO, UM CALDO MORTÍFERO




Malcon Smith definiu legalismo como um caldo mortífero. Quem dele se nutre adoece e morre. O legalismo é uma ameaça à igreja, pois dá mais valor à forma do que a essência, mais importância à tradição do que a verdade, valoriza mais os ritos religiosos do que o amor. O legalismo veste-se com uma capa de ortodoxia, mas em última análise, não é a verdade de Deus que defende, mas seu tradicionalismo conveniente. O legalista é aquele que rotula como infiéis e hereges todos aqueles que discordam da sua posição. O legalista é impiedoso. Ele julga maldosamente com seu coração e fere implacavelmente com sua língua e espalha contenda entre os irmãos.

As maiores batalhas, que Jesus travou foram com os fariseus legalistas. Eles acusavam Jesus de quebrar a lei e insurgir-se contra Moisés. Vigiaram os passos do Mestre, censuravam-no em seu coração e desandaram a boca para assacar contra o Filho de Deus as mais pesadas e levianas acusações. Acusaram-no de amigo dos pecadores, glutão, beberrão e até mesmo de endemoninhado. Na mente doentia deles, Jesus quebrava a lei ao curar num dia de sábado, mas não se viam como transgressores da lei quando tramavam a morte de Jesus, com requinte de crueldade, nesse mesmo dia.

O legalismo não morreu. Ele ainda está vivo e presente na igreja. Ainda é uma ameaça à saúde espiritual do povo de Deus. Há muitas igrejas enfraquecidas e sem entusiasmo sob o jugo pesado do legalismo. Há muitos cultos sem vida e sem qualquer manifestação de alegria, enquanto a Escritura diz que na presença de Deus há plenitude de alegria e delícias perpetuamente. J. I. Packer em seu livro Na Dinâmica do Espírito diz que não há nada mais solene do que um funeral. Há cultos que são solenes, mas não há neles nenhum sinal de vida. Precisamos nos acautelar contra o legalismo e isso, por três razões:

Porque dá mais valor à aparência do que ao coração. Os fariseus gostavam de tocar trombeta sobre sua santidade. Eles aplaudiam a si mesmos como os campeões da ortodoxia. Eles eram os separados, os espirituais, os guardiões da fé. Mas por trás da máscara de santidade escondiam um coração cheio de ódio e impureza. Eram sepulcros caiados, hipócritas, filhos do inferno.
Porque dá mais valor aos ritos do que às pessoas. Os legalistas são impiedosos com as pessoas. Censuram, rotulam, acusam e condenam implacavelmente. Não são terapeutas da alma, mas flageladores da consciência. Colocam fardos e mais fardos sobre as pessoas. Atravessam mares para fazer um discípulo, apenas para torná-lo ainda mais escravo do seu tradicionalismo. Os legalistas trouxeram uma mulher apanhada em flagrante adultério e lançaram-na aos pés de Jesus. Não estavam interessados na vida espiritual da mulher nem nos ensinos de Jesus. Queriam apenas servir-se da situação para incriminar Jesus. Os legalistas ainda hoje não se importam com as pessoas, apenas com suas idéias cheias de preconceito.
Porque dá mais valor ao tradicionalismo do que à verdade. Precisamos fazer uma distinção entre tradição e tradicionalismo. A tradição é a fé viva daqueles que já morreram enquanto o tradicionalismo é a fé morta daqueles que ainda estão vivos. A tradição, fundamentada na verdade, passa de geração em geração e precisa ser preservada. Mas, o tradicionalismo, filho bastardo do legalismo, conspira contra a verdade e perturba a igreja. Que Deus nos livre do legalismo. Foi para a liberdade que Cristo nos libertou! Aleluia!



Rev. Hernandes Dias Lopes

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