quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Versículo do dia

     Versículo do dia


 "Quando a minha vida já se apagava, eu me lembrei de ti, Senhor, e a minha oração subiu a ti, ao teu santo templo.

Jonas 2:7

Preto no Branco - Ninguém Explica Deus (Ao Vivo) ft. Gabriela Rocha


 

PÃO DIÁRIO - 12/02/2026 - Sem apetite

 Sem apetite


…desejai ardentemente, como crianças […], o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento… —1 Pedro 2:2


Recentemente, quando lutei contra um resfriado forte, perdi o apetite. Eu conseguia passar o dia todo sem ingerir muita comida. Água era suficiente. Mas eu sabia que não sobreviveria muito tempo ingerindo apenas líquido. Precisava recuperar o meu apetite porque o meu corpo necessitava de nutrição.
Quando o povo de Israel saiu do exílio na Babilônia, seu apetite espiritual estava fraco. Eles haviam se afastado de Deus e de Seus caminhos. Para que o povo voltasse a ter saúde espiritual, Neemias organizou um seminário bíblico e Esdras foi o professor.
Esdras leu o livro da lei de Moisés desde a manhã até o meio-dia, alimentando o povo com a verdade de Deus (Neemias 8:3). E o povo ouviu atentamente. Na verdade, seu apetite pela Palavra de Deus foi tão estimulado que os líderes das famílias, os sacerdotes e os levitas encontraram-se com Esdras no dia seguinte para estudar a lei com mais detalhes porque queriam compreendê-la (v.13).
Quando nos sentimos distantes de Deus ou espiritualmente fracos, podemos encontrar nutrição e alimento espiritual na Palavra de Deus. “…desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento…” (1 Pedro 2:2). Peça a Deus que renove o seu desejo por um relacionamento com Ele e comece a alimentar seu coração, alma e mente com a Sua Palavra.
— Poh Fang Chia

Leia: Neemias 8:1-12 

Examine: A Bíblia em um ano: Gênesis 4–6;Mateus 2

Considere: Alimentarmo-nos da Palavra de Deus nos mantém fortes e saudáveis no Senhor.

O CORDÃO DE TRÊS DOBRAS

 



“… o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade” (Ec 4.12).

               Salomão está concluindo sua argumentação sobre a importância da relação conjugal como uma sociedade de apoio e proteção mútua, chegando, agora, ao apogeu de seu pensamento, ao dizer: “o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade”. Não basta ao casal cuidar, proteger e encorajar um ao outro. O casamento não é apenas um relacionamento entre um homem e uma mulher. Essa relação precisa envolver uma terceira pessoa. Aquele que instituiu o casamento e o abençoa precisa ser o fundamento dessa relação. Daí Salomão falar no cordão de três dobras. Quais são essas dobras que formam o cordão que não se rebenta com facilidade?

Em primeiro lugar, o marido é a primeira dobra do cordão. O homem deve assumir o seu papel de deixar pai e mãe para unir-se à sua mulher. Seu amor por ela deve ser perseverante, abnegado, santificador e romântico. Deve dispor-se amá-la a ponto de dar sua vida por ela. Deve tratá-la com honra, considerando-a o vaso mais frágil. O marido deve viver a vida comum do lar, cuidando de sua mulher física, emocional e espiritualmente. O marido deve liderar sua mulher, santificando-a pela palavra, servindo-lhe de exemplo. O marido deve servir a esposa em vez de servir-se dela. Deve protegê-la em vez de fazer dela o seu escudo. Deve ser o sacerdote do seu lar, em vez de delegar a ela  liderança espiritual da família. O marido deve amar sua mulher como Cristo amou a igreja e entregou-se por ela. O marido representa a primeira dobra desse cordão resistente.

Em segundo lugar, a esposa é a segunda dobra do cordão. A mulher deve assumir o papel de amar seu marido e sujeitar-se a ele, no Senhor. Longe de desafiar sua liderança, deve apoiar seu marido como cabeça do lar. Com sabedoria deve edificar sua casa, fazendo bem a seu marido, todos os dias de sua vida. Deve ser amiga, conselheira e intercessora, apoiando seu marido na condução espiritual de seu lar. Como a igreja está sujeita a Cristo, assim a mulher deve sujeitar-se a seu marido. Agindo assim, ela anima seu marido, fortalece seu casamento e abençoa sua família. Está acima de qualquer dúvida que o homem e a mulher têm o mesmo valor aos olhos de Deus. Foram criados com o mesmo valor e são resgatados da mesma maneira. Porém, no casamento eles têm papéis diferentes. O homem não pode tratar a esposa com dureza nem a esposa resistir a liderança de seu marido. O homem não pode ser rude no trato nem a mulher ranzinza nas atitudes. Ambos precisam cuidar um do outro,  uma vez que são parceiros e não competidores.

Em terceiro lugar, Deus é a terceira dobra do cordão. Deus não apenas instituiu o casamento, mas é o alicerce da família. Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam. Quando marido e mulher estribam sua relação apenas sobre seus sentimentos, constroem sua casa sobre a areia. Essa relação não suporta as tempestades da vida. O casamento precisa ser como uma casa construída sobre a rocha. Essa casa pode ser açoitada pela chuva torrencial que cai no telhado, pode ser atingida pela fúria dos ventos que batem nas paredes e pode ser atacada pela violência dos rios que açoitam o alicerce, mas essa casa ainda ficará de pé. Esse é o casamento edificado sobre o próprio Deus. Sem essa terceira dobra do cordão, ele se romperá com as tensões da vida. Sem a presença de Deus no casamento, marido e marido não conseguem suportar as crises que desabam sobre a família. A maior necessidade, portanto, dos casais não é de uma casa maior nem de mais conforto, mas da presença, da direção e da proteção de Deus. É o cordão de três dobras que não se rebenta com facilidade.



Rev. Hernandes Dias Lopes

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Versículo do dia

     Versículo do dia


 ¹⁵ Então lhe disse: Se tua presença não for conosco, não nos faças subir daqui.

Êxodo 33:15


Rachel Novaes - Em Teus Braços Estou Seguro (Ao Vivo)


 

PÃO DIÁRIO - 11/02/2026 - Em Suas mãos

 

Em Suas mãos


…prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus. —Filipenses 3:12


Quando atravessamos uma rua movimentada com crianças pequenas enfileiradas, esticamos as mãos e dizemos: “Segurem firme”, e os pequeninos agarram as nossas mãos o mais forte possível. Mas jamais dependeríamos da força com que eles seguram as nossas mãos. É a nossa força em suas mãos que os seguram e os mantêm a salvo. Deste modo, Paulo insiste: “…fui conquistado por Cristo Jesus” (Filipenses 3:12). Ou mais exatamente, “Cristo me segura com força!”
Uma coisa é certa: não são as nossas mãos segurando a mão de Deus que nos mantêm seguros, mas sim o poder das mãos de Jesus. Ninguém pode nos tirar de Suas mãos — nem o diabo, nem nós mesmos. Uma vez que estamos em Suas mãos, Ele não nos soltará.
Temos esta garantia: “Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão. Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar” (João 10:28-29).
Duplamente seguros: o nosso Pai de um lado e nosso Senhor e Salvador do outro, envolvendo-nos em Suas mãos fortes. Estas são as mãos que modelaram as montanhas e oceanos e arremessaram as estrelas no espaço. Nada nesta vida ou na próxima “…poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 8:39).
— david h. roper

Leia: Romanos 8:31-39 

Examine: A Bíblia em um ano: Malaquias 1-4;Apocalipse 22

Considere: Aquele que nos salvou é o mesmo que nos sustenta.

O MILAGRE DA MULTIPLICAÇÃO

 



O milagre da multiplicação dos pães e dos peixes é o único realizado por Jesus que está registrado nos quatro evangelhos. Daí sua indisputável importância. Esse episódio enseja-nos algumas preciosas lições. Vejamos:

Em primeiro lugar, Jesus demonstra seu cuidado à multidão no dia de seu luto. Se não bastasse a correria do ministério, sem tempo se quer para comer, Jesus acabara de receber a notícia de que João Batista, seu primo e precursor, acabara de ser degolado na prisão, por ordem de Herodes. Nessa hora de dor, ele ainda encontra tempo para atender a uma multidão aflita, ensinando-a, curando seus enfermos e multiplicando pães e peixes para mitigar sua fome. Os dramas da vida não são impedimentos para a prática do amor nem estorvos para servir ao próximo.

Em segundo lugar, Jesus nunca é pego de surpresa, quando nossos problemas parecem insolúveis. Quando Jesus viu a multidão faminta, naquele deserto, já sabia o que estava para fazer. Nossos problemas não o tomam de surpresa. Nossas necessidades não esgotam seus recursos. Nossos impossíveis não colocam limites em seu poder. Antes de enfrentarmos nossos dramas, ele já os conhece e já sabe o que vai fazer para resolvê-los.

Em terceiro lugar, Jesus mesmo sendo onipotente realiza seus prodígios a partir do que temos e não daquilo que não temos. Como Felipe era de Betsaida e eles estavam na região de Betsaida, Jesus perguntou a ele, onde comprariam pão para tanta gente. Felipe jogou a solução do problema para frente, dizendo a Jesus que precisariam trabalhar duzentos dias para conseguirem dinheiro suficiente para alimentar tanta gente. André, por sua vez, apresentou a Jesus um menino que tinha consigo cinco pães de cevada e dois peixinhos, mas diante da escassez desse orçamento para uma demanda tão grande, logo expressou sua opinião: “Mas, o que é isso para tanta gente”. Jesus que criou o universo sem matéria preexistente, multiplicou o que tinham em mãos. O pouco que temos nas mãos de Jesus pode alimentar multidões. O que nos é impossível, torna-se realidade nas mãos de Jesus.

Em quarto lugar, Jesus faz o milagre da multiplicação, mas a distribuição deve ser realizada pelos seus discípulos. O pão que alimenta o povo vem de Jesus, mas a entrega desse pão ao povo, passa pelas mãos de seus discípulos. Só Jesus tem pão com fartura, mas quem deve distribuir esse pão aos famintos somos nós. Cabe-nos alimentar as multidões com o pão que recebemos das mãos de Jesus. Ele é o Pão da Vida. Só ele pode saciar para sempre a fome espiritual das multidões. Nosso papel não é multiplicar as pães, mas distribui-los.

Em quinto lugar, Jesus multiplica o pouco que temos, mas não permite desperdício do que sobeja. Não é porque temos pão com fartura que temos o direito de desperdiçar o que sobeja. Jesus ordenou que fossem recolhidas as sobras. Vale destacar que os discípulos, como aquela multidão, também estavam famintos. Estavam o dia todo em lugar deserto. Então, ao recolherem o que sobejara descobriram que sobraram doze cestos de pães, ou seja, um cesto para cada discípulo. Como o alimento era o salário dos trabalhadores (Mt 10.10), Jesus está mostrando que nunca faltará a provisão para aqueles que se dedicam ao seu trabalho.

Em sexto lugar, Jesus não apenas supriu as necessidades imediatas da multidão, mas também se compadeceu dela como ovelhas sem pastor. Para Jesus a motivação precede a ação. Não basta fazer, é preciso fazer com a motivação certa. Porque Jesus se compadeceu da multidão, mesmo estando de luto e exausto, ensinou, curou e alimentou a multidão. Porque se compadeceu de nós, desceu do céu, foi moído como trigo na cruz, para ser o pão nutritivo que alimenta nossa alma, para sempre!



Rev. Hernandes Dias Lopes

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Versículo do dia

     Versículo do dia


Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós.

Eyshila - Deus Proverá (Ao Vivo) - DVD 10 Anos Collection


 

PÃO DIÁRIO - 10/02/2026 - Fantasia ou uniforme?

 

Fantasia ou uniforme?


…mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências. —Romanos 13:14

Eunice McGarrahan disse numa palestra que fez sobre discipulado cristão: “Uma fantasia é algo que você veste e finge ser aquilo que está vestindo. Um uniforme, por outro lado, o lembra de que você é, na verdade, aquilo que está vestindo.”
O seu comentário despertou memórias do meu primeiro dia de treinamento básico no exército dos Estados Unidos, quando cada um recebeu uma caixa com a ordem de nela guardar as nossas roupas de cidadãos civis. A caixa foi enviada ao nosso endereço residencial. Depois disso, todos os dias o uniforme que vestíamos nos lembrava de que havíamos entrado num período de treinamento disciplinado planejado para mudar as nossas atitudes e ações.
“Deixemos, pois, as obras das trevas…” disse o apóstolo Paulo aos seguidores de Jesus moradores de Roma, “…e revistamo-nos das armas da luz” (Romanos 13:12). E continuou com a seguinte ordem: “…mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências” (v.14). O objetivo deste “deixemos” e de “revesti-vos” era uma nova identidade e um viver transformado (v.13).
Quando escolhemos seguir a Cristo como o nosso Senhor, Ele inicia o processo de nos tornar mais semelhantes a Ele a cada dia. Não é uma questão de fingir ser o que não somos, porém, de nos tornarmos cada vez mais o que somos em Cristo.
— david c. mccasland

Leia: Romanos 13:11-14 

Examine: A Bíblia em um ano: Oseias 9-11;Apocalipse 3

Considere: O discipulado é de graça, mas lhe custará a sua vida. —Dietrich Bonhoeffer

QUANDO DEUS SE ALEGRA COM O SEU POVO

 

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“O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, poderoso para salvar-te; ele se deleitará em ti com alegria; renovar-te-á no seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo” (Sf 3.17).

Sofonias foi contemporâneo de Jeremias. Profetizou tanto o cativeiro de Judá como sua restauração; tanto a queda de Jerusalém, como sua renovação. Depois de trazer uma palavra de juízo à nação, agora, mostra a restauração do povo de Deus. O texto em tela é a síntese dessa mensagem consoladora. Destacaremos aqui cinco verdades:

Em primeiro lugar, a presença de Deus no meio do seu povo é a fonte de sua restauração. “O Senhor Deus, está no meio de ti…”. O mesmo Deus que aplicou o juízo, entregando Jerusalém nas mãos dos caldeus, para um amargo cativeiro, agora, traz o seu povo de volta, restaura-o, e coloca-se em seu meio, como sua fonte restauradora. A maior necessidade da igreja ainda hoje é da presença manifesta de Deus em seu meio. É o senso dessa presença que traz alento para a igreja. É a consciência dessa gloriosa presença que aquece o nosso coração e reaviva a nossa alma.

Em segundo lugar, não há circunstância tão adversa que Deus não possa reverter com seu imenso poder. “… poderoso para salvar-te…”. Foi Deus quem tirou o seu povo da amarga escravidão e o trouxe de volta à sua terra. É Deus quem poderosamente nos liberta da escravidão do pecado. É ele quem quebra nossas algemas e rompe nossos grilhões. Não é o fraco braço da carne que nos traz salvação, mas o braço onipotente de Deus. Ele planejou, executa e consumará a nossa plena redenção. Sua graça é maior do que o nosso pecado. Nenhuma coisa é demasiadamente difícil para ele.

Em terceiro lugar, a restauração do povo de Deus traz alegria ao próprio coração de Deus. “… ele se deleitará em ti com alegria…”. Quando o povo de Deus se volta para ele em arrependimento, Deus volta-se para seu povo em graça e misericórdia, oferecendo-lhe perdão e restauração. Deus se deleita em nós, quando nós temos prazer nele. Deus se deleita em nós com alegria, quando ele mesmo é a fonte dessa alegria. A salvação de Deus dada a nós, traz glória ao próprio nome de Deus.

Em quarto lugar, a renovação que Deus opera na vida do seu povo é fruto de seu acendrado amor. “… renovar-te-á no seu amor…”. O amor de Deus é eterno, imerecido e provado. Porque nos ama com amor eterno, nos atrai para si com cordas de amor. Porque nos ama de forma imerecida, oferece-nos sua graça, sendo nós merecedores de seu castigo. É o amor de Deus que nos renova. Quanto mais reconhecemos o amor de Deus por nós, mais nos consagramos a ele e mais deleite ele tem em nós. Fugimos do pecado e buscamos a santidade não apenas por medo do juízo, mas, sobretudo, porque queremos agradar o coração de Deus, o Pai de misericórdias e Deus de toda a consolação.

Em quinto lugar, o deleite de Deus em seu povo é de puro júbilo. “… regozijar-se-á em ti com júbilo”. Deus tem mais prazer em seu povo, quanto mais seu povo se regozija nele. Deus nos aceita no Amado. Ele se alegra com seu povo como um noivo se alegra com sua noiva. Somos a herança de Deus, filhos de Deus, herdeiros de Deus, a menina dos olhos de Deus, a delícia de Deus. Ele nos deu vida. Ele nos adotou em sua família. Ele preparou para nós um lugar do gozo inefável. Desfrutaremos de sua presença pelo desdobrar da eternidade. Glorificá-lo-emos e fruiremos sua presença pelos séculos sem fim. Oh, graça imensa! Oh, amor eterno! Oh, salvação bendita!



Rev. Hernandes Dias Lopes

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Versículo do dia

     Versículo do dia


 ¹⁴ Porque nos tornamos participantes de Cristo, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim. 

Hebreus 3:14

Felipe Rodrigues - Tudo é Perda (Ao Vivo)


 

PÃO DIÁRIO - 09/02/2026 - Esperança para céticos

 

Esperança para céticos


…assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz… —Isaías 55:11


Como capelão, tenho o privilégio de conversar com pessoas diferentes. Algumas são céticas em relação à fé cristã. Descobri três grandes barreiras que as impedem de confiar em Cristo para serem salvas.
A primeira, surpreendentemente, não é a indisposição de crer que Deus existe; alguns na verdade duvidam ser importantes o bastante para receberem a atenção de Deus. Outra barreira é que alguns creem não serem dignos do perdão de Deus. As pessoas são geralmente os seus próprios e mais severos juízes. A terceira barreira? Elas se perguntam “se Ele existe”, por que Deus não se comunica com elas.
Vamos trabalhar de trás para frente com as barreiras para ver o que a Palavra de Deus diz. Primeiro, Deus não faz jogos mentais. O Senhor promete que se nós lermos a Sua Palavra, Ele garantirá que ela cumpra o Seu propósito (Isaías 55:11). Em outras palavras, se a lermos, descobriremos que Deus está se comunicando conosco. É exatamente por isso que a Bíblia fala com tanta frequência sobre a Sua graça e misericórdia conosco (v.7). A disposição de Deus em nos perdoar vai além da nossa própria disposição. Uma vez que compreendemos que podemos ouvir a Deus na Bíblia e vemos a ênfase em Sua misericórdia, torna-se mais fácil acreditar que temos Sua atenção quando clamamos a Ele.
A história de Deus é incrível. Pode dar esperança a todos nós.
— Randy Kilgore

Leia: Isaías 55:6-13 

Examine: A Bíblia em um ano: Oseias 5-8;Apocalipse 2

Considere: O ceticismo honesto pode ser o primeiro passo para uma fé íntegra.

A MORTE DE CRISTO NÃO FOI UM ACIDENTE NEM SUA RESSURREIÇÃO UMA SURPRESA

 




A morte de JESUS foi planejada e planejada desde a eternidade (Ap 13.8). Toda a história da humanidade foi uma preparação para a chegada do Messias e ele veio para morrer, e morrer pelos nossos pecados. Tanto sua morte como sua ressurreição estavam fartamente profetizados nas Escrituras (1Co 15.3,4). Os profetas falaram com clareza diáfana sobre a morte de Cristo séculos antes dele nascer. O próprio Jesus profetizou, sem rodeios, sobre sua própria morte. Ele não recuou diante da morte nem ficou surpreendido quando foi sentenciado à morte e morte de cruz. Jesus não morreu porque Judas o traiu por ganância, ou porque o sinédrio o prendeu e o acusou de blasfêmia contra Deus e conspiração contra César. Jesus não morreu porque os discípulos o abandonaram ou porque Pilatos, covardemente, o condenou à morte, mesmo estando convicto de sua inocência. Jesus morreu porque o Pai o entregou por amor. Ele morreu porque a si mesmo se deu, voluntariamente, pelo seu povo, para morrer pelas suas ovelhas.

A morte de Jesus, portanto, não foi um acidente nem sua ressurreição uma surpresa. Ele não morreu porque sucumbiu à trama do sinédrio, que nos bastidores do poder eclesiástico, urdiram sua prisão e conduziram ilegalmente todo o processo de sua acusação e condenação. Jesus não morreu porque foi uma vítima indefesa diante do poder de Roma. Ele morreu porque para este fim veio ao mundo. Ele morreu porque sua morte foi o nosso êxodo, a libertação do nosso cativeiro. Jesus caminhou para a cruz como um rei caminha para sua coroação. Ele glorificou o Pai na sua morte e o Pai o glorificou em sua ressurreição.

A morte de Cristo foi a maior demonstração do amor e da justiça de Deus. Ali na cruz do Calvário a justiça e a paz se beijaram. A cruz é o palco mais eloquente, onde refulge a justiça divina. Ali Deus puniu o nosso pecado em seu próprio Filho. Ele lançou sobre ele a iniquidade de todos nós. Agradou ao Pai moê-lo na cruz. O golpe da lei que deveríamos sofrer, Jesus sofreu por nós. O cálice amargo da ira de Deus que deveria ser sorvido por nós, foi dado a Jesus. Ele morreu em nosso favor, em nosso lugar, como nosso fiador e representante. Ele morreu a nossa morte. Por outro lado, a morte de Jesus foi a mais vívida demonstração do amor de Deus pelos pecadores. Deus nos amou quando éramos ímpios, fracos, pecadores e inimigos. Ele amou-nos não porque merecíamos o seu amor, mas exatamente quando éramos os objetos da sua ira. Ele amou-nos não por causa dos nossos méritos, mas apesar dos nossos deméritos. Deus não escreveu seu amor por nós em letras de fogo nas nuvens, mas esculpiu seu amor por nós na cruz de seu Filho. Ele, por amor de nós, não poupou a seu próprio Filho, antes por todos nós o entregou.

A morte de Cristo nos trouxe vida. Por sua morte somos justificados. Ao morrer pelos nossos pecados, Jesus abriu-nos um novo e vivo caminho para Deus. O véu do templo rasgou-se de alto a baixo. Agora, todos nós temos livre acesso à presença de Deus. Fomos feitos uma raça de sacerdotes. Porque Jesus morreu por nós, temos paz com Deus em relação ao passado, acesso à graça em relação ao presente e esperança da glória em relação ao futuro. Jesus não morreu para possibilitar a nossa salvação, ele morreu para efetivá-la. Sua morte foi substitutiva. Ele morreu morte vicária. Por morrer pela sua igreja, pelas suas ovelhas, pelo seu povo, trouxe-nos completa e perfeita redenção. Agora, aqueles a quem o Pai lhe deu desde a eternidade, por quem ele morreu na cruz, são eficazmente chamados, justificados e glorificados. Nada nem ninguém pode nos arrancar dos seus braços nem nos separar do amor de Deus. Temos em Jesus Cristo copiosa e segura redenção. A morte de Jesus, o Cristo de Deus, nos trouxe vida eterna e sua ressurreição garantiu a nossa justificação.




Rev. Hernandes Dias Lopes

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Versículo do dia

     Versículo do dia


⁵ Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor!

⁷ Bendito o homem que confia no Senhor, e cuja confiança é o Senhor. 

Jeremias 17:5,7

Marquinhos Gomes - Não Morrerei - Acústico 93 - 2022


 

PÃO DIÁRIO - 08/02/2026 - Competição de presentes

 

Competição de presentes


Graças a Deus pelo seu dom inefável! —2 Coríntios 9:15


Um comercial de Natal que gosto na TV mostra dois vizinhos em uma competição amigável para ver quem consegue espalhar mais a alegria do Natal. Um fica de olho no outro enquanto decora sua casa e árvores com luzes. Depois, cada um aperfeiçoa a sua propriedade para ficar melhor do que a do outro. Eles, em seguida, começam a competir para ver quem consegue ser mais extravagante com os outros vizinhos, correndo e distribuindo presentes alegremente.
O povo de Deus não está em uma competição para ver quem consegue doar mais, mas somos chamados para sermos “…generosos em dar e prontos a repartir” (1 Timóteo 6:18). O apóstolo Paulo instruiu a igreja em Corinto: “Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria” (2 Coríntios 9:7).
Na época de Natal, conforme compartilhamos presentes, nos lembramos da generosidade de Deus conosco — Ele deu o Seu Filho. O escritor Ray Stedman disse: “Jesus deixou Suas riquezas de lado e entrou em Sua criação num estado de pobreza para enriquecer a todos nós por Sua graça.”
Nenhum presente jamais poderia competir com a abundância do Senhor. Agradecemos a Deus pelo indescritível presente que é Jesus! (v.15).
— Anne Cetas

Leia: 2 Coríntios 9: 6-15 

Examine: A Bíblia em um ano: Oseias 1-4;Apocalipse 1

Considere: Nenhum presente é maior do que o próprio Cristo.

DEUS PÔS A ETERNIDADE EM NOSSO CORAÇÃO

 

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“Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem…” (Ec 3.11).

            O que existe, existe porque Deus criou. Deus não apenas fez do nada tudo o que existe, mas fez com refinada formosura. Dentre as coisas belas que Deus fez, o homem criado à sua imagem e semelhança, foi a obra mais bela. Somos a obra prima do criador, o arremate da criação. O universo com toda a sua vastidão, os céus dos céus com toda a sua magnitude e as galáxias incontáveis com toda sua miríade de luzeiros, não refletem tanto a majestosa criação divina como o homem. Este sim, é a coroa da criação. O homem foi feito para ter comunhão com o criador. Foi criado para adorar a Deus e deleitar-se nele. Por isso, Deus colocou a eternidade no seu coração. Que implicações tem essa verdade magna?

Em primeiro lugar, o homem foi criado para a transcendência. As coisas que vemos e apalpamos, por mais raras, por mais nobres e por mais caras não podem atender aos reclamos de nossa alma. Bens terrenos, prazeres efêmeros, conquistas financeiras não preenchem o vazio do nosso coração. Fomos criados para alturas mais excelsas. Fomos feitos para aspirações mais sublimes. Temos em nós não apenas as digitais do criador, mas também, sua própria natureza. Fomos criados como seres morais e espirituais. Fomos feitos para nos relacionarmos com Deus, amá-lo e frui-lo. Só o que é transcendente pode satisfazer aos anseios mais profundos do nosso ser.

Em segundo lugar, o homem foi criado para a eternidade. Deus criou anjos, homens e animais. Os anjos são espíritos, mas não têm corpo. Os animais têm corpo, mas não têm espírito. O homem tem corpo e espírito. É um ser físico e espiritual. Tem imanência e transcendência. Pertence ao tempo, mas ruma para a eternidade. Vive na história, mas seus olhos miram o que está para além da história. A mote não pode colocar um ponto final em sua existência. Deus colocou a eternidade em seu coração. Sua existência não se limita ao breve percurso do berço à sepultura. A eternidade está em seu coração. Os luzeiros do tempo não podem iluminar os recantos de sua alma.

Em terceiro lugar, o homem foi criado para prazeres mais elevados. Quando a Bíblia diz que Deus colocou a eternidade no coração do homem, está dizendo, também, que os prazeres terrenos e temporais não podem satisfazer sua alma. Os prazeres desta vida e as paixões carnais não saciam sua sede de prazer. As taças transbordantes dos deleites deste mundo podem satisfazer o homem por um tempo, mas depois entorpecem sua mente, anestesiam sua consciência e escravizam sua vontade. Somente os prazeres espirituais, resultantes da comunhão com Deus podem serenar sua alma, aquietar sua mente e transbordar de gozo o seu coração. Uma vez que o homem foi criado por Deus e para Deus, somente o próprio Deus pode dar sentido à sua vida.

Em quarto lugar, o homem foi criado para a vida eterna. Aqueles que investem apenas nesta vida são loucos. Aqueles que buscam o sentido da vida nas aventuras da embriaguez, ou na instabilidade das riquezas, ou nas aventuras do sexo ou mesmo no glamour do sucesso descobrem que todas essas conquistas não passam de vaidade. Tudo isso tem um brilho fugaz, como a névoa. Nossa alma não encontra pouso certo senão nos braços de Jesus. Nosso coração não encontra porto seguro, senão na posse da vida eterna. Essa vida eterna não se compra com dinheiro nem se alcança por merecimento. A vida eterna é uma oferta da graça de Deus, recebida mediante a fé em Jesus Cristo. Somente o homem que tem a vida eterna é verdadeiramente feliz. Sua bem-aventurança não se limita ao tempo, mas transborda para dentro da própria eternidade.



Rev. Hernandes Dias Lopes

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Versículo do dia

    Versículo do dia


 ¹² O norte e o sul tu os criaste; Tabor e Hermom jubilam em teu nome.

¹³ Tu tens um braço poderoso; forte é a tua mão, e alta está a tua destra. 

Salmos 89:12,13

Discopraise - Se Eu Me Humilhar (Vídeo Ao Vivo)


 

PÃO DIÁRIO - 07/02/2026 - O bom e o mau

 

O bom e o mau


…fez o Senhor Deus nascer uma planta […]. Mas Deus enviou um verme, o qual feriu a planta, e esta se secou. —Jonas 4:6-7


A história do rebelde profeta Jonas nos demonstra como Deus deseja usar tanto as bênçãos como as tribulações para nos desafiar e transformar-nos para melhor. No livro de Jonas, repete-se cinco vezes que o Senhor preparou circunstâncias para ele — boas e más.
Neste livro, lemos que o Senhor enviou uma tempestade. Está escrito que “…o Senhor lançou sobre o mar um forte vento, e fez-se no mar uma grande tempestade…” (Jonas 1:4). Depois que os marinheiros descobriram que Jonas era a razão da tempestade, lançaram-no ao mar (1:15). E então “Deparou o Senhor um grande peixe, para que tragasse a Jonas…” para salvá-lo de um afogamento (1:17).
Adiante, lemos que “…fez o Senhor Deus nascer uma planta…” para haver sombra sobre Jonas (4:6). Em seguida, percebemos que Deus enviou um verme para ferir a planta e também um vento calmoso e o sol que bateu na cabeça de Jonas (4:7-9). Estas circunstâncias foram usadas para revelar a atitude da rebelião de Jonas. Apenas após essa revelação, Deus pôde confrontar diretamente o problema do coração do profeta.
Ao enfrentarmos situações diferentes, deveríamos nos lembrar de que Deus é soberano sobre as bênçãos e provações que surgem em nosso caminho. Ele deseja utilizar todas as coisas para edificar o nosso caráter (Tiago 1:1-5). Ele usa o bem e o mal para nos transformar e nos guiar em nossa jornada.
— Dennis Fisher

Leia: Jonas 4

Examine: A Bíblia em um ano: Daniel 11-12;Judas

Considere: O Senhor dá e o Senhor toma. Bendito seja o Senhor.

A CRUZ DE CRISTO, ONDE A JUSTIÇA E A PAZ SE BEIJARAM

 




“Encontraram-se a graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram” (Sl 85.10).

O texto em tela aponta para Jesus, o Verbo que se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade. Destaca a consumação de sua obra na cruz, onde a justiça e a paz se beijaram. A crucificação era a pena de morte mais cruel no primeiro século. Só os criminosos mais execrandos eram punidos com esse gênero de morte. Jesus foi condenado à morte e morte de cruz, sob a acusação injusta de crime contra Deus (blasfêmia) e contra César (fazer-se rei). O poder religioso e o poder político se uniram para condenar Jesus à morte. Judeus e gentios fizeram uma aliança espúria para matarem o Autor da vida.

A morte de Cristo foi o maior crime da história e ao mesmo tempo o maior gesto de amor. Do ponto de vista humano, os homens o mataram com mãos de iníquos. Do ponto de vista de Deus, ele foi entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus (At 2.23). A cruz de Cristo tornou-se o cenário mais vívido para demonstrar o amor e a justiça de Deus. Naquele palco de horror, o amor de Deus foi despejado abundantemente, pois o Pai não poupou a seu próprio Filho, antes por todos nós o entregou (Rm 8.32). Deus nos amou de tal maneira que deu seu Filho unigênito (Jo 3.16). Deu-o para vir habitar entre nós. Deu-o para morrer por nós. Deu-o para levar sobre si os nossos pecados. Ao mesmo tempo, a cruz revela a justiça de Deus, pois na cruz o Pai puniu, no seu Filho, os nossos pecados. Cristo morreu pelos nossos pecados segundo as Escrituras.

Era impossível o homem pecador ser reconciliado com o Deus santo sem que seu pecado fosse punido e sem que sua culpa fosse removida. Pois Jesus se fez pecado por nós, carregando sobre o seu corpo, no madeiro, nossas transgressões. Deus lançou sobre ele a iniquidade de todos nós. Ao morrer por nós, em nosso lugar, morte vicária, ele pagou a nossa dívida, abrindo-nos os portais do perdão. Fomos justificados. Agora não pesa mais nenhuma condenação sobre aqueles que estão em Cristo Jesus. Em vez de culpa, temos toda a infinita justiça de Cristo, creditada a nós. Fomos reconciliados com Deus. Agora temos paz com Deus em relação ao passado, acesso à graça em relação ao presente e esperança da glória em relação ao futuro. Estamos quites com a lei de Deus e cobertos com a justiça de Cristo. A cortina que nos separava de Deus foi rasgada de alto a baixo. Fomos aceitos no Amado. Somos filhos e membros da família de Deus. Somos herdeiros de Deus e coherdeiros com Cristo. Nada nem ninguém pode separar-nos do amor de Cristo. Estamos seguros nos braços de Cristo. De suas onipotentes mãos ninguém pode nos arrebatar.

Na cruz de Cristo, a justiça e a paz se beijaram. A justiça foi feita, pois Deus puniu nosso pecado em seu Filho. Na cruz de Cristo, Deus reivindicou sua justiça e satisfez todas as demandas de sua lei. Ao mesmo tempo que ele é justo, também é o justificador daqueles que creem. Nós que éramos fracos, ímpios, pecadores e inimigos de Deus fomos aproximados pelo sangue de Cristo e, por isso, temos paz com Deus. A cruz é o cenário onde houve esse bendito encontro da justiça e da paz. Ali a justiça e a paz deram as mãos. Ali a justiça e a paz se beijaram, selando a nossa eterna redenção.

Não por outra razão, o apóstolo Paulo, o grande bandeirante do cristianismo, disse: “Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo” (Gl 6.14). Ainda: “Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado” (1Co 2.2). Que o nosso coração renda louvores a Deus, pela mensagem da cruz! Que nos gloriemos na cruz de Cristo, em nossa jornada rumo à glória!



Rev. Hernandes Dias Lopes

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Versículo do dia

    Versículo do dia


 ⁶ Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e em quem estamos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele. 

1 Coríntios 8:6

Tua é a glória - Rachel Novaes


 

PÃO DIÁRIO - 06/02/2026 - Medo sério

 

 

Medo sério

…Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria… —Lucas 2:10


Após semanas de ensaio do coral infantil, a noite de nosso musical de Natal de 1983 havia chegado. As crianças fantasiadas começaram a encher o auditório quando repentinamente ouvimos um tumulto à porta dos fundos. Minha esposa e eu nos viramos para olhar e vimos o nosso pequeno Matt. Soluçando alto e com um olhar de absoluto terror, ele agarrava o trinco da porta como se estivesse fugindo da morte. Ele se recusou a entrar no auditório. Após muita negociação, o diretor finalmente lhe disse que não precisava subir no palco. Ele se sentou conosco e logo os seus medos começaram a diminuir.
Apesar de geralmente não identificarmos o Natal como uma época de medo, havia muito temor na noite do nascimento de Cristo. O evangelista Lucas diz: “E um anjo do Senhor desceu aonde eles estavam, e a glória do Senhor brilhou ao redor deles; e ficaram tomados de grande temor” (Lucas 2:9). A visão do mensageiro angelical era mais do que os pastores poderiam processar. Mas o anjo os tranquilizou: “…Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo” (v.10).
Em um mundo repleto de medo, precisamos nos lembrar de que Jesus veio para ser o Príncipe da Paz (Isaías 9:6). Precisamos desesperadamente da Sua paz. À medida que olharmos para Ele, Jesus diminuirá nossos medos e acalmará os nossos corações.
— Bill Crowder

Leia: Lucas 2:8-20 

Examine: A Bíblia em um ano: Daniel 8-10;3 João

Considere: O medo tem o seu fim no Deus encarnado. —F. B. Meyer

QUÃO GLORIOSO É O EVANGELHO!

 




“Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; ” (Rm 1.16)

            A Carta de Paulo aos Romanos é o maior tratado teológico do Novo Testamento. Nessa epístola, o apóstolo dos gentios fala sobre o evangelho, já no início de sua missiva. O versículo em tela é uma espécie de introdução e síntese de toda carta. Destacaremos aqui, alguns pontos importantes:

A definição do evangelho. A palavra “evangelho” significa boas novas. Boas novas do céu à terra. Boas notícias de Deus aos homens. Boas novas de salvação eterna e não apenas de bênçãos temporais. O evangelho trata do glorioso fato do amor de Deus aos pecadores indignos. Seu amor por nós é abundante, imerecido e provado. O evangelho é uma nova de grande alegria para todo povo. É a notícia mais auspiciosa e alvissareira entregue aos homens: a notícia de que o Salvador, o Messias, o Senhor veio ao mundo, para ser o nosso glorioso Redentor.

A natureza do evangelho. O evangelho é o poder Deus. Porque Deus é onipotente, o evangelho também o é em sua essência. Ninguém pode resistir o poder de Deus. Sua vontade é soberana. É impossível deter sua mão onipotente. Mas, o evangelho não é o poder que destrói, mas o poder que salva. É o poder dirigido a resgatar o perdido pecador. É o poder destinado a tirar das trevas aqueles que estavam imersos em densa escuridão. É o poder de perdoar pecadores indignos e fazer deles vasos de honra para Deus.

O propósito do evangelho. O evangelho é o poder de Deus para a salvação. Não há possibilidade de o pecador ser salvo, exceto pelo poder do evangelho. O evangelho está centrado na pessoa e na obra de Cristo. Ninguém pode ser reconciliado com Deus senão por meio de Jesus, pois ele é o único Mediador entre Deus e os homens. Ninguém pode ter acesso a Deus, exceto por Jesus, pois é a porta do céu e o caminho para Deus. Não há salvação em nenhum outro nome dado entre os homens, exceto o nome de Jesus. Aquele que, arrependido de seus pecados, põe sua confiança em Jesus é salvo; esse tem a vida eterna.

O instrumento de apropriação das bênçãos do evangelho. O evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê. A salvação é pela graça mediante a fé. A graça é a causa meritória e a fé a causa instrumental. Tomamos posse da salvação pela graça, por meio da fé. Todo aquele que crê é salvo, e só aquele que crê. O evangelho não é o poder de Deus para a salvação dos incrédulos, mas apenas para aqueles que creem e só para aqueles que creem. Fora da fé em Jesus não há salvação.

O alcance do evangelho. O evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego. Isso significa que o evangelho é universal em seu alcance. Por meio dele, Deus chama aqueles por quem Cristo morreu, procedentes de toda tribo, língua, povo e nação. Judeus e gentios, homens e mulheres, velhos e crianças, ricos e pobres, doutores e analfabetos, enfim, todos que creem em Cristo, são salvos.

A nobreza do evangelho. Diante da sublimidade do evangelho Paulo escreve: “porque não me envergonho do evangelho…”. Há alguns que se envergonham do evangelho; há outros que são vergonha do evangelho; mas nós devemos nos gloriar no evangelho e dele jamais nos envergonharmos. Devemos viver pelo evangelho e para o evangelho. Devemos sofrer e morrer pelo evangelho. Devemos pregar o evangelho. O evangelho é nosso maior tesouro, nosso maior legado, nossa maior alegria!



Rev. Hernandes Dias Lopes

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Versículo do dia

    Versículo do dia


 ² E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno. 

Daniel 12:2

Eli Soares - Oferta Agradável A Ti (Ao Vivo Em Belo Horizonte / 2019)


 

PÃO DIÁRIO - 05/02/2026 - Mais do que suficiente

 

Mais do que suficiente


…[o Senhor] redime a tua vida e te coroa de graça e misericórdia. —Salmo 103:4


Quando recebi um grande grupo em minha casa, temi que o cardápio planejado não fosse suficiente para servir todos os convidados. No entanto, eu não deveria ter me preocupado. Muitos amigos trouxeram algo a mais e todos puderam desfrutar das surpresas excedentes. Tínhamos mais do que o suficiente e pudemos compartilhar da abundância.
Servimos a um Deus de abundância que é constantemente “mais do que suficiente.” Podemos ver a natureza generosa de Deus na forma como Ele ama Seus filhos.
No Salmo 103, Davi lista muitos benefícios que nosso Pai nos concede. O versículo 4 afirma que Ele redime as nossas vidas da destruição e nos coroa com graça e misericórdia.
O apóstolo Paulo nos lembra de que Deus “…nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual” e “…é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos…” (Efésios 1:3; 3:20).
Por Seu grande amor, somos chamados filhos de Deus (1 João 3:1), e Sua graça nos dá “…em tudo, ampla suficiência…” para que superabundemos “…em toda boa obra” (2 Coríntios 9:8).
O amor e a graça de Deus derramados sobre as nossas vidas nos capacitam a compartilhá-los com os outros. O Deus de poder e provisão é sempre o Deus que é “mais do que suficiente”!
— Cindy Hess Kasper

Leia: Salmo 103:1-11 

Examine: A Bíblia em um ano: Daniel 3-4;1 João 5

Considere: Sempre temos o suficiente quando Deus é a nossa provisão.

AS MARCAS DE UMA IGREJA QUE IMPACTOU O MUNDO

 

 


“… em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados de cristãos” (At 11.26).

Três igrejas no livro de Atos exerceram grande influência missionária no primeiro século: Jerusalém, Antioquia e Éfeso. Aqui, queremos destacar a igreja de Antioquia, ressaltando três marcas dessa igreja.

Em primeiro lugar, uma igreja cujos membros eram parecidos com Jesus (At 11.26). Antioquia era a capital da Síria. Naquele tempo era a terceira maior cidade do mundo. O evangelho chegou até lá e floresceu de tal maneira que aquela igreja superou Jerusalém no ardor missionário, e através dela missionários foram enviados a várias partes do mundo, para plantar igrejas. Os crentes daquela importante igreja eram tão parecidos com Jesus que, os discípulos ali, pela primeira vez, foram chamados cristãos. Quando as pessoas olhavam para aqueles crentes, sentiam que estavam olhando para o próprio Jesus. A vida deles referendava sua pregação. O testemunho deles era avalista de suas palavras. Se quisermos ser uma igreja que influencia a cidade e impacta o mundo, precisaremos, de igual modo, andar com Cristo, vivermos em sua presença e sermos parecidos com ele. A vida piedosa é a base do testemunho eficaz. Precisamos pregar aos ouvidos e também aos olhos. Precisamos falar e fazer. Nosso testemunho vai à frente de nossa pregação. Por causa do impacto da vida daqueles crentes, uma numerosa multidão se agregou àquela igreja para receber o ensino da palavra de Deus.

Em segundo lugar, uma igreja que nasceu debaixo de grande perseguição (At 11.19-25). A igreja de Jerusalém atendeu à agenda missionária estabelecida por Jesus (At 1.8) depois do martírio do diácono Estêvão. Naquele tempo de amarga perseguição, exceto os apóstolos, todos foram dispersos de Jerusalém (At 8.1). Porém, os que foram dispersos não saíram lamentando, mas iam por toda a parte pregando a palavra (At 8.4). Cada crente era um missionário. Esses crentes que foram dispersos por causa da tribulação que sobreveio a Estêvão, se espalharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia. As boas novas do evangelho chegaram àquele território gentio por causa do vento da perseguição (At 11.19,20). Diz a Escritura, entretanto, que a mão do Senhor estava com eles, e muitos, crendo, se converteram ao Senhor (At 11.21). A graça de Deus em ação naquela cidade alegrou o coração do missionário Barnabé, enviado pela igreja de Jerusalém, e ele, sentiu necessidade de buscar Saulo em Tarso, para ajudá-lo naquele próspero trabalho. Ali, por todo um ano, eles ensinaram numerosa multidão (At 11.22-26). A perseguição não destrói a semente do evangelho, apenas a espalha. A igreja perseguida é a mesma que conta com a mão do Senhor e com a sua graça. Essa igreja, mesmo no meio da dor, vê multidões chegando para receber a instrução da palavra de Deus.

Em terceiro lugar, uma igreja que prioriza a obra missionária (At 13.1-3). A igreja de Antioquia recebe a instrução da palavra, ora e jejua. O Espírito diz a essa igreja para separar seus dois pastores principais para a obra missionária. A igreja não questiona nem adia a pronta obediência. Barnabé e Saulo receberam a imposição de mãos e foram despedidos para o campo missionário. Muito embora Antioquia fosse uma grande metrópole, os crentes entenderam, por direção do Espírito Santo, que o evangelho precisava ir além, atravessando fronteiras, chegando até aos confins da terra. Oh, como precisamos entender que o propósito de Deus é o evangelho todo, por toda a igreja, em todo o mundo. Cada igreja deve ser uma agência missionária e cada crente deve ser uma testemunha. Antioquia não reteve apenas para si o que recebeu. O evangelho precisa ser anunciado a tempo e a fora de tempo, aqui, ali e além fronteiras. Essa é uma tarefa imperativa, impostergável e intransferível. Precisamos saber que o campo é o mundo, a igreja é método de Deus e o tempo de Deus é agora!



Rev. Hernandes Dias Lopes

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Versículo do dia

    Versículo do dia


 Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?

Riqueza - Angelo Torres e Álvaro Tito (At Jazz Music)


 

PÃO DIÁRIO - 04/02/2026- A pedra Eureka

 

A pedra Eureka


O reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto no campo… —Mateus 13:44


Em uma fazenda na África do Sul, Erasmus Jacobs, de 15 anos, viu uma pedra reluzir ao sol, em 1867. Certo momento, um vizinho que sabia sobre a existência da pedra reluzente quis comprá-la da família. Por não saber o valor da pedra, a mãe de Erasmus disse ao vizinho: “Pode ficar com a pedra se quiser.”
Finalmente, um mineralogista declarou que a pedra era um diamante de 25 quilates que valia uma grande quantia. Ficou conhecido como o “Diamante Eureka” (A palavra grega eureka significa “Encontrei!”). Logo, os valores dos campos próximos à fazenda da família Jacobs elevaram-se. Sob a terra estava um dos mais abastados depósitos de diamante jamais descoberto.
Jesus disse que o valor de fazer parte do reino de Deus é como um tesouro: “O reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto no campo, o qual certo homem, tendo-o achado, escondeu. E, transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem e compra aquele campo” (Mateus 13:44).
Quando colocamos nossa fé em Cristo, um “momento eureka” espiritual acontece. Deus nos dá perdão em Seu Filho. É o maior tesouro que poderia ser encontrado. A partir desse momento, o ponto central de nossas vidas pode girar em torno de nos tornarmos valorosos membros de Seu reino eterno. A nossa alegria é compartilhar essa valiosa descoberta com os outros.
— Dennis Fisher


Leia: Mateus 13:44-50 

Examine: A Bíblia em um ano: Ezequiel 47-48;1 João 3

Considere: O reino de Deus é um tesouro feito para ser compartilhado.

COMO TER RELACIONAMENTOS SAUDÁVEIS NA IGREJA

 




A igreja de Filipos foi a maior parceira do apóstolo Paulo no que tange a dar e receber. Assistiu o apóstolo em várias circunstâncias. Era uma igreja com forte pendor missionário. Portas para fora aquela igreja era um exemplo. Porém, internamente enfrentava alguns problemas. A área vulnerável da igreja era os relacionamentos. Havia discordância entre duas mulheres proeminentes na igreja, Evódia e Síntique (Fp 4.2). Em Filipenses capítulo 2.1-30 Paulo dá sete princípios para a restauração dos relacionamentos na igreja e depois dá quatro exemplos.

Em primeiro lugar, os princípios para mantermos relacionamentos saudáveis na igreja (Fp 2.1-4). O primeiro princípio é pensar a mesma coisa. Podemos ter divergências uns com os outros, mas devemos focar nossa atenção naquilo que nos une e não no que nos separa. Se estamos em Cristo, somos irmãos, membros do mesmo corpo, participantes da mesma família e nosso papel não é lutar uns contra os outros, mas manter unidade de pensamento. O segundo princípio é ter o mesmo amor. O amor é o vínculo da perfeição. O amor é a primeira marca da maturidade cristã. O amor é nosso distintivo. É por meio dele que somos conhecidos como discípulos de Cristo. Precisamos amar o irmão em vez de concorrer com ele ou lutar contra ele. O terceiro princípio é ser unido de alma. Não basta amar os irmãos de forma genérica; é preciso que esse amor seja pessoal, profundo, como se fôssemos almas gêmeas.  O quarto princípio é ter o mesmo sentimento. Não raro brotam divergências e até contendas entre os irmãos. Se não vigiarmos instala-se em nosso coração a amargura, o rancor e a indiferença. Nosso papel, como membros da família de Deus, é nutrirmos o mesmo sentimento de uns para com os outros. O quinto princípio é não dar guarida à exaltação do “eu” nem alimentar partidos dentro da igreja. Paulo diz que não devemos fazer nada por partidarismo ou vanglória. A humildade deve reger nossos relacionamentos e não a altivez. O sexto princípio é considerar o irmão superior a si mesmo. Sempre que colocamos o “eu” na frente do “outro” levantamos muralhas nos relacionamentos. Sempre que enaltecemos a nós mesmos para diminuir o outro, cavamos abismos em vez de construir pontes nos relacionamentos. O sétimo princípio é pensar nos interesses dos outros antes de laborarmos em nossa própria causa. Se observamos esses sete princípios, curaremos feridas, restauraremos relacionamentos, a igreja será edificada e Deus será glorificado em nós.

Em segundo lugar, os exemplos que devemos mirar se quisermos manter relacionamentos saudáveis na igreja (Fp 2.5-30). Paulo elenca quatro exemplos de pessoas que colocaram o “outro” na frente do “eu”. O primeiro exemplo é o de Cristo Jesus (Fp 2.5-11). Devemos ter o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus. Ele sendo Deus se esvaziou, se humilhou, e desceu às mais baixas profundezas, a ponto de morrer por nós, morte de cruz. Deus, porém, o exaltou e lhe deu o nome mais exaltado. O segundo exemplo é do próprio apóstolo Paulo (Fp 2.12-18). Pensando mais nos outros do que em si mesmo, Paulo ofereceu a si mesmo como libação sobre o sacrifício e serviço dos irmãos. Ele não buscou glória para si, mas doou-se pelos irmãos. O terceiro exemplo é o de Timóteo (Fp 2.19-24). Timóteo era um homem singular, que não cuidava de seus próprios interesses, mas dos interesses de Cristo e dos irmãos. Ele foi um servo, que serviu ao evangelho juntamente com Paulo. O quarto exemplo é o de Epafrodito (Fp 3.25-30). Este valoroso irmão, cooperador de Paulo e companheiro nas lutas, por causa da obra de Cristo, chegou às portas da morte, dispondo-se a dar a própria vida para levar uma ajuda da igreja de Filipos ao apóstolo Paulo que estava preso em Roma.

Que os princípios postos e os exemplos elencados nos ajudem na caminhada rumo à comunhão fraternal.



Rev. Hernandes Dias Lopes

Versículo do dia

      Versículo do dia   "Quando a minha vida já se apagava, eu me lembrei de ti, Senhor, e a minha oração subiu a ti, ao teu santo tem...