terça-feira, 24 de março de 2026

Versículo do dia

      Versículo do dia


 ³¹ Porque ensinava os seus discípulos, e lhes dizia: O Filho do homem será entregue nas mãos dos homens, e matá-lo-ão 

Marcos 9:31

Marquinhos Gomes - Não Morrerei - Acústico 93


 

PÃO DIÁRIO - 25/03/2026 - Perguntas diferentes

 

Perguntas diferentes



Quando a tragédia acontece, surgem as perguntas. A perda de um ente querido pode nos fazer questionar Deus com uma série de perguntas pontuais: “Por que o Senhor permitiu que isso acontecesse?” “De quem foi a culpa?”. “O Senhor não se importa com a minha dor?”. Acredite em mim — como pai enlutado de uma adolescente que morreu tragicamente, fiz estas mesmas perguntas.
O livro de Jó registra as perguntas que Jó faz ao se sentar com amigos para lamentar seu sofrimento. Ele perdera sua família, sua saúde e suas posses. Em certo ponto, ele pergunta: “Por que se concede luz ao miserável e vida aos amargurados de ânimo?” (3:20). Mais tarde, ele pergunta: “Por que esperar, se já não tenho forças?…” (6:11). E: “Parece-te bem que me oprimas…?” (10:3). Muitos estiveram diante de uma lápide colocada muito cedo e fizeram perguntas semelhantes.
Mas ao ler até o final do livro, você tem uma surpresa. Quando Deus responde a Jó (38–41), Ele o faz de maneira inesperada. Ele vira o jogo e questiona Jó — faz perguntas diferentes que demonstram a Sua sabedoria e soberania. Perguntas sobre a Sua magnífica criação — a terra, as estrelas e o mar. E todas as perguntas destacam o seguinte: Deus é soberano. Deus é Todo-poderoso. Deus é amor. E Ele sabe o que está fazendo.
—JDB


Leia: Jó 38:1-11

Examine: Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra?… —Jó 38:4

Considere: Nosso maior conforto no sofrimento é saber que Deus está no controle.

Verdades que não podemos esquecer

 



O apóstolo Paulo, em sua primeira carta à igreja de Corinto, no capítulo seis, repete seis vezes a mesma expressão: “Não sabeis?” (1Co 6.2,3,9,15,16,19). Com isso, Paulo está enfatizando a necessidade de conhecer algumas verdades absolutas e não esquecê-las jamais. Que verdades são essas que precisamos tanto conhecer?

1. Não sabeis que os santos hão de julgar o mundo? (1Co 6.2). 

É vergonhoso quando a igreja perde sua capacidade de resolver seus próprios conflitos e leva suas causas domésticas para fora dos seus portões, para serem julgadas por aqueles que um dia serão julgados pela própria igreja. Isso é inverter os papéis. Isso é um contra senso.

2. Não sabeis que havemos de julgar os próprios anjos? (1Co6.3). 


A igreja não apenas será levada para o céu, mas também assentar-se-á em tronos. Não apenas estará livre de condenação, mas também julgará o mundo e os anjos. Por causa da graça de Deus e da morte expiatória de Cristo na cruz, os crentes deixaram de ser réus para serem juízes.

3. Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? (1Co 6.9).

 Paulo é categórico em afirmar que os impuros, idólatras, adúlteros, homossexuais ativos e passivos, ladrões, avarentos, bêbados, maldizentes e roubadores não herdarão o reino de Deus. Esses indivíduos podem até mesmo receber na terra todos os troféus da fama, conquistar todas as medalhas do sucesso e cruzar todas as passarelas cheias de encanto e beleza, mas jamais entrarão no reino de Deus; podem até mesmo ser aplaudidos pelos homens, mas não entrarão na Cidade Santa. A menos que se arrependam de seus pecados, podem até ganhar o mundo inteiro, mas perderão a sua alma.

4. Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo? (1Co 6.15).

 Cristo é o cabeça da igreja e a igreja é o corpo de Cristo e nós somos individualmente membros desse corpo. Entregar nosso corpo à impureza é arrastar o nome de Cristo para a lama. Teríamos nós coragem de tomar os membros de Cristo e fazê-los membros de meretriz? Só em pensar nessa grosteca possibilidade já seria consumada blasfêmia. Entretanto, muitos crentes em vez de consagrar seus corpos a Deus e glorificarem a Deus em seu corpo, entregam-se à impureza e desonram o nome de Cristo.

5. Não sabeis que o homem que se une à prostituta forma um só corpo com ela? (1Co 6.16). 


A intimidade sexual é uma bênção destinada por Deus aos que se unem legitimamente em casamento. O sexo antes do casamento é fornicação e fora dele é adultério. Ambos os pecados são condenados por Deus e atraem o juízo divino. A sociedade pode até incentivar essas práticas e tentar apagar das consciências a culpa, mas não pode anular a verdade de Deus, por cujo crivo, um dia todos os homens serão julgados.

6. Não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo? (1Co 6.19). 


Nosso corpo não foi criado para a impureza, mas para o Senhor. Nosso corpo foi comprado por Deus e deve estar a serviço de Deus e promover a glória de Deus. Nosso corpo não pode ser mais a morada da iniquidade, pois foi lavado no sangue do Cordeiro de Deus e transformado em santuário do Altíssimo. Nosso corpo não é mais o teatro onde o diabo realiza seus shows mais escandalosos, mas o santo dos santos, onde a glória de Deus se manifesta.



Pr. Hernandes Dias Lopes

segunda-feira, 23 de março de 2026

Versículo do dia

      Versículo do dia


¹⁶ Não dirás falso testemunho contra o teu próximo. 

Êxodo 20:16


Davi Sacer e Veronica Sacer | Bendito Serás [Clipe Oficial


 

PÃO DIÁRIO - 24/03/2023 - Veias de ouro

 

Veias de ouro



Enquanto visitava a charmosa região de Cotswold na Inglaterra, comprei algumas canecas chinesas feitas de ossos como recordação. Eu as utilizava com cuidado, mas certa vez uma delas caiu na pia e estilhaçou-se. Recentemente pensei naquela caneca quando aprendi sobre a arte japonesa chamada Kintsugi.
Quando algo se quebra, geralmente pensamos em reparar de modo que seja possível reutilizá-lo. Mas há centenas de anos, um artista japonês decidiu que faria algo lindo com a porcelana quebrada. Ele então começou a utilizar resina de ouro para unir os fragmentos. Peças reparadas com o uso deste método possuem complexos filamentos de ouro.
O pecado entrou no mundo muito cedo na história da humanidade (Gênesis 3). Teólogos referem-se ao evento como “a queda”. O resultado inevitável é a destruição. A vida é dolorosa porque continuamos sendo feridos e ferindo outros com a nossa aspereza aguda e cortante. Mas Deus não quer que permaneçamos sendo destruídos. Sua obra de reparação transforma nossa destruição em beleza.
Como um artista Kintsugi, Deus nos restaura. Mas Ele usa algo mais precioso que ouro — o sangue de Seu Filho. Em vez de filamentos de ouro, somos unidos pelas veias do próprio Cristo. “…somos unidos com ele na semelhança da sua morte…” (Romanos 6:5). Não há nada mais belo do que isso.
—JAL


Leia: Romanos 6:1-14

Examine: …se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição. —Romanos 6:5

Considere: O preço de nossa libertação do pecado foi pago pelo sangue de Jesus.

QUANDO A RELIGIOSIDADE TOMA O LUGAR DA OBEDIÊNCIA A DEUS -

 




Ao longo da história, em vários lugares, em diversas ocasiões, o povo de Deus substituiu a obediência pelos rituais religiosos. Foram zelosos na observância de preceitos externos e descuidados com a obediência, para a qual esses rituais apontavam. Praticaram a religiosidade para agradar a eles mesmos e não para o Senhor. O profeta Zacarias, trata desse solene assunto no capítulo sete de seu livro.

De Betel foram enviados mensageiros a Jerusalém para perguntarem aos sacerdotes e profetas que estavam na Casa de Deus, se deveriam continuar a chorar com jejuns, no quinto mês, como era seu costume há tantos anos. É nesse contexto que Deus ordena Zacarias a falar a todo o povo e aos sacerdotes, que nos setenta anos de cativeiro babilônico, o jejum que praticaram não foi para Deus. De igual modo, eles comeram e beberam para eles mesmos. Deus estivera ausente de suas atividades comuns bem como de suas práticas religiosas.

O profeta Zacarias, então, aproveita o ensejo para relembrar o povo que voltara do cativeiro, as mensagens que foram anunciadas pelos mensageiros de Deus a seus pais, quando a cidade de Jerusalém ainda vivia em paz e as cidades ao redor eram habitadas. Naquele tempo, o que Deus requeria do povo? Apenas um ritual religioso? Apenas um jejum de abstinência de alimentos e pranto? Não! A mensagem de Deus era clara: “Executai juízo verdadeiro, mostrai bondade e misericórdia, cada um a seu irmão; não oprimais a viúva, nem o órfão, nem o estrangeiro, nem o pobre, nem intente cada um, em seu coração, o mal contra o seu próximo” (Zc 7.9,10). Zacarias faz questão de registrar que seus pais não quiseram atender à voz de Deus. Ao contrário, rebeldes deram as costas para Deus e não acolherem a mensagem dos profetas. Zacarias chega a dizer que seus pais fizeram o seu coração duro como diamante para não ouvirem a lei nem as palavras que o Senhor dos Exércitos enviara pelo seu Espírito, por intermédio dos profetas. A consequência? Veio sobre eles a grande ira do Senhor! Porque Deus clamou ao povo e o povo não quis ouvi-lo, quando veio o cerco de Jerusalém e o povo foi levado cativo para a Babilônia, Deus também não ouviu o seu clamor. Ao contrário, eles foram espalhados como um turbilhão por entre todas as nações e a sua terra foi assolada atrás deles.

O cativeiro babilônico foi uma prova clara de que a religiosidade sem obediência pode levar a grandes desastres. De nada adiante jejuar e lamentar se isso não é feito para Deus. De nada adianta comer e beber se isso não é praticado para a glória e Deus. De nada adianta preservar rituais religiosos, se na prática desses rituais ainda se deixa de executar juízo verdadeiro, deixando de mostrar bondade e misericórdia, cada um a seu irmão. De nada adianta ser muito religioso e ao mesmo tempo oprimir a viúva, o órfão, o estrangeiro e o pobre. De nada adianta ser zeloso dos rituais sagrados se no coração se intenta o mal contra o próximo.

A religião dos preceitos sem uma vida rendida a Deus e sem a prática do amor ao próximo não passa de um simulacro de espiritualidade. Esse tipo de religiosidade, ainda que externamente possa impressionar os homens, não pode agradar a Deus. Aquele que sonda os corações requer a verdade no íntimo. Ele não se contenta com performance, pois conhece as motivações. Ele não aceita rituais religiosos, ainda que os mais sagrados, se esses estão apartados da correta relação com ele e com os irmãos.



Rev. Hernandes Dias Lopes

domingo, 22 de março de 2026

Versículo do dia

      Versículo do dia


 ²¹ Não vos escrevi porque não soubésseis a verdade, mas porque a sabeis, e porque nenhuma mentira é da verdade 

1 João 2:21

Ministério Atitude, Davi Sacer e Veronica Sacer - O Tempo Da Promessa ( Clipe Oficial)


 

PÃO DIÁRIO - 23/03/2026 - Lorotas ou aventuras?

 

Lorotas ou aventuras?



Meu avô amava contar histórias e eu amava ouvi-las. Vovô tinha dois tipos de contos. As “lorotas” eram histórias com um fundo de verdade, mas que mudavam em cada nova narração. As “aventuras” eram histórias que realmente tinham acontecido, e os fatos nunca mudavam quando recontados. Um dia, meu avô contou uma história que pareceu forçada demais para ser verdade. “Lorota”, declarei, mas meu avô insistiu que era verdadeira. Apesar de sua narração nunca variar, simplesmente não conseguia acreditar nela, pois era incomum demais.
Então, um dia, enquanto ouvia um programa de rádio, ouvi o locutor contar uma história que confirmou a veracidade do conto de meu avô. De repente, a “lorota” de meu avô se tornou numa “aventura”. Foi um momento comovente para mim e aquela lembrança fez meu avô ser mais merecedor de minha confiança.
Quando o salmista escreveu sobre a natureza imutável de Deus (102:27), ele estava nos oferecendo o mesmo conforto — a confiabilidade de Deus — para nós. A mesma ideia se repete no livro de Hebreus 13:8 com estas palavras: “Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre.” Isso pode elevar o nosso coração acima das nossas provações diárias para nos lembrar de que um Deus confiável e imutável governa até mesmo o caos de um mundo em mudança.
—RKK

Leia: Salmo 102:18-28

Examine: Tu, porém, és sempre o mesmo, e os teus anos jamais terão fim. —Salmo 102:27

Considere: Permita a imutabilidade de Deus invadir o seu coração com a Sua paz em suas tempestades.

Paz, uma dádiva do céu

 



O mundo está em conflito. Enquanto erguemos monumentos À paz, investimos mais na guerra. Enquanto falamos da necessidade de paz, armamo-nos até aos dentes, preparando-nos para os mais encardidos combates. As tensões se agigantam entre as nações, dentro das famílias e até mesmo no sacrário da nossa alma. Somos uma guerra civil ambulante. O homem está em conflito com Deus, com seu próximo e consigo mesmo. A paz será sempre um sonho utópico até que reine o Príncipe da paz.

As Escrituras nos falam de paz com Deus e paz de Deus. A primeira é um estado, a segunda um sentimento. A paz de Deus nos fala de um relacionamento certo com Deus, fruto da reconciliação com ele, por meio de Cristo. A paz de Deus é fruto da paz com Deus e tem a ver com um sentimento de gozo inefável, que inunda a nossa alma, mesmo em meio aos vendavais da vida. Não há paz de Deus sem que primeiro se estabeleça a paz com Deus. A paz com Deus é a raiz, a paz de Deus é o fruto. A paz com Deus é a fonte e a paz de Deus é o fluxo que corre dessa fonte.

Mas, o que de fato é a paz com Deus? Ela é fruto da justificação, e justificação é um ato jurídico de Deus, declarando-nos inocentes e inculpáveis diante do seu tribunal, em virtude do sacrifício substitutivo de Cristo, em nosso favor e em nosso lugar. Mediante a justificação, ficamos quites com a lei de Deus e com a justiça divina, não pesando mais sobre nós nenhuma condenação. Nossos pecados não são imputados a nós, pois foram lançados sobre Jesus na cruz e toda a justiça de Cristo é transferida para o nossa conta, de tal maneira que somos justificados no tribunal de Deus. A justificação é um ato e não um processo; é feito no tribunal de Deus e não no nosso coração. Ela não tem graus, uma vez que todos os salvos são de igual forma justificados com base nos méritos de Cristo Jesus. Por isso, a paz com Deus é a mesma para todos os remidos. Nenhum salvo tem mais paz com Deus do que outro. Todos estão de igual forma reconciliados com Deus por meio de Cristo Jesus.

Já a paz de Deus difere de crente para crente. Nem todos os salvos a experimentam com a mesma intensidade. Ela não é um estado, mas um sentimento, fruto do nosso estreito relacionamento com Deus. Paulo diz que a falta dessa paz deixa o coração e a mente vulneráveis à ansiedade. A ansiedade é uma espécie de estrangulamento da alma, quando somos sufocados pelas tensões que chegam das circunstâncias, dos relacionamentos estremecidos e da preocupação com as coisas materiais. Quando buscamos a Deus em oração e o adoramos, dando graças por sua bondade, a ansiedade precisa bater em retirada e, a paz de Deus, como uma sentinela divina, passa a guardar nosso coração e a nossa mente em Cristo Jesus. A paz de Deus é uma fortaleza ao redor da nossa mente e do nosso coração, da nossa razão e dos nossos sentimentos. A paz de Deus é aquele descanso interior, em saber que Deus está no controle, que nossa vida está em suas mãos, mesmo quando as circunstâncias ao nosso redor estão tempestuosas. Não precisamos ser prisioneiros da ansiedade. Se já fomos reconciliados com Deus, já temos a paz com Deus, e agora, podemos experimentar a paz de Deus!



Pr. Hernandes Dias Lopes

sábado, 21 de março de 2026

Versículo do dia

      Versículo do dia


¹⁰ Quando, pois, tiveres comido, e fores farto, louvarás ao Senhor teu Deus pela boa terra que te deu. 

Deuteronômio 8:10  

Renascer Praise – Escape (Ao Vivo)


 

PÃO DIÁRIO - 22/03/2026 - Água para o mundo

 

Água para o mundo



Embora 70% do mundo seja coberto por água, menos de 1% dela pode ser ingerida por seres humanos. A conservação e o saneamento da água são questões cruciais em muitas partes do mundo, uma vez que toda a vida depende de água potável.
Jesus saiu de Seu caminho habitual para apresentar a água que dá vida a uma mulher perdida. Ele deliberadamente escolheu ir a uma cidade em Samaria, um lugar onde nenhum rabino respeitável poria os pés. Lá, Ele contou a essa mulher sobre a “água viva”. Aquele que beber dela, disse Ele, “…nunca mais terá sede…”. Ela “…será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna” (João 4:14).
A água viva é o próprio Jesus. Aqueles que o recebem têm a vida eterna (v.14). Mas a água viva que Ele oferece também tem outra função. Sobre quem a recebe, Jesus disse: “…do seu interior fluirão rios de água viva” (7:38). A água viva que nos refresca deve também refrescar os outros.
Assim como a distribuição de água doce no mundo é desigual, também é a distribuição de água viva. Muitas pessoas não conhecem os seguidores de Jesus que realmente se preocupam com elas. É nosso o privilégio de compartilhá-lo. Cristo é, afinal, a água viva de quem as pessoas estão sedentas.
—CPH

Leia: João 4:7-15


Examine: Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. —João 7:38

Considere: Jesus é uma fonte inesgotável de água viva para um mundo ressequido.

Quando os lobos atacam as ovelhas

 

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O apóstolo João, em sua segunda carta, versículos 7 a 11, fala acerca de três perigos que a igreja enfrenta em relação aos falsos mestres e enganadores, que como lobos, espreitam as ovelhas de Cristo. Os falsos mestres sempre existiram e sempre procuraram se infiltrar no meio do rebanho para atacar as ovelhas. Esses enganadores negam, por exemplo, as verdades essenciais da fé cristã, como a encarnação de Cristo e sua morte vicária na cruz. Eles têm o mesmo espírito do anticristo e vêm para preparar seu caminho (2Jo 7). Esses lobos nem sempre colocam as unhas de fora. Na maioria das vezes, travestem-se de ovelhas para entrar no aprisco e devorá-las. Que cautela a igreja precisa ter? Quais são os perigos que precisamos evitar para não sermos atacados por essa alcateia de lobos?

1. O perigo de tornar atrás (2 Jo 8). João alerta aos crentes para ficarem atentos a fim de não retrocederem e não perderem aquilo que foi realizado com esforço pelos verdadeiros obreiros de Deus. Quem retrocede na fé, quem escuta a voz dos falsos mestres e quem se afasta da igreja do Deus vivo para dar ouvidos às heresias perniciosas dos falsos mestres rifa sua própria alma no balcão do engano. O apóstolo João recomenda cautela, pois os falsos mestres não se apresentam como tal. Eles vêm com voz suave. São simpáticos, atraentes, bons comunicadores. Parecem sempre estar na frente, trazendo revelações novas e espetaculares. Mas, sorrateiramente ou mesmo explicitamente negam as verdades fundamentais da fé cristã e desconstroem os pilares do cristianismo. Seguir esses aventureiros é desviar-se da fé, é mergulhar na escuridão da mentira de Satanás e colocar os pés no caminho largo que conduz à perdição.

2. O perigo de ir além (2 Jo 9). Os falsos mestres sempre ficam aquém das Escrituras ou vão além delas. Eles ultrapassam a doutrina de Cristo. Não têm a Palavra de Deus como única regra de fé e prática. Acrescentam à Bíblia alguma nova revelação. Ao fazerem isso, negam a veracidade e a suficiência das Escrituras. Negam também a Pessoa e a obra perfeita e completa de Cristo. Negam a salvação pela graça e introduzem mentiras perniciosas, fazendo-as passar pela última verdade a que todos os homens devem se render. O apóstolo Paulo já havia alertado aos crentes da Galácia que ainda que um anjo de Deus viesse do céu para pregar outro evangelho, além daquele que foi pregado, deveria ser rejeitado veementemente. Só há um evangelho. Só há uma mensagem salvadora. Buscar outros caminhos, outras fontes e outras revelações é cair num abismo trevoso, é desviar-se da verdade, é apostatar-se da fé.

3. O perigo de ir junto (2 Jo 10,11). O apóstolo João é enfático em dizer que não podemos receber em nossa casa aqueles que trazem em sua bagagem a falsa doutrina, aqueles que negam nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo como nosso único e suficiente Salvador e Senhor. Não podemos dar as boas vindas a esses lobos travestidos de ovelhas, pois fazer isso é tornar-se cúmplice de suas obras más. Os falsos mestres são incansáveis em sua jornada de morte. Eles são itinerantes. Batem de porta em porta e buscam sempre uma oportunidade para enredar alguém com sua astúcia. A única forma de mantermos esses lobos fora do aprisco, longe das ovelhas e distante da nossa casa é firmarmo-nos na verdade. Sem o conhecimento das Escrituras, não teremos discernimento necessário para distinguir entre o lobo e a ovelha, entre a verdade e a mentira, entre o verdadeiro evangelho e o falso evangelho. Nesse tempo em que a sociedade organizada, por meio de suas mais respeitadas instituições, conspiram contra os valores espirituais e morais que devem reger a família. Nesse tempo em que florescem como cogumelo novas seitas bem como novas igrejas introduzindo novidades estranhas às Escrituras, arrebatando multidões aos seus redutos, precisamos nos acautelar e dar ouvidos à exortação do apóstolo João: Não torne atrás! Não vá além da doutrina! Não caminhe junto com os falsos mestres!



Pr. Hernandes Dias Lopes

sexta-feira, 20 de março de 2026

Versículo do dia


      Versículo do dia


 ²³ E naquele dia nada me perguntareis. Na verdade, na verdade vos digo que tudo quanto pedirdes a meu Pai 

João 16:23

Davi Sacer e Daniela Araújo - Desejo Do Meu Coração


 

PÃO DIÁRIO - 21/03/2026 - A graça do perdão

 

A graça do perdão


Enquanto conversava com uma pianista talentosa, ela me perguntou se eu tocava algum instrumento musical. Quando lhe disse: “Toco o rádio”, ela riu e perguntou se eu alguma vez quisera tocar algum instrumento. Minha resposta envergonhada foi: “Tive aulas de piano quando menino, mas desisti”. Agora, em minha vida adulta, me arrependo de não ter continuado com o piano. Gosto de música e gostaria de poder tocá-la hoje. Essa conversa foi um novo lembrete para mim de que, frequentemente, a vida é constituída pelas escolhas que fazemos — e algumas delas produzem arrependimento.
Algumas escolhas produzem arrependimentos muito mais graves e dolorosos. O rei Davi descobriu isso quando decidiu dormir com a mulher de outro homem e, depois, matou esse homem. Ele descreveu a culpa devastadora que o consumiu, dizendo: “Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio” (Salmo 32:3,4). Mas Davi reconheceu e confessou o seu pecado a Deus e encontrou perdão (v.5).
Podemos receber a graça do perdão somente de Deus quando as nossas escolhas produziram arrependimentos dolorosos. E somente nele encontramos a sabedoria para fazermos escolhas melhores.
—WEC

Leia: Salmo 32:1-7

Examine: Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. —Salmo 32:3

Considere: O perdão de Deus nos liberta dos grilhões do arrependimento.

Mel na caveira de um leão morto

 




Sansão foi levantado por Deus num tempo de opressão. Seu nascimento foi um milagre. Foi consagrado a Deus como nazireu desde o ventre. Tornou-se um portento. Sua força era colossal. Era um jovem prodígio, um verdadeiro gigante, homem imbatível. Seu único problema é que não conseguia dominar seus impulsos. Um dia viu uma jovem filisteia e disse a seu pai: “Vi uma mulher em Timna, das filhas dos filisteus; tomai-ma, pois por esposa […] porque só desta me agrado” (Jz 14.2,3). Seu pai tentou demovê-lo, mas Sansão não o ouviu.

Certa feita, caminhando pelas vinhas de Timna, um leão novo, bramando, saiu ao seu encontro, mas Sansão rasgou esse leão como se rasga um cabrito. Depois de alguns dias passou pelo mesmo local e foi dar uma olhada no corpo do leão morto. Estava ali, na caveira do leão, um enxame de abelhas. Sansão pegou um favo de mel nas mãos e se foi andando e comendo dele (Jz 14.8,9). Sansão era nazireu e não podia tocar em cadáver. Ele quebrou, ali, o primeiro voto de sua consagração a Deus. Ele procurou doçura na podridão. Ele comeu mel da caveira de um leão morto. Muitos ainda hoje buscam prazer no pecado e procuram doçura naquilo que é impuro. Por isso, perdem a unção, a paz e a intimidade com Deus.

A Bíblia diz que um abismo chama outro abismo. Porque Sansão quebrou o primeiro voto do nazireado, abriu a porta para outras quedas. Na festa de casamento, com vergonha de assumir sua posição de nazireu, Sansão fez ali um banquete; porque assim o costumavam fazer os moços (Jz 14.10). Sansão preferiu imitar os moços de sua época a posicionar-se como um ungido de Deus. Além de não tocar em cadáver, um nazireu não podia beber vinho. Mas, Sansão quebrou mais esse voto de consagração por não ter peito para ser diferente e fazer diferença. Daí para frente, sua vida foi de queda em queda. Coabitou com uma prostituta em Gaza (Jz 14.1) e afeiçoou-se a Dalila (Jz 14.4). Essa mulher astuta o seduziu e arrancou dele a confissão acerca da origem de sua força. Um nazireu não podia cortar o cabelo, mas a cabeça de Sansão foi raspada. Esse jovem prodígio perdeu sua força. O Espírito Santo retirou-se dele. Caiu nas mãos dos filisteus. Estes, lhe vazaram os olhos e escarneceram dele num templo pagão.

Sansão brincou com o pecado e o pecado o arruinou. Sansão não escutou conselhos e fez manobras erradas na vida. Sansão fez pouco caso de seus votos de consagração e perdeu o vigor de seu testemunho. Perdeu sua força e sua visão. Perdeu sua dignidade e sua própria vida. Vocacionado para ser o libertador do seu povo, tornou-se cativo. Porque desprezou os princípios de Deus, o nome de Deus foi insultado num templo pagão por sua causa.

A vida de Sansão é um brado de alerta para a nossa geração. Há muitos jovens, que à semelhança de Sansão, não escutam seus pais. Muitos jovens, mesmo sendo consagrados a Deus, filhos da promessa, vivem flertando com o mundo, amando o mundo, sendo amigos do mundo e conformando-se com o mundo, procurando mel na caveira de leão morto. Muitos crentes têm perdido a coragem de ser diferentes. Imitam o mundo em vez de serem luz nas trevas. Fazem suas festas como o costumam fazer aqueles que não conhecem a Deus. Transigem com os absolutos de Deus e entregam-se às aventuras, buscando uma satisfação imediata de seus desejos. Esse caminho, embora cheio de aventuras e prazeres, é um caminho de escuridão, escravidão e morte. O pecado é um embuste. Promete prazer e traz tormento. Promete liberdade e escraviza. Promete vida e mata. O pecado levará você mais longe do que gostaria de ir; reterá você mais tempo do que gostaria de ficar e, custará a você um preço mais do alto do que gostaria de pagar.



Pr. Hernandes Dias Lopes

quinta-feira, 19 de março de 2026

Versículo do dia

      Versículo do dia


¹⁶ Volta-te para mim, e tem misericórdia de mim; dá a tua fortaleza ao teu servo, e salva ao filho da tua serva. 

Salmos 86:16

Carlinhos Felix - Senhor do Universo (Legado) (Clipe Oficial MK Music)


 

PÃO DIÁRIO - 20/03/2026 - Bandeira branca

 

Bandeira branca



Recentemente, enquanto assistia ao vídeo de um culto realizado na América do Sul, notei algo que nunca vira antes na igreja. Enquanto o pastor chamava apaixonadamente seu rebanho a render sua vida a Jesus, um dos fiéis tirou um lenço branco do bolso e começou a agitá-lo no ar. Depois, outro e outro. Com lágrimas escorrendo pelo rosto, eles estavam expressando sua entrega total a Cristo.
Mas fico imaginando se o momento continha mais do que bandeiras de rendição. Penso que eles estavam agitando bandeiras de amor a Deus. Quando Deus disse ao Seu povo: “Amarás […] o Senhor teu Deus…” (Deuteronômio 6:5), foi no contexto de instá-los a entregar suas vidas a Ele.
Do ponto de vista de Deus, a vida com Ele é muito mais do que apenas tentar ser bom. Sempre se trata de relacionamento — no qual a rendição é a maneira pela qual expressamos a Ele o nosso amor agradecido. Jesus, com incrível amor por nós, se entregou na cruz para nos resgatar de nossa irremediável escravidão do pecado e nos colocou em uma jornada em direção a tudo que é bom e glorioso.
Não temos palavras suficientes para dizer a Deus o quanto o amamos! Então, mostremos-lhe o nosso amor entregando nossos corações e nossas vidas a segui-lo.

—JMS

Leia: Deuteronômio 6:1-9 

Examine: Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor, teu Deus… —Deuteronômio 6:4,5

Considere: A rendição é a linguagem de amor de Deus.

Restaura, Senhor, a nossa sorte

 


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O Salmo 126 descreve a vida do povo de Deus em três perspectivas distintas: Passado (v. 1-3), Presente (v. 4) e Futuro (v. 5,6). Ao olharem para o passado, eles exultavam pelo livramento do exílio. Ao olharem para o presente, viam-se áridos como o deserto do Negueve. Ao olharem para o futuro, sentiam-se desafiados a sair e semear, ainda que precisassem regar o solo duro com suas lágrimas, na certeza de que voltariam com júbilo trazendo seus feixes.

Concentrando-nos apenas no versículo 4, destacaremos neste artigo, a necessidade da restauração da igreja. Os tempos passaram, mas as necessidades da igreja contemporânea são as mesmas do povo de Deus do longínquo passado. Destacaremos, aqui cinco verdades:

Em primeiro lugar, um passado de glória não é garantia de presente glorioso. O povo saiu do cativeiro, rompeu os grilhões do exílio e voltou para sua terra depois de setenta anos na Babilônia. Deus fez coisas portentosas e eles estavam alegres por isso. As nações testemunharam os grandes feitos de Deus na vida deles. Mas, as vitórias do passado não serviam mais para viverem vitoriosamente no presente. Precisavam de restauração. Estavam tão árido como um deserto. Não moramos no passado. Somos uma igreja histórica, mas não vivemos apenas da história. Precisamos andar com Deus hoje. Nossas vitórias do passado são medidas mínimas do que Deus pode fazer em nossa vida hoje.

Em segundo lugar, a sequidão hoje não é motivo de desânimo, mas de clamor. Ao olharem para o presente e verem o deserto instalado na vida deles, não ficaram rendidos a uma nostalgia doentia, mas cobraram ânimo para clamarem a Deus por restauração. Deus também fez coisas grandes por nossos pais no passado. Aconteceram portentosos avivamentos. Mas, hoje, o cenário parece cinzento. A crise nos mostra sua carranca. Em vez de ficarmos desalentados, porém, devemos nos levantar e clamar: Ó Senhor, restaura a nossa sorte!

Em terceiro lugar, a restauração é uma obra soberana de Deus. O Salmista clamou: “Restaura, Senhor, a nossa sorte como as torrentes do Negueve”. Não produzimos nossa própria restauração. O remédio para uma igreja enferma não está na panaceia das novidades do mercado da fé, mas no próprio Senhor. O reavivamento da igreja vem do próprio Deus. Só ele pode restaurar nossa sorte. Só de Deus vem nossa cura. Só o Senhor pode levantar um exército poderoso de um vale de ossos secos. Correr atrás de novidades e abraçar doutrinas estranhas às Escrituras longe de trazer revitalização da igreja, a adoece e a debilita ainda mais. Deus é a fonte da nossa restauração.

Em quarto lugar, a restauração é resultado da oração. O Salmista clamou: “Restaura, Senhor, a nossa sorte”. O fervor espiritual da igreja vem de Deus por meio da oração. Em vez de ficarmos lamentando nossa condição, devemos dobrar nossos joelhos e levantar nossas mãos ao Senhor em profundo clamor: “Restaura, Senhor, a nossa sorte”. O reavivamento espiritual vem como resposta da oração. Quando o incenso da oração sobe, a restauração desce. Quando nos curvamos diante de Deus, o próprio Senhor nos levanta diante dos homens. Quando a igreja ora, o braço de Deus age em seu favor.

Em quinto lugar, a restauração é um milagre de Deus. O Salmista roga a Deus para fazer na vida do povo o mesmo que faz na natureza: “Restaura, Senhor, a nossa sorte como as torrentes no Negueve”. O deserto do Negueve é o maior deserto da Judéia, com montes e vales de areias escaldantes. Naquela sequidão estéril, um fenômeno acontece. De vez em quando, as chuvas invernais, abrem sulcos nas areias, e as torrentes correm dos montes para os vales e por onde essas torrentes passam tudo é restaurado. O Salmista pede para Deus fazer o mesmo milagre na vida do seu povo. O deserto pode florescer, os vales áridos podem se tornar fontes de vida. Do mesmo modo, a igreja pode ser restaurada!



Pr. Hernandes Dias Lopes

quarta-feira, 18 de março de 2026

Versículo do dia

      Versículo do dia


¹⁵ E que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela  

2 Timóteo 3:15

Trazendo a Arca, Eli Soares - Lembra Senhor


 

PÃO DIÁRIO - 19/03/2026 - As estrelas

As estrelas



Em um platô acima do deserto de Atacama, no Chile, o maior radiotelescópio do mundo está dando aos astrônomos uma visão inédita do universo. Em um artigo da Associated Press, Luis Andres Henao falou sobre cientistas de muitos países “à procura de pistas sobre o início do cosmos — desde os mais gelados gases e poeira onde se formam as galáxias e nascem as estrelas por energia produzida pelo Big Bang”.

A Bíblia celebra o grande poder e o entendimento infinito de Deus, que “Conta o número das estrelas, chamando-as todas pelo seu nome” (Salmo 147:4). No entanto, o Criador do universo não é uma força indiferente, remota, mas um Pai celestial amoroso que “…sara os de coração quebrantado e lhes pensa as feridas” (v.3). “O Senhor ampara os humildes…” (v.6) e “Agrada-se […] dos que o temem e dos que esperam na sua misericórdia” (v.11).
Ele nos ama tanto, que “…deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).
O autor britânico J. B. Phillips chamou a Terra de “o planeta visitado”, onde o Príncipe da Glória ainda está desenvolvendo o Seu plano.
Nossa esperança para hoje e para sempre está na amorosa misericórdia de Deus, que chama cada estrela pelo nome.
—DCM

Leia: Salmo 147:1-9

Examine: Conta o número das estrelas, chamando-as todas pelo seu nome. —Salmo 147:4

Considere: Deus, que sabe o nome de todas as estrelas, sabe também os nossos nomes.

Os dons espirituais à luz da Bíblia

 





Os dons espirituais são dádivas de Deus à igreja para a realização do ministério e a edificação dos santos. Não são dotes naturais, mas capacitação sobrenatural. Não são alcançados por mérito, mas distribuídos pela graça. Não são distribuídos conforme o querer humano, mas segundo a vontade soberana do Espírito Santo. Quatro verdades merecem ser destacadas sobre os dons espirituais.

Em primeiro lugar, a origem dos dons espirituais. 

Os dons espirituais não procedem do homem, mas de Deus. Não podem ser confundidos com talentos naturais. Não é um pendor humano nem uma habilidade inata que alguém desenvolve. Os dons espirituais são concedidos aos membros do corpo de Cristo, pelo Espírito Santo, quando creem em Cristo, e são desenvolvidos na medida em que os fiéis os utilizam para a glória de Deus e edificação dos salvos. Nenhuma igreja pode conceder os dons. Nenhum concílio eclesiástico tem autoridade para distribuí-los. Os dons espirituais são dádivas de Deus à igreja. São distribuídos segundo a vontade do Espírito e não conforme as preferências humanas. Eles vêm do céu e não da terra; emanam de Deus e não dos homens.

Em segundo lugar, a natureza dos dons espirituais. 

Os dons espirituais são uma capacitação sobrenatural dada pelo Espírito Santo aos membros do corpo de Cristo para o desempenho do ministério. Nós somos individualmente membros do corpo de Cristo. Cada membro tem sua função no corpo. Nenhum membro pode considerar-se superior nem inferior aos demais. Todos os membros são importantes e interdependentes. Servem uns aos outros. Pelo exercício dos dons espirituais as necessidades dos santos são supridas, de tal forma que, numa humilde interdependência todos os salvos crescem rumo à maturidade, à perfeita estatura do Varão perfeito, Cristo Jesus.

Em terceiro lugar, o propósito dos dons espirituais. 

Os dons espirituais são recebidos de Deus e exercidos com Deus, por Deus e para Deus para que a igreja de Cristo tenha suas necessidades supridas e possa, assim, cumprir cabalmente sua missão no mundo. Não nos bastamos a nós mesmos. Nenhum membro do corpo de Cristo ficou sem dons e nenhum recebeu todos os dons. Devemos suprir as necessidades uns dos outros. Dependemos uns dos outros. No corpo há unidade, diversidade e mutualidade. Os membros não têm vida independente do corpo. Cada membro do corpo tem sua função. Cada membro precisa exercer o seu papel para que o corpo cresça de forma harmoniosa e saudável. O corpo cresce de forma harmoniosa e saudável quando servimos uns aos outros conforme o dom que recebemos.

Em quarto lugar, o resultado dos dons espirituais. 

Os dons espirituais têm dois propósitos: a glória de Deus e a edificação da igreja. Deus é mais glorificado em nós quanto mais nós nos deleitamos nele e servimos uns aos outros. O dons espirituais não são dados para autopromoção. Nenhum membro da igreja pode gloriar-se por ter este ou aquele dom, pois os dons são recebidos não por mérito, mas por graça. Usar os dons para exaltação pessoal é dividir o corpo em vez de edificá-lo. A igreja de Deus não é uma feira de vaidades, mas uma plataforma de serviço. No reino de Deus maior é o que serve. No reino de Deus perdemos o que retemos e ganhamos o que distribuímos. Quando investimos nossa vida, recursos e dons para socorrer os aflitos, fortalecer os fracos, instruir os neófitos, ajudar os necessitados e encorajar os santos, o nome de Deus é exaltado, o mundo é impactado e a igreja é edificada. Quando usamos os dons espirituais da forma certa e com a motivação certa, Deus é exaltado no céu e os homens são abençoados na terra.




Pr. Hernandes Dias Lopes

terça-feira, 17 de março de 2026

Versículo do dia

      Versículo do dia


¹⁷ Ensinaste-me, ó Deus, desde a minha mocidade; e até aqui tenho anunciado as tuas maravilhas. 

Salmos 71:17



ELI SOARES - AO VIVO - TEM LUGAR NA MESA


 

PÃO DIÁRIO - 18/03/2026 - A honra de seguir

 

A honra de seguir


E [Jesus] disse-lhes: Vinde após mim… —Mateus 4:19


Enquanto visitava Jerusalém, um amigo meu viu um rabino idoso passando pelo Muro das Lamentações. O interessante com relação a esse idoso rabino eram os cincos jovens que andavam atrás dele. Eles também caminhavam curvados para frente, mancando — exatamente como o seu rabino. Um judeu ortodoxo que os observasse saberia exatamente porque eles estavam imitando o seu mestre. Eles eram “seguidores”.
Por toda história do judaísmo, um dos cargos mais honrados para um judeu era ter o privilégio de tornar-se um “seguidor” do rabino local. Os seguidores se sentavam aos pés do rabino enquanto ele ensinava. Eles estudavam suas palavras e observavam como ele agia e reagia à vida e aos outros. Um seguidor considerava uma grande honra servir seu rabino mesmo nas tarefas mais servis. E porque admiravam o seu rabino, eles decidiam tornar-se como ele.
Quando Jesus chamou os Seus discípulos para segui-lo (Mateus 4:19), convidou-os a serem transformados por Ele e para compartilhar de Sua paixão por aqueles que precisam de um Salvador. A grande honra de ser seguidor de Cristo deveria também ser demonstrada em nossas vidas. Também nós fomos chamados para chamar a atenção do mundo que nos observa enquanto andamos, pensamos e agimos exatamente como Jesus — o rabino, o Mestre de nossas almas.
— Joe Stowell


Leia: Mateus 4:18-22

Examine: A Bíblia em um ano: Jeremias 48-49;Hebreus 7

Considere: Siga Jesus e deixe que o mundo saiba que Ele é o seu Mestre.

Os dons espirituais, dádivas de Deus à igreja


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Os dons espirituais são uma dádiva de Deus à sua igreja. Dádivas do Pai (1Co 12.6), dádivas do Filho (1Co 12.5) e dádivas do Espírito Santo (1Co 12.7). Os dons espirituais são uma capacitação especial para o desempenho de um serviço ou ministério. Não há nenhum membro do corpo de Cristo sem dons e nenhum membro do corpo possui todos os dons. Os dons espirituais não são distribuídos pela igreja, mas pelo Espírito Santo, conforme sua vontade e seus propósitos soberanos (1Co 12.11). O apóstolo Paulo usou quatro verbos-chaves que ilustram a soberania de Deus na distribuição dos dons espirituais. O Espírito Santo distribui (1Co 12.11), Deus dispõe (1Co 12.18), Deus coordena (1Co 12.24) e Deus estabelece (1Co 12.28). Do começo ao fim Deus está no controle. É Deus quem estabelece o corpo e quem coloca cada membro do corpo e distribui cada dom a cada pessoa conforme o seu propósito e soberana vontade. Do começo ao fim Deus está no controle. É isso que Paulo ensina à igreja. O propósito dos dons, portanto, não é para a exaltação de quem o exerce, mas para o serviço aos demais membros do corpo e tudo para a glória de Deus.

Quando Paulo fala da mutualidade do corpo, exorta a igreja sobre quatro questões importantes:

Em primeiro lugar, o perigo do complexo da inferioridade. 

Paulo escreve: “Se disser o pé: porque não sou mão, não sou do corpo; nem por isso deixa de ser do corpo. Se o ouvido disser: Porque não sou olho, não sou do corpo; nem por isso deixa de o ser” (1Co 12.15,16). Quando alguém reclama de não ter este ou aquele dom espiritual, está questionando a sabedoria de Deus. Isso é questionar a unidade do corpo. Nenhum membro da igreja deve se comparar nem se contrastar com outro membro da igreja. Você é único. Você é singular no corpo. Deus colocou você no corpo como lhe aprouve.

Em segundo lugar, o perigo do complexo de superioridade. 

O apóstolo Paulo afirma: “Não podem os olhos dizer à mão: Não precisamos de ti; nem ainda a cabeça, aos pés: Não preciso de vós. Pelo contrário, os membros do corpo que parecem ser mais fracos são necessários” (1Co 12.21,22). A igreja de Deus não tem espaço para disputa de prestígio. A igreja não é uma feira de vaidades. Nenhum membro da igreja pode envaidecer-se pelos dons que recebeu, pois tudo que temos, recebemos de Deus e ninguém pode vangloriar-se por aquilo que recebeu (1Co 4.7).

Em terceiro lugar, a necessidade da mútua cooperação. 

Paulo ainda prossegue em seu argumento: “Para que não haja divisão no corpo; pelo contrário, cooperem os membros, com igual cuidado, em favor uns dos outros” (1Co 12.25). A igreja é como uma família. Na igreja cada um está buscando meios e formas de cooperar, de ajudar, de abençoar, de enlevar, de edificar a todos. O propósito do dom é para que não haja divisão no corpo. Você não está competindo nem disputando com ninguém na igreja, mas cooperando.

Em quarto lugar, a necessidade de empatia na alegria e na tristeza.

 Paulo escreve: “De maneira que, se um membro sofre, todos sofrem com ele; e, se um deles é honrado, com ele todos se regozijam” (1 Co 12.26). A psicologia revela que é mais fácil chorar com os que choram do que se alegrar com os que se alegram. São poucas as pessoas que têm a capacidade de celebrar a vitória do outro. Precisamos aprender a ter empatia, a sofrer com os que sofrem e a nos alegrarmos com os que se alegram. Não estamos num campeonato dentro da igreja disputando quem é o mais talentoso, o mais dotado, o mais espiritual. Somos uma família, somos um corpo. Devemos celebrar as vitórias uns dos outros e chorar as tristezas uns dos outros.


Pr. Hernandes Dias Lopes

segunda-feira, 16 de março de 2026

Versículo do dia

     Versículo do dia

⁸ Se quiseres ir, faze-o assim, esforça-te para a peleja. Deus, porém, te fará cair diante do inimigo; porque força há  

2 Crônicas 25:8

Nani Azevedo - Bendito Serei (Vídeo Oficial)


 

PÃO DIÁRIO - 17/03/2026 - Derrube o muro

 

Derrube o muro


…os consolou e lhes falou ao coração. —Gênesis 50:21

Os anos subsequentes à Segunda Guerra Mundial foram rotulados de Guerra Fria, durante os quais as nações trocavam ameaças e trapaceavam para obter poder. O Muro de Berlim, construído em agosto de 1961, permaneceu intacto por quase três décadas como um dos símbolos mais poderosos da animosidade latente. Mas em 9 de novembro de 1989 foi anunciado que os cidadãos poderiam cruzar livremente a fronteira entre Berlim Oriental e Ocidental. Todo o muro foi demolido no ano seguinte.
A conhecida história sobre José relatada no Antigo Testamento nos apresenta um filho preferido por seu pai e odiado pelos irmãos (Gênesis 37–50). Entretanto, José recusou-se a construir um muro de ódio entre ele e seus irmãos que o venderam como escravo. Quando a fome os colocou face a face após muitos anos, José tratou seus irmãos com bondade, dizendo: “Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem […]. Assim, os consolou e lhes falou ao coração” (50:20,21), ajudando a restaurar o relacionamento entre eles.
Há 25 anos desta data, uma barreira opressiva feita por homens foi destruída, oferecendo a liberdade e reunindo as famílias e os amigos.
Se porventura construímos muros de raiva e separação entre nós e outros, o Senhor está pronto e Ele é capaz de nos ajudar a começar a destruí-los hoje.
— david c. mccasland

Leia: Gênesis 50:15-21

Examine: A Bíblia em um ano: Jeremias 46-47;Hebreus 6

Considere: A raiva levanta muros, o amor os derruba.

A incomparável majestade de Deus

 




O profeta Isaías há dois mil e setecentos anos anunciou, de forma eloquente, a majestade de Deus. Destacou a supremacia de Deus em relação à criação (Is 40.12,27), à ciência (Is 40.13,14), às nações (Is 40.15-18), aos ídolos (Is 40.19,20), aos moradores da terra (Is 40.21,22), aos príncipes (Is 40.23,24). Deus é incomparavelmente grande e majestoso. Deus infatigavelmente fortalece ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor. O profeta Daniel diz que o povo que conhece a Deus é um povo forte e ativo (Dn 11.32). O conhecimento de Deus é a própria essência da vida eterna. Deus é o nosso criador, provedor, redentor, protetor, consolador e galardoador. Destacaremos, três aspectos da majestade de Deus:

Em primeiro lugar, Deus é majestoso pela obra da criação. Desde que Charles Darwin publicou seu livro “Origem das Espécies” em Londres em 1959, a teoria da evolução tem se tornado muito popular. Muitos confundem a teoria da evolução com as verdades científicas. Há aqueles que pensam que o universo veio à existência por geração espontânea. Outros entendem que o universo é resultado de uma colossal explosão. Outros, ainda, defendem que o universo é resultado de uma evolução de bilhões e bilhões de anos. Faltam a essas teorias a evidência das provas. Sabemos que o universo é composto de matéria e energia; isso a ciência prova. Sabemos que o universo é governado por leis; isso a ciência prova. Sabemos que massa e energia não geram leis; isso a ciência prova. Logo, alguém fora do universo criou essas leis que governam o universo. O criacionismo tem a evidência das provas. O relato da criação, conforme registrado em Gênesis1 e 2 está em estreita sintonia com os ditames da ciência. O mesmo autor da criação é o autor das Escrituras. Embora haja sobejas evidências do criacionismo, comprovadas pela ciência, cremos pela fé, que Deus o criou o universo. Antes do início só Deus existia. A matéria não é eterna. Deus trouxe à existência as coisas que não existiam. Ele do nada tudo criou, tudo sustenta e tudo governa.

Em segundo lugar, Deus é majestoso pela obra da providência. Deus não apenas criou o universo, mas também o sustenta. Ele não é apenas transcendente, mas também imanente. Os deístas acreditavam na transcendência de Deus, mas negavam sua imanência. Imaginavam Deus como um ser absolutamente soberano, que havia criado o universo como um relojeiro que fabrica um relógio, dá corda nele e o deixa trabalhando sozinho. Como teístas que somos, cremos também na imanência divina. Deus está presente. Nele nos movemos e existimos. É Deus quem nos dá a respiração e tudo o mais. É Deus quem nos dá o sol e a chuva. É Deus quem nos dá saúde e a cura da enfermidade. É Deus quem nos dá o alimento e o apetite. É Deus quem nos dá proteção e livramento. É Deus quem nos dá paz no vale e alegria em meio às lutas. É Deus quem enche a terra de fartura e os mares de riquezas insondáveis. É Deus quem veste os lírios do campo e alimenta as aves do céu. Deus é a fonte de todo bem e a origem de toda boa dádiva.

Em terceiro lugar, Deus é majestoso pela obra da redenção. O mesmo Deus que criou o universo e o sustenta pela palavra do seu poder, também providenciou para seu povo eterna redenção. A salvação não é fruto do esforço humano nem mesmo o resultado de uma parceria entre Deus e o homem. A salvação é uma obra exclusiva de Deus. Tudo provém de Deus que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo. Estávamos mortos em nossos delitos e pecados e Deus nos deu vida. Estávamos longe e fomos atraídos para Deus com cordas de amor. Estávamos manchados pelo pecado e fomos lavados pelo sangue de Cristo. Éramos fracos, ímpios, pecadores e inimigos de Deus, mas fomos alcançados pela graça divina. Éramos filhos da ira, mas agora somos membros da família de Deus, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo.



Pr. Hernandes Dias Lopes

domingo, 15 de março de 2026

Versículo do dia

     Versículo do dia


²⁹ Não se vendem dois passarinhos por um asse? E nenhum deles cairá em terra sem a vontade de vosso  

Mateus 10:29

ALPHA E ÔMEGA (Asaph Borba) Livingston Farias|João Alexandre - Voz, Violão e Tudo o Mais | MackPlay


 

PÃO DIÁRIO - 16/03/2026 - Multiplique

 

Multiplique


Nunca mais haverá qualquer maldição… —Apocalipse 22:3

Amanda havia lutado com o câncer por cinco anos. O médico lhe disse então que os tratamentos estavam falhando e que ela tinha poucas semanas de vida. Desejando entender e ter segurança sobre a eternidade, Amanda perguntou ao seu pastor, “Como será o céu?”
Ele perguntou-lhe o que ela mais gostava em sua vida na terra. Amanda mencionou as caminhadas e o arco-íris, amigos cuidadosos e risadas de crianças. “Então você está dizendo que vou ter tudo isso lá?”, ela perguntou com ânsia.
O pastor respondeu: “Acredito que sua vida lá será muito mais bela e incrível do que qualquer coisa que tenha amado ou vivido aqui. Pense no que é melhor para você aqui e multiplique várias e várias vezes. É assim que o céu será na minha opinião.”
A Bíblia não descreve em detalhes como a vida será na eternidade, mas nos diz que estar com Cristo no céu é “…incomparavelmente melhor…” que nossa situação atual (Filipenses 1:23). “Nunca mais haverá qualquer maldição. Nela, estará o trono de Deus e do Cordeiro. Os seus servos o servirão” (Apocalipse 22:3).
O melhor de tudo é que veremos o Senhor Jesus face a face. Nossos anseios mais profundos serão completamente satisfeitos nele.
— Anne Cetas

Leia: Apocalipse 22:1-5

Examine: A Bíblia em um ano: Jeremias 40-42;Hebreus 4

Considere: Estar com Jesus para sempre é a essência de toda a felicidade.

Versículo do dia

       Versículo do dia   ³¹ Porque ensinava os seus discípulos, e lhes dizia: O Filho do homem será entregue nas mãos dos homens, e matá-lo...