quarta-feira, 15 de abril de 2026

Versículo do dia

    Versículo do dia


Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.

1 João 1:9

Rachel Novaes - Em Teus Braços Estou Seguro (Ao Vivo)


 

PÃO DIÁRIO - 16/04/2026 - Maravilhas do coração

 

Maravilhas do coração


Em ti me tenho apoiado desde o meu nascimento… —Salmo 71:6


Nosso coração bate cerca de 100 mil vezes por dia, bombeando sangue para todas as células do nosso corpo. Somam-se cerca de 35 milhões de batidas em um ano e 2,5 bilhões de batidas durante um tempo médio de vida. A ciência médica nos diz que cada contração é como o esforço de segurarmos uma bola de tênis na palma da mão e apertá-la com força.
Embora o funcionamento do nosso coração seja incrível, é apenas um exemplo da natureza projetada para nos comunicar algo sobre o nosso Criador. Encontramos esta ideia por trás da história de um homem chamado Jó.
Acometido por muitos problemas, Jó sentiu-se abandonado. Quando Deus finalmente falou com ele, não lhe disse por que estava sofrendo. O Criador também não lhe contou que um dia o Senhor sofreria por ele. Em vez disso, chamou sua atenção para uma série de maravilhas naturais que estão sempre nos sussurrando — e às vezes gritando — sobre a sabedoria e poder que são muito maiores do que o nosso próprio (Jó 38:1-11).
O que podemos aprender sobre a complexidade deste músculo incansável, o coração? A mensagem é como o som das ondas batendo na praia e das estrelas brilhando, em silêncio, no céu. O poder e a sabedoria do nosso Criador nos dão razão para confiar nele.
— Mart De Haan


Leia: Jó 38:1-11

Examine: A Bíblia em um ano: Oseias 1- 4;Apocalipse 1

Considere: Quando refletimos sobre o poder da criação de Deus, vemos o poder de Seu cuidado por nós.

Paz, uma dádiva do céu




O mundo está em conflito. Enquanto erguemos monumentos À paz, investimos mais na guerra. Enquanto falamos da necessidade de paz, armamo-nos até aos dentes, preparando-nos para os mais encardidos combates. As tensões se agigantam entre as nações, dentro das famílias e até mesmo no sacrário da nossa alma. Somos uma guerra civil ambulante. O homem está em conflito com Deus, com seu próximo e consigo mesmo. A paz será sempre um sonho utópico até que reine o Príncipe da paz.

As Escrituras nos falam de paz com Deus e paz de Deus. A primeira é um estado, a segunda um sentimento. A paz de Deus nos fala de um relacionamento certo com Deus, fruto da reconciliação com ele, por meio de Cristo. A paz de Deus é fruto da paz com Deus e tem a ver com um sentimento de gozo inefável, que inunda a nossa alma, mesmo em meio aos vendavais da vida. Não há paz de Deus sem que primeiro se estabeleça a paz com Deus. A paz com Deus é a raiz, a paz de Deus é o fruto. A paz com Deus é a fonte e a paz de Deus é o fluxo que corre dessa fonte.

Mas, o que de fato é a paz com Deus? Ela é fruto da justificação, e justificação é um ato jurídico de Deus, declarando-nos inocentes e inculpáveis diante do seu tribunal, em virtude do sacrifício substitutivo de Cristo, em nosso favor e em nosso lugar. Mediante a justificação, ficamos quites com a lei de Deus e com a justiça divina, não pesando mais sobre nós nenhuma condenação. Nossos pecados não são imputados a nós, pois foram lançados sobre Jesus na cruz e toda a justiça de Cristo é transferida para o nossa conta, de tal maneira que somos justificados no tribunal de Deus. A justificação é um ato e não um processo; é feito no tribunal de Deus e não no nosso coração. Ela não tem graus, uma vez que todos os salvos são de igual forma justificados com base nos méritos de Cristo Jesus. Por isso, a paz com Deus é a mesma para todos os remidos. Nenhum salvo tem mais paz com Deus do que outro. Todos estão de igual forma reconciliados com Deus por meio de Cristo Jesus.

Já a paz de Deus difere de crente para crente. Nem todos os salvos a experimentam com a mesma intensidade. Ela não é um estado, mas um sentimento, fruto do nosso estreito relacionamento com Deus. Paulo diz que a falta dessa paz deixa o coração e a mente vulneráveis à ansiedade. A ansiedade é uma espécie de estrangulamento da alma, quando somos sufocados pelas tensões que chegam das circunstâncias, dos relacionamentos estremecidos e da preocupação com as coisas materiais. Quando buscamos a Deus em oração e o adoramos, dando graças por sua bondade, a ansiedade precisa bater em retirada e, a paz de Deus, como uma sentinela divina, passa a guardar nosso coração e a nossa mente em Cristo Jesus. A paz de Deus é uma fortaleza ao redor da nossa mente e do nosso coração, da nossa razão e dos nossos sentimentos. A paz de Deus é aquele descanso interior, em saber que Deus está no controle, que nossa vida está em suas mãos, mesmo quando as circunstâncias ao nosso redor estão tempestuosas. Não precisamos ser prisioneiros da ansiedade. Se já fomos reconciliados com Deus, já temos a paz com Deus, e agora, podemos experimentar a paz de Deus!



Pr. Hernandes Dias Lopes

terça-feira, 14 de abril de 2026

Versículo do dia

    Versículo do dia


E pesou o coração de Davi, depois de haver numerado o povo; e disse Davi ao Senhor: Muito pequei no que fiz; porém agora ó Senhor, peço-te que perdoes a iniquidade do teu servo; porque tenho procedido mui loucamente.

2 Samuel 24:10

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PÃO DIÁRIO - 15/04/2026 - As garras da morte

As garras da morte



A atleta Lauren Kornacki está feliz por ter feito um curso de verão sobre reanimação cardiopulmonar (RCP), mas provavelmente nunca pensou que teria de usá-lo tão cedo e com alguém que ama. Seu pai estava consertando o seu carro quando o “macaco” escorregou e o carro caiu sobre ele. Relataram que Lauren, 22 anos, levantou heroicamente o carro de 1.500 quilos o suficiente para tirar seu pai de debaixo dele! Em seguida, o manteve vivo com RCP até os paramédicos chegarem.
Muito maior do que o resgate de Lauren ao tirar o seu pai das garras da morte é o resgate de Jesus por nós das garras do pecado por meio de Sua morte e ressurreição. Quando Jesus enviou os Doze discípulos para realizarem a Sua obra, Ele lhes deu a incumbência de anunciar as boas-novas do desejo de Deus de resgatar as pessoas (Lucas 9:1-6). Eles não fariam isso em suas próprias forças: mas Jesus levantaria o pesado fardo do pecado do povo enquanto ensinavam sobre Ele. Sua pregação e cura no poder e autoridade de Jesus provou que Ele havia realmente trazido o governo de Deus para a terra.
Nos dias de hoje, muitas pessoas estão presas sob o peso do pecado, mas o nosso grande Deus pode nos resgatar do peso desses fardos e, em seguida, nos enviar ao mundo para dizer aos outros que Ele pode libertá-los.
—MLW


Leia: Lucas 9:1-6

Examine: Então, saindo, percorriam todas as aldeias, anunciando o evangelho e efetuando curas por toda parte. —Lucas 9:6

Considere: Os resgatados do pecado são os mais capacitados a ajudar no resgate de outros.

Uma mensagem à nação

 

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Nossa pátria ergue-se pujante e majestosa, como uma nação continental, de beleza multiforme e encantos mil. Somos um país multiracial, policultural, com muitos matizes, que fazem da nossa terra um torrão mui amado. O Brasil é um país banhado pelo mar, ornado por montanhas alcantiladas, planícies férteis e vales cheios de riqueza. O Brasil abriga em seu seio bosques, rios, campinas e vastos campos cheios de farturosas lavouras. Somos o mais importante celeiro do mundo. Somos agraciados por Deus por uma terra de grandes reservas minerais, de imensa riqueza hídrica, de recursos naturais sem paralelos no cenário mundial. Nossa terra é o maior santuário ecológico do mundo. Nossas florestas constituem-se no pulmão do planeta.

Por outro lado, somos também o país dos contrastes. Somos a nação de grandes universidades e um país de muitos analfabetos. Somos o país emergente de uma economia que se robustece e de uma grande população que vive condenada à pobreza. Somos um país democrático, mas com uma liderança política ainda levedada pelo fermento da corrupção endêmica e sistêmica, e que morde esfomeadamente o erário público. A tessitura moral da nossa nação está rota e doente: a violência grassa. A injustiça social perdura. A corrupção se espalha. A imoralidade sopita. O roubo viceja. O vício espraia-se. A corrosão dos valores morais avança. A impunidade blinda com couraça de ferro os poderosos que se escondem atrás das filigranas da lei. A falta de integridade no governo, na sociedade, na família e até na igreja faz ouvir seus pavorosos bramidos, anunciando a chegada inevitável, visível, clara e ampla do juízo de Deus como a luz da aurora que se espraia do topo de uma montanha.

Não se constrói uma grande nação apenas com riquezas materiais. Não se forma um grande povo apenas com os recursos da terra. O pecado é o opróbrio das nações. Ele traz em si o DNA da morte. Onde o pecado prevalece, a nação adoece, fragiliza-se e entra em colapso. Embora o governo seja laico, não deve ser neutro nem mesmo tendencioso para a promoção dos vícios e dos descalabros que destroem a família e a própria nação. Uma nação não é derrotada por forças que vêm de fora, mas pelo pecado que vem de dentro.

É preciso tocar a trombeta aos ouvidos da nossa nação. É preciso dizer a ela, que dela vem a sua ruína, mas só de Deus o seu socorro. É preciso dizer ao Brasil que feliz é a nação cujo Deus é o Senhor. Por outro lado, infeliz é a nação que abandona o conhecimento de Deus e corre atrás de ídolos e se envolve com ocultismo e feitiçaria. Infeliz é a nação cujos líderes espirituais são cegos, guiando outros cegos ao abismo. Infeliz é a nação cujas autoridades, que devem ser ministros de Deus, para a promoção do bem e a coibição do mal, desconhecem a Deus ou se rebelam contra sua autoridade, decretando leis injustas para oprimir os fracos ou para abrir largas avenidas para o povo desviar-se ainda mais celeremente de Deus. Infeliz é a nação cujos meios de comunicação são veículos e promotores intencionais de toda sorte de devassidão moral. Infeliz é a nação cuja igreja, que deveria ser sal da terra e luz do mundo, perde sua integridade.

É preciso dizer ao Brasil que só Deus pode salvar o nosso povo e sarar a nossa terra. É preciso dizer ao Brasil que se o barco está afundando e o povo está naufragando na desesperança, Jesus tem poder de caminhar sobre essas ondas encapeladas e vencê-las. Jesus tem autoridade para fazer cessar a tempestade e aquietar os ventos procelosos que nos fuzilam. Só ele pode nos levar ao porto seguro da ordem e do progresso.



Rev. Hernandes Dias Lopes

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Versículo do dia

    Versículo do dia


E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando vieres em teu reino.

⁴³ E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.

Lucas 23:42,43

Wilian Nascimento e Paola Carla - Simplesmente Sobrenatural (Ao Vivo)


 

PÃO DIÁRIO - 14/04/2026 - Gráfico de crescimento

 

Gráfico de crescimento



Se, algum dia, minha família se mudar da casa onde vivemos agora, quero tirar as dobradiças da porta da despensa e levá-la comigo! Essa porta é especial porque mostra como os meus filhos têm crescido ao longo dos anos. Todos os meses, meu marido e eu colocamos nossas crianças contra a porta e fazemos a lápis uma marca logo acima de suas cabeças. De acordo com a nossa tabela de crescimento, minha filha cresceu dez centímetros em apenas um ano!
Embora meus filhos cresçam fisicamente como parte natural da vida, há outro tipo de crescimento que acontece com algum esforço — nosso crescimento espiritual em semelhança a Cristo. Pedro encorajou os cristãos a crescerem “…na força e no conhecimento de […] Jesus…” (2 Pedro 3:18). Ele disse que o amadurecimento na nossa fé nos prepara para a volta de Cristo. O apóstolo desejava que, ao voltar, Jesus encontrasse os cristãos vivendo em paz e retidão (v.14). Pedro via o crescimento espiritual como uma defesa contra o ensino que interpreta incorretamente a Palavra de Deus e leva as pessoas a se desviarem (vv.16,17).
Mesmo quando nos sentimos desencorajados e desconectados de Deus, podemos nos lembrar de que Ele nos ajudará a avançar em nossa fé, tornando-nos mais semelhantes ao Seu Filho. Sua Palavra nos assegura de que “…aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Filipenses 1:6).
—JBS


Leira: 2 Pedro 3:10-18

Examine: …crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo… —2 Pedro 3:18

Considere: O crescimento espiritual requer o alimento sólido da Palavra de Deus.


É possível ser íntegro vivendo em uma sociedade corrupta?

 

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A fidelidade é um apanágio do cristão, uma marca distintiva do crente. Num mundo regido pela ética flácida e situacional, somos chamados a viver com integridade inegociável, como luzeiros do mundo, andando de forma justa, sensata e piedosa. Vamos examinar esse momentoso tema da integridade inegociável à luz da vida do profeta Daniel.

1. Daniel, um homem íntegro a despeito de um passado de dor 

– Muitas pessoas abrem a guarda, deixam brechas no escudo da fé e transigem com os absolutos de Deus quando cruzam os vales sombrios da dor. Nem todos permanecem fiéis quando são pressionados, provados e acuados pelas circunstâncias adversas. Daniel constitui-se num monumento da graça de Deus a mostrar-nos que é possível manter-se íntegro e fiel a despeito das provas mais amargas, do sofrimento mais atroz. Daniel foi arrancado de sua pátria, da sua cidade, da sua família e levado cativo para uma nação estrangeira. Ele viu sua cidade ser saqueada e destruída por essa nação amarga e impetuosa. Ele perdeu sua liberdade, sua família e seu nome. Os caldeus só não puderam conquistar sua consciência nem assaltar a cidadela da sua alma. Ele manteve-se íntegro no cativeiro. Ele não se entregou à amargura nem se capitulou à idolatria babilônica. Mesmo sendo um adolescente, conservou uma ética granítica; mesmo submetido a provas extremas, conservou sua integridade inegociável.

2. Daniel, um homem íntegro a despeito de um presente de oportunidades e riscos 

– Nabucodonosor, rei da Babilônia, investiu em Daniel e seus amigos, matriculando-os na maior e mais conceituada Universidade daquele tempo, dando-lhes bolsa integral, comida de graça da mesa real e ainda garantia de emprego no primeiro escalão do governo mais poderoso do mundo. Aos olhos desatentos seria essa uma oportunidade de ouro, uma bênção singular. Mas, Daniel percebeu que para alcançar tão generosos favores precisaria negociar a verdade, transigir com sua consciência e negar o seu Deus. Esse era um preço alto demais e Daniel, com sabedoria, humildade e determinação recusou-se a contaminar-se com as finas iguarias da mesa real. Ele percorreu com desenvoltura os corredores da Universidade Babilônica, sem vender sua alma ao diabo. Trocaram seu nome, mas não o seu coração. Daniel permaneceu íntegro a despeito do meio corrupto. Não é o ambiente que faz o homem, mas este aquele. O homem não é um produto do meio. Aqueles que são transformados por Deus e vivem para a glória de Deus podem brilhar na escuridão e manterem-se íntegros no meio da corrupção.

3. Daniel, um homem íntegro a despeito de um futuro de glória 

– Depois de três anos intensivos, na Universidade da Babilônia, Daniel foi submetido a exames meticulosos pelo próprio rei. Ele foi encontrado dez vezes mais sábio do que seus pares. Imediatamente foi guindado à uma posição de honra no reinado de Nabucodonosor. Agora, novos perigos estavam diante dele: não mais a pobreza e a escravidão, mas a riqueza, o poder e a influência. Vivendo como uma ilha de integridade e cercado por um mar revolto de corrupção Daniel não abriu mão dos princípios de Deus que haviam regido a sua vida desde a infância. Há muitos que pensam que o poder corrompe, mas o poder apenas revela os corrompidos. A corrupção não está no poder, mas no coração corrupto. É possível ser íntegro, mesmo cruzando os corredores do poder, mesmo galgando as posições mais elevadas no campo religioso, político e econômico. Daniel foi um homem fiel a Deus na escravidão e na liberdade. Ele foi fiel a Deus na pobreza e na riqueza. Foi fiel a Deus na juventude e na velhice. A Babilônia caiu e um novo reino se levantou; o reino Medo-persa. Mas, Daniel continuou incorruptível e impoluto no meio de uma geração degenerada. A vida e o exemplo desse profeta, intercessor, político e estadista nos prova que é possível ser um crente íntegro no meio de uma geração corrompida e má. Que Deus nos ajude a viver à altura desse insigne exemplo.



Rev. Hernandes Dias Lopes

domingo, 12 de abril de 2026

Versículo do dia

    Versículo do dia


As minhas chagas cheiram mal e estão corruptas, por causa da minha loucura.

Salmos 38:5

Renascer Praise – Escape (Ao Vivo)


 

PÃO DIÁRIO - 13/04/2026 - Paranoia inversa

Paranoia inversa



Lembro-me de assistir aos noticiários de televisão em 1991, quando uma revolução não violenta ocorreu nas ruas de Moscou. Os russos que tinham crescido no totalitarismo declararam, de repente: “Agiremos como se fôssemos livres”, tomando as ruas e encarando tanques de guerra. O contraste entre os rostos dos líderes nos prédios e as massas nas ruas mostrou quem estava realmente com medo e quem era realmente livre.
Assistindo aos noticiários transmitidos da Praça Vermelha na televisão finlandesa, tive uma nova definição de fé: paranoia inversa. Uma pessoa verdadeiramente paranoica organiza a sua vida em torno de uma perspectiva comum de medo. Tudo que acontece alimenta esse medo.
A fé age no sentido inverso. Uma pessoa de fé organiza sua vida em torno de uma perspectiva comum de confiança, não de medo. Apesar do caos aparente do momento presente, Deus reina. Independentemente de como eu possa me sentir, realmente sou importante para um Deus de amor.
O que poderia acontecer se nós, no reino de Deus, realmente agíssemos como se as palavras do apóstolo João fossem literalmente verdadeiras: “…maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo” (1 João 4:4). O que aconteceria se verdadeiramente começássemos a viver como se a oração mais repetida da cristandade tivesse realmente sido respondida — que a vontade de Deus seja feita assim na terra como no céu?
—PY


Leia: 1 João 4:1-6,17-19

Examine: No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento… —1 João 4:18

Considere: Alimentar a sua fé ajuda a fazer morrer de fome os seus medos.

Jesus: o caminho, a verdade e a vida

 



Era a última semana do ministério de Jesus. A cidade de Jerusalém estava fervilhando de peregrinos. A festa da Páscoa havia chegado mais uma vez. O sinédrio judaico, já havia contratado testemunhas falsas para acusar a Jesus. Judas, movido pela ganância, já o havia vendido e aguardava o momento de entregá-lo. É nesse clima tenso que Jesus se reúne com os discípulos no Cenáculo e ministra ao coração deles uma palavra de esperança e consolo. Descortina diante dos olhos desses homens aflitos seu propósito de preparar para eles um lugar na Casa do Pai, revelando-lhes que eles já sabiam o caminho para onde iria. Tomé, o patrono do ceticismo, retruca incontinente: "Senhor, não sabemos para onde vais, como saber o caminho?" (Jo 14.5). Jesus, então, lhe responde: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim" (Jo 14.6). Jesus faz uma auto-apresentação assaz significativa neste texto. O que na verdade, ele estava dizendo?

1. Jesus é o caminho para Deus 

– Jesus não é um dentre muitos outros caminhos. Ele é o único caminho. O cristianismo não lida com uma fé inclusivista. Jesus foi absolutamente exclusivista. Não existem atalhos para Deus. Não existem outras rotas que conduzem o homem ao céu. A expressão popular que proclama que toda religião é boa e todos os caminhos levam a Deus é uma mentira deslavada. A Bíblia diz que há caminhos que parecem direito ao homem, mas no final são caminhos de morte. Jesus é o único caminho que leva o homem a Deus. Jesus é a única porta do céu. Jesus é o único mediador entre Deus e os homens. Jesus é o único Salvador do mundo. Procurar ir a Deus por meio de outros mediadores é tomar um caminho largo que conduz à ruína. Abraçar uma religião que nega a exclusividade de Cristo como o único caminho para Deus é entrar por uma estrada cujo destino final é a perdição eterna.

2. Jesus é a verdade que ilumina a mente

– Jesus não é um enganador. Ele não é um farsário. Ele é cheio de graça e de verdade. Ele não apenas viveu a verdade e pregou a verdade. Ele é a própria verdade. A verdade não é relativa como apregoam alguns nem flácida como pensam outros. A verdade é objetiva, translúcida e absoluta. A verdade é Jesus. Ele não é uma dentre muitas verdades. Ele não é uma divindade no panteão de muitas outras divindades. Ele não é uma das teorias dentre muitas outras propostas religiosas. Jesus é a única verdade capaz de encher nossa mente de luz e aquecer nosso coração com sólida segurança. Jesus não é uma verdade descoberta pelo homem, mas revelada por Deus. Nós o conhecemos não pelo esforço da destreza mental. Nós o conhecemos porque ele se revelou, porque ele se fez carne, porque ele tabernaculou-se entre nós cheio de graça e de verdade.

3. Jesus é a vida que satisfaz

 – Jesus é a vida, pois ele é a fonte da vida física e espiritual. O pecado separou o homem de Deus e o matou espiritualmente. O homem sem Deus está morto nos seus delitos e pecados. O homem sem Deus não tem apetite pelas coisas espirituais. Ele está cego para as coisas lá do alto. Seu coração está endurecido e rebelado contra Deus. O homem sem Deus é escravo do pecado, do mundo, da carne e do diabo. Ele se alimenta de cinzas e caminha para a morte eterna, porém, somente Cristo pode salvá-lo. Jesus é quem dá a vida e ele é a vida. Nenhuma religião pode tirar o homem da morte espiritual. Nenhum ritual pode levantá-lo da sepultura existencial. Somente Jesus tem a vida. Somente Jesus concede a vida. E somente Jesus é a vida. O homem busca razão para a vida em muitas fontes. Mas todas essas fontes são poluídas. O homem procura prazer na bebida, na riqueza, no sexo e no sucesso, mas o fim dessa linha é desgosto e insatisfação. Jesus, e só ele é a vida que satisfaz. Ele oferece vida e vida em abundância a todos aqueles que nele crêem.




Rev. Hernandes Dias Lopes

sábado, 11 de abril de 2026

Versículo do dia

    Versículo do dia


E disse-lhes: Quando vos mandei sem bolsa, alforje, ou sandálias, faltou-vos porventura alguma coisa? Eles responderam: Nada.

Lucas 22:35

Eli Soares - O Melhor Pra Mim (Ao Vivo Em Belo Horizonte / 2023) ft. Ed Motta


 

PÃO DIÁRIO - 12/04/2026 - Olhe para os montes

 

Olhe para os montes



No topo do Morro do Corcovado, olhando para a cidade do Rio de Janeiro, está o Cristo Redentor, uma das estátuas mais altas de Cristo no mundo. Com 38 metros de altura e braços se estendendo por 30 metros, esta escultura pesa 1.145 toneladas. Ela pode ser vista, dia ou noite, a partir de quase todos os pontos da cidade. Um olhar para os morros traz à visão essa imagem do Cristo Redentor.
O Novo Testamento nos diz que Cristo não é apenas o Redentor, mas também o Criador do universo, e esse Criador é apresentado no Salmo 121. Ali, o salmista nos desafia a erguer os olhos para os montes para ver Deus, pois nosso “…socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra” (vv.1,2). Somente Ele é suficiente para ser a nossa força e para guiar os nossos passos ao trilharmos nosso caminho em meio ao mundo perigoso e conturbado.
Levantemos os nossos olhos Àquele que nos mantém (v.3), nos guarda (vv.5,6) e nos protege contra todo tipo de perigo. Ele nos preserva do mal e nos mantém em segurança sob Seu cuidado por toda a eternidade (vv.7,8).
Em fé, elevamos os nossos olhos àquele que é o nosso Redentor e Criador. Ele é a nossa ajuda, nossa esperança e nosso lar eterno.
—WEC


Leia: Salmo 121

Examine: Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra. —Salmo 121:1,2

Considere: Cristo foi crucificado para nos trazer nova vida.

Eu quero ser um vaso novo

 



O profeta Jeremias foi chamado a descer à casa do oleiro para receber uma mensagem de Deus para a nação de Judá (Jr 18.1-6). Ali ele viu o oleiro trabalhando sobre as rodas, moldando o barro e fazendo dele um vaso novo. O vaso havia se estragado nas mãos, mas em vez do oleiro jogar o vaso fora, fez dele um vaso novo. Esse episódio encerra algumas preciosas lições:

1. Deus não desiste de você, mesmo quando você falha em cumprir seu propósito (Jr 18.4). 

O oleiro não jogou no lixo o vaso que se lhe havia estragado nas mãos. Ele não o colocou num canto como algo imprestável. Ele não desistiu desse vaso, mas fez dele um vaso novo. Assim, também, Deus não desiste de você. Mesmo quando você se torna como um barro sem liga ou como um vaso estragado, Deus continua investindo em sua vida. Ele não abre mão de fazer de você um vaso novo. Deus não desiste de fazer um milagre em sua vida. Ele não abdica do direito que tem de fazer de você um vaso de honra, um vaso útil, preparado para toda boa obra. Mesmo quando você cai, fracassa e se desvia, Deus não considera você como sucata imprestável. Ele não olha você com desprezo. Como oleiro divino, ele investe em sua vida e transforma você, para que você cumpra os propósitos eternos que ele mesmo estabeleceu para sua vida.

2. Deus não faz apenas remendos em sua vida; ele faz de você um vaso novo (Jr 18.4). 

O oleiro não remendou o vaso que se lhe havia estragado nas mãos. Ele não se contentou com meias medidas. Ele fez um vaso novo. A obra de Deus em você é completa. Ele faz de você uma nova criatura. Ele não quer apenas uma reforma externa, um verniz de aparência. Ele quer dar-lhe uma nova vida, uma nova mente, um novo coração, uma nova família, uma nova pátria. Deus tem para você uma vida nova, com novos gostos, novas preferências, novos alvos, novos sonhos, novos compromissos. A vida com Cristo é novidade de vida. É vida santa, é vida no altar, é vida cheia do Espírito, é vida abundante, maiúscula, superlativa, eterna. A obra de Cristo em você é um milagre extraordinário. Portanto, você deve despojar-se dos trapos da murmuração e revestir-se com as vestes de louvor. Você deve largar para trás o espírito angustiado e cobrir-se com roupagens de louvor e óleo de alegria.

3. Deus não faz de você um vaso segundo o seu querer, mas um vaso segundo o seu propósito soberano (Jr 18.4). 

Deus fez do vaso que se lhe havia estragado nas mãos um vaso novo, segundo bem lhe pareceu. A obra de Deus em você não é conforme os ditames da sua vontade, mas conforme os propósitos soberanos do próprio oleiro divino. Deus tem o melhor para você. Os planos de Deus para a sua vida são mais elevados do que os seus próprios sonhos. O projeto de Deus para a sua vida são mais altaneiros que os seus próprios projetos. A vontade de Deus e não a sua deve prevalecer em sua vida. Ele é o oleiro, e você o barro. Não é o barro que manda no oleiro; é o oleiro que molda o barro. O oleiro tem o direito de fazer do barro o que lhe aprouver. O oleiro divino que molda você é o mesmo que espalhou as estrelas no firmamento e o mesmo que lançou os fundamentos da terra. O oleiro divino está empenhado em esculpir em você a beleza de Jesus. Seu projeto eterno é transformar você à imagem do Rei da glória. Ele lhe predestinou para você ser conforme à imagem do seu Filho. Deus jamais desistirá desse projeto. Seus planos não podem ser frustrados. Se preciso for, ele vai quebrar o vaso e fazê-lo de novo. Mas, jamais vai desistir de fazer de você, um vaso de honra.



Rev. Hernandes Dias Lopes

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Versículo do dia

    Versículo do dia


⁸ Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes. 

Mateus 6:8

Aline Barros, Cassiane - Não há Deus maior (Ao Vivo)


 

PÃO DIÁRIO - 11/04/2026 - Perguntas diferentes

 

Perguntas diferentes



Quando a tragédia acontece, surgem as perguntas. A perda de um ente querido pode nos fazer questionar Deus com uma série de perguntas pontuais: “Por que o Senhor permitiu que isso acontecesse?” “De quem foi a culpa?”. “O Senhor não se importa com a minha dor?”. Acredite em mim — como pai enlutado de uma adolescente que morreu tragicamente, fiz estas mesmas perguntas.
O livro de Jó registra as perguntas que Jó faz ao se sentar com amigos para lamentar seu sofrimento. Ele perdera sua família, sua saúde e suas posses. Em certo ponto, ele pergunta: “Por que se concede luz ao miserável e vida aos amargurados de ânimo?” (3:20). Mais tarde, ele pergunta: “Por que esperar, se já não tenho forças?…” (6:11). E: “Parece-te bem que me oprimas…?” (10:3). Muitos estiveram diante de uma lápide colocada muito cedo e fizeram perguntas semelhantes.
Mas ao ler até o final do livro, você tem uma surpresa. Quando Deus responde a Jó (38–41), Ele o faz de maneira inesperada. Ele vira o jogo e questiona Jó — faz perguntas diferentes que demonstram a Sua sabedoria e soberania. Perguntas sobre a Sua magnífica criação — a terra, as estrelas e o mar. E todas as perguntas destacam o seguinte: Deus é soberano. Deus é Todo-poderoso. Deus é amor. E Ele sabe o que está fazendo.
—JDB


Leia: Jó 38:1-11

Examine: Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra?… —Jó 38:4

Considere: Nosso maior conforto no sofrimento é saber que Deus está no controle.

Triunfando sobre as tempestades da vida

 

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O Evangelho de Marcos 4.35-41 registra o episódio da tempestade enfrentada pelos discípulos no Mar da Galiléia. Nessa ocasião, Jesus estava no barco, dormindo, quando os discípulos foram surpreendidos por um forte vendaval. Os discípulos, apavorados, acordaram a Jesus, clamaram por socorro, e ele acalmou a tempestade, exortou os discípulos e eles, então, ficaram admirados com seu poder. Essa passagem encerra algumas oportunas lições, que passaremos a considerar:

1. As tempestades da vida são inevitáveis

 – Assim como os fenômenos da natureza acontecem com freqüência, também as tempestades da vida nos atingem, mesmo quando nós não as esperamos. As tempestades da vida acontecem ao arrepio da nossa vontade e muitas vezes, colocam a nossa vida de ponta-cabeça. As tempestades chegam para todos: grandes e pequenos, jovens e velhos, doutores e analfabetos, crentes e descrentes. A vida não é um parque de diversões, mas a travessia de um mar revolto. A vida cristã não é um cruzeiro num confortável navio, singrando águas plácidas, mas uma viagem cheia de aventuras, onde não faltam os ventos contrários e as ondas revoltas.

2. As tempestades da vida são imprevisíveis 

– As tempestades chegam de súbito, inesperadamente. Elas não mandam aviso, não enviam telegrama, chegam repentinamente, agitando nossa vida, encrespando as ondas que nos assustam e nos assolam com desmesurado rigor. O Mar da Galiléia é um lago de águas doces de vinte e um quilômetros de comprimento por quatorze quilômetros de largura. Esse grande lago é encurralado pelas montanhas de Golã. No extremo norte, fica o Monte Hermom, a mais alta montanha de Israel, cujo cimo está sempre coberto de gelo. Com certa freqüência, os ventos gelados descem desse monte e encurralados pelas montanhas de Golã, batem na superfície do lago, levantando ondas gigantes. É assim também na vida. As tempestades nos colhem de surpresa: é uma doença súbita, é um acidente trágico, é um divórcio traumático, é um luto doloroso.

3. As tempestades da vida são inadministráveis

 – Os discípulos conheciam o Mar da Galiléia como poucos. Alguns deles eram pescadores e haviam nascido e crescido ao redor daquele lago. Dali eles tiravam o seu sustento. Mas o que era tão familiar para eles, tornou-se uma ameaça. Quando a tempestade chegou, eles tentaram escapar do perigo, remando com toda destreza, mas o barco estava se enchendo de água. Seus recursos foram insuficientes para resolver o problema. O barco não obedecia mais o comando deles. A tempestade os assolava impiedosamente e eles perderam o controle da situação. O vento chicoteava com violência o barco e as ondas se arremessavam contra eles para levá-los ao naufrágio. Muitas vezes, temos a sensação de que os problemas que nos afligem são como essa tempestade. A situação se agrava, perdemos o controle, o barco da nossa vida fica à deriva. As tempestades da vida são, também, inadministráveis.

4. As tempestades da vida são pedagógicas 

– Mesmo quando a tempestade foge do nosso controle, ela está sob o controle de Jesus. Aquele que está conosco tem autoridade sobre o vento e sobre o mar. As tempestades da nossa vida não vêm para nos destruir, mas para nos ensinar. Elas não acontecem à revelia, elas são instrumentos pedagógicos para nos fortalecer na fé. Jesus tem todo poder para acalmar não apenas a tempestade que está do lado de fora; mas, também, os vendavais do medo que estão dentro de nós. Jesus acalma não apenas as circunstâncias, mas, também, os nossos sentimentos. Nessa travessia do mar revolto da vida precisamos ter fé e não medo, sabendo que Jesus é fiel para cumprir suas promessas. Nosso destino é o outro lado do mar e não o naufrágio. Ele está conosco e podemos desfrutar da sua paz mesmo quando as ondas encapeladas berram aos nossos ouvidos. Ele é todo poderoso e aquilo que nos amedronta está literalmente debaixo dos seus pés. O Senhor não desperdiça sofrimento na vida dos seus filhos. A tempestade vem para que vejamos o seu livramento e saibamos que ele é Deus, digno de ser adorado.



Rev. Hernandes Dias Lopes

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Versículo do dia

    Versículo do dia


¹ Guarda o teu pé, quando entrares na casa de Deus; porque chegar-se para ouvir é melhor do que oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal. 

Eclesiastes 5:1

Sarah Beatriz e Samuel Messias - Promessas - Ao Vivo


 

PÃO DIÁRIO - 10/04/2026 - Veias de ouro

 

Veias de ouro



Enquanto visitava a charmosa região de Cotswold na Inglaterra, comprei algumas canecas chinesas feitas de ossos como recordação. Eu as utilizava com cuidado, mas certa vez uma delas caiu na pia e estilhaçou-se. Recentemente pensei naquela caneca quando aprendi sobre a arte japonesa chamada Kintsugi.
Quando algo se quebra, geralmente pensamos em reparar de modo que seja possível reutilizá-lo. Mas há centenas de anos, um artista japonês decidiu que faria algo lindo com a porcelana quebrada. Ele então começou a utilizar resina de ouro para unir os fragmentos. Peças reparadas com o uso deste método possuem complexos filamentos de ouro.
O pecado entrou no mundo muito cedo na história da humanidade (Gênesis 3). Teólogos referem-se ao evento como “a queda”. O resultado inevitável é a destruição. A vida é dolorosa porque continuamos sendo feridos e ferindo outros com a nossa aspereza aguda e cortante. Mas Deus não quer que permaneçamos sendo destruídos. Sua obra de reparação transforma nossa destruição em beleza.
Como um artista Kintsugi, Deus nos restaura. Mas Ele usa algo mais precioso que ouro — o sangue de Seu Filho. Em vez de filamentos de ouro, somos unidos pelas veias do próprio Cristo. “…somos unidos com ele na semelhança da sua morte…” (Romanos 6:5). Não há nada mais belo do que isso.
—JAL


Leia: Romanos 6:1-14

Examine: …se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição. —Romanos 6:5

Considere: O preço de nossa libertação do pecado foi pago pelo sangue de Jesus.

Solidão, o vazio de relacionamentos

 



A solidão é o apanágio da geração contemporânea. Somos experimentados no relacionamento com as máquinas e inexperientes no trato com as pessoas. Vivemos cercados de gente e ao mesmo tempo, como uma ilha existencial, somos profundamente solitários. A solidão não é simplesmente uma questão de viver no ostracismo, à margem dos relacionamentos interpessoais, mas uma atitude interna, uma inadequação para esses relacionamentos. Há indivíduos solidários que vivem no meio da multidão, mas que não conseguem construir pontes de contato com as pessoas. Quando um dos grandes vultos da música popular brasileira, Roberto Carlos, foi interrogado acerca da pior coisa que lhe poderia acontecer, ele respondeu sem hesitar: a solidão. A solidão atinge grandes e pequenos, ricos e pobres, doutores e analfabetos.

Emile Durkhaim, ínclito sociólogo francês, chegou a afirmar que o suicídio, a maior agressão contra si mesmo, é uma inadequação social. É a incapacidade de inserir-se no convívio social e relacionar-se com as pessoas de modo a criar vínculos de amor e amizade. Vivemos numa sociedade doente. Na mesma proporção que cresce a população do mundo, aumenta a solidão das pessoas. Os grandes centros urbanos fervilham de pessoas que se acotovelam todos os dias em imensas aglomerações humanas, mas essas pessoas são rostos sem nome e sem identidade: uns que vão, outros que vêm e todos que passam.

A solidão não está apenas do lado de fora da família; está também dentro do lar. A televisão ocupou o lugar da conversa ao redor da mesa. A internet preencheu o espaço do diálogo cheio de intercâmbio das idéias. O telefone celular nos conecta com o outro, do outro lado da linha, mas nos afasta daqueles que estão ao nosso derredor. Vivemos no paraíso das comunicações virtuais, mas transformamos esse jardim cheio de raras belezas num deserto de relacionamentos vazios e carente de significado. Transformamos o palácio da cibernética na masmorra da solidão.

Não precisamos jogar pela janela as conquistas da ciência. Não precisamos viver paquerando nostalgicamente o passado que se foi. Mas, precisamos urgentemente, preservar os valores do passado, usar com racionalidade as conquistas do presente e estabelecer metas elevadas de comunhão para o futuro. Não podemos transformar o conforto da tecnologia em armas mortíferas contra nós mesmos. É tempo de buscarmos as primeiras coisas primeiro. É tempo de realinharmos nossas prioridades de conformidade com a prioridade de Deus. É tempo de entender que devemos adorar a Deus, amar as pessoas e usar as coisas em vez de amarmos as coisas, usarmos as pessoas e nos esquecermos de Deus. Pessoas valem mais do que coisas. Família é mais importante do que sucesso. Relacionamento sadio na família, na igreja, no trabalho e na escola é melhor do que a solidão na masmorra luxuosa da sofisticada tecnologia contemporânea.

Deus não nos criou para a solidão, pois fomos feitos à sua imagem e semelhança. Deus é Triúno e plenamente feliz em si mesmo. As três pessoas da Trindade relacionam-se em perfeita harmonia. O projeto de Deus é que vivamos em profunda comunhão com ele e uns com os outros. A solidão é uma negação dessa semelhança divina, uma conspiração contra essa vocação celestial, uma oposição radical contra esse sublime desiderato. Não somos apenas uma gota desse vasto oceano da humanidade. Não somos apenas um rosto sem nome no meio da multidão; somos alguém especial, criados de forma especial, para um propósito especial, para vivermos de forma abundante, maiúscula e superlativa a realidade bendita da comunhão íntima e profunda com Deus, com a família e com a igreja.




Rev. Hernandes Dias Lopes

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Versículo do dia

     Versículo do dia


¹² Que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças. 

Apocalipse 5:12

Paulo Cesar Baruk, ‪@MarsenaOficial‬ - Clamo Jesus (I Speak Jesus)


 

PÃO DIÁRIO - 09/04/2026 - Firme como uma rocha

 

Firme como uma rocha


Foi um dia triste em maio de 2003 quando “O velho homem da montanha” partiu-se e despencou da encosta da montanha. O contorno de 12 metros do rosto de um velho homem, entalhado pela natureza nas Montanhas Brancas de New Hampshire, foi por muito tempo uma atração para turistas, uma presença sólida para os residentes e o emblema oficial do estado. Nathaniel Hawthorne escreveu sobre ele em seu conto O grande rosto de pedra.
Alguns residentes próximos ficaram devastados quando O velho homem desmoronou. Uma mulher disse: “Cresci pensando que alguém estava ali zelando por mim. Sinto-me menos protegida agora.”
Há momentos em que a presença de alguém em quem podemos depender desaparece. Algo ou alguém que tinha nossa confiança deixa de existir e nossa vida fica abalada. Talvez seja a perda de um ente querido, de um emprego ou da saúde. A perda nos faz sentir desequilibrados, instáveis. Podemos inclusive pensar que Deus já não está mais nos guardando.
Mas “Os olhos do Senhor repousam sobre os justos, e os seus ouvidos estão abertos ao seu clamor” (Salmo 34:15). Ele está perto “…dos que têm o coração quebrantado…” (v.18). Ele é a Rocha cuja presença podemos sempre depender (Deuteronômio 32:4).
A presença de Deus é verdadeira. Ele zela por nós continuamente. Ele é firme como uma rocha.
—AMC


Leia: Salmo 34:15-22

Examine: Os olhos do Senhor repousam sobre os justos, e os seus ouvidos estão abertos ao seu clamor. —Salmo 34:15

Considere: A pergunta não é “onde está Deus?”, mas “onde Ele não está?”

JANELAS ABERTAS PARA O MUNDO



Nós vivemos o tempo mais empolgante da história da humanidade. Nenhuma geração assistiu o que testemunhamos. Somos a geração da comunicação virtual, da internet, das redes sociais, do telefone celular, do avião supersônico, das viagens interplanetárias, da nanotecnologia. Temos mobilidade e celeridade. Temos janelas abertas para o mundo. Enquanto o mundo, posto no maligno, faz circular com a velocidade da luz suas mensagens de destruição, podemos, na mesma velocidade espalhar as boas novas do evangelho.

Em virtude dessa singular oportunidade, propomos quatro atitudes:

Em primeiro lugar, precisamos usar essas ferramentas para proclamar ao mundo o evangelho da graça. Oh, que privilégio nós temos de pregar a tempo e a fora de tempo, aos ouvidos do mundo! As janelas são muitas, estão todas abertas e essas janelas desembocam em milhões de pessoas que estão ávidas ou necessitadas da única mensagem que pode lhes dar esperança. Não podemos reter essa mensagem apenas para nós. Não podemos reduzi-la apenas aos nossos templos. Não podemos calar nossa voz enquanto o mundo, a cada dia, despeja torrencialmente, mensagens que distorcem a verdade ou atacam-na frontalmente. As igrejas locais e cada um de seus membros  precisam usar essas ferramentas não apenas para alavancar seus negócios de interesse particular, mas para espalhar as sementes da esperança.

Em segundo lugar, precisamos usar todas as tecnologias disponíveis e com excelência para que a mensagem do evangelho da graça chegue mais clara e mais rápida aos confins da terra. As igrejas locais precisam trabalhar com excelência na produção de conteúdo, na captação de som e imagem e, ao mesmo tempo, terem uma estrutura de qualidade para transmitir esse conteúdo com clareza e eficiência. Investir em som de qualidade e em captação e transmissão da mensagem são compromissos básicos de toda igreja que compreende o tempo em que vive. Reduzir a mensagem apenas a quatro paredes é uma falta de mordomia com o tempo, com os recursos e com as possibilidades que Deus coloca diante de nós. Precisamos avançar. Não podemos pregar apenas em nossa Jerusalém, se concomitantemente podemos chegar aos confins da terra com a poderosa mensagem do evangelho.

Em terceiro lugar, precisamos estimular os crentes a usarem as redes sociais com um propósito santo e não misturando o precioso com o vil. Além da igreja local envidar todos os seus esforços para ter um canal de Youtube eficiente, e usar todas as outras ferramentas para dar celeridade à mensagem, devemos ao mesmo tempo, estimular os crentes a consagrarem suas redes sociais para um uso santo, separando o precioso do vil, a fim de que mais pessoas sejam alcançadas e impactadas com o poder do evangelho. Não devemos contribuir com a divulgação de mensagens falsas nem de mensagens que não edificam as pessoas. Precisamos nos unir para ganharmos esta geração, nesta geração. Juntos somos mais fortes. Juntos podemos ir mais longe. Juntos cumpriremos com mais rapidez a grande comissão.

Em quarto lugar, precisamos nos acautelar para que as tecnologias disponíveis não nos desencorajem à imperativa necessidade de nos congregarmos na igreja local. Cresce espantosamente o número de desigrejados em nosso tempo. Muitos crentes, por decepção ou por descuido espiritual, pararam de congregar, fazendo uma transição da igreja real para uma igreja virtual. Bebericam em todas as fontes, escutam vários pastores e sentem-se desobrigados de frequentarem uma igreja. É mister alertar que uma brasa longe do braseiro apaga. Uma ovelha longe do rebanho é presa fácil dos predadores. Fazer parte de uma igreja comprometida com as Escrituras não é uma opção, mas um imperativo divino (Hb 10.25). Somos membros de um corpo. Pertencemos a uma família. Recebemos dons espirituais para serem exercitados para a edificação da igreja. Não somos autossuficientes. Precisamos uns dos doutros.

Com essas considerações feitas, é tempo de agir!



Rev. Hernandes Dias Lopes

terça-feira, 7 de abril de 2026

Versículo do dia

     Versículo do dia


² A minha alma está desejosa, e desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a minha carne clamam pelo Deus  

Salmos 84:2

Elaine Martins - Reverência (Clipe Oficial MK Music)


 

PÃO DIÁRIO - 08/04/2026 - Santo, Santo, Santo

 

Santo, Santo, Santo


“O tempo voa quando você se diverte.” Este clichê não se baseia em fatos, mas o dia a dia o faz parecer verdade. Quando a vida é prazerosa, o tempo passa muito rápido. Dê-me uma tarefa que aprecio ou uma pessoa de quem amo a companhia, e o tempo parece não importar.
Minha experiência com esta realidade me deu um novo entendimento do cenário descrito no livro de Apocalipse 4. No passado, quando ponderei sobre os quatro seres viventes, assentados ao redor do trono de Deus, que continuamente repetiam as mesmas poucas palavras, pensei: Que existência maçante!
Não penso mais assim. Penso nas cenas que eles testemunharam com seus muitos olhos (v.8). Reflito sobre a visão que eles têm a partir da sua posição ao redor do trono de Deus (v.6). Medito em quão maravilhados eles estão com o envolvimento sábio e amoroso de Deus com terráqueos desobedientes. Em seguida, penso: Poderia existir reação melhor? O que mais há para dizer senão, “Santo, Santo, Santo”? É maçante dizer as mesmas palavras repetidas vezes? Não quando você está na presença de alguém que você ama. Não quando você está fazendo exatamente o que você foi designado para fazer.
Como os quatro seres viventes, fomos planejados para glorificar a Deus. Nossa vida jamais será maçante se convergirmos nossa atenção nele e cumprirmos esse propósito.
—JAL

Leia: Apocalipse 4

Examine: …Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, Todo-Poderoso, aquele que era, que é e que há de vir. —Apocalipse 4:8

Considere: Um coração em sintonia com Deus não pode deixar de entoar louvores a Ele.

Procure o que foi perdido dentro da sua casa

 



A parábola da dracma perdida faz parte do conjunto de parábolas que Jesus contou em Lucas 15 para ilustrar o amor de Deus pelos pecadores. Nas três parábolas, Deus busca o que estava perdido, encontra o que estava perdido e celebra com efusiva alegria a recuperação do que estava perdido.

Voltaremos nossa atenção para a parábola da dracma perdida. Algumas lições merecem destaque:

1. A mulher perdeu algo de valor dentro de casa 

– Ela perdeu uma moeda de sua coleção. Das dez dracmas, a mulher perdeu uma e a perdeu dentro de casa. Mais importante do que valores são os relacionamentos. Mais precioso do que bens são as pessoas. Muitas vezes, por descuido, nós também, perdemos verdadeiros tesouros dentro de casa. Perdemos a comunicação, perdemos a alegria da comunhão, perdemos o acendrado amor com que devemos amar uns aos outros.

2. A mulher não se conformou com a perda

 – A mulher poderia ter se conformado com a perda da moeda. Afinal, ela ainda tinha nove delas guardadas em segurança. Mas, essa mulher não aceitou passivamente a perda. Ela não se conformou com a derrota. Ela não desistiu de recuperar a moeda perdida. Muitas vezes, nós somos descuidados em guardar os tesouros que temos e quando os perdemos somos vagarosos e até desanimados para procurar o que se perdeu. Conformamo-nos facilmente com a derrota como o sacerdote Eli. Preferimos desistir do casamento, dos relacionamentos, do que lutar para recuparar o que se perdeu.

3. A mulher acendeu a candeia para procurar o que havia perdido 

– As casas na Palestina não possuíam janelas. Eram ambientes escuros e ensombreados. Era impossível procurar algo perdido sem acender a candeia. Se queremos reencontrar o que perdemos dentro da nossa casa, precisamos de igual forma acender a candeia. A candeia é um símbolo da Palavra de Deus. Precisamos iluminar nossas mentes, nossos corações e nossos relacionamentos pela luz da Palavra se de fato queremos encontrar esses tesouros perdidos dentro da nossa casa.

4. A mulher varreu a casa para procurar o que se havia perdido 

– A mulher teve coragem de mexer e remover do lugar muita coisa. Ela teve iniciativa e esforço. Ela enfrentou o desconforto da desinstalação. Ela levantou muita poeira ao varrer cada canto da casa à procura do seu tesouro perdido. Se queremos a restituição desses tesouros perdidos dentro da nossa casa, precisamos de igual forma procurá-los diligentemente. Não podemos ser omissos nem acomodados. Não podemos ter medo de mexer em algumas coisas já sedimentadas. Não podemos ter medo de desconforto. Há muitos indivíduos que estoicamente desistem de procurar o que se perdeu em sua vida, em seu casamento, em sua família. Preferem encontrar justificativas para as perdas a investir tempo na busca do que se perdeu. Não devemos desistir jamais, pois o desconforto da busca não deve nos privar da alegria do encontro.

5. A mulher comemorou com grande alegria o encontro daquilo que estava perdido 

– A mulher perdeu a moeda no recesso do lar, sob as sombras do anonimato, mas ela celebrou o encontro da dracma publicamente sob os auspícios da luz. Nossas conquistas e bênçãos devem ser conhecidas e proclamadas. As outras pessoas devem conhecer nossas vitórias e participar das nossas alegrias. Há festa no céu quando um pecador se arrepende e quando o perdido é encontrado; também há alegria diante dos homens quando os tesouros que perdemos dentro da nossa casa são encontrados. É tempo de acendermos a candeia e pegarmos a vassoura. É tempo de procurarmos diligentemente aquilo que perdemos. É tempo de celebrarmos com os nossos irmãos as vitórias que vêm de Deus e a restituição das bênçãos de outrora!



Rev. Hernandes Dias Lopes

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Versículo do dia

     Versículo do dia


¹³ Tomaram ramos de palmeiras, e saíram-lhe ao encontro, e clamavam: Hosana! Bendito o Rei de Israel que  

João 12:13

Eyshila e Cassiane - Nada Pode Calar Um Adorador + Com Muito Louvor


 

PÃO DIÁRIO - 07/04/2026 - Expandindo a imagem

Expandindo a imagem



Por três meses tive uma visão privilegiada — ou vista aérea, eu diria — para assistir à incrível obra das mãos de Deus. Quase 30 metros acima do chão, os trabalhadores instalaram uma webcam direcionada ao ninho de uma família de águias de cabeça branca, e telespectadores on-line podiam acompanhar.
Quando os ovos se romperam, mamãe e papai águia foram cuidadosos com sua prole, alternando idas a caçadas em busca de alimento e vigilância do ninho. Mas certo dia, quando as águias ainda pareciam bolas de penugem com bicos, ambos os pais desapareceram. Preocupei-me, achando que algo tivesse acontecido com eles.
Minha preocupação não procedia. O operador da webcam aumentou o ângulo da câmera e lá estava a mamãe águia em um ramo próximo.
Ao ponderar sobre esta imagem “expandida”, pensei em momentos nos quais temi que Deus tivesse me abandonado. A vista do ninho me lembrou de que minha visão é limitada. Vejo apenas uma pequena parte de todo o cenário.
Moisés usou a figura da águia para descrever Deus. Assim como as águias carregam seus pequenos, Deus carrega o Seu povo (Deuteronômio 32:11,12). Apesar do que possa parecer, o Senhor “…não está longe de cada um de nós” (Atos 17:27). Isto é verdade mesmo quando nos sentimos abandonados.
—JAL

Leia: Deuteronômio 32:7-12

Examine: Como a águia desperta a sua ninhada […] assim, só o Senhor o guiou… —Deuteronômio 32:11,12

Considere: Porque o Senhor zela por nós, não precisamos temer os perigos ao nosso redor.

Jejum, fome de Deus

 



O jejum é uma prática milenar, porém em desuso na igreja cristã contemporânea. O jejum está presente tanto no Antigo como no Novo Testamento. Os profetas, os apóstolos, Jesus e muitos homens de Deus ao longo da história experimentaram os benefícios espirituais por intermédio do jejum. Os santos de Deus em todos os tempos e em todos os lugares não somente creram no jejum, como também o praticaram. Hoje, porém, são poucos os crentes que jejuam com regularidade e ainda há muitas dúvidas acerca da sua necessidade e de seu funcionamento.

O que é jejum? É a abstenção de alimento por um período definido para um propósito definido. O jejum não é apenas abstinência de alimento. Não é um regime para emagrecer. Ele deve ter propósitos espirituais claros. Jejum é fome de Deus, é saudade do céu. A Bíblia diz que comemos e bebemos para a glória de Deus e também jejuamos para a glória de Deus (1Co 10.31). Se comemos para a glória de Deus e jejuamos para a glória de Deus, qual é a diferença entre comer e jejuar? Quando jejuamos nos alimentamos do pão da terra, símbolo do Pão do céu; mas quando jejuamos não nos alimentamos do símbolo, mas da essência, ou seja, nos alimentamos do próprio Pão do céu. Jejuar é amar a realidade acima do emblema. O alimento é bom, mas Deus é melhor (Mt 4.4; Jo 4.32). A comunhão com Deus deve ser a nossa mais urgente e apetitosa refeição. Nós glorificamos a Deus quando o preferimos acima dos seus dons.

O maior obstáculo para o jejum não são as coisas más, mas as coisas boas. Nem sempre nos afastamos de Deus por coisas pecaminosas em si mesmas. Os mais mortíferos apetites não são pelos venenos do mal, mas pelos simples prazeres da terra, os deleites da vida (Lc 8.14; Mc 4.19). “Os prazeres desta vida” e “os desejos por outras coisas” não são um mal em si mesmos. Não são vícios. São dons de Deus. No entanto, todas elas podem tornar-se substitutos mortíferos do próprio Deus em nossa vida. Jesus disse que antes de sua volta as pessoas estarão vivendo desatentas como a geração que pereceu no dilúvio. E o que elas estavam fazendo? Comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento (Mt 24.37-39). Que mal há em comer e beber, casar e dar-se em casamento? Nenhum! Mas, quando nos deleitamos nas coisas boas e substituímos Deus pelas dádivas de Deus estamos em grande perigo. O jejum não é fome de coisas boas; o jejum é fome de Deus. O jejum não é fome de coisas que Deus dá; o jejum é fome do Deus doador. Nossa geração corre atrás das bênçãos de Deus em vez de buscar o Deus das bênçãos. Deus é melhor do que suas dádivas. O abençoador é melhor do que a bênção.

O propósito do jejum não é obter o favor de Deus ou mudar a sua vontade (Is 58.1-12). Tampouco impressionar os outros com uma espiritualidade farisaica (Mc 2.16-18). Nem é para proclamar a nossa própria espiritualidade diante dos homens. Jejum significa amor a Deus. Jejuar para ser admirado pelos homens é ter uma motivação errada. Jejum é fome do próprio Deus e não por aplausos humanos (Lc 18.12). É para nos humilharmos diante de Deus (Dn 10.1-12), para suplicarmos a sua ajuda (2Cr 20.3; Ed 4.16) e para voltarmo-nos para Deus com todo o nosso coração (Jl 2.12,13). É para reconhecermos a nossa total dependência divina (Ed 8.21-23). O jejum é um instrumento para fortalecer-nos com poder divino, em face dos ataques do inferno (Mc 9.28,29).

É tempo da igreja jejuar! É tempo da igreja voltar-se para Deus de todo o seu coração, com jejuns e com pranto. É tempo de buscar um reavivamento verdadeiro que traga fome de Deus em nossas entranhas, que traga anseio por um profundo despertamento da realidade de Deus em nossa igreja, em nossa cidade, em nossa nação!



Rev. Hernandes Dias Lopes

Versículo do dia

     Versículo do dia Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça...