Versiculo do dia
E o Senhor te guiará continuamente, e fartará a tua alma em lugares áridos, e fortificará os teus ossos; e serás como um jardim regado, e como um manancial, cujas águas nunca faltam.
Isaías 58:11
Versiculo do dia
E o Senhor te guiará continuamente, e fartará a tua alma em lugares áridos, e fortificará os teus ossos; e serás como um jardim regado, e como um manancial, cujas águas nunca faltam.
Isaías 58:11
“As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor” (Ef 5.22).
O relacionamento entre marido e mulher, de acordo com o padrão divino, é consequência da plenitude do Espírito Santo (Ef 5.18). Somente um marido cheio do Espírito Santo ama sua mulher como Cristo ama a igreja e somente uma mulher cheia do Espírito Santo submete-se a seu marido como a igreja é submissa a Cristo. Antes de expor o que a submissão significa, é mister deixar claro o que ela não significa.
Em primeiro lugar, o que a submissão não significa?
A submissão não significa inferioridade de gênero. Homem e mulher foram criados por Deus à sua imagem e semelhança. Ambos têm o mesmo valor e a mesma dignidade aos olhos de Deus. Nenhum é superior ou inferior ao outro (1Co 11.11,12). A mulher não é submissa ao gênero masculino; é submissa ao seu próprio marido. A submissão não é uma questão de valor pessoal, mas uma questão funcional no casamento.
A submissão não significa que a mulher é um capacho do homem. Submissão não é inferioridade nem significa negar à esposa o direito de ter vez e voz. A mesma Escritura que ordena à mulher ser submissa a seu marido, ordena o marido a amar sua mulher como Cristo amou à igreja (Ef 5.25). Não é submissão a um tirano, mas a um marido que ama sua mulher com amor perseverante, santificador e sacrificial (Ef 5.25-29).
A submissão não é obediência incondicional. A submissão da esposa a seu marido está limitada à sua obediência a Cristo. Ela não é obrigada a ser submissa a seu marido, se ele exige dela que transgrida sua consciência ou se requer dela uma postura que ultrapasse sua fidelidade a Cristo. Se o marido exigir de sua mulher uma obediência cega, servil e opressora, por dever de consciência, ela deve desobedecê-lo para obedecer a Cristo, pois antes importa obedecer a Deus do que aos homens (At 5.29).
Em segundo lugar, o que a submissão significa?
A submissão da esposa ao seu marido significa exercer uma missão sob a missão do marido. Quando Deus instituiu a família, por questão de funcionalidade, colocou o marido como cabeça da esposa, como o próprio Deus é o cabeça de Cristo (1Co 11.3). Uma casa não pode ter dois comandos. Uma família não pode ser bicéfala. Deus é Deus de ordem e não de confusão. O homem é o responsável pela liderança de sua família. A mulher sábia, entende isso, respeita isso e, ajuda seu marido, como auxiliadora idônea, a cumprir sua missão.
A submissão da esposa ao seu marido significa que ela exerce esse papel com espontaneidade e não com relutância. A mulher deve ser submissa ao seu marido como a igreja é sujeita a Cristo (Ef 5.24). Em outras palavras, porque a mulher é serva de Cristo, ela submete-se a seu marido. Com essa postura, ela orna a doutrina de Cristo, honra ao seu marido e edifica a sua casa. A submissão da esposa ao seu marido não é um cerceamento de sua liberdade, mas uma afirmação dela. Somos livres não quando transgredimos os preceitos que nos regem, mas quando os observamos. Somos livres para dirigir nosso carro quando obedecemos às leis de trânsito e não quando as transgredimos. Somos livres para irmos e virmos na sociedade quando observamos as leis constituídas e não quando as quebramos. Assim, quanto mais a mulher é submissa ao seu marido, mais livre ela é, pois submissão para ela não é subserviência, mas realizar sua missão sob a missão dele, para que ele cumpra sua missão de amá-la como Cristo amou a igreja.
A submissão da esposa ao seu marido significa que ela tem na igreja de Cristo seu exemplo e seu padrão. Quanto mais a igreja é submissa a Cristo, mais feliz ela se torna, mais segura ela vive e mais livre ela se sente. Assim também, quanto mais a esposa se sujeita ao seu marido, como convém no Senhor, mais feliz ela é, mais segura ela vive e mais livre ela se sente. Os preceitos de Deus não nos aprisionam, mas libertam-nos. Não nos foram dados para nos oprimir, mas para nos dar vida em abundância. Que os casamentos sejam esse reduto feliz onde o marido ama a sua mulher como Cristo amou a igreja e a esposa seja submissa ao seu marido como a igreja o é a Cristo.
Por Pr. Hernandes Dias Lopes
Versiculo do dia
Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, corrijas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina.
2 Timóteo 4:2
“Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho, o qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema” (Gl 1.6-8).
O evangelho é a maior e melhor notícia que o homem pode ouvir. Essa mensagem não emana da terra, vem do céu. Não procede do homem, mas de Deus. Suas origens recuam à eternidade. Suas consequências desdobram-se para dentro da eternidade. O apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, fala acerca desse verdadeiro evangelho ao mesmo tempo que denuncia o falso evangelho.
Em sua carta aos Gálatas, o grito altissonante da liberdade cristã, o apóstolo dos gentios trata desse magno assunto. Essa missiva foi a primeira epístola escrita pelo apóstolo Paulo. Escreveu-a para combater a influência perigosa dos judaizantes que atacavam a fé cristã e perturbavam a igreja. Os judaizantes tentaram levar os gentios convertidos de volta para o Judaísmo. Diziam para eles que se não se circuncidassem e se não guardassem os preceitos da lei de Moisés jamais poderiam ser salvos (At 15.1,5). Diziam que só a fé em Jesus não era suficiente para a salvação. Acrescentavam à fé em Cristo, as obras da lei. Os judaizantes pregavam uma espécie de sinergismo, a cooperação do homem com Deus para sua salvação. Porém, o que ensinavam pervertia completamente a essência do evangelho. O ensino insofismável das Escrituras é que somos salvos pela graça, mediante a fé, e isso não vem de nós; é dom de Deus. Os crentes gentios, mormente os da província da Galácia, influenciados por esses falsos mestres, estavam passando depressa para outro evangelho, um evangelho diferente, falso, humanista, um outro evangelho. Não era um outro evangelho da mesma substância, mas um outro evangelho completamente oposto ao verdadeiro evangelho. Não podemos acrescentar nada à obra completa de Cristo. Não somos salvos pelas obras da lei nem podemos cooperar com Deus em nossa salvação. A salvação vem de Deus. Ele a planejou na eternidade, executa-a no tempo e a consumará na segunda vinda de Cristo.
O evangelho é a boa nova de Deus acerca dessa salvação. O evangelho trata da encarnação, vida, obra, morte e ressurreição de Cristo. Somos salvos não por aquilo que fazemos para Deus, mas por aquilo que Deus fez por nós em Cristo Jesus. Somos salvos não pelo caminho que abrimos da terra ao céu, mas pelo novo e vivo caminho que foi aberto para nós do céu à terra. Essa é a mensagem do verdadeiro evangelho. Qualquer outro evangelho, que nos venha por uma suposta revelação angelical ou mesmo por uma suposta pregação apostólica, que divirja do já revelado evangelho, o evangelho da graça, deve ser rechaçado peremptoriamente. O verdadeiro evangelho não aceita novas revelações. O cânon das Escrituras não está aberto para novos acréscimos. A Bíblia tem uma capa ulterior. Não temos que buscar novas revelações forâneas às Escrituras; precisamos nos voltar sempre para o antigo evangelho, o evangelho da graça. Nossa fé não está construída sobre essas inovações engendradas no enganoso coração do homem, mas está firmada na eterna, infalível, inerrante e suficiente palavra de Deus. Apeguemo-nos ao verdadeiro evangelho e rejeitemos o falso evangelho!
Por Pr. Hernandes Dias Lopes
Versiculo do dia
Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da sua boca devem os homens buscar a lei porque ele é o mensageiro do Senhor dos Exércitos.
Malaquias 2:7
UM CÍRCULO DE AMIGOS
“Pois livraste da morte a minha alma, das lágrimas os meus olhos e da queda os meus pés” (Sl 116.8).
O Salmo 116 é atribuído, por alguns eruditos, ao rei Ezequias, rei de Judá. Esse homem piedoso enfrentou dois graves problemas na vida. Foi atacado pelo poderoso império assírio e foi atingido por uma enfermidade mortal. De ambos os problemas, Deus o livrou. Deus dispersou o exército inimigo e curou-o da enfermidade mortal. Então, no texto em apreço, ele registra sua experiência.
Em primeiro lugar, um homem encurralado por circunstâncias medonhas (Sl 116.3). Ezequias enfrenta dois problemas gravíssimos, um externo e outro interno. Ele diz que laços de morte o cercaram. Laços são armadilhas. Essas armadilhas eram invisíveis e mortais. Ele estava encurralado por armadilhas cuja propósito eram levá-lo à morte. Tanto a ataque assírio como a enfermidade severa mostravam-lhe a carranca da morte. Como resultado dessas circunstâncias carrancudas, angústias do inferno se apoderaram dele. O inferno instalou-se em seu peito e uma dor pungente passou a açoitar o seu coração. O resultado é que ele caiu em tribulação e tristeza. Foi esmagado debaixo de um rolo compressor e a alegria fugiu de sua face.
Em segundo lugar, um homem que clama a Deus do fundo do poço (Sl 116.4). Quando as circunstâncias da vida são medonhas e nos empurram para os abismos da angústia, a única direção a olhar é para cima. Foi o que Ezequias fez. Ele clamou ao Senhor. Ele gritou por socorro. Ele pediu livramento. Há momentos na vida que os recursos humanos se esgotam, que o socorro da terra é insuficiente, que as portas de livramento se fecham. Nessas horas, precisamos olhar para cima, para alto, para Deus.
Em terceiro lugar, um homem que conhece o caráter e a intervenção de Deus (Sl 116.5-7). Quando Ezequias clamou ao Senhor descobriu algumas verdades sublimes que trouxeram luz nas suas trevas. Primeiro, ele descobriu o caráter de Deus. Ele é justo e misericordioso. Justo para não deixar o inimigo prevalecer com truculência sobre nós e misericordioso para nos amparar em nossas fraquezas. É no caráter de Deus que encontramos refúgio seguro para a nossa alma e abrigo certo no temporal. Segundo, ele descobriu que mesmo quando estamos nocauteados pelas crises da vida, ainda assim Deus pode nos por de pé novamente. Ele estava prostrado e o Senhor o salvou. Terceiro, ele descobriu a necessidade de apropriar-se da obra de Deus. Ele se coloca diante do espelho e num solilóquio profundo, exorta a sua alma a voltar ao seu sossego, em virtude do que Deus já havia feito por ele. Não é razoável ficarmos desassossegados mesmo depois do livramento divino. Não basta clamar a Deus; é preciso tomar posse do livramento divino.
Em quarto lugar, um homem que experimenta um poderoso livramento divino (Sl 116.8). Ezequias recebe um tríplice livramento de Deus. Primeiro, o livramento espiritual. Deus livrou sua alma da morte. Ele estava num calabouço escuro e para ele raiou a luz. Ele estava preso com grossas correntes, e para ele sorriu a liberdade. Ele estava atormentado pelos seus pecados, e para ele brotou torrentes de perdão. Segundo, o livramento emocional. Deus livrou seus olhos das lágrimas. O choro, muitas vezes, é a confissão de impotência diante dos dramas da vida. Somos golpeados duramente por fatos e sentimentos e todo o nosso ser reage a essas trovoadas com chuvas de lágrimas. Terceiro, o livramento moral. Deus livrou seus pés da queda. Ah, como somos fracos! Como somos vulneráveis! Ou Deus nos segura pela mão, ou perecemos!
Em quinto lugar, um homem que assume solenes compromissos com Deus (Sl 116.1,2,9). Depois desse poderoso livramento, Ezequias assume três compromissos com Deus. Primeiro, ele assume o compromisso de amar a Deus. Houve um reavivamento de amor a Deus em seu coração. Segundo, ele assume o compromisso de buscar a face de Deus enquanto viver. O Deus que nos socorre na aflição deve ser também o deleite do nosso coração nos tempos de bonança. Terceiro, ele assume o compromisso de andar na presença de Deus na terra dos viventes, ou seja, no mais hostil dos ambientes. Qual é o seu testemunho? O que Deus já fez em sua vida?
Que tributo de gratidão, você trará hoje à presença de Deus?
Rev. Hernandes Dias Lopes
Versiculo do dia
Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo.
Gálatas 6:2
SEM RESPOSTA
A Palavra de Deus não está sujeita a atualizações. Ela é inspirada, inerrante, infalível e suficiente. Não é a cultura que a julga, mas a cultura está sob seu escrutínio. A sociedade humana muda, os valores humanos se alteram, mas a Palavra de Deus continua a mesma. A Escritura não pode falhar. Ela é eterna.
Em Colossenses 3.18-21, o apóstolo Paulo normatiza as relações familiares. Esses princípios valeram no passado, são vigentes no presente e serão normativos no futuro. Vejamos:
Em primeiro lugar, as esposas devem ser submissas ao próprio marido, como convém no Senhor (Cl 3.18). A mulher e o homem são iguais em valor e dignidade diante de Deus. O próprio Deus os criou à sua imagem e semelhança (Gn 1.26,27). A mulher e o homem, semelhantemente, são salvos pela graça, de igual forma. Em Cristo não há homem nem mulher. Ambos são um em Cristo (Gl 3.28). A submissão não é de gênero. A mulher não é submissa ao homem. A submissão é estabelecida por Deus dentro da estrutura do casamento. A esposa deve ser submissa a seu próprio marido. O fato de Deus ter constituído o homem como cabeça da mulher, não faz dele uma pessoa superior, pois também Deus é o cabeça de Cristo e tanto o Pai como o Filho são da mesma substância, coiguais, coeternos e consubstanciais (1Co 11.3). A submissão não é inferioridade. Por ser submissa a seu marido a mulher não fica privada de ter vez e voz. Ela não é submissa a um carrasco, mas ao marido que a ama como Cristo amou a igreja. Esse padrão divino não mudou nem mudará, ainda que os homens, insolentemente, alardeiem sua rebelião contra a imutabilidade das Escrituras. Vale ainda destacar que nenhuma mulher é feliz mandando no marido nem um marido é feliz sem mandado pela mulher. A felicidade não está em insurgir-se contra o padrão de Deus, mas em obedecê-lo.
Em segundo lugar, os maridos devem amar sua esposa e não a tratar com amargura (Cl 3.19). Se a esposa é concitada a imitar a igreja, o marido é chamado a imitar a Cristo. O marido é ordenado a amar sua esposa com amor perseverante, sacrificial, santificador e romântico. Sua comunicação com ela não pode ser rude. Ela deve ser tratada como uma princesa e ser amavelmente cuidada como um vaso mais frágil. O marido não tem permissão para oprimir a esposa, mas deve dar sua vida por ela. Suas palavras, ações e reações precisam honrar a esposa e não amargurar sua alma. Nenhuma mulher tem dificuldade de sujeitar-se a um marido que a ama como Cristo amou a igreja. O padrão de liderança do marido não é o padrão do mundo. Ele deve ser um líder servo. Cristo não veio ao mundo para ser servido, mas para servir. No reino de Deus a pirâmide está invertida. Maior é o que serve. A liderança do marido, portanto, não deve ser imposta, mas adquirida pelo seu santo procedimento.
Em terceiro lugar, os filhos devem obedecer a seus pais, pois isso é grato ao Senhor (Cl 3.20). Quando os pais vivem dentro do padrão de Deus, tornam-se aptos a ensinar seus filhos pelo preceito e pelo exemplo. Os filhos criados na disciplina e na admoestação do Senhor não vivem amargurados nem desanimados. Os filhos não devem ser rebeldes, mas obedecer aos pais e sujeitar-se a eles, pois isso é agradável aos olhos de Deus. A desobediência aos pais é a marca de uma sociedade decadente. Famílias saudáveis criam filhos saudáveis e uma família feliz e harmoniosa é a base de uma igreja viva e de uma nação forte.
Em quarto lugar, os pais não devem irritar seus filhos, para que eles não fiquem desanimados (Cl 3.21). Os pais são como um espelho para seus filhos. O espelho para ser útil precisa ser limpo, plano e iluminado. Os pais devem ser consistentes com os filhos. Não podem falar uma coisa e viver outra. Os filhos nos veem e nos observam mais do que nos escutam. Eles aprendem mais pelo exemplo do que pelas palavras. Há pais que humilham os filhos. Há outros que comparam os filhos. Há aqueles que não têm tempo para os filhos. Tudo isso irrita os filhos e eles ficam desanimados. É tempo dos pais terem o coração convertido aos filhos para que os filhos tenham o coração convertido aos pais. É tempo de nos voltarmos para os preceitos divinos, exarados em sua Palavra, pois a Escritura permanece sendo nossa única regra de fé e prática.
Rev. Hernandes Dias Lopes
Versiculo do dia
Assim diz o Senhor: Exercei o juízo e a justiça, e livrai o espoliado da mão do opressor; e não oprimais ao estrangeiro, nem ao órfão, nem à viúva; não façais violência, nem derrameis sangue inocente neste lugar.
Jeremias 22:3
O cântico de Ana, registrado no primeiro livro de Samuel é revolucionário. Uma mulher oprimida por sua esterilidade, ultrajada por sua rival, incompreendida pelo sacerdote e encorajada a desistir de seu sonho pelo seu marido, triunfa pela oração, testifica o milagre de Deus em sua vida e expressa sua adoração a Deus, através de um cântico, onde ela enaltece a soberania de Deus. Quatro verdades são aqui destacadas:
Em primeiro lugar, a incomparabilidade de Deus (1Sm 2.1,2). Deus é incomparável em sua dignidade. Ele é o Senhor, o Deus Javé, autoexistente, autossuficiente e incriado. Ele é o Deus da aliança, o Deus da salvação, digno de receber toda a adoração. Ele é incomparável em sua santidade, em seu poder e em sua sabedoria. Ele é o único Deus e o único refúgio. Portanto, qualquer arrogância diante dele é pura insensatez e consumada loucura.
Em segundo lugar, a capacidade de Deus de mudar a sorte tanto dos poderosos quanto dos humildes (1Sm 2.4,5). Deus é poderoso para derrubar alguém altivamente encastelado entre as estrelas e fortalecer o débil, nocauteado por suas fraquezas. O arco dos fortes é quebrado enquanto os fracos são cingidos de força. Deus tira o rico abastado do topo da pirâmide e o faz descer às profundezas da necessidade extrema, mas abastece com abundância de pão aqueles que estavam amargando fome avassaladora. Deus é poderoso para abrir a madre da mulher estéril e fazê-la plenamente fértil e tirar a força daquela que tinha muitos filhos. Aquele que estava em cima cai e vem ao chão e o que estava na lona é levantado e escala as alturas. Esses fatos não são resultado do acaso nem mesmo consequência da ingerência humana, mas da ação divina.
Em terceiro lugar, a soberania de Deus na história dos homens (1Sm 2.6-8). Ana proclama neste cântico, com firmeza granítica, que o Senhor é quem tira a vida e a dá. Ele é o doador da vida e só ele tem autoridade para tirá-la. Ele tem autoridade para fazer o homem descer à sepultura e sob o comando de sua voz, os mortos sairão do túmulo. O Senhor é quem empobrece e enriquece o homem. É ele quem faz tanto o rico quanto o pobre. A riqueza não é apenas resultado do engenho humano, mas da providência divina. A pobreza não é apenas fruto da inépcia humana, mas também da soberania de Deus. Compete a Deus abaixar o homem e também exaltá-lo. Ele rebaixa uns e exalta outros. Ele humilha o orgulhoso e honra o humilde. O Senhor é capaz de pegar um indivíduo na sarjeta, restaurá-lo e fazê-lo assentar-se entre príncipes. Na ciranda vida, os acontecimentos mudam não ao sabor das circunstâncias casuais, mas as cadeiras dançam, pela ação da mão onipotente de Deus.
Em quarto lugar, a justiça discricionária de Deus (1Sm 2.9,10). Deus conhece e sonda todos os homens. Ele sabe distinguir os piedosos dos perversos. Ele protege os piedosos, mas coloca os perversos em completo desamparo. Aqueles que se insurgem contra Deus e contra o seu ungido jamais prevalecerão. Contra eles o Senhor troveja desde os céus e isso em toda a extremidade da terra. Concluímos, portanto, afirmando que assim como Deus mudou o cenário da história de Ana, ele tem poder também para mudar o cenário de sua vida.
Rev. Hernandes Dias Lopes
Versiculo do dia
Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei até ele, e com ele cearei, e ele comigo.
Apocalipse 3:20
O céu é um lugar e um estado. Um lugar de glória e um estado de felicidade eterna. O céu é onde está o trono do Deus Altíssimo e o lugar da habitação dos remidos transformados. O céu é a nossa Pátria permanente, o nosso lar eterno, a nossa fonte inesgotável de excelso prazer. O céu é a casa do Pai, o paraíso de Deus, o lugar preparado para um povo preparado. As glórias do céu transcendem as mais esplêndidas glórias da terra. As riquezas do céu são infinitamente mais valiosas do que os tesouros da terra. Os prazeres do céu são incomparavelmente melhores do que todas as delícias da terra. O céu é melhor.
1. O céu é melhor porque lá não haverá dor (Ap 21.4) – A dor tem castigado os filhos dos homens. Viver neste mundo é pisar num lagar de profundo sofrimento. Nascemos chorando, cruzamos os vales da vida com o rosto molhado de lágrimas e muitas vezes, partimos desta vida com os olhos marejados de lágrimas. Mas, no céu, Deus enxugará dos nossos olhos toda lágrima. Lá o choro cessará. Lá a dor não fará parte da nossa vida. O céu será um lugar de alívio perene, de gozo inefável, de glória eterna. A nossa leve e momentânea tribulação produzirá para nós eterno peso de glória acima de toda a comparação. Os sofrimentos do tempo presente não são para comparar com as glórias por vir a serem reveladas em nós. No céu não vai existir lembranças amargas nem memórias tristes. No céu não vai existir disputas nem seremos picados pelo veneno do ciúme. No céu não haverá despedidas nem seremos apartados daqueles a quem amamos.
2. O céu é melhor porque estaremos livres da presença do pecado (Ap 21.27) – No céu não entrará nada contaminado. Nosso espírito será aperfeiçoado antes de entrar na glória e na ressurreição, receberemos um corpo de glória, semelhante ao corpo do Senhor Jesus. Fomos libertados da condenação do pecado na justificação. Estamos sendo libertos do poder do pecado na santificação, mas seremos completamente libertos da presença do pecado na glorificação. O pecado que tem sido o opróbrio das nações e lançado tantas vidas na escravidão mais repugnante, será totalmente banido da nossa vida. No céu o pecado não entrará, por isso, teremos uma comunhão perfeita, completa e eterna com aquele que nos amou e nos deu vida.
3. O céu é melhor porque lá veremos a Jesus face a face (Ap 22.5) – Jesus é o
conteúdo mais excelente de todas as delícias do céu. Tudo vai convergir em Jesus. Ele é o centro do Universo. A história caminha para um fim glorioso, da vitória absoluta, final e eterna do Filho de Deus. Estaremos com ele para sempre. Ver a Jesus face a face, render-nos aos seus pés em gratidão e glorificá-lo por sua graça, e isso, pelos séculos dos séculos, eis a mais santa e pura de todas as bem-aventuranças celestiais. No céu seremos uma só família. Todos aqueles que foram lavados no sangue do Cordeiro viverão para sempre juntos em plena harmonia uns com os outros e com o próprio Deus. Vamos nos conhecer uns aos outros e amar-nos com o perfeito amor do Pai. No céu vamos trabalhar, pois serviremos a Deus. Agora, porém, sem fadiga e sem cansaço. Porque o céu é melhor, devemos pensar nas coisas lá do alto, ajuntar tesouros lá no alto e viver como peregrinos aqui e como cidadãos dessa Pátria superior.
Rev. Hernandes Dias Lopes
Versiculo do dia
Bom é o Senhor para os que esperam por ele, para a alma que o busca.
Lamentações 3:25
“E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito” (Ef 5.18).
O texto em apreço apresenta dois imperativos: um negativo, outro positivo. O negativo proíbe o cristão de se embriagar com vinho; o positivo ordena-o a ser cheio do Espírito. A embriaguez produz dissolução; a plenitude do Espírito desemboca em virtudes cristãs. Tanto a embriaguez como a falta de plenitude do Espírito estão em desacordo com a vontade expressa de Deus.
Vamos, agora, considerar essas duas ordens:
Em primeiro lugar, não vos embriagueis com vinho (Ef 5.18a). A embriaguez é render-se ao domínio do álcool. É ser dominado pelo poder etílico. É perder o autocontrole. É entregar-se à dissolução. O efeito da embriaguez é a vergonha e o opróbrio. Seus resultados são a destruição da honra e a promoção da pobreza. A embriaguez tem sido a causa das maiores tragédias sociais. É responsável por mais de cinquenta por cento dos acidentes e dos assassinatos. Muitos casamentos têm sido destruídos por causa do alcoolismo. Muitas famílias têm sido arruinadas por esse vício maldito. A embriaguez semeia lágrimas, dor e morte. Aqueles que se entregam à embriaguez perdem seu nome, sua família e sua alma. Os bêbados não herdarão o reino de Deus.
Em segundo lugar, enchei-vos do Espírito (Ef 5.18b). Depois de dar a ordem negativa, o apóstolo Paulo mostra o imperativo positivo. Não basta deixar de fazer o que é errado; é preciso fazer o que é certo. Não basta deixar de ser dominado pelo vinho; é preciso ser governado pelo Espírito. A ordem divina encerra algumas lições:
Ser cheio do Espírito é um mandamento. Isso significa que um cristão sem a plenitude do Espírito está pecando contra Deus tanto quanto um cristão que se embriaga. Ser cheio do Espírito não é uma opção; é uma ordenança. Não ser cheio do Espírito não é apenas um pequeno descuido. É um pecado de desobediência frontal à uma ordem expressa de Deus.
Ser cheio do Espírito é uma experiência contínua. O verbo “enchei-vos” está no presente contínuo na língua grega, o que significa que a plenitude do Espírito deve ser uma experiência permanente. A plenitude de ontem não serve para hoje. Todo dia é tempo de ser cheio do Espírito. Essa é uma experiência contínua e progressiva. As vitórias de ontem não são suficientes para hoje. Hoje é tempo de andar com Deus e ser cheio do Espírito Santo.
Ser cheio do Espírito é uma ordenança para todos os cristãos. A ordem está no plural. Líderes e liderados, grandes e pequenos, velhos e jovens, ricos e pobres, doutores e analfabetos precisam ser cheios do Espírito Santo. Nenhum cristão está dispensado dessa experiência. Essa é a vontade expressa de Deus para todo o seu povo, em todo lugar, em todo tempo.
Ser cheio do Espírito é obra de Deus e não desempenho humano. O verbo “enchei-vos” está na voz passiva. Isso significa que nós não produzimos a plenitude do Espírito; recebemo-la. Não é fruto do esforço humano; é resultado da graça divina. Na medida que nos despojamos de nossas paixões e desejos e nos rendemos ao senhorio de Cristo, somos cheios do Espírito. Enquanto temos vasilhas vazias, o azeite não pára de jorrar.
Ser cheio do Espírito produz resultados benditos. Em Efésios 5.19-21, Paulo cita quatro resultados da plenitude do Espírito: comunhão, adoração, gratidão e submissão. A plenitude do Espírito corrige nosso relacionamento com Deus, com o próximo e com nós mesmos. Eis a questão: Você está cheio do Espírito Santo? Há evidências dessa plenitude em suas palavras, ações e relacionamentos? A ordem é oportuna: “Não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito”.
Rev. Hernandes Dias Lopes
Versiculo do dia
E a sua misericórdia é de geração em geração sobre os que o temem.
Lucas 1:50
“Não matarás” (Ex 20.13)
O Decálogo é o código de ética que deve reger a sociedade. Sobretudo, nós, povo de Deus, temos o compromisso de observar esse preceito divino. Depois de falar de nosso compromisso com Deus, a ênfase recai, agora, em nosso relacionamento com o próximo. E dentre os compromissos que temos com o próximo, o primeiro deles é respeitar sua vida e preservá-la. A vida é um dom de Deus e somente Deus tem autoridade para dar a vida e direito de tirar a vida. Ceifar a vida do próximo é uma quebra do sexto mandamento. Portanto, em vez de destruir o próximo, precisamos cuidar dele. Somos guardiões do próximo e não homicidas.
De que maneira, uma pessoa pode matar a outra? Não apenas quando se insurge contra ela para tirar-lhe a vida, mas, também, atentando contra seu nome e sua honra. Destacaremos, aqui, três pontos:
Em primeiro lugar, mata-se o próximo quando se alimenta ódio por ele. A Escritura diz: “Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino…” (1Jo 3.15). O ódio é um sentimento avassalador e destruir contra o próximo que se aninha no coração. Esse sentimento é hostil e se alimenta de um perverso desejo de que seu desafeto seja destruído. O ódio é o prelúdio do assassinato. É a motivação que leva o homicida a tirar a vida do próximo. Mesmo que esse sentimento fique sob o manto do anonimato, e mesmo que, aquele que o alimenta jamais consuma o seu desejo, aos olhos de Deus, que vê o coração e conhece as motivações, aquele que odeia a seu irmão é assassino. Deus julga não apenas o ato, mas, também, sua intenção. Julga não apenas a ação, mas, também, a motivação. O ódio destrói tanto aquele que o nutre como aquele a quem é endereçado. O ódio é duplamente mortal.
Em segundo lugar, mata-se o próximo quando se fala mal dele. A palavra de Deus afirma: “A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto” (Pv 18.21). A língua é como uma espada afiada que fere a honra, destrói o nome e mata a reputação das pessoas. Podemos ser um bálsamo de vida para o nosso próximo ou um agente de morte, dependendo da maneira como lidamos com a nossa língua. A língua é como um veneno letal e como uma fagulha que incendeia uma floresta. A maledicência é uma arma destruidora que produz imensa devastação. Por isso, o pecado que Deus mais abomina é semear contenda entre os irmãos. Falar mal dos irmãos é transgredir a lei. Ferir os irmãos com a língua é matar sua honra e conspirar contra sua reputação. Matar o nome de uma pessoa é um assassinato moral.
Em terceiro lugar, mata-se o próximo quando se tira a vida dele. O mandamento da lei de Deus é categórico e insofismável: “Não matarás” (Ex 20.13). Matar o próximo é tirar sua vida em vez de protegê-la. É ser algoz em vez de ser guardião. É tirar do outro o que não se pode devolver a ele. É usurpar do próximo seu bem mais precioso, a própria vida. O assassinato é a ação máxima contra o próximo. É a consumação do ódio. É a rebelião contra Deus, o autor da vida e, a usurpação do direito exclusivo de Deus de dar e tirar a vida. Os homicidas são transgressores da lei. Eles não têm a vida eterna permanente em si. Eles não herdam o reino de Deus. A menos que se arrependam, jamais poderão ser salvos. Como você tem lidado com o sexto mandamento da lei de Deus? Você tem cuidado do seu próximo ou tem atentado contra ele? Você é um protetor ou em algoz?
Por Pr. Hernandes Dias Lopes
Versiculo do dia
Lembro-me dos dias antigos; considero todos os teus feitos; medito na obra das tuas mãos.
Salmos 143:5
“Já é tempo, Senhor, para intervires, pois a tua lei está sendo violada” (Sl 119.126).
O salmista, olha ao seu redor e vê sua nação mergulhada numa grande crise. Essa crise é resultado da apostasia religiosa e do colapso moral. A lei de Deus, reguladora da fé e conduta, estava sendo violada. Ainda hoje, essa crise permanece. A lei de Deus está sendo escarnecida. Os dez mandamentos estão sendo desprezados como coisa de nenhum valor. Por isso, também, devemos clamar por uma intervenção de Deus. Vejamos em que sentido a lei de Deus está sendo violada:
Em primeiro lugar, o único Deus está sendo substituído por outros deuses. O primeiro mandamento estabelece que há um só Deus. Os deuses dos povos foram criados pelo homem, mas o Deus verdadeiro é o criador, provedor e salvador do seu povo. Nele devemos colocar nossa confiança. Fora dele não há salvação.
Em segundo lugar, o culto espiritual está sendo corrompido pela idolatria. O segundo mandamento mostra que o único Deus vivo e verdadeiro deve ser adorado da maneira que ele mesmo prescreve em sua palavra. Portanto, toda forma de idolatria é uma deturpação do culto. Deus não busca adoração, mas adoradores que o adorem em espírito e em verdade.
Em terceiro lugar, o nome de Deus tem sido desonrado pela falta de reverência. O teceiro mandamento revela que o nome de Deus deve ser santificado. Tomar seu nome em vão é desonrar a Deus, utrajar sua glória e ofender sua santidade. Palavras imorais, piadas indecorosas e expressões desprovidas de reverência com o santo nome de Deus é uma ofensa ao Altíssimo.
Em quarto lugar, o dia do Senhor tem sido desprezado pela secularização. A sociedade está cada vez mais secularizada. Os homens esquecem-se de Deus, buscam seus próprios interesses e fazem isso, inclusive, no dia que Deus reservou para o seu povo adorá-lo. A guarda do dia do Senhor nos foi dada para nosso deleite em Deus e o nosso descanso das lides da vida.
Em quinto lugar, os pais têm sido desonrado pelos filhos em nossa geração. Honrar pai e mãe é o caminho da longevidade e da prosperidade. Honrar pai e mãe é um gesto que agrada a Deus, fortalece a família e abençoa a sociedade.
Em sexto lugar, a vida humana está sendo banalizada. O sexto mandamento trata da sacralidade da vida. Só Deus tem poder para dar a vida e autoridade para tirá-la. Somos guardiões do próximo e não seus flageladores. Não podemos tirar do próximo o seu bem maior, a própria vida.
Em sétimo lugar, a honra do próximo está sendo aviltada. Os valores morais estão de ponta-cabeça nessa sociedade hedonista e imoral. O aviltamento do sexo, o incentivo ao adultério e a prosmicuidade dos costumes aproxima nossa geração de Sodoma e Gomorra.
Em oitavo lugar, a honestidade no trato com dinheiro está em franco declínio. Depois que a lei de Deus tratou do respeito à vida e à honra do próximo, o oitavo mandameneto lida com o respeito aos bens do próximo. Em vez de roubar, o homem deve trabalhar. Em vez de usar de espertezas para saquear o alheio, o homem deve socorrer os necessitados.
Em nono lugar, o nome do próximo tem sido enlameado pela maledicência. O nono mandamento lida com a honra ao nome do próximo. Em vez de falar mal, devemos considerar uns aos outros em honra. Em vez de desmerecer o próximo com calúnias mordazes, devemos abençoá-lo com atitudes nobres.
Em décimo lugar, desejar ilicitamente o que é do próximo é fazer do coração um laboratório de crimes. O décimo mandamento é o único do decálogo que é subjetivo. Deus considera não apenas nossas ações, mas, também, nossas motivações. Ele vê não apenas nossos atos, mas, também, perscruta nossas motivações. Em face do exposto, devemos também clamar: “Já é tempo, Senhor, para intervires, pois a tua lei está sendo violada”.
Por Hernandes Dias Lopes
Versiculo do dia E o Senhor te guiará continuamente, e fartará a tua alma em lugares áridos, e fortificará os teus ossos; e serás ...