quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Versículo do dia

    Versículo do dia


 ² E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno. 

Daniel 12:2

Eli Soares - Oferta Agradável A Ti (Ao Vivo Em Belo Horizonte / 2019)


 

PÃO DIÁRIO - 05/02/2026 - Mais do que suficiente

 

Mais do que suficiente


…[o Senhor] redime a tua vida e te coroa de graça e misericórdia. —Salmo 103:4


Quando recebi um grande grupo em minha casa, temi que o cardápio planejado não fosse suficiente para servir todos os convidados. No entanto, eu não deveria ter me preocupado. Muitos amigos trouxeram algo a mais e todos puderam desfrutar das surpresas excedentes. Tínhamos mais do que o suficiente e pudemos compartilhar da abundância.
Servimos a um Deus de abundância que é constantemente “mais do que suficiente.” Podemos ver a natureza generosa de Deus na forma como Ele ama Seus filhos.
No Salmo 103, Davi lista muitos benefícios que nosso Pai nos concede. O versículo 4 afirma que Ele redime as nossas vidas da destruição e nos coroa com graça e misericórdia.
O apóstolo Paulo nos lembra de que Deus “…nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual” e “…é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos…” (Efésios 1:3; 3:20).
Por Seu grande amor, somos chamados filhos de Deus (1 João 3:1), e Sua graça nos dá “…em tudo, ampla suficiência…” para que superabundemos “…em toda boa obra” (2 Coríntios 9:8).
O amor e a graça de Deus derramados sobre as nossas vidas nos capacitam a compartilhá-los com os outros. O Deus de poder e provisão é sempre o Deus que é “mais do que suficiente”!
— Cindy Hess Kasper

Leia: Salmo 103:1-11 

Examine: A Bíblia em um ano: Daniel 3-4;1 João 5

Considere: Sempre temos o suficiente quando Deus é a nossa provisão.

AS MARCAS DE UMA IGREJA QUE IMPACTOU O MUNDO

 

 


“… em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados de cristãos” (At 11.26).

Três igrejas no livro de Atos exerceram grande influência missionária no primeiro século: Jerusalém, Antioquia e Éfeso. Aqui, queremos destacar a igreja de Antioquia, ressaltando três marcas dessa igreja.

Em primeiro lugar, uma igreja cujos membros eram parecidos com Jesus (At 11.26). Antioquia era a capital da Síria. Naquele tempo era a terceira maior cidade do mundo. O evangelho chegou até lá e floresceu de tal maneira que aquela igreja superou Jerusalém no ardor missionário, e através dela missionários foram enviados a várias partes do mundo, para plantar igrejas. Os crentes daquela importante igreja eram tão parecidos com Jesus que, os discípulos ali, pela primeira vez, foram chamados cristãos. Quando as pessoas olhavam para aqueles crentes, sentiam que estavam olhando para o próprio Jesus. A vida deles referendava sua pregação. O testemunho deles era avalista de suas palavras. Se quisermos ser uma igreja que influencia a cidade e impacta o mundo, precisaremos, de igual modo, andar com Cristo, vivermos em sua presença e sermos parecidos com ele. A vida piedosa é a base do testemunho eficaz. Precisamos pregar aos ouvidos e também aos olhos. Precisamos falar e fazer. Nosso testemunho vai à frente de nossa pregação. Por causa do impacto da vida daqueles crentes, uma numerosa multidão se agregou àquela igreja para receber o ensino da palavra de Deus.

Em segundo lugar, uma igreja que nasceu debaixo de grande perseguição (At 11.19-25). A igreja de Jerusalém atendeu à agenda missionária estabelecida por Jesus (At 1.8) depois do martírio do diácono Estêvão. Naquele tempo de amarga perseguição, exceto os apóstolos, todos foram dispersos de Jerusalém (At 8.1). Porém, os que foram dispersos não saíram lamentando, mas iam por toda a parte pregando a palavra (At 8.4). Cada crente era um missionário. Esses crentes que foram dispersos por causa da tribulação que sobreveio a Estêvão, se espalharam até à Fenícia, Chipre e Antioquia. As boas novas do evangelho chegaram àquele território gentio por causa do vento da perseguição (At 11.19,20). Diz a Escritura, entretanto, que a mão do Senhor estava com eles, e muitos, crendo, se converteram ao Senhor (At 11.21). A graça de Deus em ação naquela cidade alegrou o coração do missionário Barnabé, enviado pela igreja de Jerusalém, e ele, sentiu necessidade de buscar Saulo em Tarso, para ajudá-lo naquele próspero trabalho. Ali, por todo um ano, eles ensinaram numerosa multidão (At 11.22-26). A perseguição não destrói a semente do evangelho, apenas a espalha. A igreja perseguida é a mesma que conta com a mão do Senhor e com a sua graça. Essa igreja, mesmo no meio da dor, vê multidões chegando para receber a instrução da palavra de Deus.

Em terceiro lugar, uma igreja que prioriza a obra missionária (At 13.1-3). A igreja de Antioquia recebe a instrução da palavra, ora e jejua. O Espírito diz a essa igreja para separar seus dois pastores principais para a obra missionária. A igreja não questiona nem adia a pronta obediência. Barnabé e Saulo receberam a imposição de mãos e foram despedidos para o campo missionário. Muito embora Antioquia fosse uma grande metrópole, os crentes entenderam, por direção do Espírito Santo, que o evangelho precisava ir além, atravessando fronteiras, chegando até aos confins da terra. Oh, como precisamos entender que o propósito de Deus é o evangelho todo, por toda a igreja, em todo o mundo. Cada igreja deve ser uma agência missionária e cada crente deve ser uma testemunha. Antioquia não reteve apenas para si o que recebeu. O evangelho precisa ser anunciado a tempo e a fora de tempo, aqui, ali e além fronteiras. Essa é uma tarefa imperativa, impostergável e intransferível. Precisamos saber que o campo é o mundo, a igreja é método de Deus e o tempo de Deus é agora!



Rev. Hernandes Dias Lopes

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Versículo do dia

    Versículo do dia


 Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?

Riqueza - Angelo Torres e Álvaro Tito (At Jazz Music)


 

PÃO DIÁRIO - 04/02/2026- A pedra Eureka

 

A pedra Eureka


O reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto no campo… —Mateus 13:44


Em uma fazenda na África do Sul, Erasmus Jacobs, de 15 anos, viu uma pedra reluzir ao sol, em 1867. Certo momento, um vizinho que sabia sobre a existência da pedra reluzente quis comprá-la da família. Por não saber o valor da pedra, a mãe de Erasmus disse ao vizinho: “Pode ficar com a pedra se quiser.”
Finalmente, um mineralogista declarou que a pedra era um diamante de 25 quilates que valia uma grande quantia. Ficou conhecido como o “Diamante Eureka” (A palavra grega eureka significa “Encontrei!”). Logo, os valores dos campos próximos à fazenda da família Jacobs elevaram-se. Sob a terra estava um dos mais abastados depósitos de diamante jamais descoberto.
Jesus disse que o valor de fazer parte do reino de Deus é como um tesouro: “O reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto no campo, o qual certo homem, tendo-o achado, escondeu. E, transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem e compra aquele campo” (Mateus 13:44).
Quando colocamos nossa fé em Cristo, um “momento eureka” espiritual acontece. Deus nos dá perdão em Seu Filho. É o maior tesouro que poderia ser encontrado. A partir desse momento, o ponto central de nossas vidas pode girar em torno de nos tornarmos valorosos membros de Seu reino eterno. A nossa alegria é compartilhar essa valiosa descoberta com os outros.
— Dennis Fisher


Leia: Mateus 13:44-50 

Examine: A Bíblia em um ano: Ezequiel 47-48;1 João 3

Considere: O reino de Deus é um tesouro feito para ser compartilhado.

COMO TER RELACIONAMENTOS SAUDÁVEIS NA IGREJA

 




A igreja de Filipos foi a maior parceira do apóstolo Paulo no que tange a dar e receber. Assistiu o apóstolo em várias circunstâncias. Era uma igreja com forte pendor missionário. Portas para fora aquela igreja era um exemplo. Porém, internamente enfrentava alguns problemas. A área vulnerável da igreja era os relacionamentos. Havia discordância entre duas mulheres proeminentes na igreja, Evódia e Síntique (Fp 4.2). Em Filipenses capítulo 2.1-30 Paulo dá sete princípios para a restauração dos relacionamentos na igreja e depois dá quatro exemplos.

Em primeiro lugar, os princípios para mantermos relacionamentos saudáveis na igreja (Fp 2.1-4). O primeiro princípio é pensar a mesma coisa. Podemos ter divergências uns com os outros, mas devemos focar nossa atenção naquilo que nos une e não no que nos separa. Se estamos em Cristo, somos irmãos, membros do mesmo corpo, participantes da mesma família e nosso papel não é lutar uns contra os outros, mas manter unidade de pensamento. O segundo princípio é ter o mesmo amor. O amor é o vínculo da perfeição. O amor é a primeira marca da maturidade cristã. O amor é nosso distintivo. É por meio dele que somos conhecidos como discípulos de Cristo. Precisamos amar o irmão em vez de concorrer com ele ou lutar contra ele. O terceiro princípio é ser unido de alma. Não basta amar os irmãos de forma genérica; é preciso que esse amor seja pessoal, profundo, como se fôssemos almas gêmeas.  O quarto princípio é ter o mesmo sentimento. Não raro brotam divergências e até contendas entre os irmãos. Se não vigiarmos instala-se em nosso coração a amargura, o rancor e a indiferença. Nosso papel, como membros da família de Deus, é nutrirmos o mesmo sentimento de uns para com os outros. O quinto princípio é não dar guarida à exaltação do “eu” nem alimentar partidos dentro da igreja. Paulo diz que não devemos fazer nada por partidarismo ou vanglória. A humildade deve reger nossos relacionamentos e não a altivez. O sexto princípio é considerar o irmão superior a si mesmo. Sempre que colocamos o “eu” na frente do “outro” levantamos muralhas nos relacionamentos. Sempre que enaltecemos a nós mesmos para diminuir o outro, cavamos abismos em vez de construir pontes nos relacionamentos. O sétimo princípio é pensar nos interesses dos outros antes de laborarmos em nossa própria causa. Se observamos esses sete princípios, curaremos feridas, restauraremos relacionamentos, a igreja será edificada e Deus será glorificado em nós.

Em segundo lugar, os exemplos que devemos mirar se quisermos manter relacionamentos saudáveis na igreja (Fp 2.5-30). Paulo elenca quatro exemplos de pessoas que colocaram o “outro” na frente do “eu”. O primeiro exemplo é o de Cristo Jesus (Fp 2.5-11). Devemos ter o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus. Ele sendo Deus se esvaziou, se humilhou, e desceu às mais baixas profundezas, a ponto de morrer por nós, morte de cruz. Deus, porém, o exaltou e lhe deu o nome mais exaltado. O segundo exemplo é do próprio apóstolo Paulo (Fp 2.12-18). Pensando mais nos outros do que em si mesmo, Paulo ofereceu a si mesmo como libação sobre o sacrifício e serviço dos irmãos. Ele não buscou glória para si, mas doou-se pelos irmãos. O terceiro exemplo é o de Timóteo (Fp 2.19-24). Timóteo era um homem singular, que não cuidava de seus próprios interesses, mas dos interesses de Cristo e dos irmãos. Ele foi um servo, que serviu ao evangelho juntamente com Paulo. O quarto exemplo é o de Epafrodito (Fp 3.25-30). Este valoroso irmão, cooperador de Paulo e companheiro nas lutas, por causa da obra de Cristo, chegou às portas da morte, dispondo-se a dar a própria vida para levar uma ajuda da igreja de Filipos ao apóstolo Paulo que estava preso em Roma.

Que os princípios postos e os exemplos elencados nos ajudem na caminhada rumo à comunhão fraternal.



Rev. Hernandes Dias Lopes

A CRUZ DE CRISTO, ONDE A JUSTIÇA E A PAZ SE BEIJARAM

 




“Encontraram-se a graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram” (Sl 85.10).

O texto em tela aponta para Jesus, o Verbo que se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade. Destaca a consumação de sua obra na cruz, onde a justiça e a paz se beijaram. A crucificação era a pena de morte mais cruel no primeiro século. Só os criminosos mais execrandos eram punidos com esse gênero de morte. Jesus foi condenado à morte e morte de cruz, sob a acusação injusta de crime contra Deus (blasfêmia) e contra César (fazer-se rei). O poder religioso e o poder político se uniram para condenar Jesus à morte. Judeus e gentios fizeram uma aliança espúria para matarem o Autor da vida.

A morte de Cristo foi o maior crime da história e ao mesmo tempo o maior gesto de amor. Do ponto de vista humano, os homens o mataram com mãos de iníquos. Do ponto de vista de Deus, ele foi entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus (At 2.23). A cruz de Cristo tornou-se o cenário mais vívido para demonstrar o amor e a justiça de Deus. Naquele palco de horror, o amor de Deus foi despejado abundantemente, pois o Pai não poupou a seu próprio Filho, antes por todos nós o entregou (Rm 8.32). Deus nos amou de tal maneira que deu seu Filho unigênito (Jo 3.16). Deu-o para vir habitar entre nós. Deu-o para morrer por nós. Deu-o para levar sobre si os nossos pecados. Ao mesmo tempo, a cruz revela a justiça de Deus, pois na cruz o Pai puniu, no seu Filho, os nossos pecados. Cristo morreu pelos nossos pecados segundo as Escrituras.

Era impossível o homem pecador ser reconciliado com o Deus santo sem que seu pecado fosse punido e sem que sua culpa fosse removida. Pois Jesus se fez pecado por nós, carregando sobre o seu corpo, no madeiro, nossas transgressões. Deus lançou sobre ele a iniquidade de todos nós. Ao morrer por nós, em nosso lugar, morte vicária, ele pagou a nossa dívida, abrindo-nos os portais do perdão. Fomos justificados. Agora não pesa mais nenhuma condenação sobre aqueles que estão em Cristo Jesus. Em vez de culpa, temos toda a infinita justiça de Cristo, creditada a nós. Fomos reconciliados com Deus. Agora temos paz com Deus em relação ao passado, acesso à graça em relação ao presente e esperança da glória em relação ao futuro. Estamos quites com a lei de Deus e cobertos com a justiça de Cristo. A cortina que nos separava de Deus foi rasgada de alto a baixo. Fomos aceitos no Amado. Somos filhos e membros da família de Deus. Somos herdeiros de Deus e coherdeiros com Cristo. Nada nem ninguém pode separar-nos do amor de Cristo. Estamos seguros nos braços de Cristo. De suas onipotentes mãos ninguém pode nos arrebatar.

Na cruz de Cristo, a justiça e a paz se beijaram. A justiça foi feita, pois Deus puniu nosso pecado em seu Filho. Na cruz de Cristo, Deus reivindicou sua justiça e satisfez todas as demandas de sua lei. Ao mesmo tempo que ele é justo, também é o justificador daqueles que creem. Nós que éramos fracos, ímpios, pecadores e inimigos de Deus fomos aproximados pelo sangue de Cristo e, por isso, temos paz com Deus. A cruz é o cenário onde houve esse bendito encontro da justiça e da paz. Ali a justiça e a paz deram as mãos. Ali a justiça e a paz se beijaram, selando a nossa eterna redenção.

Não por outra razão, o apóstolo Paulo, o grande bandeirante do cristianismo, disse: “Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo” (Gl 6.14). Ainda: “Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado” (1Co 2.2). Que o nosso coração renda louvores a Deus, pela mensagem da cruz! Que nos gloriemos na cruz de Cristo, em nossa jornada rumo à glória!



Rev. Hernandes Dias Lopes

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Versículo do dia

    Versículo do dia


 Em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento.

Renascer Praise – Escape (Ao Vivo)


 

PÃO DIÁRIO - 03/02/2026 - Liga da integridade

      

Liga da integridade

Quem anda em integridade anda seguro… —Provérbios 10:9


Nós a chamamos de Liga da Integridade, mas na verdade é apenas um bando de homens que se reúne na hora do almoço para jogar basquete. Assumimos as nossas faltas, nos esforçamos para evitar acessos de raiva e tentamos simplesmente manter tudo justo e agradável. Somos competitivos e não gostamos de perder — mas todos nós concordamos que a integridade e honestidade devem controlar a atmosfera.
Integridade. As Escrituras claramente indicam a importância desta característica. E honramos o Deus de nossas vidas quando a praticamos.
Por toda a Sua Palavra, Deus nos deu razões claras para andar “…na […] integridade…” (Salmo 26:11). Uma pessoa íntegra tem a segurança de uma vida tranquila; algo desconhecido àquele “…que perverte os seus caminhos…” (Provérbios 10:9). O seguidor de Deus que vive com integridade é preservado por sua confiança no Senhor, pois esta pessoa espera pela intervenção de Deus em sua vida em vez de correr à Sua frente (Salmo 25:21). E aquele que pratica a integridade receberá orientação e direção clara (Provérbios 11:3).
Por que deveríamos nos importar com a “Liga da Integridade” da vida? Porque obedecer a Deus desta maneira demonstra que confiamos nossas vidas a Ele e que queremos resplandecer o Seu grande amor sobre os outros.
— Dave Branon

Leia: Salmo 26 

Examine: A Bíblia em um ano: Ezequiel 42-44;1 João 1

Considere: A integridade é o caráter de Cristo em ação.

SENHOR, DESPERTA O NOSSO ESPÍRITO PARA O TEU TRABALHO!

 




“O Senhor despertou o espírito de Zorobabel, filho de Salatiel, governador de Judá, e o espírito de Josué, filho de Jozadaque, o sumo sacerdote, e o espírito do resto de todo o povo; eles vieram e se puseram ao trabalho na Casa do Senhor dos Exércitos, seu Deus” (Ag 1.14).

            A cidade de Jerusalém continuava debaixo de escombros, mesmo depois de uma leva de judeus terem voltado do cativeiro babilônico. Os muros da cidade estavam quebrados e suas portas queimadas a fogo. Os que voltaram tiveram algumas dificuldades na construção do segundo templo e acabaram abandonando a casa de Deus, indo cuidar cada um de seus próprios negócios e interesses. O desânimo é contagioso. Tem um efeito devastador. Um grupo de pessoas desanimadas só enxergam as dificuldades. Fazem apologia ao fracasso. Oferecem muitos motivos para não se envolverem com a obra de Deus. Despendem toda a sua energia em sua própria causa e viram as costas para a Casa de Deus.

O povo que voltou da Babilônia deixou a construção do templo no meio do caminho. Desampararam a casa de Deus. Abandonaram sua fidelidade a Deus, retendo os dízimos. O que traziam ao altar, Deus rejeitava, pois além de não serem primícias, o coração do povo não vinha junto com a oferta. Nesse momento de crise, Deus levanta o profeta Ageu para animar o povo a reconstruir o templo. Levanta, também, Zacarias para restaurar a vida espiritual do povo. Então, o Senhor despertou o espírito do governador, do sumo sacerdote e do restante de todo o povo e eles cobraram ânimo e construíram a casa de Deus. É Deus quem desperta. É Deus quem move os corações. É Deus quem realinha as prioridades no coração e quem mobiliza o povo a fazer sua obra. Destacamos aqui três pontos:

Em primeiro lugar, Deus desperta a liderança política. Zorobabel era o era o governador. Sua liderança era fundamental para mover o povo ao trabalho. Deus abriu seus ouvidos aos desafios de Ageu e despertou seu espírito para estar à frente do povo, para liderar o povo na obra a ser feita. Um líder nunca é neutro. Liderança é influência. Ele influencia para o bem ou para o mal. Zorobabel tornou-se um líder encorajador!

Em segundo lugar, Deus desperta a liderança religiosa. Josué era o sumo sacerdote. Cabia a ele ensinar a lei ao povo e orar em favor do povo. Ele trazia instrução e fazia intercessão. Seu ânimo era vital para encorajar o povo. O líder espiritual não pode estar abatido. Seus olhos precisam brilhar. Seu coração precisa arder de amor a Deus e à sua obra. Foi o que aconteceu com Josué, quando o Senhor despertou o seu espírito.

Em terceiro lugar, Deus desperta o restante de todo o povo. Ninguém ficou de fora da obra. Grandes e pequenos, ricos e pobres, homens mulheres, jovens e velhos se lançaram na obra e a construção do templo foi concluída. Há trabalho na igreja para todos. Ninguém pode ficar de fora. A negligência na obra de Deus é um esfriamento do amor ao Senhor. Cuidar apenas de nossos próprios interesses em detrimento da obra de Deus é um grave pecado de omissão. Recuar por causa das dificuldades é um sinal de consumada fraqueza. É hora da igreja se despertar! É hora da liderança da igreja se por de pé e convocar o povo a abraçar a obra. Não podemos desamparar a casa de Deus. Não podemos sonegar os recursos que são destinados a suprir a casa de Deus. Não podemos, afrouxar nossos nossos braços na casa de Deus para sermos diligentes apenas com nossos negócios. Precisamos ter zelo pela glória de Deus. Precisamos buscar em primeiro lugar, o reino de Deus e sua justiça. Precisamos nos unir, liderança e liderados, para juntos sermos despertados para a obra!



Rev. Hernandes Dias Lopes

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Versículo do dia

   Versículo do dia


 ²⁶ Não será assim entre vós; mas todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja vosso serviçal; 

Mateus 20:26

ME REFAZ | AO VIVO | Ministério Pra Tua Glória


 

PÃO DIÁRIO - 02/02/2026 - Deus é longânimo


Deus é longânimo


Não retarda o Senhor a sua promessa, […] ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça… —2 Pedro 3:9


Durante a época do Natal nós esperamos. Esperamos no trânsito, nas filas do caixa para comprar presentes. Esperamos por familiares que chegam, para nos reunirmos ao redor da mesa repleta de nossos pratos prediletos. Aguardamos para abrir os presentes carinhosamente escolhidos.
Toda esta espera pode ser um lembrete aos cristãos de que o Natal é uma celebração de espera por algo muito mais importante do que as tradições natalinas. Como os antigos israelitas, nós também estamos esperando por Jesus. Embora Ele já tenha vindo como o tão esperado Messias, Ele ainda não veio como o governante de toda a terra. Assim, hoje esperamos pela segunda vinda de Cristo.
O Natal nos lembra de que Deus também espera… Ele espera que a pessoas vejam a Sua glória, que admitam estar perdidas sem Ele, que digam sim ao Seu amor, que recebam o Seu perdão e que se afastem do pecado. Enquanto aguardamos por Sua segunda vinda, Ele espera por arrependimento. O que para nós parece lentidão de Deus em Seu retorno é na verdade Sua paciência esperando (2 Pedro 3:9).
O Senhor está esperando para ter um relacionamento com aqueles a quem ama. Ele deu o primeiro passo quando veio como o bebê Jesus e o Cordeiro sacrificial. Agora, Jesus espera que o recebamos em nossas vidas como Senhor e Salvador.
— Julie Ackerman Link

Leia: João 14:1-6 

Examine: A Bíblia em um ano: Ezequiel 40-41;2 Pedro 3

Considere: Deus pacientemente cumpre as Suas promessas.

OS PRIVILÉGIOS DAQUELES QUE TEMEM AO SENHOR (Sl 25.12-14)

 




Temer ao Senhor é o primeiro passo rumo à sabedoria. O temor do Senhor é o portal da felicidade. O texto supra trata de cinco privilégios daqueles que temem ao Senhor. Vejamos:

Em primeiro lugar, aqueles que temem ao Senhor são instruídos por ele a tomar as decisões certas na vida (Sl 25.12). Não é fácil fazer escolhas acertadas. Há muitas encruzilhadas. Há muitas bifurcações na trajetória da vida. Que decisão tomar na escolha vocacional? Que decisão tomar na vida emocional? Que escolha fazer com respeito à vida profissional? Qual é o específico propósito de Deus para a nossa vida? Quando tememos a Deus, ele mesmo nos instrui acerca da melhor escolha. Ele mesmo vai à nossa frente, abrindo o caminho. Ele mesmo nos toma pela mão e nos guia, apontando-nos o caminho seguro.

Em segundo lugar, aqueles que temem ao Senhor têm uma vida espiritual próspera (Sl 25.13a). Há muitas pessoas que granjeiam fortunas, mas vivem na mendicância espiritual. Têm um corpo sadio e nédio, mas a alma está enferma. Desfrutam dos prazeres deste mundo, mas não conhecem o sabor da mesa do Pai. Só desfrutam dos venturas terrenas, mas nada conhecem das alegrias celestiais. Aqueles que temem ao Senhor, porém, encontram abrigo em seus braços e sua alma repousa em prosperidade. Bebem das fontes de Deus, deleitam-se nos banquetes da graça e desfrutam de uma alegria indizível e cheia de glória.

Em terceiro lugar, aqueles que temem ao Senhor têm uma descendência bem-aventurada na terra (Sl 25.13b). Os que temem ao Senhor não apenas são prósperos espiritualmente, mas também têm uma descendência abençoada. Seus filhos herdam a terra e influenciam o mundo. Longe de sua família ser um transtorno para a sociedade, influenciam os homens. Longe de viverem como nômades sem chão na história, herdam a terra. Longe de viverem sem raiz e sem morada certa, tomam posse da terra.

Em quarto lugar, aqueles que temem ao Senhor desfrutam da sua intimidade (Sl 25.14a). A dádiva mais importante que um indivíduo pode usufruir na vida é desfrutar da intimidade de Deus. É na presença dele que existe plenitude de alegria. É na sua destra que há delícias perpetuamente. Deus é melhor do que suas dádivas. O abençoador é melhor do que suas bênçãos. Deus se revela pessoal e intimamente àqueles que o temem. Quanto mais nos deleitamos em Deus, mais prazer ele tem em nós. Quanto mais prestamos a ele nossa devoção cheia de reverência, mais ele se revela a nós, dando-nos a conhecer sua intimidade.

Em quinto lugar, aqueles que temem ao Senhor recebem dele o privilégio de conhecer a sua aliança (Sl 25.25.14b). Deus firmou uma aliança conosco de ser o nosso Deus e nós sermos o seu povo para sempre. Sua aliança é um pacto de amor. Quanto mais ele nos dá a conhecer sua aliança, mais encontramos nele o sentido da vida. Quanto mais compreendemos sua disposição de revelar a nós as bênçãos da sua aliança, mais ficamos extasiados com suas entranháveis misericórdias. Oh, amor sem igual! Oh, graça bendita! Deus nos escolheu, nos chamou, nos justificou e nos deu garantia de vida eterna. Nada nem ninguém pode frustrar seus planos nem impedir sua obra por nós, em nós e através de nós, porque ele jamais deixou cair por terra uma só de suas palavras nem jamais quebrou sua aliança conosco.  Temer ao Senhor, de fato, é um sublime privilégio!



Rev. Hernandes Dias Lopes

sábado, 31 de janeiro de 2026

Versículo do dia

    Versículo do dia


A esperança dos justos é alegria, mas a expectação dos perversos perecerá.

Wilian Nascimento e Paola Carla - Simplesmente Sobrenatural (Ao Vivo) #MKNetwork


 

PÃO DIÁRIO - 01/02/2026 - Primeiras impressões

 

Primeiras impressões


…O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração. —1 Samuel 16:7


Enquanto eu comprava alimentos um dia eu era visto como um ladrão por uma pessoa e um herói por outra.
Ao sair do supermercado, um funcionário disse: “Desculpe-me, senhor. Há muitos itens não ensacados em seu carrinho.” Esta é evidentemente uma estratégia utilizada por ladrões. Quando ele viu que eram produtos muito grandes para serem ensacados, se desculpou e me permitiu seguir o meu caminho.
No estacionamento, uma mulher olhou para o meu boné de atleta com um bordado dourado. Confundindo-o com um chapéu militar, ela disse: “Obrigada por defender o nosso país!” Em seguida, ela se afastou.
O funcionário do supermercado e a mulher no estacionamento tinham, cada um, formado conclusões precipitadas sobre mim. É fácil formar opiniões sobre os outros baseado em primeiras impressões.
Quando Samuel foi escolher o próximo rei de Israel dentre os filhos de Jessé, ele também fez um julgamento a partir de primeiras impressões. No entanto, o escolhido de Deus não era estava entre os filhos mais velhos. O Espírito Santo disse a Samuel: “Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura…” (1 Samuel 16:7). Deus escolheu Davi, o mais novo, que menos parecia como um rei.
Deus pode nos ajudar a ver as pessoas por intermédio dos Seus olhos, “…porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração” (v.7).
— Dennis Fisher

Leia: 1 Samuel 16:1-7 

Examine: A Bíblia em um ano: Ezequiel 35-36;2 Pedro 1

Considere: As primeiras impressões muitas vezes podem levar a conclusões erradas.

UM GRITO POR SOCORRO

 



O Salmo 131 é um grito por socorro. O salmista está no mais profundo abismo da angústia, e dali faz ouvir a sua voz. Destacamos sete verdades solenes neste cântico de romagem:

Em primeiro lugar, uma realidade dramática (v. 1a) – “Das profundezas…”. O escritor sagrado está num poço profundo. Ele caiu ou foi lançado numa cova existencial. Não tem mais como descer. Já chegou às regiões abissais de sua dor e do seu desespero. Vive a falência de seus recursos. Está no mais profundo abismo, nas profundezas da sua angústia.

Em segundo lugar, um clamor aflito (v. 1b,2). “… clamo a ti, Senhor. Escuta, Senhor, a minha voz; estejam alertas os teus ouvidos às minhas súplicas”. O sofrimento nos matricula na escola da oração. Quando estamos aflitos, gritamos por socorro. Foi isso que o salmista fez. Das profundezas clamou às alturas. Em sua fraqueza gritou pelo Onipotente. Tendo gritado ao redor e não encontrado nenhum socorro, roga, agora ao Senhor para ouvir sua voz e ter seus ouvidos inclinados às suas súplicas. Oh, como é pungente o clamor do aflito! Como é urgente a causa daqueles que estão nas profundezas da sua agonia!

Em terceiro lugar, uma constatação inequívoca (v. 3). “Se observares, Senhor, iniquidades, quem, Senhor, subsistirá?”. A dramática realidade vivida pelo salmista tinha a ver com as suas iniquidades. Nada nos faz sofrer mais do que o pecado. O pecado é o maior atormentador dos homens. O pecado é o maior mal, pois nos priva do maior bem. O pecado é uma falácia. Promete prazer e paga com o sofrimento; promete liberdade e escraviza. Promete vida e mata. O pecado é pior do que a doença. É mais desastroso do que a própria morte. O pecado separa o homem de Deus no tempo e na eternidade. O pecado sempre levará o pecador mais longe do que gostaria de ir, prendê-lo-á mais tempo do que gostaria de ficar e lhe custará um preço mais caro do que gostaria de pagar. Oh, se Deus cobrasse de nós nossos pecados, sucumbiríamos!

Em quarto lugar, um perdão restaurador (v. 4). “Contigo, porém, está o perdão, para que te temam”. Em vez de Deus cobrar nossa dívida, ele no-la perdoa. Em vez de nos condenar pelas nossas iniquidades, ele as cancela. Com Deus está o perdão não para que abusemos da graça, mas para que o temamos. O perdão divino deve produzir em nós gratidão, reverência e temor.

Em quinto lugar, um desejo profundo (v. 5,6). “Aguardo o Senhor, a minha alma o aguarda; eu espero na sua palavra. A minha alma anseia pelo Senhor mais do que os guardas pelo romper da manhã. Mais do que os guardas pelo romper da manhã”. Aqueles que são perdoados por Deus e arrancados das profundezas, não só temem a Deus, mas anseiam por ele e esperam na sua palavra. Aquele que viveu apartado dele e jogado no fundo do poço por causa de suas iniquidades, agora, perdoado, quer desfrutar da intimidade de Deus e por isso anseia por ele mais do que os guardas desejam o romper da manhã, para saírem do turno de seu trabalho e voltar ao aconchego do lar, onde desfrutará seu descanso reparador.

Em sexto lugar, um conselho sábio (v. 7). “Espere Israel no Senhor, pois no Senhor há misericórdia; nele, copiosa redenção”. Aquele que recebe o perdão e a restauração de Deus não cala seus lábios. Ele quer repartir com outros a mensagem da misericórdia divina. Anuncia sem tardança a copiosa redenção oferecida pelo Senhor. Ele sai das profundezas do desespero para ser um semeador de esperança.

Em sétimo lugar, uma verdade consoladora (v. 8). “É ele quem redime a Israel de todas as suas iniquidades”. O povo de Deus só está de pé, em vez de estar nas profundezas, porque é o Senhor quem o redime; e não apenas de algumas iniquidades, mas de todas as suas iniquidades. Ele nos dá completo perdão e nele temos copiosa redenção!



Rev. Hernandes Dias Lopes

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Versículo do dia

    Versículo do dia


²² E aconteceu naquele mesmo tempo que Abimeleque, com Ficol, príncipe do seu exército, falou com Abraão, dizendo: Deus é contigo em tudo o que fazes; 

Gênesis 21:22

Davi Sacer e Trazendo a Arca - Sobre As Águas (O Encontro) [Clipe Oficial]


 

PÃO DIÁRIO - 31/01/2026 - Como aproveitar tudo

Como aproveitar tudo


Quanto ao homem […] receber a sua porção, e gozar do seu trabalho, isto é dom de Deus. —Eclesiastes 5:19

Em seu livro “Daring to Draw Near” (Ouse se aproximar), o Dr. John White escreve que muitos anos antes, Deus lhe possibilitou comprar uma linda casa com muitos luxos. Os seus sentimentos em relação à casa variaram dramaticamente.
Ao lembrar-se de que a casa era um dom da graça de Deus, ele sentiu alegria e gratidão. Mas quando começava a compará-la com a casa de seus amigos, se sentia orgulhoso por ter uma bela casa e sua alegria evaporava. A sua casa, na realidade, se tornaria um fardo. Tudo o que poderia ver eram os muitos arbustos e árvores para cuidar e as tarefas chatas e intermináveis para fazer. White disse: “Enquanto a vaidade faz neblina em meus olhos e sobrecarrega o meu coração, a gratidão limpa a minha visão e ilumina os meus fardos.”
O escritor de Eclesiastes viu Deus a cada momento no gozo das coisas materiais. O poder para comer os frutos de nossos trabalhos e até mesmo a força para receber e nos regozijarmos neles vem de Deus (5:18-19).
Do início ao fim, a vida inteira é um dom dado continuamente por Deus. Nós nada merecemos. Ele não nos deve nada. No entanto, Ele nos dá tudo. Se nos lembrarmos disso, não precisaremos nos sentir egoístas ou culpados. Sejam quais forem as bênçãos materiais que temos, elas são um presente do nosso bondoso Deus.
— Dennis J. De Haan

Leia: Eclesiastes 5:13-20 

Examine: A Bíblia em um ano: Ezequiel 33–34;1 Pedro 5

Considere: Deus, que deu tanto para nós, oferece mais uma coisa: um coração agradecido. —Herbert

DESCULPAS, MERAS DESCULPAS

 



Moisés viveu cento e vinte anos. Os quarenta primeiros viveu no Egito, como filho da filha de Faraó, onde tornou-se perito nas ciências e onde recebeu seu treinamento acadêmico. Os quarenta anos seguintes, viveu no deserto do Sinai, onde constituiu família e trabalhou como pastor de ovelhas. Os últimos quarenta anos, libertou o povo de Israel da escravidão e conduziu-o pelo inóspito deserto rumo à terra prometida. O chamado de Moisés para essa gigantesca missão deu-se em meio às suas tentativas de fuga. Destacou várias vezes, sua inadequação para tão grande missão, com desculpas e mais desculpas. Vejamos aqui, quais foram as desculpas de Moisés:

Em primeiro lugar, a desculpa de sua insignificância pessoal (Ex 3.11). “… quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel?”. Moisés olha para sua limitação e vê uma impossibilidade intransponível. Certamente ele não iria em sua própria força e não tiraria do Egito o povo da promessa com seu próprio poder. Sempre que olhamos para nossas limitações, sentimo-nos inadequados para a grande missão que Deus nos outorga.

Em segundo lugar, a desculpa de sua falta de credibilidade  (Ex 4.1). “… mas eis que não crerão, nem acudirão à minha voz, pois dirão: O Senhor não te apareceu”. Moisés sente-se pequeno demais, para ser ouvido no Egito. Deus apareceu para ele no Sinai, mas o povo não viu essa manifestação, portanto, sente-se sem credibilidade ao falar em nome de Deus. Sua experiência pessoal junto à sarça ardente, pensa Moisés, carece de uma confirmação pública para ser ouvido.

Em terceiro lugar, a desculpa da falta de eloquência (Ex 4.10). “… Ah! Senhor! Eu nunca fui eloquente, nem outrora, nem depois que falaste a teu servo, pois sou pesado de boca e pesado de língua”. Moisés sentiu-se impedido de ir falar ao povo, uma vez que não se julgava eloquente para convencer as pessoas por intermédio de seu discurso. Esqueceu-se que o Deus que envia é o Deus que capacita. O mesmo que fez a boca, é também, aquele que dá a palavra certa e tem poder para tocar os corações.

Em quarto lugar, a desculpa da indisposição de ir tendo outros mais capacitados para irem (Ex 4.13). “Ele, porém, respondeu: Ah! Senhor! Envia aquele que hás de enviar, menos a mim”. Moisés sente-se o mais desajeitado de todos os homens para tão imensa tarefa. Entende que existem outras pessoas mais capacitadas que ele. Sugere para Deus mudar de ideia e enviar outro qualquer, menos ele. Quer ficar de fora. Não quer se envolver. Sente-se incapacitado. Prefere omitir-se. Sente-se mais confortável transferindo a responsabilidade para outrem.

Em quinto lugar, a desculpa das dificuldades na realização da missão (Ex 5.22). “Então, Moisés, tornando-se ao Senhor, disse: Ó Senhor, por que afligiste este povo? Por que me enviaste?”. Moisés deixou de falar para Faraó o que Deus ordenou que ele falasse, ou seja, que se Faraó não deixasse Israel, o primogênito de Deus sair, o Senhor mataria o primogênito de Faraó (Ex 4.22,23). Portanto, quando Moisés falou a Faraó, este endureceu ainda mais seu coração e endureceu ainda mais sua mão sobre o povo já tão castigado, afligindo-o com mais rigor. É nesse contexto que Moisés reclama de Deus, dizendo: Por que afliges este povo? Por que me enviaste? Moisés sentia-se despreparado para a missão, e agora, fica ressentido por não ver a mão de Deus operando a rápida libertação.

Em sexto lugar, a desculpa de não ver resultados de seu trabalho nem junto ao povo nem junto a Faraó (Ex 6.12). “… Eis que os filhos de Israel não me têm ouvido; como, pois, me ouvirá Faraó? E não sei falar bem”. Moisés estava em crise com o chamado divino. Agora, está em crise com os resultados de sua missão. O povo que deve ser liberto não atende sua voz. Se o povo não o escuta, como escutará Faraó? Mais uma vez Moisés, destaca sua falta de eloquência para justificar o fracasso de sua missão. E ele volta a repetir essa mesma desculpa: “Respondeu Moisés na presença do Senhor: Eu não sei falar bem; como, pois, me ouvirá Faraó” (Ex 6.30).

Apesar de todas essas desculpas de Moisés, ele foi o instrumento que Deus usou para tirar o seu povo do Egito e liderá-lo no deserto até a entrada da terra prometida. Deus endureceu o já duro coração de Faraó, para desbancar todas as divindades do Egito e provar que só o Senhor é Deus. E você, que desculpas tem apresentado a Deus para escapar do trabalho que Deus confiou a você?


quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Versículo do dia

    Versículo do dia


 ²² E aconteceu naquele mesmo tempo que Abimeleque, com Ficol, príncipe do seu exército, falou com Abraão, dizendo: Deus é contigo em tudo o que fazes; 

Gênesis 21:22

Deus é Deus - Delino Marçal | Ao Vivo




 

PÃO DIÁRIO - 30/01/2026 - Lugar de águas

 

Lugar de águas


…a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna. —João 4:14


A África Oriental é um dos lugares mais secos da Terra, o que faz “Nairóbi” ser um nome tão significativo para uma cidade naquela região. O nome vem de uma frase na língua Massai que significa “água fria”, e significa literalmente “o lugar de água”.
Ao longo da história, a presença de água foi vivificadora e estratégica. Se uma pessoa vive em um clima seco ou numa floresta tropical, a água é uma necessidade inegociável. Em um clima seco e árido, saber onde encontrar o lugar de água pode significar a diferença entre a vida e a morte.
A nossa vida espiritual também tem alguns elementos inegociáveis. É por isso que Jesus, ao encontrar uma mulher espiritualmente sedenta num poço, declarou a ela que só Ele poderia fornecer água viva. Ele lhe disse: “…aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna” (João 4:14).
Como a corça mencionada no Salmo 42:1-2 que anseia por água, a nossa alma tem sede de Deus e anseia por Ele (63:1). Precisamos desesperadamente do sustento que vem somente de Jesus Cristo. Ele é a fonte de água viva que refresca os nossos corações.
— Bill Crowder


Leia: Salmo 42:1-5 

Examine: A Bíblia em um ano: Ezequiel 30-32;1 Pedro 4

Considere: Jesus é a fonte de água viva.

PERIGOS E PROMESSAS ACERCA DOS DÍZIMOS

 

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Deus é o criador e dono do universo. Nada trouxemos para o mundo nem nada dele levaremos. Ele, porém, constituiu-nos como seus mordomos e requer de nós fidelidade nessa mordomia. Um dos sinais dessa mordomia é que devemos devolver a Deus, de tudo o que ele nos dá, dez por cento. Isso é chamado de dízimo. Falaremos sobre os perigos e promessas sobre o dízimo.

Em primeiro lugar, os perigos sobre o dízimo. Destacaremos quatro perigos que o texto de Malaquias 3.8-10 destaca:

Reter os dízimos (Ml 3.8). “Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas”. Os dízimos são santos ao Senhor, e não podemos lançar mão deles. Retê-los é apropriação indébita. É roubo ao Senhor. Não damos dízimos; entregamo-los. Não são nossos; pertencem a Deus.

Subtrair os dízimos (Ml 3.10). “Trazei todos os dízimos…”. Não podemos entregar parte, afirmando que estamos entregando todos os dízimos. Reter mais do que é justo é pura perda. Deus requer de seus mordomos fidelidade na administração do que lhe pertence.

Administrar os dízimos (Ml 3.10). “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro…”. Deus nos ordena a trazer todos os dízimos, mas não nos constituiu administradores deles. Nosso papel é entregar o que é Deus, na Casa de Deus, para o suprimento da obra de Deus.

Subestimar os dízimos (Ml 3.8b). “… e dizeis: em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas”. A geração de Malaquias estava desprezando o culto divino e trazendo ofertas indignas para Deus. Quando acusados pelo profeta de estarem roubando a Deus, logo perguntaram: “Em que te roubamos?”. Julgavam que o dízimo era coisa de somenos. Por isso, eram negligentes.

Em segundo lugar, as promessas sobre o dízimo. Depois de Malaquias alertar sobre os perigos, passa a tratar sobre as promessas divinas àqueles que são fiéis na devolução dos dízimos.

Janelas abertas dos céus (Ml 3.10). “… e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu…”. Tudo o que temos, recebemos de Deus. Ele é o nosso criador e também provedor. Quando somos fiéis a ele na mordomia dos bens, ele promete abrir-nos as janelas do céu. Dele vem toda boa dádiva.

Bênção sem medida (Ml 3.10b). “… e não derramar sobre vós bênção sem medida”. Deus é abençoador. Aqueles que o honram, são honrados por ele (1Sm 2.30). Suas bênçãos são abundantes e sem medida para aqueles que confiam na sua providência e são fiéis mordomos dos recursos que ele mesmo coloca em suas mãos.

Devorador repreendido (Ml 3.11). “Por vossa causa, repreenderei o devorador…”. Deus não apenas abre sobre nós as janelas do céu, mas também repreende o devorador para que ele não consuma o fruto do nosso trabalho. Deus nos abençoa e nos protege.

Felicidade plena (Ml 3.12). “Todas as nações vos chamarão felizes…”. Quando somos fiéis a Deus e abençoados por ele, isso serve de testemunho às nações e todos reconhecem que somos um povo feliz, porque não retemos o que é de Deus, mas, com gratidão, entregamos o que lhe pertence. Fica claro que o dízimo não é subtração. Na matemática divina, perdemos o que retemos e ganhamos o que entregamos. Se formos mordomos infiéis na devolução dos dízimos roubaremos a Deus, a nós mesmos e aos outros. Mas, se obedecermos a Deus, comeremos o melhor desta terra e seremos abençoados com toda sorte de bênçãos!


Rev. Hernandes Dias Lopes

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Versículo do dia

    Versículo do dia


Porque assim diz o Senhor aos homens de Judá e a Jerusalém: Preparai para vós o campo de lavoura, e não semeeis entre espinhos.

Rachel Novaes - Alegria / Sou Feliz (Ao Vivo)


 

PÃO DIÁRIO - 28/01/2025 - Amor verdadeiro


Amor verdadeiro

[O amor] tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba. —1 Coríntios 13:7-8


Há alguns anos, a mãe de minha amiga foi diagnosticada com mal de Alzheimer. Desde então, Bete foi forçada a tomar decisões difíceis sobre o cuidado de sua mãe, e o seu coração tem sido muitas vezes quebrantado enquanto observa sua mãe vibrante e divertida lentamente desaparecer. No processo, minha amiga tem aprendido que o verdadeiro amor nem sempre é fácil ou conveniente.
Depois que sua mãe foi hospitalizada por alguns dias do ano passado, Bete escreveu estas palavras a alguns de seus amigos: “Ao contrário do que possa parecer, estou muito grata pela jornada que estou tendo com a minha mãe. Por trás do desamparo da perda de memória, confusão e absoluto desamparo, há uma pessoa bonita que ama a vida e está em completa paz. Estou aprendendo muito sobre o que o amor verdadeiro é, ainda que eu provavelmente não tenha pedido por esta viagem, pelas lágrimas e os sofrimentos que a acompanham, não trocaria isso por nada.”
A Bíblia nos lembra de que o amor é paciente e bondoso. Não é egoísta ou se irrita facilmente. Ele “…tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta…” (1 Coríntios 13:4-7).
O amor verdadeiro se originou com o nosso Pai, que nos deu a dádiva de Seu Filho. Conforme procuramos demonstrar o Seu amor aos outros, podemos seguir o exemplo de Cristo, que deu a Sua vida por nós (1 João 3:16-18).
— Cindy Hess Kasper

Leia: 1 Coríntios 13:1-8 

Examine: A Bíblia em um ano: Ezequiel 27-29;1 Pedro 3

Considere: O verdadeiro amor é ajudar os outros por amor a Jesus, mesmo que nunca possam devolver o favor.

EU SEI EM QUEM TENHO CRIDO

 



“E por isso estou sofrendo estas coisas; todavia, não me envergonho, porque sei em quem tenho crido e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele Dia” (2Tm 1.12).



Paulo está preso em Roma pela segunda vez. Agora, não mais com certas regalias, mas jogado na masmorra Marmetina, um lugar úmido, frio, insalubre e nauseabundo. Esse bandeirante do cristianismo já está velho e cheio de cicatrizes. Pesa sobre ele a imputação do mais severo crime. Acusam-no de ser o líder dos incendiários de Roma. A mais rica, a mais poderosa, a mais populosa cidade do mundo, a cidade de Roma, a capital do império, ardeu em chamas sete noites e seis dias, de dezessete de julho a vinte e quatro de julho do ano 64 d.C. Setenta por cento da cidade foi atingida pelas chamas. Esse crime horrendo foi colocado na conta dos cristãos. Como resultado, houve um massacre sangrento contra eles. Foram crucificados e queimados vivos para iluminar as noites de Roma. Paulo, como o líder mais conhecido dos cristãos ocidentais, foi preso e jogado nessa prisão imunda, de onde as pessoas saíam leprosas ou para o martírio.

Como consequência disso, algumas coisas aconteceram, como veremos:

Em primeiro lugar, Paulo é acusado de malfeitor (2Tm 2.9). O veterano apóstolo, que plantou igrejas nas províncias da Galácia, Macedônia, Acaia e Ásia Menor, está preso, como um bandido, como um criminoso, pesando sobre ele a imputação do crime bárbaro de ser o líder dos incendiários da capital do império. Jogaram lama no nome desse homem de Deus. Arruinaram sua reputação. Assacaram contra ele os mais pesados libelos acusatórios. Desconstruíram sua imagem e transformaram-no num desordeiro impiedoso.

Em segundo lugar, Paulo é abandonado pelos seus filhos na fé (2Tm 1.15). Todos os da Ásia o abandonaram. Esses eram membros das igrejas da Ásia, igrejas que Paulo plantou direta ou indiretamente. Esses crentes conheciam Paulo. Sabiam de sua vida irrepreensível. Conheciam seu caráter impoluto e sem jaça. Tinha plena convicção de que ele era inocente e que as pesadas acusações contra ele eram uma clamorosa injustiça. Porém, esses irmãos fracassaram na coragem. Acovardaram-se e deixaram Paulo sozinho, em vez de se posicionarem em seu favor.

Em terceiro lugar, Paulo é vítima do constrangimento de Timóteo, seu filho mais achegado (2Tm 1.8). O próprio Timóteo, seu mais próximo colaborador, seu filho amado, sentiu vergonha das algemas de Paulo. Ficou constrangido em posicionar-se publicamente em favor do velho apóstolo. Mesmo sabendo que as acusações eram falsas e que não cabia a Paulo a alcunha de malfeitor, calou sua voz e ficou envergonhado de defendê-lo. Talvez, de todos os esbarros que Paulo sofreu, este foi o que mais lhe comoveu. Saber que até mesmo seus amigos mais próximos, ficaram constrangidos de sair em sua defesa.

Em quarto lugar, Paulo é vítima de ingratidão e abandono na sua primeira defesa (2Tm 4.16). Mesmo sendo acusado de um crime tão grave, Paulo teve direito de defesa. Porém, em sua primeira defesa, na audiência onde deveria apresentar suas alegações de inocência, ninguém apareceu por lá para defendê-lo. Ao contrário, todos o abandonaram. Não fora a assistência do Senhor, para revestir-lhe de forças e Paulo teria sucumbido. Paulo sofre a dor da ingratidão daqueles que conheciam seu testemunho ilibado e que foram fruto de seu frutífero ministério.

Em quinto lugar, Paulo é sentenciado a pena de morte, mesmo sendo inocente (2Tm 4.6). Paulo escreve para Timóteo sua segunda epístola como um homem no corredor da morte, aguardando o dia de sua execução. Não escreve para estadear sua revolta, mas para dizer que o Senhor o revestiu de forças. Para afirmar que valeu a pena viver, pois seu combate foi um bom combate, sua carreira foi concluída e sua fé foi preservada. Escreve para dizer que sua morte era uma oferta ao Senhor e que à sua frente estava a coroação e não meramente o martírio. Escreve para dizer que sua fé estava inabalável e a âncora de sua esperança estava firmada em Cristo. Por isso, diz: “… eu sei em quem tenho crido e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele Dia” (2Tm 1.12). Oh, inabalável convicção da glória! Oh, esperança bendita!



Rev. Hernandes Dias Lopes

Versículo do dia

     Versículo do dia   ² E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eter...