sábado, 11 de abril de 2026

Versículo do dia

    Versículo do dia


E disse-lhes: Quando vos mandei sem bolsa, alforje, ou sandálias, faltou-vos porventura alguma coisa? Eles responderam: Nada.

Lucas 22:35

Eli Soares - O Melhor Pra Mim (Ao Vivo Em Belo Horizonte / 2023) ft. Ed Motta


 

PÃO DIÁRIO - 12/04/2026 - Olhe para os montes

 

Olhe para os montes



No topo do Morro do Corcovado, olhando para a cidade do Rio de Janeiro, está o Cristo Redentor, uma das estátuas mais altas de Cristo no mundo. Com 38 metros de altura e braços se estendendo por 30 metros, esta escultura pesa 1.145 toneladas. Ela pode ser vista, dia ou noite, a partir de quase todos os pontos da cidade. Um olhar para os morros traz à visão essa imagem do Cristo Redentor.
O Novo Testamento nos diz que Cristo não é apenas o Redentor, mas também o Criador do universo, e esse Criador é apresentado no Salmo 121. Ali, o salmista nos desafia a erguer os olhos para os montes para ver Deus, pois nosso “…socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra” (vv.1,2). Somente Ele é suficiente para ser a nossa força e para guiar os nossos passos ao trilharmos nosso caminho em meio ao mundo perigoso e conturbado.
Levantemos os nossos olhos Àquele que nos mantém (v.3), nos guarda (vv.5,6) e nos protege contra todo tipo de perigo. Ele nos preserva do mal e nos mantém em segurança sob Seu cuidado por toda a eternidade (vv.7,8).
Em fé, elevamos os nossos olhos àquele que é o nosso Redentor e Criador. Ele é a nossa ajuda, nossa esperança e nosso lar eterno.
—WEC


Leia: Salmo 121

Examine: Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra. —Salmo 121:1,2

Considere: Cristo foi crucificado para nos trazer nova vida.

Eu quero ser um vaso novo

 



O profeta Jeremias foi chamado a descer à casa do oleiro para receber uma mensagem de Deus para a nação de Judá (Jr 18.1-6). Ali ele viu o oleiro trabalhando sobre as rodas, moldando o barro e fazendo dele um vaso novo. O vaso havia se estragado nas mãos, mas em vez do oleiro jogar o vaso fora, fez dele um vaso novo. Esse episódio encerra algumas preciosas lições:

1. Deus não desiste de você, mesmo quando você falha em cumprir seu propósito (Jr 18.4). 

O oleiro não jogou no lixo o vaso que se lhe havia estragado nas mãos. Ele não o colocou num canto como algo imprestável. Ele não desistiu desse vaso, mas fez dele um vaso novo. Assim, também, Deus não desiste de você. Mesmo quando você se torna como um barro sem liga ou como um vaso estragado, Deus continua investindo em sua vida. Ele não abre mão de fazer de você um vaso novo. Deus não desiste de fazer um milagre em sua vida. Ele não abdica do direito que tem de fazer de você um vaso de honra, um vaso útil, preparado para toda boa obra. Mesmo quando você cai, fracassa e se desvia, Deus não considera você como sucata imprestável. Ele não olha você com desprezo. Como oleiro divino, ele investe em sua vida e transforma você, para que você cumpra os propósitos eternos que ele mesmo estabeleceu para sua vida.

2. Deus não faz apenas remendos em sua vida; ele faz de você um vaso novo (Jr 18.4). 

O oleiro não remendou o vaso que se lhe havia estragado nas mãos. Ele não se contentou com meias medidas. Ele fez um vaso novo. A obra de Deus em você é completa. Ele faz de você uma nova criatura. Ele não quer apenas uma reforma externa, um verniz de aparência. Ele quer dar-lhe uma nova vida, uma nova mente, um novo coração, uma nova família, uma nova pátria. Deus tem para você uma vida nova, com novos gostos, novas preferências, novos alvos, novos sonhos, novos compromissos. A vida com Cristo é novidade de vida. É vida santa, é vida no altar, é vida cheia do Espírito, é vida abundante, maiúscula, superlativa, eterna. A obra de Cristo em você é um milagre extraordinário. Portanto, você deve despojar-se dos trapos da murmuração e revestir-se com as vestes de louvor. Você deve largar para trás o espírito angustiado e cobrir-se com roupagens de louvor e óleo de alegria.

3. Deus não faz de você um vaso segundo o seu querer, mas um vaso segundo o seu propósito soberano (Jr 18.4). 

Deus fez do vaso que se lhe havia estragado nas mãos um vaso novo, segundo bem lhe pareceu. A obra de Deus em você não é conforme os ditames da sua vontade, mas conforme os propósitos soberanos do próprio oleiro divino. Deus tem o melhor para você. Os planos de Deus para a sua vida são mais elevados do que os seus próprios sonhos. O projeto de Deus para a sua vida são mais altaneiros que os seus próprios projetos. A vontade de Deus e não a sua deve prevalecer em sua vida. Ele é o oleiro, e você o barro. Não é o barro que manda no oleiro; é o oleiro que molda o barro. O oleiro tem o direito de fazer do barro o que lhe aprouver. O oleiro divino que molda você é o mesmo que espalhou as estrelas no firmamento e o mesmo que lançou os fundamentos da terra. O oleiro divino está empenhado em esculpir em você a beleza de Jesus. Seu projeto eterno é transformar você à imagem do Rei da glória. Ele lhe predestinou para você ser conforme à imagem do seu Filho. Deus jamais desistirá desse projeto. Seus planos não podem ser frustrados. Se preciso for, ele vai quebrar o vaso e fazê-lo de novo. Mas, jamais vai desistir de fazer de você, um vaso de honra.



Rev. Hernandes Dias Lopes

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Versículo do dia

    Versículo do dia


⁸ Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes. 

Mateus 6:8

Aline Barros, Cassiane - Não há Deus maior (Ao Vivo)


 

PÃO DIÁRIO - 11/04/2026 - Perguntas diferentes

 

Perguntas diferentes



Quando a tragédia acontece, surgem as perguntas. A perda de um ente querido pode nos fazer questionar Deus com uma série de perguntas pontuais: “Por que o Senhor permitiu que isso acontecesse?” “De quem foi a culpa?”. “O Senhor não se importa com a minha dor?”. Acredite em mim — como pai enlutado de uma adolescente que morreu tragicamente, fiz estas mesmas perguntas.
O livro de Jó registra as perguntas que Jó faz ao se sentar com amigos para lamentar seu sofrimento. Ele perdera sua família, sua saúde e suas posses. Em certo ponto, ele pergunta: “Por que se concede luz ao miserável e vida aos amargurados de ânimo?” (3:20). Mais tarde, ele pergunta: “Por que esperar, se já não tenho forças?…” (6:11). E: “Parece-te bem que me oprimas…?” (10:3). Muitos estiveram diante de uma lápide colocada muito cedo e fizeram perguntas semelhantes.
Mas ao ler até o final do livro, você tem uma surpresa. Quando Deus responde a Jó (38–41), Ele o faz de maneira inesperada. Ele vira o jogo e questiona Jó — faz perguntas diferentes que demonstram a Sua sabedoria e soberania. Perguntas sobre a Sua magnífica criação — a terra, as estrelas e o mar. E todas as perguntas destacam o seguinte: Deus é soberano. Deus é Todo-poderoso. Deus é amor. E Ele sabe o que está fazendo.
—JDB


Leia: Jó 38:1-11

Examine: Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra?… —Jó 38:4

Considere: Nosso maior conforto no sofrimento é saber que Deus está no controle.

Triunfando sobre as tempestades da vida

 

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O Evangelho de Marcos 4.35-41 registra o episódio da tempestade enfrentada pelos discípulos no Mar da Galiléia. Nessa ocasião, Jesus estava no barco, dormindo, quando os discípulos foram surpreendidos por um forte vendaval. Os discípulos, apavorados, acordaram a Jesus, clamaram por socorro, e ele acalmou a tempestade, exortou os discípulos e eles, então, ficaram admirados com seu poder. Essa passagem encerra algumas oportunas lições, que passaremos a considerar:

1. As tempestades da vida são inevitáveis

 – Assim como os fenômenos da natureza acontecem com freqüência, também as tempestades da vida nos atingem, mesmo quando nós não as esperamos. As tempestades da vida acontecem ao arrepio da nossa vontade e muitas vezes, colocam a nossa vida de ponta-cabeça. As tempestades chegam para todos: grandes e pequenos, jovens e velhos, doutores e analfabetos, crentes e descrentes. A vida não é um parque de diversões, mas a travessia de um mar revolto. A vida cristã não é um cruzeiro num confortável navio, singrando águas plácidas, mas uma viagem cheia de aventuras, onde não faltam os ventos contrários e as ondas revoltas.

2. As tempestades da vida são imprevisíveis 

– As tempestades chegam de súbito, inesperadamente. Elas não mandam aviso, não enviam telegrama, chegam repentinamente, agitando nossa vida, encrespando as ondas que nos assustam e nos assolam com desmesurado rigor. O Mar da Galiléia é um lago de águas doces de vinte e um quilômetros de comprimento por quatorze quilômetros de largura. Esse grande lago é encurralado pelas montanhas de Golã. No extremo norte, fica o Monte Hermom, a mais alta montanha de Israel, cujo cimo está sempre coberto de gelo. Com certa freqüência, os ventos gelados descem desse monte e encurralados pelas montanhas de Golã, batem na superfície do lago, levantando ondas gigantes. É assim também na vida. As tempestades nos colhem de surpresa: é uma doença súbita, é um acidente trágico, é um divórcio traumático, é um luto doloroso.

3. As tempestades da vida são inadministráveis

 – Os discípulos conheciam o Mar da Galiléia como poucos. Alguns deles eram pescadores e haviam nascido e crescido ao redor daquele lago. Dali eles tiravam o seu sustento. Mas o que era tão familiar para eles, tornou-se uma ameaça. Quando a tempestade chegou, eles tentaram escapar do perigo, remando com toda destreza, mas o barco estava se enchendo de água. Seus recursos foram insuficientes para resolver o problema. O barco não obedecia mais o comando deles. A tempestade os assolava impiedosamente e eles perderam o controle da situação. O vento chicoteava com violência o barco e as ondas se arremessavam contra eles para levá-los ao naufrágio. Muitas vezes, temos a sensação de que os problemas que nos afligem são como essa tempestade. A situação se agrava, perdemos o controle, o barco da nossa vida fica à deriva. As tempestades da vida são, também, inadministráveis.

4. As tempestades da vida são pedagógicas 

– Mesmo quando a tempestade foge do nosso controle, ela está sob o controle de Jesus. Aquele que está conosco tem autoridade sobre o vento e sobre o mar. As tempestades da nossa vida não vêm para nos destruir, mas para nos ensinar. Elas não acontecem à revelia, elas são instrumentos pedagógicos para nos fortalecer na fé. Jesus tem todo poder para acalmar não apenas a tempestade que está do lado de fora; mas, também, os vendavais do medo que estão dentro de nós. Jesus acalma não apenas as circunstâncias, mas, também, os nossos sentimentos. Nessa travessia do mar revolto da vida precisamos ter fé e não medo, sabendo que Jesus é fiel para cumprir suas promessas. Nosso destino é o outro lado do mar e não o naufrágio. Ele está conosco e podemos desfrutar da sua paz mesmo quando as ondas encapeladas berram aos nossos ouvidos. Ele é todo poderoso e aquilo que nos amedronta está literalmente debaixo dos seus pés. O Senhor não desperdiça sofrimento na vida dos seus filhos. A tempestade vem para que vejamos o seu livramento e saibamos que ele é Deus, digno de ser adorado.



Rev. Hernandes Dias Lopes

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Versículo do dia

    Versículo do dia


¹ Guarda o teu pé, quando entrares na casa de Deus; porque chegar-se para ouvir é melhor do que oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal. 

Eclesiastes 5:1

Sarah Beatriz e Samuel Messias - Promessas - Ao Vivo


 

PÃO DIÁRIO - 10/04/2026 - Veias de ouro

 

Veias de ouro



Enquanto visitava a charmosa região de Cotswold na Inglaterra, comprei algumas canecas chinesas feitas de ossos como recordação. Eu as utilizava com cuidado, mas certa vez uma delas caiu na pia e estilhaçou-se. Recentemente pensei naquela caneca quando aprendi sobre a arte japonesa chamada Kintsugi.
Quando algo se quebra, geralmente pensamos em reparar de modo que seja possível reutilizá-lo. Mas há centenas de anos, um artista japonês decidiu que faria algo lindo com a porcelana quebrada. Ele então começou a utilizar resina de ouro para unir os fragmentos. Peças reparadas com o uso deste método possuem complexos filamentos de ouro.
O pecado entrou no mundo muito cedo na história da humanidade (Gênesis 3). Teólogos referem-se ao evento como “a queda”. O resultado inevitável é a destruição. A vida é dolorosa porque continuamos sendo feridos e ferindo outros com a nossa aspereza aguda e cortante. Mas Deus não quer que permaneçamos sendo destruídos. Sua obra de reparação transforma nossa destruição em beleza.
Como um artista Kintsugi, Deus nos restaura. Mas Ele usa algo mais precioso que ouro — o sangue de Seu Filho. Em vez de filamentos de ouro, somos unidos pelas veias do próprio Cristo. “…somos unidos com ele na semelhança da sua morte…” (Romanos 6:5). Não há nada mais belo do que isso.
—JAL


Leia: Romanos 6:1-14

Examine: …se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição. —Romanos 6:5

Considere: O preço de nossa libertação do pecado foi pago pelo sangue de Jesus.

Solidão, o vazio de relacionamentos

 



A solidão é o apanágio da geração contemporânea. Somos experimentados no relacionamento com as máquinas e inexperientes no trato com as pessoas. Vivemos cercados de gente e ao mesmo tempo, como uma ilha existencial, somos profundamente solitários. A solidão não é simplesmente uma questão de viver no ostracismo, à margem dos relacionamentos interpessoais, mas uma atitude interna, uma inadequação para esses relacionamentos. Há indivíduos solidários que vivem no meio da multidão, mas que não conseguem construir pontes de contato com as pessoas. Quando um dos grandes vultos da música popular brasileira, Roberto Carlos, foi interrogado acerca da pior coisa que lhe poderia acontecer, ele respondeu sem hesitar: a solidão. A solidão atinge grandes e pequenos, ricos e pobres, doutores e analfabetos.

Emile Durkhaim, ínclito sociólogo francês, chegou a afirmar que o suicídio, a maior agressão contra si mesmo, é uma inadequação social. É a incapacidade de inserir-se no convívio social e relacionar-se com as pessoas de modo a criar vínculos de amor e amizade. Vivemos numa sociedade doente. Na mesma proporção que cresce a população do mundo, aumenta a solidão das pessoas. Os grandes centros urbanos fervilham de pessoas que se acotovelam todos os dias em imensas aglomerações humanas, mas essas pessoas são rostos sem nome e sem identidade: uns que vão, outros que vêm e todos que passam.

A solidão não está apenas do lado de fora da família; está também dentro do lar. A televisão ocupou o lugar da conversa ao redor da mesa. A internet preencheu o espaço do diálogo cheio de intercâmbio das idéias. O telefone celular nos conecta com o outro, do outro lado da linha, mas nos afasta daqueles que estão ao nosso derredor. Vivemos no paraíso das comunicações virtuais, mas transformamos esse jardim cheio de raras belezas num deserto de relacionamentos vazios e carente de significado. Transformamos o palácio da cibernética na masmorra da solidão.

Não precisamos jogar pela janela as conquistas da ciência. Não precisamos viver paquerando nostalgicamente o passado que se foi. Mas, precisamos urgentemente, preservar os valores do passado, usar com racionalidade as conquistas do presente e estabelecer metas elevadas de comunhão para o futuro. Não podemos transformar o conforto da tecnologia em armas mortíferas contra nós mesmos. É tempo de buscarmos as primeiras coisas primeiro. É tempo de realinharmos nossas prioridades de conformidade com a prioridade de Deus. É tempo de entender que devemos adorar a Deus, amar as pessoas e usar as coisas em vez de amarmos as coisas, usarmos as pessoas e nos esquecermos de Deus. Pessoas valem mais do que coisas. Família é mais importante do que sucesso. Relacionamento sadio na família, na igreja, no trabalho e na escola é melhor do que a solidão na masmorra luxuosa da sofisticada tecnologia contemporânea.

Deus não nos criou para a solidão, pois fomos feitos à sua imagem e semelhança. Deus é Triúno e plenamente feliz em si mesmo. As três pessoas da Trindade relacionam-se em perfeita harmonia. O projeto de Deus é que vivamos em profunda comunhão com ele e uns com os outros. A solidão é uma negação dessa semelhança divina, uma conspiração contra essa vocação celestial, uma oposição radical contra esse sublime desiderato. Não somos apenas uma gota desse vasto oceano da humanidade. Não somos apenas um rosto sem nome no meio da multidão; somos alguém especial, criados de forma especial, para um propósito especial, para vivermos de forma abundante, maiúscula e superlativa a realidade bendita da comunhão íntima e profunda com Deus, com a família e com a igreja.




Rev. Hernandes Dias Lopes

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Versículo do dia

     Versículo do dia


¹² Que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças. 

Apocalipse 5:12

Paulo Cesar Baruk, ‪@MarsenaOficial‬ - Clamo Jesus (I Speak Jesus)


 

PÃO DIÁRIO - 09/04/2026 - Firme como uma rocha

 

Firme como uma rocha


Foi um dia triste em maio de 2003 quando “O velho homem da montanha” partiu-se e despencou da encosta da montanha. O contorno de 12 metros do rosto de um velho homem, entalhado pela natureza nas Montanhas Brancas de New Hampshire, foi por muito tempo uma atração para turistas, uma presença sólida para os residentes e o emblema oficial do estado. Nathaniel Hawthorne escreveu sobre ele em seu conto O grande rosto de pedra.
Alguns residentes próximos ficaram devastados quando O velho homem desmoronou. Uma mulher disse: “Cresci pensando que alguém estava ali zelando por mim. Sinto-me menos protegida agora.”
Há momentos em que a presença de alguém em quem podemos depender desaparece. Algo ou alguém que tinha nossa confiança deixa de existir e nossa vida fica abalada. Talvez seja a perda de um ente querido, de um emprego ou da saúde. A perda nos faz sentir desequilibrados, instáveis. Podemos inclusive pensar que Deus já não está mais nos guardando.
Mas “Os olhos do Senhor repousam sobre os justos, e os seus ouvidos estão abertos ao seu clamor” (Salmo 34:15). Ele está perto “…dos que têm o coração quebrantado…” (v.18). Ele é a Rocha cuja presença podemos sempre depender (Deuteronômio 32:4).
A presença de Deus é verdadeira. Ele zela por nós continuamente. Ele é firme como uma rocha.
—AMC


Leia: Salmo 34:15-22

Examine: Os olhos do Senhor repousam sobre os justos, e os seus ouvidos estão abertos ao seu clamor. —Salmo 34:15

Considere: A pergunta não é “onde está Deus?”, mas “onde Ele não está?”

JANELAS ABERTAS PARA O MUNDO



Nós vivemos o tempo mais empolgante da história da humanidade. Nenhuma geração assistiu o que testemunhamos. Somos a geração da comunicação virtual, da internet, das redes sociais, do telefone celular, do avião supersônico, das viagens interplanetárias, da nanotecnologia. Temos mobilidade e celeridade. Temos janelas abertas para o mundo. Enquanto o mundo, posto no maligno, faz circular com a velocidade da luz suas mensagens de destruição, podemos, na mesma velocidade espalhar as boas novas do evangelho.

Em virtude dessa singular oportunidade, propomos quatro atitudes:

Em primeiro lugar, precisamos usar essas ferramentas para proclamar ao mundo o evangelho da graça. Oh, que privilégio nós temos de pregar a tempo e a fora de tempo, aos ouvidos do mundo! As janelas são muitas, estão todas abertas e essas janelas desembocam em milhões de pessoas que estão ávidas ou necessitadas da única mensagem que pode lhes dar esperança. Não podemos reter essa mensagem apenas para nós. Não podemos reduzi-la apenas aos nossos templos. Não podemos calar nossa voz enquanto o mundo, a cada dia, despeja torrencialmente, mensagens que distorcem a verdade ou atacam-na frontalmente. As igrejas locais e cada um de seus membros  precisam usar essas ferramentas não apenas para alavancar seus negócios de interesse particular, mas para espalhar as sementes da esperança.

Em segundo lugar, precisamos usar todas as tecnologias disponíveis e com excelência para que a mensagem do evangelho da graça chegue mais clara e mais rápida aos confins da terra. As igrejas locais precisam trabalhar com excelência na produção de conteúdo, na captação de som e imagem e, ao mesmo tempo, terem uma estrutura de qualidade para transmitir esse conteúdo com clareza e eficiência. Investir em som de qualidade e em captação e transmissão da mensagem são compromissos básicos de toda igreja que compreende o tempo em que vive. Reduzir a mensagem apenas a quatro paredes é uma falta de mordomia com o tempo, com os recursos e com as possibilidades que Deus coloca diante de nós. Precisamos avançar. Não podemos pregar apenas em nossa Jerusalém, se concomitantemente podemos chegar aos confins da terra com a poderosa mensagem do evangelho.

Em terceiro lugar, precisamos estimular os crentes a usarem as redes sociais com um propósito santo e não misturando o precioso com o vil. Além da igreja local envidar todos os seus esforços para ter um canal de Youtube eficiente, e usar todas as outras ferramentas para dar celeridade à mensagem, devemos ao mesmo tempo, estimular os crentes a consagrarem suas redes sociais para um uso santo, separando o precioso do vil, a fim de que mais pessoas sejam alcançadas e impactadas com o poder do evangelho. Não devemos contribuir com a divulgação de mensagens falsas nem de mensagens que não edificam as pessoas. Precisamos nos unir para ganharmos esta geração, nesta geração. Juntos somos mais fortes. Juntos podemos ir mais longe. Juntos cumpriremos com mais rapidez a grande comissão.

Em quarto lugar, precisamos nos acautelar para que as tecnologias disponíveis não nos desencorajem à imperativa necessidade de nos congregarmos na igreja local. Cresce espantosamente o número de desigrejados em nosso tempo. Muitos crentes, por decepção ou por descuido espiritual, pararam de congregar, fazendo uma transição da igreja real para uma igreja virtual. Bebericam em todas as fontes, escutam vários pastores e sentem-se desobrigados de frequentarem uma igreja. É mister alertar que uma brasa longe do braseiro apaga. Uma ovelha longe do rebanho é presa fácil dos predadores. Fazer parte de uma igreja comprometida com as Escrituras não é uma opção, mas um imperativo divino (Hb 10.25). Somos membros de um corpo. Pertencemos a uma família. Recebemos dons espirituais para serem exercitados para a edificação da igreja. Não somos autossuficientes. Precisamos uns dos doutros.

Com essas considerações feitas, é tempo de agir!



Rev. Hernandes Dias Lopes

terça-feira, 7 de abril de 2026

Versículo do dia

     Versículo do dia


² A minha alma está desejosa, e desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a minha carne clamam pelo Deus  

Salmos 84:2

Elaine Martins - Reverência (Clipe Oficial MK Music)


 

PÃO DIÁRIO - 08/04/2026 - Santo, Santo, Santo

 

Santo, Santo, Santo


“O tempo voa quando você se diverte.” Este clichê não se baseia em fatos, mas o dia a dia o faz parecer verdade. Quando a vida é prazerosa, o tempo passa muito rápido. Dê-me uma tarefa que aprecio ou uma pessoa de quem amo a companhia, e o tempo parece não importar.
Minha experiência com esta realidade me deu um novo entendimento do cenário descrito no livro de Apocalipse 4. No passado, quando ponderei sobre os quatro seres viventes, assentados ao redor do trono de Deus, que continuamente repetiam as mesmas poucas palavras, pensei: Que existência maçante!
Não penso mais assim. Penso nas cenas que eles testemunharam com seus muitos olhos (v.8). Reflito sobre a visão que eles têm a partir da sua posição ao redor do trono de Deus (v.6). Medito em quão maravilhados eles estão com o envolvimento sábio e amoroso de Deus com terráqueos desobedientes. Em seguida, penso: Poderia existir reação melhor? O que mais há para dizer senão, “Santo, Santo, Santo”? É maçante dizer as mesmas palavras repetidas vezes? Não quando você está na presença de alguém que você ama. Não quando você está fazendo exatamente o que você foi designado para fazer.
Como os quatro seres viventes, fomos planejados para glorificar a Deus. Nossa vida jamais será maçante se convergirmos nossa atenção nele e cumprirmos esse propósito.
—JAL

Leia: Apocalipse 4

Examine: …Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, Todo-Poderoso, aquele que era, que é e que há de vir. —Apocalipse 4:8

Considere: Um coração em sintonia com Deus não pode deixar de entoar louvores a Ele.

Procure o que foi perdido dentro da sua casa

 



A parábola da dracma perdida faz parte do conjunto de parábolas que Jesus contou em Lucas 15 para ilustrar o amor de Deus pelos pecadores. Nas três parábolas, Deus busca o que estava perdido, encontra o que estava perdido e celebra com efusiva alegria a recuperação do que estava perdido.

Voltaremos nossa atenção para a parábola da dracma perdida. Algumas lições merecem destaque:

1. A mulher perdeu algo de valor dentro de casa 

– Ela perdeu uma moeda de sua coleção. Das dez dracmas, a mulher perdeu uma e a perdeu dentro de casa. Mais importante do que valores são os relacionamentos. Mais precioso do que bens são as pessoas. Muitas vezes, por descuido, nós também, perdemos verdadeiros tesouros dentro de casa. Perdemos a comunicação, perdemos a alegria da comunhão, perdemos o acendrado amor com que devemos amar uns aos outros.

2. A mulher não se conformou com a perda

 – A mulher poderia ter se conformado com a perda da moeda. Afinal, ela ainda tinha nove delas guardadas em segurança. Mas, essa mulher não aceitou passivamente a perda. Ela não se conformou com a derrota. Ela não desistiu de recuperar a moeda perdida. Muitas vezes, nós somos descuidados em guardar os tesouros que temos e quando os perdemos somos vagarosos e até desanimados para procurar o que se perdeu. Conformamo-nos facilmente com a derrota como o sacerdote Eli. Preferimos desistir do casamento, dos relacionamentos, do que lutar para recuparar o que se perdeu.

3. A mulher acendeu a candeia para procurar o que havia perdido 

– As casas na Palestina não possuíam janelas. Eram ambientes escuros e ensombreados. Era impossível procurar algo perdido sem acender a candeia. Se queremos reencontrar o que perdemos dentro da nossa casa, precisamos de igual forma acender a candeia. A candeia é um símbolo da Palavra de Deus. Precisamos iluminar nossas mentes, nossos corações e nossos relacionamentos pela luz da Palavra se de fato queremos encontrar esses tesouros perdidos dentro da nossa casa.

4. A mulher varreu a casa para procurar o que se havia perdido 

– A mulher teve coragem de mexer e remover do lugar muita coisa. Ela teve iniciativa e esforço. Ela enfrentou o desconforto da desinstalação. Ela levantou muita poeira ao varrer cada canto da casa à procura do seu tesouro perdido. Se queremos a restituição desses tesouros perdidos dentro da nossa casa, precisamos de igual forma procurá-los diligentemente. Não podemos ser omissos nem acomodados. Não podemos ter medo de mexer em algumas coisas já sedimentadas. Não podemos ter medo de desconforto. Há muitos indivíduos que estoicamente desistem de procurar o que se perdeu em sua vida, em seu casamento, em sua família. Preferem encontrar justificativas para as perdas a investir tempo na busca do que se perdeu. Não devemos desistir jamais, pois o desconforto da busca não deve nos privar da alegria do encontro.

5. A mulher comemorou com grande alegria o encontro daquilo que estava perdido 

– A mulher perdeu a moeda no recesso do lar, sob as sombras do anonimato, mas ela celebrou o encontro da dracma publicamente sob os auspícios da luz. Nossas conquistas e bênçãos devem ser conhecidas e proclamadas. As outras pessoas devem conhecer nossas vitórias e participar das nossas alegrias. Há festa no céu quando um pecador se arrepende e quando o perdido é encontrado; também há alegria diante dos homens quando os tesouros que perdemos dentro da nossa casa são encontrados. É tempo de acendermos a candeia e pegarmos a vassoura. É tempo de procurarmos diligentemente aquilo que perdemos. É tempo de celebrarmos com os nossos irmãos as vitórias que vêm de Deus e a restituição das bênçãos de outrora!



Rev. Hernandes Dias Lopes

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Versículo do dia

     Versículo do dia


¹³ Tomaram ramos de palmeiras, e saíram-lhe ao encontro, e clamavam: Hosana! Bendito o Rei de Israel que  

João 12:13

Eyshila e Cassiane - Nada Pode Calar Um Adorador + Com Muito Louvor


 

PÃO DIÁRIO - 07/04/2026 - Expandindo a imagem

Expandindo a imagem



Por três meses tive uma visão privilegiada — ou vista aérea, eu diria — para assistir à incrível obra das mãos de Deus. Quase 30 metros acima do chão, os trabalhadores instalaram uma webcam direcionada ao ninho de uma família de águias de cabeça branca, e telespectadores on-line podiam acompanhar.
Quando os ovos se romperam, mamãe e papai águia foram cuidadosos com sua prole, alternando idas a caçadas em busca de alimento e vigilância do ninho. Mas certo dia, quando as águias ainda pareciam bolas de penugem com bicos, ambos os pais desapareceram. Preocupei-me, achando que algo tivesse acontecido com eles.
Minha preocupação não procedia. O operador da webcam aumentou o ângulo da câmera e lá estava a mamãe águia em um ramo próximo.
Ao ponderar sobre esta imagem “expandida”, pensei em momentos nos quais temi que Deus tivesse me abandonado. A vista do ninho me lembrou de que minha visão é limitada. Vejo apenas uma pequena parte de todo o cenário.
Moisés usou a figura da águia para descrever Deus. Assim como as águias carregam seus pequenos, Deus carrega o Seu povo (Deuteronômio 32:11,12). Apesar do que possa parecer, o Senhor “…não está longe de cada um de nós” (Atos 17:27). Isto é verdade mesmo quando nos sentimos abandonados.
—JAL

Leia: Deuteronômio 32:7-12

Examine: Como a águia desperta a sua ninhada […] assim, só o Senhor o guiou… —Deuteronômio 32:11,12

Considere: Porque o Senhor zela por nós, não precisamos temer os perigos ao nosso redor.

Jejum, fome de Deus

 



O jejum é uma prática milenar, porém em desuso na igreja cristã contemporânea. O jejum está presente tanto no Antigo como no Novo Testamento. Os profetas, os apóstolos, Jesus e muitos homens de Deus ao longo da história experimentaram os benefícios espirituais por intermédio do jejum. Os santos de Deus em todos os tempos e em todos os lugares não somente creram no jejum, como também o praticaram. Hoje, porém, são poucos os crentes que jejuam com regularidade e ainda há muitas dúvidas acerca da sua necessidade e de seu funcionamento.

O que é jejum? É a abstenção de alimento por um período definido para um propósito definido. O jejum não é apenas abstinência de alimento. Não é um regime para emagrecer. Ele deve ter propósitos espirituais claros. Jejum é fome de Deus, é saudade do céu. A Bíblia diz que comemos e bebemos para a glória de Deus e também jejuamos para a glória de Deus (1Co 10.31). Se comemos para a glória de Deus e jejuamos para a glória de Deus, qual é a diferença entre comer e jejuar? Quando jejuamos nos alimentamos do pão da terra, símbolo do Pão do céu; mas quando jejuamos não nos alimentamos do símbolo, mas da essência, ou seja, nos alimentamos do próprio Pão do céu. Jejuar é amar a realidade acima do emblema. O alimento é bom, mas Deus é melhor (Mt 4.4; Jo 4.32). A comunhão com Deus deve ser a nossa mais urgente e apetitosa refeição. Nós glorificamos a Deus quando o preferimos acima dos seus dons.

O maior obstáculo para o jejum não são as coisas más, mas as coisas boas. Nem sempre nos afastamos de Deus por coisas pecaminosas em si mesmas. Os mais mortíferos apetites não são pelos venenos do mal, mas pelos simples prazeres da terra, os deleites da vida (Lc 8.14; Mc 4.19). “Os prazeres desta vida” e “os desejos por outras coisas” não são um mal em si mesmos. Não são vícios. São dons de Deus. No entanto, todas elas podem tornar-se substitutos mortíferos do próprio Deus em nossa vida. Jesus disse que antes de sua volta as pessoas estarão vivendo desatentas como a geração que pereceu no dilúvio. E o que elas estavam fazendo? Comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento (Mt 24.37-39). Que mal há em comer e beber, casar e dar-se em casamento? Nenhum! Mas, quando nos deleitamos nas coisas boas e substituímos Deus pelas dádivas de Deus estamos em grande perigo. O jejum não é fome de coisas boas; o jejum é fome de Deus. O jejum não é fome de coisas que Deus dá; o jejum é fome do Deus doador. Nossa geração corre atrás das bênçãos de Deus em vez de buscar o Deus das bênçãos. Deus é melhor do que suas dádivas. O abençoador é melhor do que a bênção.

O propósito do jejum não é obter o favor de Deus ou mudar a sua vontade (Is 58.1-12). Tampouco impressionar os outros com uma espiritualidade farisaica (Mc 2.16-18). Nem é para proclamar a nossa própria espiritualidade diante dos homens. Jejum significa amor a Deus. Jejuar para ser admirado pelos homens é ter uma motivação errada. Jejum é fome do próprio Deus e não por aplausos humanos (Lc 18.12). É para nos humilharmos diante de Deus (Dn 10.1-12), para suplicarmos a sua ajuda (2Cr 20.3; Ed 4.16) e para voltarmo-nos para Deus com todo o nosso coração (Jl 2.12,13). É para reconhecermos a nossa total dependência divina (Ed 8.21-23). O jejum é um instrumento para fortalecer-nos com poder divino, em face dos ataques do inferno (Mc 9.28,29).

É tempo da igreja jejuar! É tempo da igreja voltar-se para Deus de todo o seu coração, com jejuns e com pranto. É tempo de buscar um reavivamento verdadeiro que traga fome de Deus em nossas entranhas, que traga anseio por um profundo despertamento da realidade de Deus em nossa igreja, em nossa cidade, em nossa nação!



Rev. Hernandes Dias Lopes

domingo, 5 de abril de 2026

Versículo do dia

    Versículo do dia


² Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. 

João 14:2

Anderson Freire e Fernanda Brum - Não é Tarde (Ao Vivo) - DVD Essência


 

PÃO DIÁRIO - 06/04/2026 - O que queremos?

 

O que queremos?


Minha amiga Maria me disse que nem sempre canta os hinos por completo durante o culto, e afirma: “Não parece honesto cantar ‘Tudo o que desejo é Jesus’ se o meu coração quer muitas outras coisas também.” Valorizo a honestidade dela.
No livro de Salmo 73:25, as palavras de Asafe soam como sendo de um homem profundamente comprometido com Deus e que nada deseja além de Deus: “…Não há outro em quem eu me compraza na terra.” Mas não foi assim que ele começou este salmo. Inicialmente, ele admitiu que queria a prosperidade que outros ao seu redor tinham: “Pois eu invejava os arrogantes…” (v.3). Mas ao aproximar-se de Deus, ele reconheceu que era tolice ter inveja (vv.21,22,28).
Mesmo quando conhecemos Deus, geralmente nos distraímos pela prosperidade de outros. C. S. Lewis escreveu: “Nosso Senhor poderia não considerar nossos desejos fortes demais, mas sim fracos demais […]. Nós nos agradamos muito facilmente” com coisas inferiores a Ele.
O que aprendemos sobre Deus neste salmo pode ajudar quando os nossos desejos tiram nossa atenção do melhor de Deus? Bem, vemos que mesmo sendo tentados a invejar o que outros têm, Ele nos guia continuamente e leva a nossa atenção novamente a Ele. O Senhor “…é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre” (v.26).
—AMC


Leia: Salmo 73:1-3,21-28

Examine: Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra. —Salmo 73:25

Considere: Uma dose diária da sabedoria de Deus pode curar a doença cardíaca chamada inveja.

O colapso da sociedade

 



O profeta Miquéias fez um diagnóstico da sociedade do seu tempo. Dois mil e setecentos anos se passaram e os problemas identificados naquele tempo parecem ser os mesmos. Os tempos mudaram, mas o coração do homem é o mesmo. Os mesmos problemas que levaram a nação de Judá ao colapso, ainda hoje ameaçam a nossa civilização de uma bancarrota. Que problemas são esses?

1. A exploração dos pobres pelos ricos (Mq 2.1,2) 

– Os ricos imaginavam a iniquidade no coração em seus leitos e à luz da alva o praticavam, porque o poder estava em suas mãos. Eles cobiçaram campos e os arrebatavam. Cobiçavam casas e as tomavam. Eles faziam violência aos pobres ao criarem leis e sistemas de opressão para assaltar o direito do pobre. Eles faziam as leis, manipulavam as leis, escapavam das leis, porque se colocaram acima das leis. Todo o sistema econômico agia em benefício dos poderosos. Os pobres não tinham vez nem voz. Eles viviam oprimidos, amordaçados, perdendo seus bens, suas famílias e até mesmo sua liberdade.

2. A corrupção dos políticos inescrupulosos (Mq 3.1-3)


 – A classe política de Judá havia se corrompido a tal ponto de Miquéias chamá-los de canibais. Eles comiam a carne do povo, arrancavam a pele e esmiuçavam os ossos. Eles aborreciam o bem e amavam o mal. Em vez dessa liderança política conhecer e exercer o juízo agia de forma draconiana oprimindo o povo, cobrando impostos abusivos para ostentar seu luxo nababesco. Quando o injusto governa o povo geme. Quando a injustiça prevelece, a nação se desespera.

3. A injustiça clamorosa do poder judiciário (Mq 3.11)


 – Não apenas a classe política havia naufragado no mar profundo do lucro imoral, mas também, o poder judiciário que deveria fiscalizar com justiça os atos do governo também havia se capitulado à sedução da riqueza ilícita. Miquéias diz que eles davam as sentenças por suborno. Eles não julgavam conforme a justiça nem pelo critério da verdade. Os pobres não tinham chance de defender sua causa, porque os juízes eram subornados e as sentenças eram compradas.

4. A decadência generalizada da família (Mq 7.6) 

– A decadência da sociedade de Judá procedia do palácio, passava pelo poder judiciário e descia à estrutura familiar. As famílias não eram mais redutos de reserva moral, mas campos de guerra. O conflito havia se instalado dentro da própria família. Os filhos desprezavam os pais, as filhas se levantavam contra as mães, as noras se levantavam contra as sogras, e os inimigos do homem eram os da sua própria casa. A família em vez de ser uma contra cultura numa sociedade decadente, era o espelho dessa sociedade. O mal que estava destruíndo a nação estava instalado no núcleo mais íntimo da nação, a família.

5. A apostasia galopante da religião (Mq 3.11) 

– A religião judaica devia ser como um facho de luz no meio da escuridão da idolatria pagã. Os judeus tinham a Palavra de Deus. Eles eram o povo da aliança. Eles foram escolhidos por Deus para ser luz para as nações. Mas, em vez do povo de Deus influenciar o mundo, foi o mundo que influenciou o povo de Deus. A religião deles tornou-se contaminada pelo fermento do lucro. Seus sacerdotes ensinavam por interesse, os seus profetas adivinhavam por dinheiro. O amor do dinheiro e a ganância pelo lucro fácil corrompeu-lhes a alma e fê-los cair nas teias insidiosas da apostasia.

Esse não é apenas o diagnóstico de uma sociedade remota, esse é o retrato da sociedade brasileira. Não podemos nos calar. Não podemos nos conformar. É tempo de nos levantarmos e agirmos!



Rev. Hernandes Dias Lopes

sábado, 4 de abril de 2026

Versículo do dia

     Versículo do dia


¹ Louvai ao Senhor todas as nações, louvai-o todos os povos. 

Salmos 117:1

Nani Azevedo - Bendito Serei (Vídeo Oficial)


 

PÃO DIÁRIO - 05/04/2026 - Lição da dor de dente

 

Lição da dor de dente


“Quando era criança, eu tinha muita dor de dente,” C. S. Lewis escreveu em seu livro clássico Cristianismo Puro e Simples. Ele continuou: “e sabia que, se me queixasse à minha mãe, ela me daria algo que faria passar a dor naquela noite e me deixaria dormir. Porém, eu não me queixava à minha mãe — ou só o fazia quando a dor se tornava insuportável. […] Sabia que, na manhã seguinte, ela me levaria ao dentista. Eu não podia obter dela o que queria sem obter também outra coisa, que não queria. Queria o alívio imediato da dor; mas, para ter isso, teria de submeter meus dentes ao tratamento completo.”
Do mesmo modo, nós nem sempre podemos querer ir a Deus de pronto quando temos um problema ou lutamos em certa área. Sabemos que Ele poderia prover alívio imediato para nossa dor, mas está mais preocupado em lidar com a raiz do problema. Podemos ter medo de que Ele revele questões com as quais estamos despreparados ou indispostos para lidar.
Em momentos como estes, é útil nos lembrarmos de que o Senhor nos “… trata como filhos…” (Hebreus 12:7). Sua disciplina, ainda que eventualmente dolorosa, é sábia; e Seu toque é amoroso. Ele nos ama demais para nos deixar permanecer como estamos; Ele quer nos moldar à imagem de Seu Filho, Jesus (Romanos 8:29). Podemos confiar nos propósitos de amor de Deus mais do que em qualquer um de nossos medos.
—PFC

Leia: Hebreus 12:3-11

Examine: É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos)… —Hebreus 12:7

Considere: A disciplina de Deus é a disciplina do amor.

A centésima ovelha

 


Jesus, o bom pastor, contou uma parábola imortal, falando do pastor que foi buscar a centésima ovelha, e depois de achá-la festejou seu resgate e alegrou-se com seus amigos. Essa parábola enseja-nos três preciosas lições:

Em primeiro lugar, a ovelha perdeu-se porque afastou-se do rebanho. A ovelha é um animal míope, inseguro, indefeso e também rebelde. Ela não pode proteger-se contra os predadores. Ela não tem um bom senso de direção. Sua segurança está em ficar perto do pastor e junto do rebanho. Sempre que se desgarra e se afasta da companhia das outras ovelhas, está sujeita a cair e ferir-se. A figura da ovelha é sugestiva. Não é por acaso que Jesus viu os homens aflitos como ovelhas sem pastor. Mesmo depois de convertidos somos ovelhas. Não podemos caminhar fiados em nossa própria força. Dependemos de Deus e uns dos outros. Não podemos nos afastar da congregação. Não é seguro viver isolado do rebanho.

Em segundo lugar, o pastor não desistiu da ovelha pelo fato de ela ter se afastado do rebanho. O pastor poderia ter encontrado justificativas plausíveis para abandonar a ovelha perdida à sua própria sorte. Talvez, o pastor já tivesse alertado aquela ovelha sobre os perigos da solidão. Talvez, algumas vezes, o pastor já tivesse flagrado aquela ovelha se distanciando do rebanho e caminhando na direção de lugares perigosos. Talvez o pastor pudesse alegrar-se com o fato de que tinha ainda em segurança noventa e nove ovelhas que estavam debaixo do seu cuidado e proteção. O pastor não discutiu as razões da queda da ovelha. Ele foi buscá-la. Ele enfrentou riscos para resgatá-la. Ele não desistiu dela e não voltou para o aprisco até trazê-la em seus braços. Precisamos ter o mesmo empenho na restauração daqueles que se afastaram. Precisamos demonstrar pressa para resgatar aqueles que caíram. Precisamos amar aqueles que desobedeceram e se desviaram. Precisamos amá-los e trazê-los de volta ao rebanho de Cristo.

Em terceiro lugar, o pastor festejou a recuperação da ovelha perdida. O pastor não esmagou a ovelha com seu cajado ao encontrá-la; ele a tomou em seus braços. Ele não a mandou embora por ter lhe criado problemas; ele a carregou no colo. Ele não se aborreceu com o preço do resgate; ele festejou com seus amigos a restauração da ovelha perdida. Precisamos não apenas ir buscar a centésima ovelha, mas precisamos nos alegrar com sua restauração. Há festa nos céus por um pecador que se arrepende. A igreja é lugar de vida e restauração. A igreja é lugar de cura e perdão. A igreja é lugar de aceitação e reconciliação. A igreja é lugar de disciplina e recomeço. A disciplina é um ato responsável de amor. A disciplina visa a proteção do rebanho e a recuperação da centésima ovelha. Não basta nos alegrarmos com as ovelhas que estão em segurança no aprisco; devemos buscar a centésima ovelha que se dispersou. O Senhor Deus perdoou Davi e o restaurou depois de seu adultério com Bate-Seba. Jesus foi ao encontro de Pedro depois de sua queda para lhe restaurar a alma. Paulo ordenou à igreja de Corinto a perdoar o irmão faltoso, que havia se arrependido. Nós, de igual modo, devemos ir buscar aqueles que outrora estiveram conosco e hoje estão distantes. Essas pessoas devem ser alvos da nossa oração e do nosso cuidado pastoral. Não devemos descansar até vê-las restauradas por Deus e reintegradas em seu rebanho.



Pr. Hernandes Dias Lopes

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Versículo do dia

     Versículo do dia


² Não acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos  

Deuteronômio 4:2

Elaine Martins - SEI É BEM ASSIM - Acústico 93


 

PÃO DIÁRIO - 04/04/2026 - Deus generoso

 

Deus generoso


Quando nossa família morou em Chicago há muitos anos, desfrutamos de muitos benefícios. Próximo ao topo de minha lista estavam os incríveis restaurantes que pareciam tentar superarem-se, não apenas na excelente culinária mas também nos tamanhos das porções. Em uma lanchonete italiana, minha esposa e eu pedíamos meia porção de nosso macarrão favorito e ainda tínhamos o suficiente para levar como jantar para a noite seguinte! As porções generosas nos faziam sentir como se estivéssemos na casa da vovó, que derramava amor por meio da comida.
Também sinto um amor expansivo quando leio que meu Pai celestial liberou sobre nós as riquezas de Sua graça (Efésios 1:7,8) e que Ele é capaz de fazer “…infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos…” (3:20). Sou tão grato pelo fato de que o nosso Deus não é um Deus mesquinho que a contragosto distribui Suas bênçãos em pequenas porções. Antes, Ele é o Deus que derrama perdão ao pródigo (Lucas 15), e diariamente nos coroa “…de graça e misericórdia” (Salmo 103:4).
Há momentos em que pensamos que Deus não nos proveu como gostaríamos. Mas se Ele não fizesse nada mais além de perdoar nossos pecados e nos garantir o céu, já seria abundantemente generoso! Alegremo-nos hoje em nosso generoso Deus.
—JMS

Leia: Efésios 3:14-21

Examine: [Deus] …é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos… —Efésios 3:20

Considere: Louve ao Deus de quem todas as bênçãos fluem!

FOMOS PÓ, SOMOS PÓ, SEREMOS PÓ

 



“… porque tu és pó e ao pó tornarás” (Gn 3.19).

Pó é o que fomos, o que somos e o que seremos. Deus criou o homem do pó da terra e sentenciou-o a voltar ao pó. O homem não é o que é, mas o que foi e o que há de ser. Só Deus pode dizer: “Eu sou o que sou”. Porque o homem foi pó e voltará ao pó, então é pó. Deus fez o homem do pó e soprou em suas narinas o fôlego da vida. O homem é pó levantado na vida e pó caído na morte. Quando o vento sopra, o pó se levanta. Quando o vento cessa, o pó cai. Cai em casa, no hospital, na rua. Pó levantado na vida. Pó caído na morte. Mas sempre pó.

Não é difícil entender o pó que fomos, pois Deus fez o homem do pó da terra. Não é difícil entender o pó que seremos, pois basta visitar uma tumba e ler as letras grafadas na lápide fria: “Aqui jaz”. Para que não haja qualquer espaço de vaidade em nosso coração, a Escritura diz que Deus conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó. Vejamos esses três aspectos da realidade humana.

Em primeiro lugar, o pó que fomos. O homem é terreno. Foi feito do pó da terra. Sua origem é daqui de baixo. Antes de recebermos o sopro divino éramos apenas pó inerte e sem forma. Sem o sopro de Deus, somos pó caído. Quando sopra o vento, então somos pó levantado. Mas, quando o sopro divino se vai, voltamos a ser pó caído. Pó levantado na vida; pó caído na morte. Quando a morte acontece? A morte acontece quando a alma se separa do corpo. Então, o corpo que que foi feito do pó, volta ao pó.

Em segundo lugar, o pó que somos. Se o homem veio do pó e voltará ao pó, então é pó. Nosso breve percurso entre o berço e a sepultura é um traço entre pó e pó. Porque o homem não é o que é, mas o que foi e o que há de ser; porque o homem veio do pó e voltará ao pó, então é pó. Pó no começo da vida, pó durante a vida e pó no final da vida. Pó levantado na vida; pó caído na morte. Para que não haja qualquer altivez no coração do homem, Deus o sentencia: “Tu és pó”. Mas como entender o pó que somos? Como compreender o pó que anda, que corre, que chora, que ri? Esse é o pó levantado na vida. Feito do pó, recebemos vida, o sopro divino. Então nascemos, crescemos, amadurecemos e morremos. Nesse breve ou longo percurso, sempre pó. Por que, então, tantas diferenças entre os homens? Por que tantos preconceitos e tantas vaidades? Viemos todos do pó. Voltaremos todos ao pó. Somos todos pó. O pó não tem vida em si mesmo. Ele não pode dar vida a si mesmo. Porque somos pó, somos totalmente dependentes de Deus. Se ele cortar nosso oxigênio, caímos e viramos pó. Oh, mas Deus soprou nas narinas do homem o fôlego da vida e ele passou a ser alma vivente. Então foi concebido, gestado, nascido, crescido. Então viveu, cresceu, trabalhou e fez notório o seu nome. Oh, o pó levantado na vida, foi criado à imagem e semelhança de Deus, o criador. Por isso, pode relacionar-se com ele, conhecê-lo, amá-lo e glorificá-lo. Quando o corpo feito do pó voltar ao pó, então, a alma voltará para Deus.

Em terceiro lugar, o que pó que seremos. A sentença divina ao pecador foi: “Tu és pó e ao pó tornarás”. Porque o salário do pecado é a morte, a morte passou por todos os homens, porque todos pecaram. O pó levantado na vida, torna-se pó caído na morte. Na sepultura, todos viram pó, sem os adereços da vaidade. O pó caído, entretanto, não é nossa realidade final. A sepultura não é nosso último endereço. Quando Jesus voltar em seu poder e glória, nosso corpo mortal, corruptível, fraco e cheio de desonra, ressuscitará incorruptível, poderoso, glorioso, espiritual e celestial, semelhante ao corpo da glória do Senhor Jesus!



Rev. Hernandes Dias Lopes

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Versículo do dia

     Versículo do dia


¹⁴ Por isso o Senhor vigiou sobre o mal, e o trouxe sobre nós; porque justo é o Senhor, nosso Deus, em todas as  

Daniel 9:14

Davi Sacer | Foi Deus [Clipe Oficial]


 

PÃO DIÁRIO - 03/04/2026 - Coroas de honra

 

Coroas de honra



As Joias da Coroa do Reino Unido estão armazenadas e protegidas dentro da Torre de Londres sob vigilância 24 horas por dia. Todos os anos, milhões visitam a área de exposição para maravilharem-se com estes tesouros adornados. As Joias da Coroa simbolizam o poder do reino, assim como o prestígio e a posição daqueles que as usam.
Parte das Joias da Coroa são as próprias coroas. Há três tipos diferentes: a coroa para coroação, que é a coroa usada quando um indivíduo é coroado como monarca; a coroa do estado (ou diadema), que é usada para várias funções; e a coroa de cônjuge, usada pela esposa de um rei em exercício. Coroas diferentes servem propósitos diferentes.
O Rei do céu, que era digno da maior coroa e da mais elevada honra, usou uma coroa diferente. Nas horas de humilhação e sofrimento que Cristo experimentou antes de ser crucificado, “Os soldados, tendo tecido uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça e vestiram-no com um manto de púrpura” (João 19:2). Naquele dia, a coroa, que normalmente é um símbolo de realeza e honra, tornou-se uma ferramenta de zombaria e ódio. No entanto, nosso Salvador deliberadamente usou essa coroa por nós, carregando nosso pecado e nossa vergonha.
Aquele que merecia a melhor de todas as coroas recebeu a pior delas, por nós.
—WEC

Leia: João 19:1-8

Examine: Os soldados, tendo tecido uma coroa

Versículo do dia

     Versículo do dia E disse-lhes: Quando vos mandei sem bolsa, alforje, ou sandálias, faltou-vos porventura alguma coisa? Eles responderam...