Versiculo do dia
A primazia da pessoa e da obra de Cristo O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor;
Colossenses 1:13
Versiculo do dia
A primazia da pessoa e da obra de Cristo O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor;
Colossenses 1:13
“Porque dele, por meio dele, e para ele são todas as coisas; a ele, pois, glória pelo século dos séculos.” (Rm 11.36)
Os eruditos afirmam, e com razão, que a carta de Paulo aos Romanos é a cordilheira do Himalaia de toda a revelação bíblica. Aqui Paulo chegou à cumeeira, ao ponto culminante das Escrituras. Num texto de irretocável beleza e profundidade, o apóstolo dos gentios traça a nossa trajetória das profundezas da decadência moral às culminâncias da nossa redenção. Depois de destacar que toda a obra da redenção foi planejada soberanamente por Deus e realizada eficazmente por ele, encerra a primeira parte da epístola (capítulos 1-11) numa doxologia, onde desabotoa sua voz em torrentes de exaltação a Deus. Três verdades são destacadas.
Em primeiro lugar, Deus deve ser glorificado porque ele é o idealizador da nossa salvação (Rm 11.36a). “Por que dele…”. Nossa redenção não começa no tempo, mas na eternidade; não começa na terra, mas no céu; não começa com o homem, mas com Deus. Ele planejou a nossa salvação, e isso desde os tempos eternos. Tudo provém dele, pois ele é a fonte e a origem da nossa salvação. Tudo provém de Deus, pois nos amou com amor eterno e nos atraiu para si com cordas de amor. Ele é idealizador da nossa redenção, pois nos escolheu em Cristo, antes da fundação do mundo. O evangelho não é um caminho aberto da terra para o céu; é o caminho aberto do céu para a terra. O evangelho não é uma tentativa do homem encontrar Deus; é a decisão de Deus buscar o homem perdido. Todas as religiões do mundo são um esforço humano para agradar a Deus através de obras, ritos e sacrifícios; mas o Cristianismo é Deus tomando a iniciativa de reconciliar o homem consigo mesmo por intermédio de Cristo.
Em segundo lugar, Deus deve ser glorificado porque ele é o executor da nossa salvação (Rm 11.36b). “… e por meio dele…”. Deus não apenas planejou nossa salvação na eternidade, mas a executou na história. Para tornar eficaz seu plano eterno, o Verbo divino, Deus de Deus, luz de Deus, fez-se carne e habitou entre Deus. O unigênito do Pai, da mesma essência do Pai, esvaziou-se e assumiu a forma humana. Sendo Deus, se fez homem; sendo exaltado pelos anjos, se fez servo; sendo imaculado, se fez pecado; sendo bendito se fez maldição; sendo rico se fez pobre; sendo o autor da vida, morreu pelos nossos pecados. O homem não poderia ser o agente de sua própria salvação. Não poderia apagar as manchas de seus próprios pecados. Não poderia voltar-se para Deus por si mesmo. O homem está perdido, cego, surdo, endurecido e morto nos seus pecados. Deixado à sua própria sorte, caber-lhe-ia apenas uma condenação inexorável. Por isso, Deus sendo rico em misericórdia, amou eternamente os objetos de sua ira a ponto de dar seu Filho unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. O filho de Deus, veio ao mundo para ser nosso fiador e substituto. Deus lançou sobre ele a iniquidade de todos nós. Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelos nossos pecados. O castigo que nos traz a paz estava sobre ele e pelas suas pisaduras foram sarados. Ele levou sobre o seu corpo, no madeiro, os nossos pecados. Ele morreu pelos nossos pecados, pagou a nossa dívida e nos reconciliou com Deus. Jesus é o novo e vivo caminho que nos conduz ao Pai.
Em terceiro lugar, Deus deve ser glorificado porque o louvor de sua glória é o propósito da nossa salvação (Rm 11.36c). “… e para ele são todas as coisas; a ele, pois, glória pelo século dos séculos”. A salvação não é uma medalha de honra ao mérito que ostentamos no campeonato da vida. Não é um troféu que levantamos no pódio da exaltação humana. Nossa salvação foi planejada, executada e consumada por Deus para que todos os remidos sejam apresentados, nos séculos vindouros, como troféus de sua graça, a fim de que Deus receba a glória pelos séculos dos séculos. Se o fim principal do homem é glorificar a Deus, o fim principal de Deus é glorificar a si mesmo, pois não existe nenhum outro propósito mais elevado e santo do que a própria exaltação de Deus, aquele que é o início, o meio e o fim de todas as coisas. Por toda a eternidade, os remidos se desdobrarão em louvor e adoração a Deus por tão grande salvação e nem mesmo assim poderão esgotar esse tributo de gratidão!
Por Rev Hernandes Dias Lopes
Versiculo do dia
E, vendo-a Jesus, chamou-a a si, e disse-lhe: Mulher, estás livre da tua enfermidade. E pôs as mãos sobre ela, e logo se endireitou, e glorificava a Deus.
Lucas 13:12,13
“Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13.34,35).
Francis Schaeffer definiu o amor como a apologética final, o argumento irresistível e irrefutável. Jesus está no cenáculo, dando suas últimas instruções a seus discípulos, quando falou para eles sobre esse novo mandamento. Três verdades são aqui destacadas:
Em primeiro lugar, o amor é o maior de todos os argumentos pela sua natureza. “Novo mandamento vos dou…”. Amar ao próximo era um mandamento antigo. Era a própria essência da lei de Deus e o seu cabal cumprimento. Porém, Jesus fala de um novo mandamento, porque trata do amor sob uma nova perspectiva. A lei ensinava a amar o próximo como a si mesmo, mas aqui Jesus vai além e fala de um amor transcendente, que ultrapassa a fronteira do amor próprio. Esse novo mandamento fala de um amor que ninguém conhecia até então e ninguém podia praticá-lo senão pelo poder de Jesus e pela influência de seu exemplo. Não se trata do amor natural pelo próximo nem do amor que existe entre os membros de uma família. Esse amor é totalmente novo e, por isso, sua prática consiste na obediência de um novo mandamento.
Em segundo lugar, o amor é o maior de todos os argumentos pelo seu exemplo. “… que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei…”. Até então o homem conhecia o amor ao próximo como a si mesmo. Esse amor tinha limites e era regulado pelo amor a si mesmo. Jesus, porém, nos amou mais do que si mesmo. Ele nos amou e a si mesmo se entregou por nós. Ele nos amou e deixou a glória para habitar entre nós. Ele nos amou e vestiu pele humana e calçou as sandálias da humildade para servir-nos. Ele nos amou e andou por toda a parte fazendo o bem, libertando todos os oprimidos do diabo. Ele nos amou e por nós foi perseguido, traído e torturado. Ele nos amou e levou sobre si os nossos pecados, não levando em conta a ignomínia da cruz, pela alegria que lhe estava proposta. Ele nos amou e suportou morte e morte de cruz para nos dar a vida eterna. Ele nos amou se fez pecado por nós, para que nós fôssemos justificados. Ele nos amou e foi feito maldição por nós para que nós fôssemos benditos eternamente. Se ele nos amou e deu sua vida por nós, o amor consiste em amarmos aos nossos irmãos e darmos nossa vida por eles (1Jo 3.16).
Em terceiro lugar, o amor é o maior de todos os argumentos pelo seu resultado. “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros”. O amor vivido entre os irmãos transborda para além dessa fraternidade e alcança o mundo. O amor entre os irmãos tem um profundo impacto evangelístico. Quando o mundo olha para nós e vê o amor vivido mais do que o amor falado, precisa se curvar à realidade inegável de que somos discípulos de Jesus, aquele que por amor, sendo Deus se fez homem, sendo Senhor se fez servo, sendo rico se fez pobre. O amor é o sermão pregado aos olhos. O discurso do amor impacta mais os corações do que carradas de palavras desprovidas dele. O amor é a maior defesa do nosso discipulado. Não somos conhecidos como discípulos de Jesus pelo nosso conhecimento nem mesmo pelos nossos dons. Somos conhecidos como seus discípulos pelo amor. O amor é a prova dos nove, o argumento mais poderoso, a apologética final. Aqueles que amam nasceram de Deus, pois Deus é amor. Aqueles que amam são filhos da luz, andam na luz e são luzeiros num mundo de trevas. Que o nosso amor uns pelos outros seja a maior evidência da nossa fé e a nossa mais eloquente pregação aos olhos do mundo.
Por Rev Hernandes Dias Lopes
Versiculo do dia
Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios. Que redime a tua vida da perdição; que te coroa de benignidade e de misericórdia,
Salmos 103:2,4
ESTUDO DA FALA
O Salmo 46 fala de Deus como o refúgio do seu povo. Nos versículos 1 a 3 vemos quem Deus é; nos versículos 4-7 onde Deus está; e, nos versículos 8 a 11, o que Deus faz. Nos versículos 1 a 3 vemos Deus sendo refúgio do seu povo, quando a natureza está em fúria. Nos versículos 4 a 7 vemos Deus no meio do seu povo, quando este é sitiado pelos inimigos. Nos versículos 8 a 11 vemos Deus desbaratando os inimigos, impondo a eles completa derrota.
Diante da convulsão da natureza e das catástrofes naturais somos desafiados a não temer (v. 2). Diante do cerco do inimigo, somos conclamados a não ficar abalados (v. 5). Diante dos poderosos feitos de Deus, colocando termo à guerra e neutralizando seus instrumentos de destruição, somos exortados a compreender a singularidade de Deus, que é exaltado entre as nações.
Destacaremos, portanto, esses três aspectos deste Salmo:
Em primeiro lugar, a proteção de Deus (Sl 46.1-3). Não precisamos viver dominados pelo medo, porque Deus é o nosso refúgio, quando somos acuados pelas circunstâncias. Não precisamos sucumbir ao temor porque Deus é a nossa fortaleza, quando o maligno nos assalta. Não precisamos ficar intimidados com as tribulações, porque mesmo nesse beco sem saída, Deus é o nosso socorro bem presente. Não precisamos viver prisioneiros do medo nem mesmo diante das catástrofes da natureza. Terra transtornada, montes se abalando no seio dos mares e águas revoltas a ponto de abalar e estremecer os montes é uma descrição de terror, que coloca em pânico até mesmo os poderosos. Mesmo nessas circunstâncias radicais, de total vulnerabilidade humana, não precisamos temer. A vitória sobre o medo não decorre de nossa força, mas da proteção divina.
Em segundo lugar, a presença de Deus (Sl 46.4-7). O povo de Deus, mesmo cercado por inimigos perigosos, tem sua alegria renovada pela presença do rio da graça que flui do trono de Deus. A cidade de Deus, simbolizada por Jerusalém, é uma descrição de seu próprio povo. Nessa cidade está a morada do Altíssimo. Somos a habitação de Deus. Somos o templo do Espírito Santo. Deus habita na igreja. Deus está no meio da igreja. Por isso, ela jamais será abalada. Deus é o seu ajudador, por isso, os inimigos não podem prevalecer contra ela. Mesmo que os inimigos sejam muitos e poderosos, mesmo que as nações se enfureçam e os reinos deste mundo se levantem contra Cristo e sua igreja, a cidade de Deus jamais fica abalada, porque o Senhor dos Exércitos está com ela. O Deus de Jacó, o Deus da aliança, é o seu refúgio.
Em terceiro lugar, o poder de Deus (Sl 46.8-11). O povo de Deus é convidado a vir e ver as obras do Senhor. Ele é quem abate os poderosos, faz despencar os arrogantes e despede vazios os ricos. Ele é quem coloca um ponto final na guerra e impõe uma acachapante derrota aos seus inimigos. Ele é quem desbarata os exércitos inimigos e quem torna em sucata os instrumentos de guerra. Deus abate reinos e destrona reis. Os reinos deste mundo passam. Os poderosos deste século são dissipados com o sopro do Deus Todo-poderoso. O Senhor vindica a sua própria glória, pois é exaltado em toda a terra.
O salmista conclui esta canção, repetindo a monumental declaração: “O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio” (Sl 46.7,11). Se aquele que tem as hostes celestiais sob seu comando, o Deus Todo-Poderoso está conosco, não precisamos ter medo; se o Deus de Jacó, o Deus de toda a graça, é o nosso refúgio, jamais precisamos viver abalados. Foi fundamentado neste Salmo que Martinho Lutero escreveu a marselhesa da Reforma, o hino “Castelo Forte”. Milênios passam, séculos ficam para trás e anos voam nas asas do vento, mas Deus continua sendo o nosso refúgio e a nossa fortaleza, de geração em geração.
Rev. Hernandes Dias Lopes
Versiculo do dia
Ou desprezas tu as riquezas da sua benignidade, e paciência e longanimidade, ignorando que a benignidade de Deus te leva ao arrependimento?
Romanos 2:4
De todas as missões concedidas ao ser humano na história, nenhuma transcende à maternidade. O grande estadista americano, Abraham Lincoln, diz que as mãos que embalam o berço governam o mundo. Peter Marshall, capelão do senado americano, diz que as mães são as guardas das fontes, aquelas que promovem o bem mesmo permanecendo, tantas vezes, nas sombras do anonimato.
Ser mãe é gerar um outro ser dentro do seu próprio ser. É misturar sua vida com outra vida diferente, mas umbilicalmente jungida ao seu corpo, sua alma e seus sonhos. Ser mãe é doar-se incondicionalmente ao objeto do seu amor. É entregar-se sem reservas a quem nutre no ventre, no seio, nos braços. É correr risco para que o fruto do seu amor seja protegido e guardado do mal. Ser mãe é ser ensinadora, intercessora e protetora. Ser mãe é celebrar com os filhos as suas mais risonhas vitórias e chorar com eles as suas mais amargas tristezas. Ser mãe é ser um vaso de honra nas mãos de Deus para edificar uma família sólida, lançar os fundamentos de uma sociedade mais justa e construir os alicerces de uma grande nação.
A Bíblia faz referência a muitas mães que deixaram um abençoado legado a ser seguido. Joquebede não desistiu de Moisés, seu filho, mesmo estando ele sentenciado à morte antes de nascer. Deus a honrou e esse filho tirado das águas foi o libertador do seu povo. Ana orou e chorou por Samuel, seu filho, antes dele ser concebido e consagrou-o a Deus depois de nascido, para vir a ser o maior profeta, sacerdote e juiz de sua geração. Abigail lutou bravamente pela sua casa e livrou seus filhos de grande tragédia, conjugando firmeza e doçura, destreza e prudência. Rispa protegeu seus filhos mesmo depois de mortos e suportou, com bravura, o calor do dia e o frio da noite, até que eles recebessem um sepultamento digno. Eunice educou Timóteo nas Sagradas Escrituras, dando-lhe o leite da piedade desde sua mais tenra idade, e este jovem veio a ser um grande cooperador do apóstolo Paulo, o maior bandeirante do Cristianismo.
Aplaudimos com vívido entusiasmo as conquistas das mulheres em nosso tempo. Por muitos séculos elas tiveram seus direitos diminuídos ou mesmo sequestrados. Porém, nenhum sucesso da mulher compensa o seu fracasso como mãe. Nenhum posto é mais elevado para uma mulher do que o ministério de mãe. Nenhum trabalho é mais importante para a sociedade que o exercício pleno da maternidade. Mãe não é apenas aquela que gera, mas, sobretudo, aquela que nutre, ensina, educa e prepara para a vida.
A mãe cristã é aquela que intercede pelos filhos com fervor, acompanha-os com amor, orienta-os com sabedoria e disciplina-os com firmeza. É aquela que se coloca na brecha em favor dos filhos e não abre mão de vê-los aos pés do Senhor. Chora por eles, jejua por eles, não desiste deles até vê-los salvos e levantados como colunas do santuário de Deus, usados como vasos de honra nas mãos do Senhor.
Mais do que de bens materiais, de sucesso profissional, de conquistas de títulos e honras deste mundo, as famílias precisam de mães que não abram mão de sua trincheira, a trincheira da oração pelos filhos. Quando as mães se prostram diante de Deus em oração, os filhos são levantados por Deus diante do mundo. Quando as mães se tornam reparadoras de brechas, os filhos são levantados como instrumentos de transformação da sociedade. Oh, que as mães sejam sempre mestras do bem, guerreiras de oração, missionárias incansáveis dentro de sua família, a fim de que tempos de refrigério venham da parte do Senhor sobre a igreja, trazendo-nos um poderoso reavivamento espiritual!
Por Pr. Hernandes Dias Lopes
Versiculo do dia
Porque eu sou contigo, diz o Senhor, para te salvar; porquanto darei fim a todas as nações entre as quais te espalhei; a ti, porém, não darei fim, mas castigar-te-ei com medida, e de todo não te terei por inocente.
Jeremias 30:11
“Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra” (Ef 6.1-4).
O quinto mandamento da lei de Deus trata da relação dos filhos com os pais. Duas palavras resumem o dever dos filhos para com os pais: Obediência e honra. Quando Paulo escreveu esta carta aos efésios estava em vigência no Império Romano o regime do pater postestas. O pai tinha o direito absoluto sobre o filho: podia casá-lo, divorciá-lo, escravizá-lo, vendê-lo, rejeitá-lo, prendê-lo, e até matá-lo.
Hoje estamos vivendo o outro extremo. Na década de 60 irrompeu com os hippies uma contracultura. Os jovens se revoltaram contra a autoridade dos pais e se rebelaram contra toda sorte de autoridade institucional.
O apóstolo menciona três motivos que devem levar os filhos a honrarem e serem obedientes aos pais: a natureza, a lei e o evangelho.
Em primeiro lugar, a natureza (Ef 6.1). “Filhos obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo”. A obediência dos filhos aos pais é uma lei da própria natureza, é o comportamento padrão de toda a sociedade. Os moralistas pagãos, os filósofos estóicos, a cultura oriental (chineses, japoneses e coreanos), as grandes religiões como Confucionismo, Budismo e Islamismo defendem também essa bandeira. É antinatural os filhos desobedecerem aos pais. A desobediência aos pais é um sinal de decadência moral da sociedade e um sinal do fim dos tempos ( Rm 1.28-30; 2Tm 3.1-3).
Em segundo lugar, a lei (Ef 6.2-3). “Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra”. Honrar os pais é mais do que obedecê-los. Os filhos devem prestar não apenas obediência aos pais, mas, também devotar a eles amor, respeito e cuidado. É possível obedecer sem honrar. Na imortal parábola que Jesus contou, o irmão do filho pródigo obedecia ao pai, mas não o honrava. Há filhos que desamparam os pais na velhice. Há outros que trazem flores para o funeral dos pais, mas jamais lhes presentearam com um botão de rosas, enquanto estavam vivos. Honrar pai e mãe é honrar a Deus (Lv 19.1-3). Porém, resistir a autoridade dos pais é insurgir-se contra a autoridade do próprio Deus. Honrar pai e mãe traz preciosos benefícios (Ef 6.2,3). A promessa consiste em prosperidade e longevidade. No Velho Testamento as bênçãos eram terrenas e temporais, como a posse da terra. No Novo Testamento nós somos abençoados com toda sorte de bênçãos espirituais em Cristo (Ef 1.3). Um filho obediente livra-se de grandes desgostos. Quantos desastres seriam evitados se os filhos ouvissem o conselho dos pais! Quantos casamentos desastrosos jamais aconteceriam se os filhos ouvissem a orientação dos pais! Quantas companhias nocivas, que levam para o abismo, seriam evitadas se os filhos ouvissem os pais! Quantos namoros turbulentos jamais começariam se os filhos atendessem à orientação dos pais! Obedecer pai e mãe é um antídoto contra grandes desastres na vida!
Em terceiro lugar, o evangelho (Ef 6.1): “Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor…”. O apóstolo Paulo em Colossenses 3.20 fala que os filhos devem obedecer aos pais em tudo, já Efésios 6.1 equilibra dizendo que devem obedecer no Senhor. O que Paulo está ensinando? Os filhos devem obedecer aos pais porque eles mesmos são servos de Cristo. Eles devem obedecer aos pais por causa do relacionamento que têm com Cristo. Em Cristo a família é resgatada à plenitude do seu propósito original. Nossos relacionamentos familiares são restaurados porque estamos no Senhor. Porque estamos em Cristo, nossos relacionamentos são governados por ele. Quanto mais servos de Cristo somos, mais harmoniosa será a relação entre filhos e pais. Porque os filhos vivem para a glória de Deus e têm deleite em fazer sua vontade, eles aprendem a obedecer aos pais porque isto é agradável ao Senhor (Cl 3.20).
Por Pr. Hernandes Dias Lopes
Versiculo do dia
Assim eu te bendirei enquanto viver; em teu nome levantarei as minhas mãos.
Salmos 63:4
DUAS LIÇÕES APRENDIDAS
Depois de orientar os filhos a serem submissos e obedientes a seus pais (Ef 6.1-3), a palavra de Deus ordena aos pais a não provocar seus filhos à ira (Ef 6.4). A relação entre pais e filhos é uma pista dupla, onde há deveres e responsabilidades, direitos e obrigações. Se os filhos devem honrar os pais, os pais devem criar os filhos na disciplina e admoestação do Senhor. Se os filhos devem obedecer os pais, os pais não devem provocar os filhos à ira. Mas, como os pais poderiam provocar os filhos à ira?
Em primeiro lugar, quando os pais deixam de ser um exemplo para eles. Os pais ensinam os filhos não apenas com palavras, mas, sobretudo, com exemplo. O exemplo não é uma forma de ensinar, mas a única forma eficaz de fazê-lo. A vida dos pais precisa ser o avalista de suas palavras. A vida dos pais é a vida do seu ensino. Quando os pais falam uma coisa para os filhos e vivem outra, quando são inconsistentes, então, seu ensino se apequena. Em virtude dessa incongruência, os filhos ficam desanimados e irritados.
Em segundo lugar, quando os pais usam dois pesos e duas medidas. Há pais que elogiam e criticam os filhos pelos mesmos motivos. Não há uma regra clara para encorajá-los nem para discipliná-los. Os filhos ficam à mercê do ímpeto emocional dos pais, que como pêndulos, oscilam entre serenidade e irritabilidade. Os filhos precisam de regras claras, de princípios absolutos, de posicionamento consistente dos pais. Há pais que tratam filhos adultos como crianças e tratam filhos pequenos como adultos. Isso irrita os filhos!
Em terceiro lugar, quando os pais preferem um filho em detrimento do outro. Os filhos não são iguais. Têm personalidade e temperamento diferentes. Os pais podem exigir deles o mesmo empenho, mas nunca o mesmo desempenho. Têm habilidades e potencialidades diferentes. Sendo, assim, cada filho precisa ser tratado respeitando sua personalidade. Quando os pais demonstram preferência por um filho em detrimento de outro, provocam nos filhos ciúmes e essa emulação acaba por destruir a vida deles. Cada filho é um universo distinto. Cada filho deve ser tratado observando suas peculiaridades. As mesmas normas devem reger todos os filhos, mas a forma de aplicar essas normas deve variar de filho para filho.
Em quarto lugar, quando os pais deixam de dosar disciplina com encorajamento. Os filhos precisam de elogios e reprimendas. Precisam de apoio e de correção. Precisam de palavras de incentivo e de repreensão. Se os pais apenas cobram dos filhos e nunca os encorajam produz neles desânimo. Se os pais apenas cobrem os filhos de mimo e nunca os disciplina produz neles um caráter invertebrado. Firmeza e doçura, encorajamento e repreensão, consolo e disciplina precisam caminhar de mãos dadas na sublime missão de educar filhos para a glória de Deus.
Em quinto lugar, quando os pais deixam de viver a vida comum do lar. Há pais que transferem o amor conjugal para os filhos e tentam compensar nos filhos o fracasso do casamento. Os filhos nunca podem ocupar o lugar do cônjuge. A melhor coisa que os pais podem fazer para os filhos é viver uma relação conjugal regada de amor e respeito. O exemplo dos pais fala mais alto aos ouvidos dos filhos do que as palavras mais eloquentes. O maior legado que os pais podem deixar para os filhos é o exemplo de um casamento feliz. Os benefícios de crescer numa família onde o amor é o cardápio do dia têm reflexos mais profundos na vida dos filhos que qualquer outra influência fora do lar.
Em sexto lugar, quando os pais têm uma espiritualidade eivada de hipocrisia. Os pais são o espelho dos filhos. Um espelho precisa ser limpo e plano. O espelho não grita, demonstra. O espelho não faz discurso, revela. Nada produz maior decepção na vida dos filhos do que os pais exigirem deles um estilo de vida que eles mesmos não vivem. Cobrarem deles uma vida espiritual que não têm. Esperarem deles um compromisso espiritual que nunca praticaram dentro do lar. Permanece, portanto, a orientação apostólica: “E vós, pais, não provoqueis os vossos filhos à ira” (Ef 6.4).
Por Pr. Hernandes Dias Lopes
Versiculo do dia
E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.
Mateus 16:16
Versiculo do dia
Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, sendo rei, reinará e agirá sabiamente, e praticará o juízo e a justiça na terra. Jeremias 23:5Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, sendo rei, reinará e agirá sabiamente, e praticará o juízo e a justiça na terra.
Jeremias 23:5
FEITO POR DEUS
O apóstolo Paulo, em sua carta aos efésios (Ef 5.18-33), coloca os relacionamentos familiares dentro do contexto da plenitude do Espírito Santo. Nada mais oportuno. A esposa não consegue ser submissa a seu marido nem o marido amar sua mulher sem a plenitude do Espírito Santo. Um marido cheio do Espírito ama a sua mulher como Cristo amou a igreja. Esse amor pode ser atestado como segue:
Em primeiro lugar, o marido deve amar sua mulher com amor incondicional. A palavra de Deus diz que Cristo amou os seus e amou-os até o fim (Jo 13.1). Jesus amou seus discípulos não por causa de seus méritos, mas apesar de seus deméritos. Amou-os não por causa de suas virtudes, mas apesar de suas fraquezas. O marido deve amar sua mulher com todas as suas limitações ou mesmo quando seu amor não é plenamente correspondido.
Em segundo lugar, o marido deve amar sua mulher com amor perseverante. Cristo amou os seus até o fim. Assim o marido deve amar sua mulher com amor perseverante. Não é amar até a primeira crise. Não é amar até a primeira fraqueza. O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba. As muitas águas não podem apagar o amor nem os rios afogá-lo.
Em terceiro lugar, o marido deve amar sua mulher com amor santificador. Cristo amou a igreja e a santificou. O amor do marido deve dar segurança à sua espoa e protegê-la. Uma mulher amada pelo marido, não se vulnerabiliza. Uma mulher amada pelo marido é protegida das seduções perigosas que, sutilmente, circundam a sua vida.
Em quarto lugar, o marido deve amar sua mulher com amor sacrificial. Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela. O amor não é egoísta nem visa seus próprios interesses. Quem ama se entrega. Quem ama se doa. Quem ama está pronto a viver e a morrer pela pessoa amada. O amor do marido pela sua esposa não pode ser apenas de palavras, mas deve ser demonstrado pela sua disposição de servi-la e pela sua prontidão de dar sua vida por ela.
Em quinto lugar, o marido deve amar sua mulher com amor altruísta. Quem ama a sua mulher a si mesmo se ama, pois sua esposa é carne de sua carne e ninguém jamais odiou sua própria carne, antes a alimenta e dela cuida. O marido não pode tratar sua mulher com indiferença nem com truculência. A mulher é o vaso mais frágil. Precisa ser tratada com dignidade e ternura. O marido precisa viver a vida comum do lar e relacionar-se com sua mulher de forma fiel e amável, suprindo suas necessidades físicas, emocionais e espirituais.
Em sexto lugar, o marido deve amar sua mulher com amor romântico. A palavra “cuidar” em Efésios 5.29, tem o significado de “acariciar”. O marido não pode ser rude no trato. Deve tratar sua mulher com romantismo. Deve cobri-la de afeto e encorajá-la com eloquentes elogios. Cabe ao marido suprir as necessidades emocionais de sua mulher, a fim de que ela seja valorizada como sua amada e sentir-se confortada com o seu amor.
Em sétimo lugar, o marido deve amar sua mulher com amor prático. Todas as vezes que essa ordenança é dada ao marido nas Escritura, utiliza-se a palavra grega ágape, para caracterizar o amor. Esse amor é distinto do amor físico e vai além do amor amizade. Trata-se do amor que se entrega sem reservas e que se sacrifica sem temores. Esse amor não é um conceito teórico, mas uma atitude prática. Esse amor serve mais do que deseja ser servido, se doa mais do que deseja receber, investe mais do que reivindica. Esse amor se sacrifica em vez de exigir sacrifícios. Permanece, portanto, a ordem apostólica: “Maridos, amai vossa mulher” (Ef 5.25)!
Por Pr. Hernandes Dias Lopes
Versiculo do dia A primazia da pessoa e da obra de Cristo O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do F...