Versiculo do dia
Mas recebereis o poder do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra.
Atos 1:8
Versiculo do dia
Mas recebereis o poder do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra.
Atos 1:8
Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo. (Ef 1.3)
Paulo estava preso em Roma quando escreveu sua carta aos efésios. Na introdução da carta exalta ao Triúno Deus pelo planejamento, execução e consumação da nossa salvação. No texto em epígrafe, duas verdades são ressaltadas:
Em primeiro lugar, a compreensão de quem Deus é deve levar-nos à adoração (Ef 1.3). Apesar da pobreza, perseguição, açoites e prisões que aqueles primeiros crentes tiveram que enfrentar, eles se distinguiram por um espírito de adoração. Eles entravam e saíam das prisões cantando. Adoravam a Deus apesar das circunstâncias. Hoje, as pessoas vivem murmurando, reclamando, infelizes e descontentes. Mas, os salvos estão encantados com o Deus da graça, o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Estes adoram a Deus por ser quem ele é. Ele é bendito, exaltado e supremo. Diante dele os anjos se curvam e os salvos depositam suas coroas aos seus pés. Além de Deus ser adorado por quem ele é, deve também ser exaltado por aquilo que ele fez. Paulo diz que Deus tem nos abençoado. E como ele tem nos abençoado? Ele planejou nossa salvação antes da fundação do mundo, executou-a na história e a consumará na segunda vinda de Cristo.
Em segundo lugar, a natureza das bênçãos que recebemos deve nos levar à adoração (Ef 1.3). Em oposição à perniciosa teologia da prosperidade, tão em voga em nossos dias, Paulo fala de toda sorte de bênção espiritual. Quatro destaques devem ser feitos:
Antes de considerarmos as bênçãos, precisamos considerar o abençoador. A ordem é extremamente importante. Por causa do nosso miserável subjetivismo, sempre temos a tendência de concentrarmo-nos logo nas bênçãos; sempre queremos algo para nós mesmos. Contudo, o apóstolo insiste em que comecemos com Deus, e com o culto que lhe devemos. Por isso diz: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo…”.
A maneira pela qual nos vêm essas bênçãos. Essas bênçãos nos vêm “… em Cristo”. Sem Cristo não há bênção. Toda bênção que desfrutamos como crentes nos vêm por meio de Cristo. Há certas bênçãos comuns e gerais que são desfrutadas por todos os homens. Há o que se chama de “graça comum”, mas não é disso que Paulo está falando. Aqui ele está tratando de uma graça particular e especial. Você não pode ser crente sem estar em Cristo. Não há bênçãos para o crente fora de Cristo. As bênçãos vêm exclusivamente por meio de Cristo. Ele não tem nenhum assistente. “Nenhum outro nome é dado entre os homens pelo qual importa que sejamos salvos” (At 4.12). Buscar bênção espiritual em qualquer outra pessoa, em qualquer outro caminho, em qualquer religião é negar a Cristo.
A natureza dessas bênçãos. Paulo nos diz que essas bênçãos são “… espirituais”. Estas bênçãos vêm de Cristo, mas também vêm por meio do Espírito Santo; são bênçãos concedidas a nós pelo Pai, por meio de Cristo, via Espírito Santo. É pelo Espírito que essas bênçãos passam a ser nossas. A aplicação da obra de Cristo é feita pelo Espírito. O Espírito é quem nos vivifica, nos regenera, nos santifica, nos transforma e nos capacita com poder.
O lugar onde essas bênçãos estão concentradas. Paulo diz que somos abençoados “… nas regiões celestiais”. No Antigo Testamento as bênçãos eram mais materiais e físicas. Mas quando adentramos no Novo Testamento, entramos num domínio inteiramente diverso. Aqui as bênçãos são nas regiões celestiais. Nosso tesouro não está na terra. Nosso lar não é aqui. Nossa Pátria não é aqui. A nossa recompensa está no céu. Devemos ajuntar tesouros no céu. Somos uma colônia do céu na terra. Devemos buscar o que está além da vista. Aqui somos peregrinos e forasteiros (1Pe 2.11). Embora este mundo é de Deus, aqui não é o nosso lar. O crente não se apega a este mundo, não se amolda a ele, pois busca uma Pátria superior.
Por Rev Hernandes Dias Lopes
Versiculo do dia
Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos fins da terra, nem se cansa nem se fatiga? É insondável o seu entendimento.
Isaías 40:28
COMPROMISSO COM O CUIDADO
“Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança” (1Ts 5.13).
Os gregos acreditavam na imortalidade da alma, mas não na ressurreição do corpo. Eles subscreviam o dualismo, que ensinava que a matéria é essencialmente má e o espírito é essencialmente bom. Consequentemente, os gregos negavam doutrinas pivotais da fé cristã, como a criação, a encarnação e a ressurreição. A igreja de Tessalônica, fortemente influenciada pela cultura grega, teve suas convicções abaladas com respeito à doutrina da ressurreição dos mortos e passaram a viver como os pagãos que não tinham esperança. O apóstolo Paulo escreve duas cartas à essa igreja para corrigir esse desvio doutrinário e ao mesmo tempo consolar a igreja. Paulo destaca quatro verdades importantes que, passo a mencionar:
Em primeiro lugar, a doutrina da ressurreição é uma revelação divina e não uma especulação humana (1Ts 4.15). “Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto…”. O futuro do povo de Deus não é o tormento do fogo eterno nem o túmulo gelado, mas a glória. Nosso corpo não ficará dormindo para sempre num sepulcro. Quando Jesus voltar, os vivos serão transformados e os mortos ressuscitarão com um corpo imortal, incorruptível, poderoso, glorioso, semelhante ao corpo da glória do Senhor Jesus.
Em segundo lugar, a segunda vinda de Cristo é uma realidade inegável e inescapável (1Ts 4.16a). “Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus…”. Jesus voltará visível, audível, física, inesperada, repentina e gloriosamente. Quando ele voltar, os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro e os que estiverem vivos, serão transformados e arrebatados para encontrar o Senhor nos ares. A segunda vinda de Jesus fechará as cortinas da história e abrirá os portais da eternidade.
Em terceiro lugar, a ressurreição dos mortos acontecerá imediatamente após a segunda vinda de Cristo (1Ts 4.16b). “… e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro”. Os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro não em relação aos mortos que morreram na sua impiedade, porque todos os mortos ressuscitarão ao mesmo tempo, uns para a ressurreição da vida e outros para a ressurreição do juízo (Jo 5.28,29). Mas, ressuscitarão primeiro em relação aos que estiverem vivos. Ou seja, aqueles que morrem em Cristo, em critério algum, estão em desvantagem aos que continuam vivos, pois morrer é partir para estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor e, quando Jesus voltar, os mortos em Cristo ressuscitarão antes dos vivos serem transformados e arrebatados.
Em quarto lugar, o arrebatamento dos salvos será a manifestação de todos os remidos do Senhor (1Ts 4.17). “Depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor”. O arrebatamento a que Paulo faz referência aqui não é um arrebatamento secreto, distinto da segunda vinda. O arrebatamento é o resultado imediato da segunda vinda. Jesus vem do céu e os salvos vão com ele para o céu. Jesus desce do céu e os salvos sobem com ele para o céu. O arrebatamento será tanto daqueles que ressuscitaram para a vida como dos vivos que serão transformados. Subiremos entre nuvens para encontrar nosso Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor, na casa do Pai, na nova Jerusalém, na cidade santa, onde Deus enxugará dos nossos olhos toda lágrima; onde a morte não entrará; onde não haverá mais luto, nem pranto nem dor.
O apóstolo Paulo termina sua exposição dando uma ordem à igreja: “Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras” (1Ts 4.18). Jesus venceu a morte, tirou a aguilhão da morte e, por isso, a morte não tem a última palavra!
Por Rev Hernandes Dias Lopes
Versiculo do dia
O evangelista João, registra o episódio do encontro de Jesus com a mulher samaritana no poço de Jacó. Nesse encontro, a mulher samaritana perguntou a Jesus onde adorar. Jesus respondeu que não é onde, mas como e a quem adorar. A verdadeira adoração a Deus é em espírito e em verdade. É de todo o coração e também prescrita pela palavra de Deus. A verdadeira adoração é um dos temas centrais das Escrituras. A veneração de imagens de escultura é uma abominação para Deus, pois Deus é plenamente espiritual em sua essência. Quando Jesus diz que Deus é Espírito significa que Deus é invisível, intangível e divino em oposição a humano. É desconhecido para os seres humanos a menos que ele decida se revelar (Jo 1.18). Da mesma forma que Deus é luz (1Jo 1.5) e Deus é amor (1Jo 4.8), também Deus é Espírito (Jo 4.24). Esses são elementos na forma em que Deus se apresenta aos seres humanos, em sua bondosa auto-revelação em seu Filho. Deus escolheu se revelar, quando o Verbo se fez carne. Quem vê a Jesus, vê o próprio Pai. O culto prestado a outros deuses é uma ofensa a Deus, pois Deus é um só e não há outro. A adoração a Deus, entrementes, não pode ser do nosso modo nem ao nosso gosto, pois Deus mesmo estabeleceu critérios claros como exige ser adorado.
Jesus orienta a mulher samaritana que não é de volta ao Judaísmo que os samaritanos devem ser convertidos nem é para Jerusalém que devem fazer peregrinações para adorar. Em Jerusalém Jesus também não achou “adoradores verdadeiros”. Ali eles haviam transformado a casa de seu Pai numa casa de comércio. Os verdadeiros adoradores não podem ser identificados por sua ligação a um santuário particular. Os adoradores verdadeiros são aqueles que adoram o Pai em espírito e em verdade.
A adoração falsa é abominação para Deus e a adoração hipócrita enfrenta o desgosto de Deus. O profeta Isaías já havia demonstrado o desgosto divino, quando disse que o povo de Israel honrava a Deus com os lábios, mas seu coração estava distante de Deus (Is 29.13). Amós, nessa mesma linha foi contundente, quando em nome de Deus, escreveu: “Aborreço e desprezo as vossas festas e com as vossas assembleias solenes não tenho nenhum prazer. Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos, porque não ouvirei as melodias das tuas liras” (Am 5.21,23).
Jesus diz para a mulher samaritana o que adoração não é. Primeiro, não é adoração centrada em lugares sagrados (Jo 4.20). Não é neste monte nem naquele. Não existe lugar mais sagrado que outro. Não é o lugar que autentica a adoração, mas a atitude do adorador. Segundo, não é adoração sem entendimento (Jo 4.22). Os samaritanos adoravam o que não conheciam. Havia uma liturgia desprovida de entendimento. Havia um ritual vazio de compreensão. Terceiro, não é adoração descentralizada da pessoa de Cristo (Jo 4.25,26). Os samaritanos adoravam, mas não conheciam o Messias. Cristo não era o centro do seu culto. Nossa adoração será vazia se Cristo não for o seu centro.
Jesus, também, diz para a mulher samaritana o que a adoração é: Primeiro, a adoração precisa ser bíblica (Jo 4.24). O nosso culto é bíblico ou é anátema. Deus não se impressiona com pompa; ele busca a verdade no íntimo. Segundo, a adoração precisa ser sincera (Jo 4.24). A adoração precisa ser em espírito, ou seja, de todo o coração. Precisa ter fervor. Não é um culto frio, árido, seco, sem vida.
Deus deve ser o nosso maior deleite e o culto a Deus deve ser a razão principal da nossa vida!
Por Rev Hernandes Dias Lopes
Versiculo do dia
E Jesus lhes disse: Vinde após mim, e eu farei que sejais pescadores de homens.
Marcos 1:17
O evangelho é a maior e a melhor notícia que o mundo já ouviu. É a mensagem da salvação em Cristo Jesus. O evangelho é chamado nas Escrituras de diferentes formas. Abordaremos, aqui, três dessas formas.
Em primeiro lugar, o evangelho do reino (Mt 4.23). “Percorria Jesus toda a Galileia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo”. Na agenda de Jesus, três atividades foram destacadas. Primeiro, Jesus ensinou nas sinagogas. Este lugar era o centro dos encontros dos judeus e gentios piedosos para orarem e estudarem a lei de Deus. Ali Jesus entrava para ensinar o evangelho do reino. Segundo, Jesus pregou o evangelho do reino. Pregou no campo e na cidade, no templo e nas sinagogas, nas ruas e nos lares. Jesus não pregou a corrente de pensamento dos rabinos de seu tempo nem sobre as expectativas messiânicas no povo, mas pregou o evangelho do reino. Terceiro, Jesus curou toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo. Jesus ensinava, pregava e curava. Atendia as necessidades do corpo e da alma. Tratava do homem no sentido pleno, aliviando suas dores, curando suas doenças e oferecendo-lhes sua graça salvadora. Assim como o evangelho do reino teve prioridade na agenda de Jesus, a igreja, também, deve comprometer-se a pregar este evangelho.
Em segundo lugar, o evangelho da paz (At 10.36). “Esta é a palavra que Deus enviou aos filhos de Israel, anunciando-lhes o evangelho da paz, por meio de Jesus Cristo. Este é o Senhor de todos”. O evangelho do reino é também o evangelho da paz. Por meio dele, judeus e gentios formam um só povo. O evangelho não faz distinção entre judeus e gentios, ricos e pobres, doutores e analfabetos. É endereçado a todos os homens, de todos os estratos sociais, de todos os estofos culturais, de todas as classes políticas. É o evangelho da paz, pois onde ele é proclamado, aí os homens são reconciliados com Deus e com o próximo. Onde o evangelho da paz é crido, cessam as guerras e conflitos dentro dos homens e entre os homens. Onde o evangelho da paz entra, ele produz paz com Deus, pois por meio de Cristo, todo aquele que crê, é reconciliado com Deus e feito filho de Deus. O evangelho da paz não é outro evangelho distinto do evangelho do reino; é o mesmo evangelho anunciado por meio de Jesus Cristo, o Senhor de todos. À parte de Cristo não existe boas novas aos homens. Jesus Cristo é a própria essência do evangelho. Ele é o conteúdo do evangelho. O evangelho não é apenas uma coletânea de doutrinas; é, sobretudo, uma pessoa. É Jesus, o Senhor de todos.
Em terceiro lugar, o evangelho da promessa (At 13.32). “Nós vos anunciamos o evangelho da promessa feita a nossos pais”. O evangelho do reino é, também, chamado de evangelho paz e evangelho da promessa. O evangelho não começou quando Jesus veio ao mundo. Ele foi prometido desde a eternidade. Foi proclamado por Deus no jardim do Éden. Ele foi preanunciado pelos patriarcas nas priscas eras. Foi proclamado altissonantemente pelos profetas. Há, aqui, uma estreita conexão entre a antiga aliança e a nova aliança. Os que viveram antes de Cristo, olharam para frente, para o Messias que havia de vir; nós que vivemos depois de Cristo, olhamos para trás, para o Messias que já veio. O Cristo da profecia é o Jesus histórico. Nossos pais creram no Cristo da promessa; nós cremos no Jesus da história. Jesus é o grande elo que liga os dois testamentos. Ele é o conteúdo e a essência de ambos. Só existe um evangelho desde o início até o fim da história. Este é o evangelho do reino, o evangelho da paz, o evangelho da promessa, o evangelho da nossa salvação. A salvação foi planejada na eternidade e executada no tempo. Deus nunca mudou seu método de salvar o homem. Sempre foi, em todos os tempos, em todos os lugares, e para todos os homens, o mesmo método. O homem é salvo por Cristo, por meio do evangelho, o evangelho do reino, o evangelho da paz, o evangelho da promessa!
Por Pr. Hernandes Dias Lopes
Versiculo do dia
E, descendo eles para a extremidade da cidade, Samuel disse a Saul: Dize ao moço que passe adiante de nós (e passou); porém tu espera agora, e te farei ouvir a palavra de Deus.
1 Samuel 9:2
O mundo está atormentado por muitos flagelos. O terrorismo internacional fragiliza as nações mais poderosas da terra. O vazio existencial empurra muitas pessoas para o suicídio. O avanço das drogas letais, por mais firme que seja a repressão, cresce no mundo inteiro, deixando tantas pessoas prisioneiras do vício e do tráfico. Há um gemido represado nos corações. Há uma dor que lateja na alma. Há lágrimas copiosas que toldam as alegrias da vida.
Há momentos em que a doença surra o nosso corpo e a morte nos mostra a sua carranca. Nessas horas decisivas, muitos se desesperam; outros, porém, desfrutam de uma paz que excede todo o entendimento. Uma pergunta se impõe nesse cenário cinzento e nesses momentos decisivos: É possível experimentar a verdadeira paz? Nossa resposta é um sonoro SIM. Elenco, abaixo, duas situações dramáticas vividas pelo apóstolo Paulo, o maior bandeirante do Cristianismo, onde ele compartilha seus sentimentos tanto diante da enfermidade como na hora da morte.
Em primeiro lugar, a paz para enfrentar a enfermidade. “Então, ele me disse: A minha graça te basta; porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza…” (2Co 12.9). A enfermidade enfraquece nosso corpo e dobra nosso espírito. Provoca sofrimento físico e golpeia nosso orgulho. O apóstolo Paulo ficou doente quando fazia sua primeira viagem missionária (Gl 4.13-15). Chamou essa doença de espinho na carne (2Co 12.7). Essa enfermidade trouxe-lhe atroz sofrimento. Ao mesmo tempo que Deus usou sua enfermidade para torná-lo humilde, Satanás usou-a para lhe esbofetear. Paulo, então, rogou a Deus três vezes para remover o espinho de sua carne, mas Deus, em vez de curar sua enfermidade, deu-lhe graça para suportá-la, dizendo-lhe que seu poder se aperfeiçoa na fraqueza. A enfermidade de Paulo tornou-o completamente dependente de Deus. Impediu que ele se ensoberbecesse diante da grandeza das revelações. Mesmo acicatado por esses espinhos pontiagudos, manteve-se resoluto em seu ministério, levando a boa nova do evangelho aos mais longínquos rincões do império. O mesmo Deus que cura é também aquele que consola. O mesmo Deus que permite a enfermidade é também aquele que a instrumentaliza para o nosso bem. O mesmo Deus que coloca seu tesouro em um frágil vaso de barro é também aquele que traz glória ao seu santo nome, pelo nosso santificado sofrimento.
Em segundo lugar, a paz na hora da morte. “Quanto a mim, estou sendo já oferecido por libação, e o tempo da minha partida é chegado” (2Tm 4.6). Voltaire, um filósofo ateu, que escarneceu do Cristianismo, morreu em grande agonia e desespero. O apóstolo Paulo, que proclamou a fé cristã nas diversas províncias do império romano, demonstrou profunda serenidade diante da morte. Mesmo sabendo que caminharia de uma masmorra úmida e fria para o patíbulo da morte, disse: “Já estou sendo oferecido por libação e o tempo da minha partida é chegada”. Paulo entende que não é Roma que vai lhe matar, mas é ele quem vai se entregar. Não vai se entregar a César, pois é prisioneiro de Cristo e embaixador em cadeias. Vai oferecer-se a Deus como uma oferta de libação. Paulo não está com medo de morrer, porque sabe em quem tem crido e sabe para onde está indo. Em vez de usar o termo “morte” para o desfecho de sua vida, usa a palavra “partida” e isso por três razões. Primeiro, “partida” significa tirar o fardo das costas de alguém. Morrer para um crente é descansar de suas fadigas. Segundo, “partida” significa desatar um bote do tronco e atravessar o rio. Morrer para um crente é fazer sua última viagem rumo à Pátria celestial. Terceiro, “partida” significa afrouxar as estacas de uma barraca, levantar acampamento e ir para sua casa permanente. Morrer para um crente é mudar de endereço; é ir para a casa do Pai.
E Você, tem desfrutado essa paz? Agora mesmo você pode apropriar-se dela em Cristo Jesus. Ele é a nossa paz. Nele temos paz com Deus e a paz de Deus.
Por Pr. Hernandes Dias Lopes
Versiculo do dia
A primazia da pessoa e da obra de Cristo O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor;
Colossenses 1:13
“Porque dele, por meio dele, e para ele são todas as coisas; a ele, pois, glória pelo século dos séculos.” (Rm 11.36)
Os eruditos afirmam, e com razão, que a carta de Paulo aos Romanos é a cordilheira do Himalaia de toda a revelação bíblica. Aqui Paulo chegou à cumeeira, ao ponto culminante das Escrituras. Num texto de irretocável beleza e profundidade, o apóstolo dos gentios traça a nossa trajetória das profundezas da decadência moral às culminâncias da nossa redenção. Depois de destacar que toda a obra da redenção foi planejada soberanamente por Deus e realizada eficazmente por ele, encerra a primeira parte da epístola (capítulos 1-11) numa doxologia, onde desabotoa sua voz em torrentes de exaltação a Deus. Três verdades são destacadas.
Em primeiro lugar, Deus deve ser glorificado porque ele é o idealizador da nossa salvação (Rm 11.36a). “Por que dele…”. Nossa redenção não começa no tempo, mas na eternidade; não começa na terra, mas no céu; não começa com o homem, mas com Deus. Ele planejou a nossa salvação, e isso desde os tempos eternos. Tudo provém dele, pois ele é a fonte e a origem da nossa salvação. Tudo provém de Deus, pois nos amou com amor eterno e nos atraiu para si com cordas de amor. Ele é idealizador da nossa redenção, pois nos escolheu em Cristo, antes da fundação do mundo. O evangelho não é um caminho aberto da terra para o céu; é o caminho aberto do céu para a terra. O evangelho não é uma tentativa do homem encontrar Deus; é a decisão de Deus buscar o homem perdido. Todas as religiões do mundo são um esforço humano para agradar a Deus através de obras, ritos e sacrifícios; mas o Cristianismo é Deus tomando a iniciativa de reconciliar o homem consigo mesmo por intermédio de Cristo.
Em segundo lugar, Deus deve ser glorificado porque ele é o executor da nossa salvação (Rm 11.36b). “… e por meio dele…”. Deus não apenas planejou nossa salvação na eternidade, mas a executou na história. Para tornar eficaz seu plano eterno, o Verbo divino, Deus de Deus, luz de Deus, fez-se carne e habitou entre Deus. O unigênito do Pai, da mesma essência do Pai, esvaziou-se e assumiu a forma humana. Sendo Deus, se fez homem; sendo exaltado pelos anjos, se fez servo; sendo imaculado, se fez pecado; sendo bendito se fez maldição; sendo rico se fez pobre; sendo o autor da vida, morreu pelos nossos pecados. O homem não poderia ser o agente de sua própria salvação. Não poderia apagar as manchas de seus próprios pecados. Não poderia voltar-se para Deus por si mesmo. O homem está perdido, cego, surdo, endurecido e morto nos seus pecados. Deixado à sua própria sorte, caber-lhe-ia apenas uma condenação inexorável. Por isso, Deus sendo rico em misericórdia, amou eternamente os objetos de sua ira a ponto de dar seu Filho unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. O filho de Deus, veio ao mundo para ser nosso fiador e substituto. Deus lançou sobre ele a iniquidade de todos nós. Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelos nossos pecados. O castigo que nos traz a paz estava sobre ele e pelas suas pisaduras foram sarados. Ele levou sobre o seu corpo, no madeiro, os nossos pecados. Ele morreu pelos nossos pecados, pagou a nossa dívida e nos reconciliou com Deus. Jesus é o novo e vivo caminho que nos conduz ao Pai.
Em terceiro lugar, Deus deve ser glorificado porque o louvor de sua glória é o propósito da nossa salvação (Rm 11.36c). “… e para ele são todas as coisas; a ele, pois, glória pelo século dos séculos”. A salvação não é uma medalha de honra ao mérito que ostentamos no campeonato da vida. Não é um troféu que levantamos no pódio da exaltação humana. Nossa salvação foi planejada, executada e consumada por Deus para que todos os remidos sejam apresentados, nos séculos vindouros, como troféus de sua graça, a fim de que Deus receba a glória pelos séculos dos séculos. Se o fim principal do homem é glorificar a Deus, o fim principal de Deus é glorificar a si mesmo, pois não existe nenhum outro propósito mais elevado e santo do que a própria exaltação de Deus, aquele que é o início, o meio e o fim de todas as coisas. Por toda a eternidade, os remidos se desdobrarão em louvor e adoração a Deus por tão grande salvação e nem mesmo assim poderão esgotar esse tributo de gratidão!
Por Rev Hernandes Dias Lopes
Versiculo do dia
E, vendo-a Jesus, chamou-a a si, e disse-lhe: Mulher, estás livre da tua enfermidade. E pôs as mãos sobre ela, e logo se endireitou, e glorificava a Deus.
Lucas 13:12,13
“Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13.34,35).
Francis Schaeffer definiu o amor como a apologética final, o argumento irresistível e irrefutável. Jesus está no cenáculo, dando suas últimas instruções a seus discípulos, quando falou para eles sobre esse novo mandamento. Três verdades são aqui destacadas:
Em primeiro lugar, o amor é o maior de todos os argumentos pela sua natureza. “Novo mandamento vos dou…”. Amar ao próximo era um mandamento antigo. Era a própria essência da lei de Deus e o seu cabal cumprimento. Porém, Jesus fala de um novo mandamento, porque trata do amor sob uma nova perspectiva. A lei ensinava a amar o próximo como a si mesmo, mas aqui Jesus vai além e fala de um amor transcendente, que ultrapassa a fronteira do amor próprio. Esse novo mandamento fala de um amor que ninguém conhecia até então e ninguém podia praticá-lo senão pelo poder de Jesus e pela influência de seu exemplo. Não se trata do amor natural pelo próximo nem do amor que existe entre os membros de uma família. Esse amor é totalmente novo e, por isso, sua prática consiste na obediência de um novo mandamento.
Em segundo lugar, o amor é o maior de todos os argumentos pelo seu exemplo. “… que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei…”. Até então o homem conhecia o amor ao próximo como a si mesmo. Esse amor tinha limites e era regulado pelo amor a si mesmo. Jesus, porém, nos amou mais do que si mesmo. Ele nos amou e a si mesmo se entregou por nós. Ele nos amou e deixou a glória para habitar entre nós. Ele nos amou e vestiu pele humana e calçou as sandálias da humildade para servir-nos. Ele nos amou e andou por toda a parte fazendo o bem, libertando todos os oprimidos do diabo. Ele nos amou e por nós foi perseguido, traído e torturado. Ele nos amou e levou sobre si os nossos pecados, não levando em conta a ignomínia da cruz, pela alegria que lhe estava proposta. Ele nos amou e suportou morte e morte de cruz para nos dar a vida eterna. Ele nos amou se fez pecado por nós, para que nós fôssemos justificados. Ele nos amou e foi feito maldição por nós para que nós fôssemos benditos eternamente. Se ele nos amou e deu sua vida por nós, o amor consiste em amarmos aos nossos irmãos e darmos nossa vida por eles (1Jo 3.16).
Em terceiro lugar, o amor é o maior de todos os argumentos pelo seu resultado. “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros”. O amor vivido entre os irmãos transborda para além dessa fraternidade e alcança o mundo. O amor entre os irmãos tem um profundo impacto evangelístico. Quando o mundo olha para nós e vê o amor vivido mais do que o amor falado, precisa se curvar à realidade inegável de que somos discípulos de Jesus, aquele que por amor, sendo Deus se fez homem, sendo Senhor se fez servo, sendo rico se fez pobre. O amor é o sermão pregado aos olhos. O discurso do amor impacta mais os corações do que carradas de palavras desprovidas dele. O amor é a maior defesa do nosso discipulado. Não somos conhecidos como discípulos de Jesus pelo nosso conhecimento nem mesmo pelos nossos dons. Somos conhecidos como seus discípulos pelo amor. O amor é a prova dos nove, o argumento mais poderoso, a apologética final. Aqueles que amam nasceram de Deus, pois Deus é amor. Aqueles que amam são filhos da luz, andam na luz e são luzeiros num mundo de trevas. Que o nosso amor uns pelos outros seja a maior evidência da nossa fé e a nossa mais eloquente pregação aos olhos do mundo.
Por Rev Hernandes Dias Lopes
Versiculo do dia
Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios. Que redime a tua vida da perdição; que te coroa de benignidade e de misericórdia,
Salmos 103:2,4
ESTUDO DA FALA
O Salmo 46 fala de Deus como o refúgio do seu povo. Nos versículos 1 a 3 vemos quem Deus é; nos versículos 4-7 onde Deus está; e, nos versículos 8 a 11, o que Deus faz. Nos versículos 1 a 3 vemos Deus sendo refúgio do seu povo, quando a natureza está em fúria. Nos versículos 4 a 7 vemos Deus no meio do seu povo, quando este é sitiado pelos inimigos. Nos versículos 8 a 11 vemos Deus desbaratando os inimigos, impondo a eles completa derrota.
Diante da convulsão da natureza e das catástrofes naturais somos desafiados a não temer (v. 2). Diante do cerco do inimigo, somos conclamados a não ficar abalados (v. 5). Diante dos poderosos feitos de Deus, colocando termo à guerra e neutralizando seus instrumentos de destruição, somos exortados a compreender a singularidade de Deus, que é exaltado entre as nações.
Destacaremos, portanto, esses três aspectos deste Salmo:
Em primeiro lugar, a proteção de Deus (Sl 46.1-3). Não precisamos viver dominados pelo medo, porque Deus é o nosso refúgio, quando somos acuados pelas circunstâncias. Não precisamos sucumbir ao temor porque Deus é a nossa fortaleza, quando o maligno nos assalta. Não precisamos ficar intimidados com as tribulações, porque mesmo nesse beco sem saída, Deus é o nosso socorro bem presente. Não precisamos viver prisioneiros do medo nem mesmo diante das catástrofes da natureza. Terra transtornada, montes se abalando no seio dos mares e águas revoltas a ponto de abalar e estremecer os montes é uma descrição de terror, que coloca em pânico até mesmo os poderosos. Mesmo nessas circunstâncias radicais, de total vulnerabilidade humana, não precisamos temer. A vitória sobre o medo não decorre de nossa força, mas da proteção divina.
Em segundo lugar, a presença de Deus (Sl 46.4-7). O povo de Deus, mesmo cercado por inimigos perigosos, tem sua alegria renovada pela presença do rio da graça que flui do trono de Deus. A cidade de Deus, simbolizada por Jerusalém, é uma descrição de seu próprio povo. Nessa cidade está a morada do Altíssimo. Somos a habitação de Deus. Somos o templo do Espírito Santo. Deus habita na igreja. Deus está no meio da igreja. Por isso, ela jamais será abalada. Deus é o seu ajudador, por isso, os inimigos não podem prevalecer contra ela. Mesmo que os inimigos sejam muitos e poderosos, mesmo que as nações se enfureçam e os reinos deste mundo se levantem contra Cristo e sua igreja, a cidade de Deus jamais fica abalada, porque o Senhor dos Exércitos está com ela. O Deus de Jacó, o Deus da aliança, é o seu refúgio.
Em terceiro lugar, o poder de Deus (Sl 46.8-11). O povo de Deus é convidado a vir e ver as obras do Senhor. Ele é quem abate os poderosos, faz despencar os arrogantes e despede vazios os ricos. Ele é quem coloca um ponto final na guerra e impõe uma acachapante derrota aos seus inimigos. Ele é quem desbarata os exércitos inimigos e quem torna em sucata os instrumentos de guerra. Deus abate reinos e destrona reis. Os reinos deste mundo passam. Os poderosos deste século são dissipados com o sopro do Deus Todo-poderoso. O Senhor vindica a sua própria glória, pois é exaltado em toda a terra.
O salmista conclui esta canção, repetindo a monumental declaração: “O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio” (Sl 46.7,11). Se aquele que tem as hostes celestiais sob seu comando, o Deus Todo-Poderoso está conosco, não precisamos ter medo; se o Deus de Jacó, o Deus de toda a graça, é o nosso refúgio, jamais precisamos viver abalados. Foi fundamentado neste Salmo que Martinho Lutero escreveu a marselhesa da Reforma, o hino “Castelo Forte”. Milênios passam, séculos ficam para trás e anos voam nas asas do vento, mas Deus continua sendo o nosso refúgio e a nossa fortaleza, de geração em geração.
Rev. Hernandes Dias Lopes
Versiculo do dia
Ou desprezas tu as riquezas da sua benignidade, e paciência e longanimidade, ignorando que a benignidade de Deus te leva ao arrependimento?
Romanos 2:4
Versiculo do dia Mas recebereis o poder do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como e...