domingo, 5 de abril de 2026

Versículo do dia

    Versículo do dia


² Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. 

João 14:2

Anderson Freire e Fernanda Brum - Não é Tarde (Ao Vivo) - DVD Essência


 

PÃO DIÁRIO - 06/04/2026 - O que queremos?

 

O que queremos?


Minha amiga Maria me disse que nem sempre canta os hinos por completo durante o culto, e afirma: “Não parece honesto cantar ‘Tudo o que desejo é Jesus’ se o meu coração quer muitas outras coisas também.” Valorizo a honestidade dela.
No livro de Salmo 73:25, as palavras de Asafe soam como sendo de um homem profundamente comprometido com Deus e que nada deseja além de Deus: “…Não há outro em quem eu me compraza na terra.” Mas não foi assim que ele começou este salmo. Inicialmente, ele admitiu que queria a prosperidade que outros ao seu redor tinham: “Pois eu invejava os arrogantes…” (v.3). Mas ao aproximar-se de Deus, ele reconheceu que era tolice ter inveja (vv.21,22,28).
Mesmo quando conhecemos Deus, geralmente nos distraímos pela prosperidade de outros. C. S. Lewis escreveu: “Nosso Senhor poderia não considerar nossos desejos fortes demais, mas sim fracos demais […]. Nós nos agradamos muito facilmente” com coisas inferiores a Ele.
O que aprendemos sobre Deus neste salmo pode ajudar quando os nossos desejos tiram nossa atenção do melhor de Deus? Bem, vemos que mesmo sendo tentados a invejar o que outros têm, Ele nos guia continuamente e leva a nossa atenção novamente a Ele. O Senhor “…é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre” (v.26).
—AMC


Leia: Salmo 73:1-3,21-28

Examine: Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra. —Salmo 73:25

Considere: Uma dose diária da sabedoria de Deus pode curar a doença cardíaca chamada inveja.

O colapso da sociedade

 



O profeta Miquéias fez um diagnóstico da sociedade do seu tempo. Dois mil e setecentos anos se passaram e os problemas identificados naquele tempo parecem ser os mesmos. Os tempos mudaram, mas o coração do homem é o mesmo. Os mesmos problemas que levaram a nação de Judá ao colapso, ainda hoje ameaçam a nossa civilização de uma bancarrota. Que problemas são esses?

1. A exploração dos pobres pelos ricos (Mq 2.1,2) 

– Os ricos imaginavam a iniquidade no coração em seus leitos e à luz da alva o praticavam, porque o poder estava em suas mãos. Eles cobiçaram campos e os arrebatavam. Cobiçavam casas e as tomavam. Eles faziam violência aos pobres ao criarem leis e sistemas de opressão para assaltar o direito do pobre. Eles faziam as leis, manipulavam as leis, escapavam das leis, porque se colocaram acima das leis. Todo o sistema econômico agia em benefício dos poderosos. Os pobres não tinham vez nem voz. Eles viviam oprimidos, amordaçados, perdendo seus bens, suas famílias e até mesmo sua liberdade.

2. A corrupção dos políticos inescrupulosos (Mq 3.1-3)


 – A classe política de Judá havia se corrompido a tal ponto de Miquéias chamá-los de canibais. Eles comiam a carne do povo, arrancavam a pele e esmiuçavam os ossos. Eles aborreciam o bem e amavam o mal. Em vez dessa liderança política conhecer e exercer o juízo agia de forma draconiana oprimindo o povo, cobrando impostos abusivos para ostentar seu luxo nababesco. Quando o injusto governa o povo geme. Quando a injustiça prevelece, a nação se desespera.

3. A injustiça clamorosa do poder judiciário (Mq 3.11)


 – Não apenas a classe política havia naufragado no mar profundo do lucro imoral, mas também, o poder judiciário que deveria fiscalizar com justiça os atos do governo também havia se capitulado à sedução da riqueza ilícita. Miquéias diz que eles davam as sentenças por suborno. Eles não julgavam conforme a justiça nem pelo critério da verdade. Os pobres não tinham chance de defender sua causa, porque os juízes eram subornados e as sentenças eram compradas.

4. A decadência generalizada da família (Mq 7.6) 

– A decadência da sociedade de Judá procedia do palácio, passava pelo poder judiciário e descia à estrutura familiar. As famílias não eram mais redutos de reserva moral, mas campos de guerra. O conflito havia se instalado dentro da própria família. Os filhos desprezavam os pais, as filhas se levantavam contra as mães, as noras se levantavam contra as sogras, e os inimigos do homem eram os da sua própria casa. A família em vez de ser uma contra cultura numa sociedade decadente, era o espelho dessa sociedade. O mal que estava destruíndo a nação estava instalado no núcleo mais íntimo da nação, a família.

5. A apostasia galopante da religião (Mq 3.11) 

– A religião judaica devia ser como um facho de luz no meio da escuridão da idolatria pagã. Os judeus tinham a Palavra de Deus. Eles eram o povo da aliança. Eles foram escolhidos por Deus para ser luz para as nações. Mas, em vez do povo de Deus influenciar o mundo, foi o mundo que influenciou o povo de Deus. A religião deles tornou-se contaminada pelo fermento do lucro. Seus sacerdotes ensinavam por interesse, os seus profetas adivinhavam por dinheiro. O amor do dinheiro e a ganância pelo lucro fácil corrompeu-lhes a alma e fê-los cair nas teias insidiosas da apostasia.

Esse não é apenas o diagnóstico de uma sociedade remota, esse é o retrato da sociedade brasileira. Não podemos nos calar. Não podemos nos conformar. É tempo de nos levantarmos e agirmos!



Rev. Hernandes Dias Lopes

sábado, 4 de abril de 2026

Versículo do dia

     Versículo do dia


¹ Louvai ao Senhor todas as nações, louvai-o todos os povos. 

Salmos 117:1

Nani Azevedo - Bendito Serei (Vídeo Oficial)


 

PÃO DIÁRIO - 05/04/2026 - Lição da dor de dente

 

Lição da dor de dente


“Quando era criança, eu tinha muita dor de dente,” C. S. Lewis escreveu em seu livro clássico Cristianismo Puro e Simples. Ele continuou: “e sabia que, se me queixasse à minha mãe, ela me daria algo que faria passar a dor naquela noite e me deixaria dormir. Porém, eu não me queixava à minha mãe — ou só o fazia quando a dor se tornava insuportável. […] Sabia que, na manhã seguinte, ela me levaria ao dentista. Eu não podia obter dela o que queria sem obter também outra coisa, que não queria. Queria o alívio imediato da dor; mas, para ter isso, teria de submeter meus dentes ao tratamento completo.”
Do mesmo modo, nós nem sempre podemos querer ir a Deus de pronto quando temos um problema ou lutamos em certa área. Sabemos que Ele poderia prover alívio imediato para nossa dor, mas está mais preocupado em lidar com a raiz do problema. Podemos ter medo de que Ele revele questões com as quais estamos despreparados ou indispostos para lidar.
Em momentos como estes, é útil nos lembrarmos de que o Senhor nos “… trata como filhos…” (Hebreus 12:7). Sua disciplina, ainda que eventualmente dolorosa, é sábia; e Seu toque é amoroso. Ele nos ama demais para nos deixar permanecer como estamos; Ele quer nos moldar à imagem de Seu Filho, Jesus (Romanos 8:29). Podemos confiar nos propósitos de amor de Deus mais do que em qualquer um de nossos medos.
—PFC

Leia: Hebreus 12:3-11

Examine: É para disciplina que perseverais (Deus vos trata como filhos)… —Hebreus 12:7

Considere: A disciplina de Deus é a disciplina do amor.

A centésima ovelha

 


Jesus, o bom pastor, contou uma parábola imortal, falando do pastor que foi buscar a centésima ovelha, e depois de achá-la festejou seu resgate e alegrou-se com seus amigos. Essa parábola enseja-nos três preciosas lições:

Em primeiro lugar, a ovelha perdeu-se porque afastou-se do rebanho. A ovelha é um animal míope, inseguro, indefeso e também rebelde. Ela não pode proteger-se contra os predadores. Ela não tem um bom senso de direção. Sua segurança está em ficar perto do pastor e junto do rebanho. Sempre que se desgarra e se afasta da companhia das outras ovelhas, está sujeita a cair e ferir-se. A figura da ovelha é sugestiva. Não é por acaso que Jesus viu os homens aflitos como ovelhas sem pastor. Mesmo depois de convertidos somos ovelhas. Não podemos caminhar fiados em nossa própria força. Dependemos de Deus e uns dos outros. Não podemos nos afastar da congregação. Não é seguro viver isolado do rebanho.

Em segundo lugar, o pastor não desistiu da ovelha pelo fato de ela ter se afastado do rebanho. O pastor poderia ter encontrado justificativas plausíveis para abandonar a ovelha perdida à sua própria sorte. Talvez, o pastor já tivesse alertado aquela ovelha sobre os perigos da solidão. Talvez, algumas vezes, o pastor já tivesse flagrado aquela ovelha se distanciando do rebanho e caminhando na direção de lugares perigosos. Talvez o pastor pudesse alegrar-se com o fato de que tinha ainda em segurança noventa e nove ovelhas que estavam debaixo do seu cuidado e proteção. O pastor não discutiu as razões da queda da ovelha. Ele foi buscá-la. Ele enfrentou riscos para resgatá-la. Ele não desistiu dela e não voltou para o aprisco até trazê-la em seus braços. Precisamos ter o mesmo empenho na restauração daqueles que se afastaram. Precisamos demonstrar pressa para resgatar aqueles que caíram. Precisamos amar aqueles que desobedeceram e se desviaram. Precisamos amá-los e trazê-los de volta ao rebanho de Cristo.

Em terceiro lugar, o pastor festejou a recuperação da ovelha perdida. O pastor não esmagou a ovelha com seu cajado ao encontrá-la; ele a tomou em seus braços. Ele não a mandou embora por ter lhe criado problemas; ele a carregou no colo. Ele não se aborreceu com o preço do resgate; ele festejou com seus amigos a restauração da ovelha perdida. Precisamos não apenas ir buscar a centésima ovelha, mas precisamos nos alegrar com sua restauração. Há festa nos céus por um pecador que se arrepende. A igreja é lugar de vida e restauração. A igreja é lugar de cura e perdão. A igreja é lugar de aceitação e reconciliação. A igreja é lugar de disciplina e recomeço. A disciplina é um ato responsável de amor. A disciplina visa a proteção do rebanho e a recuperação da centésima ovelha. Não basta nos alegrarmos com as ovelhas que estão em segurança no aprisco; devemos buscar a centésima ovelha que se dispersou. O Senhor Deus perdoou Davi e o restaurou depois de seu adultério com Bate-Seba. Jesus foi ao encontro de Pedro depois de sua queda para lhe restaurar a alma. Paulo ordenou à igreja de Corinto a perdoar o irmão faltoso, que havia se arrependido. Nós, de igual modo, devemos ir buscar aqueles que outrora estiveram conosco e hoje estão distantes. Essas pessoas devem ser alvos da nossa oração e do nosso cuidado pastoral. Não devemos descansar até vê-las restauradas por Deus e reintegradas em seu rebanho.



Pr. Hernandes Dias Lopes

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Versículo do dia

     Versículo do dia


² Não acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos  

Deuteronômio 4:2

Elaine Martins - SEI É BEM ASSIM - Acústico 93


 

PÃO DIÁRIO - 04/04/2026 - Deus generoso

 

Deus generoso


Quando nossa família morou em Chicago há muitos anos, desfrutamos de muitos benefícios. Próximo ao topo de minha lista estavam os incríveis restaurantes que pareciam tentar superarem-se, não apenas na excelente culinária mas também nos tamanhos das porções. Em uma lanchonete italiana, minha esposa e eu pedíamos meia porção de nosso macarrão favorito e ainda tínhamos o suficiente para levar como jantar para a noite seguinte! As porções generosas nos faziam sentir como se estivéssemos na casa da vovó, que derramava amor por meio da comida.
Também sinto um amor expansivo quando leio que meu Pai celestial liberou sobre nós as riquezas de Sua graça (Efésios 1:7,8) e que Ele é capaz de fazer “…infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos…” (3:20). Sou tão grato pelo fato de que o nosso Deus não é um Deus mesquinho que a contragosto distribui Suas bênçãos em pequenas porções. Antes, Ele é o Deus que derrama perdão ao pródigo (Lucas 15), e diariamente nos coroa “…de graça e misericórdia” (Salmo 103:4).
Há momentos em que pensamos que Deus não nos proveu como gostaríamos. Mas se Ele não fizesse nada mais além de perdoar nossos pecados e nos garantir o céu, já seria abundantemente generoso! Alegremo-nos hoje em nosso generoso Deus.
—JMS

Leia: Efésios 3:14-21

Examine: [Deus] …é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos… —Efésios 3:20

Considere: Louve ao Deus de quem todas as bênçãos fluem!

FOMOS PÓ, SOMOS PÓ, SEREMOS PÓ

 



“… porque tu és pó e ao pó tornarás” (Gn 3.19).

Pó é o que fomos, o que somos e o que seremos. Deus criou o homem do pó da terra e sentenciou-o a voltar ao pó. O homem não é o que é, mas o que foi e o que há de ser. Só Deus pode dizer: “Eu sou o que sou”. Porque o homem foi pó e voltará ao pó, então é pó. Deus fez o homem do pó e soprou em suas narinas o fôlego da vida. O homem é pó levantado na vida e pó caído na morte. Quando o vento sopra, o pó se levanta. Quando o vento cessa, o pó cai. Cai em casa, no hospital, na rua. Pó levantado na vida. Pó caído na morte. Mas sempre pó.

Não é difícil entender o pó que fomos, pois Deus fez o homem do pó da terra. Não é difícil entender o pó que seremos, pois basta visitar uma tumba e ler as letras grafadas na lápide fria: “Aqui jaz”. Para que não haja qualquer espaço de vaidade em nosso coração, a Escritura diz que Deus conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó. Vejamos esses três aspectos da realidade humana.

Em primeiro lugar, o pó que fomos. O homem é terreno. Foi feito do pó da terra. Sua origem é daqui de baixo. Antes de recebermos o sopro divino éramos apenas pó inerte e sem forma. Sem o sopro de Deus, somos pó caído. Quando sopra o vento, então somos pó levantado. Mas, quando o sopro divino se vai, voltamos a ser pó caído. Pó levantado na vida; pó caído na morte. Quando a morte acontece? A morte acontece quando a alma se separa do corpo. Então, o corpo que que foi feito do pó, volta ao pó.

Em segundo lugar, o pó que somos. Se o homem veio do pó e voltará ao pó, então é pó. Nosso breve percurso entre o berço e a sepultura é um traço entre pó e pó. Porque o homem não é o que é, mas o que foi e o que há de ser; porque o homem veio do pó e voltará ao pó, então é pó. Pó no começo da vida, pó durante a vida e pó no final da vida. Pó levantado na vida; pó caído na morte. Para que não haja qualquer altivez no coração do homem, Deus o sentencia: “Tu és pó”. Mas como entender o pó que somos? Como compreender o pó que anda, que corre, que chora, que ri? Esse é o pó levantado na vida. Feito do pó, recebemos vida, o sopro divino. Então nascemos, crescemos, amadurecemos e morremos. Nesse breve ou longo percurso, sempre pó. Por que, então, tantas diferenças entre os homens? Por que tantos preconceitos e tantas vaidades? Viemos todos do pó. Voltaremos todos ao pó. Somos todos pó. O pó não tem vida em si mesmo. Ele não pode dar vida a si mesmo. Porque somos pó, somos totalmente dependentes de Deus. Se ele cortar nosso oxigênio, caímos e viramos pó. Oh, mas Deus soprou nas narinas do homem o fôlego da vida e ele passou a ser alma vivente. Então foi concebido, gestado, nascido, crescido. Então viveu, cresceu, trabalhou e fez notório o seu nome. Oh, o pó levantado na vida, foi criado à imagem e semelhança de Deus, o criador. Por isso, pode relacionar-se com ele, conhecê-lo, amá-lo e glorificá-lo. Quando o corpo feito do pó voltar ao pó, então, a alma voltará para Deus.

Em terceiro lugar, o que pó que seremos. A sentença divina ao pecador foi: “Tu és pó e ao pó tornarás”. Porque o salário do pecado é a morte, a morte passou por todos os homens, porque todos pecaram. O pó levantado na vida, torna-se pó caído na morte. Na sepultura, todos viram pó, sem os adereços da vaidade. O pó caído, entretanto, não é nossa realidade final. A sepultura não é nosso último endereço. Quando Jesus voltar em seu poder e glória, nosso corpo mortal, corruptível, fraco e cheio de desonra, ressuscitará incorruptível, poderoso, glorioso, espiritual e celestial, semelhante ao corpo da glória do Senhor Jesus!



Rev. Hernandes Dias Lopes

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Versículo do dia

     Versículo do dia


¹⁴ Por isso o Senhor vigiou sobre o mal, e o trouxe sobre nós; porque justo é o Senhor, nosso Deus, em todas as  

Daniel 9:14

Davi Sacer | Foi Deus [Clipe Oficial]


 

PÃO DIÁRIO - 03/04/2026 - Coroas de honra

 

Coroas de honra



As Joias da Coroa do Reino Unido estão armazenadas e protegidas dentro da Torre de Londres sob vigilância 24 horas por dia. Todos os anos, milhões visitam a área de exposição para maravilharem-se com estes tesouros adornados. As Joias da Coroa simbolizam o poder do reino, assim como o prestígio e a posição daqueles que as usam.
Parte das Joias da Coroa são as próprias coroas. Há três tipos diferentes: a coroa para coroação, que é a coroa usada quando um indivíduo é coroado como monarca; a coroa do estado (ou diadema), que é usada para várias funções; e a coroa de cônjuge, usada pela esposa de um rei em exercício. Coroas diferentes servem propósitos diferentes.
O Rei do céu, que era digno da maior coroa e da mais elevada honra, usou uma coroa diferente. Nas horas de humilhação e sofrimento que Cristo experimentou antes de ser crucificado, “Os soldados, tendo tecido uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça e vestiram-no com um manto de púrpura” (João 19:2). Naquele dia, a coroa, que normalmente é um símbolo de realeza e honra, tornou-se uma ferramenta de zombaria e ódio. No entanto, nosso Salvador deliberadamente usou essa coroa por nós, carregando nosso pecado e nossa vergonha.
Aquele que merecia a melhor de todas as coroas recebeu a pior delas, por nós.
—WEC

Leia: João 19:1-8

Examine: Os soldados, tendo tecido uma coroa

NOSSA SALVAÇÃO NÃO ESTÁ AMEAÇADA

 

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“Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até o Dia de Cristo Jesus” (Fp 1.6).

A salvação é obra divina e não humana. Deus a planejou na eternidade, executa-a na história e a consumará no Dia de Cristo Jesus. Sendo Deus o idealizador, o executor e o consumador da nossa salvação, devemos à luz do texto em epígrafe, observar cinco verdades solenes:

Em primeiro lugar, a salvação é uma obra divina. O veterano apóstolo Paulo diz que é o próprio Deus quem opera em nós a salvação. Foi Deus quem nos amou primeiro e nos escolheu em Cristo antes dos tempos eternos. Foi Deus quem nos deu vida, ressuscitando-nos juntamente com Cristo. Foi Deus quem operou em nós tanto o querer como o realizar. Foi Deus quem abriu nosso coração e os nossos olhos para vermos sua gloriosa salvação. Foi Deus quem nos chamou com santa vocação e pavimentou nosso caminho de volta para ele. Tudo provém de Deus que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo.

Em segundo lugar, a salvação é uma boa obra. A salvação é pelas obras de Deus o Pai, de Deus o Filho, e de Deus o Espírito Santo em nós e por nós. Essa obra é uma boa obra. Essa obra foi planejada antes que houvesse mundo. Foi executada quando Deus o Filho desceu do céu e o Verbo se fez carne. Essa obra foi consumada na cruz de Cristo, quando ele assumiu o nosso lugar, carregou sobre o seu corpo os nossos pecados, pagou a nossa dívida e nos redimiu com o seu sangue. Essa obra é aplicada em nós pela ação de Deus o Espírito Santo. Nossa salvação não é operada pelas obras do homem, mas pela obra da graça de Deus em nosso favor.

Em terceiro lugar, a salvação é uma obra divina em nós. O apóstolo Paulo é enfático quando diz que a boa obra de Deus é em nós. Ao salvar-nos, Deus nos transforma. Ao chamar-nos, Deus nos regenera pelo poder do seu Espírito. Ao agir em nós, ele nos dá um novo coração, uma nova mente, uma nova vida. Tudo se faz novo em nossa vida. Passamos a ser uma nova criatura. Outrora estávamos mortos em delitos e pecados, mas agora ressuscitamos com Cristo. Outrora éramos escravos da carne, do mundo e do diabo, mas agora somos livres. Outrora, éramos filhos da ira, mas agora, somos filhos amados, membros da família de Deus. Outrora vivíamos rendidos às paixões da carne, agora vivemos em novidade de vida.

Em quarto lugar, a salvação é uma obra que tem começo e fim. O mesmo Deus que começou a boa obra em nós vai completá-la até o Dia de Cristo Jesus. Já fomos salvos com respeito à justificação; estamos sendo salvos com respeito à santificação; seremos salvos com respeito à glorificação. Na justificação Deus salvou-nos da condenação do pecado; na santificação Deus está salvando-nos  do poder do pecado; na glorificação Deus nos salvará da presença do pecado. Essa obra de Deus tem começo e fim. Deus não a abandonará no meio da caminho. O que Deus começou a fazer em nós e por nós, ele completará. Nossa salvação está garantida e garantida por Deus.

Em quinto lugar, a salvação é uma obra segura. A segurança da salvação é total. O plano de Deus não pode ser frustrado. Deus não precisa fazer rascunho em seus planos. O que ele planejou na eternidade, ele executa no tempo. O que ele começou a fazer em nós, ele vai completar até à segunda vinda de Cristo. É por essa razão que Paulo começou o texto em análise, dizendo: “Estou plenamente certo”. Não há espaço para dúvidas. Não há margem para erro. A perseverança dos santos é uma verdade que navega pelos mares revoltos das crises humanas sem qualquer ameaça de naufrágio. É impossível perecer aqueles a quem Deus escolheu, por quem Cristo morreu e a quem Deus regenerou para uma vida esperança.



Rev. Hernandes Dias Lopes

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Versículo do dia

     Versículo do dia


²⁶ Porventura não convinha que o Cristo padecesse estas coisas e entrasse na sua glória? 

Lucas 24:26


Midian Lima e Delino Marçal - Jó (Ao Vivo)


 

PÃO DIÁRIO - 02/04/2026 - Um coração honesto

 

Um coração honesto


Encontrei um epitáfio em uma lápide no cemitério que dizia: “J. Silva: um homem honesto.”
Não sei nada sobre a vida de Silva, mas pelo fato de sua sepultura ser tão extraordinariamente ornamentada, ele provavelmente se deu muito bem. Mas independentemente do que ele tenha conquistado em seus dias de vida, é agora lembrado por apenas uma coisa: Ele era “um homem honesto”.
Diógenes, o filósofo grego, investiu uma vida toda na busca da honestidade e finalmente concluiu que não era possível encontrar um homem honesto. É difícil encontrar pessoas honestas em qualquer época, mas essa característica é de grande importância. Honestidade não é a melhor política, é a única política e uma das marcas de um homem ou mulher que vive na presença de Deus. Davi escreveu: “Quem, Senhor […] há de morar no teu santo monte? O que vive com integridade…” (Salmo 15:1,2).
Questiono-me: Sou confiável e digno em todas as minhas obrigações? Minhas palavras ressoam verdade? Falo a verdade em amor ou disfarço e manipulo os fatos de vez em quando; quem sabe exagero com o objetivo de dar ênfase? Se sim, posso voltar-me a Deus com total confiança e pedir perdão e clamar por um coração bom e honesto — para que a autenticidade seja parte integral da minha natureza. Aquele que começou a boa obra em mim é fiel. Ele a cumprirá.
—DHR

Leia: Salmo 15

Examine: Bem sei, meu Deus, que tu provas os corações e que da sinceridade te agradas… —1 Crônicas 29:17

Considere: Viva de modo a ser lembrado como exemplo de honestidade e integridade.

SOBRE OS OMBROS DOS GIGANTES

 



Nós só conseguimos enxergar os horizontes distantes porque subimos nos ombros dos gigantes. O que sabemos hoje, aprendemos daqueles que viveram antes de nós. A compreensão que temos de mundo é fruto daquilo que nossos antepassados deixaram para nós como legado. Nosso conhecimento é a somatória de todas as descobertas feitas por aqueles que nos antecederam. Antes de termos a visão do farol alto, tivemos que olhar pelas lentes do retrovisor. O que ouvimos e aprendemos de nossos pais é o que sabemos o que apreendemos é o que devemos ensinar aos nossos filhos. O conhecimento é um rico acervo que deve ser passado de geração a geração.

Destacaremos aqui três pontos importantes:


Em primeiro lugar, somos os depositários daquilo que ouvimos de nossos pais. Antecederam-nos os patriarcas e os profetas, os apóstolos e os pais da igreja, os reformadores e os grandes missionários e avivalistas. Recebemos deles um legado bendito, a Palavra de Deus revelada, pregada, vivida e experimentada. Eles, como fiéis testemunhas, entregaram-nos esse tesouro precioso. Recebemos o evangelho em sua pureza. Aprendemos com nossos pais as palavras de vida eterna. Eles pagaram um alto preço para nos deixar essa mui linda herança. Alguns selaram com seu sangue essa mensagem que receberam, para no-la transmitir com integridade. Outros viveram como forasteiros neste mundo, desprovidos de um chão hospitaleiro, navegando mares revoltos e cruzando desertos inóspitos para alçar bem alto o pendão do evangelho. O evangelho chegou até nós, porque antes de nós, gigantes receberam esse depósito e não o retiveram apenas para si. Cumprindo a ordem do Redentor, saíram pelos rincões mais distantes do mundo, fazendo discípulos de todas as nações. A mensagem que recebemos, de igual modo, não pode ser por nós alterada nem retida.

Em segundo lugar, somos os instrumentos para comunicar as verdades que aprendemos às próximas gerações. O evangelho chegou até nós, mas não pode parar em nós. Deve ser proclamado a tempo e a fora de tempo. O que recebemos de nossos pais devemos ensinar aos nossos filhos. O que aprendemos com as gerações pretéritas devemos transmitir às gerações pósteras. Estamos numa corrida de revezamento. Se falharmos em passar às mãos da novel geração o bastão do evangelho, fracassaremos rotundamente em nossa missão e a presentana geração mergulhará num abismo sem esperança. Oh, que Deus nos desperte para não nos distrairmos com os encantos deste mundo. Que os brilhos deste século não ofusquem nossos olhos. Que as riquezas deste mundo não embriaguem nosso coração com os licores dos prazeres. Que compreendamos que a maior necessidade dos nossos filhos não é de coisas, ainda que as mais excelentes, mas do evangelho. Que nossa maior contribuição para este mundo seja levar a todos os povos, nesta geração, a mensagem da cruz, única depositária da esperança da vida eterna.      

Em terceiro lugar, somos os responsáveis para deixar um legado maior do que aquele que recebemos. Se nossos pais foram gigantes, é hora de subirmos nos ombros desses gigantes para enxergarmos horizontes ainda mais largos. Se eles, com os parcos recursos que tiveram, transtornaram o mundo, enfrentando a fúria dos reis, as presas das feras e as fogueiras ardentes, para nos legar o evangelho, quanto mais nós, que temos ao nosso dispor tão ricas ferramentas, devemos sair do conforto das quatro paredes, para irmos a todas as nações, navegando mares e ultrapassando fronteiras, para anunciarmos a Cristo a todos os povos. O tempo urge. A hora é agora. Não há mais tempo a perder. Chegou a hora de transmitirmos às futuras gerações o que ouvimos de nossos pais e levarmos a luz de Cristo para dentro desse mundo trevoso.



Rev. Hernandes Dias Lopes

terça-feira, 31 de março de 2026

Versículo do dia

     Versículo do dia


¹⁸ Porque não ousarei dizer coisa alguma, que Cristo por mim não tenha feito, para fazer obedientes os gentios, por  

Romanos 15:18

Gisele Nascimento ft. Michelle Douglas e Wilian Nascimento - Terremoto - Acústico 93


 

PÃO DIÁRIO - 01/04/2026 - Dia da dependência0


Dia da dependência


Nos EUA, o dia quatro de julho é um feriado nacional, no qual são acesas as churrasqueiras ao ar livre; as praias ficam lotadas; e as cidades e vilas têm paradas e queima de fogos de artifício, piqueniques, e comemorações patrióticas. Tudo isso em memória do dia 4 de julho de 1776, quando as 13 colônias americanas declararam sua independência.
Independência agrada a todas as idades. Ela significa “liberdade de controle, influência, apoio e ajuda dos outros”. Portanto, não surpreende que os adolescentes falem em conquistar a sua independência. Muitos adultos têm o objetivo de ser “independentes financeiramente”. E os idosos querem manter a sua independência. Se alguém alguma vez já foi verdadeiramente independente é uma discussão para outro momento e lugar — mas parece bom.
Almejar a independência política ou pessoal é uma coisa; atrever-se a buscar independência espiritual é problemático. Em vez disso, precisamos é reconhecer e aceitar nossa profunda dependência espiritual. Jesus disse: “Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer” (João 15:5).
Longe de ser autossuficientes, somos total e eternamente dependentes daquele que morreu para nos libertar. Todo dia é o nosso “Dia da Dependência”.
—WEC


Leia: João 15:1-13

Examine: Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. —João 15:5

Considere: Nossa maior força provém da dependência do nosso Deus forte.

O amor restaurador do Pai e a volta do pródigo ao lar

 



Em Lucas 15 Jesus contou três parábolas imortais. Todas elas têm a mesma ênfase: a restauração dos que haviam se perdido. Há algumas progressões nessas parábolas: de cem ovelhas, uma se desviou; de dez moedas, uma foi perdida; de dois filhos, um abandonou a casa paterna. A ovelha se desviou por descuido; a moeda foi perdida por negligência; o filho foi embora de casa por ingratidão. Nos três casos, há um processo de busca ou espera. As parábolas terminam com o mesmo enfoque, a alegria do reencontro com os que se haviam perdido. As três parábolas, embora com nuances diferentes, têm a mesma lição central: Deus ama os pecadores, mesmo aqueles que são enjeitados pela sociedade, ou rejeitados pela religião. Deus se alegra na salvação deles e festeja a sua volta ao lar. Vamos nos deter, agora, na última parábola.

Embora essa seja mundialmente conhecida como a parábola do filho pródigo, sua lição central recai não na fuga do filho rebelde, nem mesmo no seu arrependimento e volta ao lar, mas no amor gracioso do pai. A despeito do pródigo não valorizar o conforto do lar nem a companhia do pai e do irmão; a despeito do pródigo pedir sua herança antecipada e assim, considerar o seu pai morto; a despeito do pródigo romper os laços com sua família de forma tão radical e sair para uma terra distante para viver na dissolução, esbanjando os seus bens com os prazeres do pecado; a despeito do pródigo, com profunda ingratidão, ter calcado debaixo dos seus pés o amor do pai e todos os valores morais aprendidos com ele; a despeito do pródigo ter esbanjado toda a herança com vida desregrada e colher os frutos amargos de sua maldita semeadura; a despeito do pródigo voltar para casa maltrapilho e sujo, arruinado e falido, o pai corre ao seu encontro, o abraça, o beija, o restaura e celebra a sua volta. Esse amor restaurador do pai tem algumas características:

Em primeiro lugar, é o amor que procura e espera a volta do pródigo. Não é o homem perdido que busca a reconciliação com Deus; é Deus quem o procura, quem muda seu coração e quem o recebe de volta. Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo. Tudo procede de Deus. É ele quem nos escolhe, chama, justifica, glorifica e festeja a nossa volta aos seus braços.

Em segundo lugar, é o amor que perdoa e restaura o pródigo. O filho pródigo não foi recebido de volta como um escravo, mas como filho. O pai corre ao seu encontro e o abraça e o beija. O pai manda lhe colocar vestes novas, sandálias nos pés e anel no dedo. O perdão é real e a restauração é completa. Para sermos reconciliados com Deus, três atitudes divinas foram tomadas: Primeiro, Deus não imputou a nós as nossas transgressões (2Co 5.19). Segundo, Deus colocou as nossas transgressões sobre Jesus (2Co 5.21a). Terceiro, Deus imputou a justiça de Cristo a nós (2Co 5.21). Estamos não apenas de volta ao lar, mas também perdoados e justificados.

Em terceiro lugar, é o amor que celebra a volta do pródigo ao lar. Deus não só perdoa e restaura, ele também festeja a volta do filho prodigo ao lar. Há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende. Houve festa, música e alegria na casa do Pai, porque o filho que estava perdido foi encontrado, o filho que estava morto, reviveu. Deus se alegra quando os pródigos voltam para casa. Deus celebra com entusiasmo quando os pecadores se arrependem. Os anjos de Deus comemoram a chegada dos pródigos ao lar paterno. Deus tem prazer na misericórdia. Ele se deleita na salvação dos perdidos. Oh, amor bendito! Oh, graça infinita! Oh, salvação gloriosa!



Pr. Hernandes Dias Lopes

segunda-feira, 30 de março de 2026

Versículo do dia

     Versículo do dia


¹⁵ Então  ¹⁵ lhe disse: Se tua presença não for conosco, não nos faças subir daqui.

Êxodo 33:15



ISAIAS SAAD & MARSENA - SOBRE AS ÁGUAS


 

PÃO DIÁRIO - 31/03/2026 - Prender-se ao passado

 

Prender-se ao passado



Você já deve ter ouvido: “viver no passado é esquecer do presente”. É fácil amarrar-se a lembranças dos “bons velhos tempos” em vez de usar as nossas experiências para encontrar orientação para a estrada à frente. Todos nós somos suscetíveis aos efeitos paralisantes da nostalgia — uma saudade daquilo que era antes.
Jeremias era sacerdote em uma pequena cidade próxima a Jerusalém quando Deus o chamou para ser “…profeta às nações…” (Jeremias 1:5). A ele foi dada a tarefa muito difícil de pronunciar o julgamento de Deus, primariamente sobre o povo de Judá, que se afastara do Senhor. Jeremias deixou claro que ele estava entregando a mensagem de Deus, não a sua própria (7:1,2).
O Senhor disse: “…Ponde-vos à margem no caminho e vede, perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho; andai por ele e achareis descanso para a vossa alma; mas eles dizem: Não andaremos” (6:16).
Deus exortou Seu povo a olhar para trás para poder avançar. O propósito de examinar os caminhos antigos era encontrar “o bom caminho” marcado pela fidelidade de Deus, Seu perdão e Seu chamado a avançar.
Por nosso passado, Deus pode nos ensinar que o melhor caminho é aquele em que andamos com Ele.
—DCM


Leia: Jeremias 6:13-20

Examine: …perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho; andai por ele e achareis descanso para a vossa alma… —Jeremias 6:16

Considere: A orientação de Deus no passado nos dá coragem para o futuro.

Quando o fracasso não tem a última palavra

 

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Há pessoas que começam bem, mas terminam mal. Elas têm um brilhante começo, mas um fim trágico. Assim foi a história de Demas. Ele é citado apenas três vezes no Novo Testamento. A primeira vez que Demas aparece, ele é apresentado como um cooperador de Paulo (Fm 24). Da segunda vez, nada se acrescenta a seu respeito; apenas seu nome é mencionado (Cl 4.14). Da última vez, porém, nos é dito que ele abandonou Paulo (2Tm 4.10). Há muitas pessoas cuja vida é uma descida ladeira a baixo. Há muitos indivíduos que em vez de caminhar para frente, recuam; em vez de subir, descem; em vez de crescerem no conhecimento e na graça de Deus, retrocedem na fé.

Mas, graças a Deus, muitos também fazem o caminho inverso. Esses caminham para a frente. Esses aprendem com os fracassos e se levantam na força do onipotente para prosseguirem firmes e resolutos nas veredas da justiça. Citamos, aqui, o exemplo do jovem João Marcos. Quem foi esse jovem?

Em primeiro lugar, João Marcos foi um cooperador(At 13.5). João Marcos era um jovem humilde e prestativo. Ele foi auxiliar de Barnabé e Paulo (At 13.5). Nesse tempo, João Marcos era ainda muito jovem e inexperiente, mas sentiu o desejo de acompanhar os dois missionários rumo à região da Galácia. Seu propósito era servir aos dois missionários separados por Deus para tão sublime tarefa. Nesse tempo João Marcos era um jovem idealista e corajoso. Dispôs-se a deixar o conforto da sua casa em Jerusalém (At 12.12), para enfrentar as agruras de uma viagem missionária por regiões inóspitas e perigosas.

Em segundo lugar, João Marcos foi um desertor(At 13.13). Não sabemos os motivos, mas no meio do caminho, João Marcos desistiu da viagem, apartou-se de Paulo e Barnabé e voltou para sua casa em Jerusalém. Faltou-lhe coragem e maturidade para prosseguir. Faltou-lhe perseverança para não retroceder. Faltou-lhe forças para continuar servindo aos dois missionários da igreja. Aquele foi um capítulo sombrio na vida desse jovem. Ele foi um desertor. Ele capitou-se diante das dificuldades. Ele não teve coragem de seguir adiante.

Em terceiro lugar, João Marcos foi um missionário (At 15.36-39). Era tempo de voltar à segunda viagem missionária. Barnabé, porém, queria levar consigo a João Marcos (At 15.37). Paulo, porém se recusou terminantemente dar uma segunda chance ao jovem desertor. Barnabé contendeu com Paulo, mas não desistiu de João Marcos (At 15.38,39). Levou-o consigo para Chipre e fez dele um missionário. João Marcos tornou-se um homem valoroso nas mãos de Deus. Além de Barnabé, o apóstolo Pedro também investiu na vida de João Marcos, a ponto de chamá-lo de filho (1Pe 5.13). Esse jovem mais tarde tornou-se o escritor do primeiro evangelho a ser escrito, o evangelho segundo Marcos, destacando nessa obra preciosa as gloriosas obras de Cristo, apresentando-o como servo perfeito.

Em quarto lugar, João Marcos foi um homem útil (2Tm 4.11). Paulo estava preso numa masmorra romana. A hora do seu martírio havia chegado. Do interior desse cárcere insalubre e frio Paulo escreve a seu filho Timóteo, rogando que ele fosse rápido vê-lo em Roma. Chama-nos atenção, uma recomendação do apóstolo a Timóteo: “Toma contigo Marcos e traze-o, pois me é útil para o ministério” (2Tm 4.11). O jovem rejeitado por Paulo, é agora prezado por ele. Aquele que um dia desertou e foi rejeitado, é agora desejado. Paulo muda de opinião acerca de João Marcos e deseja tê-lo ao seu lado antes de morrer. João Marcos fraquejou um dia na vida, mas se levantou. Ele nos prova que é possível recomeçar, quando colocamos nossa vida nas mãos de Deus.



Pr. Hernandes Dias Lopes

domingo, 29 de março de 2026

Versículo do dia

     Versículo do dia


¹⁵ E um deles, vendo que estava são, voltou glorificando a Deus em alta voz; 

Lucas 17:15

Midian Lima e Paulo Neto - Prioridade - Louvorzão Drive In (Ao Vivo)


 

PÃO DIÁRIO - 30/03/2026 - Maravilhas do coração

 

Maravilhas do coração


Em ti me tenho apoiado desde o meu nascimento… —Salmo 71:6


Nosso coração bate cerca de 100 mil vezes por dia, bombeando sangue para todas as células do nosso corpo. Somam-se cerca de 35 milhões de batidas em um ano e 2,5 bilhões de batidas durante um tempo médio de vida. A ciência médica nos diz que cada contração é como o esforço de segurarmos uma bola de tênis na palma da mão e apertá-la com força.
Embora o funcionamento do nosso coração seja incrível, é apenas um exemplo da natureza projetada para nos comunicar algo sobre o nosso Criador. Encontramos esta ideia por trás da história de um homem chamado Jó.
Acometido por muitos problemas, Jó sentiu-se abandonado. Quando Deus finalmente falou com ele, não lhe disse por que estava sofrendo. O Criador também não lhe contou que um dia o Senhor sofreria por ele. Em vez disso, chamou sua atenção para uma série de maravilhas naturais que estão sempre nos sussurrando — e às vezes gritando — sobre a sabedoria e poder que são muito maiores do que o nosso próprio (Jó 38:1-11).
O que podemos aprender sobre a complexidade deste músculo incansável, o coração? A mensagem é como o som das ondas batendo na praia e das estrelas brilhando, em silêncio, no céu. O poder e a sabedoria do nosso Criador nos dão razão para confiar nele.
— Mart De Haan


Leia: Jó 38:1-11

Examine: A Bíblia em um ano: Oseias 1- 4;Apocalipse 1

Considere: Quando refletimos sobre o poder da criação de Deus, vemos o poder de Seu cuidado por nós.

A língua, fonte de vida ou veneno mortífero?

 

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A língua pode ser uma fonte de vida ou um veneno mortífero. Pode dar vida ou matar (Pv 18.21). Tiago diz que se alguém não tropeça no falar é perfeito varão (Tg 3.2). Até o tolo quando se cala é tido por sábio e no muito falar não falta transgressão. O homem tem conseguido domar toda espécie de feras, de aves, de répteis e de seres marinhos, mas a língua nenhum dos homens é capaz de domar. A língua é mal incontido, carregado de veneno mortífero (Tg 3.7,8).

Tiago fala sobre quatro coisas que a língua é capaz de fazer.

1. A língua é capaz de dirigir (Tg 3.3,4)

 – Tiago compara a língua ao freio do cavalo e ao leme do navio. Tanto o freio como o leme são instrumentos usados para controlar e dirigir. O freio controla e dirige o cavalo e o leme controla e dirige o navio. Um cavalo indócil pode usar sua força para o mal e tornar-se uma ameaça, mas se domado e controlado pelo freio usará sua força para o bem. Um cavalo governado pelo freio torna-se um animal dócil e útil ao seu proprietário. Um navio sem leme seria um veículo de morte e não de vida. Sem a direção do leme, um navio arrebentar-se-ia nos rochedos e provocaria grandes desastres, com muitos prejuízos. Tiago diz que a língua, um pequeno órgão tem o mesmo poder do freio e do leme. Ela pode governar e dirigir nossa vida para o bem ou para o mal (Tg 3.5). Com ela podemos nos livrar de terríveis acidentes ou podemos provocar imensos desastres.

2. A língua é capaz de destruir (Tg 3.5b-8)

 – Tiago compara a língua ao fogo e ao veneno. Ambos são destruidores. Uma pequena fagulha coloca em chamas toda uma selva. Uma pequena dose de veneno pode matar uma pessoa rapidamente. Tiago diz que a língua é fogo; é mundo de iniqüidade. Ela não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno (Tg 3.6). A língua é mal incontido, carregado de veneno mortífero (Tg 3.8). Assim como um incêndio, muitas vezes, se torna incontrolável, Tiago também diz que a língua é indomável (Tg 3.9). A maledicência destrói e mata. A boataria espalha-se como um rastilho de pólvora e destrói como um incêndio que se espalha numa floresta.

3. A língua é capaz de deleitar e alimentar (Tg 3.9-12) 

– Tiago prossegue em seu argumento dizendo que a língua é comparada a uma fonte (Tg 3.11) e a uma árvore frutífera (Tg 3.12). A fonte pode nos saciar e a árvore pode produzir frutos saborosos que nos alimentam. Nossa língua pode ser medicina. Nossas palavras podem ser boas para a edificação. Com a nossa língua podemos trazer refrigério e restauração para as pessoas.

4. A língua é capaz de praticar profundas contradições (Tg 3.9-12) 

– Tiago faz uma afirmação e depois revela uma incoerência. A afirmação demonstra o aspecto contraditório da língua: Com ela, bendizemos ao Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus (Tg 3.9). Diz Tiago que de uma só boca procede bênção e maldição (Tg 3.10). Tiago, porém, argumenta que essa incoerência é uma prática inconveniente: “Meus irmãos, não é conveniente que estas cousas sejam assim” (Tg 3.10b). Tiago fecha a questão mostrando a impossibilidade de usarmos nossa língua para duas práticas tão contraditórias: “Acaso, pode a fonte jorrar do mesmo lugar o que é doce e o que é amargoso? Acaso, meus irmãos, pode a figueira produzir azeitonas ou a videira, figos? Tampouco fonte de água salgada pode dar água doce” (Tg 3.11,12). Nossa língua é fonte de água doce ou salgada; é medicina ou veneno; é veículo para a glorificação de Deus ou ferramenta para amaldiçoar as pessoas. Não pode ser as duas coisas ao mesmo tempo. Que Deus nos ajude a fazer a escolha certa!



Rev. Hernandes Dias Lopes

sábado, 28 de março de 2026

Versículo do dia

      Versículo do dia


¹⁹ Faze-nos voltar, Senhor Deus dos Exércitos; faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos. 

Salmos 80:19



Jesus, O Plano Perfeito + Mensagem da Cruz | Ibab Celebração


 

PÃO DIÁRIO - 29/03/2026 - As garras da morte

 

As garras da morte



A atleta Lauren Kornacki está feliz por ter feito um curso de verão sobre reanimação cardiopulmonar (RCP), mas provavelmente nunca pensou que teria de usá-lo tão cedo e com alguém que ama. Seu pai estava consertando o seu carro quando o “macaco” escorregou e o carro caiu sobre ele. Relataram que Lauren, 22 anos, levantou heroicamente o carro de 1.500 quilos o suficiente para tirar seu pai de debaixo dele! Em seguida, o manteve vivo com RCP até os paramédicos chegarem.
Muito maior do que o resgate de Lauren ao tirar o seu pai das garras da morte é o resgate de Jesus por nós das garras do pecado por meio de Sua morte e ressurreição. Quando Jesus enviou os Doze discípulos para realizarem a Sua obra, Ele lhes deu a incumbência de anunciar as boas-novas do desejo de Deus de resgatar as pessoas (Lucas 9:1-6). Eles não fariam isso em suas próprias forças: mas Jesus levantaria o pesado fardo do pecado do povo enquanto ensinavam sobre Ele. Sua pregação e cura no poder e autoridade de Jesus provou que Ele havia realmente trazido o governo de Deus para a terra.
Nos dias de hoje, muitas pessoas estão presas sob o peso do pecado, mas o nosso grande Deus pode nos resgatar do peso desses fardos e, em seguida, nos enviar ao mundo para dizer aos outros que Ele pode libertá-los.
—MLW


Leia: Lucas 9:1-6

Examine: Então, saindo, percorriam todas as aldeias, anunciando o evangelho e efetuando curas por toda parte. —Lucas 9:6

Considere: Os resgatados do pecado são os mais capacitados a ajudar no resgate de outros.

Amor, o argumento irresistível




Francis Schaeffer, considerado um dos mais destacados líderes do cristianismo do século passado, disse que o amor é a apologética final. O amor não consiste de palavras, mas de atitudes. James Hunter, autor do livro O Monge e o Executivo, diz acertadamente que não somos o que falamos, somos o que fazemos. O próprio Filho de Deus é categórico em afirmar que somos conhecidos como seus discípulos pelo amor. Destacaremos aqui alguns pontos importantes para a nossa reflexão.

1. O amor é o argumento irresistível porque é a síntese da lei de Deus. Os Dez Mandamentos tratam da nossa relação com Deus e com o próximo. Amar a Deus e ao próximo é a síntese da lei de Deus. Quem ama a Deus não busca outros deuses nem faz para si imagens de escultura para adorá-las. Quem ama a Deus não desonra seu nome, mas deleita-se em ter comunhão com ele. Quem ama ao próximo, honra pai e mãe. Quem ama o próximo respeita sua vida, sua honra, seus bens, seu nome, jamais cobiçando o que lhe pertence. O amor é o vetor que governa a vida do cristão.

2. O amor é o argumento irresistível porque é o maior de todos os mandamentos. Quando perguntaram a Jesus qual era o maior mandamento da lei de Deus, Jesus citou o shema: “Ouve, ó Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor! Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e toda a tua força”. E prossegue dizendo: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Esse era o credo de Jesus. O amor não é apenas a síntese da lei, mas também o maior mandamento da lei. No amor se cumprem a lei e os profetas. O amor a Deus e ao próximo não podem ser separados. O apóstolo João diz que não podemos amar a Deus a quem não vemos, se não amamos ao próximo a quem vemos. Nosso amor a Deus é provado pelo nosso amor ao próximo enquanto o nosso amor ao próximo é inspirado pelo nosso amor a Deus.

3. O amor é o argumento irresistível porque seu propósito não é agradar a si mesmo, mas entregar-se a si mesmo. O amor em destaque não é um sentimento, mas uma atitude. Não é amor romântico, mas sacrificial. Não é amor apenas de palavras, mas de fato e de verdade. Não é amor que busca gratificação, mas amor que se sacrifica sem reservas. Porque Cristo nos amou, entregou-se por nós. De igual modo, devemos dar nossa vida pelos irmãos. O Senhor Jesus é absolutamente claro: “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros: assim como eu vos amei”. Esse mandamento é novo porque Jesus não apenas nos dá uma ordem antiga, mas também, um modelo singular.

4. O amor é o argumento irresistível porque é a prova insofismável de que somos discípulos de Cristo. A evidência maior de que somos discípulos de Cristo não é nosso conhecimento nem mesmo os nossos dons, mas o amor. Jesus é categórico neste ponto: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros”. O amor é a prova dos nove, o sinal mais visível, a marca mais distintiva, a evidência mais eloquente de que somos seguidores de Jesus. Aquele que não ama nunca viu a Deus, pois Deus é amor. Aquele que não ama ainda está nas trevas. Não somos salvos pelo amor, e sim pela graça; mas evidenciamos nossa salvação pelo amor. O amor não é causa da nossa salvação, mas sua evidência irrefutável. O amor não é apenas um apêndice da vida cristã, mas sua própria essência. Não é apenas um dentre tantos argumentos que evidenciam nosso discipulado, mas o argumento final, o argumento irresistível.



Pr. Hernandes Dias Lopes

sexta-feira, 27 de março de 2026

Versículo do dia

      Versículo do dia


² A minha se gloriará no Senhor; os mansos o ouvirão e se alegrarão. 

Salmos 34:2



Anderson Freire e Banda Giom - Primeira Essência (Ao Vivo) - DVD Essência


 

PÃO DIÁRIO - 28/03/2026 - Paranoia inversa


Paranoia inversa


Lembro-me de assistir aos noticiários de televisão em 1991, quando uma revolução não violenta ocorreu nas ruas de Moscou. Os russos que tinham crescido no totalitarismo declararam, de repente: “Agiremos como se fôssemos livres”, tomando as ruas e encarando tanques de guerra. O contraste entre os rostos dos líderes nos prédios e as massas nas ruas mostrou quem estava realmente com medo e quem era realmente livre.
Assistindo aos noticiários transmitidos da Praça Vermelha na televisão finlandesa, tive uma nova definição de fé: paranoia inversa. Uma pessoa verdadeiramente paranoica organiza a sua vida em torno de uma perspectiva comum de medo. Tudo que acontece alimenta esse medo.
A fé age no sentido inverso. Uma pessoa de fé organiza sua vida em torno de uma perspectiva comum de confiança, não de medo. Apesar do caos aparente do momento presente, Deus reina. Independentemente de como eu possa me sentir, realmente sou importante para um Deus de amor.
O que poderia acontecer se nós, no reino de Deus, realmente agíssemos como se as palavras do apóstolo João fossem literalmente verdadeiras: “…maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo” (1 João 4:4). O que aconteceria se verdadeiramente começássemos a viver como se a oração mais repetida da cristandade tivesse realmente sido respondida — que a vontade de Deus seja feita assim na terra como no céu?
—PY


Leia: 1 João 4:1-6,17-19

Examine: No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento… —1 João 4:18

Considere: Alimentar a sua fé ajuda a fazer morrer de fome os seus medos.

Versículo do dia

     Versículo do dia ² Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar.  João 14:2