quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Versículo do dia

     Versículo do dia


² E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno. 

Daniel 12:2

Eyshila - Deus Proverá (Clipe Oficial MK Music)


 

PÃO DIÁRIO - 26/02/2026 - A pequena tenda

 

A pequena tenda


…porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude. —Colossenses 1:19


Durante a campanha histórica do evangelista Billy Graham em Los Angeles, em 1949, a grande tenda que comportava mais de seis mil pessoas ficou superlotada todas as noites por oito semanas. Perto, havia uma tenda menor montada para oração e aconselhamento. Cliff Barrows, amigo de longa data e diretor musical das conferências de Graham, dizia com frequência que o trabalho de verdade acontecia na “pequena tenda”, onde as pessoas se reuniam de joelhos para orar antes e durante cada culto evangelístico. Pearl Goode, moradora de Los Angeles, era incentivadora dessas e de muitas reuniões subsequentes.
Na carta do apóstolo Paulo aos seguidores de Cristo em Colossos, ele lhes garantiu que ele próprio e seus colegas estavam sempre orando pelos colossenses (1:3,9). Ao encerrar, Paulo mencionou Epafras, um fundador da igreja dos colossenses que “…se esforça sobremaneira, continuamente, por vós nas orações, para que vos conserveis perfeitos e plenamente convictos em toda a vontade de Deus” (4:12).
Algumas pessoas recebem a tarefa de grande exposição pregando o evangelho na “grande tenda”. Mas Deus estendeu a todos nós, assim como fez a Epafras e a Pearl Goode, o grande privilégio de ajoelharmo-nos na “pequena tenda” e trazer outros diante do trono de Deus.
— david c. mccasland

Leia: Colossenses 1:1-12; 4:12 

Examine: A Bíblia em um ano: Gênesis 39-40;Mateus 11

Considere: A oração não é a preparação para o trabalho; é o trabalho em si. —Oswald Chambers

A IGREJA FORA DOS PORTÕES

 



​Os profetas, Jesus e os apóstolos pregaram nas ruas, nas praças, fora dos portões. Eles percorriam as cidades, as vilas, os campos. Estavam onde o povo estava. A missão deles era principalmente centrífuga, para fora dos portões. Hoje, concentramos nossas atividades no templo. Invertemos a ordem. Em vez de irmos lá fora, onde as pessoas estão, queremos que elas venham a nós, onde nós estamos. Nosso testemunho tornou-se intramuros. Nossa missão tornou-se centrípeta, para dentro.

​Em vez de irmos ao fundo para lançarmos as redes para pescar, estamos pescando no raso. Fazemos uma pesca de aquário. Multiplicamos nossos esforços para fazermos demorados treinamentos, mas não colocamos em prática o que aprendemos. Fazemos congressos e conferências para aumentarmos nosso cabedal teológico, mas esse conhecimento não se traduz em ação missionária. Cruzamos mares e atravessamos fronteiras para adquirirmos o melhor conhecimento, mas guardamos isso para nós mesmos, para o nosso próprio deleite intelectual. Estamos esticando o nosso cérebro, mas atrofiando os nossos músculos. Conhecemos muito e exercitamos pouco. Sabemos muito e realizamos pouco. Reunimo-nos muito para edificarmos a nós mesmos e saímos pouco para repartirmos o que recebemos. Discutimos muito as doutrinas da graça e anunciamos pouco as boas novas do evangelho.

​A discussão é oportuna na defesa do evangelho, mas para alcançarmos os pecadores, precisamos ir além e pregarmos a eles o evangelho. A fé vem pelo ouvir e ouvir o evangelho. O evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê. Muito embora, nossas atividades no templo sejam ricas oportunidades para trazermos pessoas para ouvirem o evangelho, nossa agenda não pode ser limitada apenas à essas atividades. O projeto de Deus é o evangelho todo, por toda a igreja, em todo o mundo. Cada crente deve ser um missionário em sua escola, em seu trabalho, em sua parentela, entre seus amigos. Cada igreja local precisa alcançar com o evangelho o seu bairro, a sua cidade, a sua nação e até mesmo ir além fronteiras. Nossas ações precisam ser deliberadamente focadas na proclamação do evangelho fora dos portões e no discipulado das pessoas alcançadas.

​Se não investirmos nosso tempo na obra, vamos nos distrair com outras coisas periféricas. Se não gastarmos nossa energia no trabalho, vamos gastá-la em embates acirrados, discutindo opiniões e preferências. Crente que não trabalha, dá trabalho. Igreja que não evangeliza, precisa ser evangelizada. A igreja é uma agência missionária ou um campo missionário. Muitas igrejas hoje capitularam-se ao comodismo. Fazem um trabalho apenas de manutenção. Estão estagnadas. Não crescem nem têm propósito de crescer. Preferem criar desculpas teológicas para justificar sua covarde omissão. Há denominações históricas na Europa e na América que estão perdendo cerca de dez por cento de sua membresia a cada ano. Há igrejas que já abandonaram o genuíno evangelho e perderam a mensagem. Há igrejas que já perderam o fervor e não proclamam mais, no poder do Espírito, a mensagem da graça. Há igrejas que, embora tenham uma sólida firmeza doutrinária, possuem um pífio desempenho missionário. Oh, que Deus desperte nessa geração uma igreja fiel e relevante, uma igreja que ora com fervor e evangeliza com entusiasmo, uma igreja que edifica os salvos e busca os perdidos. Oh, que Deus derrame sobre nós o poder do seu Espírito! Oh, que Deus revista sua igreja de poder para viver e para pregar! Oh, que Deus traga sobre nós paixão pelas almas e nos tire do comodismo das quatro paredes e nos leve para fora dos portões!



Rev. Hernandes Dias Lopes

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Versículo do dia

    Versículo do dia


 Quem prepara aos corvos o seu alimento, quando os seus filhotes gritam a Deus e andam vagueando, por não terem o que comer?

Guarda O Meu Coração - Delino Marçal


 

PÃO DIÁRIO - 25/02/2026 - Alimento na despensa

 

Alimento na despensa


…não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo… —Mateus 6:25


Minha amiga Márcia, diretora da Escola Cristã de Surdos da Jamaica, recentemente ilustrou uma maneira importante de olhar para as circunstâncias. Em um artigo ao qual chamou “Um começo abençoado”, ela ressaltou que pela primeira vez em sete anos a escola havia começado o novo ano com um saldo positivo. E qual era esse saldo positivo? Mil dólares no banco? Não. Suprimentos escolares suficientes para um ano? Não. Era simplesmente isto: o suprimento do alimento suficiente para um mês no armário.
Quando você está encarregado de alimentar 30 crianças famintas com um orçamento quase inexistente, isso é grande coisa! Ela incluiu no artigo o versículo do livro de 1 Crônicas: “Rendei graças ao Senhor, porque ele é bom; porque a sua misericórdia dura para sempre” (16:34).
Ano após ano, Márcia confia que Deus proverá as necessidades das crianças e da equipe de sua escola. Ela nunca tem de sobra — seja água, alimento ou material escolar. No entanto, ela está sempre grata pelo que Deus manda e é fiel crendo que Ele continuará a suprir.
No início de um novo ano, temos fé na provisão de Deus? Agir de tal forma é acreditar na palavra de nosso Salvador quando Ele disse: “…não andeis ansiosos pela vossa vida […] não vos inquieteis com o dia de amanhã…” (Mateus 6:25,34).
— Dave Branon

Leia: Mateus 6:25-34 

Examine: A Bíblia em um ano: Gênesis 36-38;Mateus 10:21-42

Considere: A preocupação não esvazia o amanhã de sua tristeza; esvazia o hoje de sua força. —Corrie ten Boom

UMA PODEROSA MUDANÇA NA VIDA

 



O evangelista Lucas registra o importante episódio dos dois discípulos de Emaús, que caminham desassistidos de esperança, mergulhados nas sombras de expectativas frustradas, até que reconhecem o Cristo ressurreto, caminhando com eles, ensinando a eles, e tendo comunhão com Deus. Uma mudança profunda foi efetuada na vida deles. Que mudanças foram essas?

Em primeiro lugar, olhos abertos pela exposição das Escrituras (Lc 24.26,27,31). Jesus revelou-se pelas Escrituras. Ele já havia ensinado: “Examinai as Escrituras, porque são elas que testificam de mim” (Jo 5.39). Quando reconhecemos em nosso caminho que Jesus está vivo, não há mais espaço para a preocupação ( Lc24.17), tristeza (Lc 24.17), desesperança (Lc 24.21) e incredulidade (Lc 24.25). O Cristo que tinha de padecer devia também entrar na sua glória. Cristo não foi derrotado pelo poder da morte, mas triunfou através dos seus sofrimentos e venceu a morte.

Em segundo lugar, corações ardentes pela comunhão com o Cristo vivo (Lc 24.28,29,32). Quando temos comunhão com Jesus, nosso coração arde e o fogo de Deus nos inflama. Há entusiasmo em nosso coração. O vento do Espírito sopra sobre nós e remove as cinzas do comodismo e reacende as brasas do zelo em nosso coração. Quando o coração arde, acaba a frieza espiritual e o marasmo. Então, estar na Casa de Deus é alegria, orar é necessidade, louvar a Deus é prazer, andar com Jesus é o sentido da vida. Quando o nosso coração arde, nossa vida se torna um graveto seco. Então, o fogo do Espírito arde em nós, nos iluminando, nos purificando, nos aquecendo e alastrando através de nós.

Em terceiro lugar, pés velozes para ir anunciar a ressurreição (Lc 24.33). Quem tem olhos abertos e coração ardente tem pés velozes para falar de Jesus. Os mesmos que fugiram de Jerusalém, agora voltam para Jerusalém. Eles que disseram que já era tarde, não se importam com os perigos da noite. Eles que deixaram o convívio com os outros discípulos, voltam à companhia deles. Eles que conjugavam todos os verbos da esperança no passado, cheios de frustrações, agora têm pressa para testemunhar a gloriosa realidade da ressurreição. O futuro não é mais incerto, mas a garantia de uma eternidade vitoriosa.

Em quarto lugar, lábios abertos para proclamar que Cristo está vivo (Lc 24.34,35). Nem distância nem a noite os impede. Eles voltam para ter comunhão e para proclamar que Jesus está vivo. Eles voltam para dizer que a morte não tem a última palavra. A última palavra é que Jesus venceu a morte. A tristeza não pode mais nos dominar. Caminhamos para o glorioso amanhecer da eternidade e não para a noite fatídica da desesperança. É impossível ter um encontro com o Cristo vivo e ainda permanecer calado e acovardado. O poder da ressurreição abre os nossos lábios para pregação poderosa!

A ressurreição de Jesus abriu os olhos, aqueceu o coração, apressou os pés e abriu os lábios dos discípulos de Emaús. E em você, que tipo de impacto a ressurreição tem provocado? Como você tem caminhado pela vida? Tem você se encontrado com o Cristo ressurreto? O Senhor nos encontra nas angústias da nossa caminhada. O Senhor nos encontra na exposição da palavra de Deus. O Senhor nos encontra no partir do pão. Ele abre nossos olhos, nossa mente, nosso coração e nossos lábios.




Rev. Hernandes Dias Lopes

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Versículo do dia

    Versículo do dia


Pois disse eu: A tua benignidade será edificada para sempre; tu confirmarás a tua fidelidade até nos céus, dizendo:

Bruna Karla - Um Novo Dia (Clipe Oficial)


 

PÃO DIÁRIO - 24/03/2026 - Doce descanso

 

Doce descanso


Mais alegria me puseste no coração… —Salmo 4:7


Por mais que tentemos, nos debatendo, revirando-nos, afofando e batendo o travesseiro, algumas vezes simplesmente não conseguimos dormir. Após oferecer algumas boas sugestões sobre como ter uma noite de sono melhor, um artigo de jornal concluiu que na verdade não há um “jeito certo” de dormir.
Há inúmeras razões porque o sono nos escapa, e não temos o que fazer com relação a muitas delas. Mas algumas vezes, a indesejada insônia é causada por pensamentos ansiosos, preocupação ou culpa. É nesse momento que o exemplo de Davi no Salmo 4 pode ajudar. Ele clamou a Deus, pedindo misericórdia e para que Deus ouvisse a sua oração (v.1). Ele também lembrou que o Senhor o ouve quando ele o chama (v.3). Davi nos encoraja: “…consultai no travesseiro o coração e sossegai” (v.4). Concentrar as nossas mentes na bondade, na misericórdia e no amor de Deus por Seu mundo, por nossos amados e por nós mesmos pode nos ajudar a confiar no Senhor (v.5).
Deus deseja nos ajudar a deixar de lado a preocupação no que se refere a encontrar soluções para os nossos problemas e a colocar a nossa confiança na certeza de que Ele resolverá a situação. O Senhor pode colocar mais alegria em nossos corações (v.7), para podermos declarar: “Em paz me deito e logo pego no sono, porque, Senhor, só tu me fazes repousar seguro” (v.8).
— david c. egner


Leia: Salmo 4 

Examine: A Bíblia em um ano: Gênesis 33-35;Mateus 10:1-20

Considere: Mesmo quando não conseguimos dormir, Deus pode nos dar o descanso.

A CRISE É O PRELÚDIO DO AVIVAMENTO

 




​Os grandes avivamentos da história aconteceram em tempos de crise. Não nasceram do útero da bonança, mas foram gestados com dores e lágrimas em tempos de sequidão. A crise nunca foi impedimento para a ação soberana de Deus. É quando os recursos dos homens se esgotam que Deus mais visivelmente manifesta o seu poder. É quando todas as portas da terra se fecham é que Deus abre as janelas do céu. É quando o homem decreta sua falência, que o braço do onipotente mais se manifesta.

​O Brasil está vivendo, possivelmente, a sua mais aguda e agônica crise desde o seu descobrimento. A nação está rubra de vergonha, diante da desfaçatez de políticos e empresários que domesticaram os poderes constituídos, para assaltarem a nação e sonegarem ao povo o direito de viver dignamente. O profeta Miquéias, já no seu tempo, identificou esse conluio do crime, quando escreveu: “As suas mãos estão sobre o mal e o fazem diligentemente; o príncipe exige condenação, o juiz aceita suborno, o grande fala dos maus desejos de sua alma, e, assim, todos eles juntamente urdem a trama” (Mq 7.3). A corrupção chegou ao palácio, ao parlamento, às cortes e em setores importantes do empresariado. Um terremoto devastador atingiu as instituições, abalou a economia e enfraqueceu a indústria e o comércio. A carranca da crise é vista na desesperança dos mais de quatorze milhões de desempregados em nosso país. A morte se apressa para aqueles que não têm direito a uma assistência digna nos hospitais, sempre lotados e desprovidos de recursos. Os acidentes trágicos se multiplicam porque nossas estradas estão sucateadas. A educação se enfraquece porque as escolas públicas, em muitos lugares, estão entregues ao descaso. Líderes com muito poder e apequenado caráter, favorecem os poderosos e tiram o pão da boca dos famintos, fazendo amargar a vida de um povo já combalido pela pobreza e desesperança.

​Nesse cenário cinzento, muitas igrejas, por terem se afastado da sã doutrina e por terem tergiversado com a ética, perderam a capacidade de exercer voz profética. Não confrontam os pecados da nação, como consciência do Estado, porque primeiro precisam embocar a trombeta para dentro de seus próprios muros. Há um silêncio gelado, um conformismo covarde, um torpor anestésico. Há igrejas cheias de pessoas vazias de Deus. Há igrejas onde os púlpitos já baniram a pregação fiel da palavra de Deus. Há igrejas onde o antropocentrismo idolátrico substituiu a centralidade de Cristo. Há igrejas mornas, apáticas, amando o mundo, sendo amigas do mundo e conformando-se com o mundo. Há igrejas que parecem um vale de ossos secos. Perdeu-se a vitalidade. Perdeu-se o vigor. Falta um sopro de vida!

​É nesse momento de prognósticos sombrios, que devemos nos humilhar sob a poderosa mão de Deus. É imperativo converter-nos dos nossos maus caminhos e orarmos, buscando a face do Senhor, a fim de que ele perdoe nossos pecados, restaure a nossa sorte e sare a nossa terra. O avivamento começa com a igreja e partir dela reverbera para o mundo. O avivamento é uma obra soberana do Espírito Santo que vem, como torrentes do céu, sobre a terra seca. A água é derramada sobre o sedento e as torrentes sobre a terra seca. O Espírito Santo é derramado sobre um povo que anseia por Deus mais do que pelas bênçãos de Deus. É quando decretamos nossa falência, nos convertemos dos nossos maus caminhos e nos prostramos diante de Deus, para desejarmos ardentemente sua presença manifesta, é que ele traz sobre nós o seu renovo. Então, a igreja florescerá como salgueiros junto às correntes das águas. Então, os crentes se levantarão para dizer: “Eu sou do Senhor”. Então, não haverá mais abismo entre o que se prega e o que se vive, porque os crentes escreverão na própria mão: “Eu sou do Senhor”. Oh, que Deus levante sua igreja e restaure a nossa nação! Oh, que nesse tempo de crise e sequidão caia sobre nós as torrentes abundantes do Espírito Santo!



Rev. Hernandes Dias Lopes

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Versículo do dia

    Versículo do dia


 ³⁷ E, admirando-se sobremaneira, diziam: Tudo faz bem; faz ouvir os surdos e falar os mudos. 

Marcos 7:37

Anderson Freire e Banda Giom - Primeira Essência (Ao Vivo) - DVD Essência


 

PÃO DIÁRIO - 23/02/2026 - Mais do que sobreviver

 

Mais do que sobreviver


…trazendo-nos boas notícias da vossa fé e do vosso amor… —1 Tessalonicenses 3:6



Os exércitos invasores de Mussolini forçaram todos os missionários que serviam na região de Walamo a fugirem da Etiópia em abril de 1937. Eles deixaram 48 cristãos convertidos para trás, e estes tinham pouco mais do que o evangelho de Marcos para alimentar o seu crescimento espiritual. Poucos sabiam ler. Mas, quatro anos depois, quando os missionários retornaram, a igreja não tinha simplesmente sobrevivido, mas tinha atingido o número de 10 mil pessoas!
Quando o apóstolo Paulo foi forçado a deixar Tessalônica (Atos 17:1-10), ele ansiava por saber sobre a sobrevivência do pequeno grupo de cristãos que havia deixado para trás (1 Tessalonicenses 2:17). Mais tarde, quando Timóteo visitou a igreja dos tessalonicenses, ele levou notícias a Paulo em Atenas sobre a “fé e o amor” do povo (1 Tessalonicenses 3:6). Eles tinham se tornado “exemplos” aos cristãos das regiões vizinhas na Macedônia e Acaia (1 Tessalonicenses 1:8).
Paulo nunca reivindicou o crédito por nenhum crescimento numérico em seu ministério nem o atribuiu a outra pessoa. Antes, deu o crédito a Deus. Ele escreveu: “Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus” (1 Coríntios 3:6).
As circunstâncias difíceis podem frustrar até mesmo as nossas melhores intenções, separando amigos por certo tempo. Mas Deus está aumentando os números de Sua igreja por meio de toda dificuldade. Precisamos apenas ser fiéis e deixar os resultados para Ele.
— C. P. Hia


Leia: 1 Tessalonicenses 2:17-3:7 

Examine: A Bíblia em um ano: Gênesis 31-32;Mateus 9:18-38

Considere: …edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. —Jesus (Mateus 16:18)

A IGREJA PRECISA DE PODER

 




“Mas recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judeia, Samaria e até aos confins da terra” (At 1.8).



A igreja é o povo chamado para fora do mundo, para voltar ao mundo, como testemunha de Cristo no mundo. Não sendo do mundo, vive no mundo, para pregar o evangelho por todo o mundo, a toda a criatura, fazendo discípulos de todas as nações, até aos confins da terra. Para cumprir essa grande comissão a igreja precisa de poder. Destacamos, à luz do texto em epígrafe, quatro verdades:

Em primeiro lugar, uma capacitação sobrenatural. “Mas recebereis poder…”. A igreja não realiza a grande comissão com seus próprios recursos. Não podemos pregar, testemunhar e fazer discípulos desprovidos de poder. Esse poder não é uma habilidade inata que possuímos. Não é resultado do conhecimento que acumulamos. Esse poder não é produto da nossa experiência nem mesmo vem como consequência de nossa maturidade cristã. Esse poder é sobrenatural e irresistível. A palavra grega usada aqui é dunamis, de onde vem a nossa palavra “dinamite”. A dinamite esmiúça as pedras mais duras e derruba as estruturas mais sólidas. Esse poder é capaz de transformar o pecador mais rebelde em um servo do Altíssimo. É capaz de transformar um Saulo de Tarso, o mais temido inimigo do Cristianismo, no mais poderoso apóstolo de Cristo.

Em segundo lugar, uma origem celestial. “… ao descer sobre vós o Espírito Santo…”. O poder que a igreja precisa não vem da terra, mas do céu. Não vem dos homens, mas do Espírito Santo de Deus. Não podemos fazer a obra de Deus sem o poder do Espírito Santo. É o Espírito Santo quem nos convence de pecado. É o Espírito Santo quem nos regenera. É o Espírito Santo quem nos batiza no corpo de Cristo. É o Espírito Santo quem nos sela para o dia da redenção. É o Espírito quem nos transforma à imagem de Cristo e nos santifica. É o Espírito Santo quem nos dá poder para testemunhar. Não podemos fazer a obra de Deus fiados em nosso conhecimento ou em nossos métodos. Precisamos de poder, do poder do Espírito Santo. Fazer a obra de Deus confiados em nós mesmos é o mesmo que tentar cortar uma árvore com o cabo do machado.

Em terceiro lugar, uma missão essencial. “… e sereis minhas testemunhas…”. A igreja recebe poder para testemunhar. Nossa pregação não pode consistir apenas em palavras de sabedoria humana. Precisamos de uma capacitação sobrenatural. Não recebemos poder para ficar trancados dentro de quatro paredes. Não recebemos poder para nos consumirmos em intérminas e inócuas discussões. Não recebemos poder para promovermos a nós mesmos. Recebemos poder para testemunhar. Uma igreja revestida com o poder do Espírito Santo tem coração aquecido, pés velozes e lábios abertos para testemunhar de Cristo. Uma igreja fortalecida com esse poder sai do campo da especulação teológica para o campo da ação missionária. Uma igreja cheia do Espírito, exerce perdão, derruba as paredes da inimizade e constrói pontes de reconciliação. Judeus e samaritanos são transformados e reconciliados. Samaria e Judeia, outrora inimigas, dão as mãos para caminhar juntas.

Em quarto lugar, uma abrangência universal. “… tanto em Jerusalém, como em toda a Judeia, Samaria e até aos confins da terra”. Uma igreja cheia do Espírito Santo começa em sua Jerusalém, alcança sua região, atravessa suas fronteiras étnicas e alarga suas fronteiras até aos confins da terra. Sem o poder do Espírito Santo vamos olhar apenas para nós mesmos. Vamos investir apenas em nós. Sem o poder do Espírito Santo vamos transformar koinonia (comunhão) em koinonite (adoecimento das relações). Sem o poder do Espírito Santo vamos nos bastar a nós mesmos, apascentar a nós mesmos e sonegar a mensagem salvadora do evangelho aos povos. Nossa tarefa é imperativa, intransferível e impostergável. É tempo de alcançarmos, com o evangelho da graça, nossa cidade, nosso Estado, nosso país e as nações da terra!



Rev. Hernandes Dias Lopes

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Versículo do dia

    Versículo do dia


 ⁴ Porque, ainda que foi crucificado por fraqueza, vive, contudo, pelo poder de Deus. Porque nós também somos fracos nele, mas viveremos com ele pelo poder de  

2 Coríntios 13:4

Pedro Henrique | Deus Está Te Ensinando [Cover Nathália Braga]


 

PÃO DIÁRIO - 22/02/2026 - Um vizinho na cerca

 

Um vizinho na cerca

Todos os que creram estavam juntos… —Atos 2:44


A cerca ao redor do jardim lateral de nossa casa estava desgastada e meu marido Carl e eu decidimos que precisávamos derrubá-la antes que caísse sozinha. Foi muito fácil desmontá-la, então a removemos rapidamente em uma tarde. Algumas semanas depois quando Carl estava rastelando o jardim, uma mulher que passeava com seu cachorro parou para dar sua opinião: “Seu jardim está muito melhor sem a cerca. Além do mais, não acredito em cercas.” Ela explicou que gostava de “comunidade” e não de barreiras entre pessoas.
Embora haja algumas boas razões para termos barreiras físicas, o isolar-se de nossos vizinhos não está entre elas. Deste modo, entendi o desejo de nossa vizinha pelo sentimento de comunidade. A igreja que frequento tem grupos da comunidade que se reúnem uma vez por semana para desenvolver relacionamentos e encorajar uns aos outros em nossa jornada com Deus. A igreja primitiva se reunia diariamente no templo (Atos 2:44,46). Tornaram-se um em propósito e coração conforme comungavam e oravam. Se tivessem lutas, tinham companheiros para animá-los (Eclesiastes 4:10).
A conexão com uma comunidade de cristãos é vital em nossa caminhada cristã. Uma das maneiras que Deus escolheu para demonstrar o Seu amor a nós é por meio dos relacionamentos.
— Anne Cetas

Leia: Atos 2:41-47

Examine: A Bíblia em um ano: Gênesis 29-30;Mateus 9:1-17

Considere: Todos nós precisamos de comunhão cristã para nos animar e sustentar.

O MUNDO ESTÁ DOENTE E AGONIZA

 





“Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis” (2Tm 3.1).



​O mundo foi atingido por uma enfermidade mortal desde que o pecado entrou em nossa história, com a queda dos nossos pais. Mas, essa enfermidade aguda, agônica, endêmica e sistêmica está produzindo no mundo gemidos pungentes e sofrimento atroz. O mundo agoniza.

​O apóstolo Paulo, descreve esses últimos dias com cores fortes. Esses últimos dias chegaram com a vinda de Cristo e terminarão com a volta de Cristo. Entre a primeira e a segunda vinda de Cristo esses dias têm ficado cada vez mais difíceis, cada vez mais turbulentos, cada vez mais ameaçadores e furiosos.

​A palavra “difíceis”, usada por Paulo no texto em epígrafe, significa “furiosos”. É a mesma palavra usada para descrever o endemoninhado gadareno. Vivemos dias furiosos. Há uma violência incomum imperando entre as nações. O terrorismo multiplica suas vítimas todos os dias. Sangue e mais sangue é derramado sem qualquer respeito à vida. As guerras se espalham apesar dos tratados de paz. A inquietação entre as nações aumenta apesar dos esforços diplomáticos. A violência cresce nas ruas apesar da repressão da lei. O investimento em armas de destruição cresce apesar do esforço do desarmamento.

​Os últimos dias não são apenas furiosos, mas também, são marcados por uma influência satânica. Os homens, loucamente, sacudiram de si o jugo de Deus. Baniram de suas escolas o nome de Deus. Varreram de suas Constituições os preceitos da palavra de Deus. Jogaram para o fosso do esquecimento o nome de Deus. Uma geração que despreza Deus abre caminho para a influência satânica, pois o humanismo idolátrico é de inspiração satânica. Quando o homem empurra Deus para a lateral, para ocupar o centro do mundo, está apenas fazendo o jogo daquele que sempre quis ocupar o lugar de Deus.

​Esse arqui-inimigo de Deus é maligno, mentiroso, ladrão e assassino. Seus planos são perversos. Suas palavras são enganosas. Suas ações são devastadoras. Onde ele age, prevalece a mentira. Onde ele põe sua mão perversa, há rapinagem e morte. A influência demoníaca está presente em todos os setores da sociedade. Sua sordidez pode ser vista na política, na economia e na religião. Sua influência maligna é notória na educação, no cinema, na televisão e nas redes sociais. O pensamento humano foi afetado por essa influência diabólica. As filosofias humanas e os sistemas de governo foram contaminados por esse fermento perigoso. As artes, a música, o teatro e as expressões culturais de diversão foram infiltrados por esses pensamentos contrários à dignidade e à santidade da vida. Os esportes, as correntes de pensamentos, os sistemas econômicos e a própria religião não escaparam dessa perversa influência. Os homens tornam-se cada vez mais egoístas, avarentos, soberbos, blasfemadores, irreverentes, violentos, traidores. Amam mais a si mesmos do que ao próximo. São mais amigos dos prazeres do que amigos de Deus. Não respeitam aos pais nem às leis. Não têm domínio próprio. Vivem rendidos aos vícios e aos seus desejos mundanos.

​O apóstolo Paulo alerta-nos, dizendo: “Sabe, porém, isto…”. A ignorância é a arma predileta do maligno. Ele é o pai da mentira. Quem não tem olhos para ver nem ouvidos para ouvir, tem uma mente aberta à mentira, é cativo do engano e escravo da obscurantismo. Quem não discerne a malignidade do sistema é porque já faz parte dele. Já foi domesticado por ele. Sucumbiu a ele.

​É tempo de acordarmos desse torpor. É tempo de rogarmos a Deus para lançar luz em nossas trevas. É tempo de sermos regidos pela verdade de Deus e não pela mentira de Satanás. É tempo de nos inconformarmos com este século para nos conformarmos com a vontade de Deus.



Rev. Hernandes Dias Lopes

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Versículo do dia

    Versículo do dia


 ¹⁶ Sairei na força do Senhor Deus, farei menção da tua justiça, e só dela. 

Salmos 71:16

Anderson Freire - Raridade (Ao Vivo)


 

PÃO DIÁRIO - 21/02/2026 - A jornada começa

 

A jornada começa


…se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram… —2 Coríntios 5:17


Há 81 anos, um menino de 9 anos orou para pedir a Jesus que fosse o Salvador de sua vida. Sua mãe escreveu o seguinte num livro de memórias: “Clair deu o primeiro passo hoje.”
Clair — meu pai — caminha com Cristo há oito décadas. Ele marca o dia em que tomou a decisão de seguir a Cristo como o começo de sua jornada. O crescimento espiritual é um processo contínuo da vida e não um evento único. Desse modo, como um novo cristão alimenta a sua fé e continua a crescer? Estas são algumas coisas que observei na vida do meu pai durante os anos.
Ele leu as Escrituras regularmente para aumentar a sua compreensão de Deus e fez a oração ser uma parte diária de sua vida (1 Crônicas 16:11; 1 Tessalonicenses 5:17). A leitura bíblica e a oração nos ajudam a aproximarmo-nos mais de Deus e resistir à tentação (Salmo 119:11; Mateus 26:41; Efésios 6:11; 2 Timóteo 3:16,17; 1 Pedro 2:2). O Espírito Santo começou a desenvolver o “fruto do Espírito” nele conforme ele entregava sua vida em fé e obediência (Gálatas 5:22,23). Exibimos o amor de Deus por meio de nosso testemunho e serviço.
A jornada espiritual de meu pai continua e a nossa também. Que privilégio ter um relacionamento em que podemos crescer “…na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo…”! (2 Pedro 3:18).
— Cindy Hess Kasper

Leia: 2 Pedro 1:5-11

Examine: A Bíblia em um ano: Gênesis 27-28;Mateus 8:18-34

Considere: A salvação é o milagre de um momento; o crescimento é o trabalho de uma vida.

UMA NAÇÃO RENDIDA AO CRIME

 

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“As suas mãos estão sobre o mal e o fazem diligentemente; o príncipe exige condenação, o juiz aceita suborno, o grande fala dos maus desejos de sua alma, e, assim, todos eles juntamente urdem a trama” (Mq 7.3).

​O texto em epígrafe não foi extraído da Folha de São Paulo nem é uma citação do último Telejornal. É uma menção feita pelo profeta Miquéias há mais de dois mil e setecentos anos. Israel era uma nação rendida ao crime. Por não ter se arrependido, sofreu um amargo cativeiro, sob a látego dos caldeus. O Brasil segue à risca esse mesmo roteiro trágico. Vejamos:

Em primeiro lugar, a maldade é praticada com diligência. “As suas mãos estão sobre o mal e o fazem diligentemente…”. Não se trata apenas de tolerância ao erro, mas de uma inversão total de valores. Não se trata apenas de uma parcela da sociedade estar corrompida, mas esse levedo do mal, fermentou toda a sociedade, e, assim, todos estendem sua mão para fazer o mal contra o seu próximo, e isso, com diligência. O mal não é apenas praticado, mas praticado com planejamento rigoroso, com dedicação exclusiva.

​Em segundo lugar, os governantes tornam-se feitores do mal e não do bem. “… o príncipe exige condenação…”. Os governantes são ministros de Deus para a prática do bem e a proibição do mal. Eles devem servir ao povo em vez de se servirem do povo. São defensores do povo e não opressores dele. Porém, aqui, o príncipe está exigindo condenação. Está usando seu mandato para oprimir o povo e não para aliviar o fardo do povo. Quando os governantes, com desfaçatez, pervertem seu caráter, maculam sua honra, rendem-se ao crime e oprimem o povo, tornam-se um pesadelo para a nação.

​Em terceiro lugar, os tribunais tornam-se agência de injustiça. “… o juiz aceita suborno…”. Os juízes deixam de julgar conforme a lei para promoverem a injustiça. Julgam com parcialidade, para favorecer aos poderosos e esmagar os fracos. Os juízes escondem a verdade, amordaçam a justiça, aviltam o direito, escarnecem da lei e dão sentenças por suborno. Por causa do amor ao dinheiro, as cortes deixam de ser o refúgio dos justos para ser o esconderijo dos criminosos.

Em quarto lugar, os poderosos encontram caminho aberto para colocarem em prática seus desejos perversos. “… o grande fala dos maus desejos da sua alma…”. Quando os poderes constituídos se capitulam ao crime; quando o Estado é domesticado para favorecer os fortes e oprimir os fracos, então, os poderosos perdem o pudor e não escondem mais seus projetos iníquos. Sabem que praticarão delitos e escaparão do braço da lei. Sabem que seus crimes lhes trarão robustas recompensas. Sabem que, ainda que suas transgressões venham à baila, eles não serão exemplarmente punidos. O palácio, o parlamento e a corte, assim, deixam de ser a fortaleza da esperança do povo para tornarem-se na sua maior ameaça. As riquezas que deveriam atender as necessidades do povo são desviadas, criminosamente, para atender aos interesses dos ricos e endinheirados. Enquanto os poderosos vivem refestelando-se em seu luxo extremo, o povo geme abandonado ao descaso extremo.​Em quinto lugar, os defensores do povo se unem para oprimir ainda mais o povo. “… e, assim, todos eles juntamente urdem a trama”. A trama não é urdida por aqueles que vivem ao arrepio da lei, nos subúrbios do crime, mas por homens togados, investidos de poder, mas sem nenhum coração. O crime não vem apenas dos porões escuros da marginalidade, mas sobretudo do palácio e do parlamento. O povo aturdido não tem a quem recorrer, pois há uma orquestração bem alinhada entre os poderosos para, sob o manto da lei, transgredirem a lei. Aqueles que sobem à tribuna ou discursam nos tribunais, estadeando sua lealdade à Constituição, pisam-na. Aqueles que são escolhidos pelo povo, para servirem ao povo, exploram-no. Aqueles que deveriam administrar os recursos públicos para o bem do povo, desviam-nos para atender a ganância dos poderosos. Aqueles que deveriam ser exemplo de integridade para o povo, como ratazanas esfaimadas, abocanham as riquezas da nação, deixando o povo à míngua. Cercados por essa horda de criminosos, só nos resta clamar Àquele que tudo vê, tudo sonda e a todos conhece. Nesse tempo de desesperança, é tempo de buscarmos em Deus refúgio, unir nossa voz à voz do profeta Miquéias e clamar: “Eu, porém, olharei para o Senhor e esperarei no Deus da minha salvação; o meu Deus me ouvirá” (Mq 7.5).



Rev. Hernandes Dias Lopes

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Versículo do dia

     Versículo do dia


 E farei com eles uma aliança eterna de não me desviar de fazer-lhes o bem; e porei o meu temor nos seus corações, para que nunca se apartem de mim.

Quando Jesus Estendeu a Sua Mão - Mattos Nascimento [MATTOS EM CASA]


 

PÃO DIÁRIO - 20/02/2026 - A longo prazo

 

A longo prazo


Sede, pois, irmãos, pacientes, até à vinda do Senhor… —Tiago 5:7


Uma pesquisa feita em 2006 com mais de mil adultos revelou que a maioria das pessoas leva em média 17 minutos para perder a paciência enquanto espera em uma fila. A maioria das pessoas também perde a paciência em apenas nove minutos enquanto espera no telefone. A impaciência é uma característica comum.
Tiago escreveu para um grupo de cristãos que lutavam para ser pacientes na espera pela volta de Jesus (Tiago 5:7). Eles estavam vivendo sob exploração e aflição e Tiago os encorajou a “arrumar seus despertadores de humor” para o modo longo prazo. Desafiando estes cristãos a perseverar sob o sofrimento, ele tentou encorajá-los a permanecer firmes e a viver sacrificialmente até que o Senhor voltasse para consertar tudo que estava errado. Ele escreveu: “…fortalecei o vosso coração, pois a vinda do Senhor está próxima” (v.8).
Tiago os chamou para ser como o fazendeiro que espera pacientemente pela chuva e pela colheita (v.7) e como os profetas e o patriarca Jó, que demonstraram perseverança em meio às dificuldades (vv.10,11). A linha de chegada estava logo adiante e Tiago encorajou os cristãos a não desistir.
Quando estamos sendo provados e submetidos a provas ou angústias extremas, Deus deseja nos ajudar a continuar vivendo por fé e confiando em Sua compaixão e misericórdia (v.11).
— Marvin Williams


Leia: Tiago 5:7-11

Examine: A Bíblia em um ano: Gênesis 25-26;Mateus 8:1-17

Considere: Para muita paciência — grandes provações.

A MESA DA COMUNHÃO

 



​A participação na Ceia do Senhor é um imenso privilégio e uma enorme responsabilidade. Esse não é um banquete qualquer. O alimento oferecido nessa mesa da comunhão não é para nutrir nosso corpo, mas para fortalecer nossa fé. Para assentar-se à mesa é necessário estar vestido com as roupas alvas da justiça de Cristo, pois não fazemos parte desse banquete por merecimento, mas por graça. Somente aqueles que foram libertos no sangue do Cordeiro de Deus estão aptos a se alimentarem do Cordeiro. Participar desse banquete da graça sem discernimento é comer e beber juízo para si. Comer do pão e beber do cálice sem autoexame é participar indignamente. O que precisamos fazer para participarmos da mesa da comunhão?

​Em primeiro lugar, reconhecer que nossos pecados foram julgados na cruz de Cristo. A nossa dignidade é a consciência da nossa indignidade. Participamos da Ceia dignamente quando compreendemos que nossos pecados foram punidos no corpo de Cristo e ele morreu pelos nossos pecados para nos libertar da condenação do pecado e nos purificar da contaminação do pecado. Não podemos participar dignamente da Ceia a menos que reconheçamos que foi por causa dos nossos pecados que Jesus foi pregado na cruz e verteu o seu sangue.

​Em segundo lugar, reconhecer que necessitamos ser sustentados continuamente por Cristo. A obra de Cristo na cruz nos libertou da condenação do pecado, mas precisamos nos apropriar continuamente de Cristo para termos vitória sobre o poder do pecado. A Ceia é um meio de graça. Por meio dessa participação na Ceia somos fortalecidos com graça para uma vida de santidade. Não podemos viver deliberadamente no pecado e ao mesmo tempo participarmos desse banquete de forma digna. Também não podemos fugir da Ceia por causa do pecado, mas devemos fugir do pecado por causa da Ceia. Como nos deleitaremos no pecado, se foi por causa do pecado que o Filho de Deus morreu na cruz? Nós que fomos libertos pelo sangue do Cordeiro uma vez por todas, precisamos nos alimentar do Cordeiro continuamente.

​Em terceiro lugar, reconhecer que precisamos amar e perdoar nossos irmãos que conosco comungam na mesma mesa. Oh, quão grave pecado é assentarmo-nos à mesa do Senhor desprovidos de amor uns pelos outros! Oh, quão indigno é, afirmarmos que somos membros uns dos outros, se abrigamos no coração repulsa por aqueles por quem Cristo morreu! Oh, quão perigoso é julgarmo-nos uns aos outros, em vez de julgarmo-nos a nós mesmos? Oh, quão imprudente é examinarmos a vida dos outros, em vez de examinarmo-nos a nós mesmos. Diante da mesa do Senhor, não devemos apontar para os pecados dos nossos irmãos, mas arrependermo-nos dos nossos próprios pecados. Se em nosso coração houver qualquer outro sentimento que não aquele que houve em Cristo Jesus, ao participarmos da Ceia, haverá fraqueza em nós, em vez de força. Haverá doença em nós, em vez de saúde. Haverá morte entre nós, em vez de vida.

​Em quarto lugar, reconhecer que somos uma só família e que juntos iremos celebrar com Cristo o banquete celestial. A Ceia do Senhor aponta para o passado, para a cruz, para o que Cristo fez por nós. Aponta para o presente, para a presença espiritual de Cristo entre nós. Mas, aponta também para o futuro, para o Cristo que virá para nós. Então, sem qualquer muro de separação, estaremos todos juntos, glorificados, para participarmos, com alegria indizível, e sem qualquer mácula, do grande banquete da salvação. Aquela será uma festa de gozo indizível, de comunhão plena e de celebração permanente ao Cordeiro de Deus!



Hernandes Dias Lopes

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Versículo do dia

     Versículo do dia


 ¹⁰ E, logo depois desta visão, procuramos partir para a Macedônia, concluindo que o Senhor nos chamava para lhes anunciarmos o evangelho. 

Atos 16:10

Klev - 🙌🏻 Deus Que Surpreende (Clipe Oficial MK Music)


 

PÃO DIÁRIO -19/02/2026 - Na terra, como no céu

 

Na terra, como no céu


Vós sois testemunhas destas coisas […] permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder. —Lucas 24:48,49


O paganismo romano dos dias de Jesus ensinava que as ações dos deuses nos céus acima de nós afetavam a terra aqui embaixo. Se Zeus ficasse bravo, os raios e trovões ressoariam. “No céu, como na terra,” era a fórmula antiga.
Jesus, entretanto, algumas vezes invertia essa ordem. Ele ensinava: Na terra, como no céu. Um cristão ora e o céu responde. Um pecador se arrepende e os anjos se alegram. Uma missão é bem-sucedida e Deus é glorificado. Um cristão se rebela e o Espírito Santo se entristece. 
Creio nestas coisas e, no entanto, de alguma forma, continuo esquecendo-as. Esqueço que as minhas orações são importantes para Deus. Esqueço que as escolhas que faço hoje trazem alegria ou tristeza ao Senhor do universo. Esqueço que estou ajudando os que me são próximos a chegarem aos seus destinos eternos.
Nós agora podemos levar aos outros a mensagem das boas-novas do amor de Deus que Jesus trouxe a esta terra. Esse era o desafio que Ele deu aos Seus discípulos antes de ascender a Seu Pai (Mateus 28:18-20). Nós que seguimos a Jesus servimos de extensão de Sua encarnação e ministério. Por isso Ele veio à terra. Antes de ir, Ele disse a Seus discípulos que enviaria o Seu Espírito do alto para aqueles que estão aqui embaixo (Lucas 24:48). Ele não nos deixou sozinhos. Ele nos enche com Seu poder para que possamos tocar as vidas aqui embaixo atingindo a eternidade.
— Philip Yancey


Leia: Lucas 24:44-53 


Examine: A Bíblia em um ano: Gênesis 23–24;Mateus 7


Considere: Tu subiste diante de nossos olhos, nos voltamos tristes e te encontramos em nossos corações. —Agostinho

DISCUSSÃO SEM PODER





​Jesus subira com Pedro, Tiago e João para um alto monte, a fim de orar. Lá ele foi transfigurado na presença deles. Mesmo vendo milagres no topo dessa montanha, os discípulos não oraram. Por isso, estavam desprovidos de entendimento. Não compreenderam a centralidade da pessoa nem da missão de Jesus. Em vez de se deleitarem em Deus, passaram a ter medo dele. Os discípulos que ficaram no sopé do monte também não oraram. Em vez de fazerem a obra, discutiram com os escribas, os maiores opositores de Jesus. A apologética é necessária quando se trata da defesa da fé, mas apenas discutir a obra em vez de fazer a obra é uma perda de foco e um perigo ameaçador para a igreja.  

​No vale, enquanto os discípulos discutem com os escribas, um pai aflito busca ajuda para seu filho endemoninhado. Esse homem recorre aos discípulos, mas eles não puderam libertar o seu filho. Em vez de orar e libertar os cativos, eles estavam gastando toda a sua energia numa discussão infrutífera. Em vez de socorrer os aflitos e fazer a obra, estavam discutindo a obra com os inimigos da obra.

​Enquanto a igreja se distrai, discutindo a obra ano após ano, no conforto do templo, o diabo age destruindo famílias. Aquele jovem endemoninhado era jogado na água, no fogo e na terra por uma casta de demônios e isso desde sua infância. Havia um grande sofrimento naquela família. A esperança de encontrar nos discípulos de Jesus uma saída para esse drama fracassou. Eles estavam sem poder. Tinham perdido o foco. Estavam gastando todo o tempo discutindo a obra em vez de fazer a obra.

​Enquanto os discípulos discutem, as multidões perecem, os cativos não são libertos e os demônios não são confrontados. Oh, como esse fato deveria nos despertar! Gastamos muito tempo discutindo nossas doutrinas, defendendo nossos posicionamentos, combatendo nossos opositores, mas investimos muito pouco tempo fazendo a obra de Deus. Por isso, o crescimento da igreja é tão inexpressivo. Não adianta apenas dizer que temos uma boa doutrina. Que a palavra de Deus é poderosa! Que a semente tem vida em si mesma! Que ela é irresistível! Essa semente só vai frutificar se nós a semearmos. Não basta apenas defender o evangelho. Importa também pregá-lo no poder do Espírito Santo. A fé vem pelo ouvir e ouvir a palavra de Deus. Há igrejas que estão ficando desidratadas de tanto de discutir. Sempre teremos mais um assunto novo para discutir ou se nos falta um novo assunto, repisamos os antigos. Essa agenda nunca se esgotará. Enquanto ficarmos agarrados com essas discussões inócuas, a igreja não terá resposta para o mundo aflito e atormentado pelas hordas demoníacas.​

Quando aquele pai aflito buscou a Jesus e o informou que seus discípulos não puderam libertar seu filho, Jesus soltou uma exclamação de dor: “Oh, geração incrédula e perversa, até quando vos suportarei?”. A falta de poder na igreja causa dor no coração do nosso Salvador. Jesus, então, libertou o menino e o devolveu a seu pai. O mal foi vencido. As trevas foram derrotadas. O evangelho prevaleceu. A falta de poder na igreja impede os cativos de serem libertos. A falta de poder na igreja é um entrave para o seu crescimento. É tempo de avaliarmos nosso coração, nossa vida, nossa agenda, nossa igreja. É tempo de sairmos da arena da discussão, para o campo da ação. É tempo de fazermos a obra em vez de apenas discutir sobre a obra. É tempo de orar e jejuar. É tempo de buscarmos o poder do Espírito Santo. É tempo de sermos uma igreja viva e operosa, que leva a esperança da salvação para fora de seus portões!



Rev. Hernandes Dias Lopes

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Versículo do dia

     Versículo do dia


 ⁵ E bem sabeis que ele se manifestou para tirar os nossos pecados; e nele não há pecado

1 João 3:5

Sarah Beatriz – O Poder do Teu Amor (The Power Of Your Love) - Ao Vivo


 

PÃO DIÁRIO - 18/02/2026 - A vida escondida

 A vida escondida


E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus… —Colossenses 3:17


Há alguns anos, encontrei um poema de George MacDonald intitulado, The Hidden Life (A vida escondida). O poema conta a história de um jovem muito inteligente que desistiu de uma prestigiosa carreira acadêmica para voltar a viver com seu pai idoso e sua família na fazenda. Lá, ele se comprometeu com o que MacDonald chamou de “feitos comuns” e “formas simples de assistência humana.” Seus amigos lamentaram o que viram considerando um desperdício dos talentos do rapaz.
Talvez você também sirva em algum lugar despercebido, e suas atividades sejam consideradas algo comum. Outros podem pensar que é um desperdício. Mas Deus não desperdiça nada. Todo ato de amor expresso por dedicação a Ele é reconhecido e tem consequências eternas. Todo lugar, não importa quão pequeno, é solo santo. A influência significa mais do que simples ações e palavras. Pode ser simplesmente uma questão de ajuda a outro ser humano: estar presente, ouvir, compreender a necessidade, amar e orar. É isto o que torna a rotina diária em adoração e serviço.
O apóstolo Paulo desafiou os colossenses: “E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus…” e “…fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens […] cientes de que recebereis do Senhor a recompensa da herança” (Colossenses 3:17,23,24). Deus reconhece o que fazemos em Seu nome e se alegra em nos usar como Seus instrumentos.
— david h. roper


Leia: Colossenses 3:12-17 

Examine: A Bíblia em um ano: Gênesis 20-22;Mateus 6:19-34

Considere: A forma de conquistar muito para Cristo é servindo-o de todas as maneiras que podemos.

CRIA EM MIM, Ó DEUS, UM CORAÇÃO PURO

 



O título deste artigo é, literalmente, o clamor de Davi, registrado no Salmo 51.10. Em virtude de seu deslize moral e do sofrimento atroz que sentiu em virtude de ter escondido esse pecado, ao destampar as câmaras de horror de seu coração, reconheceu que não poderia, por si mesmo, possuir um coração puro. Então, roga a Deus para realizar esse prodígio nele e por ele. O texto enseja-nos cinco lições.

Em primeiro lugar, o nosso coração é inclinado para a impureza. Nossa conversão não erradicou nossa natureza adâmica. Ainda temos um coração inclinado para o mal. Ainda temos dentro de nós uma fábrica de ídolos. Nosso coração é um laboratório de impureza. O mal que não queremos fazer, fazemo-lo, porque nosso coração desesperadamente corrupto nos arrasta para esses desejos e práticas. Nossa carne ainda milita contra o Espírito. Somos uma guerra civil ambulante. Somos um ser um conflito. Somos arrastados em direções opostas. As paixões carnais ainda fazem guerra contra nossa alma.

Em segundo lugar, o nosso coração é mestre de enganos. Nosso coração é assaz enganador. Ludibria-nos com seus ardis. Cobre-se com mantos de piedade, enquanto navega nas águas turvas da impureza. Veste-se de justiça, enquanto alimenta-se de vaidade. Faz propaganda de santidade, enquanto encobre a transgressão. Oh, nosso coração não é confiável! Não pode ser plenamente conhecido nem mesmo sondado. É desesperadamente corrupto a ponto de nenhum homem, por mais robusto que seja seu conhecimento, poder discernir seus intentos.

Em terceiro lugar, o nosso coração não consegue purificar a si mesmo. Não somos apenas impuros, mas também impotentes. Não conseguimos limpar a nós mesmos. Não temos dimensão total de nossa impureza nem conseguimos tirar todas as manchas que enfeiam nosso caráter. Nas palavras do profeta Jeremias, somos como um leopardo que não consegue apagar suas manchas ou como um etíope que não poder mudar a cor de sua pele. Não podemos salvar a nós mesmos nem santificar-nos. Nossa incapacidade é total. Nossos desejos não são suficientemente fortes para erguermos da impureza escorados no bordão da vontade própria.

Em quarto lugar, o nosso coração não pode ser apenas reformado. A pureza não é alcançada apenas com uma reforma do nosso velho coração. Não teremos um coração puro apenas fazendo alguns arranjos morais em nossa vida. Passar verniz em madeira podre não é uma atitude sensata. Nossa velha estrutura está completamente contaminada e precisa vir abaixo. É preciso jogar tudo por terra. A demolição e não uma reforma é o começo de uma nova vida. Primeiro é preciso morrer para o pecado para depois vivermos para Deus. A nova vida em Cristo é nada menos que uma ressurreição. É preciso nascer de novo. É necessário ser nova criatura.

Em quinto lugar, o nosso coração precisa de uma mudança sobrenatural. Davi orou a Deus pedindo um novo coração. Ele pediu: “Cria em mim, ó Deus, um coração novo”. Só Deus pode fazer esse milagre. Não é obra humana. Não se alcança esse novo coração através de ritos religiosos. Essa é uma obra soberana e exclusiva de Deus. O que não podemos fazer, entretanto, ele faz. Cabe-nos reconhecer nossa impotência e clamarmos por sua intervenção sobrenatural. Somente ele pode tirar de nós o coração de pedra, e dar-nos um coração de carne. Somente ele pode tirar de nós um coração cheio de justiça própria e dar-nos um coração humilde e quebrantado. Somente ele pode tirar de nós um coração inclinado para a impureza e dar-nos um coração que se deleita nas coisas lá do alto, onde Cristo vive. Que este grito ainda seja ouvido hoje: “Cria em mim, ó Deus, um coração novo”.



Rev. Hernandes Dias Lopes

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Versículo do dia

    Versículo do dia


¹⁵ Mas se não derdes ouvidos à voz do Senhor, e antes fordes rebeldes ao mandado do Senhor, a mão do Senhor será contra vós, como o era contra vossos pais.

1 Samuel 12:15

Marquinhos Gomes - Não Morrerei - Acústico 93 - 2022


 

Versículo do dia

      Versículo do dia ² E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo etern...