sábado, 13 de maio de 2023

Semeadura e colheita

 

Semeadura e colheita

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A Bíblia compara a contribuição cristã como uma semeadura e o dinheiro como uma semente. Os princípios que regem a semeadura e a colheita aplicam-se também à contribuição cristã. Quem semeia com fartura, com abundância ceifará. A colheita é proporcional à semeadura. Não podemos esperar grande colheita se fizemos uma escassa semeadura. Na verdade, a semente que se multiplica não é que guardamos nem a que comemos, mas a que semeamos. Antes de a semente brotar, ela morre e só então ressuscita e se multiplica. Jesus diz que se o grão de trigo não morrer fica ele só, mas se morrer produz muito fruto.

O dízimo é um ensino bíblico claro. Está presente em toda a Escritura. Vemos sua prática antes da lei, na lei e também no período da graça. A prática do dízimo está presente nos livros da lei, nos livros históricos, poéticos e proféticos. O Novo Testamento, de igual forma, ensina a prática do dízimo.

A grande questão quanto ao dízimo não é de interpretação nem mesmo de compreensão, mas de obediência. O cristão vive pela fé: ele crê e obedece. Ele não faz conta, ele entrega as primícias para Deus, sabendo que ele é fiel para abrir as janelas do céu. A ordem de Deus é: honra ao Senhor com as primícias da toda a sua renda. A promessa de Deus é: e se encherão fartamente os seus celeiros. O mandamento de Deus é: trazei todos os dízimos à Casa do Tesouro e provai-me nisto se eu não vos abrir as janelas do céu e derramar sobre vós bênção sem medida. O ponto central quanto ao dízimo é nossa confiança irrestrita na provisão divina. O mesmo Deus que nos dá vida, saúde e prosperidade, é o mesmo que conhece nossas necessidades e supre cada uma delas.

A obediência não é um caminho penoso, ao contrário, se obedecermos aos mandamentos de Deus, ele promete que comeremos o melhor desta terra. Mais do que uma vida bem-aventura aqui, nós que estamos em Cristo, já somos abençoados com toda sorte de bênção espiritual em Cristo. Nossa Pátria está no céu. Nosso tesouro é espiritual. Nossa recompensa não está aqui. Receberemos um galardão incorruptível. Não precisamos mais nenhuma nova manifestação do amor de Deus para confiarmos nele e em seu cuidado. Ele merece tudo, ele requer o nosso coração. O dízimo é um sinal da nossa obediência. Onde está o nosso tesouro, aí também estará o nosso coração.

A semeadura abundante é mais do que a prática fiel do dízimo. O dízimo é dívida. Retê-lo, subestimá-lo, subtraí-lo ou administrá-lo está em desacordo com o ensino das Escrituras. Deus é dono de tudo: os céus e a terra lhe pertencem. Todo o ouro e toda prata pertencem a ele. Somos de Deus e tudo que administramos é de Deus. Nada trouxemos para este mundo nem nada dele levaremos. Administramos o alheio, administramos o que pertence a Deus. Nossa vida, família e bens pertencem a Deus. Devemos a ele fidelidade nessa administração.

A generosidade na contribuição é como uma abundante semeadura. Quanto mais abrimos as mãos, mais Deus derrama sementes em nossas mãos, para semearmos. Aquele que retém mais do que é justo, isso é pura perda, mas aquele que dá com alegria e generosidade, Deus o faz o prosperar. Não duvide das promessas de Deus. Faça prova dele, pois ele é fiel para cumprir cada uma de suas promessas. Sua colheita será proporcional à sua semeadura. Nós estabelecemos a medida com a qual queremos ser medidos.



Rev. Hernandes Dias Lopes

Versículo do dia

    Versículo do dia Porque, ainda que haja também alguns que se chamem deuses, quer no céu quer na terra (como há muitos deuses e muitos se...