sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

A Fé verdadeira e a Fé falsa


A fé verdadeira e a fé falsa  

1. Tiago capítulo 2 é um dos textos mais importantes da Bíblia. Muitos estudiosos da Bíblia não conseguiram entendê-lo. Lutero pensou que Tiago estivesse contradizendo Paulo (Rm 3:28 - Tg 2:24; Rm 4:2-3 - Tg 2:21). Logo, Lutero chamou Tiago de carta de palha.


2. Mas será que Tiago está contrazendo Paulo? Absolutamente não. Paulo falou que a causa da salvação é a justificação pela fé somente. Tiago diz que a evidência da salvação são as obras da fé. Paulo olha para a causa fala da fé. Tiago olha para a consequência e fala das obras. Paulo deixa isso claro em Efésios 2:8-10.


3. Calvino dizia que a salvação é só pela fé, mas a fé salvadora não vem só. Ela se evidencia pelas obras. A questão levantada por Paulo era: "Como a salvação é recebida?" A resposta é: "Pela fé somente". A pergunta de Tiago era: Como essa fé verdadeira é reconhecida?" A resposta é: Pelas obras!


4. Assim, Tiago e Paulo não estão se contradizendo, mas se completando. Somos justificados diante de Deus pela fé, somos justificados diante dos homens pelas obras. Deus pode ver a nossa fé, mas os homens só podem ver as nossas obras.


I. A FÉ TESTADA - V. 1-13


Tiago falou que nascemos da Palavra (1:18), ouvimos a Palavra (1:19), acolhemos a Palavra (1:21), mas devemos também praticar a Palavra (1:23). Ouvir a Palavra e falar a Palavra não substitui o praticar a Palavra. Apenas ter uma confissão de fé ortodoxa não substitui o praticar a Palavra.


Tiago mostra que a maneira como nos comportamos com as pessoas indica o que realmente nós cremos sobre Deus. Não podemos separar relacionamento humano de comunhão divina (1 Jo 4:20).


Neste parágrafo Tiago diz que nós podemos testar a nossa fé pela maneira como nós tratamos as pessoas.


1. A divindade de Cristo - v. 1-4


Tiago diz que a fé verdadeira é conhecida pelo relacionamento imparcial com as pessoas. Dois visitantes entram na igreja: um rico e outro pobre. Oferecer maiores privilégios ao rico e desprezar o pobre é negar a nossa fé no Senhor da glória. Jesus não valorizava as pessoas pela cor da pele, pela beleza das roupas, pelo dinheiro. Jesus não julgava as pessoas pela aparência (Mt 22:16).


Ele sendo o Senhor da glória se fez pobre e não julgou as pessoas pela aparência. Para acolheu os ricos e os pobres; os religiosos e os publicanos; os doentes e as crianças; os israelitas e os gentios. Sua palavra para nós é não julgarmos as pessoas pela aparência (Jo 7:24).


2. A graça de Deus - v. 5-7


A ênfase de Tiago é sobre a soberana escolha de Deus. A salvação não está baseada em mérito humano nem mesmo em nossas obras. A salvação não é nem comprada nem merecida (Ef 1:4-7; 2:8-10). Deus ignora diferenças nacionais (salvou Cornélio). Ele ignora diferenças socias (salva senhores e escravos - Filemon e Onézimo).


A escolha divina não está baseada no que a pessoa tem (1 Co 1:26-27). É possível uma pessoa ser pobre neste mundo e rica no vindouro. Ser rica neste mundo e pobre no vindouro (1 Tm 6:17-18). Devemos tratar as pessoas como Deus as trata e não de acordo com o status social.


3. A Palavra de Deus - v. 8-11


A essência da lei de Deus é o amor ao próximo como a nós mesmos. A questão não é quem é o meu próximo, mas quem eu posso ser o próximo? O amor é o cumprimento de toda a lei. Amar é tratar as pessoas como nos trata. O sacerdote e o levita tinham uma fé ortodoxa. Eles serviam no templo. Mas eles falharam em viver a fé, amando o próximo. A fé era ortodoxa, mas estava morta.


Quem não ama é transgressor da lei. E se tropeçarmos num único ponto, somos culpados da lei inteira.


4. O julgamento de Deus - v. 12-13

A nossa fé será finalmente provada no dia do juízo. E o que será julgado? 1. Nossas palavras - Palavras de acepção (2:3), palavras de desprezo (2:6), palavras frívolas (Mt 12:36); 2. Nossas atitudes serão julgadas - Quando não de misericórdia com as pessoas, estamos negando a nossa fé e atraindo sobre a nossa cabeça o juízo de Deus (2:13).


Precisamos estar seguros de que praticamos as doutrinas que defendemos. O profeta Jonas tinha uma maravilhosa teologia, mas ele odiou as pessoas e estava irado com Deus (Jn 4).


II. A FÉ MORTA - V. 14-17


A fé é uma doutrina chave no Cristianismo. O pecador é salvo pela fé (Ef 2:8-9). O justo vive pla fé (Rm 1:17). Sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11:6). Tudo o que é feito sem fé é pecado (Rm 14:23).


Em Hebreus 11 encontramos a galeria da fé, onde homens e mulheres creram em Deus e viveram e morreram pela fé. Fé a confiança de que a Palavra de Deus é verdadeira não importa as circunstâncias.


Qual é o tipo de fé que salva uma pessoa? Nem todas as pessoas que dizem crer em Jesus estão salvas (Mt 7:21).


Quais são as características de uma fé morta?


1. É uma fé divorciada da prática da piedade


É um erro pensar que apenas recitar ou defender um credo ortodoxo faz de uma pessoa um cristão. Assentimento intelectual apenas não é fé salvadora. A fé que não produz vida, que não gera transformação é uma fé espúria (Mt 7:21).


Ilustração. O pastor que foi confrontado pelo seu adultério e ele respondeu: E daí, se eu estou cometendo adultério? Eu prego melhores sermões do que antes. Esse homem estava dizendo que enquanto ele acreditasse e pregasse doutrinas ortodoxas, não importa a vida que ele leva. Mas Tiago ataca esse tipo de pensamento.


As igrejas estão cheias de pessoas que dizem que crêem, mas não vivem o que crêem. Isso é fé morta.


2. É uma fé meramente intelectual


A pessoa consente com certas verdades, mas não é mudada por elas. No verso 14 Tiago pergunta: "Pode, acaso, semelhante fé salvá-lo?". Quando semelhante ele está falando de um certo tipo de fé, ou seja, a fé apenas verbal em oposição à fé verdadeira. Ainda no verso 14 ele pergunta: "Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras?" A fé aqui descrita existe apenas na base da pretensão. A pessoa diz que tem fé, mas na verdade não tem.


As pessoas com uma fé morta substituem obras por palavras. Eles conhecem as doutrinas, mas eles não praticam a doutrina. Eles têm discurso, mas não têm vida. A fé está apenas na mente, mas não na ponta dos dedos.


3. É uma fé ineficiente


Tiago dá dois exemplos para ilustrar a fé morta (2:15-16). Um crente vem para a igreja sem roupas próprias e sem comida. Uma pessoa com uma fé morta vê essa situação e não faz nada para resolver o problema do irmão necessitado. Tudo o que ele faz e falar algumas palavras piedosas (2:16).


Comida e roupa são necessidades básicas (1 Tm 6:8; Gn 28:20). Como crentes devemos ajudar a todos e principalmente aos domésticos da fé (Gl 6:10). Seremos julgados por esse critério (Mt 25:40). Deixar de ajudar o necessitado é fechar o coração ao amor de Deus (1 Jo 3:17-18). O sacerdote e o levita podiam pregar sobre sua fé, mas não demonstraram a sua fé (Lc 10:25-37).


John Calvin disse: "É só a fé que justica, mas a fé que justica jamais vem só".


4. É uma fé inútil

A fé sem obras é inoperante (2:20). Se uma fé é inútil de forma geral, ela também o é no caso da salvação!

5. É uma fé incompleta

Tiago diz que a fé sem as obras está incompleta (2:22), visto que são as obras que consumam a fé. As obras são a evidência da fé. Somos salvos pela fé para as obras (Ef 2:8-10). Se não tem obras, não tem fé!

6. É uma fé morta

Tiago é claro em afirmar que a fé sem as obras está morta (2:17; 2:26) e uma fé morta não salva ninguém. Essa fé intelectual, inútil, incompleta e morta não salva ninguém. Ortodoxia sem piedade produz morte.

III. A FÉ DEMONÍACA - V. 19

A fé morta é uma fé que atinge apenas o intelecto. A fé dos demônios atinge o intelecto e também as emoções. Os demônios têm um estágio mais avançado de fé que muitos crentes. A fé dos demônios não é apenas intelectual, mas também emocional. Eles crêem e tremem!

Crer e tremer não é uma experiência salvadora. Você não conhece uma pessoa salva pelo conhecimento que ela adquire nem pelas emoções que ela demonstra, mas pela vida que ela vive (2:18).

No que os demônios crêem?

1. Os demônios crêem que Deus é um só

Os demônios crêem na existência de Deus. Eles não são nem ateístas nem agnósticos. Eles crêem na "shemma judaico": OUVE Ó ISRAEL, O SENHOR NOSSO DEUS É O ÚNICO SENHOR. Mas essa crença dos demônios não pode salvá-los.

2. Os demônios crêem na divindade de Cristo

Os demônios corriam para ajoelhar diante de Cristo para adorá-lo (Mc 3:11-12). Eles sabiam quem era Jesus. Eles se prostravam aos pés do Senhor Jesus.

3. Os demônios crêem na existência de um lugar de penalidades eternas

Eles sabem que o inferno foi criado para o diabo e seus anjos. Eles sabem que o inferno é destinado para todos aqueles cujos nomes não forem encontrados no Livro da Vida. Eles não negam a existência do inferno (Lc 8:31). Eles crêem nas penalidades eternas.

4. Os demônios crêem que Cristo é o supremo Juiz que os julgará

Os demônios sabem que terão que comparecer diante de Cristo, o supremo juiz. Eles crêem no julgamento final. Eles crêem que todo joelho vai ter que se dobrar diante de Cristo.

IV. A FÉ SALVADORA - V. 20-26

A fé salvadora pode ser sintetizada em três palavras: notitia (conteúdo), assensus (concordância), fiducia (confiança): conteúdo, concordância e confiança. A fé verdadeira inclui o intelecto, as emoções e a vontade. O conteúdo da fé é a verdade de Deus. Eu recebo essa verdade e confio nela e por ela sou transformado.

Como Tiago descreve a fé verdadeira?

1. A fé salvadora está baseada na Palavra de Deus

Tiago cita dois exemplos: Abraão em Raabe. Duas pessoas totalmetne diferentes: Abraão o amigo de Deus, Raabe membro dos inimigos de Deus. Abraão, piedoso, Raabe prostitua; Abraão um judeu, Raabe uma gentia. O que tinham de comum? Ambos confiaram na Palavra de Deus.


A questão não é a fé, mas o objeto da fé. Não é fé na fé. Não é fé nos ídolos. Não é fé nos ancestrais. Não é fé na confissão positiva. Não é fé nos méritos. É fé em Deus e na sua Palavra.


A fé está baseada num conjunto de verdades. A fé está estribada em Deus e na sua Palavra. Não é fé em subjetividades, mas fé na Palavra.


2. A fé salvadora envolve todo o ser humano


A fé morta toca apenas o intelecto. A fé dos demônios toca o intelecto e também as emoções. Mas a fé salvadora atinge o intelecto, as emoções e também a vontade. A mente entende a verdade, o coração deseja a verdade e a vontade age com base na verdade.


3. A fé salvadora conduz à ação


Tiago cita dois exemplos de fé que produziu ação.


O exemplo de Abraão. Gênesis 15:6 diz que Abraão creu e isso lhe imputado para justiça. Gn 22:1-19 mostra a obediência de Abraão em oferecer o seu filho para Deus, crendo que Deus poderia ressuscitá-lo (Hb 11:19). Abraão não foi salvo por obedecer esse difícil mandamento. Sua obediência provou que ele já era salvo. Abraão não foi salvo pela fé mais as obras, mas pela fé que produz obras.


Como então, Abraão foi justificado pelas obras, uma vez que já tinha sido justificado pela fé (Gn 15:6; Rm 4:2-3)? Pela fé ele foi justificado diante de Deus e sua justiça foi declarada. Pelas obras ele foi justificado diante dos homens e sua justiça foi demonstrada. A fé do patriarca Abraão foi demonstrada pelas suas obras.


Hoje, muitos professam crer em Deus, mas o negam por suas obras (Tt 1:16; 3:8).


O exemplo de Raabe. Raabe creu e agiu. Ela ouviu a Palavra de Deus e reconheceu que estava numa cidade condenada. Ela não somente entendeu a mensagem e sentiu o seu coração tocado (Js 2:11), mas fez alguma coisa: protegeu os espias (Hb 11:31). Ela arriscou a sua própria vida para proteger os espias. Mais tarde ela fez parte do povo de Deus (Mt 1:5) e tornou-se membro da genealogia de Cristo. Isso é graça que opera a fé salvadora.


CONCLUSÃO


Paulo diz que do mesmo jeito que somos destinados para a salvação, somos também destinados para as boas obras. Se a ordenação é determinativa no caso da salvação, também o é no caso das boas obras.


A salvação é só pela fé, mas por uma fé que não está só. Uma fé viva se expressa por obras, ou seja, uma vida que traz glória a Jesus.


Paulo ainda nos exorta a um auto-exame: "Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não reconheceis que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados" (2 Co 13:5).


a) Houve um tempo que sinceramente reconheci o meu pecado diante de Deus?


b) Houve um tempo em que meu coração fortemente desejou fugir da ira vindoura?


c) Houve um tempo em que compreendi que Cristo morreu pelos meus pecados e já confessei que não posso salvar-me a mim mesmo?


d) Houve um tempo em que sinceramente eu me arrependi dos meus pecados?


e) Houve um tempo em que realmente eu depositei a minha confiança no Senhor Jesus?


f) Houve um tempo em que de fato houve mudança em minha vida?


g) Desejo eu viver para a glória de Deus, pregar a salvação para os outros e ajudar os necessitados?


h) Tenho eu prazer na intimidade de Deus?


i) Estou preparado para a segunda vinda de Cristo?



Autor(a): Hernandes Dias Lopes


Em Busca do Crescimento Espiritual

Em Busca do Crescimento Espiritual

Se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; 
eis que tudo se fez novo. (1 Coríntios 5.17)

O ponto de partida para o crescimento espiritual é a transformação de vida pelo poder do evangelho. Para isso, é preciso ter arrependimento, fé e conversão. Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham, assim, os tempos do refrigério pela presença do Senhor (Atos 3.19). Pela graça sois salvos, por meio da fé (Efésios 2.8).

A fé é a condição para que você possa chegar a Deus. Quando alguém entrega sua vida a Cristo por arrepender-se dos pecados e crer que Jesus é o Salvador, então se converte aos princípios do evangelho, gerando uma mudança radical, que a Bíblia chama de novo nascimento (João 3.4-6).

Como é que a gente sabe se alguém teve um encontro real com Cristo e foi transformado em nova criatura? Não é por causa do terno e da gravada nem da Bíblia debaixo do braço; é pela transformação: um novo pensar, um novo sentir e um novo agir. Se a pessoa não mudar a mentalidade, não pode ter seus sentimentos e suas atitudes mudados. Se houver um novo modo de pensar, haverá mudanças de sentimentos. O ódio, a mágoa e a vingança dão lugar ao amor, ao perdão e à bondade. Com a mudança do modo de pensar e de sentir, ocorre a mudança de atitude. Sem isso, não há transformação na vida, porque o evangelho modifica as crenças e os valores do ser humano - isto é o ponto de partida para um crescimento espiritual.

Para que você possa ter um crescimento real, sem anomalias, deve crescer proporcionalmente na graça e no conhecimento (2 Pedro 3.18), usando os meios disponíveis - a oração, a leitura da Palavra, a comunhão com o Corpo de Cristo, a evangelização, as experiências com Deus no dia a dia e a mordomia, o serviço cristão - para aproximar-se de Deus e ser transformado por Ele.

Em Colossenses 3.1-15, vemos algumas etapas do processo de crescimento espiritual. Já no versículo 1, Paulo diz: Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima. Para ressuscitar com Cristo, é necessário morrer para o pecado e para o mundo. Depois, é preciso buscar e pensar nas coisas que são de cima (v.1,2). É assim que é iniciado o processo, pelo que domina a mente. Então, vem as etapas seguintes: fazer morrer os desejos da carne (v. 5) e revestir-se de entranhas de misericórdia, benignidade, humanidade, mansidão, longanimidade (v. 13). 
Deus, por intermédio de Seu Espírito, ajuda-nos, mas é a decisão de entregar-se a esse processo é nossa. O cristão precisa despir-se do velho homem e amar com amor genuíno, sacrificial. Ele tem de arrancar defeitos e plantar virtudes divinas no coração. Caso contrário, poderá atrapalhar seu crescimento espiritual. Se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis (Romanos 8.13).

Para que não sejamos meninos inconstantes, levados por todo vento de doutrina, Paulo mostrou a importância de alcançar um padrão elevado na vida espiritual, a unidade da fé, o conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, a medida da estatura completa de Cristo (Efésios 4.13). Este é o último estágio de crescimento do cristão; é alcançar imagem gloriosa de Cristo.

João lembrou: Agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos (1 João 3.2). Chegará o dia em que seremos espiritualmente semelhantes a Cristo e viveremos no céu, num lugar onde não haverá mais pecado, erro, dor, doença, morte, na presença de Deus. Então, veremos Jesus como Ele é.

Vale a pena buscar o crescimento espiritual e participar de todo este processo de amadurecimento cristão, mesmo que haja percalços e pressão do diabo. Seja firme, constante e abundante na obra do Senhor. Almeje ser a cada dia um crente melhor. Se cair, saiba que Deus irá levantá-lo, sustentá-lo e elevá-lo a patamares superiores.

Mas lembre-se de que Deus não nos dá algo porque acha que somos mais bonitos ou educados do que outros irmãos. Existem níveis, etapas, que eu e você temos de esforçar-nos para alcançá-los. Vamos, então, crescer para que o nome do Altíssimo seja louvado e engrandecido em nossa vida e por meio dela. É tempo de crescer! Receba esta palavra e que o Senhor o abençoe e o faça prosperar em todas as áreas!

Autor: Pr. Silas Malafaia


                        

O Cachorrinho


O Cachorrinho

Diante de uma vitrine atrativa, um menino perguntou o preço dos filhotes à venda. 
"Entre 30 e 50 dólares", respondeu o dono da loja.
O menino puxou uns trocados do bolso e disse: "Eu só tenho US$2,37, mas posso ver os filhotes?"
O dono da loja sorriu e chamou Lady, que veio correndo, seguida de cinco bolinhas de pelo. 
Um dos cachorrinhos vinha mais atrás, mancando de forma visível.
Imediatamente, o menino apontou aquele cachorrinho e perguntou: "O que e' que ha' com ele?"
O dono da loja explicou que o veterinário o tinha examinado e descoberto que ele tinha um problema na junta do quadril, sempre mancaria e andaria devagar.
O menino se animou e disse: "Esse e' o cachorrinho que eu quero comprar." 
O dono da loja respondeu: "Não, você não vai querer comprar esse. 
Se você realmente quiser ficar com ele, eu lhe dou de presente."
O menino ficou transtornado e, olhando bem na cara do dono da loja, com o seu dedo apontado, disse: "Eu não quero que você o dê para mim.
Aquele cachorrinho vale tanto quanto qualquer um dos outros e eu vou pagar tudo. 
Na verdade, eu lhe dou US$2,37 agora e 50 centavos por mês, até completar o preço total."
O dono da loja contestou: "Você não pode querer realmente comprar este cachorrinho. 
Ele nunca vai poder correr, pular e brincar com você e com os outros cachorrinhos."
Então, o menino abaixou-se e puxou a perna esquerda da calça para cima, mostrando a sua perna com um aparelho para andar. 

Olhou bem para o dono da loja e respondeu: 
"Bom, eu também não corro muito bem e o cachorrinho vai precisar de alguém que entenda isso."





Jesus quer te libertar de todo mal

Imagine o tamanho e a força de um homem que é capaz de quebrar algemas e correntes, e que ninguém conseguia prendê-lo! Imagine esse homem correndo ao encontro de Jesus, caindo de joelhos e GRITANDO ALTO!!! Qualquer pessoa teria ficado assustada nessa situação! Mas Jesus manteve a calma o tempo todo, e DISSE: "Espírito impuro, sai desse homem!" E depois fez algo mais impressionante ainda: se pôs a conversar com ele! Deve ter sido a primeira vez que alguém se dispôs a conversar com aquele homem atormentado. Quem teria coragem??? A legião de espíritos maus que habitava naquele homem chegou a pedir que Jesus permitisse que fossem para uma manada de aproximadamente 2 mil porcos, que passava perto deles. Jesus permitiu, então a legião deixou o homem e foi para os porcos, que se jogaram de um desfiladeiro e morreram afogados no mar. A partir daí, o homem ficou livre! E Jesus dedicou toda a sua atenção para ensinar muitas coisas a ele. Até que os habitantes do local ficaram sabendo do que aconteceu e, assustados, passaram a pedir que Jesus fosse embora da região. E Jesus foi embora.
        A mensagem de hoje quer dizer algo muito importante aos que acham que não merecem a atenção de Jesus... Saiba que por pior que você ache que seja... e por mais que você tenha feito coisas erradas, Jesus quer conversar com você, perguntar o seu nome, saber o que você está passando, e libertar você do que lhe atormenta.
        Mas tem um detalhe final: depois que Jesus deixar você renovado, Ele pede que você VOLTE PARA CASA, PARA JUNTO DOS SEUS, E ANUNCIE TUDO O QUE O SENHOR, EM SUA MISERICÓRDIA, FEZ POR VOCÊ.
        Isso é o mínimo que podemos fazer, depois de sermos salvos de tantos males que fomos libertados!!! É a nossa forma de demonstrar gratidão!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Jejum e Purificação

No Velho Testamento, o jejum está geralmente associado com três coisas: tristeza, confissão de pecados e busca do Senhor. Muitas vezes estes elementos de aflição, confissão e oração foram juntados em períodos de jejum. Um dia regular de jejum era observado pelos judeus todos os anos: Era o dia da expiação dos pecados. E o dia da expiação era naturalmente associado com aflição, confissão e oração, quando o povo se recordava dos pecados que havia cometido durante o ano e oferecia sacrifícios pela sua purificação. Foi por isso que Jesus disse mais ou menos assim: "Quando vocês fizerem jejum, não fiquem com uma cara de tristeza como fazem o s fariseus para que todos percebam que vocês estão fazendo penitência. Mas, pelo contrário, vistam uma roupa bonita e fiquem com uma cara de alegres para que ninguém descubra o que estão fazendo, senão o vosso sacrifício não terá nenhum valor diante de Deus Pai."
        Porque, na verdade, os fariseus tinham transformado o jejum em um ritual e um verdadeiro espetáculo. Jesus ensinava que o jejum é para ser feito em particular e não para impressionar os outros (Mateus 6,16-18). Ele também ensinava que o jejum é para ser feito em ocasiões apropriadas, isto é, em tempos de aflição (Lucas 5,33-39). O jejum não é um ritual mecânico, para ser praticado simplesmente com o propósito de jejuar. Mas quando a tristeza, a culpa ou a necessidade por uma comunicação mais íntima com o Senhor pede isso, então o jejum pode ser praticado.
        O jejum é m tipo de penitência muito importante para se obter o autodomínio do corpo, principalmente para manter a castidade. Ele é tão importante, que foi recomendado pelo próprio Jesus, quando disse aos discípulos que não conseguiam expulsar os demônios de nome legião, que para se fazer isso seria preciso jejum e muita oração.
Jejuar é, principalmente, um meio de purificação, um meio de conseguir vencer as tentações principalmente aquelas referentes a carne, e finalmente um meio de nos aproximarmos do Senhor, orando e meditando no Senhor, e de levar outras pessoas a fazerem o mesmo.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

MALA CHEIA


MALA CHEIA

Certo jovem crente se preparava para uma viagem. Quando seu amigo veio buscá-lo, perguntou-lhe:
- Já arrumou suas coisas, vamos? Tudo pronto?
- Quase, respondeu ele, só falta pôr mais umas coisinhas na mala, e começou a ler uma lista:
   * um mapa
   * uma lâmpada
   * uma bússola
   * um espelho
   * alguns livros de poesia
   * algumas biografias
   * uma coletânea de cartas antigas
   * um livro de cânticos
   * um livro de histórias
   * um prumo
   * um martelo
   * uma espada
   * um capacete
   * ...

A essas alturas, o amigo já estava apavorado:
- Mas, cara, o carro já está cheio, não vai dar para você levar tudo isso!

- Acalme-se, está tudo aqui, e mostrou-lhe sua Bíblia.


Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça.
II Timóteo 3.16


                          

Amando O Inimigo

Amando O Inimigo

Certa vez um homem foi visitar o pastor dizendo que queria se divorciar da sua mulher.

O pastor disse, "Mas a Bíblia diz que você deve amar sua esposa como Cristo amou a igreja."(Efé 5:25).

O homem respondeu, "Mas, eu não consigo. E, de qualquer forma, eu não sou perfeito como Cristo."

O pastor disse, "Então, se não conseguir assim, lembre que Jesus nos mandou amar o nosso próximo. Você não pode continuar a amar ela como seu próximo?" (Mar 12:33)

O homem disse "Mas, ela me traiu, ela não me trata como próximo dela. Não consigo amar ela como meu próximo."

"Então," disse o pastor, "Só tenho mais uma palavra do Senhor. 'Amai os vossos inimigos'." (Mat 5:44; Luc 6:27)





É preciso se aproximar de Jesus

 Este pequeno trecho do Evangelho de São Marcos é a síntese dos ensinamentos de Jesus Cristo: "Amar à Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos". Durante nossa caminhada na vida terrena, a procura a Jesus Cristo deve ser uma constante, e mais meritória ainda é a ação de levarmos nossos irmãos a Jesus, mesmo que para isso tenhamos que chegar às ultimas conseqüências, transpondo barreiras e empecilhos que se apresentam para dificultar a realização dos nossos objetivos. A proximidade de Jesus Cristo nos dá a certeza de que nossas necessidades serão supridas, mesmo que nós não a peçamos, porque além de sua infinita misericórdia estar sempre atuante, nós somos instrumentos para Ele manifestar poder e divindade, como aconteceu com o paralítico de Cafarnaum. Quando chegamos a Jesus, a nossa luta é permanecermos junto a Ele, através da perseverança na fé, que é obtida pela contínua oração, freqüência aos sacramentos e ações positivas em nossas vidas.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

A Postura Correta Para a Oração


 - A Postura Correta Para a Oração

E, quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas. S. Mar. 11:25.


Durante meu ano de calouro na faculdade, fiquei sabendo que um de meus colegas, um cristão sincero e dedicado, sempre "levantava os olhos" quando em oração. Ao lhe perguntarem por que orava assim, ele calmamente respondia que era dessa maneira que Jesus orava, e fazia referência a S. João 11:41. Fiquei atento àquele colega para ver se a história era verdadeira. Era, sim. Também percebi que eu não era o único que estava observando e sorrindo. Só posso falar por mim, mas garanto que não recebi nenhuma bênção mediante a oração que estava sendo feita.


Anos mais tarde, visitei uma igreja onde um dos membros insistia em que a única postura correta para a oração era de joelhos. Ele não apenas colocava em prática a sua convicção, mas convencia os demais, inclusive o jovem pastor, de que nenhuma outra posição era apropriada; ajoelhar-se era a única forma aceitável de orar a Deus. Alguns membros objetavam, citando o versículo de hoje. Outros perguntavam se alguém que estava de cama precisava ajoelhar-se para orar. (Ver Sal. 4:4.)


Fossem quais fossem os méritos de ajoelhar-se para orar, essa divisão de opiniões confundia os visitantes e dividiu a igreja. Sincero como possa ter sido nosso irmão, a maioria dos cristãos concordou que tal prática não era sábia por causa de seu efeito sobre a igreja e especialmente os visitantes, que não sabiam se deviam ficar em pé ou ajoelhar-se.


Insistir em um tema polêmico parece ser uma violação do princípio da unidade apoiado pelo texto "Deus não é de confusão". I Cor. 14:33. Além disso, a maioria também haverá de concordar com o fato de que, ao fazer-se notar por essa prática, nosso irmão estava possivelmente chamando mais atenção sobre si mesmo do que para Cristo.


A Bíblia não prescreve nenhuma postura única para a oração. Embora ajoelhar-se seja sem dúvida apropriado e mostre reverência, parece que o importante não é tanto a posição física, mas a atitude mental. Que sempre nos lembremos disso.


Chamado à Oração


À tarde, pela manhã e ao meio-dia, farei as minhas queixas e lamentarei; e Ele ouvirá a minha voz. Sal. 55:17.


Pelo texto acima, evidentemente, o salmista costumava orar três vezes por dia.


Quando visitei o Egito, alguns anos atrás, fiquei sabendo que os muçulmanos oram cinco vezes por dia. Nosso grupo de turismo, certo dia, visitou uma mesquita no Cairo. Quando chegou a hora da oração, um muezim lá em cima, na sacada de um dos minaretes da mesquita, chamou os fiéis à oração com vibratos na voz aguda. Em resposta, os seguidores do "profeta" pararam o que estavam fazendo e estenderam seus tapetezinhos de oração. Voltados na direção de Meca, curvaram-se para orar. Como sinal de respeito, nosso grupo parou e alguns de nós também oramos.


Enquanto ali estive, meditando, veio-me o pensamento: Esses muçulmanos deixam envergonhados os cristãos. Muitos dentre nós não oram nem com a freqüência do salmista. Deveriam os cristãos orar menos que os muçulmanos?


Não, com certeza não deveríamos orar menos. Isso não quer dizer que, todas as vezes que orarmos, devemos desenrolar um tapetezinho e colocar-nos de joelhos, mas seria bom que dirigíssemos nossos pensamentos ao Céu três, cinco ou mais vezes ainda por dia.

Você já considerou que todas as circunstâncias na vida de um cristão são um chamado à prece? Não deveríamos apenas orar em tempos de crise, mas especialmente quando tudo parece ir bem - ou bem demais. É nessas ocasiões que temos a tendência de esquecer que dependemos de Deus. É também nessas ocasiões que Satanás fraudulentamente usurpa o lugar que em nosso coração pertence ao Senhor por direito.

Não, não é necessário curvar-nos fisicamente cada vez que oramos, mas se quisermos manter nossa saúde espiritual, precisamos viver em atitude de oração.


"Podemos ter comunhão com Deus em nosso coração. ... Quando empenhados em nossos trabalhos diários, podemos exalar o desejo de nosso coração, de maneira inaudível aos ouvidos humanos; mas essas palavras não amortecerão em silêncio, nem serão perdidas. ... Ele se ergue acima do burburinho das ruas, acima do barulho das máquinas. É a Deus que estamos falando, e nossa oração é ouvida." - Obreiros Evangélicos, pág. 258.


Coisas Obtidas Mediante a Oração

Com a minha voz clamo ao Senhor, e Ele do Seu santo monte me responde. Sal. 3:4.

Você já ouviu alguém dizer (talvez você mesmo já tenha dito): "Só consigo fazer oração quando me dá vontade"? Dizer isso é entender mal o objetivo da oração. É colocar a oração sobre a base dos sentimentos - e os sentimentos mudam. Não são confiáveis. 

Freqüentemente oscilam conforme o clima, as notícias, o estado de saúde. Nossa vida de oração deve repousar sobre um fundamento mais firme que os sentimentos.

A oração pode alinhar a nossa vontade com a vontade de Deus de tal maneira, que Ele possa abrir canais de atuação que de outra forma ficariam fechados. Assim, precisamos orar mais fervorosamente quando não sentimos vontade de fazê-lo, do que quando sentimos.


O Dr. Alexis Carrel, cirurgião franco-americano e laureado com o prêmio Nobel (em 1912 ele conquistou o cobiçado prêmio na área da fisiologia), deixou o seguinte testemunho acerca do poder da oração:

"A oração é a mais poderosa forma de energia que se pode gerar. A influência da oração sobre a mente e o corpo é tão demonstrável como a das glândulas secretoras. Seus resultados podem ser medidos em termos de maior vivacidade, vigor intelectual, fibra moral e mais profunda compreensão dos relacionamentos humanos.

"A oração é indispensável para o desenvolvimento pleno da personalidade. Somente pela oração obtemos aquele conjunto harmonioso de mente, corpo e espírito. ... Quando oramos, ligamo-nos ao motivo [poder] inexaurível que move o Universo."

Que desafio!

Em um de seus poemas, Tennyson declara que "mais coisas são obtidas pela oração do que o mundo pode imaginar". Mas a maior mudança operada pela oração não ocorre com Deus, pois Ele jamais muda (Mal. 3:6); ocorre em nós. Embora Deus algumas vezes intervenha diretamente nos negócios humanos de maneiras miraculosas, Ele geralmente opera mudanças alterando a nossa ótica espiritual. Segundo o Dr. Carrell, nossa ótica espiritual alterada realmente muda as nossas condições mentais e, conseqüentemente, os processos fisiológicos, de formas notáveis.


Como Falar Com Deus

Eu darei a eles o que desejam, antes mesmo de Me pedirem. Enquanto eles ainda estiverem falando comigo sobre suas necessidades, Eu já terei respondido às suas orações! Isa. 65:24 (A Bíblia Viva).

O Dr. William Moon, conhecido por inventar um alfabeto em alto relevo para pessoas que ficaram cegas depois de adultas, e por ter fundado a Sociedade Moon, era cego também. Desde a sua juventude, dedicou a vida ao trabalho em favor dos desprovidos da visão. No verão de 1852, sua organização encontrou-se em aperto financeiro por causa de uma dívida de 22 libras esterlinas que ele havia contraído em conexão com seu trabalho.


Poucas horas antes de encerrar-se o prazo final para o pagamento, o Dr. Moon orou para que se abrisse uma porta e ele pudesse pagar a conta em tempo. Parecia que sua oração não seria atendida. Mas às 4 horas da manhã do dia-limite, uma senhora cega que morava em Brighton não conseguia dormir e, para passar o tempo, começou a ler o Salmo 34 pelo alfabeto do Dr. Moon. No versículo 6, ela leu as seguintes palavras: "Clamou este aflito, e o Senhor o ouviu."


Repentinamente, ela sentiu que o Dr. Moon precisava de dinheiro para levar avante a sua obra. Assim que amanheceu, ela vestiu-se, foi ao seu cofre e tirou uma nota de cinco libras. Mas teve o pensamento de que aquilo não seria suficiente, de modo que tirou mais três notas de cinco libras. Colocou-as em sua bolsa, que já continha duas moedas, e encaminhou-se à casa do Dr. Moon.


Depois de ser conduzida ao escritório dele, a senhora perguntou-lhe se ele estava tendo dificuldades financeiras relacionadas com o trabalho. Antes de receber aquela visita, o Dr. Moon havia decidido não contar a ninguém o seu problema, a não ser ao Senhor. Portanto, quando aquela senhora lhe fez a pergunta, ele hesitou em responder. A senhora estendeu a ele a bolsa, dizendo que seu conteúdo era para ser usado conforme ele achasse necessário. Podemos imaginar a surpresa do Dr. Moon ao descobrir que aquela bolsa tinha a quantia exata de que ele precisava para pagar sua dívida naquele dia.


O que Deus Fez por Estêvão


E apedrejavam a Estêvão. ... Então, ajoelhando-se, clamou em alta voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. Com estas palavras adormeceu. Atos 7:59 e 60.


No início da década de 1850, Charles Haddon Spurgeon (1834-1892), ainda jovem, foi chamado para pastorear a capela de New Park Street, em Southwark, Inglaterra. Numa das noites, enquanto pregava acerca do martírio de Estêvão, um cínico interrompeu-o.


- O que foi que Deus fez por Estêvão quando ele foi apedrejado até à morte? - berrou o homem.


Spurgeon retorquiu instantaneamente:


- Ajudou-o a orar: "Senhor, não lhes imputes este pecado."

O cético calou-se.

Deus sempre atende nossas preces, mas nem sempre como achamos que Ele deveria. No caso de Estêvão, Ele não desviou o rumo das pedras; não o conduziu em espírito para algum lugar seguro; nem mesmo fulminou os agressores; mas Deus lhe deu graça para suportar a dor e manifestar o mesmo espírito de perdão para com os seus assassinos demonstrado por Jesus em relação com os que O crucificaram.


Quando eu era pastor, mais de uma vez ouvi membros de minha igreja dizerem que suas orações pareciam não passar do teto. Uma senhora disse a meu pai, quando ele era pastor, que sentia a impressão de ouvir suas orações voltarem a ela como um eco zombador. De uma coisa podemos ter absoluta certeza: não era a voz de Deus que zombava das orações daquela senhora. Era a voz do grande enganador e adversário das almas.


Muitas vezes, entretanto, o problema está conosco. "Não sabemos orar como convém" (Rom. 8:26) e a razão é que pedimos mal (com motivos egoístas, talvez) (S. Tiago 4:3). Deus não pode dizer Sim a essas orações e continuar sendo coerente. Se Ele fosse responder a esses pedidos como nós desejaríamos, não seria para o nosso bem. Assim, em Sua infinita sabedoria, Ele diz Não.


Se desejamos respostas positivas a nossas orações, precisamos pedir segundo a vontade - e a cronologia - de Deus. Quando oramos com esse espírito submisso, e Ele nem assim nos atende imediatamente, pode ser que esteja dizendo apenas: "Seja paciente; por enquanto, não." (Ver Heb. 10:36.)


Oração, a Respiração da Alma


Orai sem cessar. I Tes. 5:17.


Quase posso ouvir alguém dizer: "É impossível orar sem cessar."


Bem, em certas regiões da Europa e Ásia, existe uma pequena aranha chamada Argyroneta aquatica, que passa considerável parte de sua vida dentro d'água. É onde ela mora. De tempos em tempos, a aranha sobe à superfície, respira um pouco de ar fresco, forma-se uma bolha ao redor dela, e ela retorna para o fundo do lago ou do ribeiro, onde fica por mais algum tempo. Quando a aranha sobe outra vez à superfície, está perfeitamente seca e limpa. Embora passe a maior parte do tempo lá no fundo, não é tocada pela água ou pelo lodo ao seu redor. Por quê? Porque está envolta por uma cápsula do ar lá de cima.


Ar lá de cima!

Observe que, depois de a pequena aranha respirar o ar fresco e ficar cercada pela bolha de ar, ela continua respirando a atmosfera que a envolveu. Também na vida espiritual. Quando volvemos nossos pensamentos na direção do Céu no comecinho da manhã e respiramos sua atmosfera, ficamos rodeados por ela. Isso significa mais do que apenas tomar fôlego. Quer dizer comungar com Deus até que nossa vida espiritual se carregue de vitalidade. Então, ao longo do dia todo, continuaremos a respirar o ar com o qual nos envolvemos. Esse "ar" é a respiração da alma. Precisa de renovação periódica.

Assim como nossa vida física depende da respiração, nossa vida espiritual depende da oração. Uma pessoa cercada pelo ar espiritual respira-o tão naturalmente como respira o ar atmosférico. É isso que significa orar sem cessar.


Vivemos num mundo cheio de corrupção moral e espiritual, mas assim como a aranhazinha não se contamina com a água e o lodo ao seu redor, assim o cristão, cercado pela atmosfera do Céu, permanece incorruptível pelo mundo.


Inspire profundamente o puro ar celestial pela manhã e continue, ao longo do dia, respirando a atmosfera celestial que o circunda.


                 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O Homem que Deus não pode salvar


O Homem que Deus não pode salvar

O título de nosso assunto de hoje é: O Homem que Deus Não Pode Salvar. Parece estranho esse pensamento! Não é Deus Onipotente? Não é Ele Todo-Poderoso? Não diz a Bíblia que para Ele tudo é possível? Como, então, imaginar que Ele não poder salvar a alguém?


Há três teorias sobre o assunto:

Os calvinistas afirmam que Deus pode salvar a todos, mas destinou muitos para a salvação e muitos para a perdição, independente de qualquer poder ou influência.

Os universalistas afirmam que não só Deus pode salvar, como de fato salvará a todos os homens e mulheres, no fim de todas as coisas.

Os agnósticos, entretanto, afirmam que Deus não pode salvar a ninguém, porque Ele Se encontra muito longe de nós.
O que a Bíblia diz sobre isso? De fato, a Bíblia sustenta que Deus é Onipotente. Para Deus todas as coisas são possíveis. 

Ele tudo pode:
– Ele criou todo o Universo.
– Ele mantém todo o Universo.
– Ele já salvou a muitos dos piores criminosos deste mundo.
Portanto, para Deus, tudo é possível.

I – MAS HÁ UM HOMEM QUE DEUS NÃO PODE SALVAR 

Você sabe qual é esse homem? O homem que Deus não pode salvar é o homem satisfeito consigo mesmo.

E temos aqui na Bíblia a prova dessa afirmação:
Luc. 18:9-12 – "Propôs também esta parábola a alguns que confiavam em si mesmos, por se considerarem justos, e desprezavam os outros: Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho. "
O fariseu estava satisfeito com a sua vida. Compareceu diante de Deus para mencionar os seus méritos, para gabar-se de quão bom ele era.

"Não sou como os demais homens." Quantos hoje nos seus dias pensam como este fariseu: "Não sou um homem mau, não mato, não roubo, não faço mal ao próximo." Como o fariseu de outrora, cantam um hino de louvor a si mesmos. Nada pedem a Deus, eles já são bons, Deus tem o dever de aceitá-los.

Há outras declarações do fariseu, que podemos ouvir hoje dentro da própria igreja cristã: Verso 12 – "Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho."

Em linguagem moderna: "Fui batizado, pertenço à igreja, freqüento os cultos, tomo parte nas atividades da igreja, contribuo para a causa do evangelho. Faço tudo isso. Graças a Deus que eu não sou como os outros tão negligentes nessas coisas tão importantes da vida cristã."

É possível fazer estas coisas, boas sim, necessárias, próprias de um cristão sincero – é possível fazê-las por mera formalidade e apresentá-las a Deus como prova de bondade e merecimento.

Perto do fariseu estava o publicano. Os publicanos homens desprezados pelos judeus porque eram coletores de impostos para os romanos. Esse homem não via nada de bom em si mesmo. Se fazia boas obras, não ousou mencioná-las a Deus; que eram as suas boas obras para comprar os bens do Céu?

O publicano viu que suas obras não podiam comprar o favor do Céu. O publicano sentiu sua pobreza, o seu pauperismo espiritual. Sentia nada ter para o recomendar a Deus. Se alguma coisa pudesse ganhar, seria imerecido, seria tudo baseado na misericórdia divina.

Ele, o publicano desprezado, olhou para si mesmo, vendo a sua profunda necessidade, e apresentou-se diante de Deus com apenas um argumento – o argumento da sua própria necessidade: "Ó Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador." (Luc. 18:13).

Como Jesus terminou a Sua história? Ele disse que o fariseu voltou vazio, enquanto que este publicano foi justificado.

Realmente, o fariseu representa o homem que Deus não pode salvar porque ele está satisfeito consigo mesmo, cheio de justiça própria, não sente a sua necessidade.

II – QUAIS OS CARACTERÍSTICOS?

Quais são os característicos do homem satisfeito consigo mesmo, o qual Deus não pode salvar?

1) O homem satisfeito consigo mesmo é o homem que não se arrepende.

Lemos estas palavras de Jesus em Luc. 5:31-32 – "Respondeu-lhes Jesus: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. Não vim chamar justos, e sim pecadores, ao arrependimento."

Levi Mateus dera um grande banquete em sua casa, e convidou a Jesus e aos seus amigos que também eram publicanos como ele era, e havia sido distinguido por Jesus.

Entretanto, os fariseus começaram a murmurar e acusar os discípulos de Jesus, dizendo que comiam e bebiam com os publicanos e pecadores.

Foi aí que Jesus, não podendo deixar passar essa oportunidade para lhes dar mais uma lição, defendendo os publicanos, justificando sua atitude para com eles, e ao mesmo tempo ensinando e advertindo por que muitos jamais se salvarão.

"Os sãos não precisam de médico", ou seja, os que se consideram sãos, os que a si mesmos se julgam bons, justos – estes não precisam de Sua ajuda, ou melhor: é impossível ajudá-los. Apenas os doentes, os que reconhecem, os que reconhecem a sua enfermidade é que precisam do Médico dos médicos.

E Ele acrescenta: "Não vim chamar justos, e sim, pecadores ao arrependimento", porque os justos não precisam de arrependimento, os que se julgam justos, eles não se arrependem; na realidade, eles não podem se arrepender enquanto estão nessa condição de justiça própria.

O 1º característico – falta de arrependimento – porque não há reconhecimento do pecado.

E Cristo contou noutra passagem a necessidade de arrependimento: Luc. 13:4, 5 – "Ou cuidais que aqueles dezoito sobre os quais desabou a torre de Siloé e os matou eram mais culpados que todos os outros habitantes de Jerusalém? Não eram, eu vo-lo afirmo; mas, se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis."

Os judeus diziam que aqueles homens que foram acidentados pela torre de Siloé eram grandes pecadores e culpados diante de Deus e que era por isso que eles foram castigados. Mas Jesus corrigiu esse conceito e ensinou que não há salvação sem arrependimento: "Se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis."

E não basta apenas confessar o pecado, externamente, sem reconhecê-lo. Há no Antigo Testamento dois exemplos marcantes que ilustram esta verdade: 1) Lemos em 1Sam. 15:24, que Saul proferiu estas palavras: "Pequei, pois transgredi o mandamento do Senhor!" 2) e também lemos acerca de Davi que ele disse em 2Sam. 12:13: "Pequei contra o Senhor!" 
Ambos confessaram as mesmas palavras. Saul pecou porque não matou. Davi pecou porque matou. Um foi aceito, o outro foi rejeitado. Um foi destronado e se perdeu; o outro, Davi, continuou no trono e se salvou.

Por quê? A diferença está no fato de que Davi se arrependeu, Saul não. Saul era um homem satisfeito consigo mesmo: achava que não necessitava de arrependimento. Davi, porém, experimentou um profundo arrependimento.

2) 2º característico: O homem satisfeito consigo mesmo não crê em Jesus.

Gên. 4:3-5 nos apresenta a triste história de Caim e Abel. De acordo com o plano divino, os dois irmãos deveriam trazer ofertas de animais. Devia haver derramamento de sangue. Isso representava o sangue de Jesus, o Cordeiro de Deus.

Abel mostrou sua fé no vindouro Messias, quando apresentou sua oferta de animal, imolando o cordeiro, derramando o sangue, e crendo que Deus haveria de prover o sangue que purifica de todo pecado.

Caim, porém, ao trazer os seus frutos, revelou em sua oferta, que não possuía fé para crer em Jesus, o Messias vindouro. Ele estava satisfeito consigo mesmo e com suas realizações.

E não basta, aparentar ser um seguidor de Cristo. É preciso crer nEle de fato.

No Novo Testamento, temos outros dois exemplos: Pedro, que negou a Jesus. (Luc. 22:62) e Judas, que O traiu. (Mat. 27:35). Judas representa o homem que Deus não pode salvar: ele não crê em Jesus Cristo.

Judas não se submeteu a Cristo, porque não acreditava nEle como seu Salvador pessoal. Ele O seguia como um dos Doze discípulos, a fim de conseguir vantagens temporais. Nunca quis se arrepender; nunca aceitou a Jesus, não cria nÊle. Também estava satisfeito consigo mesmo: para que deveria ele crer em Jesus?

Entretanto, Pedro representa ao homem que Deus pode salvar completamente, embora tenha cometido graves e hediondos pecados, em muitas vezes e de muitas maneiras. Pedro nunca estava satisfeito, ele sempre ansiava por Jesus e cria nÊle como o seu Salvador.

Ele disse, apesar de errar muitas vezes: "Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna; e nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus." (João 6:68-69). 
Aqui está o segredo: Não importa a nossa vida passada, não importa quão pecadores nós fomos um dia, não importa se nos tornamos grandes pecadores. O que importa é a nossa fé para crer que Jesus Cristo é o nosso poderoso Redentor, que derramou o Seu sangue para nos purificar, e que Ele nos libertará dos nossos pecados, aqui e agora, se tão somente nós o aceitarmos como o nosso suficiente Salvador.

3) 3º característico: O homem satisfeito consigo mesmo não tem amor pela verdade.

O apóstolo Paulo fala desta classe de pessoas desse modo, em 2Tess. 2:10 – "e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos." Por que perecem? Porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos.

Os ímpios não só rejeitam a verdade, como também não acolhem o amor pela verdade para serem salvos. Eles não podem ser salvos enquanto não amarem a verdade. Mas se estão satisfeitos consigo mesmos, eles não crerão na verdade, eles não amarão a verdade e não serão salvos, Deus não pode salvá-los por isso.

Tal atitude não se relaciona à verdade no sentido geral, mas se refere à verdade salvadora do Evangelho, que eles não amam tanto a ponto de buscarem a salvação com todo o seu empenho e serem beneficiados.
O cristão nunca está satisfeito consigo mesmo. Por isso, ele crê em Deus e na Sua verdade, e ele a aprecia mais e mais, a ponto de sempre buscar a verdade, conhecer a verdade e praticá-la em sua vida. Ele vê que a verdade do Evangelho é poderosa para salvá-lo, e ele a ama.

Os ímpios estão satisfeitos consigo mesmos. Portanto, não acolheram o amor da verdade para serem salvos. 
– Eles poderiam ser salvos pela verdade do Evangelho, porque o Evangelho tem poder para salvar.
– Eles poderiam se regozijar pela verdade, e pelos excelentes resultados do Evangelho em sua vida.
– Eles poderiam crer na verdade, porque essa possibilidade existe para todos os seres humanos.

No entanto, os ímpios têm outra atitude:
– Eles crêem na mentira.
– Eles amam a apreciam o erro.
– Eles se regozijam na injustiça.
– Eles se permitem iludir pelos enganos de Satanás.
– Eles não têm nenhum amor pela verdade salvadora do Evangelho, porque estão satisfeitos consigo mesmos e desse modo não podem ser salvos, a menos que mudem sua atitude.

III – COMO PODE O HOMEM DESPERTAR?

Como podemos ver nossa condição espiritual? Como podemos sentir nossa necessidade de Deus?

Ninguém por si reconhece os seus erros e pecados. "Enganoso é o coração ...", diz a Bíblia.

Como é que fala uma pessoa satisfeita consigo mesma? Apoc. 3:17 – "Dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu." O diagnóstico divino é: "Nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu."

Como pode ser mudada essa atitude de justiça própria e auto-satisfação? Apoc. 3:18-19 – "Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas. Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te. "

Jesus Cristo dá esse conselho. Necessitamos de:
1. Ouro refinado – a fé que opera por amor.
2. Vestiduras brancas – a justiça de Cristo.
3. Colírio – a graça do Espírito Santo.

E no verso 19 temos a certeza do amor de JC, e o apelo ao arrependimento. O verso 20 apresenta o quadro de JC à porta do nosso coração esperando que Lhe demos entrada.
Como reconhecer nossa necessidade? Necessitamos do colírio do Espírito Santo e: 
– Ele nos revelará a verdade. 
– Ele nos convencerá do pecado, da justiça e do juízo.
– Ele nos mostrará a Jesus.
– 
"O desconhecimento dEle é que dá aos homens uma tão alta idéia de sua própria justiça. Ao contemplarmos Sua pureza e excelência, veremos nossa pobreza e defeitos, como realmente são.." – Parábolas de Jesus, página 159.

"Quanto mais nos achegarmos a Jesus e mais claramente discernirmos a pureza de Seu caráter, tanto mais claramente discerniremos a extraordinária malignidade do pecado, e tanto menos teremos a tendência de nos exaltar." – Parábolas de Jesus, página 160.

Paulo disse em 1Tim. 1:15 – "Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal."

Conta-se que Lady Hamilton muitas vezes visitava as prisões a fim de animar e ajudar os reclusos. Um dia ela encontrou um homem que estava completamente arrasado, cheio de pessimismo e sinistros pensamentos.

Ela procurou consolá-lo, mas ele respondeu:
– Sou um grande pecador.
– Louvado seja Deus – a Lady respondeu.
Então o prisioneiro acrescentou:
– Sou o mais ímpio de todos os pecadores.
– Louvado seja o Senhor – disse outra vez Lady Hamilton.

Não compreendendo o que ela queria dizer, o prisioneiro perguntou:
– Por que diz a senhora assim, visto que professa ser cristã?

Então ela tomou a Bíblia e calmamente leu para ele este verso: "Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal." 

Entreguemo-nos inteiramente a Jesus, contemplemos o Seu maravilhoso caráter, toda a Sua perfeição. Só, então, teremos um vislumbre de nossa necessidade.

"Fiel é a palavra" de que realmente Jesus Cristo veio salvar pessoas tão pecadoras como nós somos. "Se, pois, zeloso e arrepende-te. Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo." (Apo. 3:19-20).

Se você não está satisfeito consigo mesmo, se pelo Espírito Santo você sente o seu pecado, você pode ser completamente salvo. Entregue-se agora mesmo a Jesus, que disse: "O que vem a Mim, de modo nenhum o lançarei fora" (João 6:37). Portanto, vamos a Ele.

Pr. Roberto Biagini




              

Jesus quer nos curar

O Evangelho de hoje começa assim: "Naquele tempo..." e narra um fato acontecido na época. Porém, Deus com sua onisciência e onipresença, desejou estar conosco nos dias de hoje, e nos convida a receber Jesus em nossas casas, pois Ele quer nos curar. Sabemos que muitas de nossas enfermidades têm ligação direta com a capacidade de somatizar problemas, tomando pra si toda responsabilidade e não agüentando esperar o tempo de Deus em nossas vidas.
        Ele veio para os doentes, não para os sãos. Quais são suas enfermidades físicas e espirituais? Convide Jesus a adentrar em sua casa física e espiritual (o coração), e permita-O realizar todos os prodígios e milagres necessários para fazer levantar, andar, e servir ao próximo por gratidão a Deus.
 Outra passagem neste Evangelho que deve nos saltar aos olhos é que Jesus depois de curar a sogra de Simão, foi para frente da casa e realizou outras curas. Ele estava descansando, porém sabendo que a missão é árdua, levantou-se de madrugada (ou seja, não tem hora para rezar) para rezar e abastercer-se para poder ter o que 'dar' aos outros. E hoje, muitos de nós estamos oferecendo migalhas aos outros, pois não paramos para rezar e nos abastecer. É preciso Cristo viver em nós, e para isso, deixa Jesus te consolar e te curar.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

O maior de todos os pecados

Cada vez que julgamos, estamos submetendo fatos, boatos ou pessoas ao que consideramos certo ou errado. Alguma vez na vida você já julgou algo ou alguém? Com certeza, sim. Desde crianças aprendemos conceitos de certo e errado que são passados pelos nossos pais, parentes, professores, amigos, livros, televisão... Começamos bem cedo a identificar o certo e o errado, o bom e o mau, e evoluímos identificando as coisas "do alto" e as coisas "de baixo"... Assim, passamos a observar os atos das pessoas e julgá-los como certo ou errado, bom ou mau, de Deus ou do inimigo. E é aí que mora o perigo: quando julgamos algo que vem de Deus como sendo obra do inimigo. Por exemplo... quando alguém se sai bem em algo na vida e você, sem saber, diz que ela trapaceou; quando alguém está tentando ajudar e você, sem querer saber, diz que ela está agindo com segundas intenções; quando alguém é inocente e você, às vezes até sabendo o aconteceu, julga culpado. Você está sendo julgado? As pessoas falam mal de você mesmo sem você ter feito nada de mal? Mesmo você fazendo o bem? Jesus também foi julgado assim e ficou chateado a ponto de dizer que esse é o único pecado sem perdão: ver o bem acontecendo e dizer que é obra do mal. Você pode não receber a recompensa aqui e agora, mas receberá um presente bem maior de Deus.
Pense Nisso.

A segunda Milha

Jesus com estas palavras convida seus ouvintes a fazerem uma reflexão sobre a vida, na dimensão dos relacionamentos e das convivências. Dizem que conviver é uma arte. É desafiador, dia após dia, caminhar lado a lado com pessoas cujos sentimentos são obscuros, cujas atitudes nos inspiram insegurança e em cujas palavras não conseguimos confiar.

Nossos relacionamentos têm um custo-beneficio. Tem , portanto um preço a ser pago. Então, quanto custa para ter uma convivência salutar ?


São três atitudes do espírito humano que geram benefícios incalculáveis no contexto dos relacionamentos. Vamos lá:


1- A PRIMEIRA É A HUMILDADE

Nós precisamos saber que ninguém é nada nesta vida, é a bondade de Deus que nos mantém vivos.
Só os humildes são verdadeiramente grandes, e porque são grandes ? – porque jamais se sentem como tais. É a humildade quem enobrece a natureza humana e lhe confere a dignidade plena.
Já dizia Jesus: “ quem quiser ser o maior, tem que ser o menor “ este é o primeiro passo na segunda milha. É caminhar sem pisotear. Crescer, e deixar os outros crescerem também.

2- A SEGUNDA ATITUDE É A RESIGNAÇÃO

Na segunda milha temos o desafio da convivência com aqueles que não podemos mudar, e contudo estão em nosso caminho. Por isso o segundo preço a ser pago é a resignação. Ela é a ciência do espírito que nos ensina a lidarmos com o imutável e com o inevitável. Há pessoas que jamais mudarão por nossa causa.
Como também há situações que são irreversíveis. E nestes casos o segredo é aceitar o que não pode ser mudado, para possibilitar uma convivência saudável, sem o veneno da revolta e da rejeição.

3- A TERCEIRA ATITUDE É O PERDÃO

O percurso da segunda milha exige a experiência do perdão. Sem o perdão, os relacionamentos não progridem e a vida fica estagnada nos impasses que se formam ao longo de nosso caminho.
Perdoar é, antes de tudo uma decisão do espírito. Só os fracos não perdoam. A soberba e o orgulho nada mais são do que sintomas de fraqueza, disfarçados de presunção de força.
Não perdoar é negar a vida aquilo que ela tem de mais precioso e significativo:

A ARTE DE CONSTRUIR RELACIONAMENTOS, FAZER AMIZADES E PLANTAR A PAZ.

Queridos a segunda milha será sempre aquele momento necessário para se retomar o fôlego da vitória, que será alimentado pela humildade, resignação e o perdão.

Por isso a segunda milha é o percurso dos vencedores e ninguém se perde nessa rota !!

 

Versiculo do dia

     Versiculo do dia Quando, pois, vos conduzirem e vos entregarem, não estejais ansiosos de antemão pelo que haveis de dizer, nem premedit...