domingo, 5 de abril de 2020

Um clamor por restauração

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O livro de Malaquias registra várias audiências de Deus com o seu povo. Nessas audiências, Deus reafirmou ao povo o seu amor e alertou-o acerca do perigo de se desprezar a santidade do culto. Apontou o problema da infidelidade conjugal e o desprezo pelo seu juízo.

O povo de Deus estava não apenas longe, mas também indiferente ao seu clamor. Em Malaquias 3.7-12, o profeta registra um grande clamor por restauração.

Restauração Moral (Ml 3.7)
O povo havia se desviado dos estatutos de Deus e desobedecido os seus mandamentos. Dois graves problemas estavam acontecendo: Primeiro, o povo havia se afastado de Deus. Segundo, o povo não tinha consciência de que estava vivendo longe de Deus. Mais grave do que o pecado é a falta de consciência dele, é o coração endurecido.

A ordem de Deus foi clara: “Tornai-vos para mim, eu me tornarei para vós outros, diz o Senhor dos exércitos”. O profeta Malaquias está ressaltando que a causa dos problemas é o nosso afastamento de Deus. A retenção dos dízimos não era a causa, mas a conseqüência do afastamento de Deus. Primeiro o coração se volta para Deus, depois os dízimos são entregues com fidelidade.

O coração chega no altar antes do bolso. Primeiro o coração é convertido ao Senhor, depois o bolso. Onde está o nosso tesouro, aí está o nosso coração.

Restituição Material (3.8-10)
O povo de Deus estava cometendo quatro graves pecados contra Deus em relação ao dízimo: Primeiro, estava retendo o que é santo ao Senhor, os dízimos e as ofertas. O dízimo não nos pertence, ele é de Deus, é santo ao Senhor. Segundo, estava subtraindo parte do dízimo. Deus não se deixa enganar e o profeta corrige a falha ordenando:

“Trazei todos os dízimos”. Terceiro, estava administrando o dízimo. Deus nunca nos deu procuração para administrarmos pessoalmente o dízimo; ele deve ser entregue na Casa do Tesouro.

Quarto, estava subestimando o dízimo. O povo ao ser confrontado sobre a infidelidade na devolução dos dízimos, perguntou: “Em que te roubamos?” E o profeta foi claro: “Nos dízimos e nas ofertas”.

O profeta Malaquias fala sobre três verdades importantes sobre a restituição dos dízimos:

Primeiro, o lugar dessa restituição: A Casa do Tesouro (Ml 3.10). Assim como não podemos nos alimentar num restaurante e pagar a conta noutro, não devemos ser membro de uma igreja e entregar o dízimo noutra. Segundo, a proporção dessa restituição: Todos os dízimos. A palavra dízimo significa dez por cento. Não podemos ser fiéis a Deus retendo parte desse valor que pertence ao Senhor. O dízimo não é sobra, é primícia. Ele é santo ao Senhor, não podemos usá-lo nem administrá-lo ao nosso bel prazer. Terceiro, a finalidade dessa restituição: “… para que haja mantimento em minha casa” (Ml 3.10). Deus proveu todos os meios para o sustento da sua obra. Esses recursos são os dízimos e as ofertas.

Você tem sido fiel a Deus, voltando-se para ele de todo o seu coração? Você tem devolvido ao Senhor com fidelidade os dízimos e as ofertas? Faça prova de Deus e você verá que as janelas dos céus serão abertas e bênçãos abundantes serão derramadas sobre sua vida.



Rev. Hernandes Dias Lopes.

Versículo do dia

       Versículo do dia Porque tu não és um Deus que tenha prazer na iniquidade, nem contigo habitará o mal. Salmos 5:4