domingo, 22 de junho de 2025

Três ameaças à saúde espiritual da igreja

 





A igreja de Deus tem sido atacada com fúria pertinaz e, isso, desde as mais priscas eras. Muitas artimanhas têm sido usadas contra ela. Armas de grosso calibre têm sido empregadas para atingi-la e enfraquecê-la. Porém, quero aqui, destacar três ameaças assaz perigosas que conspiram contra a igreja ainda hoje.

Em primeiro lugar, o liberalismo teológico. O liberalismo teológico é filho do Racionalismo. O homem do topo de sua pretensa sabedoria colocou-se como juiz das Escrituras, e pôs sua razão acima da revelação. Passou a rejeitar como verdade tudo aquilo que sua razão não podia explicar. Assim, passaram a negar os milagres. Fizeram uma releitura da Bíblia e passaram a negar sua inerrância e infalibilidade. Trouxeram à baila aquilo que consideraram erros, contradições e impropriedades. Chegaram a ponto de afirmar que a Bíblia estava cheia de mitos e que precisava ser desmitologizada. O liberalismo, negando a inspiração das Escrituras, esvaziaram-na de seu sublime conteúdo. Negando sua origem divina, tiraram dela sua autoridade. Os teólogos liberais viram a Bíblia apenas como um livro comum, sujeito a erros e falhas. Por isso, o liberalismo tornou-se a maior ameaça à igreja. Ao entrar nos seminários teológicos, transformou a cátedra em laboratório de incredulidade e espalhou dali o veneno letal do ceticismo. Das cátedras esse veneno desceu aos púlpitos e dos púlpitos matou as igrejas. Não há antídoto para uma igreja que se capitula ao liberalismo. Onde ele chega, a igreja adoece e morre. Como a teologia é mãe da ética, onde o liberalismo avança, a ética cristã recua. Precisamos vigiar para que esse perigo tão devastador não nos fira de morte. É mister manter a sã doutrina!

Em segundo lugar, o sincretismo religioso. Se o liberalismo teológico tira das Escrituras o que nelas estão, o sincretismo religioso acrescenta a elas o que não se pode a elas adicionar. A Bíblia tem um capa ulterior. O cânon das Escrituras está completo. As revelações cessaram. Não podemos buscar novidades forâneas às Escrituras, mas devemos a elas nos apegar. Não podemos nos desviar nem para a direita nem para a esquerda. É um insulto à Palavra de Deus introduzir novidades na pregação. É um sinal de clara apostasia as pessoas buscarem gurus espirituais para receberam deles novas revelações. É uma abominação para Deus criar rituais e cerimônias e introduzi-las no culto, como se Deus já não tivesse prescrito a forma como deve ser adorado. Hoje, multiplicam-se os falsos profetas, com falsos ensinos, realizando falsas cerimônias, com falsos rituais, enganando os incautos, mercadejando, assim, a Palavra de Deus. Esses aventureiros da fé, pervertem o evangelho, transtornam a igreja, fazendo dela uma empresa, do púlpito um balcão, do templo uma praça de negócios e dos crentes consumidores. O vetor que move esses atravessadores da fé é o lucro. São lobos vestidos com peles de ovelhas. São falsos pastores que exploram o rebanho em vez de apascentá-lo. Devemos nos acautelar para que essa ameaça tão devastadora não atinja a igreja!

Em terceiro lugar, a ortodoxia morta. A ortodoxia é a doutrina certa e a doutrina certa é boa, necessária e insubstituível. Entretanto, a ortodoxia precisa vir acompanhada de vida piedosa. Não basta crer na verdade, é preciso viver a verdade. Não basta subscrever as doutrinas certas, é preciso deleitar-se nelas. Não basta ter luz na cabeça, é preciso ter fogo no coração. A ortodoxia morta é aquela que está desidratada e ossificada e, por isso, leva seus seguidores a perderem o entusiasmo. As pessoas professam conhecer a Deus, mas o negam com sua vida. São ortodoxas de cabeça, mas hereges de conduta. Há muitos crentes que detectam, com facilidade, a heresia nos outros, mas não enxergam a apatia espiritual em si mesmos. Como a igreja de Éfeso, defendem a sã doutrina, perseveram no sofrimento e até erguem o estandarte da ética cristã, mas já não desfrutam mais da alegria indizível e cheia de glória da comunhão com o seu Salvador. Muitas igrejas já abandonaram o seu primeiro amor. Colocaram a vida cristã no piloto automático e tudo passa a acontecer de forma mecânica e sem vigor. Essas pessoas não têm mais fervor. Não têm mais entusiasmo com as coisas de Deus. Oh, que Deus nos livre da ortodoxia morta! Que o nosso coração possa arder de amor por aquele que, sendo Deus se fez homem, sendo santo se fez pecado, para morrer por nós e nos dar vida plena, maiúscula, superlativa e eterna.



Rev. Hernandes Dias Lopes

sábado, 21 de junho de 2025

Versículo do Dia

       Versículo do Dia


⁴ E perguntou-lhes: É lícito no sábado fazer bem, ou fazer mal? Salvar a vida, ou matar? E eles calaram-se. 


Marcos 3:4

PG - Quem Sou Eu - DVD Eu Sou Livre (Ao Vivo)


PÃO DIÁRIO - 22/06/2025 - O que é amor?


O que é amor?

Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho… —1 João 4:10

Se perguntamos: “O que é o amor?”, as crianças têm algumas grandes respostas. Noeli, de 7 anos, disse: “Amor é quando você diz a um garoto que você gosta da sua camisa, e ele a usa todos os dias.” Rebecca, de 8, respondeu: “Desde que a vovó ficou com artrite, ela não consegue mais se curvar e lixar as unhas dos pés. Então, o vovô sempre faz isso por ela o tempo todo, mesmo depois de suas mãos também terem artrite. Isso é amor.” Jéssica, também de 8 anos, concluiu: “Você realmente não deve dizer “eu te amo”, a não ser que você realmente queira dizer isso. Mas se você quer realmente dizer isso, deve dizer muitas vezes. As pessoas se esquecem.”
Às vezes, precisamos lembrar que Deus nos ama. Nós nos concentramos nas dificuldades da vida e questionamos: “Onde está o amor?” Mas se paramos e consideramos tudo o que Deus tem feito por nós, nos lembramos o quanto somos amados por Ele, que é amor (1 João 4:8-10).
O Salmo 103 enumera os “benefícios” que Deus derrama sobre nós em amor: Ele perdoa os nossos pecados (v.3), nos farta de bens (v.5), faz justiça e julga (v.6). Ele é lento para irar-se e rico em misericórdia (v.8). Ele não nos trata segundo os nossos pecados (v.10) e removeu o nosso pecado, desde o Oriente até o Ocidente (v.12). Ele não se esqueceu de nós!
O que é amor? Deus é amor e Ele está derramando esse amor em você e sobre mim.
— Anne Cetas

Leia: Salmo 103:1-14 


Examine: A Bíblia em um ano: Salmos 49-50;Romanos 1


Considere: A morte de Cristo é a medida do amor de Deus por você

AS MARCAS DE UM CRENTE MADURO

 





“E certo estou, meus irmãos, sim, eu mesmo, a vosso respeito, de que estais possuídos de bondade, cheios de todo o conhecimento, aptos para vos admoestardes uns aos outros” (Rm 15.14).

O apóstolo Paulo estava a caminho de Jerusalém quando escreveu sua carta aos Romanos. Nessa carta, o veterano apóstolo expõe a doutrina da salvação (1-11) e faz a correspondente aplicação da doutrina (12-16). No texto em tela, fala sobre três marcas de um crente maduro. Vejamos:

Em primeiro lugar, um  crente maduro está possuído de bondade. A bondade é um atributo de Deus que ele compartilha com seu povo. Só Deus é essencialmente bom. Mas, aqueles que conhecem a Deus e são cheios do Espírito de Deus, são possuídos de bondade. Barnabé, o homem chamado de bom no Novo Testamento (At 11.24) fez de sua vida um investimento na vida de outras pessoas. Demostrou amor aos necessitados, vendendo uma propriedade para socorrê-los (At 4.36,37). Quando Saulo de Tarso foi rejeitado na igreja de Jerusalém, foi Barnabé quem o acolheu e o apresentou aos apóstolos (At 9.26,27). Quando Saulo ficou mais de dez anos, no anonimato em Tarso, foi Barnabé quem foi atrás dele, investindo nele, levando-o consigo a Antioquia (At 11.25,16). Mais tarde, quando Paulo não quis a presença do jovem João Marcos na caravana da segunda viagem missionária, foi Barnabé quem investiu na vida desse jovem, que veio a ser o escritor do Evangelho de Marcos (At 15.36-41). Uma pessoa cheia de bondade investe na vida de outras pessoas, até mesmo daquelas pessoas que são consideradas desprezadas pelos demais.

Em segundo lugar, um crente maduro está cheio de todo conhecimento. O exercício da bondade é fruto do conhecimento. É  o conhecimento de Deus e de sua palavra que nos leva a ação da bondade. Um crente maduro é alguém aplicado ao conhecimento da palavra de Deus. Sua mente está cheia da verdade e seu coração está cheio de amor. Suas obras são regidas pelo seu conhecimento. Suas mãos são operantes porque sua mente está governada pelo pleno conhecimento do evangelho. Paulo elogia os crentes de Roma, dizendo que eles estavam cheios de todo o conhecimento. Eram crentes aplicados no exame das Escrituras. Estavam comprometidos com a sã doutrina. O conhecimento deles desembocava na prática da bondade. Os crentes de Roma não eram apenas teóricos, mas transformavam o seu saber numa prática abençoadora para toda a comunidade.

Em terceiro lugar, um crente maduro é conhecido por estar apto para o mútuo aconselhamento. A admoestação ocorre quando confrontamos, confortamos e encorajamos as pessoas com palavras cheias de conhecimento e bondade. Não há admoestação sábia sem conhecimento; não há admoestação eficaz sem bondade. Não há aconselhamento mútuo na igreja sem o conhecimento da verdade e sem a prática da bondade. Precisamos transformar o conhecimento que temos em atos de bondade. Precisamos admoestar uns aos outros, firmados no conhecimento das Escrituras e também regidos por uma atitude de bondade. Sem o conhecimento da palavra tornar-nos-emos humanistas em nossas exortações. Sem o exercício da bondade,  nossas admoestações podem esmagar a cana quebrada e apagar a torcida que fumega. Adicionar a bondade ao conhecimento é o que nos torna aptos para admoestarmos uns aos outros com eficácia. Que nossa igreja seja uma comunidade de terapeutas da alma. Que nossos relacionamentos reflitam o cuidado de uns para com os outros, abençoando uns aos outros e cuidando uns dos outros. Que nossa igreja seja formada de crentes comprometidos com a maturidade cristã!



Rev. Hernandes Dias Lopes

sexta-feira, 20 de junho de 2025

Versículo do Dia

   Versículo do Dia


E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.

Fernanda Brum - Apenas um Toque


 

PÃO DIÁRIO - 21/06/2025 - Sabedoria

 

Sabedoria


Não havendo sábia direção, cai o povo, mas na multidão de conselheiros há segurança. —Provérbios 11:14

A descrição on-line do livro Sabedoria das Multidões (Record, 2006) relata que: “Neste livro fascinante, o colunista de negócios nova-iorquino James Surowiecki explora uma ideia aparentemente simples: Grandes grupos de pessoas são mais inteligentes do que uma pequena elite, não importa o quão brilhante — são melhores na resolução de problemas, promovendo inovação, tomando decisões sábias e até prevendo o futuro.”
O autor usa uma variedade de coisas, que vão desde a cultura pop à política, para apresentar um pensamento básico: na maioria das vezes, a multidão acerta. É uma teoria interessante, mas que provavelmente só entraria em debate durante anos eleitorais ou quando o concorrente favorito de alguém fosse eliminado de um reality show.
Embora a Bíblia esclareça que a sabedoria das multidões pode não ser confiável e pode ser perigosa (Mateus 7:13-14), há outra maneira em que a sabedoria coletiva pode ser útil. No livro de Provérbios 11:14, lemos: “Não havendo sábia direção, cai o povo, mas na multidão de conselheiros há segurança.” Um dos benefícios do corpo de Cristo é o fato de podermos ajudar uns aos outros — em parte ao trabalharmos juntos para buscar a sabedoria divina. Quando nos unimos para buscar os propósitos de Deus, encontramos a segurança em Sua provisão para cada um e recebemos a Sua sabedoria para os desafios da vida.
— Bill Crowder

Leia: 1 Coríntios 1:18-25 


Examine: A Bíblia em um ano: Salmos 46-48;Atos 28


Considere: Buscamos melhor a sabedoria de Deus quando a buscamos unidos.

Cuide da vida do seu próximo






“Não matarás” (Ex 20.13)

O Decálogo é o código de ética que deve reger a sociedade. Sobretudo, nós, povo de Deus, temos o compromisso de observar esse preceito divino. Depois de falar de nosso compromisso com Deus, a ênfase recai, agora, em nosso relacionamento com o próximo. E dentre os compromissos que temos com o próximo, o primeiro deles é respeitar sua vida e preservá-la. A vida é um dom de Deus e somente Deus tem autoridade para dar a vida e direito de tirar a vida. Ceifar a vida do próximo é uma quebra do sexto mandamento. Portanto, em vez de destruir o próximo, precisamos cuidar dele. Somos guardiões do próximo e não homicidas.

De que maneira, uma pessoa pode matar a outra? Não apenas quando se insurge contra ela para tirar-lhe a vida, mas, também, atentando contra seu nome e sua honra. Destacaremos, aqui, três pontos:

Em primeiro lugar, mata-se o próximo quando se alimenta ódio por ele. A Escritura diz: “Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino…” (1Jo 3.15). O ódio é um sentimento avassalador e destruir contra o próximo que se aninha no coração. Esse sentimento é hostil e se alimenta de um perverso desejo de que seu desafeto seja destruído. O ódio é o prelúdio do assassinato. É a motivação que leva o homicida a tirar a vida do próximo. Mesmo que esse sentimento fique sob o manto do anonimato, e mesmo que, aquele que o alimenta jamais consuma o seu desejo, aos olhos de Deus, que vê o coração e conhece as motivações, aquele que odeia a seu irmão é assassino. Deus julga não apenas o ato, mas, também, sua intenção. Julga não apenas a ação, mas, também, a motivação. O ódio destrói tanto aquele que o nutre como aquele a quem é endereçado. O ódio é duplamente mortal.

Em segundo lugar, mata-se o próximo quando se fala mal dele. A palavra de Deus afirma: “A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto” (Pv 18.21). A língua é como uma espada afiada que fere a honra, destrói o nome e mata a reputação das pessoas. Podemos ser um bálsamo de vida para o nosso próximo ou um agente de morte, dependendo da maneira como lidamos com a nossa língua. A língua é como um veneno letal e como uma fagulha que incendeia uma floresta. A maledicência é uma arma destruidora que produz imensa devastação. Por isso, o pecado que Deus mais abomina é semear contenda entre os irmãos. Falar mal dos irmãos é transgredir a lei. Ferir os irmãos com a língua é matar sua honra e conspirar contra sua reputação. Matar o nome de uma pessoa é um assassinato moral.

Em terceiro lugar, mata-se o próximo quando se tira a vida dele. O mandamento da lei de Deus é categórico e insofismável: “Não matarás” (Ex 20.13). Matar o próximo é tirar sua vida em vez de protegê-la. É ser algoz em vez de ser guardião. É tirar do outro o que não se pode devolver a ele. É usurpar do próximo seu bem mais precioso, a própria vida. O assassinato é a ação máxima contra o próximo. É a consumação do ódio. É a rebelião contra Deus, o autor da vida e, a usurpação do direito exclusivo de Deus de dar e tirar a vida. Os homicidas são transgressores da lei. Eles não têm a vida eterna permanente em si. Eles não herdam o reino de Deus. A menos que se arrependam, jamais poderão ser salvos. Como você tem lidado com o sexto mandamento da lei de Deus? Você tem cuidado do seu próximo ou tem atentado contra ele? Você é um protetor ou em algoz?



Rev  Hernandes Dias Lopes. 

quinta-feira, 19 de junho de 2025

Versículo do Dia

   Versículo do Dia


⁸ Assim diz o Senhor Deus, que congrega os dispersos de Israel: Ainda ajuntarei outros aos que já se lhe ajuntaram. 

Isaías 56:8

Anderson Freire e Fernanda Brum - Não é Tarde (Ao Vivo) - DVD Essência


 

PÃO DIÁRIO - 20/06/2025 - Regras do desapego

 

Regras do desapego


Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. —João 8:36

Em seu livro Jogue fora 50 coisas, (Ediouro, 2010), a autora Gail Blanke destaca quatro “Regras do Desapego” para ajudar as pessoas a eliminarem a desordem de suas vidas. A primeira regra declara: “Se isso… lhe traz peso, entulha ou simplesmente faz você se sentir mal consigo mesmo, jogue fora, dê, venda, deixe-o ir, siga em frente.”
Acho que esta regra de desapego tem uma aplicação espiritual também: Não devemos permanecer ligados ao pecado do passado. Os irmãos de José lutaram com isto. Anos depois de terem vendido José como escravo, recordaram-se de sua crueldade e temiam vingança (Gênesis 50:15). Assim, enviaram uma mensagem a José, implorando por perdão (vv.16-17). Eles fizeram isto apesar das ações misericordiosas e garantias demonstradas anteriormente pelo irmão deles (45:4-15).
Muitos de nós permanecemos ligados às antigas ofensas apesar da misericórdia e do perdão daqueles a quem podemos ter ferido. No entanto, a verdadeira liberdade surge quando confessamos a nossa transgressão a Deus. Ele a perdoa (1 João 1:9) e nos afasta dela (Salmo 103:12). Como o versículo de Miqueias 7:19 afirma, Ele lança nossos pecados nas profundezas do mar! Por causa disto, podemos nos lembrar de que o Filho nos libertou e nós somos verdadeiramente livres (João 8:36).
— Jennifer Benson Schuldt

Leia: Gênesis 50:15-21 


Examine: A Bíblia em um ano: Salmos 43-45;Atos 27:27-44


Considere: O preço da nossa liberdade do pecado foi pago pelo sangue de Jesus.

O TRABALHO GLORIFICA A DEUS, DIGNIFICA O HOMEM E ABENÇOA O PRÓXIMO

 





“Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado” (Ef 4.28)


O Deus que trabalha criou o homem para o trabalho. O trabalho é ordenança divina antes da entrada do pecado no mundo e fará parte da agenda dos remidos de Deus depois da glorificação, quando a presença do pecado será banida de nossa vida.  O texto em tela aponta-nos três verdades, que passo a destacar:

Em primeiro lugar, o cristão é alguém comprometido com o princípio da integridade. “Aquele que furtava não furte mais…”. Paulo está se dirigindo à igreja de Éfeso e diz que aqueles que fazem parte da família de Deus não podem mais lançar mão daquilo que não lhes pertence. O furto é surrupiar o alheio e subtrair do próximo o que lhe pertence. O furto é um atentado contra o direito de propriedade. O furto é uma quebra do oitavo mandamento da lei de Deus. Um cristão precisa ser honesto em suas atitudes, íntegro em seu trabalho e fiel em suas transações comerciais. O lucro desonesto e o enriquecimento ilícito são incompatíveis com a ética cristã.

Em segundo lugar,  o cristão é alguém comprometido com o trabalho honrado. “… antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom…”. Não basta ao cristão deixar de furtar. Esse é o lado negativo. É preciso ir além e adotar uma agenda positiva. O cristão precisa trabalhar. O trabalho não é apenas uma questão de sobrevivência, mas de dignidade. Mesmo aqueles que têm com abundância e poderiam viver de suas reservas não estão dispensados do trabalho. Deus de nada precisa, mas ele trabalha até agora. O trabalho é uma bênção. Exalta a Deus, dignifica o homem e abençoa o próximo. Mas, uma pergunta se impõe: que tipo de trabalho? Qualquer trabalho? Não! Colocar as mãos num trabalho que contribui para a decadência do ser humano é conspirar contra o propósito para o qual o trabalho foi instituído por Deus. Fazer aquilo que é desonesto para assaltar o erário público ou roubar o semelhante, buscando apenas vantagens pessoais, ao arrepio da lei, é um atentado à ordenança divina e uma conspiração aos direitos do próximo. A ordem bíblica é meridianamente clara: Devemos fazer o que é bom, ou seja, aquilo que traz glória para Deus, sustento para nós e socorro para o próximo.

Em terceiro lugar, o cristão é alguém comprometido com a assistência aos necessitados. “…para que tenha com que acudir ao necessitado”. O apóstolo Paulo está aqui alertando para duas atitudes inadequadas: a primeira delas é furtar, ou seja, tomar do próximo o que lhe pertence. A segunda é acumular só para si o que deve ser repartido com o próximo. Há pessoas que trabalham com integridade, mas não distribuem com generosidade. Há aqueles que amealham riquezas como fruto do seu trabalho honesto, mas jamais estendem a mão para socorrer o aflito à sua porta. A ética cristã vai além do ganhar honestamente. Também trata do distribuir generosamente. Quando Deus nos dá com fartura, não é para ajuntarmos tudo para o nosso deleite, mas para repartirmos com misericórdia aos necessitados. Deus multiplica a nossa sementeira não para ajuntarmos toda essa provisão em nossos celeiros. O cristão é alguém que tem o coração aberto, as mãos abertas, o bolso aberto e a casa aberta para socorrer os necessitados. Ele é mordomo dos bens que Deus lhe confiou e usa esses bens para a expansão do reino de Deus e para o bem daqueles que foram criados à imagem e semelhança de Deus. Quem tem ouvidos, ouça: Não furte! Trabalhe! Faça o que é bom! Socorra ao necessitado! Eis os imperativos da ética cristã!



Rev. Hernandes Dias Lopes

quarta-feira, 18 de junho de 2025

Versículo do Dia

   Versículo do Dia


E disse Pedro: Eis que nós deixamos tudo e te seguimos.

E ele lhes disse: Na verdade vos digo que ninguém há, que tenha deixado casa, ou pais, ou irmãos, ou mulher, ou filhos, pelo reino de Deus,

Que não haja de receber muito mais neste mundo, e na idade vindoura a vida eterna.

Guarda O Meu Coração - Delino Marçal


 

PÃO DIÁRIO - 19/06/2025 - Muito abençoado

 


Muito abençoado

Rendam graças ao Senhor por sua bondade e por suas maravilhas para com os filhos dos homens! —Salmo 107:8

No meu trajeto diário de ida e volta do escritório, tenho tempo de sobra para ler — isto é; adesivos em carros. Alguns são grosseiros, outros inteligentes e outros ainda absolutamente de mau gosto. Um adesivo que vi recentemente, no entanto, desafiou gentilmente o meu coração sobre a maneira que muitas vezes vejo a vida. O adesivo simplesmente dizia: “Abençoado demais para reclamar.”
Preciso confessar que me senti culpado à medida que ponderava nessas palavras. Muitas vezes me pego lamentando os momentos na vida que não acontecem do meu jeito, ao invés de concentrar-me nos presentes maravilhosos que meu Pai celestial me deu. Ler essa simples mensagem naquele dia renovou o meu compromisso para ser mais ativo e intencionalmente agradecido, pois o meu Deus tem sido bom para mim em mais maneiras do que eu jamais poderia imaginar.
O Salmo 107 é uma canção que procura corrigir o pensamento ingrato. O salmista (que muitos pensam ser o rei Davi) faz um apelo aos corações que se esfriaram com ingratidão, repetindo quatro vezes: “Rendam graças ao Senhor por sua bondade e por suas maravilhas para com os filhos dos homens!” (vv.8,15,21,31). Mesmo nos piores momentos, temos muito a agradecer. Que possamos aprender a agradecer a Deus por Sua bondade conosco!
— Bill Crowder

Leia: Salmo 107:1-8

Examine: A Bíblia em um ano: Salmos 35-36;Atos 25

Considere: Não precisamos de mais para ser gratos, precisamos apenas ser mais gratos.

O compromisso com o evangelho da graça -

 



O apóstolo Paulo foi levantado por Deus para ser o maior teólogo, o maior missionário e o maior plantador de igrejas da história do cristianismo. Ele foi um desbravador do evangelho, um bandeirante do cristianismo, um embaixador de Cristo, um arauto do Rei dos reis. Plantou igrejas nas províncias da Galácia, Macedônia, Acaia e Ásia Menor. Por sua influência, igrejas se espalharam em todo o mundo Oriental e Ocidental. Sua conversão foi um grande milagre, sua vida foi uma grande cruzada em favor da evangelização e sua morte foi uma profunda demonstração de coragem.

Quando Paulo despediu-se dos presbíteros de Éfeso, fez um dos mais belos discursos de sua carreira. Com palavras eloquentes, desafiou os líderes daquela igreja a assumirem um compromisso solene com Deus, com a Palavra e com a igreja. Para encorajá-los, deu seu próprio testemunho, como segue: “Porém, em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus” (At 20.24). No texto em apreço, três verdades são destacadas:

Em primeiro lugar, o ministério não é conquistado por mérito, mas recebido por graça.
“… o ministério que recebi do Senhor Jesus…”. Paulo foi um homem vocacionado. Foi chamado por Cristo para desempenhar o ministério. Ele não se auto-intitulou apóstolo. Ele não se colocou-se num pedestal de liderança nem acendeu os holofotes sobre si mesmo. Sua vocação foi celestial. Ele ouviu a voz divina e a obedeceu. O líder cristão é também um homem vocacionado. É o Espírito Santo quem constitui líderes na igreja. Embora o episcopado pode ser desejado pelo homem, o chamado é divino. Embora a igreja escolha seus líderes, é Jesus quem chama a si os que ele mesmo quer para apascentar suas ovelhas e anunciar as boas novas de salvação.

Em segundo lugar, o ministério não é plataforma de privilégios, mas uma arena de renúncia. 
“Porém, em nada considero a vida preciosa para mim mesmo…”. A liderança cristã exige renúncia. Ser um líder cristão é abraçar uma sacrossanta carreira, uma excelente obra. Mas, não uma obra de engrandecimento pessoal. Ser grande é ser pequeno. Ser líder é ser servo. Ser o maior é ser servo de todos. Paulo enfrentou toda sorte de provações no exercício do seu ministério. Foi perseguido em Damasco, rejeitado em Jerusalém, esquecido em Tarso, apedrejado em Listra, açoitado em Filipos, escorraçado de Tessalônica e Beréia, chamado de tagarela em Atenas e de impostor em Corinto. Enfrentou feras em Éfeso, foi preso em Jerusalém, foi acusado em Cesaréia, foi picado por uma cobra em Malta e foi preso em Roma. Suportou cadeias e açoites. Foi fustigado com varas e apedrejado. Mesmo em face da morte, não considerou sua vida preciosa para si mesmo. A abnegação e não a megalomania foi o apanágio de sua vida.

Em terceiro lugar, o ministério é regido por um ideal mais alto do que a própria vida. 
“… para testemunhar o evangelho da graça de Deus”. Quando o ideal é maior do que a vida, vale a pena dar a vida pelo ideal. Testemunhar o evangelho da graça era o grande vetor da vida de Paulo. Ele respirava o evangelho. Vivia pelo evangelho. Estava pronto a se sacrificar e a morrer pelo evangelho. Nenhuma outra motivação governava sua vida. Não buscava grandeza para si mesmo. Não cobiçava ouro nem prata. Não buscava para si riquezas nem fama. Mesmo sofrendo ameaças e passando parte de sua vida encarcerado, jamais perdeu o entusiasmo de viver nem o senso de urgência de proclamar o evangelho. Considerava-se prisioneiro de Cristo e embaixador em cadeias. Mesmo diante das mais terríveis adversidades, Paulo tinha o coração ardente, os pés velozes e os lábios abertos para proclamar Cristo, a essência do evangelho.



Pr. Hernandes Dias Lopes

terça-feira, 17 de junho de 2025

Versículo do Dia

   Versículo do Dia


E disse: Eu sou Deus, o Deus de teu pai; não temas descer ao Egito, porque eu te farei ali uma grande nação.

E descerei contigo ao Egito, e certamente te farei tornar a subir, e José porá a sua mão sobre os teus olhos.

Sergio Lopes Te Amo / O Amigo


 

PÃO DIÁRIO - 18/06/2025 - As regras do desvencilhar

 


As regras do desvencilhar

Outra parte caiu em solo rochoso, onde a terra era pouca, e logo nasceu… —Mateus 13:5

Uma pequena área do meu jardim parecia simplesmente não funcionar. A grama sempre parecia escassa nesse ponto, indiferente do quanto eu regasse.
Portanto, certo dia finquei uma pá neste pedaço problemático do meu jardim e descobri o problema: Logo abaixo da superfície havia uma camada de pedras de cerca de sete centímetros de profundidade. Substitui as pedras por um solo rico no qual as novas sementes poderiam se enraizar.
Jesus falou sobre sementes e solos. Em uma parábola no livro de Mateus 13 sobre o que acontece quando a semente do evangelho é semeada em vários tipos de terreno, Ele afirmou que as sementes que caem em pedras e não há “terra bastante” crescem rapidamente, mas, em seguida, queimam com o sol (vv.5-6). Ele se referia a alguém que ouvira e recebera o evangelho, mas em cuja vida a mensagem não se enraizara. Quando as dificuldades chegam, esta pessoa — que não é um verdadeiro cristão — cai.
Podemos ser bem agradecidos pelas palavras de Jesus que concluem esta parábola: “…o que foi semeado em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende; este frutifica…” (v.23). Que lembrete útil — o privilégio e a responsabilidade acompanham a nossa salvação.
Louve a Deus pela semente do evangelho e pelo solo de crescimento espiritual.
— Dave Branon

Leia: Mateus 13:1-9 

Examine: A Bíblia em um ano: Salmos 40-42;Atos 27:1-26

Considere: Um coração aberto a Deus é o solo no qual a semente da Sua Palavra pode florescer.

Cuidado com os bens mal adquiridos








Salomão foi um homem rico, muito rico. Conhecia como poucos os perigos que ameaçam aqueles que querem ficar ricos a qualquer custo. Sabia que a formação de quadrilha para maquinar o mal, com o propósito de ajuntar bens mal adquiridos, é um esquema sedutor. Por isso escreveu: “Filho meu, se os pecadores querem seduzir-te, não o consintas. Se disserem: Vem conosco, embosquemo-nos para derramar sangue, espreitemos, ainda que sem motivo, os inocentes; traguemo-los vivos, como o abismo, e inteiros, coo os que descem à cova; acharemos toda sorte de bens preciosos; encheremos de despojos nossa casa; lança a tua sorte entre nós; teremos todos uma só bolsa” (Pv 1.10-14). O dinheiro adquirido com violência é uma maldição. A riqueza que vem como resultado do roubo e do derramamento de sangue torna-se o combustível para destruir os próprios transgressores. Não é pecado ser rico; pecado é amar o dinheiro. Não é pecado ter dinheiro; o problema é o dinheiro nos ter. Não é pecado carregar dinheiro no bolso; o problema é carregar dinheiro no coração. Muitas pessoas, por amor ao dinheiro, mentem, roubam, sequestram e matam. Outros, por amor ao dinheiro casam-se e divorciam, corrompem e são corrompidas, torcem a lei e pervertem o direito. A motivação para a violência é o desejo de acumular bens. O brilho da riqueza têm fascinado multidões, transformando homens em feras, jovens em monstros, pessoas de bem em ladrões incorrigíveis. A ganância insaciável é o útero onde é gestado crimes hediondos. Desde o narcotráfico até o assalto aos cofres públicos são delinquências inspiradas por esse desejo insaciável de pilhar o próximo e acumular o alheio. Os bens roubados não são preciosos nem a casa pode ser verdadeiramente cheia de despojos oriundos do crime. Essa riqueza produz tormento. Essa fortuna desemboca em vergonha, opróbrio e prejuízos irremediáveis. Esse pacote tem cheiro de enxofre e o seu fim é a morte.

Salomão é enfático, quando exorta: Cuidado com as suas alianças! O segredo de uma vida feliz é apartar-se daqueles que, deliberadamente andam no caminho da perversidade. Esses agentes da ilegalidade, protagonistas do crime, feitores de males são proselitistas perigosos, que lançam sua rede sedutora para arrastar pessoas incautas para seu cartel do crime. Nesse projeto de engrossar suas fileiras, buscam alianças e fazem promessas. Querem parceiros e garantem vantagens. Chamam para a aventura e dizem que esse caminho é lucrativo. A bolsa coletiva onde se acumula o dinheiro da iniquidade, entretanto, é maldita. Os valores que entram nela vêm do roubo, da opressão, da violência e do derramamento de sangue. Esses recursos tornam-se o próprio combustível para a destruição dos malfeitores. Essa riqueza entorpece a mente, calcifica o coração, enceguece os olhos e coloca tampão nos ouvidos. Faz do homem um monstro celerado, uma fera sanguesedenta, um lobo selvagem. Ser sábio é não dialogar com esses arautos do crime. Ser prudente é sequer se aproximar daqueles que vivem na marginalidade. Ser feliz é fugir não apenas do mal, mas até mesmo da aparência do mal. A felicidade não habita nas tendas da perversidade, mas está presente na casa daqueles que vivem em retidão e justiça. Não faça alianças com homens perversos; junte-se a pessoas que podem ajudar você a viver mais perto de Deus.

Nessa mesma linha de pensamento, o apóstolo Paulo exorta: “Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitos flagelos” (1Tm 6.9,10). A exortação é oportuna: Cuidado com os bens mal adquiridos!




Rev Hernandes Dias Lopes

segunda-feira, 16 de junho de 2025

Versículo do Dia

       Versículo do Dia


E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.

Renascer Praise - Pelo Sangue (Ao Vivo)


 

PÃO DIÁRIO - 17/06/2025 - Onde achar sabedoria?

 


Onde achar sabedoria?

Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus… —Tiago 1:5


Sabedoria é a beleza da santidade. Tiago diz que a sabedoria é razoável; flexível; misericordiosa; pacífica; tratável; dada a visitas amigáveis, pequenos atos de cortesia e palavras gentis. É totalmente humilde, transparente, simples, gentil e graciosa (Tiago 3:17).
Onde a sabedoria pode ser encontrada? Ela vem do céu (1:5). Charles Spurgeon escreveu, “Sabedoria é uma beleza de vida que só pode ser produzida pela obra de Deus em nós.”
De vez em quando é bom perguntar: “Estou crescendo em sabedoria?” Afinal de contas, a vida é implacavelmente dinâmica. Estamos nos tornando mais doces e mais sábios à medida que os dias passam, ou tolos e rabugentos mal-humorados. Estamos nos tornando o quê?
Nunca é tarde demais para começar a crescer em sabedoria. Deus nos ama com uma afeição zelosa e intensa que pode nos libertar de nossa insensatez, se nos entregarmos a Ele. Seu amor pode transformar a natureza mais difícil em um milagre de beleza estonteante. Pode doer um pouco e pode demorar um pouco, mas Deus procura incansavelmente por nossa transformação. Quando pedirmos, a Sua sabedoria começará a crescer em nós e a derramar-se para outros.
Nós temos esta promessa: “Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida” (1:5).
— David H. Roper


Leia: Tiago 3:13-17 

Examine: A Bíblia em um ano: Salmos 37-39;Atos 26

Considere: A verdadeira sabedoria começa e termina com Deus.

Você usa alguma máscara?

 






As máscaras não são uma exclusividade do carnaval. Elas estão presentes em nossa indumentária cotidiana. Há todos os tipos, formas e tamanhos de máscaras. Existem máscaras com qualidade especial: transparência apenas de um lado – o mascarado pode ver a todos, mas estes não podem vê-lo. Há máscaras que oferecem ao usuário a aparência de quem viu o Senhor. Há máscaras de “fim de série de conferências”, com um toque de aparência de “monte”, que parece nunca falhar. Na verdade, todos nós usamos máscaras. Elas fazem parte da nossa roupagem. Por que usamos máscaras? Porque nós temos medo que as pessoas nos conheçam do jeito que somos. Quem afirma que nunca usou uma máscara, acaba de colocar uma pesada máscara de mentira no rosto.

Muitas vezes, as pessoas amam não quem nós somos, mas quem nós aparentamos ser. Amam nossa máscara, não nossa personalidade. Mui frequentemente colocamos uma máscara e usamos a fachada de uma pessoa amável, e então, as pessoas amam aquela pessoa que nós projetamos, mas, lá dentro, atrás da máscara, não somos verdadeiramente aquela pessoa. Fazemos da vida um teatro, e no palco dos relacionamentos colocamos nossas máscaras preferidas para representar o papel que as pessoas mais gostam. Na verdade, muitas vezes, chegamos a ficar impressionados com a beleza de algumas máscaras que usamos.

Quando o profeta Samuel foi à casa de Jessé para ungir um rei sobre Israel, logo ele viu Eliabe, o filho primogênito e ficou impressionado pelo seu porte, altura, beleza e boa aparência. Samuel disse consigo: “Certamente está perante o Senhor o seu ungido” (1Sm 16.6). Mas, Deus lhe repreendeu, dizendo: “Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei, porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração” (1Sm 16.7). A máscara que Eliabe usava era muito bonita, dava-lhe uma boa aparência, mas por dentro ele era um homem covarde, mesquinho e medroso. Mais tarde, quando os soldados de Israel estavam enfrentando o exército filisteu, Eliabe fazia coro com os medrosos, fugindo das ameaças do gigante Golias. Se isso não bastasse, Eliabe revela sua inveja de Davi, tecendo-lhe duras críticas quando este se dispôs a lutar contra o gigante insolente (1Sm 17.28-30).

Usar máscaras pode nos livrar de censuras, mas não é uma atitude segura. Não podemos afivelar máscaras em nosso rosto o tempo todo. Nem sempre as máscaras ficam bem ajustadas. Elas podem cair nas horas mais impróprias. Quando a máscara de Eliabe caiu, todos conheceram que ele era mesquinho, invejoso e covarde.

Um advogado acabara de concluir o seu curso de direito. Recém-formado, com muitos sonhos e planos, queria logo construir um futuro glorioso. Abriu o seu escritório. Equipou-o com rico e moderno mobiliário. Trajava-se impecavelmente com ternos bem cortados e elegantes. Seu sapato de cromo alemão estava sempre rigorosamente engraxado. Suas gravatas eram de seda, combinando com a tonalidade do terno. A cada manhã, levantava e fazia seu percurso até o escritório, carregando uma bela pasta cheia de papéis. Aquele advogado tinha uma aparência irretocável. Seu escritório era moderno e bem decorado. Sua apresentação pessoal era impecável. Ele só tinha um problema: ainda não tinha nenhum cliente. Certo dia, a campainha do escritório tocou e entrou um cidadão. O advogado pensou: está aqui o meu primeiro cliente. Para impressioná-lo, foi logo pegando o telefone e entabulando uma animada conversa, dando a impressão que estava fechando um grande negócio com um famoso cliente, envolvendo muito dinheiro. Após a longa e animada conversa, o advogado colocou o telefone no ganho e voltou-se para o cidadão que estava postado à sua frente, dizendo-lhe: Desculpe-me a demora, estava tratando de um importante negócio, estou à sua disposição.” O homem, olhando-o profundamente, disse-lhe: “Sou funcionário da companhia telefônica e estou aqui para ligar o seu telefone, porque ele ainda está desligado.” As máscaras podem cair nas horas mais inoportunas! A Bíblia diz: “O teu pecado o achará”, e ainda: “Louco é aquele que zomba do pecado”. E mais: “O homem será apanhando pelas próprias cordas do seu pecado”. Em outros termos: as máscaras cairão.



Rev Hernandes Dias Lopes

domingo, 15 de junho de 2025

Versículo do Dia

   Versículo do Dia


²⁴ E ao servo do Senhor não convém contender, mas sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor;

²⁵ Instruindo com mansidão  

2 Timóteo 2:24,25

KLEV LIVE | Poderoso Deus - Leva-me Além - Águas Purificadoras (Medley)


 

PÃO DIÁRIO - 16/06/2025 - Boas-vindas a todos!


Boas-vindas a todos!


…O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração. —1 Samuel 16:7

Um projeto de embelezamento na estrada principal da minha cidade levou à demolição de uma igreja construída em 1930. Embora as janelas da igreja vazia tivessem sido removidas, as portas permaneceram no local durante vários dias, mesmo quando as escavadeiras começaram a derrubar as paredes. Cada jogo de portas ao redor da igreja tinha uma mensagem escrita em letras de forma gigantes, laranja-fluorescente: Afaste-se!
Infelizmente, algumas igrejas cujas portas estão abertas transmitem a mesma mensagem aos visitantes, cuja aparência não corresponde aos seus padrões. Não são necessárias letras gigantes fluorescentes. Com um único olhar de desaprovação, algumas pessoas comunicam: “Você não é bem-vindo aqui!”.
É óbvio que a aparência exterior das pessoas não é um indicador do que está em seus corações. A atenção de Deus direciona-se para a vida interior das pessoas. Ele olha o coração sob a aparência de alguém (1 Samuel 16:7) e é isso que Ele deseja que também façamos. Deus também conhece os corações daqueles que parecem ser “justos”, mas são “cheios de hipocrisia” em seu interior (Mateus 23:28).
A mensagem de boas-vindas de Deus, que devemos mostrar aos outros, é clara. Ele diz a todos que o buscam: “…Todos vós, os que tendes sede, vinde às águas…” (Isaías 55:1).
— Cindy Hess Kasper

Leia: Isaías 55:1-9

Examine: A Bíblia em um ano: Jó 34-35;Atos 15:1-21

Considere: Ninguém saberá o significado de “Deus é amor”, a menos que você o demonstre.

Como podemos ter paz no vale

 





A verdadeira paz existe e pode ser experimentada! Essa paz não se encontra nas farmácias nem nos boutiques famosas. Não está nas agências bancárias nem nas casas de shows. Essa paz não é encontrada no fundo de uma garrafa nem numa noitada de aventuras. Essa paz está centralizada em Deus. Ela vem do céu. É sobrenatural. Como poderemos experimentar essa paz, ainda que cruzando os vales da vida?

Em primeiro lugar, conhecendo o Deus e Pai de toda consolação. 

Deus é a fonte de todo consolo. Quando ele nos permite passar pelo vale, é para fortalecer nossa fé e nos aperfeiçoar em santidade. Quando ele nos leva para o deserto, nossas experiências tornam-se ferramentas em suas mão para consolar outras pessoas. É Deus quem nos matricula na escola do deserto. O deserto é o ginásio de Deus, onde ele treina seus filhos e, equipa-os para grandes projetos. Quando somos consolados, aprendemos a ser consoladores. Alimentamo-nos da fonte consoladora e tornamo-nos canais dessa consolação para os aflitos. Não há paz fora de Deus. Não há descanso para a alma senão quando nos voltamos para Deus. Não há consolo para o coração aflito fora de Deus, pois só ele é o Deus e Pai de toda consolação, que nos consola em toda a nossa angústia, para consolarmos outros, com a mesma consolação com que somos consolados.

Em segundo lugar, conhecendo a Jesus, a verdadeira paz. 

A paz não é ausência de problema, é confiança no meio da tempestade. A paz é o triunfo da fé sobre a ansiedade. É a confiança plena de que Deus está no controle da situação, mesmo que as rédeas da nossa história não estejam em nossas mãos. A paz não é um porto seguro onde se chega, mas a maneira como navegamos no mar revolto da vida. A paz não é apenas um sentimento, mas sobretudo, uma pessoa, uma pessoa divina. Nossa paz é Jesus. Por meio de Cristo temos paz com Deus, pois nele fomos reconciliados com Deus. Em Cristo nós temos a paz de Deus, a paz que excede todo o entendimento. Paz com Deus tem a ver com relacionamento. Paz de Deus tem a ver com sentimento. A paz de Deus é resultado da paz com Deus. Quando nosso relacionamento está certo com Deus, então, experimentamos a paz de Deus. Essa paz coexiste com a dor, é misturada com as lágrimas e sobrevive diante da morte. Essa é a paz que excede todo o entendimento. Essa paz o mundo não conhece, não pode dar nem pode tirar. Essa é a paz vinda do céu, a paz que emana do trono de Deus, fruto do Espírito Santo. Você conhece essa paz? Já desfruta dessa paz? Tem sido inundado por ela? Essa paz está à sua disposição agora mesmo. É só entregar-se ao Senhor Jesus!

E terceiro lugar, conhecendo o Espírito Santo como o nosso consolador. 

A vida é uma jornada cheia de tempestades. É uma viagem por mares revoltos. Nessa aventura singramos as águas turbulentas do mar da vida, cruzamos desertos tórridos, subimos montanhas íngremes, descemos vales escuros e atravessamos pinguelas estreitas. São muitos os perigos, enormes as aflições, dramáticos os problemas que enfrentamos nessa caminhada. A vida não é indolor. Mas, nessa estrada juncada de espinhos não caminhamos sozinhos. Temos um consolador. Jesus, nosso Redentor, morreu na cruz pelos nossos pecados e ressuscitou para a nossa justificação. Venceu o diabo e desbaratou o inferno. Triunfou sobre a morte e deu-nos vitória sobre o pecado. Voltou ao céu e enviou o Espírito Santo para estar para sempre conosco. Ele é o Espírito de Cristo, que veio para exaltar o Filho de Deus. Ele é o Espírito da verdade, que veio para nos ensinar e nos fazer lembrar tudo o que Cristo nos ensinou. Ele é o outro consolador, aquele que nos refrigera a alma, nos alegra o coração e nos faz cantar mesmo no vale do sofrimento. O consolo não vem de dentro, vem de cima. Não vem do homem, vem de Deus. Não vem da terra, vem do céu. Não é resultado de autoajuda, mas da ajuda do alto!



Pr. Hernandes  Dias Lopes

sábado, 14 de junho de 2025

Versículo do Dia

       Versículo do Dia


⁹ Assim falou o Senhor dos Exércitos, dizendo: Executai juízo verdadeiro, mostrai piedade e misericórdia cada um para com seu irmão. 

Zacarias 7:9

Davi Sacer - Tua Graça me Basta (DVD No Caminho do Milagre)


 

PÃO DIÁRIO - 15/06/2025 - Construção de estrada

 


Construção de estrada

…libertados da lei […] de modo que servimos em novidade de espírito… —Romanos 7:6


Onde moramos, nós brincamos que temos duas estações: inverno e construção de estradas. Os invernos rigorosos danificam as superfícies das estradas, e as equipes de reparos começam o seu trabalho logo que o gelo derrete e o solo degela. Embora chamemos este trabalho de “construção”, o que eles fazem parece “destruição”. Às vezes, remendar os buracos não é opção. É preciso reconstruir a antiga estrada.
Sentimos isso quando Deus age em nossas vidas. Por todo o Antigo Testamento, Deus disse ao Seu povo para esperarem por uma grande renovação no caminho entre Ele e o povo (Isaías 62:10-11; Jeremias 31:31). Quando Deus enviou Jesus, para os judeus pareceu como se o caminho deles para chegar a Deus estivesse sendo destruído. Mas Jesus não estava destruindo nada. Ele estava completando (Mateus 5:17). O antigo caminho, pavimentado com leis tornou-se um caminho novo pavimentado com o amor sacrificial de Jesus.
Deus ainda está agindo, substituindo os antigos caminhos do pecado e legalismo pelo caminho de amor que Jesus completou. Quando Ele remove nossa antiga maneira de pensar e agir, pode nos parecer como se tudo o que nos fosse familiar estivesse sendo destruído. Mas Deus não está destruindo nada, Ele está construindo um caminho melhor. E podemos confiar que o resultado final será de relacionamentos mais tranquilos com os outros e um relacionamento mais íntimo com Ele.
— Julie Ackerman Link

Leia: Jeremias 31:31-34 

Examine: A Bíblia em um ano: Salmos 33-34;Atos 24

Considere: Com frequência, a perturbação precede o progresso espiritual.

AINDA ANSEIO POR UM AVIVAMENTO

 







Reconheço que a palavra “avivamento” está desgastada no meio evangélico brasileiro. Sei que em muitos redutos, o avivamento tornou-se sinônimo de esquisitice. Há aqueles que confundem avivamento com toda sorte de sincretismo religioso. Há outros que associam avivamento com as últimas novidades no mercado da fé. Porém, os desvios de muitos e a apatia ou a oposição de outros, não abafam no meu peito o anseio por um genuíno e poderoso avivamento espiritual. Por que devemos esperar ainda um avivamento?

Em primeiro lugar, porque Deus prometeu (Is 44.3). Deus prometeu derramar do seu Espírito sobre sua igreja. Essa promessa é segura, pois não é feita pelo homem, mas pelo Deus Todo-poderoso, que fala e cumpre o que diz; faz e ninguém pode impedir sua mão de fazê-lo. Nenhuma força na terra pode deter o braço de Deus nem impedir a igreja de avançar. Essa promessa é, também, abundante. O texto fala de um derramamento e de torrentes. Deus tem para nós uma vida maiúscula e abundante. Ele não nos dá o seu Espírito por medida. Ao contrário, prometeu-nos torrentes!

Em segundo lugar, porque nós precisamos (Is 44.3). A igreja está como uma vinha murcha. Falta-lhe vigor e entusiasmo. Está como uma figueira com folhas, mas desprovida de frutos. Em muitos redutos falta a sã doutrina; noutros falta fervor. Em muitas igrejas há ortodoxia, mas não existe poder; noutras há muita trovoada, mas nenhuma chuva. Há igrejas que, lamentavelmente, sucumbiram ao liberalismo teológico e abandonaram sua fidelidade à palavra de Deus. Essas igrejas estão desidratando e entrando por um caminho tenebroso de apostasia. Há outras igrejas que, governadas pelo pragmatismo, renderam-se ao sincretismo religioso, abraçaram as últimas novidades do mercado da fé e sucumbiram ao antropocentrismo idolátrico. No texto em tela, o Espírito é simbolizado pela água. O que isso nos ensina? Primeiro, não há vida sem água. Podemos ter a melhor terra, a melhor semente, os melhores insumos e a melhor tecnologia. Sem água, a semente morre mirrada no ventre da terra. Podemos ter templos modernos, tecnologia sofisticada, pregadores cultos, músicos excelentes, mas sem o poder do Espírito Santo, não há vida na igreja. Como disse Charles Spurgeon: “É mais fácil um leão tornar-se vegetariano, do que uma alma sequer ser salva sem a obra do Espírito Santo”.

Em terceiro lugar, porque quando a igreja tem sede de Deus, ele derrama sobre ela as torrentes do seu Espírito (Is 44.3). Deus derrama água sobre o sedento e torrentes sobre a terra seca. Não podemos ser cheios de Deus até que estejamos vazios de nós mesmos. Não seremos saciados com as chuvas benditas do céu, a não ser que estejamos com sede de Deus. É por essa causa que os avivamentos sempre foram precedidos por oração. Avivamento não é sede de bênçãos, mas sede de Deus. Avivamento vem como resposta à oração de uma igreja sedenta pela presença de Deus. Hoje, as pessoas buscam prosperidade e saúde. Querem os milagres. Querem as bênçãos. Mas, a vida gira em torno delas mesmas. O centro de tudo é a vontade do homem. Em tempos de avivamento a igreja anseia por Deus mais do que pelas bênçãos de Deus!

Em quarto lugar, porque uma igreja cheia do Espírito Santo colhe resultados extraordinários (Is 44.4,5). O primeiro resultado de uma igreja cheia do Espírito é um crescimento numérico explosivo. Os descendentes de Abraão brotam como ervas, como salgueiros junto às correntes das águas. Pecadores endurecidos são quebrantados. Multidões, aos borbotões, correm para a igreja, com pressa para acertar a vida com Deus. Igrejas vazias ficam cheias. Igrejas fracas ficam robustas e cheias do poder do Espírito. O segundo resultado é que os crentes tornam-se ousados no testemunho. Cada um diz ao seu próximo: “Eu sou do Senhor”. Uma igreja cheia do Espírito não cala a sua voz. Não se acovarda nem sonega ao mundo a mensagem do evangelho. Finalmente, uma igreja cheia do Espírito confirma com a vida aquilo que prega com os lábios. Não há abismo entre o que igreja prega e o que ela vive. Os crentes escrevem na própria mão: “Eu sou do Senhor”. Oh, que Deus derrame sobre nós as torrentes do seu Espírito! Que venha sobre nós as chuvas benditas do céu, trazendo-nos restauração e vida!



Rev. Hernandes Dias Lopes.

Versiculo do dia

  Versiculo do dia M as Gideão lhe respondeu : Ai , Senhor meu , se o Senhor é conosco , por que tudo isto nos sobreveio ? E que é feito de...