sexta-feira, 22 de abril de 2022

QUANDO O AMOR ESTÁ MAL DIRECIONADO

 





“Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos […], mais amigos dos prazeres que amigos de Deus” (2Tm 3.1,2,4).

 

Quero destacar três palavras mencionadas pelo apóstolo Paulo nesta passagem que retratam os males e a corrupção dos últimos dias. A decadência da sociedade é resultado da inversão de valores. Paulo diz que as pessoas direcionam o seu amor para si mesmas, para o dinheiro e para os prazeres. Na língua grega, Paulo usa três palavras que retratam o amor às avessas: filautós, filarguros filedonos. Esses são ainda os três maiores problemas da sociedade: poder, dinheiro e sexo. Vejamos:

Em primeiro lugar, filautós (2Tm 3.2). A palavra grega filautós significa literalmente “amante de si mesmo”. Esse é o retrato de uma pessoa egoísta. Uma pessoa egoísta é aquela que ama a si mesma acima de todos e além de tudo. O mundo dela está centrado nela mesma. Vive para si mesma e espera que todos também vivam para fazer sua vontade. Uma pessoa egoísta é aquela que, por venerar a si mesma, como seu próprio ídolo, usa as pessoas em vez de servi-las. Um filautós é um narcisista, que ao contemplar seu próprio rosto, apaixona-se por si mesmo. Esse egoísmo exacerbado é a fonte de todas as mazelas da sociedade, a causa de muitos casamentos desfeitos e a razão principal do adoecimento de muitos relacionamentos, nas mais diversas esferas da vida.

Em segundo lugar, filarguros (2Tm 3.2). A palavra grega filarguros significa literalmente “amante da prata”, ou seja, amante do dinheiro. O dinheiro é o ídolo mais adorado neste século. As pessoas matam, morrem, casam-se e se divorciam por causa do amor ao dinheiro. Essa veneração ao dinheiro é o motivo pelo qual muitos ricos não se contentam com sua riqueza e, jeitosamente, saqueiam o pouco do pobre para se locupletarem. Esse amor ao dinheiro é a causa de sentenças serem vendidas nos tribunais, a razão da corrupção galopante na política, nas empresas públicas e privadas, bem como no comércio, na indústria e até mesmo nas igrejas. O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Muitos nessa cobiça destroem a si mesmos, pensando que o dinheiro pode dar-lhes felicidade e segurança. Quem ama o dinheiro dele nunca se farta. Quem põe seu coração nas riquezas torna-se escravo delas para servi-las como a um súdito. A palavra filarguros foi traduzida por “avarento”. O avarento é o indivíduo que só pensa em si e jamais no próximo. Usa seu dinheiro apenas para seu próprio deleite, pois desconhece o que é generosidade. Busca apenas os seus próprios interesses e jamais o que é dos outros. Constrói apenas para si mesmo, mesmo que para isso, precise tomar o que é dos outros. O avarento é um idólatra. Seu deus é o dinheiro. Nesse altar profano, ele arruína sua própria vida, destrói sua própria alma e ainda torna a vida de seu próximo um pesadelo.

Em terceiro lugar, filedonos (2Tm 3.4). A palavra grega filedonos significa literalmente “amante dos prazeres”. Depois de Paulo falar do amor a si mesmo e do amor ao dinheiro, agora fecha essa lista de pecados degradantes da sociedade com o amor ao prazer. O mundo torna-se mais e mais hedonista. A busca do prazer tornou-se o objetivo último de muitas pessoas. Elas buscam o prazer como o principal sentido da vida. Seu deus é o prazer. Sua filosofia de vida é: “comamos e bebamos, porque amanhã morreremos”. O filedonos é o indivíduo que se embriaga com os prazeres carnais. Bebe todas as taças de sua própria luxúria. Vive correndo, sofregamente, atrás de novas aventuras. Empanturra-se de vícios nocivos, embrenhando-se pelos corredores lôbregos da imoralidade e das diversões carnais. O apóstolo Paulo, ao radiografar a sociedade de seu tempo, diz que os homens eram mais amantes dos prazeres que amigos de Deus. Não é esse, também, o retrato de nosso tempo? Que Deus tenha misericórdia de nós, a fim de que amemos o próximo em vez de sermos egoístas; sejamos generosos em vez de sermos avarentos; e sejamos amigos de Deus em vez de sermos amantes dos prazeres.

 

Rev. Hernandes Dias Lopes

quinta-feira, 21 de abril de 2022

A PÉROLA DE GRANDE VALOR COM PR MARCOS BORRIELLO


 

Versículo do dia

   Versículo do dia


Mas pela graça de Deus sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã, antes trabalhei muito mais do que todos eles; todavia não eu, mas a graça de Deus, que está comigo.

1 Coríntios 15:10

Kemuel | Oh Quão Lindo Esse Nome É


 

PÃO DIÁRIO - 22/04/2022 - Uma carta maravilhosa

 


Uma carta maravilhosa


De vez em quando, minha esposa e eu abrimos a caixa do correio para encontrar uma carta sem palavras. Quando tiramos a “carta” do envelope, vemos um pedaço de papel com nada mais do que uma marca colorida feita com caneta hidrográfica. Essas “cartas” alegram o nosso coração, porque são da nossa netinha Kátia, em idade pré-escolar, que vive em outro estado. Mesmo sem palavras, estas cartas nos dizem que ela nos ama e pensa em nós.

Todos nós apreciamos muito receber cartas daqueles que amamos e dos que nos amam. Por essa razão, existe tanto consolo no fato de o nosso Pai celestial nos ter deixado uma carta chamada Bíblia. O valor das Escrituras vai além de suas palavras de poder, desafio e sabedoria. Em meio a todas as histórias, aos ensinamentos e orientações que este Livro oferece, predomina a ideia de que Deus nos ama e planeja o nosso resgate. A Bíblia nos relata sobre o Seu amor em orientar nossa existência (Salmo 139), suprir nossas necessidades (Mateus 6:31-34), consolar-nos (2 Coríntios 1:3,4) e nos salvar pelo sacrifício de Seu Filho, Jesus (Romanos 1:16,17).

Você é amado além da imaginação. Deus lhe diz isso em Sua mensagem inspirada e inspiradora. Não é de se admirar que o salmista tenha escrito: “…não me esquecerei da tua palavra” (119:16). Que carta maravilhosa!  — JDB

Leia: Salmo 119:9-16 

Examine: …não me esquecerei da tua palavra —Salmo 119:16

Considere: O amor de Deus por nós é revelado em Sua carta destinada a nós: a Bíblia.

UM HOMEM QUE PREFERIU MORRER A OBEDECER

 


O profeta Jonas foi o primeiro profeta transcultural do Antigo Testamento. Outros profetas já haviam profetizado às nações estrangeiras como Isaías e Amós, mas Jonas foi o primeiro a ser enviado especificamente a um povo estrangeiro. Jonas morava numa cidade próxima a Nazaré, na Galileia. Profetizou no reinado de Jeroboão II, o rei que teve o reinado mais longo e mais próspero do reino do Norte.

Deus ordenou-o a ir a Nínive e clamar contra ela. O pecado daquela grande cidade havia subido até aos céus. Nínive era a maior, a mais opulenta e a mais perversa cidade daquele tempo. Era a capital do grande império assírio. Era uma cidade fortemente cercada por muros com quase trinta metros de altura e tão largos que dois carros podiam correr por cima deles. A cidade tinha cerca de mil e duzentas torres, onde ficavam sentinelas que vigiavam a cidade.

O império assírio era cruel com os povos conquistados. A cidade de Nínive estava cheia de sangue, resultado de sua violência imposta aos povos. Agora, Deus ordena Jonas a ir à essa cidade violenta e clamar contra ela. O profeta se dispôs mas para fugir da presença do Senhor. Jonas desceu de sua cidade até Jope, e ali tomou um navio para Társis, a última região do ocidente, conhecida na época. Ele foi para lá porque Társis ficava no fim do mundo. Ali as pessoas nunca haviam ouvido falar de Deus (Is 66.19).

Jonas foge do caminho da obediência e Deus manda a tempestade atrás dele. Foi descoberto no porão do navio e identificado como o culpado da trágica tempestade. Ao ser interpelado, confessou ser hebreu e temer ao Deus criador. Sua teologia era ortodoxa, mas sua vida estava errada. Era ortodoxo de cabeça e herege de conduta. Sua teologia não governava sua vida. Os pagãos invocam a seus deuses, mas Jonas não ora ao Deus verdadeiro. Jonas está pronto a ser lançado do navio, mas não se dispõe a obedecer. Jonas preferiu a morte à obediência. Jonas fez opção pela morte, mas Deus preferiu lhe preservar a vida.

Jonas foi compelido a obedecer. Anunciou o juízo de Deus a Nínive, mas não se alegrou com o arrependimento dos ninivitas. Ficou irado porque o povo ninivita se humilhou e ficou desgostoso com Deus porque  este exerceu sua misericórdia e não seu juízo. Desejou a morte para si ao ver seus potenciais inimigos salvos. Ficou triste com a conversão de seus ouvintes. Aborreceu-se até à morte por causa do estrondoso sucesso de sua missão. A seu contragosto, sua mensagem surtiu o mais esplêndido resultado registrado na história. Uma cidade inteira voltou-se para Deus, por causa da sua mensagem.

Jonas reclama de Deus e justifica os motivos de sua fuga frustrada. Fugiu não porque era covarde. Fugiu não porque se sentia incapaz para tão gigantesca obra. Fugiu não porque duvidava do poder de Deus. Fugiu porque conhecia a Deus o suficiente para saber que ele é misericordioso e tardio em irar-se. Fugiu porque sabia que Deus voltar-se-ia para os ninivitas se esses se voltassem para ele. O profeta está querendo morrer porque os ninivitas estão querendo viver. Jonas está irado porque Deus abrandou sua ira. Jonas está ardendo em ira porque os ninivitas estão fugindo da ira vindoura.

O livro de Jonas termina com a exortação de Deus a ele e com o seu silêncio gelado. Não sabemos se Jonas se dispôs a obedecer em vez de continuar insistindo em morrer. A razão desse desfecho é porque essa resposta deve ser dada por você e por mim. Jonas está entre nós; aliás, dentro de nós. Jonas mora debaixo da nossa pele. O coração de Jonas bate em nosso peito. O sangue de Jonas corre em nossas veias. Nós temos o DNA de Jonas. Nós somos Jonas. Cabe-nos o ônus dessa decisão: arrepender e viver ou não se arrepender e morrer.

 

Rev. Hernandes Dias Lopes

quarta-feira, 20 de abril de 2022

3 CONFLITOS QUE PODEM ACABAR COM UM CASAMENTO - PODCAST AMOFAMÍLIA COM ADRIANE SOUTO


 

Versículo do dia

 

Versículo do dia



E eu, eis que estabeleço a minha aliança convosco e com a vossa descendência depois de vós.
E com toda a alma vivente, que convosco está, de aves, de gado, e de todo o animal da terra convosco; com todos que saíram da arca, até todo o animal da terra.

Gênesis 9:9,10

Gisele Nascimento - Minha História - Acústico


 

PÃO DIÁRIO - 21/04/2022 - Pose de gambá


Pose de gambá

Os gambás são conhecidos pela habilidade de se fingirem de mortos. Quando isso acontece, o corpo do gambá desfalece, a língua cai para fora da boca, e diminui a frequência de batimentos cardíacos. Depois de aproximadamente 15 minutos, o animal revive. É interessante que os especialistas dessa espécie não acreditam que os gambás se finjam de morto de propósito para fugir dos predadores. Eles desmaiam involuntariamente quando se sentem exaustos e ansiosos!

O rei Saul teve uma reação semelhante ao perigo no fim de seu reinado. “De súbito, caiu Saul estendido por terra e foi tomado de grande medo […] e faltavam-lhe as forças” (1 Samuel 28:20). Ele reagiu desta maneira quando o profeta Samuel lhe disse que os filisteus atacariam Israel no dia seguinte, e que o Senhor não o ajudaria. Como a vida de Saul tinha sido caracterizada por desobediência, precipitação e inveja, Deus não mais o guiaria (v.16), e seus esforços para defender a si próprio e aos israelitas seriam inúteis (v.19).

Podemos estar numa situação de fraqueza e desespero por nossa própria rebeldia ou pelas dificuldades da vida. Embora a ansiedade possa roubar nossa força, Deus pode renová-la quando confiamos nele (Isaías 40:31). O Senhor nunca “se cansa, nem se fatiga” (v.28), e está disposto a nos alcançar e nos renovar quando não conseguimos dar outro passo.  — JBS

Leia: 1 Samuel 28:5,6, 15-20 

Examine: …O Senhor, O Criador dos fins da terra, nem se cansa, nem se fatiga… —Isaías 40:28

Considere: O segredo da paz é entregar todas as ansiedades a Deus.

SENHOR, DESPERTA O NOSSO ESPÍRITO PARA O TEU TRABALHO!

 


“O Senhor despertou o espírito de Zorobabel, filho de Salatiel, governador de Judá, e o espírito de Josué, filho de Jozadaque, o sumo sacerdote, e o espírito do resto de todo o povo; eles vieram e se puseram ao trabalho na Casa do Senhor dos Exércitos, seu Deus” (Ag 1.14).

            A cidade de Jerusalém continuava debaixo de escombros, mesmo depois de uma leva de judeus terem voltado do cativeiro babilônico. Os muros da cidade estavam quebrados e suas portas queimadas a fogo. Os que voltaram tiveram algumas dificuldades na construção do segundo templo e acabaram abandonando a casa de Deus, indo cuidar cada um de seus próprios negócios e interesses. O desânimo é contagioso. Tem um efeito devastador. Um grupo de pessoas desanimadas só enxergam as dificuldades. Fazem apologia ao fracasso. Oferecem muitos motivos para não se envolverem com a obra de Deus. Despendem toda a sua energia em sua própria causa e viram as costas para a Casa de Deus.

O povo que voltou da Babilônia deixou a construção do templo no meio do caminho. Desampararam a casa de Deus. Abandonaram sua fidelidade a Deus, retendo os dízimos. O que traziam ao altar, Deus rejeitava, pois além de não serem primícias, o coração do povo não vinha junto com a oferta. Nesse momento de crise, Deus levanta o profeta Ageu para animar o povo a reconstruir o templo. Levanta, também, Zacarias para restaurar a vida espiritual do povo. Então, o Senhor despertou o espírito do governador, do sumo sacerdote e do restante de todo o povo e eles cobraram ânimo e construíram a casa de Deus. É Deus quem desperta. É Deus quem move os corações. É Deus quem realinha as prioridades no coração e quem mobiliza o povo a fazer sua obra. Destacamos aqui três pontos:

Em primeiro lugar, Deus desperta a liderança política. Zorobabel era o era o governador. Sua liderança era fundamental para mover o povo ao trabalho. Deus abriu seus ouvidos aos desafios de Ageu e despertou seu espírito para estar à frente do povo, para liderar o povo na obra a ser feita. Um líder nunca é neutro. Liderança é influência. Ele influencia para o bem ou para o mal. Zorobabel tornou-se um líder encorajador!

Em segundo lugar, Deus desperta a liderança religiosa. Josué era o sumo sacerdote. Cabia a ele ensinar a lei ao povo e orar em favor do povo. Ele trazia instrução e fazia intercessão. Seu ânimo era vital para encorajar o povo. O líder espiritual não pode estar abatido. Seus olhos precisam brilhar. Seu coração precisa arder de amor a Deus e à sua obra. Foi o que aconteceu com Josué, quando o Senhor despertou o seu espírito.

Em terceiro lugar, Deus desperta o restante de todo o povo. Ninguém ficou de fora da obra. Grandes e pequenos, ricos e pobres, homens mulheres, jovens e velhos se lançaram na obra e a construção do templo foi concluída. Há trabalho na igreja para todos. Ninguém pode ficar de fora. A negligência na obra de Deus é um esfriamento do amor ao Senhor. Cuidar apenas de nossos próprios interesses em detrimento da obra de Deus é um grave pecado de omissão. Recuar por causa das dificuldades é um sinal de consumada fraqueza. É hora da igreja se despertar! É hora da liderança da igreja se por de pé e convocar o povo a abraçar a obra. Não podemos desamparar a casa de Deus. Não podemos sonegar os recursos que são destinados a suprir a casa de Deus. Não podemos, afrouxar nossos nossos braços na casa de Deus para sermos diligentes apenas com nossos negócios. Precisamos ter zelo pela glória de Deus. Precisamos buscar em primeiro lugar, o reino de Deus e sua justiça. Precisamos nos unir, liderança e liderados, para juntos sermos despertados para a obra!

 

Rev. Hernandes Dias Lopes

terça-feira, 19 de abril de 2022

O TESOURO ESCONDIDO COM PR MARCOS BORRIELLO


 

Versículo do dia

 

Versículo do dia



Se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé, e não vos moverdes da esperança do evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro.

Colossenses 1:23

Que Amor É Esse? (Live At Igreja Bola de Neve (SP)


 

PÃO DIÁRIO - 20/04/2022 - Semear o quê?

 


Semear o quê?

Na torre do relógio da universidade onde estudei, há uma escultura Art déco em baixo relevo intitulada O Semeador, e sob ela está escrito: “…aquilo que o homem semear…” (Gálatas 6:7). Essa universidade continua líder em pesquisas no setor agrícola, mas, apesar dos avanços nas técnicas de cultivo e produção de safra, permanece o fato inalterável: as sementes de milho não produzirão safra de feijão.

Jesus usou metáforas agrícolas para explicar o reino de Deus. Na parábola do semeador (Marcos 4), Ele comparou a Palavra de Deus a sementes plantadas em diferentes tipos de solo. Nessa parábola, o semeador semeia indiscriminadamente, sabendo que algumas sementes cairão em locais onde não crescerão.

Como Jesus, devemos plantar boas sementes em todos os lugares, em todos os momentos. Deus é responsável por onde elas caem e como elas crescem. O importante é semearmos. Deus não quer que colhamos destruição; por isso, quer que plantemos o que é bom e correto (Provérbios 11:18). O apóstolo Paulo utilizou-se da metáfora quando alertou os cristãos a não plantarem sementes de corrupção. Em vez disso, devemos plantar sementes que terão como colheita — a vida eterna (Gálatas 6:8).

A resposta para a pergunta “Semear o quê?” é: “Semeie o que quiser colher.” Para colher uma boa safra em sua vida, comece plantando sementes de bondade. — JAL

Leia: Marcos 4:1-20 

Examine: O perverso recebe um salário ilusório, mas o que semeia justiça terá recompensa verdadeira. ( Provérbios 11:18 )

Considere: Uma semente enterrada produz fruto; uma vida abnegada produz colheita eterna.

EU SEI EM QUEM TENHO CRIDO


“E por isso estou sofrendo estas coisas; todavia, não me envergonho, porque sei em quem tenho crido e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele Dia” (2Tm 1.12).

 

Paulo está preso em Roma pela segunda vez. Agora, não mais com certas regalias, mas jogado na masmorra Marmetina, um lugar úmido, frio, insalubre e nauseabundo. Esse bandeirante do cristianismo já está velho e cheio de cicatrizes. Pesa sobre ele a imputação do mais severo crime. Acusam-no de ser o líder dos incendiários de Roma. A mais rica, a mais poderosa, a mais populosa cidade do mundo, a cidade de Roma, a capital do império, ardeu em chamas sete noites e seis dias, de dezessete de julho a vinte e quatro de julho do ano 64 d.C. Setenta por cento da cidade foi atingida pelas chamas. Esse crime horrendo foi colocado na conta dos cristãos. Como resultado, houve um massacre sangrento contra eles. Foram crucificados e queimados vivos para iluminar as noites de Roma. Paulo, como o líder mais conhecido dos cristãos ocidentais, foi preso e jogado nessa prisão imunda, de onde as pessoas saíam leprosas ou para o martírio.

Como consequência disso, algumas coisas aconteceram, como veremos:

Em primeiro lugar, Paulo é acusado de malfeitor (2Tm 2.9). O veterano apóstolo, que plantou igrejas nas províncias da Galácia, Macedônia, Acaia e Ásia Menor, está preso, como um bandido, como um criminoso, pesando sobre ele a imputação do crime bárbaro de ser o líder dos incendiários da capital do império. Jogaram lama no nome desse homem de Deus. Arruinaram sua reputação. Assacaram contra ele os mais pesados libelos acusatórios. Desconstruíram sua imagem e transformaram-no num desordeiro impiedoso.

Em segundo lugar, Paulo é abandonado pelos seus filhos na fé (2Tm 1.15). Todos os da Ásia o abandonaram. Esses eram membros das igrejas da Ásia, igrejas que Paulo plantou direta ou indiretamente. Esses crentes conheciam Paulo. Sabiam de sua vida irrepreensível. Conheciam seu caráter impoluto e sem jaça. Tinha plena convicção de que ele era inocente e que as pesadas acusações contra ele eram uma clamorosa injustiça. Porém, esses irmãos fracassaram na coragem. Acovardaram-se e deixaram Paulo sozinho, em vez de se posicionarem em seu favor.

Em terceiro lugar, Paulo é vítima do constrangimento de Timóteo, seu filho mais achegado (2Tm 1.8). O próprio Timóteo, seu mais próximo colaborador, seu filho amado, sentiu vergonha das algemas de Paulo. Ficou constrangido em posicionar-se publicamente em favor do velho apóstolo. Mesmo sabendo que as acusações eram falsas e que não cabia a Paulo a alcunha de malfeitor, calou sua voz e ficou envergonhado de defendê-lo. Talvez, de todos os esbarros que Paulo sofreu, este foi o que mais lhe comoveu. Saber que até mesmo seus amigos mais próximos, ficaram constrangidos de sair em sua defesa.

Em quarto lugar, Paulo é vítima de ingratidão e abandono na sua primeira defesa (2Tm 4.16)Mesmo sendo acusado de um crime tão grave, Paulo teve direito de defesa. Porém, em sua primeira defesa, na audiência onde deveria apresentar suas alegações de inocência, ninguém apareceu por lá para defendê-lo. Ao contrário, todos o abandonaram. Não fora a assistência do Senhor, para revestir-lhe de forças e Paulo teria sucumbido. Paulo sofre a dor da ingratidão daqueles que conheciam seu testemunho ilibado e que foram fruto de seu frutífero ministério.

Em quinto lugar, Paulo é sentenciado a pena de morte, mesmo sendo inocente (2Tm 4.6). Paulo escreve para Timóteo sua segunda epístola como um homem no corredor da morte, aguardando o dia de sua execução. Não escreve para estadear sua revolta, mas para dizer que o Senhor o revestiu de forças. Para afirmar que valeu a pena viver, pois seu combate foi um bom combate, sua carreira foi concluída e sua fé foi preservada. Escreve para dizer que sua morte era uma oferta ao Senhor e que à sua frente estava a coroação e não meramente o martírio. Escreve para dizer que sua fé estava inabalável e a âncora de sua esperança estava firmada em Cristo. Por isso, diz: “… eu sei em quem tenho crido e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele Dia” (2Tm 1.12). Oh, inabalável convicção da glória! Oh, esperança bendita!

 

Rev. Hernandes Dias Lopes

segunda-feira, 18 de abril de 2022

5 CHAVES PARA O SEU CASAMENTO DURAR


 

Versículo do dia

  

Versículo do dia



Ele é o Senhor nosso Deus; os seus juízos estão em toda a terra.

Salmos 105:7

Em Teus Braços ao vivo na Lagoinha - Laura Souguellis no Sexta Básica


 

PÃO DIÁRIO - 19/04/2022 - Mais dele, menos de mim

 



Mais dele, menos de mim




Ao pastorear uma igreja no início do meu ministério, minha filha Lívia me perguntou: “Pai, nós somos famosos?”. Ao que repliquei: “Não, Lívia, não somos famosos.” Ela pensou por um momento, e disse com bastante indignação: “Bem, se mais pessoas nos conhecessem, seríamos famosos!”

Pobre Lívia! Com 7 anos apenas e já lutando com aquilo que muitos de nós enfrentamos ao longo da vida: se alguém nos reconhece e se estamos recebendo o reconhecimento que pensamos merecer?

Nosso desejo de reconhecimento não seria um problema, se não fosse a tendência de substituir Jesus como o centro da nossa atenção. Mas o fato de nos ocuparmos apenas com o nosso eu, tira o Senhor de cena.

A vida não pode girar ao nosso redor e ao redor de Jesus ao mesmo tempo. Isto torna estrategicamente importante a declaração de Paulo de que ele considerava “…tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus…” (Filipenses 3:8). Diante da escolha entre ele mesmo e Jesus, o apóstolo descartou intencionalmente as coisas que chamariam sua atenção a sua própria pessoa para poder se concentrar em conhecer e experienciar Jesus (vv.7,8,10).

Para nós, a decisão é a mesma. Viveremos para chamar a atenção a nós mesmos? Ou nos concentraremos no privilégio de conhecer e experimentar Jesus com maior intimidade? — JMS

Leia: Filipenses 3:1-11 

Examine: Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor…  ( Filipenses 3:8 )

Considere: As nossas escolhas honram a Deus ou a nós mesmos?

A CRUZ DE CRISTO, ONDE A JUSTIÇA E A PAZ SE BEIJARAM

 


“Encontraram-se a graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram” (Sl 85.10).

O texto em tela aponta para Jesus, o Verbo que se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade. Destaca a consumação de sua obra na cruz, onde a justiça e a paz se beijaram. A crucificação era a pena de morte mais cruel no primeiro século. Só os criminosos mais execrandos eram punidos com esse gênero de morte. Jesus foi condenado à morte e morte de cruz, sob a acusação injusta de crime contra Deus (blasfêmia) e contra César (fazer-se rei). O poder religioso e o poder político se uniram para condenar Jesus à morte. Judeus e gentios fizeram uma aliança espúria para matarem o Autor da vida.

A morte de Cristo foi o maior crime da história e ao mesmo tempo o maior gesto de amor. Do ponto de vista humano, os homens o mataram com mãos de iníquos. Do ponto de vista de Deus, ele foi entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus (At 2.23). A cruz de Cristo tornou-se o cenário mais vívido para demonstrar o amor e a justiça de Deus. Naquele palco de horror, o amor de Deus foi despejado abundantemente, pois o Pai não poupou a seu próprio Filho, antes por todos nós o entregou (Rm 8.32). Deus nos amou de tal maneira que deu seu Filho unigênito (Jo 3.16). Deu-o para vir habitar entre nós. Deu-o para morrer por nós. Deu-o para levar sobre si os nossos pecados. Ao mesmo tempo, a cruz revela a justiça de Deus, pois na cruz o Pai puniu, no seu Filho, os nossos pecados. Cristo morreu pelos nossos pecados segundo as Escrituras.

Era impossível o homem pecador ser reconciliado com o Deus santo sem que seu pecado fosse punido e sem que sua culpa fosse removida. Pois Jesus se fez pecado por nós, carregando sobre o seu corpo, no madeiro, nossas transgressões. Deus lançou sobre ele a iniquidade de todos nós. Ao morrer por nós, em nosso lugar, morte vicária, ele pagou a nossa dívida, abrindo-nos os portais do perdão. Fomos justificados. Agora não pesa mais nenhuma condenação sobre aqueles que estão em Cristo Jesus. Em vez de culpa, temos toda a infinita justiça de Cristo, creditada a nós. Fomos reconciliados com Deus. Agora temos paz com Deus em relação ao passado, acesso à graça em relação ao presente e esperança da glória em relação ao futuro. Estamos quites com a lei de Deus e cobertos com a justiça de Cristo. A cortina que nos separava de Deus foi rasgada de alto a baixo. Fomos aceitos no Amado. Somos filhos e membros da família de Deus. Somos herdeiros de Deus e coherdeiros com Cristo. Nada nem ninguém pode separar-nos do amor de Cristo. Estamos seguros nos braços de Cristo. De suas onipotentes mãos ninguém pode nos arrebatar.

Na cruz de Cristo, a justiça e a paz se beijaram. A justiça foi feita, pois Deus puniu nosso pecado em seu Filho. Na cruz de Cristo, Deus reivindicou sua justiça e satisfez todas as demandas de sua lei. Ao mesmo tempo que ele é justo, também é o justificador daqueles que creem. Nós que éramos fracos, ímpios, pecadores e inimigos de Deus fomos aproximados pelo sangue de Cristo e, por isso, temos paz com Deus. A cruz é o cenário onde houve esse bendito encontro da justiça e da paz. Ali a justiça e a paz deram as mãos. Ali a justiça e a paz se beijaram, selando a nossa eterna redenção.

Não por outra razão, o apóstolo Paulo, o grande bandeirante do cristianismo, disse: “Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo” (Gl 6.14). Ainda: “Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado” (1Co 2.2). Que o nosso coração renda louvores a Deus, pela mensagem da cruz! Que nos gloriemos na cruz de Cristo, em nossa jornada rumo à glória!


Rev. Hernandes Dias Lopes

domingo, 17 de abril de 2022

CASAMENTO E LUTO COM PR MARCOS BORRIELLO


 

Versículo do dia

  Versículo do dia


Então entrou o rei Davi, e ficou perante o SENHOR, e disse: Quem sou eu, Senhor DEUS, e qual é a minha casa, para que me tenhas trazido até aqui?


2 Samuel 7:18

Gisele Nascimento - Imensurável - Acústico


 

PÃO DIÁRIO - 18/04/2022 - Permita-me cantar

 

Permita-me cantar



Quando perguntei a um amigo como a mãe dele estava, ele me disse que a demência tinha lhe roubado sua habilidade de lembrar-se de muitos nomes e acontecimentos do passado. “Mesmo assim”, ele acrescentou, “ela ainda pode sentar-se ao piano e, sem partitura, tocar hinos decorados lindamente.”

Platão e Aristóteles escreveram sobre o poder curador da música há 2.500 anos. Mas séculos antes disso, o relato bíblico já estava repleto com música.

Desde a primeira menção a Jubal, “…pai de todos os que tocam harpa e flauta” (Gênesis 4:21), até aqueles que “…entoavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro” (Apocalipse 15:3), as páginas da Bíblia ressoam com música. Os salmos, muitas vezes chamados de “livros de cânticos da Bíblia”, mostram-nos o amor e a fidelidade de Deus. Eles se encerram com um chamado incessante à adoração: “Todo ser que respira louve ao Senhor. Aleluia!” (Salmo 150:6).

Hoje, precisamos do ministério da música de Deus em nosso coração como em qualquer momento da história. Independentemente do que cada dia trouxer, que a noite nos encontre cantando: “A ti, força minha, cantarei louvores, porque Deus é meu alto refúgio, é o Deus da minha misericórdia” (59:17)  — DCM


Leia: Salmo 150 

Examine: Todo ser que respira louve ao Senhor… (Salmo 150:6)


Considere: Quando você conta as suas bênçãos, o louvor a Deus surge naturalmente.

O VENTO DO ESPÍRITO

 


Nicodemos,  fariseu, mestre em Israel e membro do sinédrio foi encontrar Jesus numa noite, fugindo dos olhares julgadores dos fiscais alheios. Cobriu Jesus dos mais exaltados elogios, reconhecendo que ele vinha de Deus e fazia o que nenhum homem conseguia fazer. Jesus, em vez de sentir-se lisonjeado com os encômios recebidos, disse a Nicodemos que se ele não nascesse de novo não poderia ver o reino de Deus; se ele  não nascesse da água e do Espírito não poderia entrar no reino de Deus. Nicodemos não alcançou a linguagem espiritual de Jesus e pensou que estivesse tratando de um retorno ao ventre de sua mãe. Jesus, então, explica ao mestre fariseu que, o Espírito age como o vento. O vento sopra onde quer. É possível ouvir sua voz, mas ninguém pode controlá-lo. Com isso Jesus, está ensinando quatro verdades solenes sobre o Espírito Santo.

Em primeiro lugar, o vento é soberano. Ele sopra onde quer. Não obedece a critérios humanos nem pode ser controlado pelo homem. O vento não pode licença ao homem para soprar. Ele sopra onde não sopraríamos e deixa de sopra onde esperaríamos seu sopro. Assim é a obra do Espírito Santo. Sendo Deus o Espírito Santo é soberano. Ele age onde quer. Ninguém pode domesticá-lo. Ninguém pode manipulá-lo. O Espírito Santo é soberano. Ele age quando quer, onde quer, em quem quer. O novo nascimento é uma obra soberana do Espírito Santo. A salvação não é uma iniciativa humana, mas um agir divino. Essa operação não ocorre pelo alvitre humano, mas conforme a ação soberana do Espírito Santo.

Em segundo lugar, o vento é livre. O vento sopra onde quer. Ele não se sujeita às imposições humanas. Ele não é governado pelo homem. Não precisa pedir ajuda nem permissão para agir. Assim como o vento é livre, também o é o Espírito Santo. Ele sopra sobre o homem quer este esteja na rua ou em casa, no templo ou no hospital, no trabalho ou no lazer, na azáfama da vida ou no recolhimento do descanso. Espírito é livre para agir em quem quer, onde quer, da forma que quer, conforme o seu querer. Ninguém pode determinar para ele o que deve fazer e como fazer.  Ele não aceita pressão nem se sujeita a manipulação. A obra da salvação não está nas mãos do homem, mas nas mãos de Deus. Ele faz todas as coisas conforme o conselho de sua vontade.

Em terceiro lugar, o vento tem uma voz. Assim como o vento não pode ser visto, mas pode ser ouvido, igual modo, opera o Espírito Santo. O Espírito Santo é invisível, mas podemos ouvir a sua voz. Sua voz é a própria voz do divino pastor chamando os seus para a salvação. Essa é a voz do evangelho que ecoa nos ouvidos da alma. Quando as ovelhas de Cristo ouvem essa voz, o tampão é tirado de seus ouvidos e a venda dos olhos e aqueles que estavam surdos ouvem e os que eram cegos veem. Aqueles que eram escravos são libertos e os que estavam mortos, recebem vida.

Em quarto lugar, o vento é misterioso. Não sabemos de onde ele vem nem para onde ele vai. Sua atuação transcende não apenas nosso controle, mas também à nossa compreensão. Seu agir não é apenas soberano, mas também, incompreensível para nós. Não podemos entender como homens violentos da estirpe de Saulo de Tarso podem ser transformados em vasos de honra como Paulo. Não podemos compreender que homens tão limitados e covardes como Pedro podem ser transformados em gigantes no testemunho do evangelho. Não podemos explicar como um indivíduo morto em seus delitos e pecados pode receber vida e vida em abundância. Essa é a obra soberana, livre e misteriosa do Espírito Santo.

 

Rev. Hernandes Dias Lopes

sábado, 16 de abril de 2022

Depois do adultério existe esperança para o casamento? Pr Josué Gonçalves


 

Versículo do dia

 Versículo do dia


A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração.

Colossenses 3:16

Elaine Martins, Cassiane, Midian Lima e Hellen Miranda - Escolhidas


 

PÃO DIÁRIO - 17/04/2022 - Com Ele para sempre!

 


Com Ele para sempre!


Nos anos turbulentos que antecederam a Guerra Civil Americana, em 1859, Abraham Lincoln teve a oportunidade de falar para uma Sociedade Agrícola. Durante o discurso, ele compartilhou com os presentes a história da busca de um antigo monarca por uma frase que fosse “verdadeira e apropriada em todos os momentos e situações”. Os seus sábios, diante deste desafio perspicaz, deram-lhe a frase: “E isto também passará.”

Tal afirmação certamente se aplica ao mundo atual em constante processo de deterioração. Isto não acontece apenas com o mundo; na verdade, em nossa vida também nos deparamos com nossos dias contados. Tiago escreveu: “Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa” (Tiago 4:14).

Embora nossa vida presente seja temporária e também passará, o Deus que adoramos e servimos é eterno. Ele compartilhou conosco essa eternidade por meio da dádiva de Seu Filho, Jesus Cristo. Ele nos promete uma vida que jamais passará: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).

Quando Cristo voltar, Ele nos levará para casa para estar com Ele para sempre!  — WEC

Leia: Tiago 4:11-17 

Examine: Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa. —Tiago 4:14

Considere:  Para ter esperança hoje, lembre-se do fim da história — a eternidade com Deus.

A MORTE DE CRISTO NÃO FOI UM ACIDENTE NEM SUA RESSURREIÇÃO UMA SURPRESA

 


A morte de JESUS foi planejada e planejada desde a eternidade (Ap 13.8). Toda a história da humanidade foi uma preparação para a chegada do Messias e ele veio para morrer, e morrer pelos nossos pecados. Tanto sua morte como sua ressurreição estavam fartamente profetizados nas Escrituras (1Co 15.3,4). Os profetas falaram com clareza diáfana sobre a morte de Cristo séculos antes dele nascer. O próprio Jesus profetizou, sem rodeios, sobre sua própria morte. Ele não recuou diante da morte nem ficou surpreendido quando foi sentenciado à morte e morte de cruz. Jesus não morreu porque Judas o traiu por ganância, ou porque o sinédrio o prendeu e o acusou de blasfêmia contra Deus e conspiração contra César. Jesus não morreu porque os discípulos o abandonaram ou porque Pilatos, covardemente, o condenou à morte, mesmo estando convicto de sua inocência. Jesus morreu porque o Pai o entregou por amor. Ele morreu porque a si mesmo se deu, voluntariamente, pelo seu povo, para morrer pelas suas ovelhas.

A morte de Jesus, portanto, não foi um acidente nem sua ressurreição uma surpresa. Ele não morreu porque sucumbiu à trama do sinédrio, que nos bastidores do poder eclesiástico, urdiram sua prisão e conduziram ilegalmente todo o processo de sua acusação e condenação. Jesus não morreu porque foi uma vítima indefesa diante do poder de Roma. Ele morreu porque para este fim veio ao mundo. Ele morreu porque sua morte foi o nosso êxodo, a libertação do nosso cativeiro. Jesus caminhou para a cruz como um rei caminha para sua coroação. Ele glorificou o Pai na sua morte e o Pai o glorificou em sua ressurreição.

A morte de Cristo foi a maior demonstração do amor e da justiça de Deus. Ali na cruz do Calvário a justiça e a paz se beijaram. A cruz é o palco mais eloquente, onde refulge a justiça divina. Ali Deus puniu o nosso pecado em seu próprio Filho. Ele lançou sobre ele a iniquidade de todos nós. Agradou ao Pai moê-lo na cruz. O golpe da lei que deveríamos sofrer, Jesus sofreu por nós. O cálice amargo da ira de Deus que deveria ser sorvido por nós, foi dado a Jesus. Ele morreu em nosso favor, em nosso lugar, como nosso fiador e representante. Ele morreu a nossa morte. Por outro lado, a morte de Jesus foi a mais vívida demonstração do amor de Deus pelos pecadores. Deus nos amou quando éramos ímpios, fracos, pecadores e inimigos. Ele amou-nos não porque merecíamos o seu amor, mas exatamente quando éramos os objetos da sua ira. Ele amou-nos não por causa dos nossos méritos, mas apesar dos nossos deméritos. Deus não escreveu seu amor por nós em letras de fogo nas nuvens, mas esculpiu seu amor por nós na cruz de seu Filho. Ele, por amor de nós, não poupou a seu próprio Filho, antes por todos nós o entregou.

A morte de Cristo nos trouxe vida. Por sua morte somos justificados. Ao morrer pelos nossos pecados, Jesus abriu-nos um novo e vivo caminho para Deus. O véu do templo rasgou-se de alto a baixo. Agora, todos nós temos livre acesso à presença de Deus. Fomos feitos uma raça de sacerdotes. Porque Jesus morreu por nós, temos paz com Deus em relação ao passado, acesso à graça em relação ao presente e esperança da glória em relação ao futuro. Jesus não morreu para possibilitar a nossa salvação, ele morreu para efetivá-la. Sua morte foi substitutiva. Ele morreu morte vicária. Por morrer pela sua igreja, pelas suas ovelhas, pelo seu povo, trouxe-nos completa e perfeita redenção. Agora, aqueles a quem o Pai lhe deu desde a eternidade, por quem ele morreu na cruz, são eficazmente chamados, justificados e glorificados. Nada nem ninguém pode nos arrancar dos seus braços nem nos separar do amor de Deus. Temos em Jesus Cristo copiosa e segura redenção. A morte de Jesus, o Cristo de Deus, nos trouxe vida eterna e sua ressurreição garantiu a nossa justificação.

Rev. Hernandes Dias Lopes

sexta-feira, 15 de abril de 2022

COISAS NOVAS E VELHAS COM PR MARCOS BORRIELLO


 

Versículo do dia

 Versículo do dia


(Porque o fruto do Espírito está em toda a bondade, e justiça e verdade);
Aprovando o que é agradável ao Senhor.
E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as.

Efésios 5:9-11

TU ÉS O MESMO - SAME GOD | Elevation Worship - ILAN MUSIC


 

PÃO DIÁRIO - 16/04/2022 - O leão que late

 


O leão que late


Os visitantes de um zoológico ficaram horrorizados quando o “leão africano” começou a latir em vez de rugir. Os funcionários do zoológico disseram que tinham disfarçado de leão um cão de porte grande da raça mastim tibetano por não terem condições de comprar um leão de verdade. Não é necessário dizer que a reputação do zoológico ficou manchada, e que as pessoas pensarão duas vezes antes de visitá-lo.

A reputação é frágil; uma vez prejudicada, é difícil restaurá-la. É comum sacrificar a boa reputação no altar do poder, do prestígio ou do lucro. Esta também poderia ser a nossa história. A Escritura nos encoraja: “Mais vale o bom nome do que as muitas riquezas” (Provérbios 22:1). Deus está nos dizendo que devemos dar o verdadeiro valor a quem somos, não ao que temos.

O filósofo grego Sócrates disse: “A maneira de conquistar boa reputação está em se esforçar para ser aquilo que se deseja parecer.” Como seguidores de Jesus, carregamos o Seu nome. Por causa de Seu amor por nós, lutamos para caminhar dignamente para Ele, refletindo Sua imagem em nossas palavras e ações.

Quando falhamos, Ele nos levanta novamente pelo Seu amor. Por meio do nosso exemplo, os outros que nos cercam serão levados a louvar ao Deus que nos redimiu e nos transformou (Mateus 5:16) — porque o nome do Senhor é digno de glória, honra e todo o louvor.  — PFC


Leia: Provérbios 22:1-1 

Examine: Mais vale o bom nome do que as muitas riquezas…   Provérbios 22:1

Considere: A reputação impecável é o tesouro mais puro que a vida finita concede.   — Shakespeare

UM CLAMOR PELA INTERVENÇÃO DIVINA

 


“Já é tempo, Senhor, para intervires, pois, a tua lei está sendo violada” (Sl 119.126).

            O salmista olha para o seu tempo e vê que a lei de Deus está sendo violada. O quadro sombrio da transgressão impulsiona-o a clamar por uma intervenção divina. Ainda hoje a lei de Deus continua sendo violada. Senão vejamos:

Em primeiro lugar, os homens têm se prostrado diante de outros deuses (Ex 20.3). O Deus da redenção (Ex 20.1,2) não tolera que outros deuses sejam colocados diante dele. Só o Senhor é digno de adoração, pois só ele é Deus. Adorar outros deuses é trocar a fonte das águas vivas, por uma cisterna rota que não retém as águas.

Em segundo lugar, os homens têm feito e se prostrado diante de imagens de escultura (Ex 20.4-6). Deus proíbe em sua palavra tanto o fazer imagens de escultura como adorar essas imagens. Idolatria é um pecado que ofende a Deus e provoca a sua ira, pois perverte o sentido da verdadeira adoração. Deus é espírito e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.

Em terceiro lugar, os homens têm tomado o nome do Senhor Deus em vão (Ex 20.7). Muitos programas humorísticos e piadas jocosas usam o nome de Deus em vão, escarnecendo de sua santidade. Conversas indecorosas e xingamentos ofensivos usam o nome de Deus em vão e blasfemam daquele que é superlativamente santo.

Em quarto lugar, os homens têm deixado de guardar o dia do Senhor (Ex 20.8-11). O sábado foi separado por Deus como o dia de descanso. O mesmo Deus que instituiu o trabalho, também estabeleceu o descanso. O descanso tem o propósito de nos levar ao reconhecimento de que tudo vem de Deus e devemos encontrar nosso maior deleite nele. O sábado apontava para o pleno descanso que temos em Cristo. Hoje observamos o Dia do Senhor, o dia de sua gloriosa vitória sobre a morte.

Em quinto lugar, os homens têm desonrado pai e mãe (Ex 20.12). A desobediência aos pais é um sinal da decadência da sociedade. Honrar pai e mãe é uma atitude esperada em todas as culturas, em todos os tempos. Desonrar pai e mãe, rejeitando sua autoridade, é o mesmo que rejeitar a própria autoridade de Deus. Insurgir-se contra os pais é atentar contra a própria autoridade de Deus delegada a eles.

Em sexto lugar, os homens têm atentado contra o próximo para tirar-lhe a vida (Ex 20.13). Não temos o direito de tirar a vida do próximo, pois só Deus pode dar a vida e tirar a vida. A vida tem sido banalizada. Nossas cidades têm se transformado em campos de sangue. Homens perversos tiram a vida do próximo por razões fúteis. A terra tem sido encharcada de sangue. A violência campeia nos lares, nas ruas, nas cidades. As guerras sangrentas espalham a violência.

Em sétimo lugar, os homens têm atacado a santidade do casamento (Ex 20.14). Vivemos no meio de uma geração adúltera e perversa que ataca a honra do próximo. A infidelidade conjugal é uma tragédia. Cresce espantosamente o índice de divórcios motivados pelo adultério. A falta de decoro e pudor é uma marca dessa geração rendida ao prazer imediato.

Em oitavo lugar, os homens têm desrespeitado a propriedade privada (Ex 20.15). Os homens atacam não apenas a vida e a honra do próximo, mas também, seus bens. O furto é uma apropriação indébita. É tomar posse pela força ou furtivamente de algo que não nos pertence. O furto é uma violação do direito de propriedade.

Em nono lugar, os homens têm conspirado contra o nome do próximo (Ex 20.16). O atentado contra a vida, a honra e os bens, agora, ganha um novo contorno, ou seja, o atentado contra o nome do próximo. O maior patrimônio que um indivíduo tem é o seu nome. Falso testemunho é desconstruir o bom nome de uma pessoa, com falsas acusações.

Em décimo lugar, os homens têm cobiçado o que não lhes pertence (Ex 20.17). Os nove primeiros mandamentos tratam de transgressões objetivas que podem ser vistas e julgadas por qualquer tribunal humano, mas o décimo mandamento enfatiza o pecado da cobiça, que é subjetivo, e somente Deus pode ver e julgar. Porque a lei de Deus tem sido violada, precisamos, à semelhança do salmista, clamar por uma intervenção divina!

Rev. Hernandes Dias Lopes

quinta-feira, 14 de abril de 2022

O QUE AS MULHERES BRILHANTES FAZEM?


 

Versículo do dia

 

Versículo do dia




Bendizei os que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam.

Lucas 6:28

Davi Sacer | Foi Deus [Clipe Oficial]


 

PÃO DIÁRIO - 15/04/2022 - Esperança para continuar

 



Esperança para continuar

O avião Solar Impulse movido à energia solar pode voar dia e noite sem combustível. Os inventores, Bertrand Piccard e André Borschberg, esperam fazer um voo ao redor do mundo em 2015. Enquanto a aeronave voa o dia todo movida à energia solar, acumula energia suficiente para conseguir voar durante toda a noite. Quando o sol nasce, Piccard diz: “traz novamente a esperança de continuidade”.

A ideia de o nascer do sol nos trazer esperança me faz pensar no livro de Lamentações 3 da nossa leitura bíblica para hoje: “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança. As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; elas renovam-se cada manhã…” (vv.21-23). Mesmo enquanto o povo de Deus estava no mais profundo desespero quando a cidade de Jerusalém estava sendo invadida pelos babilônios, o profeta Jeremias, disse que eles tinham motivo para ter esperança, pois ainda contavam com as misericórdias e a compaixão do Senhor.

Às vezes, nossas lutas parecem piores ao vir a noite, mas, quando o sol nasce, ele traz novamente a esperança de que podemos continuar. “Ao anoitecer, pode vir o choro”, diz o salmista, “mas a alegria vem pela manhã” (30:5).

Obrigada, Senhor, pela esperança concedida em cada nascer do sol. Suas misericórdias e compaixão se renovam cada manhã!  — AMC


Leia: Lamentações 3:19-33 

Examine: As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos…   Lamentações 3:22,23

Considere: Cada novo dia nos dá novos motivos para louvarmos ao Senhor.

Versiculo do dia

     Versiculo do dia Quando, pois, vos conduzirem e vos entregarem, não estejais ansiosos de antemão pelo que haveis de dizer, nem premedit...