segunda-feira, 9 de junho de 2025

VOCÊ PODE TER CERTEZA DE SUA SALVAÇÃO

 





“Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que lhe pertencem. E mais: Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor” (2Tm 2.19).

O apóstolo Paulo, o paladino do Cristianismo, em sua derradeira epístola, alerta o jovem Timóteo a não perder o foco de seu ministério, envolvendo-se em falatórios inúteis e profanos (2Tm 2.16). Também, afirma que alguns, nessa prática, desviaram-se da verdade (2Tm 2.17,18). Longe, porém, do veterano apóstolo estar abrindo uma brecha para a possibilidade da perda da salvação, afirma com diáfana clareza, a segurança da salvação, aduzindo dois eloquentes argumentos:

Em primeiro lugar, os salvos são conhecidos por Deus (2Tm 2.19a). “O Senhor conhece os que lhe pertencem…”. Deus nos conheceu de antemão (Rm 8.29). Escolheu-nos conforme sua própria determinação e graça em Cristo antes dos tempos eternos (2Tm 1.9). Escolheu-nos em Cristo antes da fundação do mundo (Ef 1.4). Escolheu-nos desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade (2Ts 2.13). Nessa mesma linha de pensamento, o apóstolo Paulo diz: Deus conhece os que lhe pertencem (2Tm 2.19). O ensino insofismável das Escrituras é que Deus nos amou primeiro e nos atraiu para si com cordas de amor. Fomos escolhidos, chamados e justificados. Nossos pecados foram perdoados, nossa dívida foi paga e nosso nome está escrito no livro da vida. Fomos comprados por alto preço, resgatados da morte e declarados justos diante do tribunal de Deus. Nossa salvação não é resultado das obras que realizamos para a Deus, mas da obra que Deus realizou por nós, na cruz do Calvário. Deus nos amou quando éramos fracos, ímpios, pecadores e inimigos. Éramos escravos e ele nos libertou. Estávamos perdidos e ele nos encontrou. Estávamos mortos em nossos delitos e pecados e ele nos deu vida. Fez-nos seus filhos e seus herdeiros. Agora, somos membros do corpo de Cristo, ovelhas do seu pastoreio e ramos da Videira verdadeira. Somos a sua herança, a menina dos seus olhos e a sua delícia, em quem ele em todo o seu prazer. Nossa vida está segura nas mãos de Cristo e de suas mãos ninguém pode nos arrebatar. Nada nem ninguém, neste mundo ou no porvir, pode nos separar de seu amor, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor. Estamos seguros porque o próprio Deus que nos criou, nos escolheu e nos salvou nos conhece como sua propriedade exclusiva!

Em segundo lugar, os salvos vivem em santidade (2Tm 2.19b). “… e mais: Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor”. A gloriosa doutrina da eleição tem sido atacada por muitos e não entendida por outros. Longe dessa verdade induzir o descaso com a santidade, promove-a. O ensino claro das Escrituras é que Deus no escolheu pela santificação do Espírito e fé na verdade (2Ts 2.13). Deus nos escolheu para sermos santos e irrepreensíveis (Ef 1.4). Deus não nos chamou para a impureza e sim para a santificação (1Ts 4.7). Logo, aqueles a quem Deus conhece como seus e que professam o seu nome,  apartam-se da injustiça (2Tm 2.19). A evidência da eleição é a santificação. Ninguém pode se julgar um eleito de Deus se não vive em santidade. Ninguém pode comprovar sua eleição, senão pela prática da piedade. Os que são de Deus vivem em novidade de vida. Aqueles a quem Deus conhece têm um novo coração, uma nova mente e uma nova vida. Quem pratica o pecado é escravo do pecado, ainda permanece nas trevas e não conhece a Deus, pois Deus é luz. A segurança da nossa salvação não está estribada em quem nós somos, mas em que Deus é e, no que ele fez por nós, em nós e através de nós!




Rev. Hernandes Dias Lopes

domingo, 8 de junho de 2025

Versículo do Dia

       Versículo do Dia


¹¹ Quando, pois, vos conduzirem e vos entregarem, não estejais ansiosos de antemão pelo que haveis de dizer, nem premediteis; mas, o que vos for dado naquela hora, isso falai, porque não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo. 

Marcos 13:11

Nani Azevedo - Os Sonhos De Deus | DVD Excelência (Ao Vivo)


 

PÃO DIÁRIO - 09/06/2025 - Música espacial

 

Música espacial


…quem lhe assentou a pedra angular, quando[…] cantavam, e rejubilavam todos os filhos de Deus? —Jó 38:6-7


Um dos observatórios da NASA descobriu um buraco negro gigante que cantarola. Localizado no aglomerado de galáxias Perseus cerca de 250 milhões de anos-luz da Terra, o buraco negro vibra na frequência de um Si Bemol. Mas é uma frequência baixa demais para ser captado pelo ouvido humano. Os instrumentos científicos situaram a nota 57 oitavas abaixo da nota Dó central de um piano.
A ideia da música e corpos celestes não é nova. Na verdade, quando Deus se revelou a Jó, Ele perguntou: “Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? […] quando as estrelas da alva, juntas, alegremente cantavam, e rejubilavam todos os filhos de Deus?” (Jó 38:4,7). Disseram-nos que na criação de nosso universo maravilhoso, os cânticos de louvor e gritos de alegria ecoaram para a glória de Deus.
Um hino maravilhoso de São Francisco de Assis capta a admiração e a adoração que sentimos ao contemplarmos o sol radiante de dia ou o céu cheio de estrelas à noite.
Todas as criaturas do nosso Deus e Rei,
Levantem sua voz e conosco cantem Aleluia, Aleluia!
Tu sol ardente com feixe de ouro,
Tu lua de prata com brilho suave:
Louvai-o, Louvai-o!
Aleluia! Aleluia! Aleluia! (tradução livre)
“Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos” (Salmo 19:1). Louvemos ao Único que fez tal beleza para apreciarmos!
— Dennis Fisher

Leia: Jó 38:1-7 

Examine: A Bíblia em um ano: Jó 38-40;Atos 16:1-21

Considere: A beleza da criação nos dá razões para cantar louvores a Deus.

O REAVIVAMENTO PROMOVIDO PELA PALAVRA DE DEUS

 





A Reforma do século XVI foi uma volta às Escrituras. Essa volta à palavra de Deus produziu mudanças profundas na vida da igreja e trouxe um poderoso reavivamento. O Salmo 119, sendo o maior capítulo da Bíblia, trata da excelência da palavra de Deus e de seus benditos efeitos em nossa vida. Destacaremos, aqui, a relação entre a palavra de Deus e o reavivamento.

​Em primeiro lugar, reavivamento e restauração (Sl 119.25). “A minha alma está apegada ao pó; vivifica-me segundo a tua palavra”. Davi está prostrado até ao pó. Sua alma está humilhada ao extremo. Nessa prostração total, clama pela vivificação que vem por meio da palavra. É a palavra de Deus que restaura a alma!

Em segundo lugar, reavivamento e proteção (Sl 119.37). “Desvia os meus olhos, para que não vejam a vaidade, e vivifica-me no teu caminho”. Nossos olhos podem nos atrair para armadilhas perigosas. Podem ser um laço para os nossos pés. Por isso, o salmista roga a Deus proteção da queda e ao mesmo tempo vivificação no caminho de Deus, o caminho da santidade.

​Em terceiro lugar, reavivamento e aspiração (Sl 119.40). “Eis que tenho suspirado pelos teus preceitos; vivifica-me por tua justiça”. Quanto mais suspiramos pela palavra de Deus, mais somos cheios dela e mais vivificados seremos pela justiça divina. Quanto mais cheios da presença de Deus, mais desejamos Deus em nossa vida.

​Em quarto lugar, reavivamento e consolo (Sl 119.50). “O que me consola na minha angústia é isto: que a tua palavra me vivifica”. A vida com Deus é uma jornada por onde a angústia sempre nos espreita. Porém, nas noites mais escuras da alma, a palavra de Deus nos vivifica, nos consola e nos enche de verdor e frutos benditos.

Em quinto lugar, reavivamento e obediência (Sl 119.88). “Vivifica-me, segundo a tua misericórdia, e guardarei os teus testemunhos oriundos de tua boca”. Quando descemos aos vales escuros da vida ou tropeçamos em virtude de nossa fraqueza, precisamos da misericórdia de Deus e quando ele nos vivifica, então, renovamos o nosso compromisso de obediência à sua palavra.

​Em sexto lugar, reavivamento e aflição (Sl 119.107). “Estou aflitíssimo; vivifica-me, Senhor, segundo a tua palavra”. A aflição é o cálice que bebemos enquanto caminhamos na estrada juncada de espinhos, entre o berço e a sepultura. Porém, nas horas que sorvemos esse cálice amargo, Deus nos vivifica segundo a sua palavra, apruma nossos joelhos trôpegos, fortalece as nossas mãos descaídas e nos restaura o vigor.

Em sétimo lugar, reavivamento e oração (Sl 119.149). “Ouve, Senhor, a minha voz, segundo a tua bondade; vivifica-me, segundo os teus juízos”. Oração e palavra são os dois grandes instrumentos que nos levam à vivificação espiritual. Quando Deus ouve nosso clamor, então, sua palavra nos restaura. Pela oração falamos com Deus; pela palavra Deus fala conosco!

​Em oitavo lugar, reavivamento e libertação (Sl 119.154). “Defende a minha causa e liberta-me; vivifica-me, segundo a tua palavra”. Quando somos apanhados na rede da perseguição externa ou da aflição interna, precisamos de livramento e quando este chega, Deus nos vivifica pela sua palavra. Oh, bendito livramento! Deus não nos deixa expostos ao opróbrio dos nossos inimigos.

Em novo lugar, reavivamento e misericórdia (Sl 119.156). “Muitas, Senhor, são as tuas misericórdias; vivifica-me segundo os teus juízos”. Por causa das muitas misericórdias de Deus não somos consumidos. Por elas, Deus não nos dá o juízo que merecemos. Por isso, ele nos ergue de nossa fraqueza e nos vivifica segundo os seus juízos.

​Em décimo lugar, reavivamento e amor à palavra (Sl 119.159). “Considera em como amo os teus preceitos; vivifica-me, ó Senhor, segundo a tua bondade”. O amor à palavra de Deus descortina diante de nós o caminho da bondade divina e nesse caminho está a gloriosa realidade do reavivamento e da vivificação espiritual. É tempo de buscarmos ao Senhor e a sua palavra até que ele venha sobre nós, trazendo em suas asas, poderoso reavivamento espiritual!



Rev. Hernandes Dias Lopes

sábado, 7 de junho de 2025

Versículo do Dia

       Versículo do Dia


²⁹ E, levantando-se, o expulsaram da cidade, e o levaram até ao cume do monte em que a cidade deles estava edificada, para dali o precipitarem.

³⁰ Ele, porém, passando pelo meio deles, retirou-se. 

Lucas 4:29,30

Carlinhos Felix - Primeiro Amor | AO VIVO


 

PÃO DIÁRIO - 08/06/2025 - Jesus me ama

 

Jesus me ama


…guardai-vos no amor de Deus… —Judas 1:21


Em dias frios, nosso velho cão se movimenta ao redor do quintal, encontrando um local ensolarado para se esticar na grama e manter-se sob calor do sol.
Isto me lembra de que precisamos nos “guardar” no amor de Deus (Judas 1:21). Não significa que devemos agir de alguma maneira especial para que Deus nos ame (embora nosso desejo seja agradá-lo). Por sermos Seus filhos, somos amados, não importa o que façamos ou falhemos em fazer. Isso significa que, em vez disso, devemos pensar em Seu amor e nos aquecermos em Seu brilho e calor o dia inteiro.
Nada, “…nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus…” (Romanos 8:39). Ele nos amou antes de nascermos e nos ama agora. Esta é a nossa identidade em Cristo, é o que somos — filhos amados de Deus. Isso é algo para se pensar durante todo o dia.
No evangelho de João, o apóstolo se descreveu cinco vezes, como o discípulo que Jesus amava (13:23; 19:26; 20:2; 21:7,20). Jesus amou os Seus outros discípulos também, mas João se deleitou no fato de que Jesus o amava! Podemos adotar as palavras de João — “Eu sou o discípulo que Jesus ama!”, e repeti-la a nós mesmos durante o dia todo. Ou podemos cantar aquela canção infantil e familiar aos nossos corações, “Jesus me ama […] a Bíblia assim me diz.” Ao levarmos essa verdade conosco durante o dia todo, aqueceremos sob o calor do Seu amor!
— David H. Roper

Leia: Romanos 8:31-39 

Examine: A Bíblia em um ano: Jó 36-37;Atos 15:22-41

Considere: Deus nos ama não por causa de quem somos, mas por causa de quem Ele é.

PARECEU BEM AO ESPÍRITO SANTO E A NÓS





“Pois pareceu bem ao Espírito Santo e a nós…” (At 15.28).

A Igreja Primitiva caminhava em obediência à orientação do Espírito Santo. As decisões eram tomadas em submissão à sua soberana vontade. Líderes eram escolhidos conforme seu querer. A direção missionária da igreja era dada pelo Espírito Santo. As decisões doutrinárias da igreja, de igual forma, eram feitas sob a égide do Espírito Santo. Esse modelo não se caducou. Não pode ser alterado. O Espírito Santo nos foi dado para guiar-nos à toda a verdade. Sua direção é dentro da Palavra de Deus e não fora dela. Seu propósito é sempre exaltar a Cristo. Sua vontade está sempre afinada com o supremo propósito do Pai. Portanto, a igreja precisa, constantemente, curvar-se à direção do Espírito Santo, para que marche firme e resoluta rumo à obediência e à santidade.

Hoje, a igreja reúne-se para escolher seus líderes: presbíteros e diáconos. Depois de orar e buscar a vontade de Deus, chegou a hora de escolher aqueles que, devem ocupar um posto de serviço e não de prestígio. Essa escolha não pode ser feita de acordo com o padrão do mundo. No mundo quanto maior é o homem mais servos ele tem a seu serviço; no reino de Deus, quanto maior um homem é, mais pessoas ele serve. O padrão do mundo destaca o homem pelos seus predicados intelectuais e financeiros; mas no reino de Deus, o homem é reconhecido pela sua humildade e piedade. No reino de Deus a pirâmide está invertida. O maior é o menor e o menor é o maior.

Devemos rogar a Deus, com temor e tremor, a fim de que sua vontade seja feita e que homens fiéis e cheios do Espírito Santo sejam eleitos para governarem e para servirem à igreja com o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus. Precisamos de pastores servos e de servos pastores. Precisamos de homens firmes na Palavra e amáveis no trato. Homens que tenham conhecimento e sabedoria. Homens que amem a Cristo e apascentem suas ovelhas. Homens que sejam doutos na Palavra e dedicados ao ensino. Homens que sejam intolerantes com o pecado e compassivos com os pecadores. Homens que celebram com o rebanho e também chorem suas dores. Homens que inspirem mais pelo exemplo do que pelo discurso. Homens que vivam o que ensinam e preguem como se jamais tivessem oportunidade de pregar novamente.  Homens que conheçam o estado de suas ovelhas e desçam aos lugares mais perigosos para resgatar aquela que caiu. Homens que cuidem das ovelhas que estão seguras no aprisco e saiam em busca da que se desviou.

Precisamos de homens que cuidem dos enfermos e supram as necessidades dos aflitos. Homens que se afadigam na Palavra e oram sem esmorecer. Homens que sejam exemplos de piedade no lar e padrão dos fiéis no seu trabalho. Homens que sejam respeitados dentro do lar e tenham bom testemunho dos de fora. Homens que não gastem seu tempo com conversas frívolas nem sejam amigos de contendas. Homens cujo temperamento seja controlado pelo Espírito e transmitam graça no abrir de sua boca. Homens de verdade e homens de honra. Homens cheios do Espírito Santo, cheios de fé e cheios de sabedoria. Homens cheios de graça e cheios de poder. Homens cuja vida seja avalista de suas palavras. Homens fervorosos de espírito e não religiosos carregados de tradições. Homens que tenham luz na mente e fogo no coração. Homens que tenham zelo por Deus e profunda compaixão pelos perdidos. Oh, que Deus nos oriente para que nessa assembleia, possamos agir de tal forma na escolha de nossos líderes, que ao final possamos dizer: “Pois pareceu bem ao Espírito Santo e a nós”.




Rev. Hernandes Dias Lopes

sexta-feira, 6 de junho de 2025

Versículo do Dia

       Versículo do Dia


⁶ E disse: Ah! Senhor Deus de nossos pais, porventura não és tu Deus nos céus? Não és tu que dominas sobre todos os reinos das nações? Na tua mão há força e potência, e não há quem te possa resistir. 

2 Crônicas 20:6

Grupo Logos - Portas Abertas


 

PÃO DIÁRIO - 07/06/2025 - Evite a desidratação

 


Evite a desidratação

…Se alguém tem sede, venha a mim e beba. —João 7:37

Nos últimos anos, tive desidratação algumas vezes e, acredite em mim, não é algo que eu queira repetir. Ela aconteceu uma vez após sofrer uma distensão na coxa enquanto esquiava e outra vez sob o calor de 45 graus de um deserto israelense. As duas vezes eu senti tontura, desorientação, visão embaçada e uma série de outros sintomas. Aprendi da maneira mais difícil que a água é vital para manter o meu bem-estar.
Minha experiência com a desidratação me faz apreciar melhor o convite de Jesus: “…Se alguém tem sede, venha a mim e beba“ (João 7:37). Seu aviso foi dramático, particularmente em termos de tempo. João observa que este foi o último dia da “grande festa” — o festival anual que comemora a peregrinação dos judeus no deserto, e que culminou com um derramamento cerimonial de água descendo os degraus do templo para lembrar a provisão divina de água para os peregrinos sedentos. Naquele momento, Jesus levantou-se e proclamou que Ele é a água que todos nós desesperadamente precisamos.
Viver como se realmente precisamos de Jesus — falando com Ele e dependendo da Sua sabedoria — é vital para o nosso bem-estar espiritual. Então, permaneça unido a Jesus, pois só Ele pode satisfazer a sua alma sedenta!
— Joe Stowell

Leia: João 7:37-39 

Examine: A Bíblia em um ano: Jó 32-33;Atos 14

Considere: Aproxime-se de Jesus pelo poder refrescante de Sua água viva.

QUÃO GLORIOSO É O NOSSO REDENTOR!

 





“Ele é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder…” (Hb 1.3).



​A carta aos Hebreus é considerada o quinto Evangelho, pois se os quatro Evangelhos falam do que Cristo fez na terra, Hebreus fala do que Cristo continua fazendo no céu. Essa epístola enfatiza a superioridade de Cristo em relação aos profetas, aos anjos, a Moisés, a Josué, a Arão. Seu sacrifício foi melhor e a aliança que estabeleceu em seu sangue é superior. Logo no introito de Hebreus, o autor ressalta a grandeza incomparável de Jesus, elencando sete de seus gloriosos predicados:

​Em primeiro lugar, Jesus foi constituído por Deus como o herdeiro de todas as coisas (Hb 1.2). “… a quem constituiu herdeiro de todas as coisas…”. É claro que o autor não está tratando de seu estado eterno junto com o Pai, pois sempre teve glória plena antes que houvesse mundo. Fala, entretanto, de uma herança que recebeu como resultado de seu sacrifício vicário. Em virtude do Filho ter se encarnado, morrido e ressuscitado para remir seu povo, a ele é dado como herança, todas as coisas.

​Em segundo lugar, Jesus foi o criador do universo (Hb 1.2). “… pelo qual também fez o universo”. O universo não surgiu espontaneamente nem foi produto da uma evolução de milhões e milhões de anos. A matéria não é eterna. Só Deus o é. O universo foi criado, e isso, a ciência prova. Mas, pela fé entendemos que o universo foi criado por Deus, por intermédio de seu Filho. Desde os mundos estelares até o homem, obra prima da criação. Desde os anjos até o menor dos seres vivos que rasteja pela terra, voa pelo ar ou percorre as sendas dos mares, tudo saiu das mãos do Filho de Deus. Tudo foi feito por ele e sem ele nada do que foi feito se fez. Ele criou todas as coisas, as visíveis e as invisíveis. Do nada ele tudo criou, com poder e sabedoria.

​Em terceiro lugar, Jesus é o resplendor da glória de Deus (1.3). “Ele, que é o resplendor da glória…”. A glória não é um atributo de Deus, mas a somatória de todos eles, na sua expressão máxima. Jesus encerra em si mesmo todo o resplendor dessa glória divina. Ele é a manifestação plena e final de Deus. Nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade. Vemos Deus em sua face. Quem vê Jesus, vê a Deus, pois tem a mesma essência, os mesmos atributos e a realiza as mesmas obras.

​Em quarto lugar, Jesus é a expressão exata do ser de Deus (Hb 1.3). “… e a expressão exata do seu Ser…”. Deus é espírito, portando não podemos contemplá-lo. Deus é tão santo e glorioso que até os serafins cobrem o rosto diante de sua Majestade. Jesus, porém, sendo Deus se fez carne e habitou entre nós, cheio da graça e de verdade e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai. Se quisermos saber como Deus é, devemos olhar para Jesus. Se quisermos saber quão belo, quão, santo, quão amoroso Deus é, devemos olhar para Jesus. Ele disse: “Quem me vê a mim, vê o Pai, pois eu e o Pai, somos um”. Jesus é a exegese de Deus!

​Em quinto lugar, Jesus é o sustentador do universo (Hb 1.3). “… sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder…”. Jesus não apenas criou todas as coisas, mas sustenta todas elas, pela palavra do seu poder. É ele quem mantém o universo em equilíbrio. É ele quem mantém as galáxias em movimento. É ele quem dá coesão, ordem e sentido a este vastíssimo e insondável universo com mais de noventa e três bilhões de anos-luz de diâmetro. É ele quem espalhada as estrelas no firmamento e conhece cada uma delas pelo nome. O universo não se mantém fora de sua providência e nem sobrevive sem seu governo.

​Em sexto lugar, Jesus é o Sumo Sacerdote que fez a purificação dos pecados (Hb 1.3). “… depois de ter feito a purificação dos pecados…”. Jesus é o grande Sumo Sacerdote, que sendo perfeito, ofereceu um sacrifício perfeito, o seu próprio sangue, para purificar-nos do pecado. Os animais mortos foram varridos do altar, porque Jesus ofereceu um único e eficaz sacrifício para remir-nos e purificar-nos.

​Em sétimo lugar, Jesus é o Rei que foi exaltado por Deus (Hb 1.3). “… assentou-se à direita da Majestade, nas alturas”. Jesus é o Profeta por quem Deus encerrou sua revelação. É o Sumo Sacerdote que ofereceu a si mesmo como sacrifício perfeito. É o Rei glorioso que está assentado à mão direita de Deus, de onde governa sua igreja, as nações e o próprio universo e, de onde vai voltar, gloriosamente, para buscar sua igreja. Oh, quão glorioso é o nosso Redentor!



Rev. Hernandes Dias Lopes

quinta-feira, 5 de junho de 2025

Versículo do Dia

       Versículo do Dia


Também o farei meu primogênito mais elevado do que os reis da terra.

Fernanda Brum - Puro Nardo


 

PÃO DIÁRIO - 06/06/2025 - Lutando contra o ego

 

Lutando contra o ego


…Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. —Tiago 4:6


Quando um general retornava de uma batalha vitoriosa, a Roma antiga fazia um desfile de boas-vindas ao conquistador. O desfile incluiria as tropas do general e os prisioneiros; considerados troféus que eram trazidos como prova da vitória. Enquanto o desfile percorria a cidade, as multidões aplaudiam o sucesso do seu herói.
Para evitar que o ego do general se tornasse excessivamente inchado, um escravo andava com ele em seu carro. Por quê? Para que, enquanto as multidões romanas estivessem louvando o general, o escravo poderia continuamente sussurrar em seu ouvido: “Você também é mortal.”
Quando somos bem-sucedidos, também podemos perder de vista a nossa própria fragilidade e permitir que os nossos corações se encham de orgulho destrutivo. Tiago nos afastou do perigo do orgulho, direcionando-nos para a humildade e para Deus. Ele escreveu: “…Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes” (Tiago 4:6). A chave para essa afirmação é a graça. Nada é mais maravilhoso! Só o Senhor merece agradecimentos e louvor, especialmente pela graça que Ele derramou sobre nós.
Nossas conquistas, sucessos ou grandeza não estão enraizados em nós mesmos. São o produto da incomparável graça de Deus, da qual somos eternamente dependentes.
— Bill Crowder

Leia: Tiago 4:6-17 

Examine: A Bíblia em um ano: Jó 30-31;Atos 13:26-52

Examine: A graça de Deus é o amor infinito expressando-se por meio de infinita bondade.

O QUE PODEMOS APRENDER COM A PALMEIRA, O SÍMBOLO DO JUSTO?

 




“O justo florescerá como a palmeira…” (Sl 92.12).



A Bíblia está cheia de metáforas. São figuras e imagens que nos apresentam lições morais e espirituais. Aqui, no texto em tela, o justo é comparado com a palmeira. É claro que, no caso de Israel, o escritor está falando da tamareira, pois é a árvore mais conhecida na região e uma das primeiras fontes de renda na agricultura. Que lições podemos aprender?

Em primeiro lugar, o justo cresce verticalmente. A tamareira cresce para cima, para o alto, para o céu. Assim é o justo. Sua vida é reta e cresce verticalmente. Isso fala de sua retidão e integridade. O justo não tem em seu caráter sinuosidades. Sua vida é reta. Sua conduta é ilibada. Seu testemunho é irrepreensível. Seu crescimento é para o alto!

Em segundo lugar, o justo tem uma vida útil. Tudo na tamareira é útil. Suas raízes, seu caule, suas folhas e seus frutos. Assim é o justo. Sua vida é uma bênção para a família e para a sociedade. Sua presença no mundo é abençoadora. Suas palavras são terapêuticas e suas obras são marcadas pela bondade. Seus frutos são doces e nutritivos.

Em terceiro lugar, o justo tem uma vida bela aos olhos de Deus e dos homens. A palmeira ou a tamareira enfeita o ambiente hostil onde cresce. No meio do deserto ela desfralda suas folhas robustas. No meio da seca severa, ela mantem seu verdor. Sua folhagem não murcha nem perde a sua beleza. Assim é o justo. Ele é belo aos olhos de Deus e seu testemunho é reconhecido na terra.

Em quarto lugar, o justo mantém-se firme mesmo em tempos de duras provas. A tamareira cresce no deserto, floresce em lugares áridos, frutifica em ambientes hostis. Suas raízes são castigadas pelo tropel de camelos e feras. Seu caule e suas folhas são surradas por rajadas dos ventos quentes do deserto. Seus frutos suculentos são amadurecidos sob o calor implacável, imposto pelo sol causticante. Assim é o justo, mesmo sendo duramente provado, permanece firme, pois está plantado em Deus, é sustentado por Deus e frutifica para a glória de Deus.

Em quinto lugar, o justo produz frutos que exaltam a Deus e abençoam o próximo. As tâmaras são apreciadas no mundo inteiro. É um fruto doce, nutritivo e nobre. É o mais importante produto da agricultura de Israel. É um importante fator da economia da região árida do deserto da Judeia. O justo produz, também, frutos dignos de arrependimento. O fruto do Espírito pode ser encontrado em sua vida. Não tem apenas folhas, mas frutos, muitos frutos que glorificam a Deus e abençoam o próximo.

Em sexto lugar, o justo aponta para a verdadeira fonte da vida. Onde o viajor cansado, pelos desertos áridos, vislumbra uma tamareira, sabe que ali existe um oásis, lugar de abrigo e refrigério. A tamareira é um ponto de referência no meio do deserto inóspito. Assim é o justo. Ele é plantado junto à fonte e sua vida aponta para Deus, o verdadeiro manancial da vida. Aqueles que andam errantes pelos desertos da vida, olham para ele, e podem encontrar a fonte da vida, um lugar de abrigo sob as asas do Onipotente Deus.

Em sétimo lugar, o justo é vitorioso em sua jornada. A folha da palmeira ou da tamareira é um símbolo de vitória. Quando erguida e acionada, com uma bandeira no mastro, ela proclama a vitória daqueles que a ostentam. Assim é a vida do justo. Ele é mais do que vencedor em Cristo. Sua vitória não decorre de sua beleza intrínseca nem de sua força pessoal. Sua vitória vem de Deus. Apesar de sua fraqueza, triunfa. Apesar de seu pecado, é justificado. Apesar de habitar numa tenda rota, será revestido com um corpo de glória! O justo florescerá como a palmeira!



Rev. Hernandes Dias Lopes

quarta-feira, 4 de junho de 2025

Versículo do Dia

       Versículo do Dia


O pão nosso de cada dia nos dá hoje;

Catedral e Novo Som - Chame a Deus (clipe oficial)


 

PÃO DIÁRIO - 05/05/2025 - Visão eterna

 

Visão eterna


…não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem… —2 Coríntios 4:18

No mês passado, recebi uma boa notícia no meu exame de vista — a minha visão à distância melhorou. Bem, pensei que era uma boa notícia até que um amigo me informou: “A visão à distância pode melhorar à medida que envelhecemos, a visão de perto pode diminuir.”
O relatório me fez pensar em outro tipo de melhor visão à distância, a qual observo em alguns cristãos. Aqueles que conhecem ao Senhor por um longo tempo ou que já passaram por grandes provações parecem ter uma melhor visão celestial do que o restante de nós. A visão à distância “eterna” deles ficou melhor e a visão de perto “terrena” está diminuindo.
Como o apóstolo Paulo teve esse tipo de visão eterna, ele encorajou a igreja em Corinto: “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação […] porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas” (2 Coríntios 4:17-18).
Por enquanto, nós lutamos com a nossa “visão”. Há uma tensão entre desfrutar tudo o que Deus nos tem dado nesta vida, mas ainda acreditar no que o teólogo Jonathan Edwards disse sobre o nosso futuro: “Ir para o céu, para apreciar a Deus totalmente, é infinitamente melhor do que as acomodações mais agradáveis aqui.“ Vê-lo trará a visão perfeita.
— Anne Cetas


Leia: 2 Coríntios 4:16-5:8 

Examine: A Bíblia em um ano: Jó 28-29;Atos 13:1-25

Considere: Mantenha os seus olhos fixos no prêmio.

NUNCA PERCA A ESPERANÇA

 






“… Senhor, se tu quiseres, podes purificar-me” (Lc 5.12).



​Há problemas insolúveis, há doenças incuráveis, há causas perdidas, a menos que Jesus realize um milagre. E foi o que ele fez e é o que ele faz. O texto em apreço fala de um homem coberto de lepra que, estando como uma carcaça humana, com seu corpo apodrecendo, vai a Jesus, prostra-se diante dele e, clama: “Senhor, se tu quiseres, podes purificar-me”. Sua doença era incurável, seu problema era insolúvel, sua causa era perdida, mas Jesus estendeu a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, fica limpo! E, imediatamente, lhe desapareceu a lepra. Seis verdades são destacadas no texto em tela:

​Em primeiro lugar, o doente (Lc 5.12). Os três Evangelhos Sinóticos narram esse episódio, mas só Lucas, que era médico, nos informa que o homem estava coberto de lepra, ou seja, no estado mais avançado da doença. O homem está apodrecendo vivo. Era um carcaça humana. Um ser nauseabundo. Seu caso era irremediável. Ele vai a Jesus, e humildemente, roga por um milagre e o milagre acontece. O doente não exigiu, rogou. Mesmo sabendo que Jesus tem todo o poder, submeteu-se à sua vontade soberana.

​Em segundo lugar, o médico (Lc 5.13). Ninguém podia tocar um leproso sem ficar impuro. Jesus compadeceu-se do homem, tocou-lhe e disse: Quero, fica limpo! Em vez do impuro contaminar o puro, foi o puro que tocou o impuro e tornou o impuro, puro! Por que Jesus tocou o leproso se um leproso não podia ser tocado? Porque viu que o leproso, a tanto tempo reduzido ao ostracismo da doença, precisava sentir-se amado. Jesus é o médico que tem compaixão e poder. Para ele não tem doença incurável nem causa perdida. Ele não apenas cura as feridas do corpo, mas também lanceta os abcessos da alma.

​Em terceiro lugar, a cura (Lc 5.13b). O texto diz: “… e, no mesmo instante, lhe desapareceu a lepra. Jesus cura-o imediatamente, completamente, eficazmente. Cura-o emocional e fisicamente. Cura-o sem deixar qualquer sequela. Cura-o, apesar de estar coberto de lepra, com o corpo deformado, com a pele necrosada. Cura-o a despeito de sua morte já ter sido decretada pela doença.

​Em quarto lugar, o testemunho (Lc 5.14). Jesus manda o homem ao sacerdote por duas razões. Primeiro, porque o sacerdote era a autoridade sanitária competente para declará-lo publicamente curado. Isso significa que os milagres de Jesus não eram apenas experiências subjetivas, mas fatos concretos e verificáveis. Segundo, porque fazendo isso, Jesus estava protegendo esse homem de quaisquer especulações maliciosas. Ninguém precisava suspeitar da veracidade de sua cura. Jesus estava, assim, devolvendo-o ao convívio familiar, religioso e social.

​Em quinto lugar, o impacto (Lc 5.15). O milagre operado por Jesus produziu tal impacto que, grandes multidões afluíam para ouvi-lo e serem curadas. Mesmo tendo Jesus ordenado ao homem curado para não falar nada para ninguém, ele saiu a propalar esse prodígio divino (Mc 1.44,45). Jesus ordenou a esse homem para se calar e ele proclamou os grandes feitos de Cristo em sua vida; Jesus nos ordena a falar e nós nos calamos. A atitude desse homem denuncia a nossa omissão.

​Em sexto lugar, o retiro (Lc 5.16). Em face das multidões afluírem a Jesus para ouvi-lo e serem curadas, Jesus se retirava para lugares solitários e orava. Por que Jesus fugia das multidões para buscar lugares solitários para orar? Primeiro, porque não queria fortalecer na mente das pessoas a ideia de que ele era apenas um operador de milagres. Ele veio como o Messias de Deus, para morrer pelo seu povo. Seus milagres eram sinais de que ele era o ungido de Deus. Segundo, porque Jesus entendia que a intimidade com o Pai era mais importante do que sucesso no ministério. Deus vem antes das pessoas. Terceiro, porque Jesus, sendo perfeitamente homem, sabia que o poder vem por meio da oração. O resultado desse retiro é que “o poder do Senhor estava com ele para curar” (Lc 5.17). Jesus, hoje, está à destra de Deus Pai, de onde intercede por nós. Por isso, por mais dramático que seja o nosso problema, jamais devemos perder a esperança!



Rev. Hernandes Dias Lopes

terça-feira, 3 de junho de 2025

Versículo do Dia

       Versículo do Dia


Dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é vinda a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.

Heloisa Rosa - Há um Lugar (Ao Vivo)


 

PÃO DIÁRIO - 04/05/2025 - Serviço e testemunho

 


Serviço e testemunho

…não nos pregamos a nós mesmos, mas […]a nós mesmos como vossos servos, por amor de Jesus. —2 Coríntios 4:5

Gladys Aylward tinha outros sonhos enquanto servia como empregada doméstica em Londres, Inglaterra, no início do século 20. Seu objetivo era ser uma missionária na China. Por ter sido rejeitada como “não qualificada” por uma organização missionária cristã, Gladys decidiu ir por conta própria. Com 28 anos, ela usou suas economias para comprar um bilhete só de ida para Yangcheng, uma remota aldeia na China. Naquele lugar, ela montou uma pousada para caravanas de comércio onde ela compartilhava histórias da Bíblia. Gladys também serviu em outras aldeias e ficou conhecida como Ai-weh-deh, em chinês “a virtuosa”.
O apóstolo Paulo também levou o evangelho às distantes regiões do mundo. Ele se colocou como servo para atender às necessidades de outros (2 Coríntios 11:16-29). Sobre servir, ele escreveu o seguinte: “Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor e a nós mesmos como vossos servos, por amor de Jesus” (4:5).
Nem todos nós somos chamados para enfrentar dificuldades e levar o evangelho em terras distantes. Mas cada um de nós é responsável, como servo de Deus, por compartilhar Cristo com as pessoas de nosso convívio. É nosso o privilégio de ajudar os nossos vizinhos, amigos e parentes. Peça a Deus por oportunidades para servir e falar sobre Jesus, que se entregou por nós.
— Dennis Fisher

Leia: 2 Coríntios 4:1-12 

Examine: A Bíblia em um ano: Jó 25-27;Atos 12

Considere: Servimos a Deus ao compartilharmos a Sua Palavra.

UMA AMIZADE PERIGOSA

 





Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tg 4.4).



O mundo, kosmos, aqui, não é o mundo físico, geográfico ou habitado pelo homens, mas um sistema de valores que está em aberta oposição a Deus e à sua palavra. Não se trata de algo material, mas espiritual. Não se refere à criação, mas à cosmovisão que conspira contra os preceitos de Deus. É uma maneira ver a vida, a família, a sociedade, a igreja, o dinheiro, o sexo, os prazeres, as oportunidades, o tempo e a eternidade deixando de lado a realidade de Deus e de sua palavra.

Ser amigo desse sistema é um ato de infidelidade a Deus. É como um adultério espiritual. Deus firmou um pacto conosco, onde somos o seu povo e ele é o nosso Deus. Estamos numa relação de aliança com ele. Devemos a ele fidelidade e obediência. Portanto, ser amigo do mundo, amar o mundo e conformar-se com o mundo, é virar as costas para Deus, repudiá-lo e ser infiel a ele. Consequentemente, a amizade do mundo é inimiga de Deus. Não dá para ser amigo de Deus e do mundo ao mesmo tempo. É impossível viver enamorado do mundo e ter comunhão com Deus. A amizade do mundo exclui a amizade com Deus e a amizade com Deus impede a amizade com o mundo.

Esse sistema chamado “mundo” é governado por um ser maligno. O mundo tem um príncipe que está em oposição a Deus. O príncipe deste mundo é o diabo. Ele é mentiroso, ladrão e assassino. Ele é enganador, tentador e destruidor. Veio para roubar, matar e destruir. Este príncipe das trevas mantém as pessoas cativas em sua casa, na sua potestade e no seu reino lúgubre e lôbrego. Ser amigo do mundo é viver debaixo desse influência maligna.

O mundo tem o seu glamour. Suas ofertas são sedutoras. Suas propostas são aparentemente vantajosas. O diabo é um embusteiro. Oferece o que não pode dar. Seus banquetes têm muitas taças transbordantes de prazer, mas ao fim são taças cheias de veneno. Ao mesmo que oferecem prazer, trazem desgosto; ao mesmo tempo que fazem promessas de liberdade, escravizam. Ao mesmo tempo que anunciam vida, pagam com a morte.

Oh, Deus é a fonte da vida! Na sua presença há plenitude de alegria. Ele é a fonte de todo o bem. Só ele pode trazer alegria para a alma, descanso para a mente, alívio para o coração. Só ele pode tirar o fardo pesado da dor, perdoar os pecados e fazer novas todas as coisas em nossa vida. A amizade de Deus é o mais sublime privilégio da vida. Ser amigo de Deus é desfrutar de alegria indizível e cheia de glória. Desfrutar da intimidade de Deus é beber as taças da verdadeira felicidade. Obedecer a Deus é a essência do nosso verdadeiro prazer. Só quando conhecemos a amizade de Deus, temos pleno discernimento de quão enganoso é o mundo. Só quando saboreamos a alegria da vida eterna e os privilégios que ela traz temos uma noção cristalina de quão perverso é o mundo, quão iníquos são seus valores e quão terrível é o diabo.

É tempo de rompermos com a amizade do mundo. É tempo de olharmos para a vida na perspectiva de Deus e quebrarmos todos os vínculos que ainda tentam nos prender ao mundo. O caminho do mundo é largo, mas leva à perdição. A porta do mundo é espaçosa, mas conduz à morte. O mundo é uma mentira. Suas vantagens são pura perda. Seus prazeres são notórios pesados. Seu caminho leva ao inferno. Sua amizade é inimiga de Deus. Porém, a amizade de Deus é o caminho mais seguro para a nossa plena felicidade aqui e por toda a eternidade, uma vez que a própria essência da vida eterna é conhecer a Deus e deleitarmo-nos nele para sempre e sempre.



Rev. Hernandes Dias Lopes

segunda-feira, 2 de junho de 2025

Versículo do Dia

       Versículo do Dia


³ E clamavam uns aos outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória. 

Isaías 6:3

Andre Valadao - Milagre - DVD Milagres ao vivo


 

PÃO DIÁRIO - 22/05/2025 - Um milagre voador

 

Um milagre voador


Que variedade, Senhor, nas tuas obras! Todas com sabedoria as fizeste; cheia está a terra das tuas riquezas. —Salmo 104:24

Dentre as criaturas de Deus, a borboleta é uma das mais incrivelmente lindas! Seu voo suave, asas coloridas e seus surpreendentes padrões migratórios são características que as tornam uma obra-prima do mundo natural.
Esse inseto voador, ao mesmo tempo em que nos surpreende com prazer visual, também nos fornece exemplos surpreendentes das maravilhas da criação de Deus.
Por exemplo, a majestosa borboleta-monarca pode viajar 4.800 quilômetros em sua migração para a América Central, apenas para acabar na mesma árvore em que seus pais ou até seus avós pousaram uma ou duas gerações antes. Ela faz isso guiada por um cérebro do tamanho de uma cabeça de alfinete.
Ou considere a metamorfose da monarca. Após a lagarta construir um casulo em torno de si mesma, libera uma substância química que transforma o seu interior em um massa pastosa, sem partes perceptíveis. De alguma forma, a partir disto emergem o cérebro, as partes internas, cabeça, patas e asas de uma borboleta.
Um especialista em borboletas disse: “A transformação do corpo de uma lagarta no corpo e nas asas de uma borboleta é, sem dúvida, uma das maravilhas da vida na terra.” Outro especialista acredita que esta metamorfose é “vista como um milagre.”
“Que variedade, Senhor, nas tuas obras!…” (Salmo 104:24) — e a borboleta é apenas uma delas.
— Dave Branon

Leia: Salmo 104:10-24 


Examine: A Bíblia em um ano: Jó 22-24;Atos 11


Considere: O projeto da criação revela o Artífice-mestre.

O BARULHO DOS ÍMPIOS E O SILÊNCIO DOS PIEDOSOS

 




“Vós que amais o Senhor, detestai o mal…” (Sl 97.10a).

Neste mundo assaz conturbado precisamos pedir a Deus discernimento e coragem. Discernimento para saber a hora certa de falar e a hora precisa de calar e coragem para não se calar na hora que o silêncio é sinal de covardia. Duas coisas nos perturbam: o barulho dos ímpios e o silêncio dos piedosos. Pior do que o barulho dos ímpios é o silêncio covarde dos piedosos. Aqueles que são chamados para amar o Senhor, devem na mesma proporção, detestar o mal. O mal não pode erguer sua fronte altiva sem ser confrontado. O mal não pode desfilar na passarela do tempo sem ser detestado. Calar-se diante do mal é ser não apenas covarde, mas também conivente. O apóstolo Paulo, nessa mesma toada, escreve: “Detestai o mal, apegando-vos ao bem” (Rm 12.9).

Mas o que é o mal? É tudo aquilo que afronta a santidade de Deus, conspira contra os princípios morais e espirituais estabelecidos por Deus e tem o propósito de corromper os relacionamentos instituídos por Deus e balizados pela palavra de Deus. O mal se infiltra nas estruturas políticas e econômicas. O mal destila seu veneno nas redes sociais e no cinema. O mal mostra sua carranca nas ruas, no guetos, nos palácios e nas choupanas. O combustível que alimenta o mal é o pecado. O pecado é o pior de todos os males, pois nos priva do maior bem. O pecado nos afasta de Deus, do próximo e de nós mesmos. O pecado é maligníssimo. Seu salário é a morte.
O mal está dentro de nós e fora de nós. Está em nosso coração e em nossas palavras. Está em nossas ações, reações e omissões. Está no governo e no povo. Está na imprensa e na literatura. Está na televisão e no teatro. Está nas relações internacionais e nos acordos econômicos. Está na academia e nas cortes. Está na igreja e na família. Está na cidade e no campo. O mal é o bafo do diabo, o refluxo do pecado, o produto da rebelião contra Deus.

O mal tem um arsenal muito diversificado. Sua indumentária é variada. Apresenta-se sob o manto da tolerância, mas abespinha-se com qualquer pessoa que ousa discordar de sua cosmovisão. Usa a máscara do respeito aos direitos do outro, mas apenas quando o outro se curva aos seus rasteiros interesses. É nessa sociedade que se diz plural, mas exige subserviência à ditadura do relativismo que somos chamados a amar o Senhor e a detestar o mal. É nesse mundo caído, rebelado contra Deus, que somos convocados a não nos conformarmos com este século, mas a sermos transformados pela renovação da nossa mente. É nesse ambiente hostil à fé cristã, que somos chamados a sair para fora dos portões da religiosidade, para nos encontrarmos com o Cristo vivo, na escola, na empresa, na família, na rua, levando o vitupério de Cristo. 

O mundo odiou Cristo e também vai nos odiar. Ser cristão é viver os valores no céu numa terra manchada pelo pecado. Ser cristão é andar na luz num mundo de trevas. Ser cristão é praticar o bem num ambiente governando pelo mal. Ser cristão é andar na verdade num mundo rendido à mentira. Ser cristão é viver em santidade num mundo que se refestela no pecado. O mal sempre vai se insurgir contra Deus e desferir golpes violentos contra seu povo. O povo de Deus, porém, não pode ser vencido pelo mal, mas deve vencer o mal com o bem. O povo Deus não pode acovardar-se diante da arrogância do mal, mas deve erguer sua voz em defesa do bem. O barulho dos ímpios não pode silenciar os piedosos!




Rev. Hernandes Dias Lopes

domingo, 1 de junho de 2025

Versículo do Dia

       Versículo do Dia


⁵⁷ E completou-se para Isabel o tempo de dar à luz, e teve um filho.

⁵⁸ E os seus vizinhos  

Lucas 1:57,58

Quem Sou Eu? - Pg (DVD)


 

PÃO DIÁRIO - 02/06/2025 - Recuperando-se

 


Recuperando-se

Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. —1 João 1:9

Em 18 de janeiro de 2012, a mais longa série de vitórias da história do esporte universitário dos EUA — 252 vitórias consecutivas — terminou quando a equipe do Trinity College perdeu uma partida de squash para a Universidade de Yale. Na manhã seguinte à primeira derrota do time em 14 anos, Paul Assaiante, o técnico do Trinity recebeu um e-mail de um renomado técnico de futebol profissional: “Agora você precisa se recuperar.” Dez dias depois, o time desse técnico de futebol perdeu num dos eventos esportivos mais assistidos — o NFL Super Bowl. Todos nós precisamos lidar com a derrota.
A sensação de fracasso após a derrota esportiva assemelha-se ao sentimento de autocondenação após uma queda espiritual. Como nos recuperar por ter magoado a Deus e aos outros, quando estamos tristes com nós mesmos? O apóstolo João escreveu: “Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1:8-9). Deus nos perdoa porque Jesus pagou o preço por nossos pecados (2:2).
O perdão de Deus nos liberta para recomeçar e para nos concentrarmos na oportunidade de hoje, ao invés de na derrota de ontem. Sua purificação fiel nos permite recomeçar com um coração puro. Hoje, Deus nos convida e capacita para voltarmos ao jogo.
— David C. McCasland

Leia: 1 João 1:5-2:2 

Examine: A Bíblia em um ano: Jó 20-21;Atos 10:24-48

Considere: Em vez de viver nas sombras de ontem, caminhe na luz de hoje e na esperança do amanhã.

CULTIVE A HUMILDADE E NÃO SEJA UM GABOLA

 

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“Como nuvens e ventos que não trazem chuva, assim é o homem que se gaba de dádivas que não fez” (Pv 25.14).



A gabolice é uma atitude mesquinha e reprovável. O gabola é aquele indivíduo que tem necessidade de contar vantagem sobre si mesmo. Está sempre enaltecendo suas próprias virtudes. Sempre contando suas façanhas com o propósito de receber o aplauso dos homens. Sempre estadeando suas dádivas generosas. Sempre exagerando em suas palavras, colocando-se num lugar de honra que jamais mereceu. A gabolice, também, pode ser notada, quando o indivíduo disfarça o seu complexo de inferioridade usando a máscara do complexo de superioridade. Quem constantemente precisa se autoafirmar, contando histórias onde ele sempre é o herói ou tem necessidade de contar seus feitos, suas obras, seu desempenho e sua desenvoltura com o propósito de afagar seu próprio ego, demonstra ser uma pessoa imatura.

O texto em epígrafe revela que o homem que se gaba de dádivas que não fez é uma farsa, um embuste, uma nuvem falaz. Troveja e relampeja suas obras caridosas sem as ter praticado. Suas palavras parecem nuvens carregadas de chuvas benfazejas. Mas, todas esses relatórios de benemerências não passam de mentiras deslavadas. Sua verborragia benevolente são nuvens passageiras que vêm e vão sem deixar cair sequer uma gota de misericórdia sobre os necessitados. O gabola é um mentiroso. Suas palavras não merecem confiança. É pródigo de bondade apenas nos lábios, porém, suas mãos nunca se estendem para socorrer o aflito. Sua bondade é uma miragem. Seus feitos de misericórdia são uma ficção. Suas promessas são uma frustração. O gabola é como nuvem passageira e como vento uivante que não produz chuva por anda passa.

Jesus nos ensinou a sermos misericordiosos, mas com discrição, sem fazer propaganda de nossas obras. Dar esmola e depois tocar trombeta, jejuar e depois fazer propaganda de sua espiritualidade é uma atitude mesquinha. Orar de pé com o fim de ser visto pelos homens e depois estadear diante de Deus suas virtudes espirituais não passa de indisfarçável hipocrisia. Há um adágio popular que diz que “lata vazia é que faz barulho”. Quem é, não precisa fazer propaganda de si mesmo. O autoelogio é uma atitude imprópria para um cristão maduro. Bater palmas para si mesmo e colocar-se acima dos outros é uma evidência eloquente de consumada imaturidade.

A palavra de Deus é enfática em dizer que Deus dá graça aos humildes, mas resiste aos soberbos. A bem-aventurança não está na arrogância espiritual, mas na singeleza de coração. Jesus ensinou: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus”. Os humildes de espírito são aqueles que têm plena consciência de sua pobreza. Sabem que nada têm para reivindicar qualquer direito diante de Deus. Chegam à presença de Deus conscientes de sua total falência e carentes da graça. Esses são felizes e a esses pertence o reino dos céus. Porém, os arrogantes, cheios de si, que ostentam suas pretensas virtudes, são despedidos vazios e não são justificados diante de Deus.

Oh, que Deus nos livre da soberba! Oh, que nosso coração fuja da sedução enganadora da gabolice! Oh, que o nosso coração se humilhe sob a onipotente mão de Deus e que não sejam nossos próprios lábios que nos louvem! É tempo de sermos maduros na fé e chorarmos pelos nossos pecados em vez de alardearmos nossas virtudes!



Rev. Hernandes Dias Lopes

Versiculo do dia

     Versiculo do dia Quando, pois, vos conduzirem e vos entregarem, não estejais ansiosos de antemão pelo que haveis de dizer, nem premedit...