domingo, 8 de setembro de 2024

UMA AMIZADE PERIGOSA







Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tg 4.4).



O mundo, kosmos, aqui, não é o mundo físico, geográfico ou habitado pelo homens, mas um sistema de valores que está em aberta oposição a Deus e à sua palavra. Não se trata de algo material, mas espiritual. Não se refere à criação, mas à cosmovisão que conspira contra os preceitos de Deus. É uma maneira ver a vida, a família, a sociedade, a igreja, o dinheiro, o sexo, os prazeres, as oportunidades, o tempo e a eternidade deixando de lado a realidade de Deus e de sua palavra.

Ser amigo desse sistema é um ato de infidelidade a Deus. É como um adultério espiritual. Deus firmou um pacto conosco, onde somos o seu povo e ele é o nosso Deus. Estamos numa relação de aliança com ele. Devemos a ele fidelidade e obediência. Portanto, ser amigo do mundo, amar o mundo e conformar-se com o mundo, é virar as costas para Deus, repudiá-lo e ser infiel a ele. Consequentemente, a amizade do mundo é inimiga de Deus. Não dá para ser amigo de Deus e do mundo ao mesmo tempo. É impossível viver enamorado do mundo e ter comunhão com Deus. A amizade do mundo exclui a amizade com Deus e a amizade com Deus impede a amizade com o mundo.

Esse sistema chamado “mundo” é governado por um ser maligno. O mundo tem um príncipe que está em oposição a Deus. O príncipe deste mundo é o diabo. Ele é mentiroso, ladrão e assassino. Ele é enganador, tentador e destruidor. Veio para roubar, matar e destruir. Este príncipe das trevas mantém as pessoas cativas em sua casa, na sua potestade e no seu reino lúgubre e lôbrego. Ser amigo do mundo é viver debaixo desse influência maligna.

O mundo tem o seu glamour. Suas ofertas são sedutoras. Suas propostas são aparentemente vantajosas. O diabo é um embusteiro. Oferece o que não pode dar. Seus banquetes têm muitas taças transbordantes de prazer, mas ao fim são taças cheias de veneno. Ao mesmo que oferecem prazer, trazem desgosto; ao mesmo tempo que fazem promessas de liberdade, escravizam. Ao mesmo tempo que anunciam vida, pagam com a morte.

Oh, Deus é a fonte da vida! Na sua presença há plenitude de alegria. Ele é a fonte de todo o bem. Só ele pode trazer alegria para a alma, descanso para a mente, alívio para o coração. Só ele pode tirar o fardo pesado da dor, perdoar os pecados e fazer novas todas as coisas em nossa vida. A amizade de Deus é o mais sublime privilégio da vida. Ser amigo de Deus é desfrutar de alegria indizível e cheia de glória. Desfrutar da intimidade de Deus é beber as taças da verdadeira felicidade. Obedecer a Deus é a essência do nosso verdadeiro prazer. Só quando conhecemos a amizade de Deus, temos pleno discernimento de quão enganoso é o mundo. Só quando saboreamos a alegria da vida eterna e os privilégios que ela traz temos uma noção cristalina de quão perverso é o mundo, quão iníquos são seus valores e quão terrível é o diabo.

É tempo de rompermos com a amizade do mundo. É tempo de olharmos para a vida na perspectiva de Deus e quebrarmos todos os vínculos que ainda tentam nos prender ao mundo. O caminho do mundo é largo, mas leva à perdição. A porta do mundo é espaçosa, mas conduz à morte. O mundo é uma mentira. Suas vantagens são pura perda. Seus prazeres são notórios pesados. Seu caminho leva ao inferno. Sua amizade é inimiga de Deus. Porém, a amizade de Deus é o caminho mais seguro para a nossa plena felicidade aqui e por toda a eternidade, uma vez que a própria essência da vida eterna é conhecer a Deus e deleitarmo-nos nele para sempre e sempre.



Rev. Hernandes Dias Lopes

sábado, 7 de setembro de 2024

Versículo do Dia

 

Versículo do Dia


Ensina-me bom juízo e ciência, pois cri nos teus mandamentos.

Lindo Momento - Julliany Souza Letra


 

PÃO DIÁRIO - 09\09\2024 - SEM PROBLEMAS...

 


SEM PROBLEMAS...

Será que os pais estão fazendo fazendo todo o possível para que seus filhos sejam felizes ? E isso não tendo o efeito contrário ? Estas perguntas são o início de uma entrevista com Lori Gottlieb, autora de um artigo sobre jovens adultos infelizes. Sua conclusão: Sim. Os pais se recusam a deixar seus filhos experimentarem o fracasso ou a tristeza dando-lhes uma falsa visão do mundo e não os preparam para as duras realidades da vida adulta. E no fim acabam ficando com sentimentos de vazio e ansiedade.

Alguns cristãos esperam que o Senhor seja o tipo de pai que os protege de toda tristeza e desapontamento. Mas não é esse tipo de Pai que Ele é. Ele amavelmente permite que Seus filhos passem por sofrimentos ( Isaías 43:2; 1 Tessalonicenses 3:3 ).
Quando começamos com a confiança equivocada de que uma vida sem problemas nos fará verdadeiramente felizes, nos enfraquecemos tentando viver nossa crença falha. Mas quando enfrentamos a verdade de que a vida é difícil, podemos investi-la na busca de uma vida boa e piedosa. Esse viver nos fortalece para os momentos difíceis.
O objetivo de Deus é tornar-nos santos, não apenas felizes ( 1 Tessalonicenses 3:13 ). E quando somos santos, temos mais chances de sermos verdadeiramente felizes e satisfeitos. - JAL  


Leia: 1 Tessalonicenses 3.

Examine:...a fim de que ninguém se inquiete com estas tribulações. Porque vós mesmos sabeis que estamos designados para isto. - 1 Tessalonicenses 3:3.

Considere: A pessoa satisfeita aprendeu a aceitar o amargo com o doce.

O PODER ATRAVÉS DA ORAÇÃO

 


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​Deus é soberano e faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade, mas sendo ele soberano, escolheu agir em resposta às orações do seu povo. Orar é conectar o altar com o trono, a fraqueza humana à onipotência divina. Orar é falar com aquele que está entronizado acima dos querubins e governa o universo. Não há nenhuma força mais poderosa na terra do que a oração, pois a palavra de Deus diz que muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.

​Pela oração situações humanamente irremediáveis acontecem. Ana orou ao Senhor e tornou-se alegre mãe de filhos, inobstante ser estéril. Deus derrotou o poderoso exército da Assíria em resposta às orações do rei Ezequias. Esse mesmo rei foi curado de uma enfermidade mortal, em resposta ao seu clamor e às suas lágrimas. A oração aciona o braço do Onipotente!

​Pela oração, as mui ricas e preciosas promessas de Deus são apropriadas. Tiago escreveu: “Nada tendes, porque nada pedis”. Jesus ensinou: “Pedi e dar-se-vos-á, porque todo o que pede recebe”. Bênçãos são retidas quando as orações não sobem ao trono da graça. Mas, promessas são cumpridas quando o povo de Deus ergue sua voz aos céus. Pela oração apropriamo-nos das promessas divinas.

​Pela oração, enfermos são curados. Portanto, devemos orar pelos enfermos. Deus cura com os meios, sem os meios e apesar dos meios. Ele cura segundo o seu propósito e sua soberana vontade. Quando ele deixa de curar é, de igual modo, para mostrar como o seu poder se aperfeiçoa na fraqueza. Porém, jamais devemos calar a nossa voz diante do sofrimento, seja nosso ou dos nossos irmãos. Deus é poderoso para reverter a situação mais adversa. Ele pode transformar choro em alegria, desespero em esperança, o cheio da morte em aroma de vida.

​Pela oração, a igreja é fortalecida com poder para testemunhar. A igreja avança mais rápido e com mais vigor quando caminha de joelhos. É quando nos prostramos diante de Deus que podemos nos levantar diante dos homens. É quando nos curvamos diante de Deus em oração que podemos nos levantar para pregar com eficácia. Não há pregação poderosa sem que primeiro os joelhos se dobrem. Precisamos falar com Deus antes de falar aos homens. Precisamos conhecer o poder de Deus através da oração antes de sermos usados por Deus na pregação.

​Pela oração, a igreja transforma as ameaças do mundo em ousadia para testemunhar com intrepidez. A perseguição jamais enfraqueceu a igreja. Ao contrário, leva-a ainda mais longe em sua ousadia, para clamar aos céus, rogando intrepidez e poder para testemunhar. Foi assim com os apóstolos diante da perseguição do sinédrio judaico. Foi assim com os crentes primitivos diante da amarga e truculenta perseguição dos imperadores romanos. Foi assim ao longo da história da igreja. O sofrimento põe a igreja de joelhos e quando a igreja se ajoelha ela é mais forte do que um poderoso exército. A igreja transforma as ameaças do mundo em oportunidades para buscar a face do Onipotente e sair desse campo das lágrimas revestida com o poder do Espírito Santo.

​Pela oração, a igreja se deleita em Deus mais do que nas obras de Deus. O maior privilégio da oração é ter intimidade com Deus e deleitar-se nele. Quanto mais nos regozijamos em Deus, mas ele se deleita em nós. Quanto mais nos apegamos ao Altíssimo, mais temos gozo nele e motivos para andarmos com ele. Nosso maior problema não é a presença do adversário, mas a ausência de Deus. Nossa maior riqueza não são as bênçãos de Deus, mas o Deus das bênçãos. Deus é melhor do que suas bênçãos. Ele é mais excelente do que suas mais excelentes dádivas. Oh, que a igreja redescubra as bênçãos da oração! Oh, que a igreja deixe de fazer a obra na força do braço humano, para recorrer aos insondáveis recursos divinos. Oh, que a igreja se prostre diante de Deus em oração, para levantar-se diante dos homens em testemunho!



Rev. Hernandes Dias Lopes

sexta-feira, 6 de setembro de 2024

Versículo do Dia

 

Versículo do Dia



Versículos do Dia

Tu me cercaste por detrás e por diante, e puseste sobre mim a tua mão.

Ana Nóbrega - Oh, quão lindo esse nome é


 

PÃO DIÁRIO - 07\09\2024 - IR PARA O CÉU

 


IR PARA O CÉU

Quando trabalhei com a terceira e quarta séries da Escola Bíblica de férias em nossa igreja, decidi dar a todas as 25  crianças um presente no ultimo dia. Mas disse-lhes que para ganhar o presente cada um teria que me dizer como uma pessoa vai para o céu.
Foi interessante ouvir o que estas crianças de nove e dez anos disseram. Muitos estavam certos de que a salvação é por meio da fé em Jesus Cristo, mas alguns não estavam ainda equipados para explicar o evangelho. " Você precisa ser bom e ir à escola dominical, " um disse. Outro perguntou tentando acertar, " Você precisa orar a Deus ? " E outro ainda: " Se você for bom com seus amigos e obedecer a seus pais. "
Conforme eu tentava gentilmente direcionar o pensamento de cada criança ao elemento central da salvação - fé em Jesus que morreu para pagar por nossos pecados e depois ressuscitou - pensei que elas representavam tantas outras em nosso mundo que ainda não compreendem o evangelho.
E você ? Suas ideias sobre a salvação são fundamentadas na verdade bíblica ? Pense na importância do que Jesus fez por você. "...Crê no Senhor Jesus... " ( Atos 16:31 ). Há muito mais em jogo do que ganhar um presente em troca de uma resposta certa. - JDB

Leia: Romanos 3:21-28.

Examine: ...Crê no Senhor Jesus e serás salvo... - Atos 16:31.

Considere: Acreditar que Cristo morreu é parte da história; crer que Ele morreu por mim - é salvação.

O BARULHO DOS ÍMPIOS E O SILÊNCIO DOS PIEDOSOS

 





“Vós que amais o Senhor, detestai o mal…” (Sl 97.10a).

Neste mundo assaz conturbado precisamos pedir a Deus discernimento e coragem. Discernimento para saber a hora certa de falar e a hora precisa de calar e coragem para não se calar na hora que o silêncio é sinal de covardia. Duas coisas nos perturbam: o barulho dos ímpios e o silêncio dos piedosos. Pior do que o barulho dos ímpios é o silêncio covarde dos piedosos. Aqueles que são chamados para amar o Senhor, devem na mesma proporção, detestar o mal. O mal não pode erguer sua fronte altiva sem ser confrontado. O mal não pode desfilar na passarela do tempo sem ser detestado. Calar-se diante do mal é ser não apenas covarde, mas também conivente. O apóstolo Paulo, nessa mesma toada, escreve: “Detestai o mal, apegando-vos ao bem” (Rm 12.9).

Mas o que é o mal? É tudo aquilo que afronta a santidade de Deus, conspira contra os princípios morais e espirituais estabelecidos por Deus e tem o propósito de corromper os relacionamentos instituídos por Deus e balizados pela palavra de Deus. O mal se infiltra nas estruturas políticas e econômicas. O mal destila seu veneno nas redes sociais e no cinema. O mal mostra sua carranca nas ruas, no guetos, nos palácios e nas choupanas. O combustível que alimenta o mal é o pecado. O pecado é o pior de todos os males, pois nos priva do maior bem. O pecado nos afasta de Deus, do próximo e de nós mesmos. O pecado é maligníssimo. Seu salário é a morte.
O mal está dentro de nós e fora de nós. Está em nosso coração e em nossas palavras. Está em nossas ações, reações e omissões. Está no governo e no povo. Está na imprensa e na literatura. Está na televisão e no teatro. Está nas relações internacionais e nos acordos econômicos. Está na academia e nas cortes. Está na igreja e na família. Está na cidade e no campo. O mal é o bafo do diabo, o refluxo do pecado, o produto da rebelião contra Deus.

O mal tem um arsenal muito diversificado. Sua indumentária é variada. Apresenta-se sob o manto da tolerância, mas abespinha-se com qualquer pessoa que ousa discordar de sua cosmovisão. Usa a máscara do respeito aos direitos do outro, mas apenas quando o outro se curva aos seus rasteiros interesses. É nessa sociedade que se diz plural, mas exige subserviência à ditadura do relativismo que somos chamados a amar o Senhor e a detestar o mal. É nesse mundo caído, rebelado contra Deus, que somos convocados a não nos conformarmos com este século, mas a sermos transformados pela renovação da nossa mente. É nesse ambiente hostil à fé cristã, que somos chamados a sair para fora dos portões da religiosidade, para nos encontrarmos com o Cristo vivo, na escola, na empresa, na família, na rua, levando o vitupério de Cristo. 

O mundo odiou Cristo e também vai nos odiar. Ser cristão é viver os valores no céu numa terra manchada pelo pecado. Ser cristão é andar na luz num mundo de trevas. Ser cristão é praticar o bem num ambiente governando pelo mal. Ser cristão é andar na verdade num mundo rendido à mentira. Ser cristão é viver em santidade num mundo que se refestela no pecado. O mal sempre vai se insurgir contra Deus e desferir golpes violentos contra seu povo. O povo de Deus, porém, não pode ser vencido pelo mal, mas deve vencer o mal com o bem. O povo Deus não pode acovardar-se diante da arrogância do mal, mas deve erguer sua voz em defesa do bem. O barulho dos ímpios não pode silenciar os piedosos!




Rev. Hernandes Dias Lopes

quinta-feira, 5 de setembro de 2024

Versículo do Dia

 

Versículo do Dia




Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos?

Sarah Beatriz - Todavia Me Alegrarei (Ao Vivo)


 

PÃO DIÁRIO - 06\09\2024 - JULGUE ADEQUADAMENTE

 

Julgue Adequadamente



Depois de uma revista divulgar uma história on-line listando a minha comunidade entre as dez primeiras cidades mortas da nação, os moradores ficaram ultrajados e registraram sua indignação, destacando as evidências contrárias. Um dos moradores foi até as últimas consequências para refutar o julgamento severo. Ele recrutou cidadãos locais para mostrar o centro da cidade em um vídeo que exibisse a vivacidade de nossa comunidade. O vídeo recebeu atenção internacional e a revista que havia publicado a notícia admitiu estar errada. Mas a organização que havia feito a " pesquisa " permaneceu firme na conclusão divulgada, ainda que fundamentada em critérios limitados.
A retratação da revista me surpreendeu porque a conclusão descuidada parecia indefensável. Mas então pensei em como é comum exercer julgamentos errôneos com base em pouquíssimas informações. Um dos exemplos bíblicos clássicos é o dos amigos de Jó. Eles concluíram erradamente, devido a uma série de tragédias ocorridas na vida de Jó, que ele havia pecado.
No fim das contas, Deus defendeu Jó e ofereceu uma conclusão surpreendente. Ele não repreendeu os amigos de Jó por julgarem-no, mas por falarem em falso sobre Ele, o próprio Deus ( Jó 42:7 ). Este é um lembrete, uma lição de humildade de que, quando exercemos julgamentos descuidados sobre outros, estamos pecando contra Deus. - JAL

Leia: Jó 42:1-8.

Examine: ...não dissestes de mim o que era reto... - Jó 42:7.

Considere: Se você é cristão, lembre-se de que as pessoas julgam seu Senhor conforme o que veem em você.

CULTIVE A HUMILDADE E NÃO SEJA UM GABOLA

 


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“Como nuvens e ventos que não trazem chuva, assim é o homem que se gaba de dádivas que não fez” (Pv 25.14).



A gabolice é uma atitude mesquinha e reprovável. O gabola é aquele indivíduo que tem necessidade de contar vantagem sobre si mesmo. Está sempre enaltecendo suas próprias virtudes. Sempre contando suas façanhas com o propósito de receber o aplauso dos homens. Sempre estadeando suas dádivas generosas. Sempre exagerando em suas palavras, colocando-se num lugar de honra que jamais mereceu. A gabolice, também, pode ser notada, quando o indivíduo disfarça o seu complexo de inferioridade usando a máscara do complexo de superioridade. Quem constantemente precisa se autoafirmar, contando histórias onde ele sempre é o herói ou tem necessidade de contar seus feitos, suas obras, seu desempenho e sua desenvoltura com o propósito de afagar seu próprio ego, demonstra ser uma pessoa imatura.

O texto em epígrafe revela que o homem que se gaba de dádivas que não fez é uma farsa, um embuste, uma nuvem falaz. Troveja e relampeja suas obras caridosas sem as ter praticado. Suas palavras parecem nuvens carregadas de chuvas benfazejas. Mas, todas esses relatórios de benemerências não passam de mentiras deslavadas. Sua verborragia benevolente são nuvens passageiras que vêm e vão sem deixar cair sequer uma gota de misericórdia sobre os necessitados. O gabola é um mentiroso. Suas palavras não merecem confiança. É pródigo de bondade apenas nos lábios, porém, suas mãos nunca se estendem para socorrer o aflito. Sua bondade é uma miragem. Seus feitos de misericórdia são uma ficção. Suas promessas são uma frustração. O gabola é como nuvem passageira e como vento uivante que não produz chuva por anda passa.

Jesus nos ensinou a sermos misericordiosos, mas com discrição, sem fazer propaganda de nossas obras. Dar esmola e depois tocar trombeta, jejuar e depois fazer propaganda de sua espiritualidade é uma atitude mesquinha. Orar de pé com o fim de ser visto pelos homens e depois estadear diante de Deus suas virtudes espirituais não passa de indisfarçável hipocrisia. Há um adágio popular que diz que “lata vazia é que faz barulho”. Quem é, não precisa fazer propaganda de si mesmo. O autoelogio é uma atitude imprópria para um cristão maduro. Bater palmas para si mesmo e colocar-se acima dos outros é uma evidência eloquente de consumada imaturidade.

A palavra de Deus é enfática em dizer que Deus dá graça aos humildes, mas resiste aos soberbos. A bem-aventurança não está na arrogância espiritual, mas na singeleza de coração. Jesus ensinou: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus”. Os humildes de espírito são aqueles que têm plena consciência de sua pobreza. Sabem que nada têm para reivindicar qualquer direito diante de Deus. Chegam à presença de Deus conscientes de sua total falência e carentes da graça. Esses são felizes e a esses pertence o reino dos céus. Porém, os arrogantes, cheios de si, que ostentam suas pretensas virtudes, são despedidos vazios e não são justificados diante de Deus.

Oh, que Deus nos livre da soberba! Oh, que nosso coração fuja da sedução enganadora da gabolice! Oh, que o nosso coração se humilhe sob a onipotente mão de Deus e que não sejam nossos próprios lábios que nos louvem! É tempo de sermos maduros na fé e chorarmos pelos nossos pecados em vez de alardearmos nossas virtudes!



Rev. Hernandes Dias Lopes

quarta-feira, 4 de setembro de 2024

Versículo do Dia

 

Versículo do Dia



Salva o teu povo, e abençoa a tua herança; e apascenta-os e exalta-os para sempre.

Yasmin Yanni | De Repente de Deus [Clipe Oficial]


 

PÃO DIÁRIO - 05\09\2024 - A REUNIÃO

 


 A REUNIÃO


Durante seu serviço como capelão da Associação Cristã de Moços( ACM ) no Egito ( 1915-17 ), Oswald Chambers comoveu as vidas de muitos soldados que morreram na Primeira Guerra Mundial. No dia 6 de novembro de 1916 Chambers escreveu  em seu diário: "Temos uma carta de um amigo da Nova Zelândia contando-nos que Ted Strack foi abatido. E assim, Ted Strack 'partiu para estar com Jesus'. É exatamente assim que ele teria dito [...] [ Ele ] era uma beleza rústica da natureza e da graça, um pequeno santo destemido e adorável. Graças a Deus por cada lembrança dele [...] Assim eles estão se reunindo um a um."
Quando lamentamos a morte daqueles que amamos, apegamo-nos à promessa de Jesus de vida além da sepultura. O livro de Apocalipse registra a visão de João de uma grande multidão de toda nação, tribo e idioma reunida em torno do trono celestial de Deus ( 7:9 ). A verdade que se contempla nesta passagem reflete a alegre e eterna reunião que acontecerá quando "...o Cordeiro que se encontra no meio do trono os aparecerá e os guiará para as fontes da água da vida..." ( v.17 ).
A morte de todo aquele que crê em Cristo prefigura e anuncia o dia em que nos uniremos a eles e ao Senhor. Em nossa atual tristeza, somos esperançosos por ver que "...eles estão se reunindo um a um". - DCM

Leia: Apocalipse 7:9-17.

Examine: ...pois o Cordeiro [...] os aparecerá e os guiará para as fontes de água da vida.
E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima. - Apocalipse 7:17.

Considere: As despedidas são a lei da terra; as reuniões são a lei do céu.

BEM-AVENTURADOS OS MISERICORDIOSOS

 







Misericórdia é inclinar o coração na miséria do outro. Mas, quem é esse outro? Pode ser um membro de nossa família. Pode ser um membro da igreja que frequentamos. Pode ser um cristão ou um não cristão com quem não nos relacionamos. Pode ser até mesmo um inimigo. Embora, nossa ação misericordiosa tenha círculos de prioridade, estende-se ao fim, a todos, sem distinção e sem exceção. Eis o ensino do apóstolo Paulo: “Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé” (Gl 6.10). Pensar que a misericórdia deve ser endereçada apenas à família de sangue ou aos domésticos da fé é uma limitação grotesca da vida cristã e um reducionismo sem fundamento da prática do amor ao próximo.

Jesus estendeu sua ação misericordiosa aos estrangeiros, aos endemoninhados, aos enfermos, aos leprosos, às mulheres, às crianças, aos publicanos e aos pecadores. Os apóstolos curaram um homem paralítico na porta do templo sem antes investigar se ele fazia parte da comunidade dos salvos. Na parábola do “Bom Samaritano” Jesus deixa claro que os religiosos, presos aos seus preceitos legalistas, passaram de largo e deram mais valor aos ritos sagrados do que a assistência a um homem ferido (Lc 10.31,32). O desprezado e nada ortodoxo samaritano foi quem socorreu o moribundo e o tirou da zona de perigo (Lc 10.33-35). No dia do juízo, Jesus disse que seremos julgados pela omissão de sonegar pão, água, vestes, abrigo e cuidado aos que, necessitados cruzaram o nosso caminho (Mt 25.31-46).

Jesus profere aqui uma bem-aventurança aos misericordiosos (Mt 5.7), aqueles que buscam razões para socorrer o aflito em vez de buscar subterfúgios para passar de largo. Os misericordiosos são aqueles que dedicam tempo aos necessitados, ajuda-os em suas necessidades e assiste-os em suas aflições. Os misericordiosos são aqueles que fazem o bem a todos, independentemente de sua crença, de sua raça e de sua condição social. O preceito do evangelho é dar pão a quem tem fome, ainda que este seja nosso inimigo. O apóstolo Paulo escreve: “… se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber…” (Rm 12.20). E acrescenta: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Rm 12.21). Jesus falou de oferecer um banquete a quem não pode nos retribuir. É expressar bondade àqueles que, esquecidos dos homens, podem revelar para nós o próprio rosto de Jesus. Quando fazemos o bem a um dos pequeninos famintos, sedentos, nus, doentes ou forasteiros, fazemos ao próprio Senhor Jesus (Mt 25.40).

A misericórdia abençoa não apenas aqueles que por ela são contemplados, mas, também, e principalmente, aqueles que a exercem. Jesus ensinou que “mais bem-aventurado é dar que receber” (At 20.35). A alegria de ajudar é maior do que a alegria de ser ajudado. A recompensa de dar é maior do que a alegria de receber. Quando exercemos misericórdia imitamos aquele que é o Misericordioso por excelência. Quando inclinamos nosso coração à miséria do nosso próximo, isso traz glória ao nome de Deus no céu e gratidão a Deus na terra (Mt 5.16).

Mas Jesus conclui, dizendo que os misericordiosos alcançam misericórdia. Eles colhem o que semeiam. Eles recebem o refluxo do seu próprio fluxo. Eles bebem da própria fonte que deles jorrou. Eles comem do mesmo fruto cuja semente foi plantada na seara do amor. Oh, quão felizes são os misericordiosos! Oh, quão benditas são as mãos que se estendem para o socorrer! Oh, quão suave, como aroma, sobe ao trono de Deus no céu, as ações da misericórdia na terra! Deus está mais interessado no exercício da misericórdia do que no legalismo religioso (Mt 12.7). Deus dá mais valor ao ser humano do que a rituais. Esse valor foi eloquentemente demonstrado, não com palavras de fogo escritas nas nuvens, mas esculpida na cruz do Calvário, quando Deus não poupou a seu próprio Filho, antes por todos nós o entregou (Rm 8.32)!



Rev. Hernandes Dias Lopes

terça-feira, 3 de setembro de 2024

Versículo do Dia

 

Versículo do Dia



E deitou-se, e dormiu debaixo do zimbro; e eis que então um anjo o tocou, e lhe disse: Levanta-te, come.

Levantou-se, pois, e comeu e bebeu; e com a força daquela comida caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus.

Renascer Praise – Estamos de Pé


 

PÃO DIÁRIO - 04\09\2024 - A CADEIRA DE RODAS DE DEUS

 


A CADEIRA DE RODAS DE DEUS

Jean Driscoll é uma notável atleta. Ela venceu a Maratona de Boston oito vezes, e também participou de quatro Jogos Paraolímpicos e ganhou cinco medalhas de ouro. Nascida com espinha bífida, Jean compete numa cadeira de rodas.
Um dos seus versículos bíblicos favoritos é Daniel 7:9: "...o Ancião de Dias se assentou [...] o seu trono eram chamas de fogo, e suas rodas eram fogo ardente ". Enxergando uma conexão entre a visão que Daniel teve de Deus e a sua própria situação, ela é capaz de dizer palavras de encorajamento aos outros. " Sempre que tenho a oportunidade de conversar com pessoas que usam cadeiras de rodas e se sentem mal por isso, eu lhes digo: ' Você não apenas foi criado à imagem de Deus, mas sua cadeira de rodas é feita à imagem do Seu trono ! ' "
A visão de Daniel, é claro, não retrata Deus como alguém impossibilitado de locomover-se. Na verdade, alguns veem a " cadeira de rodas " de Deus como o símbolo de um Deus justo movendo-se soberanamente nos assuntos humanos. Outras passagens falam da providência de Deus ajudando aqueles que creem ( Provérbios 3:25-26; Mateus 20:29-34; Efésios 1:11 ).
A fé que Jean Driscoll tem em Deus a ajudou a triunfar sobre os desafios pessoais. Também nós podemos estar seguros de que o Altíssimo e Santo está próximo e pronto a nos ajudar se apenas lhe pedirmos ( Salmo 46 ). - HDF

Leia: Salmo 46.

Examine:...o seu trono eram chamas de fogo, e suas rodas eram fogo ardente. - Daniel 7:9.

Considere: Com Deus ao seu redor sustendo-o em Seus braços é possível enfrentar o que vier a acontecer. - Ward

UMA PODEROSA MUDANÇA NA VIDA

 





O evangelista Lucas registra o importante episódio dos dois discípulos de Emaús, que caminham desassistidos de esperança, mergulhados nas sombras de expectativas frustradas, até que reconhecem o Cristo ressurreto, caminhando com eles, ensinando a eles, e tendo comunhão com Deus. Uma mudança profunda foi efetuada na vida deles. Que mudanças foram essas?

Em primeiro lugar, olhos abertos pela exposição das Escrituras (Lc 24.26,27,31). Jesus revelou-se pelas Escrituras. Ele já havia ensinado: “Examinai as Escrituras, porque são elas que testificam de mim” (Jo 5.39). Quando reconhecemos em nosso caminho que Jesus está vivo, não há mais espaço para a preocupação ( Lc24.17), tristeza (Lc 24.17), desesperança (Lc 24.21) e incredulidade (Lc 24.25). O Cristo que tinha de padecer devia também entrar na sua glória. Cristo não foi derrotado pelo poder da morte, mas triunfou através dos seus sofrimentos e venceu a morte.

Em segundo lugar, corações ardentes pela comunhão com o Cristo vivo (Lc 24.28,29,32). Quando temos comunhão com Jesus, nosso coração arde e o fogo de Deus nos inflama. Há entusiasmo em nosso coração. O vento do Espírito sopra sobre nós e remove as cinzas do comodismo e reacende as brasas do zelo em nosso coração. Quando o coração arde, acaba a frieza espiritual e o marasmo. Então, estar na Casa de Deus é alegria, orar é necessidade, louvar a Deus é prazer, andar com Jesus é o sentido da vida. Quando o nosso coração arde, nossa vida se torna um graveto seco. Então, o fogo do Espírito arde em nós, nos iluminando, nos purificando, nos aquecendo e alastrando através de nós.

Em terceiro lugar, pés velozes para ir anunciar a ressurreição (Lc 24.33). Quem tem olhos abertos e coração ardente tem pés velozes para falar de Jesus. Os mesmos que fugiram de Jerusalém, agora voltam para Jerusalém. Eles que disseram que já era tarde, não se importam com os perigos da noite. Eles que deixaram o convívio com os outros discípulos, voltam à companhia deles. Eles que conjugavam todos os verbos da esperança no passado, cheios de frustrações, agora têm pressa para testemunhar a gloriosa realidade da ressurreição. O futuro não é mais incerto, mas a garantia de uma eternidade vitoriosa.

Em quarto lugar, lábios abertos para proclamar que Cristo está vivo (Lc 24.34,35). Nem distância nem a noite os impede. Eles voltam para ter comunhão e para proclamar que Jesus está vivo. Eles voltam para dizer que a morte não tem a última palavra. A última palavra é que Jesus venceu a morte. A tristeza não pode mais nos dominar. Caminhamos para o glorioso amanhecer da eternidade e não para a noite fatídica da desesperança. É impossível ter um encontro com o Cristo vivo e ainda permanecer calado e acovardado. O poder da ressurreição abre os nossos lábios para pregação poderosa!

A ressurreição de Jesus abriu os olhos, aqueceu o coração, apressou os pés e abriu os lábios dos discípulos de Emaús. E em você, que tipo de impacto a ressurreição tem provocado? Como você tem caminhado pela vida? Tem você se encontrado com o Cristo ressurreto? O Senhor nos encontra nas angústias da nossa caminhada. O Senhor nos encontra na exposição da palavra de Deus. O Senhor nos encontra no partir do pão. Ele abre nossos olhos, nossa mente, nosso coração e nossos lábios.



Rev. Hernandes Dias Lopes

segunda-feira, 2 de setembro de 2024

Versículo do Dia

 

Versículo do Dia



Para que buscassem ao Senhor, se porventura, tateando, o pudessem achar; ainda que não está longe de cada um de nós;

Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração.

Não Temerei Jamais (Ao Vivo) - Nívea Soares, Marcela Tais


 

PÃO DIÁRIO - 03\09\2024 - UM SENTIMENTO DE PAVOR


UM SENTIMENTO DE PAVOR

No clássico poema de Temyson  The Charge of the Ligh Brigade ( A Carga  da Brigada  Ligeira ), os  valentes  sodados cavalgando  para a batalha são descritos pela  imponente  frase: " Para dentro do vale da morte cavalgaram os seiscentos " Essas palavras retratam um sentimento de mau presságio que antevia  a tragédia  diante deles.
Quando  eu era Pastor; às vezes  sentia uma sensação de pavor quando ia as reuniões da igreja. Estar ciente das áreas atuais ou potenciais de conflito pode facilmente causar sérias preocupações . Mas isso precisa ocorrer na igreja.
ao jovem pastor que lutava com as pressões do ministério. Paulo escreveu:  " ... repele as questões insensatas e absurdas " ( 2 Timóteo 2:23 ). Este conselho é útil aos pastores e aos frequentadores da igreja. Nossa conduta pessoal pode ajudar a reduzir a quantidade de atrito, em vez de aumenta-la por meio de ações ou palavras  insensatas. 
Para os outros, podemos ser o modelo da maneira bíblica de evitar , gerenciar e até resolver atritos. Os versículos  24-25  de 2 Timóteo, nos encorajam  a sermos gentis, pacientes e humildes uns com os outros.
Como diz Tiago: " ... é em paz que se semeia o fruto da justiça, para  os que promovem a paz  "  ( 3:18 ) .
 Ao termos como objetivo o desejo de ser um pacificador ; podemos reduzir o sentimento de pavor  que resulta dos conflitos.  -  WHC   

Leia: 2 Timóteo 2:19-26   

Examine: repele as questões insensatas e absurdas, pois sabes que só engendram contendas.  -  ( 2 Timóteo 2:23 )

Considere: Cristãos que guerreiam entre si  não podem estar em paz com seu Pai celestial.

CONSIDERE-SE MORTO!

 


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“Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus” (Rm 6.11).

Você deve andar com sua certidão de óbito no bolso. Eu explico! É que o apóstolo Paulo está respondendo à pergunta insinuadora dos libertinos: “Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante?” (Rm 6.1). Esses expoentes da licenciosidade, haviam entendido mal o ensino apostólico: “Onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5.20). O argumento do veterano apóstolo é demolidor às pretensões imorais dos libertinos: Não podemos viver para o pecado, se para o pecado já morremos (Rm 6.2). Na verdade, nós já fomos batizados com Cristo na sua morte (Rm 6.3). Fomos sepultados com Cristo na morte pelo batismo (Rm 6.4). Devemos saber que foi crucificado com Cristo o nosso velho homem (Rm 6.6). Refutando, portanto, os libertinos e ensinando a igreja sobre a nova vida em Cristo, Paulo faz uma transição da justificação para a santificação, destacando três verdades sublimes:

Em primeiro lugar, o que devemos saber (Rm 6.6). Devemos saber que já foi crucificado com Cristo o nosso velho homem. O velho homem não é o nosso homem interior, mas o nosso homem anterior. Nossa morte com Cristo é um fato legal e consumado e, por isso, deve ser matéria do nosso conhecimento. Fomos crucificados com ele. Morremos com ele. Sua morte foi a nossa morte, pois estávamos nele. Como Cristo ressuscitou para não mais morrer, nós ressuscitamos com ele para uma nova vida. Sendo assim, morremos para o pecado de uma vez para sempre, para vivermos para Deus também para sempre. O apóstolo Paulo diz que esse não é um assunto para sentirmos, mas para sabermos. Essa verdade deve dominar nossa mente mais do que agitar nosso coração.

Em segundo lugar, o que devemos considerar (Rm 6.11). Apóstolo Paulo dá mais um passo rumo ao ensino sobre nossa santificação e diz que precisamos considerar-nos mortos para o pecado. Nossa morte legal para o pecado deve ser agora considerada experimental e constantemente por nós. Sempre que o pecado quiser impor sobre nós o seu reinado, precisamos tirar a certidão de óbito do bolso e dizer que não vamos mais atender às suas ordens porque estamos mortos. Paulo é categórico em informar que “quem morreu está justificado do pecado” (Rm 6.7). O reinado do pecado sobre o nosso corpo mortal acabou. Não precisamos mais obedecer às suas paixões. Esse rei perverso que nos mantinha no cativeiro foi destituído. Fomos libertados. Somos livres. Quando a tentação bater à porta do nosso coração com seus encantos e apelos, devemos considerar isso: estamos mortos!

Em terceiro lugar, o que devemos oferecer (Rm 6. 13). Ao sabermos que fomos crucificados com Cristo e considerarmos que estamos mortos em Cristo e vivos para Deus, não temos mais obrigação de oferecer os membros do nosso corpo ao pecado, como instrumentos de iniquidade. A contrário, devemos oferecer-nos a Deus, como ressurretos dentre os mortos e os membros do nosso corpo como instrumentos de justiça. Nossos olhos não devem mais contemplar o que é mal. Nossos ouvidos não devem mais se dispor a ouvir o que não edifica. Nosso paladar não deve mais degustar o que nos é prejudicial. Nossas mãos não devem praticar o mal nem os nossos pés andar por caminhos tortuosos. O pecado não tem mais domínio sobre nós, uma vez que não estamos mais debaixo da lei, e sim da graça. O reinado da graça nos faz verdadeiramente livres; livres não para pecar, mas livres para vivermos em santidade.



Rev. Hernandes Dias Lopes

domingo, 1 de setembro de 2024

Versículo do Dia

 

Versículo do Dia



Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados.

Yasmin Yanni | De Repente de Deus [Clipe Oficial]


 

PÃO DIÁRIO - 02\09\2024 - IR OU FICAR?

 

 IR OU FICAR?

Os Israelitas estavam cercados. Logo após deixarem para trás a escravidão e o Egito, eles olharam para cima e tiveram uma visão angustiante. Uma nuvem de poeira se movia em sua direção e nesta poeira havia um enorme exército. A " doença " de Faraó - endurecimento do coração - voltara ( Êxodo 14:8 ). Como resultado, ele enviou seus carros atrás de Moisés e seu povo.
Quando o exército alcançou os israelitas, tudo parecia perdido. Eles estavam sem escapatória entre uma parede de soldados e um mar. Em pânico, clamavam a Moisés e a Deus.
Os dois responderam instruções. Moisés disse:  " ... aquietái-vos e vede o livramento do SENHOR ... "  ( Êxodo 14:13 ). E  Deus lhe disse:  " ... Marchem  " ( Êxodo 14:15).
Embora possam parecer conselhos contraditórios, os dois comandos provinham de Deus e eram corretos. Primeiro o povo tinha que " aquietar " ou " firmar-se " tempo suficiente para  receber instruções de Deus. E se eles tivessem  se precipitados  no Mar Vermelho sem consultar o Senhor?  Mas permaneceram parados, ouviram as instruções de Deus, que incluiam o que o povo teria e o que fazer - caminhar - e que Moisés teria de fazer - estender sua mão sobre o mar em obediência, e Deus abriria as águas.
As circunstâncias o cercam?  Permaneça parado. Dedique o seu tempo para consultar Deus e Sua palavra. Em seguida , de acordo com as Suas instruções , siga  adiante  e permita  que Deus o oriente - JDB

Leia: Êxodo 14:5-22

Examine: Moisés porém , respondeu ao povo: Não temas; aquietais-vos e vede o livramento do SENHOR que hoje os fará...  - Êxodo 14:13

Considere: Se você está procurando por orientação , siga Cristo como seu guia.

NÃO SOMOS MAIS ESCRAVOS, O REINADO DO PECADO ACABOU!

 

NÃO SOMOS MAIS ESCRAVOS, O REINADO DO PECADO ACABOU





“Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões” (Rm 6.12).



​Todo aquele que pratica o pecado é escravo do pecado. O pecado é um rei que governa a vida de todo aquele que ainda não nasceu de novo. O homem não regenerado é um servo desse tirano. O pecado é um rei cruel, que coloca seus súditos debaixo de suas botas sujas. O homem nasce escravo desse carrasco impiedoso. Vive debaixo de sua ditadura implacável. Nenhum escravo pode libertar a si mesmo dessa escravidão.

Deus, porém, por meio de Cristo, nos libertou do poder do pecado (Rm 6.1-5). Onde o pecado abundou, superabundou a graça. Por ser a graça maior do que o nosso pecado, entretanto, ela não é um incentivo ao pecado. Ao contrário, não podemos viver no pecado, nós os que para ele já morremos. Estamos unidos com Cristo em sua morte, sepultamento e ressurreição. Morremos com ele, fomos sepultados com ele e ressuscitamos com ele. Estamos nele. Essa união com Cristo, destronou o pecado em nossa vida. Esse rei tirano perdeu seu poder sobre nós. Agora, somos livres do pecado e não mais escravos dele. O apóstolo Paulo, usa três argumentos para nos levar à essa gloriosa conclusão:

​Em primeiro lugar, nós devemos saber (Rm 6.6-10). O que nós devemos saber? Devemos saber que já foi crucificado com Cristo o nosso velho homem. Fomos sepultados com ele e ressuscitamos com ele para uma nova vida. Portanto, não precisamos mais servir o pecado como escravos. O pecado não é mais nosso patrão. Sua coroa foi tirada. Ele não é mais nosso rei. Não precisamos mais nos ajoelhar a seus pés para obedecer suas ordens. Fomos libertos dessa escravidão. O pecado foi destronado de nossa vida. Outrora, sob a lei, o pecado nos dominava, mas agora, sob a graça, somos livres!

Em segundo lugar, nós devemos considerar (Rm 6.11). Aquele que morreu com Cristo deve se considerar morto para o pecado. Deve andar com a certidão de óbito no bolso. Um morto não obedece o pecado, o seu antigo rei. Foi liberto do jugo. Assim, devemos nos considerar mortos para esse rei tirano. Seu governo cruel sobre nós acabou. Seu domínio opressor chegou ao fim. Não estamos mais com uma coleira no pescoço. O pecado não manda mais em nós. Agora, devemos nos considerar vivos para Deus. Temos um novo rei. Somos servos da justiça. Fomos libertos da casa do valente, do império das trevas, da tirania do diabo, do reinado do pecado. Estamos sob as ordens de um novo Senhor, aquele que morreu por nós e ressuscitou para nos libertar da escravidão do pecado.

​Em terceiro lugar, nós devemos oferecer (Rm 6.12-14). Quando sabemos que fomos crucificados, sepultados e ressuscitados com Cristo. Quando nos consideramos mortos para o pecado, então, podemos dizer ao pecado: Agora você não reina mais sobre nós. Agora não obedecemos mais às paixões carnais. Agora não oferecemos mais os membros do nosso corpo ao pecado, como instrumentos de iniquidade. Pelo contrário, agora oferecemos a nós mesmos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os nossos membros a Deus como instrumentos de justiça. Não estamos mais debaixo da lei, mas vivemos no reinado da graça. O poder da nova vida não vem mais do nosso inútil esforço, mas sim, de Cristo. Morremos com ele, ressuscitamos com ele. Vivemos nele. Dele nos vem o poder para uma nova vida. Ele é o nosso libertador. Foi ele quem quebrou o poder do pecado em nossa vida. Foi ele quem arrancou a coroa do pecado e destronou-o da nossa vida. Ele é o nosso Rei e o seu reino é o reino da graça. Agora, somos livres, verdadeiramente livres. Nele temos vida, e vida em abundância. Outrora, vivíamos debaixo de amarga escravidão, rendidos ao pecado. Agora, livremente oferecemo-nos a Deus. Outrora, caminhávamos com uma coleira no pescoço, para uma condenação eterna. Agora, cheios de contentamento e gozo, marchamos para o céu!



Rev. Hernandes Dias Lopes

Versiculo do dia

     Versiculo do dia Quando, pois, vos conduzirem e vos entregarem, não estejais ansiosos de antemão pelo que haveis de dizer, nem premedit...