Versículo do dia
Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.
Romanos 8:37
Versículo do dia
Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.
Romanos 8:37
“Tragada foi a morte pela vitória. Onde está ó morte, a tua vitória?…” (1Co 15.54,55).
A morte é descrita, na Bíblia, como o rei dos terrores e o último inimigo a ser vencido. Ela traz dor e sofrimento a todos. Suas mãos álgidas apanham a todos. Por causa do pecado, ela entrou no mundo e passou a todos os homens, porque todos pecaram. A morte é o sinal de igualdade na equação da vida. Ela bate à porta de grandes e pequenos, ricos e pobres, intelectuais e indoutos, velhos e crianças. Ninguém escapa à sua caçada implacável. Os mais ricos palácios não conseguem esconder o homem de sua visita perturbadora.
A grande notícia que ecoou do túmulo de Cristo é que a morte foi tragada pela vitória. Jesus entrou nas entranhas da morte, arrancou seu aguilhão, matou-a e triunfou sobre ela. Se a morte é o rei dos terrores, Jesus é o Rei dos reis. Se pelo primeiro Adão a morte arvorou sua bandeira para todos os homens, pelo segundo Adão, Jesus Cristo, nosso Senhor, a imortalidade desfralda seu estandarte. Jesus é a ressurreição e a vida. Aquele que nele crê nunca morrerá eternamente, mas passou da morte para a vida. A morte não tem mais a última palavra. A morte não assusta mais aqueles que estão em Cristo. Por isso, para aquele que está em Cristo, morrer é deixar o corpo e habitar com o Senhor (2Co 5.8). Morrer é lucro (Fp 1.21). Morrer é partir para estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor (Fp 1.23). A Palavra de Deus chega a dizer que preciosa é aos olhos do Senhor a morte dos seus santos (Sl 116.15). A Palavra de Deus chama de bem-aventurados aqueles que desde agora morrem no Senhor, para que descansem de suas fadigas (Ap 14.13). No dia final, quando Jesus vier em glória, os mortos em Cristo sairão do túmulo e ressuscitarão primeiro e, só então, os vivos serão transformados. Oh, quão glorioso será esse dia!
Como será o corpo da ressurreição?
Em primeiro lugar, será um corpo incorruptível (1Co 15.42a). O corpo da ressurreição não ficará cansado nem doente. Não sofrerá o esbarro dos anos nem envelhecerá. Será um corpo perfeito e sem qualquer defeito físico.
Em segundo lugar, será um corpo glorioso (1Co 15.42b). O corpo da ressurreição vai brilhar como o fulgor do firmamento e como as estrelas, sempre e eternamente (Dn 12.3). Será um corpo semelhante ao corpo da glória do Senhor Jesus (Fp 3.21).
Em terceiro lugar, será um corpo poderoso (1Co 15.43). O corpo da humilhação, timbrado por muitas fraquezas, será, na ressurreição, ornado de força e poder. Assim como Jesus entrava numa casa com a porta frechada sem precisar abrir a porta; assim como ele saia da Judeia e aparecia na Galileia; assim como Jesus foi assunto ao céu, entre nuvens, em seu corpo de glória, assim será, também, o nosso corpo glorificado.
Em quarto lugar, será um corpo espiritual (1Co 15.44). No corpo da humilhação temos um permanente conflito. Somos uma espécie de guerra civil ambulante. A carne milita contra o Espírito e o Espírito contra a carne. Porém, em nosso corpo ressurreto, não haverá mais essa tensão. Teremos um corpo completamente governado pelo Espírito, em plena santidade. Oh, como será belo o corpo da ressurreição!
Diante dessa quadrupla realidade, podemos dar um brado de vitória, como o veterano apóstolo Paulo e dizer: “Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Co 5.14-57).
Rev. Hernandes Dias Lopes
O grande estadista americano, Abraão Lincoln, disse com razão, que as mãos que embalam o berço, governam o mundo. As mães são mestras do bem, conselheiras sábias, educadoras primorosas, intercessoras fervorosas, heroínas anônimas. Aqui, ali e acolá encontramos algumas mães que se tornaram notórias como Joquebede, Ana e Maria (registro bíblico), bem como Mônica e Suzana (registro da história). Porém, a vasta maioria delas, mesmo nas fronteiras do anonimato, forma o time de primeira divisão, como as grandes pedagogas, que ensinam os filhos as primeiras lições da vida e dão de beber a eles o leite da piedade.
Mãe não é apenas aquela que gera, mas também, aquela que educa para a vida, transmitindo aos filhos do coração, as verdades eternas. Essas, mesmo não concebendo em seu ventre, concebem em seu coração; mesmo não dando aos filhos adotivos o leite materno, oferecem-lhes o pão nutritivo da verdade. Essas, não são pregoeiras de banalidades, mas são mestras da mensagem que conduz à vida eterna.
É claro que não estamos promovendo as mães a um posto supra-humano, sem os efeitos deletérios do pecado. Há mães que, incompreensivelmente, rejeitam seus filhos no ventre, desprezam seus filhos na vida e esquecem-se deles em suas necessidades. Se há mães sábias, há também mães tolas. Se há mães cujos joelhos se dobram para interceder pelos filhos, há aquelas que confiam em si mesmas para orientá-los. Não é sobre essas mães que me proponho a falar. Antes, quero destacar aquelas mulheres que, apesar de suas fraquezas, foram verdadeiras heroínas a lutar pelos filhos, para vê-los triunfando na vida.
Há uma máxima assaz verdadeira que diz: “Mães de joelhos, filhos de pé”. Uma mãe nunca é tão eloquente, como quando se coloca de joelhos, na brecha, em favor dos filhos. As mães mais efetivas são aquelas que falam de seus filhos para Deus, antes de falar de Deus para seus filhos. Essas são mães intercessoras. Por serem mulheres de oração, ensinam mais pelo exemplo do que pelo preceito. Mulheres piedosas, que conhecem a intimidade de Deus e mantêm aceso o fogo do altar logram mais vitória na educação dos filhos do que aquelas que se municiam dos ensinos mais eruditos dos mais excelentes educadores. Um filho, que tem uma mãe que ora por ele, nunca é um filho pobre. As orações de uma mãe são tesouros preciosos que enriquecem a vida dos filhos.
Nossa oração é que, neste dia das mães, a biografia de mulheres santas como Sara inspire as mães contemporâneas. Que as lágrimas de Ana, esposa de Elcana, amoleçam o coração das mães que anseiam oferecer seus filhos a Deus. Que a sabedoria e a prudência de Abigail livrem muitos lares de tragédia. Que o sacrifício de Rispa, motive as mães atuais, a lutar pelos filhos para que não sejam ceifados pela morte. Que a devoção de Maria, mãe de Jesus, ensine as mulheres a se colocarem nas mãos de Deus, para fazer sua vontade. Que a perseverança da mulher siro-fenícia encoraje as mães a nunca desistirem de ver seus filhos libertos por Jesus.
Hoje, mercê da graça divina, temos muitas mães cultas, preparadas, influentes na sociedade, ocupando um merecido espaço no cenário acadêmico e profissional, galgando os lugares mais altos da vida pública, empresarial e educacional. Mas, ainda e, sobretudo, precisamos de mães que tenham tempo para seus filhos, gastem tempo ensinando seus filhos e coloquem no topo de sua agenda um compromisso de orar pelos seus filhos. Mesmo que, muitas dessas mães passem a vida longe dos holofotes, sem o reconhecimento popular e sem o aplauso da sociedade, elas certamente serão conhecidas e amadas no céu. Mesmo que elas não tenham seus nomes escritos no frontispício das egrégias academias, elas esculpirão em seus filhos as grandes marcas da vida. Mesmo que elas não sejam aplaudidas como protagonistas das grandes causas políticas e sociais, elas certamente serão heroínas anônimas, que conquistarão as vitórias mais consagradoras, pois darão ao mundo filhos e filhas, que construirão os pilares de uma sociedade ordeira e edificarão as bases de famílias fortes e igrejas vivas.
Rev. Hernandes Dias Lopes
O milagre da multiplicação dos pães e dos peixes é o único realizado por Jesus que está registrado nos quatro evangelhos. Daí sua indisputável importância. Esse episódio enseja-nos algumas preciosas lições. Vejamos:
Em primeiro lugar, Jesus demonstra seu cuidado à multidão no dia de seu luto. Se não bastasse a correria do ministério, sem tempo se quer para comer, Jesus acabara de receber a notícia de que João Batista, seu primo e precursor, acabara de ser degolado na prisão, por ordem de Herodes. Nessa hora de dor, ele ainda encontra tempo para atender a uma multidão aflita, ensinando-a, curando seus enfermos e multiplicando pães e peixes para mitigar sua fome. Os dramas da vida não são impedimentos para a prática do amor nem estorvos para servir ao próximo.
Em segundo lugar, Jesus nunca é pego de surpresa, quando nossos problemas parecem insolúveis. Quando Jesus viu a multidão faminta, naquele deserto, já sabia o que estava para fazer. Nossos problemas não o tomam de surpresa. Nossas necessidades não esgotam seus recursos. Nossos impossíveis não colocam limites em seu poder. Antes de enfrentarmos nossos dramas, ele já os conhece e já sabe o que vai fazer para resolvê-los.
Em terceiro lugar, Jesus mesmo sendo onipotente realiza seus prodígios a partir do que temos e não daquilo que não temos. Como Felipe era de Betsaida e eles estavam na região de Betsaida, Jesus perguntou a ele, onde comprariam pão para tanta gente. Felipe jogou a solução do problema para frente, dizendo a Jesus que precisariam trabalhar duzentos dias para conseguirem dinheiro suficiente para alimentar tanta gente. André, por sua vez, apresentou a Jesus um menino que tinha consigo cinco pães de cevada e dois peixinhos, mas diante da escassez desse orçamento para uma demanda tão grande, logo expressou sua opinião: “Mas, o que é isso para tanta gente”. Jesus que criou o universo sem matéria preexistente, multiplicou o que tinham em mãos. O pouco que temos nas mãos de Jesus pode alimentar multidões. O que nos é impossível, torna-se realidade nas mãos de Jesus.
Em quarto lugar, Jesus faz o milagre da multiplicação, mas a distribuição deve ser realizada pelos seus discípulos. O pão que alimenta o povo vem de Jesus, mas a entrega desse pão ao povo, passa pelas mãos de seus discípulos. Só Jesus tem pão com fartura, mas quem deve distribuir esse pão aos famintos somos nós. Cabe-nos alimentar as multidões com o pão que recebemos das mãos de Jesus. Ele é o Pão da Vida. Só ele pode saciar para sempre a fome espiritual das multidões. Nosso papel não é multiplicar as pães, mas distribui-los.
Em quinto lugar, Jesus multiplica o pouco que temos, mas não permite desperdício do que sobeja. Não é porque temos pão com fartura que temos o direito de desperdiçar o que sobeja. Jesus ordenou que fossem recolhidas as sobras. Vale destacar que os discípulos, como aquela multidão, também estavam famintos. Estavam o dia todo em lugar deserto. Então, ao recolherem o que sobejara descobriram que sobraram doze cestos de pães, ou seja, um cesto para cada discípulo. Como o alimento era o salário dos trabalhadores (Mt 10.10), Jesus está mostrando que nunca faltará a provisão para aqueles que se dedicam ao seu trabalho.
Em sexto lugar, Jesus não apenas supriu as necessidades imediatas da multidão, mas também se compadeceu dela como ovelhas sem pastor. Para Jesus a motivação precede a ação. Não basta fazer, é preciso fazer com a motivação certa. Porque Jesus se compadeceu da multidão, mesmo estando de luto e exausto, ensinou, curou e alimentou a multidão. Porque se compadeceu de nós, desceu do céu, foi moído como trigo na cruz, para ser o pão nutritivo que alimenta nossa alma, para sempre!
Rev. Hernandes Dias Lopes
Versículo do dia
Os passos de um homem bom são confirmados pelo Senhor, e deleita-se no seu caminho.
Ainda que caia, não ficará prostrado, pois o Senhor o sustém com a sua mão.
Salmos 37:23,24
“Como é preciosa, ó Deus, a tua benignidade! Por isso, os filhos dos homens se acolhem à sombra das tuas asas” (Sl 36.7).
O Salmo 36 foi escrito por Davi. O poeta-mor de Israel faz um contraste entre os ímpios e os que conhecem a Deus. Aqueles não têm temor de Deus, estes se aninham debaixo das sombras de suas asas; aqueles abrigam a transgressão no coração, estes fartam-se da abundância da casa de Deus; aqueles se vangloriam de sua iniquidade, porque tolamente imaginam que seus pecados jamais serão descobertos e odiados, estes bebem das torrentes das delícias de Deus; aqueles têm nos lábios malícia e dolo, estes exaltam as virtudes de Deus; aqueles maquinam o mal em seu leito e se detém no caminho da maldade, não se despegando dele, estes vivem na luz, tendo comunhão com aquele que é o manancial da vida; aqueles, os obreiros da iniquidade, são derrubados para nunca poderem se levantar, estes, os que conhecem a Deus e são retos de coração, desfrutam da contínua benignidade e justiça de Deus.
Depois que Davi faz este contraste nos versículos 1 a 4, agora, passa a uma descrição eloquente dos atributos de Deus. Ele está encantado com a benignidade de Deus (v. 5), com a fidelidade de Deus (v. 5), com a justiça de Deus (v. 6) e com os juízos de Deus (v. 6). Destacaremos esses quatro pontos importantes:
Em primeiro lugar, a benignidade de Deus chega até aos céus (v. 5). Deus é benigno. Ele sempre trabalha para o nosso bem. Ele não nos trata conforme os nossos pecados, mas consoante à sua muita benignidade. Assim como ele mesmo é elevado, também é elevada a sua benignidade. Sua benignidade é, também, preciosa (v. 7). Por essa razão, os filhos dos homens podem correr para debaixo de suas asas na hora da tempestade. Por isso, os pecadores podem encontrar perdão e descanso à sombra de suas asas. Porque Deus é benigno, aqueles que têm comunhão com ele, e habitam em sua casa, fartam-se da abundância dessa casa. Ali, Deus lhes dá a beber das torrentes de suas delícias (v. 8). Em Deus está o manancial da vida e só na presença dele, que é a verdadeira luz, podemos ver a luz (v. 9).
Em segundo lugar, a fidelidade de Deus chega até às nuvens (v. 5b). Deus é fiel a si mesmo, às suas promessas e ao seu povo. Sua palavra não pode falhar. Nenhuma de suas promessas jamais caiu por terra. O que ele promete, ele cumpre. O que ele faz, ninguém pode desfazer. Nossa salvação está firmada na fidelidade de Deus. Nossa segurança está ancorada em quem Deus é, no que ele fez e no que ele promete em sua palavra. Sua fidelidade chega até às nuvens. Deus é absolutamente confiável. Sua reputação jamais foi abalada. Seu caráter jamais sofreu variação. Ele é o mesmo, para sempre o mesmo benigno e fiel.
Em terceiro lugar, a justiça de Deus é como as montanhas (v. 6). As montanhas são um símbolo daquilo que é estável e não pode ser abalado pelo braço da carne. Deus é justo, inabalavelmente justo. Sua justiça é imperturbavelmente sólida. Ninguém pode arrancá-la ou transportá-la. Deus é justo em seu ser, em seus decretos e em suas obras. Podemos encontrar abrigo debaixo de suas asas, porque a tempestade que deveria cair sobre nós, caiu sobre seu Filho, e Deus satisfez toda a sua justiça em seu Filho, para nos fazer beber de suas delícias para sempre.
Em quarto lugar, os juízos de Deus são como um abismo profundo (v. 6b). Os abismos profundos são um emblema daquilo que o homem não pode descortinar nem entender. Por mais peregrina que seja a inteligência humana e por mais robusto que seja o seu conhecimento, nenhum homem jamais conseguiu penetrar nas profundezas dos juízos divinos. Deus é infinitamente maior do que o homem pode compreender. Seus juízos são inescrutáveis. Seus pensamentos são assaz profundos. Deus é incognoscível até revelar-se a nós. Mas, conhecer a Deus é viver sob a sombra de suas asas, é fartar-se da abundância de sua casa, é beber das torrentes de suas delícias e abastecer-se do manancial da vida.
Rev. Hernandes Dias Lopes
“Dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo” (Ef 5.20)
A vida é uma combinação de alegrias e tristezas, sorrisos e choro, saúde e enfermidade, avanços e recuos. As circunstâncias não podem ditar nossas emoções. As pessoas não devem roubar nossa alegria. As coisas não são o eixo da nossa felicidade. No texto em tela, o apóstolo ensina algumas verdades sublimes:
Em primeiro lugar, dar graças é uma ordenança divina e não uma opção humana. Aqueles que são cheios do Espírito (Ef 5.18) têm no coração gratidão e nos lábios ações de graça. Se a ingratidão é um gesto inadequado para um cristão, as ações de graças são a sua marca. Devemos ser gratos a Deus pelo dom da vida, pelo privilégio de termos uma família, pela bênção de termos amigos, pela honra de fazermos parte da família de Deus. É impossível olhar ao nosso redor e não ver motivos sobejos e eloquentes para alcançarmos aos céus nosso tributo de louvor e nossas efusivas ações de graças.
Em segundo lugar, dar graças é uma atitude que inclui tanto a face sorridente de Deus como suas providências carrancudas. Devemos dar graças por tudo e não apenas pelas coisas boas. É claro que não devemos dar graças a Deus pelo mal moral. Uma esposa não deve agradecer o fato do marido chegar em casa bêbado nem o marido deve agradecer o fato de sua mulher lhe ter traído. Os pais não devem agradecer pelo fato de um filho ter caído no cipoal das drogas nem uma família dar graças por uma riqueza adquirida de forma ilícita. Porém, devemos dar graças pelos dias de sol e também pelos dias de tempestade. Devemos dar graças pela abundância bem como pela escassez. Devemos dar graças pela saúde e também quando a enfermidade chega. Devemos dar graças pelos montes cujos picos beijam as nuvens e também pelos vales mais profundos cobertos de escuridão.
Em terceiro lugar, dar graças é uma atitude constante e não apenas em ocasiões esporádicas. A Escritura nos ensina a dar graças sempre. Isso significa que essa atitude não deva ser esporádica. Devemos cultivar esse santo hábito de agradecer. Mesmo quando nós não entendemos todos os detalhes daquilo que nos atinge, devemos dar graças, pois Deus está no controle e todas as coisas cooperam para o nosso bem. Mesmo que sejamos golpeados pela dor como foi o patriarca Jó, podemos dizer que Deus tudo pode e nenhum dos seus planos pode ser frustrado.
Em quarto lugar, dar graças deve ser um tributo de louvor endereçado ao único Deus vivo, fonte de todo o bem. O apóstolo Paulo é enfático em dizer que devemos dar graças a Deus. Ele é a origem de todas as bênçãos. Dele procede toda boa dádiva. De suas mãos dadivosas emanam todos os tesouros de sua bondade. É do céu que jorra para nós os motivos que nos levam às ações de graças. Não agradecemos a nós mesmos nem aos deuses fabricados pela engenhosidade do enganoso coração humano, mas agradecemos a Deus, nosso criador, provedor, protetor e redentor.
Em quinto lugar, dar graças a Deus deve ser em nome Jesus, o único mediador das bênçãos que nos alcançam. É em nome de Jesus que devemos levantar nossa voz para agradecer. É em nome de Jesus que devemos expressar a Deus nosso preito de louvor. É em nome de Jesus que ousamos entrar na sala do trono, tendo livre acesso à graça, para adorarmos a Deus por quem ele é e darmos graças pelo que ele tem feito em nós, por nós e através de nós.
Hoje, conclamo você a abandonar a murmuração e voltar-se para Deus com o coração repleto de gratidão e com os lábios cheios de louvor!
Rev. Hernandes Dias Lopes
O título deste artigo é, literalmente, o clamor de Davi, registrado no Salmo 51.10. Em virtude de seu deslize moral e do sofrimento atroz que sentiu em virtude de ter escondido esse pecado, ao destampar as câmaras de horror de seu coração, reconheceu que não poderia, por si mesmo, possuir um coração puro. Então, roga a Deus para realizar esse prodígio nele e por ele. O texto enseja-nos cinco lições.
Em primeiro lugar, o nosso coração é inclinado para a impureza. Nossa conversão não erradicou nossa natureza adâmica. Ainda temos um coração inclinado para o mal. Ainda temos dentro de nós uma fábrica de ídolos. Nosso coração é um laboratório de impureza. O mal que não queremos fazer, fazemo-lo, porque nosso coração desesperadamente corrupto nos arrasta para esses desejos e práticas. Nossa carne ainda milita contra o Espírito. Somos uma guerra civil ambulante. Somos um ser um conflito. Somos arrastados em direções opostas. As paixões carnais ainda fazem guerra contra nossa alma.
Em segundo lugar, o nosso coração é mestre de enganos. Nosso coração é assaz enganador. Ludibria-nos com seus ardis. Cobre-se com mantos de piedade, enquanto navega nas águas turvas da impureza. Veste-se de justiça, enquanto alimenta-se de vaidade. Faz propaganda de santidade, enquanto encobre a transgressão. Oh, nosso coração não é confiável! Não pode ser plenamente conhecido nem mesmo sondado. É desesperadamente corrupto a ponto de nenhum homem, por mais robusto que seja seu conhecimento, poder discernir seus intentos.
Em terceiro lugar, o nosso coração não consegue purificar a si mesmo. Não somos apenas impuros, mas também impotentes. Não conseguimos limpar a nós mesmos. Não temos dimensão total de nossa impureza nem conseguimos tirar todas as manchas que enfeiam nosso caráter. Nas palavras do profeta Jeremias, somos como um leopardo que não consegue apagar suas manchas ou como um etíope que não poder mudar a cor de sua pele. Não podemos salvar a nós mesmos nem santificar-nos. Nossa incapacidade é total. Nossos desejos não são suficientemente fortes para erguermos da impureza escorados no bordão da vontade própria.
Em quarto lugar, o nosso coração não pode ser apenas reformado. A pureza não é alcançada apenas com uma reforma do nosso velho coração. Não teremos um coração puro apenas fazendo alguns arranjos morais em nossa vida. Passar verniz em madeira podre não é uma atitude sensata. Nossa velha estrutura está completamente contaminada e precisa vir abaixo. É preciso jogar tudo por terra. A demolição e não uma reforma é o começo de uma nova vida. Primeiro é preciso morrer para o pecado para depois vivermos para Deus. A nova vida em Cristo é nada menos que uma ressurreição. É preciso nascer de novo. É necessário ser nova criatura.
Em quinto lugar, o nosso coração precisa de uma mudança sobrenatural. Davi orou a Deus pedindo um novo coração. Ele pediu: “Cria em mim, ó Deus, um coração novo”. Só Deus pode fazer esse milagre. Não é obra humana. Não se alcança esse novo coração através de ritos religiosos. Essa é uma obra soberana e exclusiva de Deus. O que não podemos fazer, entretanto, ele faz. Cabe-nos reconhecer nossa impotência e clamarmos por sua intervenção sobrenatural. Somente ele pode tirar de nós o coração de pedra, e dar-nos um coração de carne. Somente ele pode tirar de nós um coração cheio de justiça própria e dar-nos um coração humilde e quebrantado. Somente ele pode tirar de nós um coração inclinado para a impureza e dar-nos um coração que se deleita nas coisas lá do alto, onde Cristo vive. Que este grito ainda seja ouvido hoje: “Cria em mim, ó Deus, um coração novo”.
Rev. Hernandes Dias Lopes
Ao longo da história, em vários lugares, em diversas ocasiões, o povo de Deus substituiu a obediência pelos rituais religiosos. Foram zelosos na observância de preceitos externos e descuidados com a obediência, para a qual esses rituais apontavam. Praticaram a religiosidade para agradar a eles mesmos e não para o Senhor. O profeta Zacarias, trata desse solene assunto no capítulo sete de seu livro.
De Betel foram enviados mensageiros a Jerusalém para perguntarem aos sacerdotes e profetas que estavam na Casa de Deus, se deveriam continuar a chorar com jejuns, no quinto mês, como era seu costume há tantos anos. É nesse contexto que Deus ordena Zacarias a falar a todo o povo e aos sacerdotes, que nos setenta anos de cativeiro babilônico, o jejum que praticaram não foi para Deus. De igual modo, eles comeram e beberam para eles mesmos. Deus estivera ausente de suas atividades comuns bem como de suas práticas religiosas.
O profeta Zacarias, então, aproveita o ensejo para relembrar o povo que voltara do cativeiro, as mensagens que foram anunciadas pelos mensageiros de Deus a seus pais, quando a cidade de Jerusalém ainda vivia em paz e as cidades ao redor eram habitadas. Naquele tempo, o que Deus requeria do povo? Apenas um ritual religioso? Apenas um jejum de abstinência de alimentos e pranto? Não! A mensagem de Deus era clara: “Executai juízo verdadeiro, mostrai bondade e misericórdia, cada um a seu irmão; não oprimais a viúva, nem o órfão, nem o estrangeiro, nem o pobre, nem intente cada um, em seu coração, o mal contra o seu próximo” (Zc 7.9,10). Zacarias faz questão de registrar que seus pais não quiseram atender à voz de Deus. Ao contrário, rebeldes deram as costas para Deus e não acolherem a mensagem dos profetas. Zacarias chega a dizer que seus pais fizeram o seu coração duro como diamante para não ouvirem a lei nem as palavras que o Senhor dos Exércitos enviara pelo seu Espírito, por intermédio dos profetas. A consequência? Veio sobre eles a grande ira do Senhor! Porque Deus clamou ao povo e o povo não quis ouvi-lo, quando veio o cerco de Jerusalém e o povo foi levado cativo para a Babilônia, Deus também não ouviu o seu clamor. Ao contrário, eles foram espalhados como um turbilhão por entre todas as nações e a sua terra foi assolada atrás deles.
O cativeiro babilônico foi uma prova clara de que a religiosidade sem obediência pode levar a grandes desastres. De nada adiante jejuar e lamentar se isso não é feito para Deus. De nada adianta comer e beber se isso não é praticado para a glória e Deus. De nada adianta preservar rituais religiosos, se na prática desses rituais ainda se deixa de executar juízo verdadeiro, deixando de mostrar bondade e misericórdia, cada um a seu irmão. De nada adianta ser muito religioso e ao mesmo tempo oprimir a viúva, o órfão, o estrangeiro e o pobre. De nada adianta ser zeloso dos rituais sagrados se no coração se intenta o mal contra o próximo.
A religião dos preceitos sem uma vida rendida a Deus e sem a prática do amor ao próximo não passa de um simulacro de espiritualidade. Esse tipo de religiosidade, ainda que externamente possa impressionar os homens, não pode agradar a Deus. Aquele que sonda os corações requer a verdade no íntimo. Ele não se contenta com performance, pois conhece as motivações. Ele não aceita rituais religiosos, ainda que os mais sagrados, se esses estão apartados da correta relação com ele e com os irmãos.
Rev. Hernandes Dias Lopes
“A quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória” (1Pe 1.8).
O apóstolo Pedro está escrevendo aos crentes da dispersão, espalhados por cinco diferentes províncias romanas. Esses irmãos eram eleitos de Deus. Estavam sendo santificados e nutridos por uma viva esperança. Mesmo sendo perseguidos e vivendo dispersos pelo mundo, privados de sua liberdade e de seus bens, aguardavam uma herança incorruptível nos céus. Mesmo sofrendo provações e passando por tristezas exultavam nas recompensas eternas. Sabiam que as provas não podiam destruí-los, mas como um fogo, apenas depurar sua fé. Esses crentes mesmo não tendo visto a Cristo face a face como o vira o apóstolo Pedro, amavam-no; mesmo não o vendo com os olhos físicos, nele exultavam com alegria indizível e cheia de glória. O que significa essa alegria indizível e cheia de glória? De onde ela procede? Como ela se manifesta? Qual é a sua força?
Em primeiro lugar, essa alegria é a expressão da presença manifesta de Deus no meio do seu povo. Deus é onipresente, mas não está presente em todos os lugares com a sua presença manifesta. Onde a glória de Deus resplandece, os corações exultam com um gozo indescritível. Na presença de Deus tem plenitude de alegria. Ele é melhor do que suas mais excelentes dádivas. Quando os crentes são impactados por essa presença gloriosa, então são invadidos por uma alegria que o mundo não conhece, não pode dar nem tirar.
Em segundo lugar, essa alegria procede do céu e não da terra. Os destinatários desta epístola de Pedro estavam sendo provados. Foram perseguidos. Perderem seus bens. Foram privados de sua liberdade. Andavam dispersos. O mundo não lhes era um lar hospitaleiro. Por isso, andavam com os pés na terra, mas com o coração no céu. De lá procedia essa alegria ultracircunstancial e indescritível. Não podiam se alegrar em suas posses terrenas, porque essas lhe foram tiradas, mas alegravam-se numa herança gloriosa e incorruptível.
Em terceiro lugar, essa alegria se manifesta mesmo nas mais duras provações. A alegria do cristão se manifesta mesmo nas noites mais escuras do sofrimento. Aqueles crentes viviam pelos antros da terra, sendo maltratados, injuriados, perseguidos, espoliados, porém, mesmo sendo co-participantes dos sofrimentos de Cristo, exultavam com uma alegria indizível e cheia de glória. Eles tinham por motivo de grande alegria o passarem por diversas provações. No coração deles não havia mágoa, mas amor; não havia tristeza, mas celebração; não havia pesar pelo que haviam perdido, mas exultação pelo que haviam de receber.
Em quarto lugar, essa alegria possui uma força irresistível. Os cristãos colocaram o mundo de cabeça para baixo, pois quanto mais perseguidos eram, mais eles exultavam. Quanto mais eles tinham seus bens saqueados, mais eles se alegram por sua herança eterna. Quanto mais eles eram difamados, mais eles abençoavam. Quanto mais eles eram jogados de um lado para outro, mais eles se apegava à cidade cujo arquiteto e fundador é Deus. Quanto mais eles sangravam, mais fértil ficava o solo para a semeadura do evangelho. A igreja tornou-se irresistível. O evangelho avançou com poder incomparável. A alegria dos crentes no meio das mais duras provas deixavam os homens perplexos. Os crentes eram pobres, mas possuíam tudo; eles nada tinham, mas enriqueciam a muitos. Eles foram arrancados e expulsos de sua casa, mas tinham uma pátria no céu. Os homens tiram lágrimas de seus olhos, mas de seu coração jorrava, em catadupas, uma alegria indizível e cheia de glória!
Rev. Hernandes Dias Lopes
Versiculo do dia Quando, pois, vos conduzirem e vos entregarem, não estejais ansiosos de antemão pelo que haveis de dizer, nem premedit...