Versículo do dia
Lucas 14:23
O SALMO 119 é o maior Salmo da Bíblia. Seu foco principal é a excelência da palavra de Deus como conteúdo de nossa fé, como fonte de nosso consolo e como remédio para nossos males. Neste Salmo, o cantor sacro abre sua alma e fala de suas tristezas e como triunfar sobre elas.
Em primeiro lugar, as lágrimas da alma podem ser estancadas pelo fortalecimento da palavra de Deus (Sl 119.28). “A minha alma, de tristeza, verte lágrimas; fortalece-me segundo a tua palavra”. Há momentos em que as torrentes de lágrimas que brotam de nossa alma são mais copiosas do que as torrentes que vertem dos nossos olhos. A tristeza não apenas abate o rosto, mas também entristece a alma. O remédio para essa tristeza não é encontrado nas terapias humanas nem nos rituais religiosos, mas no fortalecimento procedente da palavra de Deus.
Em segundo lugar, as angústias do crente são curadas pela vivificação da palavra de Deus (Sl 119.50). “O que me consola na minha angústia é isto: que a tua palavra me vivifica”. O salmista não tem receio de admitir sua angústia. Ele está amassado por sentimentos avassaladores, atordoado por circunstâncias medonhas e atribulado por uma angústia esmagadora. Onde encontrar consolo? Para onde correr nessa hora? O autor sacro encontrou consolo e vivificação na palavra de Deus.
Em terceiro lugar, a angústia faz perecer, mas a palavra de Deus traz prazer (Sl 119.92). “Não fosse a tua lei ter sido o meu prazer, há muito já teria eu perecido na minha angústia”. A angústia que nos assola, por vezes, é tão cruel que pensamos que não vamos aguentar. É como um tsunami que nos engole sem que consigamos reagir às ondas gigantescas. Onde encontrar prazer, quando a vida parece só mostrar sua carranca para nós? Onde encontrar um porto seguro para encorar nossa alma assolada pelos vendavais da vida? Onde beber as delícias da alegria, quando tudo o que sorvemos na vida é o cálice amargo da dor? O salmista, com entusiasmo, confessa que não fora a lei de Deus ter sido o seu prazer, ele teria sucumbido há muito tempo à sua angústia. Ó que poder terapêutico tem a palavra de Deus! Ó que consolo bendito ela traz à alma aflita!
Em quarto lugar, a aflição superlativa deve levar-nos a uma súplica urgente (Sl 119.107). “Estou aflitíssimo; vivifica-me, Senhor, segundo a tua palavra”. O salmista é um homem de Deus, mas não tem imunidade especial. Ele anda com Deus, mas não é poupado das dores naturais dos mortais. Ele não esteve muito aflito no passado remoto nem estará aflitíssimo num futuro distante. Ele está aflitíssimo agora. Enquanto escreve, seu coração está apertado pela dor, sua alma está gemendo de aflição e seus olhos são fontes de onde escorrem lágrimas amargas. Sua súplica é urgente. Mas ele não recorre a homens, mas ao Senhor da aliança. Não busca os recursos da terra, mas invoca a vivificação que emana do céu. O reavivamento que anseia é rogado ao Senhor e procede do Senhor. A fonte desse reavivamento é a palavra de Deus. A restauração é segundo a palavra de Deus e não segundo a diretrizes humanas.
Em quinto lugar, a aflição escraviza, mas a lei de Deus traz esperança (Sl 119.153). “Atenta para a minha aflição e livra-me, pois não me esqueço da tua lei”. O salmista, inobstante não se esquecer da lei de Deus, está aflito. A vida cristã não é uma estufa espiritual nem uma bolha que nos esconde das aflições deste mundo. O povo de Deus está sujeito às vicissitudes comuns dos mortais. Eles bebem, também, as porções amargas da providência carrancuda. Nessas horas, devemos clamar ao Senhor para observar nossa aflição e ainda pedir a ele livramento de nossas dores. O argumento usado pelo salmista para estadear seu pleito diante de Deus é que ele não se esquecia da lei do Senhor. Nas suas aflições, não ergueu seus punhos contra Deus como fez a mulher de Jó nem virou as costas para Deus como fez a mulher de Ló. Ao contrário, reavivou ainda mais sua memória para guardar a palavra de Deus. Ó que Deus nos ajude a ter a mesma experiência do salmista: “Grande paz têm os que amam a tua lei; para eles não há tropeço” (Sl 119.165).
Rev. Hernandes Dias Lopes
A vida é mais do que viver. Muitos vivem, mas sem propósito. Passam pela vida, mas desperdiçam o tempo e as oportunidades. Cruzam o caminho de muita gente, mas não marcam ninguém com seu testemunho. Envolvem-se com muitas coisas terrenas, mas jamais priorizam o reino de Deus e sua justiça. Constroem monumentos na terra, mas não fazem nenhum investimento no céu. Vivem apenas para as coisas efêmeras, mas jamais buscam as realidades eternas. Para encontrarmos o propósito da vida, algumas perguntas básicas e essenciais precisam ser feitas, como as que elencaremos a seguir:
Em primeiro lugar, de onde viemos? Conhecer nossa origem define nosso propósito na vida e, sobretudo, o nosso destino. Não somos fruto do acaso. Não somos resultado de uma evolução de milhões e milhões de anos. Não procedemos dos símios. Viemos das mãos do criador. Nossa origem é divina. Somos a obra prima da criação.
Em segundo lugar, quem somos? Fomos criados à imagem e semelhança de Deus. Ele nos fez e nos formou de forma assombrosamente maravilhosa. Ele nos entreteceu no ventre de nossa mãe. Ele nos conheceu quando éramos ainda uma substância informe. Muito embora o pecado tenha desfigurado a imagem de Deus em nós, mantemo-la. Somos um ser moral e espiritual. Podemos ter nossos olhos abertos, nossos ouvidos desimpedidos e nosso coração de pedra trocado por um coração de carne. Podemos receber vida daquele que é a ressurreição e a vida. Podemos conhecer aquele que é essência da própria vida eterna.
Em terceiro lugar, por que estamos aqui? Nossa vida tem um propósito. Não caímos aqui de paraquedas. Não estamos aqui por acaso. Viemos ao mundo para cumprir o propósito de Deus. O fim principal de nossa vida é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre. Vivemos nele e para ele. Nosso papel é amar a Deus sobre todas as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmos. Nossa missão é fazer a vontade do Pai, repartindo com os de perto e os de longe a mensagem da graça. Fazer discípulos de todas as nações é nossa grande missão. Não vivemos para nós mesmos nem para agradar nosso próprio coração. Não estamos aqui para acumularmos riquezas, mas para distribuirmos generosamente as riquezas que Deus coloca em nossas mãos. Estamos aqui para adorarmos a Deus, nos inconformarmos com este século e sermos transformados pela renovação de nossa mente. Estamos aqui para refletirmos no mundo a luz de Deus e compartilharmos com os povos as riquezas insondáveis do evangelho.
Em quarto lugar, para onde vamos? Viemos de Deus e voltaremos para Deus. Nossa origem é de cima e voltaremos para cima. Nascemos de Deus, nascemos do Espírito, nascemos de novo, nascemos de cima e voltaremos para lá. O céu não é apenas nossa origem, mas também o nosso destino. Aqui não é nosso lar. Aqui somos peregrinos e forasteiros. Nossa pátria está no céu. Nossa herança está no céu. Nosso Senhor está no céu. Lá está o nosso tesouro. Lá está o nosso lar. É para lá que caminhamos. A jornada para lá é pesada. Os inimigos são muitos. As circunstâncias são perigosas. O mal que nos cerca é medonho. Mas, Deus nos guia com o seu conselho eterno até nos receber na glória. Ninguém poderá nos deter. Ninguém poderá nos fazer retroceder. Vamos caminhando de força em força até chegarmos em Sião. O mesmo Senhor que nos escolheu, nos chamou e nos justificou, há de nos glorificar no último dia. Então, quando Jesus voltar, subiremos com ele, para habitarmos na Jerusalém celestial, onde não haverá mais luto, nem prato nem dor.
Qual é o propósito de sua vida? Você já sabe de onde veio, quem é, por que está aqui e para onde vai? Que você possa viver com propósito, para a glória de Deus!
Rev. Hernandes Dias Lopes
O evangelista Marcos registra, com retórica irretocável, nos capítulos 4 e 5 de seu evangelho, a singularidade da pessoa de Jesus e a magnitude excelsa de seu poder. Vamos, aqui, destacar quatro aspectos desse poder singular:
Em primeiro lugar, o poder de Jesus sobre a natureza (Mc 4.39-41). Os discípulos estavam enfrentando uma tempestade borrascosa no Mar da Galileia. Baldados todos os esforços, recorreram a Jesus, num tom de censura: “Mestre, não te importa que pereçamos?”. Jesus, com autoridade absoluta, repreendeu o vento e disse ao mar: “Acalma-te, emudece! O vento aquietou-se, e fez-se grande bonança. Sendo Jesus, o criador do universo, ele tem poder sobre a natureza. Ele manda e o sol cessa o seu percurso. Ele ordena e as estrelas aparecem. Ele dá uma ordem e o vento se acalma. Ao comando de sua palavra o mar se encolhe. Sua ordem não pode ser contestada. Seu poder não pode ser desafiado. Ele tem toda autoridade sobre as leis da natureza.
Em segundo lugar, o poder de Jesus sobre os demônios (Mc 5.8). Jesus e seus discípulos chegam em Gadara, região gentílica, composta por dez cidades. Ali havia um cemitério, onde vivia um homem nu, ferindo-se com pedras, furioso, gritando alucinadamente, possesso de uma legião de demônios. Uma legião é uma corporação romana, composta de seis mil soldados. Jesus liberta aquele homem do poder dos demônios, devolve-lhe a sanidade mental. Transforma-o e envia-o de volta à sua família, a fim de contar tudo quanto o Senhor havia feito por ele. Os demônios estão debaixo da autoridade de Jesus. Sob a ordem de Jesus, eles precisam bater em retirada. O mesmo Jesus que é o libertador dos cativos é o atormentador dos demônios.
Em terceiro lugar, o poder de Jesus sobre as enfermidades (Mc 5.28,29). Uma mulher anônima esgueira-se no meio da multidão que aperta Jesus, enquanto o Senhor caminhava para a casa de Jairo. Ela estava sofrendo a doze anos de uma hemorragia. Os médicos já haviam desistido de seu caso. Seus recursos já haviam se esgotado na busca de um tratamento eficaz. Então, ela pensou: “Se eu apenas tocar na orla de suas vestes, eu ficarei livre do meu mal”. Ela tocou nas vestes de Jesus e imediatamente a hemorragia foi estancada. Jesus demonstrou seu poder sobre as enfermidades. Por seu poder os cegos viram, os mudos falaram, os surdos ouviram, os coxos andaram, os leprosos foram purificados e até os mortos ressuscitaram. Para Jesus não tem doença incurável. Ele é o médico onipotente que sara todas as nossas enfermidades.
Em quarto lugar, o poder de Jesus sobre a morte (Mc 5.41,42). Enquanto Jesus caminhava para a casa de Jairo para curar sua filha única de doze anos, vieram alguns de sua casa, dizendo que sua filha acabara de morrer. Jesus, sem se abalar, disse a Jairo: “Não temas, crê somente”. Ao entrar na casa de Jairo, Jesus disse à menina morta: “Menina, eu te mando, levanta-te”. Imediatamente, a menina se levantou e pôs-se a andar. Jesus demonstrou que ele tem poder sobre a morte. Na verdade, Jesus venceu a morte e arrancou seu aguilhão. A morte foi tragada pela vitória. A morte, mesmo sendo o rei dos terrores e o último inimigo a ser vencido, já não tem mais a última palavra. Jesus matou a morte, ressuscitando e inaugurando a imortalidade. Ele é a ressurreição e a vida e todo aquele que nele crê, nunca mais morrerá eternamente.
Jesus não apenas tem poder sobre a natureza, os demônios, as enfermidades e a própria morte, mas ele tem, também, todo poder e toda autoridade nos céus e na terra. Ele está assentado no trono e tudo faz conforme lhe apraz. Ele tem as rédeas da história em suas mãos e dirige os destinos das nações. Ele levanta reinos e abate reinos. Ele dá a vida e tira a vida. Ele faz descer à sepultura e faz subir. O Senhor empobrece e enriquece, abaixa e também exalta. Não precisamos ficar de cócoras, assombrados, cheios de pavor diante dos perigos da vida. Podemos confiar em Jesus, sabendo que tudo está debaixo do seu controle e o seu poder é absoluto!
Rev. Hernandes Dias Lopes
“Bem-aventurado o que acode ao necessitado; o Senhor o livra no dia do mal. O Senhor o protege, preserva-lhe a vida e o faz feliz na terra; não o entrega à discrição dos seus inimigos. O Senhor o assiste no leito da enfermidade; na doença, tu lhe afofas a cama” (Sl 41.1-3).
O Brasil e o mundo vivem tempos de grande sofrimento e dor. Uma pandemia devastadora assola a terra. Milhões de pessoas já foram ceifadas e tantas outras ainda serão. Essa tempestade que desabou sobre nós, traz em sua esteira não só uma grave crise de saúde pública, mas também, uma profunda recessão econômica. Empresas faliram, comerciantes encerram suas atividades. Empregados foram despedidos. O país ficou mais endividado e os seus cidadãos mais pobres. Os necessitados de toda ordem se avolumaram. Nesse cenário tão cinzento, o texto supra mencionado é de uma relevância sem igual. Destacaremos aqui dois pontos:
Em primeiro lugar, acudir ao necessitado é uma alegria maior do que ser acudido (Sl 41.1a). Em virtude do empobrecimento de milhões de pessoas precisamos cultivar a generosidade, distribuindo parte do que temos, com quem pouco ou nada tem. Seria até mesmo um gesto de crueldade reter com usura aquilo que devemos repartir com misericórdia. A felicidade de dar é maior do que a alegria de receber. A Escritura diz: “A quem dá liberalmente, ainda se lhe acrescenta mais e mais; ao que retém mais do que é justo, ser-lhe-á em pura perda” (Pv 11.24). Vale a pena relembrar as palavras do missionário Jim Elliot: “Não é tolo aquele que dá o que não pode reter, para ganhar o que não pode perder”.
Em segundo lugar, acudir ao necessitado traz bênçãos memoráveis aos generosos (41.1b-3). Cinco bênçãos são prometidas aos generosos:
Primeira, O Senhor o livra no dia do mal (Sl 41.1b). Vivemos num mundo marcado pelo sofrimento. Aqui ainda não é o céu. Aqui há guerras e terremotos. Aqui há rebeldia contra Deus e violência contra os homens. Aqui há doenças e mortes. Porém, muitos males, como tempestades devastadoras, que estavam endereças a nos atingir, são desviadas de nós, pelo fato de sermos generosos com os aflitos e solícitos com os necessitados.
Segunda, O Senhor o protege e preserva-lhe a vida (Sl 41.2a). Quando protegemos o necessitado para salvar-lhe a vida, Deus vem ao nosso encontro para proteger-nos e preservar nossa vida. O bem que fazemos aos outros, receberemos isso outra vez do Senhor (Ef 6.8). A Escritura diz: “A alma generosa prosperará, e quem dá a beber será dessedentado” (Pv 11.25).
Terceira, O Senhor o faz feliz na terra (Sl 41.2b). O homem mais feliz não é aquele que mais retém com ganância, mas aquele que mais reparte com amor. As riquezas acumuladas, com avareza, em dias de calamidade, são cobertas de ferrugem. Elas serão o combustível para a destruição daqueles que a retêm. Deus faz feliz na terra não o rico avarento, mas o compassivo que acode o necessitado. São os que abrem o coração e o bolso para socorrer os necessitados é que são felizes na terra.
Quarta, O Senhor o protege das línguas levianas dos inimigos (Sl 41.2c). Os inimigos carregam uma espada entre os dentes. São línguas que cortam mais fundo do que uma faca afiada. A boca dos perversos destrói como fogo. Como serpentes venenosas, carregam a morte em suas presas. Quando o homem, que foi alvo da misericórdia divina, acode o seu próximo, assistindo-o em suas necessidades, Deus o protege das línguas levianos dos inimigos. Oh, quão doces são os frutos da generosidade! Oh, quão feliz é o homem que minora a dor do próximo! Deus o faz feliz e afasta dele os infelizes.
Quinto, O Senhor promete-lhe conforto e cura na enfermidade (Sl 41.3). O Senhor promete-lhe não apenas assistência e conforto na doença, mas também cura da enfermidade. A cama não se torna mais uma prisão de dor, mas um paraíso de descanso.
Você tem acudido aos necessitados?
Rev. Hernandes Dias Lopes
A pandemia tornou nosso país mais endividado e muitos de nossos concidadãos mais pobres. A classe média foi achatada e as classes menos favorecidas amargam uma dura realidade de escassez. O desemprego é crescente. A renda ficou desidratada, enquanto as necessidades se multiplicam. Nessa conjuntura, o exercício da misericórdia é imperativo e a importância da generosidade é urgente. Destacamos, aqui algumas lições importantes:
Em primeiro lugar, no reino de Deus dar é ganhar (Pv 11.24a). “A quem dá liberalmente, ainda se lhe acrescenta mais e mais…”. Se você tem um valor e subtrai desse valor alguma parte, logicamente você fica com uma quantidade menor. Porém, quando você dá liberalmente ao necessitado, em vez de ficar com menos, seu montante torna-se ainda maior. Na verdade, quando você dá pão ao que tem fome, Deus multiplica a sua sementeira. O texto bíblico é categórico: “A alma generosa prosperará” (Pv 11.25). No reino de Deus você ganha o que dá e perde o que retém. Esse princípio deve ser aplicado na prática da generosidade. Precisamos traduzir nossa fé em práticas de amor. Precisamos converter nosso discurso em ação. A Bíblia diz: “Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso? Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta” (Tg 2.14-17). Ainda a Escritura diz: “Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus? Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade” (1Jo 3.17,18). O amor é altruísta. É centrado no outro e não no eu.
Em segundo lugar, no reino de Deus reter é perder (Pv 11.24b). “… ao que retém mais do que é justo, ser-lhe-á em pura perda”. Se dar liberalmente não é sinal de subtração, mas de adição e multiplicação, reter mais do que é justo é sinal evidente de subtração. Quem retém com usura o que deve repartir com generosidade, não tem lucro, mas perda. É sábio o conselho de Jim Elliot: “Não é tolo aquele que dá o que não pode reter, para ganhar o que não pode perder”. A Palavra de Deus nos diz: “Mais bem-aventurado é dar que receber” (At 20.35). Se receber é uma grande alegria, dar é uma alegria ainda maior. Quando os filhos Deus praticam boas obras, abrindo ao pobre seu coração e suas mãos, isso traz camaradagem cristã na terra e glorificação a Deus no céu.
Em terceiro lugar, no reino de Deus quem pratica o bem ao próximo faz bem a si mesmo (Pv 11.17). “O homem bondoso faz bem a si mesmo, mas o cruel a si mesmo se fere”. O único homem chamado de bom na Bíblia é Barnabé. Ele deu parte de seus bens para acudir os necessitados em Jerusalém. Ele investiu na vida de Paulo em Jerusalém e Antioquia e na vida de João Marcos, em Chipre. Quando fazemos o bem ao próximo, estamos fazendo o bem a nós mesmos. O bem que praticamos, retorna outra vez para nós. A Bíblia diz: “Certos de que cada um, se fizer alguma coisa boa, receberá isso outra vez do Senhor” (Ef 6.8).
Em quarto lugar, no reino de Deus quem dá ao pobre empresta a Deus (Pv 19.17). “Quem se compadece do pobre, ao Senhor empresta, e este lhe paga o seu benefício”. Compadecer do pobre é acudi-lo em suas necessidades. É dar pão ao que tem fome. Esse ato de generosidade ao pobre na terra é como emprestar esses valores a Deus no céu. Deus não fica em débito com ninguém. O generoso recebe em troca, da parte do próprio Deus, alegria, livramento, proteção, conforto e saúde (Sl 41.1-3). Você tem sido generoso? A quem você tem ajudado nesse tempo de pandemia? É hora de agir! Abra o coração, o bolso e as mãos aos necessitados.
Rev. Hernandes Dias Lopes
“Que proveito tem o homem de todo o seu trabalho, com que se afadiga debaixo do sol?” (Eclesiastes 1.3).
Eclesiastes é, de longe, o livro mais polêmico da Bíblia. Muitos estudiosos questionaram sua canonicidade e outros colocaram em dúvida a autoria Salomônica. Por que este livro foi escrito? Qual foi a perspectiva do autor? Se não entendermos o propósito do autor e sem o filtro da graça, poderemos ficar com a pele tostada, completamente afadigados, debaixo do sol.
Entendemos que Salomão, filho de Davi, é o pregador que escreveu este livro. A palavra “Eclesiastes” tem a mesma origem do vocábulo grego Ecclesia, de onde vem a palavra “igreja”. O pregador está falando a uma comunidade acerca da impossibilidade instransponível do homem encontrar qualquer sentido na vida nas realizações pessoais e nas conquistas deste mundo. Em sua jornada do berço à sepultura, caminhando debaixo do sol, ele só encontra fadigas.
Salomão foi o rei mais rico, mais sábio e que granjeou as maiores conquistas pessoais da história de Israel, quiçá do mundo. Sua riqueza era proverbial. Seu profundo conhecimento, nas mais diversas áreas das ciências concedia-lhe o prêmio do homem mais sábio de sua geração. Desfrutou de todos os prazeres que a vida pôde lhe proporcionar. Desde os banquetes mais requintados aos vinhos mais caros. Desde as vestes mais brilhantes às aventuras amorosas mais quentes. Tudo que Salomão fez, recebeu o carimbo da superlatividade. Suas taças cheias de prazer estavam transbordando e ele bebeu todas elas a largos sorvos até à última gota. Não negou a si mesmo nenhum prazer. Porém, tudo que granjeou, tudo que alcançou, tudo que experimentou, tudo que jogou para dentro de seu coração sedento de prazer, debaixo do sol, não pôde atenuar sua ânsia por aquilo que estava acima do sol. Deus havia colocado a eternidade em seu coração e os prazeres efêmeros deste mundo não passavam de vaidade, uma mera bolha de sabão dançando diante dos seus olhos no mar do nada.
Salomão vai fazer uma peregrinação exaustiva pelos caminhos da vida. Vai tocar, sondar e experimentar muitas coisas, as mais altas e as mais baixas, as mais complexas e as mais simples, as mais distantes e mais próximas, as mais táteis e as mais impalpáveis. Mas tudo acima dele, ao redor dele, abaixo dele e dentro dele, debaixo do sol, é marcado pela a ausência crônica de sentido. Definitivamente, o homem não encontra razão superlativa para viver, mesmo quando suas mãos se enchem de riquezas generosas. No seu peito ainda lateja a dor do vazio, mesmo depois de fazer as viagens mais paradisíacas, depois de ostentar as roupas de grifes mais caras e comer nos restaurantes mais bem conceituados do mundo.
Mesmo que os favores desta vida possam abrir largos sorrisos para o homem, a carranca do tédio continuará lhe assustando. Mesmo que ele more em casas palacianas, em apartamentos de luxo, com as paredes adornadas dos quadros mais famosos. Mesmo que seus pés sejam acariciados pelos tapetes mais macios e se banhe sob a aspersão generosa de água morna nos banheiros revestidos das louças mais caras, com torneiras banhadas de ouro. Mesmo que ele durma em camas de marfim, coberto por lençóis de fios egípcios e repouse sua cabeça em travesseiros de pena de ganso, sua alma não repousará sossegada.
Mesmo que sua fama chegue às alturas nefelibatas e seu nome se torne notório entre os homens; mesmo que o mundo se dobre aos seus pés num reconhecimento de sua grandeza majestática, ainda assim, o homem continuará sendo atordoado por um vazio impreenchível, sorvendo o cálice amargo de uma vida fútil, numa maratona enfadonha rumo à vaidade, cujo troféu não passa de uma baforada quente, um vapor que se dissipa, uma bolha de sabão.
Por isso, Salomão com larga experiência, nos toma pela mão e nos leva a reconhecer que o sentido da vida não está debaixo do sol, mas acima do sol. Não está no mundo, mas em Deus. A suma de tudo é temer a Deus e guardar os seus mandamentos; este é o dever de todo homem (Ec 12.13).
Rev. Hernandes Dias Lopes
A Bíblia é o livro mais lido, mais traduzido e mais distribuído do mundo. Já foi traduzida para mais de três mil idiomas e estima-se que já foram impressos mais de quatro bilhões de exemplares. Seu conteúdo é inerrante, suas profecias são infalíveis, sua mensagem é sempre atual. A Bíblia é uma coletânea de sessenta e seis livros inspirados pelo Espírito de Deus, escritos por homens santos de Deus. As nações que cresceram sob sua égide foram nações prósperas. Ela sempre esteve na base dos grandes avanços e conquistas sociais. Ela sempre inspirou as conquistas científicas e a educação dos povos. Ela valoriza a vida, a família, a ordem, o relacionamento certo com Deus e com os homens. Nenhum indivíduo pode ser verdadeiramente culto sem conhecer este livro dos livros.
A Bíblia prova sua importância, pertinência e acuracidade por três razões eloquentes, dentre outras. Primeiro, sua unidade na diversidade. Ela levou mais de quinze séculos para ser escrita, por aproximadamente quarenta escritores, de lugares diferentes, tempos diferentes e culturas diferentes. Não há conflito, entretanto, nem contradição entre seus autores. Ela não precisa ser atualizada nem ressignificada. Sua mensagem é sempre atual e oportuna. Isso a torna singular. Segundo, suas profecias cumpriram-se, estão se cumprindo e hão de se cumprir literalmente. Deus escreve a história antes de ela acontecer. Deus está no futuro em seu eterno agora. Ela retrata de maneira eloquente que Deus está no trono e dirige os destinos da história. Terceiro, seu poder transformador. A Palavra de Deus tem vida em si mesma. Ela tem sido poderoso instrumento nas mãos de Deus para transformar a vida de facínoras em homens mansos, ébrios em homens sóbrios, devassos em homens santos e piedosos.
A despeito desses apanágios singulares da Bíblia, ela tem sido perseguida ao longo dos séculos. Não poucas vezes, foi confiscada, proibida e lançada às fogueiras. Frequentemente, levantam-se pessoas besuntadas de orgulho para assacarem contra ela seus libelos acusatórios. Todavia, quanto mais a Bíblia é atacada, mais ela cresce; quanto mais ela é criticada, mais seu conteúdo evidencia-se verdadeiro; quanto mais ela é proibida, mais ela é traduzida para outros idiomas e distribuída em larga escala. A Bíblia tem sido a bigorna de Deus que tem quebrado o martelo de todos críticos. Ela tem saído ilesa e sobranceira de todas as fogueiras da intolerância. Ela não pode ser destruída pelos homens, porque é a palavra eterna de Deus. Ela não pode ser refutada pelos críticos, porque ela não pode falhar. Ela não pode ser proibida pelas cortes porque ela não está algemada.
O próprio Filho de Deus afirmou que a Palavra de Deus é a verdade (Jo 17.17). Ninguém pode lutar contra a verdade e prevalecer. A Bíblia é fogo que destrói os nebulosos argumentos dos críticos e martelo que esmiúça a dureza dos que a resistem. Ela é luz para nossos passos, alimento para nosso corpo e vida para nossa alma. Quem a lê, nela medita e a obedece é bem-aventurado. Os tolos, do topo de sua pretensa e arrogante sapiência, tapam, porém, os ouvidos à sua voz. Interpor-se, entrementes, no caminho da verdade é matricular-se na escola da insensatez. Fechar-lhe as portas das bibliotecas, com o argumento de que isto é favorecer o cristianismo, por sermos um país laico, é obscurantismo. Um país laico não é um país ateu; apenas não possui uma religião oficial. As bibliotecas públicas e as bibliotecas das escolas estaduais e municipais devem estar abertas a todas as obras literárias, especialmente para o livro mais lido do mundo, a Bíblia Sagrada. Cabe aos leitores, numa nação livre e democrática, o alvitre da escolha do que ler ou deixar de ler.
Rev. Hernandes Dias Lopes
Versiculo do dia M as Gideão lhe respondeu : Ai , Senhor meu , se o Senhor é conosco , por que tudo isto nos sobreveio ? E que é feito de...