Versículo do dia
Jeremias 27:5
A juventude é uma fase empolgante da vida. Ela é cheia de vigor, marcada por sonhos altaneiros, bafejada por um sublime idealismo. Ser jovem cristão neste mundo, entretanto, é um grande desafio, pois a juventude, de forma geral, está sem referencial, confusa, sem valores absolutos e sem alvos definidos. Nossa sociedade está vendo seus jovens se capitulando debaixo das botas dos vícios mais degradantes. Está vendo seus jovens desfibrando-se moralmente, mergulhados num hedonismo selvagem, entregando-se no altar aviltante da promiscuidade mais escandalosa. Assistimos, estarrecidos, uma geração jovem copiando os piores modelos, seguindo os paradigmas mais extravagantes, rebelando-se contra todos os valores absolutos de Deus, exarados em Sua Palavra.
O jovem cristão, neste sociedade caotizada pelo pecado, tem uma grande responsabilidade. Conforme disse Paulo a Timóteo, temos que ser modelos na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza. Temos que guardar puro o nosso caminho pela observância cuidadosa da Palavra de Deus. Como disse o apóstolo João, temos que ser fortes, temos que reter a Palavra em nosso coração, temos que vencer o maligno. Como jovens, temos que ser uma geração santa, fiel, que conheça a Deus na intimidade. Temos que ter mais do que nome de cristãos, temos que sê-lo genuinamente. Temos que impactar nosso meio não apenas com palavras de poder, mas com atos irrefutáveis. Temos que ser, antes de dizer. Temos que viver, antes de mostrar. Temos que falar a Deus antes de falar aos homens. Temos que reter a Palavra, antes de ensiná-la. Temos que adornar a doutrina que professamos com uma vida irrepreensível.
Conclamo, portanto, a juventude da nossa igreja a levar Deus a sério. Deus está buscando alguém cujo coração seja totalmente dele. Queremos ver uma mocidade comprometida com Deus, santa, pura, digna da sua elevada vocação. Queremos ver jovens que se empolguem com os projetos do Reino de Deus e não com as coisas deste mundo posto no maligno. Queremos ver o levantamento de uma geração jovem que conheça a intimidade do altar, que tenha uma vida abundante de oração, que se deleite no louvor ao Deus vivo, que testemunhe com ousadia e desassombro o Evangelho da cruz. Estamos orando para que os jovens da nossa igreja, levantem-se na força do Espírito Santo, como uma mocidade compacta, unida, coesa, vigorosa, determinada a realizar grandes projetos no Reino de Deus. Podemos sonhar grande. Podemos pensar alto. Podemos alçar vôos altaneiros. O Evangelho que abraçamos é o poder de Deus para a salvação de todo o que crê. O Espírito que recebemos é Espírito de poder. O Reino que está dentro de nós, não consiste de palavras, mas de poder. Não precisamos viver como fracos. Somos mais do que vencedores. Temos que ser jovens mais arrojados, mais fiéis, mais determinados em andar com Deus, em viver para Deus e em realizar grandes coisas para a glória de Deus. Avante mocidade, em nome de Jesus!
Rev. Hernandes Dias Lopes.
01. Somos um ser integral – Lc 2:52 = somático, social, intelectual e espiritual. Martin Luther King diz que a religião trata com o céu e com a terra. Trata com o corpo e com a alma. O pecado não só separou o homem de Deus, mas separou o homem de si mesmo. O homem é um ser em conflito, um ser doente. A enfermidade atingiu também a natureza. Ela está gemendo aguardando o dia da sua redenção.
02. O corpo na perspectiva de Deus – A dicotomia que diz que Deus está interessado apenas na salvação da alma (Pietismo) não possui base bíblica. Ela é fruto do dualismo grego: espírito puro e matéria má. Assim, o corpo era visto como o claustro da alma. 1) O corpo é santo (Jesus tem um corpo); 2) O corpo será glorificado (Rm 8:11); 3) O corpo é santuário de Deus (1 Co 6:19,20); 4) O corpo é meio de adoração (Rm 12:1); 5) O corpo é instrumento da ação de Deus (Fp 1:20-24).
03. A saúde e a doença – Até a Renascença, a medicina era “à beira-do-leito”. A partir daí, o corpo passou a ser dissecado, detalhado. Surgiu então, a medicina tecnológica. A Revolução Industrial, criando os grandes centros urbanos, propiciou a proliferação do atendimento hospitalar. A medicina deixava de ser “à beira-do-leito” para ser “medicina-de-massa”, despersonalizada, impessoal, coletiva. O paciente deixava de ser uma pessoa que padecia, para ser “um caso”, um órgão doente. Era a medicina organicista que surgia.
04. O temor do Senhor é saúde – As leis cerimoniais suplantavam em termos de cuidados profiláticos a medicina mais avançada da época (Ex 15:26)- A circuncisão é um dos meios mais eficazes para se evitar o câncer no colo do útero. O menor índice está em Israel. O isolamento do leproso foi um avanço tremendo para tratar a questão da lepra, a mais temida enfermidade dos séculos antigos. Nem mesmo a peste negra no século XIII e XIV que matou um terço da Europa ou o aparecimento da Sífilis nos fins do século XV produziu tal pavor. A lepra foi um terror nos séculos VI e VII e atingiu seu pico aterrador nos séculos XIII e XIV. A lepra foi vencida quando os médicos voltaram-se para o princípio de Levítico 13:46. O enterrar as fezes era um expediente fundamental para evitar-se a proliferação de doenças. O livro de Levítico é um manual de medicina profilática, mais avançado que os mais modernos manuais de medicina da época.
05. A doença é uma das facetas do sofrimento humano. O mundo ainda geme em suas dores; ainda temos corpos corruptíveis (Rm 8:22,23; 2 Co 5:2; 1 Co 15:53). A Bíblia fala de homens santos que ficaram doentes: Eliseu (2 Rs 13:14; Epafrodito (Fp 2:25-27; Timóteo (1 Tm 5:23; Trófimo (2 Tm 4:20); Paulo (2 Co 12:7).
06. Medicina psicossomática – Esse termo foi cunhado em 1818. Essa medicina vê o homem como uma unidade que sente e sofre de maneira global (Pv 12:25; 15:13; 17:22; 18:14; Sl 38:2,4,9,11,8,3,7,10).
07. A medicina humana e a medicina de Deus – A cura de Ezequias. Deus cura através dos meios – O plano de Deus inclui tanto a medicina humana como a divina. Há lugar para a prevenção e para a cura. Há lugar tanto para a oração da fé quanto para a terapêutica do remédio. Há lugar tanto para o relógio de Acaz quanto para pasta de figos. Há lugar tanto para a ação sobrenatural de Deus quanto para a ação natural do conhecimento humano. A medicina não age à parte de Deus, mas como instrumento de Deus. Tirem a pedra da incredulidade e vejam a glória de Deus. Entre a morte e a vida existe uma pedra que precisa ser removida.
08. A paz não vem em comprimidos. Os vícios e as doenças = O álcool é um assaltante de milhões de cérebros. Doença coronária e câncer nos maços de cigarro. A cegueira pela gonorréia. Várias doenças físicas e mentais pela sífilis. Com a invenção da penicilina na década de 1940 parecia que as doenças venéreas iriam recuar, mas isso não aconteceu em todos os países. As doenças sexualmente transmissíveis destroem milhões de pessoas em todo o mundo (1 Co 6:18; Rm 1:24-28). A AIDS é hoje uma pandemia. O preservativo ao mesmo tempo que tenta evitar as conseqüências, estimula a prática da causa. Os superlativos do sexo são hoje a causa de doenças terríveis no corpo, nas emoções e na alma.
09. Mente transtornada, corpo doente – Distúrbios no sistema digestivo, no sistema circulatório, no sistema nervoso, nos músculos das juntas, doenças de pele. O problema não é fundamentalmente sua comida, mas a preocupação que devora você. O alto preço da vingança. Quem não perdoa não tem paz. Quem não perdoa adoece. Amem ou pereçam. “No momento em que começo odiar um homem, torno-me seu escravo. O homem que odeio me acompanha onde vou. Não posso escapar a esta pressão da mente. O homem que odeio não me permite saborear a comida. O homem que odeio não me permite dormir. Minha cama é uma tortura. Realmente devo entender que sou um escravo do homem sobe quem recaiu o meu ódio.”
10. As doenças hamartiagênicas – O pecado produz doenças (Sl 32, 38, 1 Co 11:30; Tg 5:16).
11. Lama ou estrelas? Dois homens olham através das mesmas barras, um vê a lama, o outro, as estrelas – Exemplo: John Bunyan, David Brainer, William Cowper. “Por trás de uma providência carrancuda, esconde-se uma face sorridente”.
12. Esboço do estudo
1) Conceito de enfermidade
2) Abrangência de enfermidade: emocional + psico + espiritual + físico
3) Posições extremadas
3.1) O diabo é o protagonista de todas as enfermidades
3.2) Todas as enfermidades são conseqüência de um pecado específico e pessoal
3.3) A expiação incluiu tanto o pecado como a enfermidade. Assim, portanto, como somos salvos por meio da cura, devemos necessariamente sermos curados pela cruz
3.4) Se a enfermidade é obra de Satanás, devemos rejeita-la como rejeitamos o pecado.
3.5) Não devemos orar pela cura, dizendo: “se for da tua vontade”
3.6) É da vontade de Deus curar sempre
3.7) A falta de fé e o pecado são a única causa que inibe a cura.
3.8) Deus não cura mais hoje. Agora ele não é mais o EU SOU, mas o EU ERA (Jesus e Marta).
3.9) Os dons cessaram.
4) As causas da enfermidade
4.1) Pecado original é a causa maior
4.2) Pecado pessoal
4.3) Diabo
4.4) Desobediência aos mandamentos de Deus – Ex 15:26; Dt 28; Os mandamentos de Deus na lei (sobre circuncisão, lepra, higiene, gordura etc).
4.5) problemas naturais – catástrofes
4.5) Epidemias – mosquito dengue, tifóide,
4.5) vícios – álcool, fumo, drogas, sexo, ansiedade
5) Os propósitos da enfermidade
5.1) A enfermidade em si não é boa, mas Deus pode usa-la para a sua glória – Jo 9; 11.
5.2) Trazer senso da eternidade
5.3) Trazer quebrantamento
5.4) Trazer humildade
1 Pedro 2:24-25 e Isaias 53
Tanto Isaías quanto Pedro estão falando da expiação do pecado e não da enfermidade. O texto de Pedro explana 5 elementos da salvação: 1) O fato da salvação v. 24a; 2) Os propósitos da salvação – v. 24b; 3) Os meios da salvação – v. 24c; 4) A necessidade para a salvação – v. 25a; 5) O resultado da salvação v. 25b. Assim, 1 Pedro 2:24-25 tem tudo a ver com cura espiritual, que a bíblia chama de salvação. Pedro realmente confirma o divino propósito do sofrimento na vida humana, em vez de elimina-lo (v. 18-21).
Existem algumas meias-verdades que circulam os meios evangélicos sobre cura divina: 1) Porque Deus deseja que os cristãos desfrutem de suas bênçãos, enfermidade mostra que você está for a da vontade de Deus; 2) Pecado é a causa da enfermidade; portanto, você deve resistir a enfermidade, como resiste ao pecado; 3) Desde que Cristo morreu pelas suas enfermidades, como morreu pelos seus pecados, você deve ficar livre de ambos; 4) Se você tem fé o suficiente, você pode ser curado; 5) O que você confessa é o que você possui; então confesse a sua doença e você estará enfermo, confesse a sua cura e você ficará curado; 6) Toda adversidade vem de Satanás; então, a doença como Satanás, deve ser repreendida; 7) Desde que Cristo e os apóstolos curaram em seus dias, os cristãos podem curar hoje; 8) Desde que a doença procede de Satanás, nada de bom pode vir da doença; 9) Desde que Deus deseja ver você bem, você jamais deve orar: Seja feita a tua vontade para oração de cura; 10) Desde que o pecado é a causa da enfermidade, então você doente está em pecado; 11) Deus tem curado você, mas o diabo não deixa os sintomas da doença sair.
O século da cura
Desde os anos 1980 duas correntes se destacaram: De um lado dos defensores da saúde e riqueza, com a teologia da prosperidade e confissão positiva: Paul Yong Cho, Morris Cerullo, Kenneth Hagin, Marilyn Hickey, Benny Hinn são seus mais conhecidos representantes. O segundo grupo tem sido chamado de Movimento de Sinais e Maravilhas ou Terceira Onda com Jack Deere, Wayne Grudem, Kevin Springer, John Wimber e Peter Wagner. Hoje há muitos embustes. Há também declarações de cura que nunca aconteceram. Há comércio do sagrado. Há holofotes nos operadores de cura. Há o efeito placebo.
O contraste entre Benny Hinn e a Bíblia sobre cura
1. Benny Hinn não ora: “Seja feita a tua vontade”, Cristo orou (Lc 22:42).
2. Ele afirma que é da vontade de Deus curar sempre, mas a Bíblia diz que alguns santos jamais foram curados (Jacó e Paulo).
3. Ele diz que podemos dar ordens para Deus curar, enquanto a Bíblia nos ensina a pedir (1 Jo 5:14-15).
4. Ele ensina que o milagre divino da cura é gradual, mas as curas bíblicas aconteceram instantaneamente.
5. Hinn ensina que a fé é essencial para a cura, mas a Bíblia diz que as vezes, a pessoa cura não exercia fé.
6. Hinn ensina que primeiro precisamos fazer a nossa parte para sermos curados, a Bíblia diz que Deus é soberano.
7. Hinn acredita que um crente não deve ficar doente, mas a Bíblia diz que pode e até mesmo vir a morrer.
8. Hinn ensina que o diabo pode roubar a cura divina e não permitir que seus sintomas desapareçam. A Bíblia não ensina isso.
As curas divinas eram caracterizadas por
1. Eram curas imediatas
2. Eram via de regra em público
3. Elas aconteciam em lugares ordinários e via de regra sem ocasiões planejadas
4. Eram curas que incluíam doenças incuráveis pela medicina da época: lepra, cegueira, surdez, paralíticos
5. Eram curas completas e irreversíveis
6. Eram curas inegáveis, até mesmo pelos céticos
Curas no Velho Testamento
1. Causas: 1) Doenças provocadas pelo pecado – Nm 12:1-15; 2) Acidentes – 2 Sm 4:4; 3) Doença provocada por Satanás – Jó 1,2; 4) Homens de Deus enfermos – Isaque (27:1); Jacó (48:1)
2. Curas no VT – 1) Gn 20:17 – Abraão orou pela casa de Abimeleque; 2) Gn 21:1 – O Senhor curou Sara; 3) Gn 29:31 – O Senhor abriu a madre de Lia; 4) Gn 30:22 – O Senhor curou Rebeca; 5) 1 Sm 1:12-16 – O Senhor curou Ana; 6) 1 Rs 13:6 – O homem de Deus orou por Jeroboão; 7) 2 Rs 20:3 – Ezequias orou por si mesmo;
3. Os métodos variados da cura de Cristo – 1) Cristo tocou – Mt 8:15; 2) Cristo falou (Jo 5:8-9); 3) O aflito tocou as vestes de Cristo (Mt 9:20-22); 4) Cristo usou cuspe (Mt 8:22-26); 5) Cristo apertou os ouvidos com os dedos e usou saliva na língua (Mc 7:33-35); 6) Cristo ungiu com lodo e saliva (Jo 9:6).
Por que Isaías 53 não é expiatório quanto à enfermidade
1) O nosso corpo é corruptível, ele irá se degenerar até morrermos – Tg 2:26; Rm 8:23; 1 Co 15:50-54;
2) Cristo morreu pelos nossos pecados – Mt 1:2; Jo 1:29; 1 Co 15:1-3;
3) Cristo foi feito pecado e não doença – 2 Co 5:18-21;
4) Cristo perdoou os nossos pecados e não as nossas doenças – 1 Jo 2:12;
5) Cristo deu-se a si mesmo pelos nossos pecados e não por nossas doenças – Gl 1:3-4;
6) A Bíblia ensina que se uma pessoa é verdadeiramente salva, ela não pode perder a sua salvação – Jo 5:24; 10:28-29; Fp 1:6; Jd 24. Se a cura física imediata está incluída na expiação, então, não poderíamos ficar doentes nem morrer; mas a Bíblia que todos vamos morrer (Hb 9:27).
7) Como verdadeiros crentes somos assegurados da nossa salvação eterna, mas não da nossa saúde física – Tg 4:13-14;
8) Se a cura imediata está incluída na expiação e se ela aplica-se ao físico, aqueles que pedem pela fé a cura e não a recebem devem ter também dúvidas quanto ao perdão de seus pecados e sua salvação;
9) Se a cura do corpo está incluído na expiação, então assim como a salvação é eterna, deveríamos ter corpos imortais;
10) Tanto o eunuco como Felipe entenderam que Isaías 53 trata da questão do pecado e não da questão da enfermidade (At 8:28,32-33).
11) Conclusão: A cura está incluída na expiação, mas não para o tempo presente. Só no céu as lágrimas, a dor, e a morte vão passar (Ap 21:4).
AS heresias da Teologia da Prosperidade
· Três são as ênfases básicas: Cura + Prosperidade + Confissão Positiva
1) “Nós, como cristãos, não precisamos sofrer reveses financeiros, não precisamos ser cativos da pobreza ou da enfermidadse” Haggin
2) Como fica Timóteo (1 Tm 5:23); Epafrodito (Fp 2:27); Trófimo (2 Tm 4:20) e Paulo (2 Co 12)
3) Por que os crentes adoecem? 1) falta de fé; 2) desconhecerem os seus direitos; 3) não pedem ajuda; 4) pecado não confessado; 5) deixar de expulsar satanás.
4) É errado procurar um médico, sob quaisquer circunstâncias. Aqueles que apelam para um médico, que são internados em hospitais, demonstram uma falta de fé que desonra a Deus” R. R. Soares.
5) As curas hoje são de doenças funcionais e não orgânicas. São graduais e não instantâneas. Exige fé daquele busca o milagre. Está à disposição apenas dos crentes. Envolve muito espetáculo.
6) Nenhum milagre divino pode estar em oposição aos ensinos de Deus. SE a cura vem de forma contrária aos ensinos de Deus, não pode ser divina. “O inexplicável e o miraculoso não são exatamente sinônimos” (Warfield).
Rev. Hernandes Dias Lopes.
Se a palavra que caracteriza o dever da esposa é submissão, a palavra que caracteriza o papel do marido é amor. O marido nunca deve usar sua liderança para esmagar ou neutralizar a esposa. A ênfase bíblica não está na autoridade do marido, mas no seu amor por ela (Ef 5:25,28,33). O que significa submissão? É entregar-se a alguém; o que significa amar? É entregar-se por alguém. Assim, submissão e amor são dois aspectos da mesmíssima coisa.
Os cinco verbos que definem a ação do marido
O apóstolo Paulo, escrevendo em Efésios 5:24-33, usa vários verbos para descrever a ação do marido em relação à sua mulher. Em primeiro lugar, ele usa o verboamar. O marido deve amar a esposa como Cristo amou a Igreja. O amor de Cristo pela igreja foi proposital, sacrificial, santificador, altruísta, abnegado e perseverante. Em segundo lugar, Paulo usa o verbo entregar-se. O marido deve amar sua mulher com um amor não egoísta, ou seja, um amor devotado. Em terceiro lugar, Paulo usa o verbo santificar. O amor visa o bem da pessoa amada. A mulher que é amada pelo marido é protegida de muitas tentações e sua vida é santificada. Em quarto lugar, Paulo usa o verbo purificar. O amor busca a perfeição da pessoa amada. Finalmente, Paulo usa o verbo apresentar. O amor visa a felicidade plena da pessoa amada e com a pessoa amada.
O marido deve cuidar da vida espiritual da esposa
O marido é o responsável pela vida espiritual da esposa e dos filhos. Ele é o sacerdote do lar. O marido precisa buscar a santificação da esposa. Deve ser a pessoa que mais exerça influência espiritual sobre ela. Ele deve ser uma bênção na vida dela (Pv 31:11,12,23,28,29).
O marido deve cuidar da vida emocional da esposa
O marido fere a si mesmo, ferindo a esposa. Ele cuida de si mesmo, cuidando da esposa. Mas, como o marido deve cuidar da esposa?
Em primeiro lugar, ele não deve abusar dela. Um homem pode abusar do seu corpo, comendo ou bebendo em excesso. Um homem que faz isso é néscio, porque ao maltratar o seu corpo, ele mesmo vai sofrer. De igual modo, o marido que maltrata a esposa é néscio. Ele machuca a si mesmo ao ferir a esposa. Um marido abusa da esposa ao ser rude com ela; não dando tempo, atenção e carinho a ela; usando palavras e gestos grosseiros com ela; ou sendo infiel a ela.
Em segundo lugar, ele não deve descuidar dela. Um homem pode descuidar do seu corpo. E se o faz é néscio e vai sofrer por isso. Se você tiver com a gargantainflamada não pode cantar nem mesmo falar direito. Todo o seu trabalho será prejudicado. Você tem idéias e mensagem, mas não pode transmiti-las. Quando o marido descuida da esposa, ele se priva dos mais excelentes privilégios. O marido descuida da esposa quando substitui trabalho por relacionamento; quando passa todo o tempo disponível em frente da televisão, do computador ou com os amigos. Há viúvas de maridos vivos. Há maridos que querem vivera vida de solteiros. O lar para eles é apenas um albergue.
O marido deve cuidar da vida física da esposa
O marido deve zelar da vida física da esposa (a alimenta e dela cuida). Como o homem sustenta o corpo? a) A dieta – Um homem deve pensar em sua dieta. Deve tomar suficientes alimentos e tomá-los regularmente. Assim também o marido deveria estar pensando no que ajudará sua esposa; b) Prazer e deleite – Quando ingerimos nossos alimentos não só pensamos em termos de calorias ou proteínas. Não somos puramente científicos. Pensamos também naquilo que nos dá prazer. Desta maneira o marido deve tratar a esposa. Ele deve estar pensando no que a agrada. O marido deve ser criativo no sentido de sempre alegrar e agradar a esposa; c) Exercício – A analogia do corpo exige mais este ponto. O exercício é fundamental para o corpo. O exercício é igualmente essencial para o casamento. É o diálogo. É a quebra da rotina desgastante.
A comunicação no casamento é vital; d) Carícias – A palavra cuidar só aparece em Efésios 5:29 e em 1 Tessalonicenses 2:7. A palavra significa acariciar. O marido precisa ser sensível às necessidades emocionais e sexuais da esposa. O marido precisa aprender a ser romântico, cavalheiro, gentil e cheio de ternura com sua esposa. Numa época como a nossa de falência da virtude, enfraquecimento da família e explosão de divórcio, precisamos nos voltar para os preceitos da Palavra de Deus para termos uma vida santa e feliz.
Rev. Hernandes Dias Lopes.
Quando o apóstolo Paulo escreveu sua carta aos Efésios, ordenando aos pais: “e vós pais, não provoqueis vossos filhos à ira” (Ef 6:4) estava em vigência no Império Romano o regimedo páter potestas. O pai tinha o direito absoluto sobre os filhos: podia casá-los, divorciá-los, escravizá-los, vendê-los, rejeitá-los, prendê-los e até matá-los. Hoje, vivemos o reverso daquela triste situação. Nos idos de 1960, surgiu com a revolução hippie a aversão a toda instituição e autoridade. A família foi profundamente afetada. A autoridade dos pais foi questionada, abusada e repudiada.
Precisamos buscar a verdade para estabelecermos relacionamentos saudáveisentre pais e filhos e essa verdade está nas Escrituras. O apóstolo Paulo fala de duas coisas:
O dever dos filhos com os pais (Efésios 6:1-3)
Há três motivos pelos quais os filhos devem obedecer aos pais:
1) A natureza (v. 1) – A obediência dos filhos aos pais é uma lei da própria natureza, é o comportamento padrão de toda a sociedade. Os moralistas pagãos, os filósofos estóicos, a cultura oriental, as grandes religiões também defendem essa bandeira. Por isso, a desobediência aospais é um sinal de decadência da sociedade (Rm 1:28-30; 2 Tm 3:1-3).
2) A lei (v. 2-3) – Honrar pai e mãe é mais do que obedecer. Os filhos devem prestar não apenas obediência, como também devotar amor, respeito e cuidado pelos pais. Honrar pai e mãe é honrar ao próprio Deus; de igual modo, resistir a autoridade dos pais é resistir a autoridade do próprio Deus. Honrar pai e mãe traz benefícios preciosos como prosperidade e longevidade. Muito sofrimento, muitas lágrimas, muitas decisões precipitadas e casamentos infelizes não teriam acontecido se os filhos obedecessem aos seus pais.
3) O evangelho (v. 1) – Os filhos devem obedecer aos seus pais no Senhor. Os filhos devem obedecer aos seus pais porque são servos de Cristo. Eles obedecem aospais porque isso é agradável ao Senhor. O dever dos pais com os filhos (Efésios 6:4). O apóstolo Paulo exorta os pais não a exercer a sua autoridade, mas a contê-la. Mediante o pátria potestas o pai tinha todo o poder e podia castigar os filhos e abusar deles, exorbitando, assim, em sua função. Paulo, porém, ensina que o pai cristão deve imitar outro modelo. A paternidade é derivada de Deus (Ef 3:14-15; 4:6). Os pais humanos devem cuidar dos seus filhos como Deus Pai cuida da sua família. Paulo trata doassunto, de dois modos:
Uma exortação negativa (v. 4) – “… e vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira”. Os pais, no exercício da sua autoridade, podem exorbitar em sua função e abusar de seus filhos. Tanto o excesso como a ausência de autoridade provoca ira nos filhos e também gera neles desânimo (Cl 3:20). Os pais podem provocar a ira dos filhos quando:
a) por excesso de proteção – encarando-os sempre como crianças que precisam de cuidado e proteção;
b) por favoritismo – Isaque e Rebeca cometeram esse grave erro. Isaque amava mais Esaú, enquanto Rebeca tinha preferência por Jacó. Assim, os pais jogaram um filho contra o outro;
c) por desestímulo – há pais que nunca estão satisfeitos com os filhos. Cobram muito, mas não elogiam nada. Não dosam disciplina com encorajamento. Os filhos nunca conseguem atingir a expectativa dos pais;
d) por não reconhecer a diferença dos filhos – não há nada mais perigoso do que comparar um filho com outro. Se eles são peculiares não podem ser medidos pelo mesmo padrão. Eles têm personalidade, temperamento e habilidades diferentes. Muitos pais agridem os filhos querendo determinar para eles a escolha profissional e até mesmo o cônjuge;
e) por falta de diálogo – os pais irritam os filhos quando se trancam atrás dos muros do silêncio e fecham os canais de comunicação com eles. Davi chorou a morte de Absalão, mas não conversou com ele quando estava vivo;
f) por meio de palavras ásperas ou agressão física – os filhos ficam desanimados quando são castigados por motivos fúteis e por destempero emocional dos pais.
4) Exortações positivas (v. 4) – Os pais devem “criar os filhos na disciplina e na admoestação do Senhor”. A palavra criar significa nutrir, alimentar. Calvino traduziu essa expressão como “sejam acalentados com afeição”. Os filhos precisam de segurança, limites, amor e encorajamento. Os pais precisam, também, treinar os filhos através da disciplina. A palavra Paidéia significa treinar através da disciplina. Outrossim, os pais precisam encorajar os filhos através da palavra. A palavra admoestação, nouthesia, significa educação verbal. É advertir e também estimular. Finalmente, os pais são responsáveis pela educação cristã dos filhos. A expressão “no Senhor” revela que o responsável pela educação dos filhos não é a escola nem mesmo a igreja, mas os próprios pais. A preocupação básica dos pais não é apenas que seus filhos se lhes submetam, mas que cheguem a conhecer e obedecer ao Senhor.
Rev. Hernandes Dias Lopes.
O casamento é cenário de muitas lutas. Muitas vezes, o jardim florido da poesia e do amor vai se tornando cinzento, como um deserto cheio de cactos e espinhos. Em lugar do amor aparece a indiferença e a poesia é substituída pelo silêncio perturbador ou pela ausência de afetos. A alegria e o romantismo são sufocados por uma relação árida, eivada de agressividade. A relação outrora timbrada pela espontaneidade, torna-se mecânica, pesada e tensa. A comunicação adornada por palavras doces de amor, transforma-se num campo de guerra, onde voam as setas envenenadas da acusação, da crítica e do desprezo. O calor do abraço mergulha-se num inverno intérmino da ausência de carinho e de toque. Os que foram unidos para serem uma só carne, vivem como estranhos no ninho. Resultado? A alegria arruma as malas e vai embora do casamento!
O que fazer nessas horas? Desistir do casamento? Culpar o cônjuge por todos os infortúnios? Isolar-se cheio de auto-piedade, como uma vítima ferida? Não! Há solução de Jesus para o casamento. Veja o texto de João 2.1-11. Há aqui três princípios para restaurar a alegria no casamento. Maria foi convidada para uma festa de casamento em Caná. Lá estavam também Jesus e os seus discípulos. No meio da festa faltou vinho. Vinho era símbolo da alegria. Sem vinho a festa não podia continuar. O que fazer, então, quando o vinho acaba na festa, quando a alegria está acabando no casamento?
Primeiro, você precisa identificar o problema – Maria com a sua percepção feminina logo viu que o vinho havia acabado. No casamento, os cônjuges precisam viver com as antenas ligadas. Precisam ter acuidade para perceber o que está acontecendo. Precisam desenvolver um discernimento profundo para fazer as leituras corretas do que está se passando na família. Há casais que parecem estar dormindo na tormenta, não querendo ver a crise que está se instalando no casamento. Há casais que quando vão acordar para fazer alguma coisa para salvar o casamento já é tarde demais. O primeiro passo para a cura é o diagnóstico exato, e quanto mais cedo, melhor. No casamento não dá para viver de aparência. As máscaras precisam cair. A realidade precisa ser enfrentada sem subterfúgios. Os problemas precisam ser identificados a fim de que possam ser resolvidos.
Segundo, você precisa apresentar o problema a Jesus – Maria, antes de falar com qualquer outra pessoa, foi a Jesus e disse: “eles não têm mais vinho”. Na crise não adianta se desesperar, é preciso buscar a pessoa certa. Muitos casais, acabam ferindo-se com acusações pesadas, minando o nome e a honra do cônjuge, esmagando a sua imagem diante das pessoas, em vez de levar o problema e colocá-lo aos pés de Jesus. Feliz é o casal que pode orar junto, derramando diante do Senhor Jesus todas as suas ansiedades, pois do seu trono de glória brota cura, restauração e uma fonte de alegria. Bem-aventurado é o casal que na crise não busca sair pela porta dos fundos, desistindo do casamento nas barras de um tribunal, mas busca solução para os seus problemas aos pés do Senhor.
Terceiro, você precisa fazer tudo o que Jesus mandar – Jesus mandou os serventes encher de água as talhas. Eles não argumentaram, não questionaram, não duvidaram, eles obedeceram. E quando obedeceram, o milagre aconteceu: a água se transformou em vinho, e vinho da melhor qualidade. Não basta apenas levar os problemas a Jesus, é preciso fazer o que ele manda. Muitas vezes, a palavra de Jesus parece conspirar contra a nossa lógica. Os serventes podiam pensar: “nós precisamos de vinho e não de água.” Mas a fé obedece mesmo quando não entende. A fé vê o invisível, alcança o inatingível e toma posse do impossível. A palavra de Maria aos serventes é cheia de sabedoria: “fazei tudo o que ele vos disser.” Eles fizeram e a alegria voltou àquela festa. E quando Jesus fez o milagre, o vinho foi de melhor qualidade que o que estava sendo servido. Quando Jesus devolve a alegria a um casal, o melhor sempre vem depois: o deserto se transforma em jardim, o vale seco em manancial, o choro em alegria, a indiferença em amor, o silêncio em dinâmica comunicação e a tristeza em alegria indizível!
Rev. Hernandes Dias Lopes.
O grande bandeirante do Cristianismo, Paulo, homem de mente peregrina, personalidade prismática e cultura invulgar, ao ser transformado pelo poder de Deus, declarou: “deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor” (Fp 3:8). Desprezar e ignorar o Cristianismo sem conhecê-lo é estultícia. Conhecê-lo e reprová-lo é cegueira. Conhecê-lo e segui-lo é o maior propósito da vida.
O Cristianismo é mais que uma religião. O Cristianismo é uma pessoa, uma pessoa divina. O Cristianismo é Jesus. Segundo Karl Marx, a religião é o ópio do povo. Para Sigmund Freud, a religião é uma muleta para os fracos. Mas o Cristianismo bíblico é a maior força transformadora neste mundo.
O Cristianismo contraria o materialismo. O homem não é só matéria. Ele é um ser moral e espiritual que tem responsabilidade consigo, com a família, com a sociedade e com Deus. O Cristianismo contraria o humanismo. O homem não é o centro do universo. Deus o é. A antropolatria é uma insanidade espiritual. O Cristianismo contraria o existencialismo. A vida não é só o aqui e o agora. Existe uma eternidade pela frente. A vida não é um poço de desespero. Jesus acabou com a perspectiva de náuseas da vida. O Cristianismo contraria o utilitarismo. A vida não é só uma corrida frenética atrás da riqueza e da autopromoção. O homem não é um objeto descartável para ser usado, explorado e jogado no lixo. O homem é alvo do infinito amor de Deus. O Cristianismo contraria o hedonismo. A finalidade da vida não é o prazer carnal, a satisfação dos desejos imediatos. O supremo propósito da vida é a glória de Deus.
As grandes transformações da história foram realizadas sob a égide do Cristianismo.
1. As lutas dos gladiadores – Centenas de milhares de escravos derramaram seu sangue nas arenas romanas, ano após ano, para satisfazer as paixões pervertidas das multidões sedentas de sangue. Certo dia um cristão de nome Telêmaco saltou para dentro da arena e separou dois gladiadores que lutavam. A um sinal do imperador, ele foi morto na arena. Mas ao sacrificar-se, poupou a vida de milhares de outros. Houve um silêncio da multidão ao ver Telêmaco morto e todos saíram envergonhados e esse foi o fim daquele horrendo espetáculo em Roma.
2. O valor das crianças – No “pátria potestas” o poder de um pai romano sobre seu filho era absoluto. Podia expor seus filhos à morte, mutilá-los, vendê-los, matá-los. Havia um local em Roma, a “torre lactaria” onde as crianças eram abandonadas e devoradas pelos animais. Sêneca relata inúmeros casos de pais matando os filhos. Cícero, o famoso tribuno romano, afirma que os pais tinham realmente o direito de tirar a vida dos filhos. Tácito, grande escritor romano, relata cenas de crianças recém-nascidas sendo levadas pelos pais e abandonadas nas encostas das montanhas e expostas às feras. Em Esparta as crianças doentes eram jogadas nos rios, nos precipícios ou passadas ao fio da espada. Jesus, porém valorizou as crianças. Abençoou-as e disse: “Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus” (Mc 10:14). Pela influência do Cristianismo o infanticídio institucionalizado desapareceu do mundo.
3. O valor da mulher – As mulheres tinham muito pouco valor antes da vinda de Jesus. Os escritos do Hinduísmo e do Bramanismo declaram que a mulher não foi feita para a independência. O Islamismo não dá à mulher o mesmo direito que ao homem. Os hindus adotavam a prática de queimar o corpo da viúva com o corpo do seu marido morto. Jesus Cristo devolveu à mulher a sua dignidade original. A liberdade da mulher é vitória do Cristianismo.
Muitas outras conquistas e transformações aconteceram pela influência do Evangelho de Cristo. Jesus sempre foi, é e será o centro do universo, da história e da igreja. Sem ele a vida é insípida e vazia. Não há salvação fora de Jesus. Não há perdão de pecados fora de Jesus. Sem Jesus a vida é um deserto seco. Com Jesus, entretanto, o próprio deserto floresce e se transforma em um frutuoso pomar.
Rev. Hernandes Dias Lopes.
MÃES, HEROÍNAS ANÔNIMAS
O grande estadista americano, Abraão Lincoln, disse com razão, que as mãos que embalam o berço, governam o mundo. As mães são mestras do bem, conselheiras sábias, educadoras primorosas, intercessoras fervorosas, heroínas anônimas. Aqui, ali e acolá encontramos algumas mães que se tornaram notórias como Joquebede, Ana e Maria (registro bíblico), bem como Mônica e Suzana (registro da história). Porém, a vasta maioria delas, mesmo nas fronteiras do anonimato, forma o time de primeira divisão, como as grandes pedagogas, que ensinam os filhos as primeiras lições da vida e dão de beber a eles o leite da piedade.
Mãe não é apenas aquela que gera, mas também, aquela que educa para a vida, transmitindo aos filhos do coração, as verdades eternas. Essas, mesmo não concebendo em seu ventre, concebem em seu coração; mesmo não dando aos filhos adotivos o leite materno, oferecem-lhes o pão nutritivo da verdade. Essas, não são pregoeiras de banalidades, mas são mestras da mensagem que conduz à vida eterna.
É claro que não estamos promovendo as mães a um posto supra-humano, sem os efeitos deletérios do pecado. Há mães que, incompreensivelmente, rejeitam seus filhos no ventre, desprezam seus filhos na vida e esquecem-se deles em suas necessidades. Se há mães sábias, há também mães tolas. Se há mães cujos joelhos se dobram para interceder pelos filhos, há aquelas que confiam em si mesmas para orientá-los. Não é sobre essas mães que me proponho a falar. Antes, quero destacar aquelas mulheres que, apesar de suas fraquezas, foram verdadeiras heroínas a lutar pelos filhos, para vê-los triunfando na vida.
Há uma máxima assaz verdadeira que diz: “Mães de joelhos, filhos de pé”. Uma mãe nunca é tão eloquente, como quando se coloca de joelhos, na brecha, em favor dos filhos. As mães mais efetivas são aquelas que falam de seus filhos para Deus, antes de falar de Deus para seus filhos. Essas são mães intercessoras. Por serem mulheres de oração, ensinam mais pelo exemplo do que pelo preceito. Mulheres piedosas, que conhecem a intimidade de Deus e mantêm aceso o fogo do altar logram mais vitória na educação dos filhos do que aquelas que se municiam dos ensinos mais eruditos dos mais excelentes educadores. Um filho, que tem uma mãe que ora por ele, nunca é um filho pobre. As orações de uma mãe são tesouros preciosos que enriquecem a vida dos filhos.
Nossa oração é que, neste dia das mães, a biografia de mulheres santas como Sara inspire as mães contemporâneas. Que as lágrimas de Ana, esposa de Elcana, amoleçam o coração das mães que anseiam oferecer seus filhos a Deus. Que a sabedoria e a prudência de Abigail livrem muitos lares de tragédia. Que o sacrifício de Rispa, motive as mães atuais, a lutar pelos filhos para que não sejam ceifados pela morte. Que a devoção de Maria, mãe de Jesus, ensine as mulheres a se colocarem nas mãos de Deus, para fazer sua vontade. Que a perseverança da mulher siro-fenícia encoraje as mães a nunca desistirem de ver seus filhos libertos por Jesus.
Hoje, mercê da graça divina, temos muitas mães cultas, preparadas, influentes na sociedade, ocupando um merecido espaço no cenário acadêmico e profissional, galgando os lugares mais altos da vida pública, empresarial e educacional. Mas, ainda e, sobretudo, precisamos de mães que tenham tempo para seus filhos, gastem tempo ensinando seus filhos e coloquem no topo de sua agenda um compromisso de orar pelos seus filhos. Mesmo que, muitas dessas mães passem a vida longe dos holofotes, sem o reconhecimento popular e sem o aplauso da sociedade, elas certamente serão conhecidas e amadas no céu. Mesmo que elas não tenham seus nomes escritos no frontispício das egrégias academias, elas esculpirão em seus filhos as grandes marcas da vida. Mesmo que elas não sejam aplaudidas como protagonistas das grandes causas políticas e sociais, elas certamente serão heroínas anônimas, que conquistarão as vitórias mais consagradoras, pois darão ao mundo filhos e filhas, que construirão os pilares de uma sociedade ordeira e edificarão as bases de famílias fortes e igrejas vivas.
Rev. Hernandes Dias Lopes
Versiculo do dia M as Gideão lhe respondeu : Ai , Senhor meu , se o Senhor é conosco , por que tudo isto nos sobreveio ? E que é feito de...