sábado, 6 de agosto de 2022

O ESPLÊNDIDO MINISTÉRIO DE JESUS

 



 “Percorri Jesus toda a Galileia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades entre o povo” (Mt 4.23).

 

Jesus já tinha passado pela água do batismo e pelo fogo da tentação. Seu ministério já estava suplantando o robusto ministério de João Batista em termos de adesão das multidões (Jo 4.1-3). Então, Jesus deixa a Judeia para evitar conflitos precoces com as autoridades religiosas e vai para a Galileia (Mt 4.23). Sua fama transborda para além das fronteiras de Israel (Mt 4.24). Multidões fluíam de todos os cantos da nação para segui-lo (Mt 4.25). O texto em relevo mostra-nos três áreas do ministério de Jesus:

Em primeiro lugar, Jesus ensinou nas sinagogas. Jesus foi o Mestre dos mestres, o mensageiro e a mensagem, o profeta e profecia, o professor e o conteúdo do seu ensino. Não ensinou a doutrina dos rabinos nem o pensamento de sua época. Ensinou as Escrituras, mostrando que ele era o cumprimento de toda a esperança prometida no Antigo Testamento. Jesus não foi um alfaiate do efêmero, mas o escultor do eterno. Ele não ensinou nulidades, mas a verdade eterna. Ensinou nas sinagogas, lugar onde as pessoas se reuniam para ouvir a leitura da lei. Ensinou no lugar onde as pessoas buscavam conhecimento. Ensinou com fidelidade, com regularidade, com irretocável precisão. Nós, de igual forma, imitando a Jesus, devemos, no cumprimento da grande comissão, ensinar a palavra aqui e acolá, em nossa terra e além fronteiras, usando todos os métodos legítimos e disponíveis, até que as pessoas cheguem à maturidade e alcancem a estatura do varão perfeito.

Em segundo lugar, Jesus pregou o evangelho do reino. Jesus era um mestre e também um pregador. Ele veio para pregar. Pregar não a opinião dos doutores da lei nem a última corrente de pensamento dos grandes rabinos. Ele veio para pregar a palavra de Deus, o evangelho do reino. O evangelho do reino é o evangelho da graça que chama o homem ao arrependimento e promete-lhe remissão de pecados. O evangelho que, pela obra de Cristo, transporta o pecador do reino das trevas para o reino da luz, da potestade de Satanás para o domínio de Deus. O evangelho que abre a porta da salvação pela fé em Cristo sem o concurso das obras. O evangelho que apresenta a bondade e a severidade de Deus, a graça e o juízo, a redenção e a condenação, a vida e morte. Este evangelho não é criação do homem, mas dádiva de Deus. Destaca não as pretensas virtudes do homem, mas a soberana graça de Deus. Este evangelho do reino é a única boa notícia que pode tirar o homem da escravidão para a liberdade, das trevas para a luz, do juízo condenatório para a justificação pela fé. Este evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê. A igreja não tem outra mensagem, o mundo não tem outra esperança.

Em terceiro lugar, Jesus curou toda sorte de doenças e enfermidades. Jesus cuidou da alma e do corpo, das necessidades espirituais e das necessidades físicas. Seu ministério foi marcado pela compaixão. A dor que latejava no peito das pessoas doía também em seu coração. Seu ministério não foi dentro de quatro paredes. Ele saía para encontrar as pessoas onde elas estavam e elas vinham a ele de onde estavam. Ele estancou o sofrimento efêmero e resolveu o problema eterno. Trouxe pleno perdão para os pecados e pleno alívio para as dores. Seu ministério de socorro dos aflitos pavimenta o caminho para a igreja seguir suas pegadas. Inobstante faltar-nos o poder pleno e absoluto que nele há, devemos ser revestidos de sua compaixão a fim de exercermos, dentro de nossos limites, o exercício da misericórdia. A igreja não pode olvidar aqueles que sofrem. Não pode passar de largo daqueles que jazem feridos à beira do nosso caminho. A igreja é o braço estendido da misericórdia de Deus num mundo enfermo que soluça e geme sem esperança. O que pulsa no coração de Deus deve também pulsar em nosso coração. A misericórdia não é para ser discutida, mas para ser praticada!

Rev. Hernandes Dias Lopes

Versículo do dia

       Versículo do dia Porque tu não és um Deus que tenha prazer na iniquidade, nem contigo habitará o mal. Salmos 5:4