quarta-feira, 1 de junho de 2022

O PRECEITO DIVINO SOBRE O CASAMENTO

 


“Eis por que deixará o homem a seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, e se tornarão os dois uma só carne” (Ef 5.31).

O casamento é uma instituição divina. Deus instituiu o casamento para a sua glória, a felicidade do ser humano e a perpetuação da raça. Esta conceituada instituição, inobstante sua origem divina, tem sido atacada com rigor desmesurado, e isso, desde os tempos mais remotos. À luz do texto em epígrafe, três são os preceitos divinos sobre o casamento. Vejamos:

Em primeiro lugar, o casamento é heterossexual. “Eis por que deixará o homem a seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher…”. O casamento tem um deixar e um unir-se. Antes do homem unir-se à sua mulher, precisa deixar pai e mãe. Mas o homem que deixa pai e mãe, deixa-os para se unir à sua mulher e não a outro homem. O casamento, segundo os preceitos divinos, não é a união entre um homem e outro homem nem entre uma mulher e outra mulher. A relação homoafetiva, embora, receba a aprovação dos homens, não encontra a aprovação de Deus. Os preceitos divinos não ficam de cócoras diante dos preceitos humanos. Aquilo que a sociedade, adoecida pelo pecado, chama de amor, a palavra de Deus chama de paixão infame. Aquilo que dizem ser um acerto, a palavra de Deus chama de erro. Aquilo que dizem ser natural, a palavra de Deus diz que é antinatural. Aquilo que dizem ser uma conquista, a palavra de Deus diz que é uma torpeza (Rm 1.24-28). Nenhuma tribunal humano, por mais conspícuo, pode desfazer os preceitos divinos. Não são as leis humanas que legitimam a palavra de Deus, mas é a palavra de Deus que a todas as leis julga. O casamento conforme instituído por Deus foi, é, e sempre será heterossexual. O que passar disso é fruto do enganoso coração humano.

Em segundo lugar, o casamento é monogâmico. “… deixará o homem a seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher”. O casamento é a relação entre um homem e uma mulher e não entre um homem e várias mulheres nem a união entre uma mulher e vários homens. A poligenia (a união de um homem com várias mulheres) e a poliandria (a união de uma mulher com vários homens) estão fora do propósito divino. Muito embora a poligamia fosse corrente em algumas culturas, os preceitos divinos sobre a monogamia são meridianamente claros. Na criação, Deus deixou isso evidente em Gênesis 2.24: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne”. Na entrega dos dez mandamentos, a lei moral de Deus, essa mesma verdade foi reafirmada em Êxodo 20.17: “… não cobiçarás a mulher do teu próximo…”. Na dispensação da graça, Jesus consolidou esse mesmo princípio em Mateus 19.4,5: “… não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne?”. Fica, pois, meridianamente claro que o casamento além de ser heterossexual é, também, monogâmico!

Em terceiro lugar, o casamento é monossomático. “… e se tornarão uma só carne”. Deus criou o homem e a mulher, o macho e a fêmea. Deus criou-os com a capacidade de amarem e serem amados, sentir prazer e dar prazer. O sexo é puro, santo e deleitoso. Porém, o sexo só deve ser desfrutado no contexto sacrossanto do casamento. No casamento, o homem e a mulher tornam-se uma só carne. O sexo antes do casamento é fornicação e aqueles que o praticam estão debaixo do juízo divino (1Ts 4.3-8). O sexo fora do casamento é adultério e só aqueles que querem se destruir cometem tal loucura (Pv 6.32). O sexo no casamento, porém, é uma ordenança divina (1Co 7.5). O sexo no casamento é como as águas de um rio. Quando essas águas correm dentro do leito, levam vida e prazer por onde passam, mas quando transbordam e saem do leito, levam destruição aonde chegam. Resta claro, portanto, afirmar: o casamento é heterossexual, monogâmico e monossomático. O que passar disso, não vem de Deus.

Rev. Hernandes Dias Lopes

Versículo do dia

       Versículo do dia Porque tu não és um Deus que tenha prazer na iniquidade, nem contigo habitará o mal. Salmos 5:4