segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Versículo do dia

    Versículo do dia


¹⁵ Mas se não derdes ouvidos à voz do Senhor, e antes fordes rebeldes ao mandado do Senhor, a mão do Senhor será contra vós, como o era contra vossos pais.

1 Samuel 12:15

Marquinhos Gomes - Não Morrerei - Acústico 93 - 2022


 

PÃO DIÁRIO - 17/02/2026 - Palavras de bênção

 Palavras de bênção


…Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. —Mateus 6:9


No dia 19 de novembro de 1863, dois homens muito conhecidos fizeram discursos na consagração do Cemitério Nacional dos Soldados na Pensilvânia, EUA. O palestrante em destaque, Edward Everett, tinha sido membro do congresso, governador e presidente da Universidade de Harvard. Ele era considerado um dos maiores oradores de seu tempo, e fez um discurso formal de duas horas. Em seguida, o presidente norte-americano Abraham Lincoln fez um discurso que durou apenas dois minutos.
Hoje, este discurso de Lincoln é muito conhecido e citado, e as palavras de Everett foram quase esquecidas. O fator responsável por isso não foi apenas a eloquência e o tamanho do discurso de Lincoln. Naquela ocasião, as palavras dele tocaram o espírito ferido de uma nação arrasada pela Guerra Civil, oferecendo esperança para os dias que viriam.
As palavras não precisam ser numerosas para serem significativas. O que chamamos de oração dominical — a oração do Pai Nosso, está entre os ensinos mais curtos e célebres de todas as lições de Jesus. Traz ajuda e cura ao nos lembrar de que Deus é o nosso Pai celestial cujo poder age na terra assim como no céu (Mateus 6:9,10). Ele concede alimento, perdão e coragem para cada dia (vv.11-13). E toda honra e glória pertencem a Ele (v.13). Não há nada em nosso passado, presente e futuro que não esteja incluído nas breves palavras de nosso Senhor, que ajudam e curam.
— david c. mccasland

Leia: Mateus 6:5-15 

Examine: A Bíblia em um ano: Gênesis 18-19;Mateus 6:1-18

Considere: As palavras amáveis acalmam, tranquilizam e consolam quem as ouve. —Blaise Pascal

Tempos perigosos

 




O apóstolo Paulo, olhando para o túnel do tempo, profetizou que nos últimos dias enfrentaríamos um tempo perigoso. Na verdade, esse é o melhor dos tempos e o pior dos tempos. Vivemos o paraíso tecnológico. O futuro já chegou. A ciência deu um salto inimaginável, trazendo para a humanidade benefícios colossais: esse é o tempo da cibernética, da propulsão a jato, das viagens interplanetárias, da pesquisa espacial, do computador, da Internet, do telefone celular, do fax, da televisão. Vivemos, também, o tempo áureo das pesquisas científicas. A medicina tanto preventiva quanto interventiva avançou extraordinariamente. Temos hoje uma sobrevida maior. Temos mais conforto. A vida é mais valorizada. A indústria cresceu espantosamente. O comércio se diversificou. Muitas fontes de riqueza começaram a ser exploradas. O mundo todo virou uma única aldeia. A globalização chegou com as suas oportunidades e ameaças. Mas, ao mesmo tempo que alçamos os vôos mais altaneiros do progresso, assistimos a crise mais avassaladora que garroteia a sociedade moderna.

O tempo que estamos vivendo é perigoso porque o homem sacudiu de si o jugo de Deus e embrenhou-se pelas ínvias veredas do secularismo por um lado e dos escabrosos atalhos do misticismo por outro. Na verdade, o sociedade pós moderna rendeu-se ao antropocentrismo idolátrico. Por ter abandonado a Deus e a sua Palavra, o homem perdeu o referencial para viver. A sociedade pós moderna removeu os marcos, arrancou as balizas, abandonou os absolutos morais e capitulou-se a um relativismo ético sem freios. Nesta sociedade hedonista, o que importa é o prazer. Nesta sociedade utilitarista a lei que dita normas é a de levar vantagem em tudo, mesmo que em sacrifício da verdade e da virtude. Nesta sociedade pragmática o que interessa não é a verdade, mas o que funciona. A sociedade pós moderna não sabe mais para onde vai. Ela está perdida. Ela descobriu que não tem mais bandeira para carregar ou ideal pelo qual lutar. Os jovens, com raras exceções, saíram da trincheira da luta. Eles não têm mais sonhos. Vivemos uma espécie de torpor ideológico. As instituições estão em crise. A família caminha trôpega. A própria igreja sofre os esbarros desta confusão filosófica e desta convulsão social.

Ao mesmo tempo que somos encurralados por ameaças medonhas, temos diante de nós estupendas oportunidades. Para este mundo sem esperança temos uma mensagem viva, divina, transformadora. Para as famílias desagregadas e feridas que deixaram seus membros como náufragos no mar revolto da vida, temos uma mensagem de libertação e restauração. Para aqueles que não enxergam mais uma luz no fim do túnel, que estão com a esperança morta, vencidos pelos seus pecados, temos uma mensagem salvadora provinda do trono de Deus. A crise desse tempo final é inevitável, mas a igreja de Cristo permanecerá inabalável, ela sairá desse tempo vitoriosa!



Rev. Hernandes Dias Lopes.

domingo, 15 de fevereiro de 2026

Versículo do dia

     Versículo do dia


 ²⁰ Não é Efraim para mim um filho precioso, criança das minhas delícias? Porque depois que falo contra ele, ainda me lembro dele solicitamente; por isso se comovem por ele as minhas entranhas; deveras me compadecerei dele, diz o Senhor.

Jeremias 31:20

Sarah Beatriz – O Poder do Teu Amor (The Power Of Your Love) - Ao Vivo


 

PÃO DIÁRIO - 16/02/2026 - Ninguém compareceu

 

Ninguém compareceu


Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles… —Mateus 6:1

Certa noite de inverno, o compositor Johann Sebastian Bach deveria estrear uma nova composição. Ele chegou à igreja esperando que estivesse cheia, mas descobriu que ninguém tinha vindo. Sem perder o ritmo, Bach disse a seus músicos que ainda assim tocariam como planejado. Todos tomaram seus lugares, Bach ergueu sua batuta e em pouco tempo a igreja vazia encheu-se de música magnificente.
Esta história me fez sondar um pouco a minha alma. Será que eu escreveria se Deus fosse o meu único leitor? De que maneira o meu texto seria diferente?
Os novos escritores, geralmente, são aconselhados a visualizar a pessoa para quem estão escrevendo como uma maneira de manterem-se focados. Faço isso quando escrevo as meditações devocionais; tento manter os leitores em mente porque quero lhes dizer algo que eles queiram ler e que os ajudará em sua jornada espiritual.
Duvido que o “escritor de devocionais” Davi, para cujos salmos nos voltamos em busca de consolo e encorajamento tivesse “leitores” em sua mente. O único público que ele tinha em mente era Deus.
Sejam nossos “atos” mencionados no livro de Mateus 6 obras de arte ou serviços, deveríamos lembrar que o assunto é entre nós e Deus. Quer alguém veja ou não, não importa. Ele é o nosso público.
— Julie Ackerman Link


Leia: Mateus 6:1-7 

Examine: A Bíblia em um ano: Gênesis 16-17;Mateus 5:27-48

Considere: Faça a sua parte, mesmo que em sua plateia tenha uma só pessoa.

O CLAMOR DO AFLITO

 

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“Estou aflitíssimo; vivifica-me, Senhor, segundo a tua palavra” (Sl 119.107).

            A aflição é inevitável. Chega para todos, sem exceção. A vida não se desenrola num parque de diversões. Aqui navegamos por mares revoltos e atravessamos desertos inóspitos. Pessoas e circunstâncias tiram nossa alegria. Preocupações e ansiedade roubam nossas forças. Pecados e transgressões estrangulam a nossa paz. Enfermidades e limitações financeiras roubam nosso sono. Muitas são as causas de nossas aflições. Variadas são as consequências delas. O texto em apreço apresenta-nos quatro lições oportunas:

Uma confissão. “Estou aflitíssimo…”. O Salmista coloca sua aflição em grau superlativo. Sua aflição chegou ao nível máximo. Essa aflição vaza por todos os seus poros. Sua mente é açoitada pelo chicote dessa dor indescritível. Seu corpo é surrado pelos efeitos dessa angústia. Sua alma é atormentada, sem pausa, por essa tristeza que o encurrala por todos os lados. Temores internos e ameaças externas agravam sua crise. As dores do passado e o medo do futuro lançam sombras sobre sua vida. O presente o deixa atordoado. Não encontra nos recursos dos homens nenhum lenitivo. Saúde, dinheiro e prazeres não podem aplacar a sua dor emocional. Aventuras e conquistas não podem serenar os vendavais de sua alma. Está muito aflito, aflitíssimo!

Uma súplica. “… vivifica-me…”. Em face de sua extrema aflição, o salmista clama por vivificação. A tristeza nos abate a ponto de secar nossa alma. A aflição profunda transforma os cenários verdejantes do nosso coração num deserto cheio de cactos. Onde havia júbilo, a aflição traz a sinfonia dos gemidos. Onde havia brados de vitória, a aflição chega com sua bagagem cheia de derrotas amargas. Onde havia os raios fúlgidos da esperança, a aflição traz as nuvens escuras do desespero. Nessas horas, precisamos clamar aos céus para que nossa sorte seja restaurada. Precisamos de renovo, de restauração, de vivificação.

Um consolador. “… Senhor….”. A aflição pode vir de diversas fontes, mas nossa vivificação só pode vir do Senhor. Só ele tem poder para enxugar nossas lágrimas, terapeutizar nosso coração e curar as feridas da nossa alma. Só ele tem poder para perdoar nossos pecados, quebrar os grilhões que nos oprimem e arrancar da nossa alma a dor que nos aflige. Só o Senhor pode curar o enfermo, dar paz ao aflito e salvar o perdido. Quando descemos às profundezas da nossa aflição, somente Deus pode estender-nos a mão e tirar-nos desse poço escuro. Ele é poderoso para transformar nossos desertos secos em mananciais, nossos vales escuros em horizontes ensolarados, nossos dramas pessoais e familiares em motivos sobejos de louvor. O Senhor é o nosso consolador. Para ele não tem causa perdida nem problema insolúvel. Dele vem a nossa cura. De suas mãos procedem a nossa restauração.

Um instrumento. “… segundo a tua palavra”. Deus opera maravilhas em nossa vida segundo a sua palavra. Ele chama-nos ao arrependimento pela voz poderosa da sua palavra. Ele transforma-nos pelo poder de sua palavra. Ele instrui-nos na verdade, segundo a sua palavra. Ele guia-nos pelas veredas da justiça, pela luz da sua palavra. É pela palavra que nascemos. É pela palavra que crescemos. É pela palavra que atingimos a maturidade. Pela palavra Deus nos salva e nos reveste de poder. Pela palavra Deus nos consola e faz de nós instrumentos de consolação. Pela palavra Deus enche nossa alma de gozo e vivifica o nosso coração.


Rev. Hernandes Dias Lopes

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Versículo do dia

     Versículo do dia


⁶ Como, pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nele,

⁷ Enraizados e edificados nele, e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, nela 

Colossenses 2:6,7

Bruna Karla - Um Novo Dia (Clipe Oficial)


 

PÃO DIÁRIO - 15/02/2026 - Adoção

 

Adoção


…assim como nos escolheu, nele […] nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo… —Efésios 1:4,5


Minha esposa, Marlene, e eu estamos casados há mais de 35 anos. Quando começamos a namorar, tivemos uma conversa que nunca esqueci. Ela me disse que fora adotada aos seis meses de vida. Quando lhe perguntei se ela já tinha se questionado sobre seus pais biológicos, ela respondeu: “Minha mãe e meu pai poderiam ter escolhido qualquer um dentre os inúmeros bebês naquele dia, mas escolheram a mim. Eles me adotaram. Eles são os meus verdadeiros pais.”
A intensa identificação e gratidão que ela tem por seus pais adotivos deveria também marcar o nosso relacionamento com Deus. Como seguidores de Cristo, nascemos do alto por meio da fé nele e fomos adotados na família de Deus. Paulo escreveu: “…assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade” (Efésios 1:4,5).
Perceba a natureza deste procedimento. Fomos escolhidos por Deus e adotados como Seus filhos e filhas. Por meio da adoção, temos um relacionamento radicalmente novo com Deus. Ele é o nosso Pai amado!
Que este relacionamento estimule os nossos corações a adorá-lo — nosso Pai — com gratidão.
— Bill Crowder

Leia: Efésios 1:3-12 

Examine: A Bíblia em um ano: Gênesis 13-15;Mateus 5:1-26

Considere: Deus ama a cada um de nós individualmente. —Agostinho

CONSIDERE-SE MORTO!


 

“Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus” (Rm 6.11).

Você deve andar com sua certidão de óbito no bolso. Eu explico! É que o apóstolo Paulo está respondendo à pergunta insinuadora dos libertinos: “Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante?” (Rm 6.1). Esses expoentes da licenciosidade, haviam entendido mal o ensino apostólico: “Onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rm 5.20). O argumento do veterano apóstolo é demolidor às pretensões imorais dos libertinos: Não podemos viver para o pecado, se para o pecado já morremos (Rm 6.2). Na verdade, nós já fomos batizados com Cristo na sua morte (Rm 6.3). Fomos sepultados com Cristo na morte pelo batismo (Rm 6.4). Devemos saber que foi crucificado com Cristo o nosso velho homem (Rm 6.6). Refutando, portanto, os libertinos e ensinando a igreja sobre a nova vida em Cristo, Paulo faz uma transição da justificação para a santificação, destacando três verdades sublimes:

Em primeiro lugar, o que devemos saber (Rm 6.6). Devemos saber que já foi crucificado com Cristo o nosso velho homem. O velho homem não é o nosso homem interior, mas o nosso homem anterior. Nossa morte com Cristo é um fato legal e consumado e, por isso, deve ser matéria do nosso conhecimento. Fomos crucificados com ele. Morremos com ele. Sua morte foi a nossa morte, pois estávamos nele. Como Cristo ressuscitou para não mais morrer, nós ressuscitamos com ele para uma nova vida. Sendo assim, morremos para o pecado de uma vez para sempre, para vivermos para Deus também para sempre. O apóstolo Paulo diz que esse não é um assunto para sentirmos, mas para sabermos. Essa verdade deve dominar nossa mente mais do que agitar nosso coração.

Em segundo lugar, o que devemos considerar (Rm 6.11). Apóstolo Paulo dá mais um passo rumo ao ensino sobre nossa santificação e diz que precisamos considerar-nos mortos para o pecado. Nossa morte legal para o pecado deve ser agora considerada experimental e constantemente por nós. Sempre que o pecado quiser impor sobre nós o seu reinado, precisamos tirar a certidão de óbito do bolso e dizer que não vamos mais atender às suas ordens porque estamos mortos. Paulo é categórico em informar que “quem morreu está justificado do pecado” (Rm 6.7). O reinado do pecado sobre o nosso corpo mortal acabou. Não precisamos mais obedecer às suas paixões. Esse rei perverso que nos mantinha no cativeiro foi destituído. Fomos libertados. Somos livres. Quando a tentação bater à porta do nosso coração com seus encantos e apelos, devemos considerar isso: estamos mortos!

Em terceiro lugar, o que devemos oferecer (Rm 6. 13). Ao sabermos que fomos crucificados com Cristo e considerarmos que estamos mortos em Cristo e vivos para Deus, não temos mais obrigação de oferecer os membros do nosso corpo ao pecado, como instrumentos de iniquidade. A contrário, devemos oferecer-nos a Deus, como ressurretos dentre os mortos e os membros do nosso corpo como instrumentos de justiça. Nossos olhos não devem mais contemplar o que é mal. Nossos ouvidos não devem mais se dispor a ouvir o que não edifica. Nosso paladar não deve mais degustar o que nos é prejudicial. Nossas mãos não devem praticar o mal nem os nossos pés andar por caminhos tortuosos. O pecado não tem mais domínio sobre nós, uma vez que não estamos mais debaixo da lei, e sim da graça. O reinado da graça nos faz verdadeiramente livres; livres não para pecar, mas livres para vivermos em santidade.



Rev. Hernandes Dias Lopes

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Versículo do dia

     Versículo do dia


²² Apaguei as tuas transgressões como a névoa, e os teus pecados como a nuvem; torna-te 

Isaías 44:22

Paulo Cesar Baruk, ‪@MarsenaOficial‬ - Clamo Jesus (I Speak Jesus)




 

PÃO DIÁRIO - 14/02/2026 - Excelente situação

 

Excelente situação


…as coisas que me aconteceram têm, antes, contribuído para o progresso do evangelho. —Filipenses 1:12


Na Primeira Batalha do Marne, durante a Primeira Guerra Mundial, o tenente-general francês Ferdinand Foch enviou o seguinte comunicado: “Meu centro está desistindo, minha direita está em retirada. Excelente situação. Estou atacando.” Sua disposição de ver esperança numa situação difícil eventualmente levou suas tropas à vitória.
Algumas vezes, nas batalhas da vida, podemos sentir como se estivéssemos perdendo em todas as frentes. A família em desacordo, os negócios em retrocesso, as finanças em calamidade ou a saúde em declínio pode acrescentar um viés pessimista ao modo como vemos a vida. Mas aquele que crê em Cristo pode sempre encontrar um modo para concluir: “Excelente situação”.
Veja Paulo. Quando ele foi jogado na prisão por anunciar o evangelho, sua atitude foi surpreendentemente otimista. Ele escreveu à igreja de Filipo: “Quero ainda, irmãos, cientificar-vos de que as coisas que me aconteceram têm, antes, contribuído para o progresso do evangelho” (Filipenses 1:12).
Paulo encarou o seu aprisionamento como uma nova plataforma para evangelizar a guarda do palácio romano. Além disso, outros cristãos foram encorajados pela situação de Paulo a compartilhar o evangelho com mais ousadia (vv.13,14).
Deus pode usar as nossas provações para que cooperem para o bem, apesar da dor que trazem (Romanos 8:28). Essa é apenas mais uma forma de podermos honrá-lo.
— Dennis Fisher

Leia: Filipenses 1:3-14 

Examine: A Bíblia em um ano: Gênesis 10-12;Mateus 4

Considere: As provações podem ser a estrada de Deus para o triunfo.

AS MARCAS DE UM CRENTE MADURO

 



“E certo estou, meus irmãos, sim, eu mesmo, a vosso respeito, de que estais possuídos de bondade, cheios de todo o conhecimento, aptos para vos admoestardes uns aos outros” (Rm 15.14).

O apóstolo Paulo estava a caminho de Jerusalém quando escreveu sua carta aos Romanos. Nessa carta, o veterano apóstolo expõe a doutrina da salvação (1-11) e faz a correspondente aplicação da doutrina (12-16). No texto em tela, fala sobre três marcas de um crente maduro. Vejamos:

Em primeiro lugar, um  crente maduro está possuído de bondade. A bondade é um atributo de Deus que ele compartilha com seu povo. Só Deus é essencialmente bom. Mas, aqueles que conhecem a Deus e são cheios do Espírito de Deus, são possuídos de bondade. Barnabé, o homem chamado de bom no Novo Testamento (At 11.24) fez de sua vida um investimento na vida de outras pessoas. Demostrou amor aos necessitados, vendendo uma propriedade para socorrê-los (At 4.36,37). Quando Saulo de Tarso foi rejeitado na igreja de Jerusalém, foi Barnabé quem o acolheu e o apresentou aos apóstolos (At 9.26,27). Quando Saulo ficou mais de dez anos, no anonimato em Tarso, foi Barnabé quem foi atrás dele, investindo nele, levando-o consigo a Antioquia (At 11.25,16). Mais tarde, quando Paulo não quis a presença do jovem João Marcos na caravana da segunda viagem missionária, foi Barnabé quem investiu na vida desse jovem, que veio a ser o escritor do Evangelho de Marcos (At 15.36-41). Uma pessoa cheia de bondade investe na vida de outras pessoas, até mesmo daquelas pessoas que são consideradas desprezadas pelos demais.

Em segundo lugar, um crente maduro está cheio de todo conhecimento. O exercício da bondade é fruto do conhecimento. É  o conhecimento de Deus e de sua palavra que nos leva a ação da bondade. Um crente maduro é alguém aplicado ao conhecimento da palavra de Deus. Sua mente está cheia da verdade e seu coração está cheio de amor. Suas obras são regidas pelo seu conhecimento. Suas mãos são operantes porque sua mente está governada pelo pleno conhecimento do evangelho. Paulo elogia os crentes de Roma, dizendo que eles estavam cheios de todo o conhecimento. Eram crentes aplicados no exame das Escrituras. Estavam comprometidos com a sã doutrina. O conhecimento deles desembocava na prática da bondade. Os crentes de Roma não eram apenas teóricos, mas transformavam o seu saber numa prática abençoadora para toda a comunidade.

Em terceiro lugar, um crente maduro é conhecido por estar apto para o mútuo aconselhamento. A admoestação ocorre quando confrontamos, confortamos e encorajamos as pessoas com palavras cheias de conhecimento e bondade. Não há admoestação sábia sem conhecimento; não há admoestação eficaz sem bondade. Não há aconselhamento mútuo na igreja sem o conhecimento da verdade e sem a prática da bondade. Precisamos transformar o conhecimento que temos em atos de bondade. Precisamos admoestar uns aos outros, firmados no conhecimento das Escrituras e também regidos por uma atitude de bondade. Sem o conhecimento da palavra tornar-nos-emos humanistas em nossas exortações. Sem o exercício da bondade,  nossas admoestações podem esmagar a cana quebrada e apagar a torcida que fumega. Adicionar a bondade ao conhecimento é o que nos torna aptos para admoestarmos uns aos outros com eficácia. Que nossa igreja seja uma comunidade de terapeutas da alma. Que nossos relacionamentos reflitam o cuidado de uns para com os outros, abençoando uns aos outros e cuidando uns dos outros. Que nossa igreja seja formada de crentes comprometidos com a maturidade cristã!




Rev. Hernandes Dias Lopes

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Versículo do dia

     Versículo do dia


²⁰ Não é Efraim para mim um filho precioso, criança das minhas delícias? Porque depois que falo contra ele, ainda me lembro dele solicitamente; por isso se comovem por ele as minhas entranhas; deveras me compadecerei dele, diz o Senhor.

Jeremias 31:20

Um Novo Dia | Get Worship


 

PÃO DIÁRIO - 13/02/2026 - Ajuda do Seu Espírito

 Ajuda do Seu Espírito


…que é o que o Senhor pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus. —Miqueias 6:8


Muitos de nós tomamos resoluções para marcar o início de um novo ano. Fazemos votos do tipo: vou economizar mais, me exercitar mais ou ficar menos tempo na internet. Começamos o ano com boas intenções, mas em pouco tempo hábitos antigos nos tentam a voltar aos velhos modos. Escorregamos ocasionalmente, depois com mais frequência e em seguida, o tempo todo. No fim das contas, é como se a nossa resolução nunca tivesse existido.
Em vez de escolher os nossos próprios objetivos de autoaperfeiçoamento, talvez seja melhor nos perguntarmos: “O que o Senhor deseja de mim?” seria uma abordagem melhor. Por meio do profeta Miqueias, Deus revelou que Ele deseja que façamos o que é certo, sejamos misericordiosos e andemos humildemente com Ele (Miqueias 6:8). Todas estas coisas estão relacionadas ao aperfeiçoamento da alma em vez do autoaperfeiçoamento.
Felizmente, não precisamos contar com a nossa própria força. O Espírito Santo tem o poder de nos ajudar em nosso crescimento espiritual como cristãos. A Palavra de Deus diz que Ele é capaz de nos tornar “…fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior” (Efésios 3:16).
Então, ao começarmos um novo ano, vamos decidir ser mais semelhantes a Cristo. O Espírito nos ajudará conforme buscarmos andar humildemente com Deus.
— Jennifer Benson Schuldt

Leia: Miqueias 6:3-8 

Examine: A Bíblia em um ano: Gênesis 7–9;Mateus 3

Considere: Aquele que tem o Espírito Santo como fonte já é vencedor.

O PERIGO MORA AO LADO

 

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O mundo está atordoado com as marcas da violência silenciosa, gestada no anonimato, mas que age com estardalhaço, ceifando indiscriminadamente inocentes indefesos, em escolas, praças e redutos religiosos. O que aconteceu recentemente em Suzano, São Paulo, e em Nova Zelândia, retrata esse perigo que mora ao lado. Esses agentes do mal, crescem no meio da família, da escola, das instituições religiosas, aparentemente inofensivos. Estão no meio do povo, como um do povo, sem dar qualquer aceno de ameaça à coletividade. Num dado momento, porém, o gatilho do desequilíbrio mental é acionado: Um gesto mal interpretado, uma injustiça sofrida, uma brincadeira de mal gosto, uma frustração amorosa, uma radicalização ideológica, vício virtual ou um preconceito racial ou religioso são suficientes para acionar a mão da violência. São fatores subjetivos, que desencadeiam todo um processo de desequilíbrio que vai sendo aninhado, perigosamente, no coração, culminando num projeto orientado pela desconstrução dos valores morais e da desvalorização da vida, cujo resultado nefasto é o atentado criminoso contra pessoas inocentes.

Esses monstros sociais são aparentemente pessoas normais. Convivem com a família, com as instituições de ensino, bem como com as entidades religiosas sem serem notados. Estão inseridos no mercado de trabalho. Vivem a vida comum da sociedade com suas esperanças e desencantos. Identificar esses protagonistas da tragédia não é tarefa tão fácil, especialmente porque nossas relações são rasas, superficiais e centradas em nós mesmos. Temos mais amigos virtuais do que reais. Convivemos mais com quem está distante do que com quem mora ao lado. Estamos conectados com amigos que nunca vimos e estamos perdendo contato com aqueles que moram dentro da nossa casa. Ademais, nesse universo virtual são muitas as armadilhas perigosas que estão prontas a capturar pessoas com seus truques sutis ou mesmo com suas ameaças descaradas. Basta uma mente aberta, sem os freios morais, para que essa caçada seja consumada. Jogos perigosos, violência exacerbada, promiscuidade sem fronteiras, ideologias nocivas, tudo isso, disputa a alma dos incautos, para fazer deles agentes da tragédia.

A família que deveria ser a trincheira dessa vigilância e o território da vitória contra esses ataques, muitas vezes, está desestruturada, sem capacidade de reflexão e sem força moral e emocional para orientação. Não raro, a família tem se tornado a causa principal dessa desestrutura social. Os sinais do perigo aparecem, mas ninguém nota. E se nota, nada se faz para desarmar essas arapucas da morte. As instituições de ensino nem sempre conseguem detectar esses sintomas. A sociedade, por sua vez, refém da violência, só consegue ver, aturdida, as consequências nefastas das tragédias que se repetem. Repudiamos a violência, mas nem sempre nos posicionamos com firmeza contra suas causas. Gritamos de dor quando somos atingidos, mas nem sempre tomamos medidas cabíveis para evitar novas barbáries. O que fazer diante dessa amarga realidade? Precisamos de famílias mais saudáveis, de relacionamentos mais profundos, de escolas mais humanas, de instituições mais eficazes e de governantes mais responsáveis. Precisamos temer mais a Deus e amar mais as pessoas. Precisamos valorizar mais gente do que coisas. Precisamos cultivar mais os relacionamentos reais do que os virtuais. Precisamos trabalhar mais pela paz do que pela guerra. Precisamos cuidar mais da nossa própria família, para que ela seja lugar de vida e não instrumento de morte. Precisamos do evangelho de Cristo, o único instrumento eficaz para transformador o homem e a sociedade.



Rev. Hernandes Dias Lopes

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Versículo do dia

     Versículo do dia


 "Quando a minha vida já se apagava, eu me lembrei de ti, Senhor, e a minha oração subiu a ti, ao teu santo templo.

Jonas 2:7

Preto no Branco - Ninguém Explica Deus (Ao Vivo) ft. Gabriela Rocha


 

PÃO DIÁRIO - 12/02/2026 - Sem apetite

 Sem apetite


…desejai ardentemente, como crianças […], o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento… —1 Pedro 2:2


Recentemente, quando lutei contra um resfriado forte, perdi o apetite. Eu conseguia passar o dia todo sem ingerir muita comida. Água era suficiente. Mas eu sabia que não sobreviveria muito tempo ingerindo apenas líquido. Precisava recuperar o meu apetite porque o meu corpo necessitava de nutrição.
Quando o povo de Israel saiu do exílio na Babilônia, seu apetite espiritual estava fraco. Eles haviam se afastado de Deus e de Seus caminhos. Para que o povo voltasse a ter saúde espiritual, Neemias organizou um seminário bíblico e Esdras foi o professor.
Esdras leu o livro da lei de Moisés desde a manhã até o meio-dia, alimentando o povo com a verdade de Deus (Neemias 8:3). E o povo ouviu atentamente. Na verdade, seu apetite pela Palavra de Deus foi tão estimulado que os líderes das famílias, os sacerdotes e os levitas encontraram-se com Esdras no dia seguinte para estudar a lei com mais detalhes porque queriam compreendê-la (v.13).
Quando nos sentimos distantes de Deus ou espiritualmente fracos, podemos encontrar nutrição e alimento espiritual na Palavra de Deus. “…desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento…” (1 Pedro 2:2). Peça a Deus que renove o seu desejo por um relacionamento com Ele e comece a alimentar seu coração, alma e mente com a Sua Palavra.
— Poh Fang Chia

Leia: Neemias 8:1-12 

Examine: A Bíblia em um ano: Gênesis 4–6;Mateus 2

Considere: Alimentarmo-nos da Palavra de Deus nos mantém fortes e saudáveis no Senhor.

O CORDÃO DE TRÊS DOBRAS

 



“… o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade” (Ec 4.12).

               Salomão está concluindo sua argumentação sobre a importância da relação conjugal como uma sociedade de apoio e proteção mútua, chegando, agora, ao apogeu de seu pensamento, ao dizer: “o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade”. Não basta ao casal cuidar, proteger e encorajar um ao outro. O casamento não é apenas um relacionamento entre um homem e uma mulher. Essa relação precisa envolver uma terceira pessoa. Aquele que instituiu o casamento e o abençoa precisa ser o fundamento dessa relação. Daí Salomão falar no cordão de três dobras. Quais são essas dobras que formam o cordão que não se rebenta com facilidade?

Em primeiro lugar, o marido é a primeira dobra do cordão. O homem deve assumir o seu papel de deixar pai e mãe para unir-se à sua mulher. Seu amor por ela deve ser perseverante, abnegado, santificador e romântico. Deve dispor-se amá-la a ponto de dar sua vida por ela. Deve tratá-la com honra, considerando-a o vaso mais frágil. O marido deve viver a vida comum do lar, cuidando de sua mulher física, emocional e espiritualmente. O marido deve liderar sua mulher, santificando-a pela palavra, servindo-lhe de exemplo. O marido deve servir a esposa em vez de servir-se dela. Deve protegê-la em vez de fazer dela o seu escudo. Deve ser o sacerdote do seu lar, em vez de delegar a ela  liderança espiritual da família. O marido deve amar sua mulher como Cristo amou a igreja e entregou-se por ela. O marido representa a primeira dobra desse cordão resistente.

Em segundo lugar, a esposa é a segunda dobra do cordão. A mulher deve assumir o papel de amar seu marido e sujeitar-se a ele, no Senhor. Longe de desafiar sua liderança, deve apoiar seu marido como cabeça do lar. Com sabedoria deve edificar sua casa, fazendo bem a seu marido, todos os dias de sua vida. Deve ser amiga, conselheira e intercessora, apoiando seu marido na condução espiritual de seu lar. Como a igreja está sujeita a Cristo, assim a mulher deve sujeitar-se a seu marido. Agindo assim, ela anima seu marido, fortalece seu casamento e abençoa sua família. Está acima de qualquer dúvida que o homem e a mulher têm o mesmo valor aos olhos de Deus. Foram criados com o mesmo valor e são resgatados da mesma maneira. Porém, no casamento eles têm papéis diferentes. O homem não pode tratar a esposa com dureza nem a esposa resistir a liderança de seu marido. O homem não pode ser rude no trato nem a mulher ranzinza nas atitudes. Ambos precisam cuidar um do outro,  uma vez que são parceiros e não competidores.

Em terceiro lugar, Deus é a terceira dobra do cordão. Deus não apenas instituiu o casamento, mas é o alicerce da família. Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam. Quando marido e mulher estribam sua relação apenas sobre seus sentimentos, constroem sua casa sobre a areia. Essa relação não suporta as tempestades da vida. O casamento precisa ser como uma casa construída sobre a rocha. Essa casa pode ser açoitada pela chuva torrencial que cai no telhado, pode ser atingida pela fúria dos ventos que batem nas paredes e pode ser atacada pela violência dos rios que açoitam o alicerce, mas essa casa ainda ficará de pé. Esse é o casamento edificado sobre o próprio Deus. Sem essa terceira dobra do cordão, ele se romperá com as tensões da vida. Sem a presença de Deus no casamento, marido e marido não conseguem suportar as crises que desabam sobre a família. A maior necessidade, portanto, dos casais não é de uma casa maior nem de mais conforto, mas da presença, da direção e da proteção de Deus. É o cordão de três dobras que não se rebenta com facilidade.



Rev. Hernandes Dias Lopes

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Versículo do dia

     Versículo do dia


 ¹⁵ Então lhe disse: Se tua presença não for conosco, não nos faças subir daqui.

Êxodo 33:15


Rachel Novaes - Em Teus Braços Estou Seguro (Ao Vivo)


 

PÃO DIÁRIO - 11/02/2026 - Em Suas mãos

 

Em Suas mãos


…prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus. —Filipenses 3:12


Quando atravessamos uma rua movimentada com crianças pequenas enfileiradas, esticamos as mãos e dizemos: “Segurem firme”, e os pequeninos agarram as nossas mãos o mais forte possível. Mas jamais dependeríamos da força com que eles seguram as nossas mãos. É a nossa força em suas mãos que os seguram e os mantêm a salvo. Deste modo, Paulo insiste: “…fui conquistado por Cristo Jesus” (Filipenses 3:12). Ou mais exatamente, “Cristo me segura com força!”
Uma coisa é certa: não são as nossas mãos segurando a mão de Deus que nos mantêm seguros, mas sim o poder das mãos de Jesus. Ninguém pode nos tirar de Suas mãos — nem o diabo, nem nós mesmos. Uma vez que estamos em Suas mãos, Ele não nos soltará.
Temos esta garantia: “Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão. Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar” (João 10:28-29).
Duplamente seguros: o nosso Pai de um lado e nosso Senhor e Salvador do outro, envolvendo-nos em Suas mãos fortes. Estas são as mãos que modelaram as montanhas e oceanos e arremessaram as estrelas no espaço. Nada nesta vida ou na próxima “…poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 8:39).
— david h. roper

Leia: Romanos 8:31-39 

Examine: A Bíblia em um ano: Malaquias 1-4;Apocalipse 22

Considere: Aquele que nos salvou é o mesmo que nos sustenta.

O MILAGRE DA MULTIPLICAÇÃO

 



O milagre da multiplicação dos pães e dos peixes é o único realizado por Jesus que está registrado nos quatro evangelhos. Daí sua indisputável importância. Esse episódio enseja-nos algumas preciosas lições. Vejamos:

Em primeiro lugar, Jesus demonstra seu cuidado à multidão no dia de seu luto. Se não bastasse a correria do ministério, sem tempo se quer para comer, Jesus acabara de receber a notícia de que João Batista, seu primo e precursor, acabara de ser degolado na prisão, por ordem de Herodes. Nessa hora de dor, ele ainda encontra tempo para atender a uma multidão aflita, ensinando-a, curando seus enfermos e multiplicando pães e peixes para mitigar sua fome. Os dramas da vida não são impedimentos para a prática do amor nem estorvos para servir ao próximo.

Em segundo lugar, Jesus nunca é pego de surpresa, quando nossos problemas parecem insolúveis. Quando Jesus viu a multidão faminta, naquele deserto, já sabia o que estava para fazer. Nossos problemas não o tomam de surpresa. Nossas necessidades não esgotam seus recursos. Nossos impossíveis não colocam limites em seu poder. Antes de enfrentarmos nossos dramas, ele já os conhece e já sabe o que vai fazer para resolvê-los.

Em terceiro lugar, Jesus mesmo sendo onipotente realiza seus prodígios a partir do que temos e não daquilo que não temos. Como Felipe era de Betsaida e eles estavam na região de Betsaida, Jesus perguntou a ele, onde comprariam pão para tanta gente. Felipe jogou a solução do problema para frente, dizendo a Jesus que precisariam trabalhar duzentos dias para conseguirem dinheiro suficiente para alimentar tanta gente. André, por sua vez, apresentou a Jesus um menino que tinha consigo cinco pães de cevada e dois peixinhos, mas diante da escassez desse orçamento para uma demanda tão grande, logo expressou sua opinião: “Mas, o que é isso para tanta gente”. Jesus que criou o universo sem matéria preexistente, multiplicou o que tinham em mãos. O pouco que temos nas mãos de Jesus pode alimentar multidões. O que nos é impossível, torna-se realidade nas mãos de Jesus.

Em quarto lugar, Jesus faz o milagre da multiplicação, mas a distribuição deve ser realizada pelos seus discípulos. O pão que alimenta o povo vem de Jesus, mas a entrega desse pão ao povo, passa pelas mãos de seus discípulos. Só Jesus tem pão com fartura, mas quem deve distribuir esse pão aos famintos somos nós. Cabe-nos alimentar as multidões com o pão que recebemos das mãos de Jesus. Ele é o Pão da Vida. Só ele pode saciar para sempre a fome espiritual das multidões. Nosso papel não é multiplicar as pães, mas distribui-los.

Em quinto lugar, Jesus multiplica o pouco que temos, mas não permite desperdício do que sobeja. Não é porque temos pão com fartura que temos o direito de desperdiçar o que sobeja. Jesus ordenou que fossem recolhidas as sobras. Vale destacar que os discípulos, como aquela multidão, também estavam famintos. Estavam o dia todo em lugar deserto. Então, ao recolherem o que sobejara descobriram que sobraram doze cestos de pães, ou seja, um cesto para cada discípulo. Como o alimento era o salário dos trabalhadores (Mt 10.10), Jesus está mostrando que nunca faltará a provisão para aqueles que se dedicam ao seu trabalho.

Em sexto lugar, Jesus não apenas supriu as necessidades imediatas da multidão, mas também se compadeceu dela como ovelhas sem pastor. Para Jesus a motivação precede a ação. Não basta fazer, é preciso fazer com a motivação certa. Porque Jesus se compadeceu da multidão, mesmo estando de luto e exausto, ensinou, curou e alimentou a multidão. Porque se compadeceu de nós, desceu do céu, foi moído como trigo na cruz, para ser o pão nutritivo que alimenta nossa alma, para sempre!



Rev. Hernandes Dias Lopes

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Versículo do dia

     Versículo do dia


Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós.

Eyshila - Deus Proverá (Ao Vivo) - DVD 10 Anos Collection


 

PÃO DIÁRIO - 10/02/2026 - Fantasia ou uniforme?

 

Fantasia ou uniforme?


…mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências. —Romanos 13:14

Eunice McGarrahan disse numa palestra que fez sobre discipulado cristão: “Uma fantasia é algo que você veste e finge ser aquilo que está vestindo. Um uniforme, por outro lado, o lembra de que você é, na verdade, aquilo que está vestindo.”
O seu comentário despertou memórias do meu primeiro dia de treinamento básico no exército dos Estados Unidos, quando cada um recebeu uma caixa com a ordem de nela guardar as nossas roupas de cidadãos civis. A caixa foi enviada ao nosso endereço residencial. Depois disso, todos os dias o uniforme que vestíamos nos lembrava de que havíamos entrado num período de treinamento disciplinado planejado para mudar as nossas atitudes e ações.
“Deixemos, pois, as obras das trevas…” disse o apóstolo Paulo aos seguidores de Jesus moradores de Roma, “…e revistamo-nos das armas da luz” (Romanos 13:12). E continuou com a seguinte ordem: “…mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências” (v.14). O objetivo deste “deixemos” e de “revesti-vos” era uma nova identidade e um viver transformado (v.13).
Quando escolhemos seguir a Cristo como o nosso Senhor, Ele inicia o processo de nos tornar mais semelhantes a Ele a cada dia. Não é uma questão de fingir ser o que não somos, porém, de nos tornarmos cada vez mais o que somos em Cristo.
— david c. mccasland

Leia: Romanos 13:11-14 

Examine: A Bíblia em um ano: Oseias 9-11;Apocalipse 3

Considere: O discipulado é de graça, mas lhe custará a sua vida. —Dietrich Bonhoeffer

QUANDO DEUS SE ALEGRA COM O SEU POVO

 

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“O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, poderoso para salvar-te; ele se deleitará em ti com alegria; renovar-te-á no seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo” (Sf 3.17).

Sofonias foi contemporâneo de Jeremias. Profetizou tanto o cativeiro de Judá como sua restauração; tanto a queda de Jerusalém, como sua renovação. Depois de trazer uma palavra de juízo à nação, agora, mostra a restauração do povo de Deus. O texto em tela é a síntese dessa mensagem consoladora. Destacaremos aqui cinco verdades:

Em primeiro lugar, a presença de Deus no meio do seu povo é a fonte de sua restauração. “O Senhor Deus, está no meio de ti…”. O mesmo Deus que aplicou o juízo, entregando Jerusalém nas mãos dos caldeus, para um amargo cativeiro, agora, traz o seu povo de volta, restaura-o, e coloca-se em seu meio, como sua fonte restauradora. A maior necessidade da igreja ainda hoje é da presença manifesta de Deus em seu meio. É o senso dessa presença que traz alento para a igreja. É a consciência dessa gloriosa presença que aquece o nosso coração e reaviva a nossa alma.

Em segundo lugar, não há circunstância tão adversa que Deus não possa reverter com seu imenso poder. “… poderoso para salvar-te…”. Foi Deus quem tirou o seu povo da amarga escravidão e o trouxe de volta à sua terra. É Deus quem poderosamente nos liberta da escravidão do pecado. É ele quem quebra nossas algemas e rompe nossos grilhões. Não é o fraco braço da carne que nos traz salvação, mas o braço onipotente de Deus. Ele planejou, executa e consumará a nossa plena redenção. Sua graça é maior do que o nosso pecado. Nenhuma coisa é demasiadamente difícil para ele.

Em terceiro lugar, a restauração do povo de Deus traz alegria ao próprio coração de Deus. “… ele se deleitará em ti com alegria…”. Quando o povo de Deus se volta para ele em arrependimento, Deus volta-se para seu povo em graça e misericórdia, oferecendo-lhe perdão e restauração. Deus se deleita em nós, quando nós temos prazer nele. Deus se deleita em nós com alegria, quando ele mesmo é a fonte dessa alegria. A salvação de Deus dada a nós, traz glória ao próprio nome de Deus.

Em quarto lugar, a renovação que Deus opera na vida do seu povo é fruto de seu acendrado amor. “… renovar-te-á no seu amor…”. O amor de Deus é eterno, imerecido e provado. Porque nos ama com amor eterno, nos atrai para si com cordas de amor. Porque nos ama de forma imerecida, oferece-nos sua graça, sendo nós merecedores de seu castigo. É o amor de Deus que nos renova. Quanto mais reconhecemos o amor de Deus por nós, mais nos consagramos a ele e mais deleite ele tem em nós. Fugimos do pecado e buscamos a santidade não apenas por medo do juízo, mas, sobretudo, porque queremos agradar o coração de Deus, o Pai de misericórdias e Deus de toda a consolação.

Em quinto lugar, o deleite de Deus em seu povo é de puro júbilo. “… regozijar-se-á em ti com júbilo”. Deus tem mais prazer em seu povo, quanto mais seu povo se regozija nele. Deus nos aceita no Amado. Ele se alegra com seu povo como um noivo se alegra com sua noiva. Somos a herança de Deus, filhos de Deus, herdeiros de Deus, a menina dos olhos de Deus, a delícia de Deus. Ele nos deu vida. Ele nos adotou em sua família. Ele preparou para nós um lugar do gozo inefável. Desfrutaremos de sua presença pelo desdobrar da eternidade. Glorificá-lo-emos e fruiremos sua presença pelos séculos sem fim. Oh, graça imensa! Oh, amor eterno! Oh, salvação bendita!



Rev. Hernandes Dias Lopes

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Versículo do dia

     Versículo do dia


 ¹⁴ Porque nos tornamos participantes de Cristo, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim. 

Hebreus 3:14

Felipe Rodrigues - Tudo é Perda (Ao Vivo)


 

PÃO DIÁRIO - 09/02/2026 - Esperança para céticos

 

Esperança para céticos


…assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz… —Isaías 55:11


Como capelão, tenho o privilégio de conversar com pessoas diferentes. Algumas são céticas em relação à fé cristã. Descobri três grandes barreiras que as impedem de confiar em Cristo para serem salvas.
A primeira, surpreendentemente, não é a indisposição de crer que Deus existe; alguns na verdade duvidam ser importantes o bastante para receberem a atenção de Deus. Outra barreira é que alguns creem não serem dignos do perdão de Deus. As pessoas são geralmente os seus próprios e mais severos juízes. A terceira barreira? Elas se perguntam “se Ele existe”, por que Deus não se comunica com elas.
Vamos trabalhar de trás para frente com as barreiras para ver o que a Palavra de Deus diz. Primeiro, Deus não faz jogos mentais. O Senhor promete que se nós lermos a Sua Palavra, Ele garantirá que ela cumpra o Seu propósito (Isaías 55:11). Em outras palavras, se a lermos, descobriremos que Deus está se comunicando conosco. É exatamente por isso que a Bíblia fala com tanta frequência sobre a Sua graça e misericórdia conosco (v.7). A disposição de Deus em nos perdoar vai além da nossa própria disposição. Uma vez que compreendemos que podemos ouvir a Deus na Bíblia e vemos a ênfase em Sua misericórdia, torna-se mais fácil acreditar que temos Sua atenção quando clamamos a Ele.
A história de Deus é incrível. Pode dar esperança a todos nós.
— Randy Kilgore

Leia: Isaías 55:6-13 

Examine: A Bíblia em um ano: Oseias 5-8;Apocalipse 2

Considere: O ceticismo honesto pode ser o primeiro passo para uma fé íntegra.

A MORTE DE CRISTO NÃO FOI UM ACIDENTE NEM SUA RESSURREIÇÃO UMA SURPRESA

 




A morte de JESUS foi planejada e planejada desde a eternidade (Ap 13.8). Toda a história da humanidade foi uma preparação para a chegada do Messias e ele veio para morrer, e morrer pelos nossos pecados. Tanto sua morte como sua ressurreição estavam fartamente profetizados nas Escrituras (1Co 15.3,4). Os profetas falaram com clareza diáfana sobre a morte de Cristo séculos antes dele nascer. O próprio Jesus profetizou, sem rodeios, sobre sua própria morte. Ele não recuou diante da morte nem ficou surpreendido quando foi sentenciado à morte e morte de cruz. Jesus não morreu porque Judas o traiu por ganância, ou porque o sinédrio o prendeu e o acusou de blasfêmia contra Deus e conspiração contra César. Jesus não morreu porque os discípulos o abandonaram ou porque Pilatos, covardemente, o condenou à morte, mesmo estando convicto de sua inocência. Jesus morreu porque o Pai o entregou por amor. Ele morreu porque a si mesmo se deu, voluntariamente, pelo seu povo, para morrer pelas suas ovelhas.

A morte de Jesus, portanto, não foi um acidente nem sua ressurreição uma surpresa. Ele não morreu porque sucumbiu à trama do sinédrio, que nos bastidores do poder eclesiástico, urdiram sua prisão e conduziram ilegalmente todo o processo de sua acusação e condenação. Jesus não morreu porque foi uma vítima indefesa diante do poder de Roma. Ele morreu porque para este fim veio ao mundo. Ele morreu porque sua morte foi o nosso êxodo, a libertação do nosso cativeiro. Jesus caminhou para a cruz como um rei caminha para sua coroação. Ele glorificou o Pai na sua morte e o Pai o glorificou em sua ressurreição.

A morte de Cristo foi a maior demonstração do amor e da justiça de Deus. Ali na cruz do Calvário a justiça e a paz se beijaram. A cruz é o palco mais eloquente, onde refulge a justiça divina. Ali Deus puniu o nosso pecado em seu próprio Filho. Ele lançou sobre ele a iniquidade de todos nós. Agradou ao Pai moê-lo na cruz. O golpe da lei que deveríamos sofrer, Jesus sofreu por nós. O cálice amargo da ira de Deus que deveria ser sorvido por nós, foi dado a Jesus. Ele morreu em nosso favor, em nosso lugar, como nosso fiador e representante. Ele morreu a nossa morte. Por outro lado, a morte de Jesus foi a mais vívida demonstração do amor de Deus pelos pecadores. Deus nos amou quando éramos ímpios, fracos, pecadores e inimigos. Ele amou-nos não porque merecíamos o seu amor, mas exatamente quando éramos os objetos da sua ira. Ele amou-nos não por causa dos nossos méritos, mas apesar dos nossos deméritos. Deus não escreveu seu amor por nós em letras de fogo nas nuvens, mas esculpiu seu amor por nós na cruz de seu Filho. Ele, por amor de nós, não poupou a seu próprio Filho, antes por todos nós o entregou.

A morte de Cristo nos trouxe vida. Por sua morte somos justificados. Ao morrer pelos nossos pecados, Jesus abriu-nos um novo e vivo caminho para Deus. O véu do templo rasgou-se de alto a baixo. Agora, todos nós temos livre acesso à presença de Deus. Fomos feitos uma raça de sacerdotes. Porque Jesus morreu por nós, temos paz com Deus em relação ao passado, acesso à graça em relação ao presente e esperança da glória em relação ao futuro. Jesus não morreu para possibilitar a nossa salvação, ele morreu para efetivá-la. Sua morte foi substitutiva. Ele morreu morte vicária. Por morrer pela sua igreja, pelas suas ovelhas, pelo seu povo, trouxe-nos completa e perfeita redenção. Agora, aqueles a quem o Pai lhe deu desde a eternidade, por quem ele morreu na cruz, são eficazmente chamados, justificados e glorificados. Nada nem ninguém pode nos arrancar dos seus braços nem nos separar do amor de Deus. Temos em Jesus Cristo copiosa e segura redenção. A morte de Jesus, o Cristo de Deus, nos trouxe vida eterna e sua ressurreição garantiu a nossa justificação.




Rev. Hernandes Dias Lopes

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Versículo do dia

     Versículo do dia


⁵ Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor!

⁷ Bendito o homem que confia no Senhor, e cuja confiança é o Senhor. 

Jeremias 17:5,7

Marquinhos Gomes - Não Morrerei - Acústico 93 - 2022


 

PÃO DIÁRIO - 08/02/2026 - Competição de presentes

 

Competição de presentes


Graças a Deus pelo seu dom inefável! —2 Coríntios 9:15


Um comercial de Natal que gosto na TV mostra dois vizinhos em uma competição amigável para ver quem consegue espalhar mais a alegria do Natal. Um fica de olho no outro enquanto decora sua casa e árvores com luzes. Depois, cada um aperfeiçoa a sua propriedade para ficar melhor do que a do outro. Eles, em seguida, começam a competir para ver quem consegue ser mais extravagante com os outros vizinhos, correndo e distribuindo presentes alegremente.
O povo de Deus não está em uma competição para ver quem consegue doar mais, mas somos chamados para sermos “…generosos em dar e prontos a repartir” (1 Timóteo 6:18). O apóstolo Paulo instruiu a igreja em Corinto: “Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria” (2 Coríntios 9:7).
Na época de Natal, conforme compartilhamos presentes, nos lembramos da generosidade de Deus conosco — Ele deu o Seu Filho. O escritor Ray Stedman disse: “Jesus deixou Suas riquezas de lado e entrou em Sua criação num estado de pobreza para enriquecer a todos nós por Sua graça.”
Nenhum presente jamais poderia competir com a abundância do Senhor. Agradecemos a Deus pelo indescritível presente que é Jesus! (v.15).
— Anne Cetas

Leia: 2 Coríntios 9: 6-15 

Examine: A Bíblia em um ano: Oseias 1-4;Apocalipse 1

Considere: Nenhum presente é maior do que o próprio Cristo.

Versículo do dia

     Versículo do dia ¹⁵ Mas se não derdes ouvidos à voz do Senhor, e antes fordes rebeldes ao mandado do Senhor, a mão do Senhor será contr...