terça-feira, 5 de março de 2019

Como enfrentar vitoriosamente a velhice

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Billy Graham, em seu livro “A caminho de Casa” disse, corretamente, que a velhice não é para os fracos. A longevidade é uma bênção de Deus, mas precisamos nos preparar para ela. A velhice é um privilégio, mas sua bagagem é pesada. Mesmo sendo chamada por alguns de idade de ouro, essa fase outonal da vida não é indolor. Muitos colhem na velhice os amargos frutos que plantaram na juventude. Outros, passam a velhice na solidão porque jamais investiram em bons relacionamentos, nem mesmo dentro da família. A velhice ditosa é resultado de uma semeadura feita ao longo da vida. Como enfrentar vitoriosamente a velhice?

Em primeiro lugar, reconhecendo que a velhice é um tempo de fraqueza física. O salmista orou: “Não me rejeites na minha velhice; quando me faltarem as forças, não me desampares” (Sl 71.9). Na velhice, não raro, ficamos com os olhos embaçados, com as pernas bambas e com os braços sem vigor. Fechamos esse ciclo da vida dependendo de cuidados. Não conseguimos mais lidar com os desafios da vida com o mesmo vigor da juventude.

Em segundo lugar, reconhecendo que a velhice é tempo oportuno de testemunho. Se nossas forças físicas vão sendo depauperadas na velhice, nossa maturidade espiritual vai se robustecendo. O salmista clamou a Deus e pediu: “Não me desampares, pois, ó Deus, até a minha velhice e às cãs; até que eu tenha declarado à presente geração a tua força e às vindouras o teu poder”. Na Olimpíada da vida, estamos numa corrida de revezamento. Precisamos passar o bastão para nossos filhos e netos com precisão. Precisamos transmitir a eles quão grande é o nosso Deus e quão magnífico é o seu poder. Isso é mais do que um mero tradicionalismo que mantém a fé morta dos que estão vivos. Isso deve ser uma tradição sagrada que realça a fé viva daqueles que já nos antecederam. O maior legado que podemos deixar para nossos filhos e netos, para esta e a futura geração, é o testemunho vivo e fiel do evangelho. Bens materiais e conhecimento intelectual sem a riqueza do evangelho pode constituir-se num desastre para as futuras gerações, pois nada afasta mais o homem de Deus do que sua tola autossuficiência.

Em terceiro lugar, reconhecendo que na velhice não podemos nos aposentar da vida. A aposentaria é o sonho dourado do trabalhador. Muitos anseiam tanto por ela que se esquecem de aproveitar a vida enquanto trabalham. Aqueles que se aposentam e vestem um pijama morrem cedo. Aqueles que se aposentam da vida e desistem dos sonhos na velhice, deixam de desfrutar das alegrias das cãs. Assim como não existe aposentadoria no reino de Deus, também não existe aposentadoria da vida. Devemos viver à semelhança de uma vela, brilhar com a mesma intensidade até o final. Viver com alegria, gratidão e entusiasmo deve ser o nosso lema, todos os dias.

Em quarto lugar, reconhecendo que na velhice Deus nos farta de bens e nos renova as forças. A velhice pode ser amarga e dolorosa se for vivida na solidão dos homens e no desamparo divino. Porém, se estivermos cercados de afeto e amparados pelo braço do Onipotente, poderemos desfrutar gozo inefável e alegria indizível. O salmista disse que Deus é quem farta de bens a nossa velhice, de sorte que a nossa mocidade se renova como a da águia (Sl 103.5). O profeta Isaías disse que Deus faz forte ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor. Os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam (Is 40.29,31).

Em quinto lugar, reconhecendo na velhice podemos ser cheios do Espírito Santo. As lembranças são um grande legado da velhice. Mas os velhos não devem viver apenas de memórias. A velhice é tempo de ser cheio do Espírito e alimentar grandes sonhos. Abraão com setenta e cinco anos iniciava a mais emocionante jornada de sua vida. Calebe com oitenta e cinco anos tinha projetos ousados a realizar. Moisés com oitenta anos liderou seu povo rumo à terra prometida. Mesmo na velhice podemos produzir muitos frutos. O profeta Joel disse que os velhos, cheios do Espírito Santo, sonharão (Jl 2.28). Eles olharão para a vida com visão do farol alto e subirão nos ombros dos gigantes. A velhice não deve ser vista como um fardo, mas como um sublime privilégio. Que Deus nos prepare para essa importante fase da vida!



Pr. Hernandes Hernandes Dias Lopes

segunda-feira, 4 de março de 2019

MOMENTO DA PALAVRA COM O Pr JOSUÉ GONÇALVES

PAI VIVO, FILHO ORFÃO... - Pr. Josué Gonçalves




Versículo do dia

Versículo do dia


E, como insistissem, perguntando-lhe, endireitou-se, e disse-lhes: Aquele que de entre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela.

VÍDEO DO DIA - Banda NeoSoul - Nenhuma Condenação

Banda NeoSoul - Nenhuma Condenação



PÃO DIÁRIO - 04/03/2019 - Amor e apoio


Amor e apoio

Dou graças ao meu Deus […] pela vossa cooperação no evangelho, desde o primeiro dia até agora. —Filipenses 1:3,5


Recebi um bilhete de uma amiga que trabalha num orfanato de um país em desenvolvimento: “Ontem, enquanto estava sentada à mesa de meu escritório, notei uma fila de formigas no chão. Ao segui-la fiquei chocada em ver que milhares de formigas haviam coberto as paredes do prédio — por dentro e por fora. Elas invadiram tudo. Felizmente, um dos trabalhadores agiu rapidamente. Menos de uma hora depois, as formigas tinham desaparecido.”
Após contar esta história, ela escreveu: “E como foi o seu dia no trabalho?” Algumas vezes precisamos de lembretes sobre quais são as necessidade daqueles que deixaram para trás o conforto e a comodidade de seus lares. Deus chama cada um de nós para servi-lo em caminhos diferentes e alguns destes são pedregosos. Trabalhar num escritório tomado por formigas não é atrativo para ninguém, mas minha amiga não está lá pelas vantagens.
Ela e muitos cristãos tiveram seus corações cativados por Cristo e creem que abandonar certos confortos e conveniências “essenciais” é algo pequeno a fazer para honrar aquele que nos ama. Eles precisam de nosso apoio da mesma maneira como Paulo dependia dos seus amigos em Filipo — por comunhão (Filipenses 1:5), financeiramente (4:16) e por cuidado (4:18). Ao encorajarmos nossos amigos que abandonaram seus ambientes familiares para servir a Deus em outro lugar, demonstramos os nosso amor por Aquele que os enviou.
— Dave Branon


Leia: Filipenses 4:10-18 

Examine: A Bíblia em um ano: Amós 7-9;Apocalipse 8

Considere: A glória da vida está em amar, em dar e em servir sem esperar recompensa.

O que motiva você a contribuir com a obra de Deus?

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A contribuição com a obra de Deus e a oferta aos pobres e necessitados é uma prática bíblica inegável. Infelizmente, vivemos hoje dois extremos nesta questão: aqueles que, alimentados pela ganância, ultrapassam os limites das Escrituras e astuciosamente arrancam o último vintém dos incautos, e aqueles que amam mais o dinheiro do que a Deus e fecham o coração e o bolso, negligenciando a graça da contribuição, sendo infiéis na mordomia dos bens.

A devolução dos dízimos é um claro ensino bíblico, presente antes da lei, durante a lei e depois da lei. A contribuição pessoal, voluntária, generosa, sistemática e alegre está presente tanto no Antigo como no Novo Testamento. O rei Davi oferece-nos alguns princípios importantes sobre a contribuição que glorifica a Deus, quando se preparava para construir o templo de Jerusalém. Esses princípios podem ser vistos no texto de 1Crônicas 29.1-22.

Em primeiro lugar, devemos contribuir porque a obra de Deus a ser realizada é muito grande (1Cr 29.1). Davi disse: “… esta obra é grande; porque o palácio não é para homens, mas para o Senhor Deus”. Davi estava construindo o templo e o palácio. Queria fazer o melhor e dar o melhor para Deus. Tudo o que fazia não era pensando nos homens, mas em Deus. Igualmente, a igreja está realizando uma grande obra. Há templos a serem construídos, igrejas a serem plantadas, pessoas necessitadas a serem assistidas, missionários a serem enviados, muito terreno a ser conquistado aqui e além fronteira.

Em segundo lugar, devemos contribuir com liberalidade porque Deus merece o melhor (1Cr 29.2). Davi, com todas as suas forças preparou para a Casa de Deus, em abundância, aquilo que existia de melhor. Deus é o dono de tudo. Tudo o que temos vem das suas mãos. Tudo o que damos, também procede de suas dadivosas mãos. Ele é Deus de primícias. Merece o melhor e não as sobras. As coisas de Deus precisam ser feitas com excelência. Não podemos ofertar a Deus com usura, pois ele não nos dá suas bênçãos por medida. Ao ofertar ao Senhor, devemos colocar aí o nosso coração e a nossa força.

Em terceiro lugar, devemos contribuir movidos por grande amor a Deus e à sua obra (1Cr 29.3). Davi não apenas recolheu ofertas dos outros, mas ele pessoalmente deu para a Casa do seu Deus o ouro e a prata particulares que tinha. E fez isso, porque amava a Casa do seu Deus. Quem ama dá. Quem ama é pródigo em ofertar. Nosso amor por Deus não passa de palavrório vazio se não ofertamos ao Senhor com generosidade. Nossa contribuição, ainda que sacrificial, não tem valor diante de Deus, se não é motivada pelo nosso amor ao Senhor e a sua obra. O apóstolo Paulo diz que ainda que entreguemos todos os nossos bens para os pobres, se não tivermos amor, nada disso aproveitará.

Em quarto lugar, devemos contribuir espontaneamente motivados pela alegria de Deus (1Cr 29.5-9). A contribuição é uma graça que Deus nos dá. É um privilégio ser cooperador com Deus na sua obra. O ato de contribuir é uma expressão de culto e adoração. Deus ama a quem dá com alegria. A voluntariedade e a alegria são ingredientes indispensáveis no ato de contribuir. Davi perguntou ao povo: “Quem está disposto, hoje, a trazer ofertas liberalmente ao Senhor? O povo se alegrou com tudo o que se fez voluntariamente; porque de coração íntegro deram eles liberalmente ao Senhor; também o rei Davi se alegrou com grande júbilo” (1Cr 19.5,9). Devemos vir ao gazofilácio para ofertar, exultando de alegria e não com tristeza.

Em quinto lugar, devemos contribuir conscientes de que Deus é dono de tudo e que tudo deve ser feito para a sua glória (1Cr 29.10-22). O resultado da alegre, generosa e abundante oferta do rei e do povo foi a manifestação da glória de Deus. Davi louvou a Deus pela sua glória, poder e riqueza, reconhecendo que as ofertas que deram tinham vindo do próprio Deus. O povo adorou a Deus e houve grande regozijo. O maior propósito da nossa contribuição deve ser a manifestação da glória de Deus. John Piper tem razão em dizer que o Senhor é mais glorificado em nós quanto mais nos deleitamos nele. Que tudo o que somos e temos esteja a serviço de Deus e seja um tributo de glória a Deus. Que os bens que Deus nos deu estejam no altar de Deus, a serviço a Deus.



Por Rev Hernandes Dias Lopes

domingo, 3 de março de 2019

Versícaulo do dia

Versícaulo do dia


Assim diz o Senhor, aquele que fez um caminho pelo mar, uma vereda pelas águas violentas,

VÍDEO DO DIA - Aline Barros - Rendido Estou - DVD Extraordinária Graça

Aline Barros - Rendido Estou - DVD Extraordinária Graça



PÃO DIÁRIO - 03/03/2019 - Vivendo ao contrário

Vivendo ao contrário

…quem perder a vida por minha causa achá-la-á. —Mateus 16:25



O Rio Chicago é incomum porque flui ao contrário. Engenheiros reverteram sua direção há mais de um século porque os habitantes da cidade o utilizavam como despejo. Lavaduras, detritos e lixo industrial, tudo convergia para o rio que desemboca no Lago Michigan. Como o lago era fonte de água potável para a cidade, milhares ficaram doentes e morreram antes que as autoridades decidissem redirecionar o rio para fluir ao contrário e não desembocar no lago.
Quando olhamos para a vida terrena de Jesus, pode parecer algo contrário ao que esperaríamos. O Rei da glória veio à Terra como infante vulnerável. Como o Deus encarnado, suportou acusações de blasfêmia. Como o único homem sem pecado, Ele foi crucificado como criminoso. Mas Jesus viveu na terra de acordo com a vontade de Deus (João 6:38).
Como seguidores de Cristo, nos revestirmos das atitudes e ações de Jesus pode parecer “contrário”. Abençoar os nossos inimigos (Romanos 12:14), valorizar a santidade em detrimento das riquezas (1 Timóteo 6:6-9) e alegrar-se na dificuldade (Tiago 1:2) parecem opor-se à sabedoria do mundo. No entanto, Jesus disse: “…quem perder a vida por minha causa achá-la-á” (Mateus 16:25).
Não se preocupe se ao viver a sua vida algumas vezes parecer que você está fluindo ao contrário. Deus dará a você a força para honrá-lo e Ele o impulsionará a seguir em frente.
— Jennifer Benson Schuldt

Leia: Mateus 16:21-28 

Examine: A Bíblia em um ano: Amós 4-6;Apocalipse 7

Considere: Revestir-nos com as atitudes e ações de Jesus demonstra a Sua presença em nossas vidas.

A observância do domingo, o dia do Senhor

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A redenção precede a santidade. Antes de dar a lei moral para o seu povo, Deus falou-lhe de seu resgate da escravidão (Ex 20.1,2). Porque somos o povo da aliança, devemos observar os preceitos do pacto. Deus nos deu um dia da semana para cessarmos nossas atividades comuns, a fim de cultivarmos um relacionamento profundo com ele. A observância do dia do Senhor é uma expressão do amor de Deus por nós e uma oportunidade para estreitarmos nossa comunhão com ele e nos deleitarmos nele. Devemos nos alegrar em Deus mais do que nas bênçãos de Deus. Deus é melhor do que suas dádivas.

O sábado judaico foi substituído pelo domingo, o dia do Senhor. O sábado marca o fim da obra da criação e o domingo o fim da obra da redenção. Deus designou um dia inteiro em cada sete (Is 56.2-7), que era o sábado desde o princípio do mundo até a ressurreição de Cristo (Gn 2.3) e o domingo desde então, e há de assim continuar até o fim do mundo (At 20.7; 1Co 16.2). Cristo consumou a obra da redenção na cruz e ressuscitou no domingo (Mt 28.1-6). Ele apareceu aos seus discípulos no domingo (Jo 20.19-29). Num domingo, o Espírito Santo foi derramado (At 2.1-4). Num domingo, a igreja cristã se reunia para ofertar e adorar (1Co 16.2) e celebrar a ceia (At 20.7). Num domingo Jesus apareceu a João na Ilha de Patmos para trazer-lhe a revelação apocalíptica (Ap 1.10). Desde então, a igreja cristã, ao longo dos séculos tem separado o primeiro dia da semana, o dia do Senhor, para dedicar-se e consagrar-se a Deus e à sua obra.

Os apóstolos, os nossos primeiros pais, os reformadores, os puritanos e aqueles que nos legaram o evangelho tiveram um santo zelo na observância do dia do Senhor. Entretanto, a secularização que invadiu a nossa cultura tem influenciado de tal forma a igreja, que os cristãos contemporâneos estão desprezando essa observância. Poucos são os crentes que se preparam espiritualmente para virem à Casa de Deus no domingo. Muitas vezes, enchemos de tal maneira a nossa agenda no sábado à noite, que no domingo ausentamo-nos da igreja, ou chegamos atrasados ou até mesmo comparecemos, mas com uma séria indisposição físico-mental para estudar as Escrituras. Há aqueles que substituem o culto do dia do Senhor por quaisquer outros compromissos, dando clara evidência de que relegam a um plano secundário a observância desse preceito bíblico. Na verdade, temos pecado contra Deus neste aspecto. Precisamos nos arrepender e voltarmo-nos ao ensino das Escrituras. Precisamos preparar os nossos corações e de antemão ordenar os nossos negócios ordinários (Ex 16.22-30; Ne 13.15-22; Lc 23.56), a fim de descansarmos de nossos labores seculares (Ex 20.8-11; Jr 17.21,22) e recreações (Is 58.13,14) para nos ocuparmos em exercícios públicos e particulares de culto e também nos deveres de necessidade e misericórdia (Lc 4.16; Lv 23.3; At 20.7).

O desprezo do dia do Senhor traz consequências graves para a família e para a igreja. As diversões, a televisão, os esportes, ou mesmo a ociosidade no dia do Senhor estão levando os crentes à indolência espiritual. Estamos sendo engolidos pelo secularismo que despreza a Deus e sua santa Palavra. Precisamos nos voltar para o Senhor, lembrarmo-nos do dia do Senhor com santo deleite e profusa alegria. Na geração do descompromisso, do relativismo moral, da apatia espiritual, do misticismo heterodoxo, é preciso que a igreja se arrependa, se humilhe e se levante no poder do Espírito para viver de modo digno de Deus. É tempo de resgatarmos a observância fiel e zelosa do dia do Senhor!




Por  Rev Hernandes Dias Lopes

sábado, 2 de março de 2019

MOMENTO DA PALAVRA COM O Pr JOSUÉ GONÇALVES

FALANDO DE SEXO COM OS FILHOS 

- Pr. Josué Gonçalves




Versículo do dia

Versículo do dia


O estrangeiro residente que viver com vocês será tratado como o natural da terra. Amem-no como a si mesmos, pois vocês foram estrangeiros no Egito. Eu sou o Senhor, o Deus de vocês.

VÍDEO DO DIA - Kleber Lucas - Deus Forte


Kleber Lucas - Deus Forte 



PÃO DIÁRIO - 02/02/2019 - Uma nova força


Uma nova força

…porque os meus olhos já viram a tua salvação, a qual preparaste diante de todos os povos. —Lucas 2:30-31

Quando o padre jesuíta Matteo Ricci foi à China no século 16, coletou amostras de arte religiosa para ilustrar a história cristã a pessoas que nunca tinham ouvido sobre isso. Elas aceitaram prontamente os retratos de Maria segurando o bebê Jesus, mas quando ele apresentou pinturas da crucificação e tentou explicar que o Deus-criança tinha vindo para ser executado, seus ouvintes reagiram com repulsa e horror. Eles não podiam adorar um Deus crucificado.
Ao olhar os meus cartões de Natal, percebo que fazemos o mesmo. Em nossas celebrações e rituais, podemos não pensar sobre como a história que começou em Belém acabou no Calvário.
No relato da história de Natal feito por Lucas, apenas uma pessoa — o velho Simeão — parece apreender a misteriosa natureza do que Deus fez acontecer. “…Eis que este menino está destinado tanto para ruína como para levantamento de muitos em Israel e para ser alvo de contradição,” ele disse a Maria, e então previu que uma espada transpassaria a alma de Maria (2:34-35).
Simeão sabia que embora superficialmente pouco tinha mudado — Herodes ainda governava, as tropas romanas ainda ocupavam Israel — nos bastidores, tudo tinha mudado. A redenção prometida por Deus tinha chegado.
— Philip Yancey

Leia: Lucas 2:25-34 

Examine: A Bíblia em um ano: Joel 1-3;Apocalipse 5

Considere: O berço sem a cruz perde o verdadeiro significado do nascimento de Cristo.

A abundante graça de Deus

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Desde o Pentecostes, a igreja de Jerusalém, cheia do Espírito Santo, crescia em números e em graça. Permanecia firme na palavra e arraigada na oração. Tinha intimidade com Deus e simpatia aos olhos do povo. Adorava a Deus com entusiasmo e em cada alma havia temor. Nessa igreja havia uma liderança cheia do Espírito e um povo comprometido com a santidade. No capítulo quatro de Atos, somos informados que em todos os crentes havia abundante graça (At 4.33). Cinco verdades nos chamam a atenção na passagem em apreço.

Em primeiro lugar, abundante graça apesar de atroz perseguição (At 4.3). Os líderes da igreja estavam sendo encerrados em prisão e açoitados não porque fossem delinquentes e perturbadores da ordem social, mas porque pregavam o poderoso evangelho de Cristo. Uma igreja fiel sempre despertará a fúria do mundo. Uma igreja santa sempre incomodará uma sociedade rendida ao pecado. Porém, apesar de viver debaixo de opressão, a igreja tinha abundante graça, exuberante alegria e poderoso testemunho.

Em segundo lugar, abundante graça manifestada num ousado testemunho (4.8). A igreja dava audacioso testemunho do evangelho mesmo debaixo das ameaças mais ruidosas. Longe da igreja recuar e calar sua voz diante dos açoites e prisões, tornou-se mais intrépida. O apóstolo Pedro, cheio do Espírito Santo, deixou claro que a cura do paralítico (descrita no capítulo 3 de Atos) não era um prodígio realizado por seu próprio poder. Era uma obra soberana de Jesus, o mesmo que vencera a morte, ressuscitando dentre os mortos. Pedro não se concentra no milagre da cura, mas anuncia a Jesus como o único que pode salvar o pecador. O milagre não é o evangelho, mas abre portas para o evangelho. Pedro não hesitou em proclamar no quartel general do Judaísmo que o Messias esperado era o Jesus que havia sido crucificado em Jerusalém e levantado da morte. Não há nenhum hiato entre o Cristo divino e o Jesus histórico. Ele é o Salvador do mundo.

Em terceiro lugar, abundante graça demonstrada em fervorosa oração (At 4.24). Enquanto a liderança da igreja é ameaçada pelas autoridades no front da batalha, a igreja fica na retaguarda da oração. Longe desses crentes perderem a coragem e o fervor espiritual diante da perseguição, entregam-se à oração com mais fervor, sabendo que Deus é soberano e que até mesmo as ações mais perversas dos ímpios estão rigorosamente sob o controle de Deus. A igreja não pede cessação da perseguição, mas poder para testemunhar no meio da perseguição. A igreja não pede ausência de luta, mas oportunidade para pregar. Enquanto os crentes oravam, o Espírito Santo desceu sobre eles. A casa onde estavam reunidos tremeu e todos, com intrepidez, deram testemunho de Cristo. Não há poder sem oração e não há eficácia na pregação sem oração. A igreja precisa não dos aplausos do mundo, mas do poder do Espírito Santo. Precisa não do reconhecimento da terra, mas da intrepidez do céu.

Em quarto lugar, abundante graça revelada na plenitude do Espírito Santo (At 4.31). Quando a igreja orou, os céus se abriram, o Espírito Santo desceu e todos ficaram cheios do Espírito Santo. Antes desse revestimento de poder a igreja estava trancada por medo; agora, é trancada por falta de medo. Antes, eles temiam os açoites das autoridades, agora são as autoridades que temem a igreja. Uma igreja cheia do Espírito é irresistível. Ela não teme ninguém a não ser a Deus. Ela não foge de nada exceto do pecado. Um crente cheio do Espírito Santo pode até ser preso e algemado, mas se torna um embaixador em cadeias. Os homens podem prender a nós, mas jamais a palavra de Deus.

Em quinto lugar, abundante graça comprovada pela visível generosidade (At 4.32). Uma igreja cheia de graça é apegada às pessoas e desapegada das coisas. Não retém os bens apenas para si; distribui-os com generosidade. Não acumula com ganância, mas distribui com generosidade. Ama não apenas de palavras, mas de fato e de verdade. Suas obras são o avalista de seus palavras. Prega não apenas aos ouvidos, mas também aos olhos!



Por Rev Hernandes Dias Lopes

sexta-feira, 1 de março de 2019

Versículo do dia

Versículo do dia


Todos recebemos da sua plenitude, graça sobre graça.

VÍDEO DO DIA - RIQUEZA - Angelo Torres e Álvaro Tito

RIQUEZA - Angelo Torres e Álvaro Tito



PÃO DIÁRIO - 01/03/2019- Recompensas eternas

Recompensas eternas

Pois o exercício físico para pouco é proveitoso, mas a piedade para tudo é proveitosa… —1 Timóteo 4:8

A ginasta ucraniana Larisa Latynina bateu o recorde de 18 medalhas olímpicas. Ela as ganhou nas Olimpíadas de 1956, 1960 e 1964. O recorde de 48 anos foi quebrado quando Michael Phelps nadou por sua 19.ª medalha de ouro no revezamento estilo livre 4 x 200 m nas Olímpiadas de 2012, em Londres. “[Larisa] meio que ficou perdida na história,” disse o editor da revista International Gymnast (Ginasta Internacional). Quando a União Soviética se desintegrou, “nós a havíamos esquecido”.
O apóstolo Paulo nos lembra de que algumas vezes o trabalho árduo é esquecido. Os atletas sujeitam seus corpos à grande disciplina enquanto treinam a fim de ganhar medalhas perecíveis para premiar os seus esforços (1 Coríntios 9:25). Mas não são apenas as medalhas que perecem. Com o tempo, a memória que as pessoas têm desses feitos se ofusca e desaparece. Se os atletas podem sacrificar tanto para alcançar recompensas na terra, que eventualmente serão esquecidas, quanto esforço a mais os seguidores de Cristo deveriam ter para ganhar uma coroa imperecível? (1 Timóteo 4:8).
O sacrifício e a determinação dos atletas são recompensados com medalhas, troféus e dinheiro. Mas de modo muito mais grandioso, o nosso Pai celestial recompensa a disciplina de Seus filhos (Lucas 19:17).
Deus jamais esquecerá o nosso trabalho feito por amor a Ele, que nos amou primeiro.
— C. P. Hia


Leia: 1 Coríntios 9:24-27 

Examine: A Bíblia em um ano: Oseias 12-14;Apocalipse 4

Considere: O sacrifício pelo reino nunca deixa de ser recompensado.

O corpo humano, uma obra de arte

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O livro de Jó faz uma das declarações mais fantásticas acerca da origem do homem. Eis o que está escrito: “O Espírito de Deus me fez, e o sopro do Todo-poderoso me dá vida” (Jó 33.4). O nosso corpo tem dois componentes bem distintos: Fomos feitos do barro e recebemos vida pelo sopro de Deus . Assim, somos corpo e alma. Nosso corpo, feito pelo Espírito de Deus, é uma máquina supermoderna. A mais sofisticada tecnologia jamais concebeu algo tão extraordinário. A mente mais brilhante jamais criou algo tão sublime. Somos um prodígio do Criador. O homem não é singular apenas pela beleza inefável de seu corpo, mas, também, e sobretudo, pela sua semelhança com o Criador. Essa semelhança não é física, pois Deus é espírito. Essa semelhança é moral e espiritual. Temos consciência e relacionamo-nos com Deus, o Criador. Podemos amá-lo e glorificá-lo. Podemos buscá-lo em oração e devotarmo-nos a ele em sincera e profunda consagração.

Marshall Nirenberg, prêmio Nobel de biologia, descobriu que nosso corpo tem cerca de sessenta trilhões de células vivas e em cada uma há um metro e setenta centímetros de fita DNA, onde estão gravados e computadorizados todos os nossos dados genéticos, como a cor da nossa pela, a cor dos nossos olhos e o nosso temperamento. John Wilson, famoso oftalmólogo, disse que temos em torno de dois milhões de fios duplos encapados em cada um de nossos olhos. Se não fora assim, haveria um curto-circuito e ficaríamos cegos. Se nós pudéssemos esticar a fita DNA do nosso corpo, teríamos cento e dois trilhões de metros, cento e dois bilhões de quilômetros. Isso daria para dar várias voltas no sistema planetário. Nós somos um ser programado e computadorizado geneticamente. Falar que somos resultado de uma geração espontânea ou obra do acaso contraria essa realidade inexorável.

O rei Davi disse que Deus fez o nosso corpo de forma assombrosamente maravilhosa, entretecendo-nos no ventre de nossa mãe. Ele viu quando éramos apenas uma substância informe. É meridianamente claro que não somos produto de uma evolução de milhões e milhões de anos. A chamada teoria da evolução não possui a evidência das provas. O próprio livro Origem das Espécies de Charles Darwin, publicado em 1859, em Londres, possui nada menos que oitocentos verbos no futuro do subjuntivo: “Suponhamos”. O Criacionismo não é uma vertente religiosa, como muitos querem. É estritamente científico. Que o universo foi criado, a ciência prova. Que o homem foi criado, a ciência confirma. O que é matéria de fé é que nós cremos que Deus é o criador do universo. Afirmamos, portanto, com inabalável convicção, que não viemos de uma ameba nem somos parentes dos símios. Viemos das mãos do divino artífice. Somos uma obra de arte do Criador. Somos criados à sua imagem e semelhança. As digitais do Todo-poderoso podem ser encontradas em nós.

Muito embora o homem tenha sido criado perfeito, o pecado deformou sua beleza moral. A imagem de Deus estampada em nós na criação, tornou-se a imagem de Deus deformada na queda. Porém, em Cristo, somos a imagem de Deus restaurada. Agora, somos feitura de Deus, criados em Cristo Jesus, para as boas obras. Somos o poema de Deus, a poesia mais bela do Criador. Nossa vida deve resplandecer a beleza de Cristo. A face do Filho refletida em nós, pelo poder do Espírito Santo, deve resplandecer a glória do Pai. Somos uma obra de arte na criação e uma obra da graça na redenção. Fomos feitos perfeitos na criação e declarados perfeitos na redenção. O homem por inteiro, corpo e alma, procede de Deus e só encontra sentido na existência quando se volta para Deus.



Por  Rev  Hernandes Dias Lopes

Versiculo do dia

     Versiculo do dia Portanto os entregará  até ao tempo em que  a que está de parto  tiver dado à luz;  então o restante de seus irmãos  v...