Versiculo do dia
Assim eu te bendirei enquanto viver; em teu nome levantarei as minhas mãos.
Salmos 63:4
Versiculo do dia
Assim eu te bendirei enquanto viver; em teu nome levantarei as minhas mãos.
Salmos 63:4
DUAS LIÇÕES APRENDIDAS
Depois de orientar os filhos a serem submissos e obedientes a seus pais (Ef 6.1-3), a palavra de Deus ordena aos pais a não provocar seus filhos à ira (Ef 6.4). A relação entre pais e filhos é uma pista dupla, onde há deveres e responsabilidades, direitos e obrigações. Se os filhos devem honrar os pais, os pais devem criar os filhos na disciplina e admoestação do Senhor. Se os filhos devem obedecer os pais, os pais não devem provocar os filhos à ira. Mas, como os pais poderiam provocar os filhos à ira?
Em primeiro lugar, quando os pais deixam de ser um exemplo para eles. Os pais ensinam os filhos não apenas com palavras, mas, sobretudo, com exemplo. O exemplo não é uma forma de ensinar, mas a única forma eficaz de fazê-lo. A vida dos pais precisa ser o avalista de suas palavras. A vida dos pais é a vida do seu ensino. Quando os pais falam uma coisa para os filhos e vivem outra, quando são inconsistentes, então, seu ensino se apequena. Em virtude dessa incongruência, os filhos ficam desanimados e irritados.
Em segundo lugar, quando os pais usam dois pesos e duas medidas. Há pais que elogiam e criticam os filhos pelos mesmos motivos. Não há uma regra clara para encorajá-los nem para discipliná-los. Os filhos ficam à mercê do ímpeto emocional dos pais, que como pêndulos, oscilam entre serenidade e irritabilidade. Os filhos precisam de regras claras, de princípios absolutos, de posicionamento consistente dos pais. Há pais que tratam filhos adultos como crianças e tratam filhos pequenos como adultos. Isso irrita os filhos!
Em terceiro lugar, quando os pais preferem um filho em detrimento do outro. Os filhos não são iguais. Têm personalidade e temperamento diferentes. Os pais podem exigir deles o mesmo empenho, mas nunca o mesmo desempenho. Têm habilidades e potencialidades diferentes. Sendo, assim, cada filho precisa ser tratado respeitando sua personalidade. Quando os pais demonstram preferência por um filho em detrimento de outro, provocam nos filhos ciúmes e essa emulação acaba por destruir a vida deles. Cada filho é um universo distinto. Cada filho deve ser tratado observando suas peculiaridades. As mesmas normas devem reger todos os filhos, mas a forma de aplicar essas normas deve variar de filho para filho.
Em quarto lugar, quando os pais deixam de dosar disciplina com encorajamento. Os filhos precisam de elogios e reprimendas. Precisam de apoio e de correção. Precisam de palavras de incentivo e de repreensão. Se os pais apenas cobram dos filhos e nunca os encorajam produz neles desânimo. Se os pais apenas cobrem os filhos de mimo e nunca os disciplina produz neles um caráter invertebrado. Firmeza e doçura, encorajamento e repreensão, consolo e disciplina precisam caminhar de mãos dadas na sublime missão de educar filhos para a glória de Deus.
Em quinto lugar, quando os pais deixam de viver a vida comum do lar. Há pais que transferem o amor conjugal para os filhos e tentam compensar nos filhos o fracasso do casamento. Os filhos nunca podem ocupar o lugar do cônjuge. A melhor coisa que os pais podem fazer para os filhos é viver uma relação conjugal regada de amor e respeito. O exemplo dos pais fala mais alto aos ouvidos dos filhos do que as palavras mais eloquentes. O maior legado que os pais podem deixar para os filhos é o exemplo de um casamento feliz. Os benefícios de crescer numa família onde o amor é o cardápio do dia têm reflexos mais profundos na vida dos filhos que qualquer outra influência fora do lar.
Em sexto lugar, quando os pais têm uma espiritualidade eivada de hipocrisia. Os pais são o espelho dos filhos. Um espelho precisa ser limpo e plano. O espelho não grita, demonstra. O espelho não faz discurso, revela. Nada produz maior decepção na vida dos filhos do que os pais exigirem deles um estilo de vida que eles mesmos não vivem. Cobrarem deles uma vida espiritual que não têm. Esperarem deles um compromisso espiritual que nunca praticaram dentro do lar. Permanece, portanto, a orientação apostólica: “E vós, pais, não provoqueis os vossos filhos à ira” (Ef 6.4).
Por Pr. Hernandes Dias Lopes
Versiculo do dia
E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.
Mateus 16:16
Versiculo do dia
Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, sendo rei, reinará e agirá sabiamente, e praticará o juízo e a justiça na terra. Jeremias 23:5Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, sendo rei, reinará e agirá sabiamente, e praticará o juízo e a justiça na terra.
Jeremias 23:5
FEITO POR DEUS
O apóstolo Paulo, em sua carta aos efésios (Ef 5.18-33), coloca os relacionamentos familiares dentro do contexto da plenitude do Espírito Santo. Nada mais oportuno. A esposa não consegue ser submissa a seu marido nem o marido amar sua mulher sem a plenitude do Espírito Santo. Um marido cheio do Espírito ama a sua mulher como Cristo amou a igreja. Esse amor pode ser atestado como segue:
Em primeiro lugar, o marido deve amar sua mulher com amor incondicional. A palavra de Deus diz que Cristo amou os seus e amou-os até o fim (Jo 13.1). Jesus amou seus discípulos não por causa de seus méritos, mas apesar de seus deméritos. Amou-os não por causa de suas virtudes, mas apesar de suas fraquezas. O marido deve amar sua mulher com todas as suas limitações ou mesmo quando seu amor não é plenamente correspondido.
Em segundo lugar, o marido deve amar sua mulher com amor perseverante. Cristo amou os seus até o fim. Assim o marido deve amar sua mulher com amor perseverante. Não é amar até a primeira crise. Não é amar até a primeira fraqueza. O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba. As muitas águas não podem apagar o amor nem os rios afogá-lo.
Em terceiro lugar, o marido deve amar sua mulher com amor santificador. Cristo amou a igreja e a santificou. O amor do marido deve dar segurança à sua espoa e protegê-la. Uma mulher amada pelo marido, não se vulnerabiliza. Uma mulher amada pelo marido é protegida das seduções perigosas que, sutilmente, circundam a sua vida.
Em quarto lugar, o marido deve amar sua mulher com amor sacrificial. Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela. O amor não é egoísta nem visa seus próprios interesses. Quem ama se entrega. Quem ama se doa. Quem ama está pronto a viver e a morrer pela pessoa amada. O amor do marido pela sua esposa não pode ser apenas de palavras, mas deve ser demonstrado pela sua disposição de servi-la e pela sua prontidão de dar sua vida por ela.
Em quinto lugar, o marido deve amar sua mulher com amor altruísta. Quem ama a sua mulher a si mesmo se ama, pois sua esposa é carne de sua carne e ninguém jamais odiou sua própria carne, antes a alimenta e dela cuida. O marido não pode tratar sua mulher com indiferença nem com truculência. A mulher é o vaso mais frágil. Precisa ser tratada com dignidade e ternura. O marido precisa viver a vida comum do lar e relacionar-se com sua mulher de forma fiel e amável, suprindo suas necessidades físicas, emocionais e espirituais.
Em sexto lugar, o marido deve amar sua mulher com amor romântico. A palavra “cuidar” em Efésios 5.29, tem o significado de “acariciar”. O marido não pode ser rude no trato. Deve tratar sua mulher com romantismo. Deve cobri-la de afeto e encorajá-la com eloquentes elogios. Cabe ao marido suprir as necessidades emocionais de sua mulher, a fim de que ela seja valorizada como sua amada e sentir-se confortada com o seu amor.
Em sétimo lugar, o marido deve amar sua mulher com amor prático. Todas as vezes que essa ordenança é dada ao marido nas Escritura, utiliza-se a palavra grega ágape, para caracterizar o amor. Esse amor é distinto do amor físico e vai além do amor amizade. Trata-se do amor que se entrega sem reservas e que se sacrifica sem temores. Esse amor não é um conceito teórico, mas uma atitude prática. Esse amor serve mais do que deseja ser servido, se doa mais do que deseja receber, investe mais do que reivindica. Esse amor se sacrifica em vez de exigir sacrifícios. Permanece, portanto, a ordem apostólica: “Maridos, amai vossa mulher” (Ef 5.25)!
Por Pr. Hernandes Dias Lopes
Versiculo do dia
E o Senhor te guiará continuamente, e fartará a tua alma em lugares áridos, e fortificará os teus ossos; e serás como um jardim regado, e como um manancial, cujas águas nunca faltam.
Isaías 58:11
“As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor” (Ef 5.22).
O relacionamento entre marido e mulher, de acordo com o padrão divino, é consequência da plenitude do Espírito Santo (Ef 5.18). Somente um marido cheio do Espírito Santo ama sua mulher como Cristo ama a igreja e somente uma mulher cheia do Espírito Santo submete-se a seu marido como a igreja é submissa a Cristo. Antes de expor o que a submissão significa, é mister deixar claro o que ela não significa.
Em primeiro lugar, o que a submissão não significa?
A submissão não significa inferioridade de gênero. Homem e mulher foram criados por Deus à sua imagem e semelhança. Ambos têm o mesmo valor e a mesma dignidade aos olhos de Deus. Nenhum é superior ou inferior ao outro (1Co 11.11,12). A mulher não é submissa ao gênero masculino; é submissa ao seu próprio marido. A submissão não é uma questão de valor pessoal, mas uma questão funcional no casamento.
A submissão não significa que a mulher é um capacho do homem. Submissão não é inferioridade nem significa negar à esposa o direito de ter vez e voz. A mesma Escritura que ordena à mulher ser submissa a seu marido, ordena o marido a amar sua mulher como Cristo amou à igreja (Ef 5.25). Não é submissão a um tirano, mas a um marido que ama sua mulher com amor perseverante, santificador e sacrificial (Ef 5.25-29).
A submissão não é obediência incondicional. A submissão da esposa a seu marido está limitada à sua obediência a Cristo. Ela não é obrigada a ser submissa a seu marido, se ele exige dela que transgrida sua consciência ou se requer dela uma postura que ultrapasse sua fidelidade a Cristo. Se o marido exigir de sua mulher uma obediência cega, servil e opressora, por dever de consciência, ela deve desobedecê-lo para obedecer a Cristo, pois antes importa obedecer a Deus do que aos homens (At 5.29).
Em segundo lugar, o que a submissão significa?
A submissão da esposa ao seu marido significa exercer uma missão sob a missão do marido. Quando Deus instituiu a família, por questão de funcionalidade, colocou o marido como cabeça da esposa, como o próprio Deus é o cabeça de Cristo (1Co 11.3). Uma casa não pode ter dois comandos. Uma família não pode ser bicéfala. Deus é Deus de ordem e não de confusão. O homem é o responsável pela liderança de sua família. A mulher sábia, entende isso, respeita isso e, ajuda seu marido, como auxiliadora idônea, a cumprir sua missão.
A submissão da esposa ao seu marido significa que ela exerce esse papel com espontaneidade e não com relutância. A mulher deve ser submissa ao seu marido como a igreja é sujeita a Cristo (Ef 5.24). Em outras palavras, porque a mulher é serva de Cristo, ela submete-se a seu marido. Com essa postura, ela orna a doutrina de Cristo, honra ao seu marido e edifica a sua casa. A submissão da esposa ao seu marido não é um cerceamento de sua liberdade, mas uma afirmação dela. Somos livres não quando transgredimos os preceitos que nos regem, mas quando os observamos. Somos livres para dirigir nosso carro quando obedecemos às leis de trânsito e não quando as transgredimos. Somos livres para irmos e virmos na sociedade quando observamos as leis constituídas e não quando as quebramos. Assim, quanto mais a mulher é submissa ao seu marido, mais livre ela é, pois submissão para ela não é subserviência, mas realizar sua missão sob a missão dele, para que ele cumpra sua missão de amá-la como Cristo amou a igreja.
A submissão da esposa ao seu marido significa que ela tem na igreja de Cristo seu exemplo e seu padrão. Quanto mais a igreja é submissa a Cristo, mais feliz ela se torna, mais segura ela vive e mais livre ela se sente. Assim também, quanto mais a esposa se sujeita ao seu marido, como convém no Senhor, mais feliz ela é, mais segura ela vive e mais livre ela se sente. Os preceitos de Deus não nos aprisionam, mas libertam-nos. Não nos foram dados para nos oprimir, mas para nos dar vida em abundância. Que os casamentos sejam esse reduto feliz onde o marido ama a sua mulher como Cristo amou a igreja e a esposa seja submissa ao seu marido como a igreja o é a Cristo.
Por Pr. Hernandes Dias Lopes
Versiculo do dia
Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, corrijas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina.
2 Timóteo 4:2
“Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho, o qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema” (Gl 1.6-8).
O evangelho é a maior e melhor notícia que o homem pode ouvir. Essa mensagem não emana da terra, vem do céu. Não procede do homem, mas de Deus. Suas origens recuam à eternidade. Suas consequências desdobram-se para dentro da eternidade. O apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, fala acerca desse verdadeiro evangelho ao mesmo tempo que denuncia o falso evangelho.
Em sua carta aos Gálatas, o grito altissonante da liberdade cristã, o apóstolo dos gentios trata desse magno assunto. Essa missiva foi a primeira epístola escrita pelo apóstolo Paulo. Escreveu-a para combater a influência perigosa dos judaizantes que atacavam a fé cristã e perturbavam a igreja. Os judaizantes tentaram levar os gentios convertidos de volta para o Judaísmo. Diziam para eles que se não se circuncidassem e se não guardassem os preceitos da lei de Moisés jamais poderiam ser salvos (At 15.1,5). Diziam que só a fé em Jesus não era suficiente para a salvação. Acrescentavam à fé em Cristo, as obras da lei. Os judaizantes pregavam uma espécie de sinergismo, a cooperação do homem com Deus para sua salvação. Porém, o que ensinavam pervertia completamente a essência do evangelho. O ensino insofismável das Escrituras é que somos salvos pela graça, mediante a fé, e isso não vem de nós; é dom de Deus. Os crentes gentios, mormente os da província da Galácia, influenciados por esses falsos mestres, estavam passando depressa para outro evangelho, um evangelho diferente, falso, humanista, um outro evangelho. Não era um outro evangelho da mesma substância, mas um outro evangelho completamente oposto ao verdadeiro evangelho. Não podemos acrescentar nada à obra completa de Cristo. Não somos salvos pelas obras da lei nem podemos cooperar com Deus em nossa salvação. A salvação vem de Deus. Ele a planejou na eternidade, executa-a no tempo e a consumará na segunda vinda de Cristo.
O evangelho é a boa nova de Deus acerca dessa salvação. O evangelho trata da encarnação, vida, obra, morte e ressurreição de Cristo. Somos salvos não por aquilo que fazemos para Deus, mas por aquilo que Deus fez por nós em Cristo Jesus. Somos salvos não pelo caminho que abrimos da terra ao céu, mas pelo novo e vivo caminho que foi aberto para nós do céu à terra. Essa é a mensagem do verdadeiro evangelho. Qualquer outro evangelho, que nos venha por uma suposta revelação angelical ou mesmo por uma suposta pregação apostólica, que divirja do já revelado evangelho, o evangelho da graça, deve ser rechaçado peremptoriamente. O verdadeiro evangelho não aceita novas revelações. O cânon das Escrituras não está aberto para novos acréscimos. A Bíblia tem uma capa ulterior. Não temos que buscar novas revelações forâneas às Escrituras; precisamos nos voltar sempre para o antigo evangelho, o evangelho da graça. Nossa fé não está construída sobre essas inovações engendradas no enganoso coração do homem, mas está firmada na eterna, infalível, inerrante e suficiente palavra de Deus. Apeguemo-nos ao verdadeiro evangelho e rejeitemos o falso evangelho!
Por Pr. Hernandes Dias Lopes
Versiculo do dia
Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da sua boca devem os homens buscar a lei porque ele é o mensageiro do Senhor dos Exércitos.
Malaquias 2:7
UM CÍRCULO DE AMIGOS
“Pois livraste da morte a minha alma, das lágrimas os meus olhos e da queda os meus pés” (Sl 116.8).
O Salmo 116 é atribuído, por alguns eruditos, ao rei Ezequias, rei de Judá. Esse homem piedoso enfrentou dois graves problemas na vida. Foi atacado pelo poderoso império assírio e foi atingido por uma enfermidade mortal. De ambos os problemas, Deus o livrou. Deus dispersou o exército inimigo e curou-o da enfermidade mortal. Então, no texto em apreço, ele registra sua experiência.
Em primeiro lugar, um homem encurralado por circunstâncias medonhas (Sl 116.3). Ezequias enfrenta dois problemas gravíssimos, um externo e outro interno. Ele diz que laços de morte o cercaram. Laços são armadilhas. Essas armadilhas eram invisíveis e mortais. Ele estava encurralado por armadilhas cuja propósito eram levá-lo à morte. Tanto a ataque assírio como a enfermidade severa mostravam-lhe a carranca da morte. Como resultado dessas circunstâncias carrancudas, angústias do inferno se apoderaram dele. O inferno instalou-se em seu peito e uma dor pungente passou a açoitar o seu coração. O resultado é que ele caiu em tribulação e tristeza. Foi esmagado debaixo de um rolo compressor e a alegria fugiu de sua face.
Em segundo lugar, um homem que clama a Deus do fundo do poço (Sl 116.4). Quando as circunstâncias da vida são medonhas e nos empurram para os abismos da angústia, a única direção a olhar é para cima. Foi o que Ezequias fez. Ele clamou ao Senhor. Ele gritou por socorro. Ele pediu livramento. Há momentos na vida que os recursos humanos se esgotam, que o socorro da terra é insuficiente, que as portas de livramento se fecham. Nessas horas, precisamos olhar para cima, para alto, para Deus.
Em terceiro lugar, um homem que conhece o caráter e a intervenção de Deus (Sl 116.5-7). Quando Ezequias clamou ao Senhor descobriu algumas verdades sublimes que trouxeram luz nas suas trevas. Primeiro, ele descobriu o caráter de Deus. Ele é justo e misericordioso. Justo para não deixar o inimigo prevalecer com truculência sobre nós e misericordioso para nos amparar em nossas fraquezas. É no caráter de Deus que encontramos refúgio seguro para a nossa alma e abrigo certo no temporal. Segundo, ele descobriu que mesmo quando estamos nocauteados pelas crises da vida, ainda assim Deus pode nos por de pé novamente. Ele estava prostrado e o Senhor o salvou. Terceiro, ele descobriu a necessidade de apropriar-se da obra de Deus. Ele se coloca diante do espelho e num solilóquio profundo, exorta a sua alma a voltar ao seu sossego, em virtude do que Deus já havia feito por ele. Não é razoável ficarmos desassossegados mesmo depois do livramento divino. Não basta clamar a Deus; é preciso tomar posse do livramento divino.
Em quarto lugar, um homem que experimenta um poderoso livramento divino (Sl 116.8). Ezequias recebe um tríplice livramento de Deus. Primeiro, o livramento espiritual. Deus livrou sua alma da morte. Ele estava num calabouço escuro e para ele raiou a luz. Ele estava preso com grossas correntes, e para ele sorriu a liberdade. Ele estava atormentado pelos seus pecados, e para ele brotou torrentes de perdão. Segundo, o livramento emocional. Deus livrou seus olhos das lágrimas. O choro, muitas vezes, é a confissão de impotência diante dos dramas da vida. Somos golpeados duramente por fatos e sentimentos e todo o nosso ser reage a essas trovoadas com chuvas de lágrimas. Terceiro, o livramento moral. Deus livrou seus pés da queda. Ah, como somos fracos! Como somos vulneráveis! Ou Deus nos segura pela mão, ou perecemos!
Em quinto lugar, um homem que assume solenes compromissos com Deus (Sl 116.1,2,9). Depois desse poderoso livramento, Ezequias assume três compromissos com Deus. Primeiro, ele assume o compromisso de amar a Deus. Houve um reavivamento de amor a Deus em seu coração. Segundo, ele assume o compromisso de buscar a face de Deus enquanto viver. O Deus que nos socorre na aflição deve ser também o deleite do nosso coração nos tempos de bonança. Terceiro, ele assume o compromisso de andar na presença de Deus na terra dos viventes, ou seja, no mais hostil dos ambientes. Qual é o seu testemunho? O que Deus já fez em sua vida?
Que tributo de gratidão, você trará hoje à presença de Deus?
Rev. Hernandes Dias Lopes
Versiculo do dia
Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo.
Gálatas 6:2
SEM RESPOSTA
A Palavra de Deus não está sujeita a atualizações. Ela é inspirada, inerrante, infalível e suficiente. Não é a cultura que a julga, mas a cultura está sob seu escrutínio. A sociedade humana muda, os valores humanos se alteram, mas a Palavra de Deus continua a mesma. A Escritura não pode falhar. Ela é eterna.
Em Colossenses 3.18-21, o apóstolo Paulo normatiza as relações familiares. Esses princípios valeram no passado, são vigentes no presente e serão normativos no futuro. Vejamos:
Em primeiro lugar, as esposas devem ser submissas ao próprio marido, como convém no Senhor (Cl 3.18). A mulher e o homem são iguais em valor e dignidade diante de Deus. O próprio Deus os criou à sua imagem e semelhança (Gn 1.26,27). A mulher e o homem, semelhantemente, são salvos pela graça, de igual forma. Em Cristo não há homem nem mulher. Ambos são um em Cristo (Gl 3.28). A submissão não é de gênero. A mulher não é submissa ao homem. A submissão é estabelecida por Deus dentro da estrutura do casamento. A esposa deve ser submissa a seu próprio marido. O fato de Deus ter constituído o homem como cabeça da mulher, não faz dele uma pessoa superior, pois também Deus é o cabeça de Cristo e tanto o Pai como o Filho são da mesma substância, coiguais, coeternos e consubstanciais (1Co 11.3). A submissão não é inferioridade. Por ser submissa a seu marido a mulher não fica privada de ter vez e voz. Ela não é submissa a um carrasco, mas ao marido que a ama como Cristo amou a igreja. Esse padrão divino não mudou nem mudará, ainda que os homens, insolentemente, alardeiem sua rebelião contra a imutabilidade das Escrituras. Vale ainda destacar que nenhuma mulher é feliz mandando no marido nem um marido é feliz sem mandado pela mulher. A felicidade não está em insurgir-se contra o padrão de Deus, mas em obedecê-lo.
Em segundo lugar, os maridos devem amar sua esposa e não a tratar com amargura (Cl 3.19). Se a esposa é concitada a imitar a igreja, o marido é chamado a imitar a Cristo. O marido é ordenado a amar sua esposa com amor perseverante, sacrificial, santificador e romântico. Sua comunicação com ela não pode ser rude. Ela deve ser tratada como uma princesa e ser amavelmente cuidada como um vaso mais frágil. O marido não tem permissão para oprimir a esposa, mas deve dar sua vida por ela. Suas palavras, ações e reações precisam honrar a esposa e não amargurar sua alma. Nenhuma mulher tem dificuldade de sujeitar-se a um marido que a ama como Cristo amou a igreja. O padrão de liderança do marido não é o padrão do mundo. Ele deve ser um líder servo. Cristo não veio ao mundo para ser servido, mas para servir. No reino de Deus a pirâmide está invertida. Maior é o que serve. A liderança do marido, portanto, não deve ser imposta, mas adquirida pelo seu santo procedimento.
Em terceiro lugar, os filhos devem obedecer a seus pais, pois isso é grato ao Senhor (Cl 3.20). Quando os pais vivem dentro do padrão de Deus, tornam-se aptos a ensinar seus filhos pelo preceito e pelo exemplo. Os filhos criados na disciplina e na admoestação do Senhor não vivem amargurados nem desanimados. Os filhos não devem ser rebeldes, mas obedecer aos pais e sujeitar-se a eles, pois isso é agradável aos olhos de Deus. A desobediência aos pais é a marca de uma sociedade decadente. Famílias saudáveis criam filhos saudáveis e uma família feliz e harmoniosa é a base de uma igreja viva e de uma nação forte.
Em quarto lugar, os pais não devem irritar seus filhos, para que eles não fiquem desanimados (Cl 3.21). Os pais são como um espelho para seus filhos. O espelho para ser útil precisa ser limpo, plano e iluminado. Os pais devem ser consistentes com os filhos. Não podem falar uma coisa e viver outra. Os filhos nos veem e nos observam mais do que nos escutam. Eles aprendem mais pelo exemplo do que pelas palavras. Há pais que humilham os filhos. Há outros que comparam os filhos. Há aqueles que não têm tempo para os filhos. Tudo isso irrita os filhos e eles ficam desanimados. É tempo dos pais terem o coração convertido aos filhos para que os filhos tenham o coração convertido aos pais. É tempo de nos voltarmos para os preceitos divinos, exarados em sua Palavra, pois a Escritura permanece sendo nossa única regra de fé e prática.
Rev. Hernandes Dias Lopes
Versiculo do dia
Assim diz o Senhor: Exercei o juízo e a justiça, e livrai o espoliado da mão do opressor; e não oprimais ao estrangeiro, nem ao órfão, nem à viúva; não façais violência, nem derrameis sangue inocente neste lugar.
Jeremias 22:3
O cântico de Ana, registrado no primeiro livro de Samuel é revolucionário. Uma mulher oprimida por sua esterilidade, ultrajada por sua rival, incompreendida pelo sacerdote e encorajada a desistir de seu sonho pelo seu marido, triunfa pela oração, testifica o milagre de Deus em sua vida e expressa sua adoração a Deus, através de um cântico, onde ela enaltece a soberania de Deus. Quatro verdades são aqui destacadas:
Em primeiro lugar, a incomparabilidade de Deus (1Sm 2.1,2). Deus é incomparável em sua dignidade. Ele é o Senhor, o Deus Javé, autoexistente, autossuficiente e incriado. Ele é o Deus da aliança, o Deus da salvação, digno de receber toda a adoração. Ele é incomparável em sua santidade, em seu poder e em sua sabedoria. Ele é o único Deus e o único refúgio. Portanto, qualquer arrogância diante dele é pura insensatez e consumada loucura.
Em segundo lugar, a capacidade de Deus de mudar a sorte tanto dos poderosos quanto dos humildes (1Sm 2.4,5). Deus é poderoso para derrubar alguém altivamente encastelado entre as estrelas e fortalecer o débil, nocauteado por suas fraquezas. O arco dos fortes é quebrado enquanto os fracos são cingidos de força. Deus tira o rico abastado do topo da pirâmide e o faz descer às profundezas da necessidade extrema, mas abastece com abundância de pão aqueles que estavam amargando fome avassaladora. Deus é poderoso para abrir a madre da mulher estéril e fazê-la plenamente fértil e tirar a força daquela que tinha muitos filhos. Aquele que estava em cima cai e vem ao chão e o que estava na lona é levantado e escala as alturas. Esses fatos não são resultado do acaso nem mesmo consequência da ingerência humana, mas da ação divina.
Em terceiro lugar, a soberania de Deus na história dos homens (1Sm 2.6-8). Ana proclama neste cântico, com firmeza granítica, que o Senhor é quem tira a vida e a dá. Ele é o doador da vida e só ele tem autoridade para tirá-la. Ele tem autoridade para fazer o homem descer à sepultura e sob o comando de sua voz, os mortos sairão do túmulo. O Senhor é quem empobrece e enriquece o homem. É ele quem faz tanto o rico quanto o pobre. A riqueza não é apenas resultado do engenho humano, mas da providência divina. A pobreza não é apenas fruto da inépcia humana, mas também da soberania de Deus. Compete a Deus abaixar o homem e também exaltá-lo. Ele rebaixa uns e exalta outros. Ele humilha o orgulhoso e honra o humilde. O Senhor é capaz de pegar um indivíduo na sarjeta, restaurá-lo e fazê-lo assentar-se entre príncipes. Na ciranda vida, os acontecimentos mudam não ao sabor das circunstâncias casuais, mas as cadeiras dançam, pela ação da mão onipotente de Deus.
Em quarto lugar, a justiça discricionária de Deus (1Sm 2.9,10). Deus conhece e sonda todos os homens. Ele sabe distinguir os piedosos dos perversos. Ele protege os piedosos, mas coloca os perversos em completo desamparo. Aqueles que se insurgem contra Deus e contra o seu ungido jamais prevalecerão. Contra eles o Senhor troveja desde os céus e isso em toda a extremidade da terra. Concluímos, portanto, afirmando que assim como Deus mudou o cenário da história de Ana, ele tem poder também para mudar o cenário de sua vida.
Rev. Hernandes Dias Lopes
Versiculo do dia
Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei até ele, e com ele cearei, e ele comigo.
Apocalipse 3:20
Versiculo do dia Assim eu te bendirei enquanto viver; em teu nome levantarei as minhas mãos. Salmos 63:4