quarta-feira, 1 de abril de 2026

Versículo do dia

     Versículo do dia


²⁶ Porventura não convinha que o Cristo padecesse estas coisas e entrasse na sua glória? 

Lucas 24:26


Midian Lima e Delino Marçal - Jó (Ao Vivo)


 

PÃO DIÁRIO - 02/04/2026 - Um coração honesto

 

Um coração honesto


Encontrei um epitáfio em uma lápide no cemitério que dizia: “J. Silva: um homem honesto.”
Não sei nada sobre a vida de Silva, mas pelo fato de sua sepultura ser tão extraordinariamente ornamentada, ele provavelmente se deu muito bem. Mas independentemente do que ele tenha conquistado em seus dias de vida, é agora lembrado por apenas uma coisa: Ele era “um homem honesto”.
Diógenes, o filósofo grego, investiu uma vida toda na busca da honestidade e finalmente concluiu que não era possível encontrar um homem honesto. É difícil encontrar pessoas honestas em qualquer época, mas essa característica é de grande importância. Honestidade não é a melhor política, é a única política e uma das marcas de um homem ou mulher que vive na presença de Deus. Davi escreveu: “Quem, Senhor […] há de morar no teu santo monte? O que vive com integridade…” (Salmo 15:1,2).
Questiono-me: Sou confiável e digno em todas as minhas obrigações? Minhas palavras ressoam verdade? Falo a verdade em amor ou disfarço e manipulo os fatos de vez em quando; quem sabe exagero com o objetivo de dar ênfase? Se sim, posso voltar-me a Deus com total confiança e pedir perdão e clamar por um coração bom e honesto — para que a autenticidade seja parte integral da minha natureza. Aquele que começou a boa obra em mim é fiel. Ele a cumprirá.
—DHR

Leia: Salmo 15

Examine: Bem sei, meu Deus, que tu provas os corações e que da sinceridade te agradas… —1 Crônicas 29:17

Considere: Viva de modo a ser lembrado como exemplo de honestidade e integridade.

SOBRE OS OMBROS DOS GIGANTES

 



Nós só conseguimos enxergar os horizontes distantes porque subimos nos ombros dos gigantes. O que sabemos hoje, aprendemos daqueles que viveram antes de nós. A compreensão que temos de mundo é fruto daquilo que nossos antepassados deixaram para nós como legado. Nosso conhecimento é a somatória de todas as descobertas feitas por aqueles que nos antecederam. Antes de termos a visão do farol alto, tivemos que olhar pelas lentes do retrovisor. O que ouvimos e aprendemos de nossos pais é o que sabemos o que apreendemos é o que devemos ensinar aos nossos filhos. O conhecimento é um rico acervo que deve ser passado de geração a geração.

Destacaremos aqui três pontos importantes:

Em primeiro lugar, somos os depositários daquilo que ouvimos de nossos pais. Antecederam-nos os patriarcas e os profetas, os apóstolos e os pais da igreja, os reformadores e os grandes missionários e avivalistas. Recebemos deles um legado bendito, a Palavra de Deus revelada, pregada, vivida e experimentada. Eles, como fiéis testemunhas, entregaram-nos esse tesouro precioso. Recebemos o evangelho em sua pureza. Aprendemos com nossos pais as palavras de vida eterna. Eles pagaram um alto preço para nos deixar essa mui linda herança. Alguns selaram com seu sangue essa mensagem que receberam, para no-la transmitir com integridade. Outros viveram como forasteiros neste mundo, desprovidos de um chão hospitaleiro, navegando mares revoltos e cruzando desertos inóspitos para alçar bem alto o pendão do evangelho. O evangelho chegou até nós, porque antes de nós, gigantes receberam esse depósito e não o retiveram apenas para si. Cumprindo a ordem do Redentor, saíram pelos rincões mais distantes do mundo, fazendo discípulos de todas as nações. A mensagem que recebemos, de igual modo, não pode ser por nós alterada nem retida.

Em segundo lugar, somos os instrumentos para comunicar as verdades que aprendemos às próximas gerações. O evangelho chegou até nós, mas não pode parar em nós. Deve ser proclamado a tempo e a fora de tempo. O que recebemos de nossos pais devemos ensinar aos nossos filhos. O que aprendemos com as gerações pretéritas devemos transmitir às gerações pósteras. Estamos numa corrida de revezamento. Se falharmos em passar às mãos da novel geração o bastão do evangelho, fracassaremos rotundamente em nossa missão e a presentana geração mergulhará num abismo sem esperança. Oh, que Deus nos desperte para não nos distrairmos com os encantos deste mundo. Que os brilhos deste século não ofusquem nossos olhos. Que as riquezas deste mundo não embriaguem nosso coração com os licores dos prazeres. Que compreendamos que a maior necessidade dos nossos filhos não é de coisas, ainda que as mais excelentes, mas do evangelho. Que nossa maior contribuição para este mundo seja levar a todos os povos, nesta geração, a mensagem da cruz, única depositária da esperança da vida eterna.      

Em terceiro lugar, somos os responsáveis para deixar um legado maior do que aquele que recebemos. Se nossos pais foram gigantes, é hora de subirmos nos ombros desses gigantes para enxergarmos horizontes ainda mais largos. Se eles, com os parcos recursos que tiveram, transtornaram o mundo, enfrentando a fúria dos reis, as presas das feras e as fogueiras ardentes, para nos legar o evangelho, quanto mais nós, que temos ao nosso dispor tão ricas ferramentas, devemos sair do conforto das quatro paredes, para irmos a todas as nações, navegando mares e ultrapassando fronteiras, para anunciarmos a Cristo a todos os povos. O tempo urge. A hora é agora. Não há mais tempo a perder. Chegou a hora de transmitirmos às futuras gerações o que ouvimos de nossos pais e levarmos a luz de Cristo para dentro desse mundo trevoso.



Rev. Hernandes Dias Lopes

terça-feira, 31 de março de 2026

Versículo do dia

     Versículo do dia


¹⁸ Porque não ousarei dizer coisa alguma, que Cristo por mim não tenha feito, para fazer obedientes os gentios, por  

Romanos 15:18

Gisele Nascimento ft. Michelle Douglas e Wilian Nascimento - Terremoto - Acústico 93


 

PÃO DIÁRIO - 01/04/2026 - Dia da dependência0


Dia da dependência


Nos EUA, o dia quatro de julho é um feriado nacional, no qual são acesas as churrasqueiras ao ar livre; as praias ficam lotadas; e as cidades e vilas têm paradas e queima de fogos de artifício, piqueniques, e comemorações patrióticas. Tudo isso em memória do dia 4 de julho de 1776, quando as 13 colônias americanas declararam sua independência.
Independência agrada a todas as idades. Ela significa “liberdade de controle, influência, apoio e ajuda dos outros”. Portanto, não surpreende que os adolescentes falem em conquistar a sua independência. Muitos adultos têm o objetivo de ser “independentes financeiramente”. E os idosos querem manter a sua independência. Se alguém alguma vez já foi verdadeiramente independente é uma discussão para outro momento e lugar — mas parece bom.
Almejar a independência política ou pessoal é uma coisa; atrever-se a buscar independência espiritual é problemático. Em vez disso, precisamos é reconhecer e aceitar nossa profunda dependência espiritual. Jesus disse: “Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer” (João 15:5).
Longe de ser autossuficientes, somos total e eternamente dependentes daquele que morreu para nos libertar. Todo dia é o nosso “Dia da Dependência”.
—WEC


Leia: João 15:1-13

Examine: Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. —João 15:5

Considere: Nossa maior força provém da dependência do nosso Deus forte.

O amor restaurador do Pai e a volta do pródigo ao lar

 



Em Lucas 15 Jesus contou três parábolas imortais. Todas elas têm a mesma ênfase: a restauração dos que haviam se perdido. Há algumas progressões nessas parábolas: de cem ovelhas, uma se desviou; de dez moedas, uma foi perdida; de dois filhos, um abandonou a casa paterna. A ovelha se desviou por descuido; a moeda foi perdida por negligência; o filho foi embora de casa por ingratidão. Nos três casos, há um processo de busca ou espera. As parábolas terminam com o mesmo enfoque, a alegria do reencontro com os que se haviam perdido. As três parábolas, embora com nuances diferentes, têm a mesma lição central: Deus ama os pecadores, mesmo aqueles que são enjeitados pela sociedade, ou rejeitados pela religião. Deus se alegra na salvação deles e festeja a sua volta ao lar. Vamos nos deter, agora, na última parábola.

Embora essa seja mundialmente conhecida como a parábola do filho pródigo, sua lição central recai não na fuga do filho rebelde, nem mesmo no seu arrependimento e volta ao lar, mas no amor gracioso do pai. A despeito do pródigo não valorizar o conforto do lar nem a companhia do pai e do irmão; a despeito do pródigo pedir sua herança antecipada e assim, considerar o seu pai morto; a despeito do pródigo romper os laços com sua família de forma tão radical e sair para uma terra distante para viver na dissolução, esbanjando os seus bens com os prazeres do pecado; a despeito do pródigo, com profunda ingratidão, ter calcado debaixo dos seus pés o amor do pai e todos os valores morais aprendidos com ele; a despeito do pródigo ter esbanjado toda a herança com vida desregrada e colher os frutos amargos de sua maldita semeadura; a despeito do pródigo voltar para casa maltrapilho e sujo, arruinado e falido, o pai corre ao seu encontro, o abraça, o beija, o restaura e celebra a sua volta. Esse amor restaurador do pai tem algumas características:

Em primeiro lugar, é o amor que procura e espera a volta do pródigo. Não é o homem perdido que busca a reconciliação com Deus; é Deus quem o procura, quem muda seu coração e quem o recebe de volta. Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo. Tudo procede de Deus. É ele quem nos escolhe, chama, justifica, glorifica e festeja a nossa volta aos seus braços.

Em segundo lugar, é o amor que perdoa e restaura o pródigo. O filho pródigo não foi recebido de volta como um escravo, mas como filho. O pai corre ao seu encontro e o abraça e o beija. O pai manda lhe colocar vestes novas, sandálias nos pés e anel no dedo. O perdão é real e a restauração é completa. Para sermos reconciliados com Deus, três atitudes divinas foram tomadas: Primeiro, Deus não imputou a nós as nossas transgressões (2Co 5.19). Segundo, Deus colocou as nossas transgressões sobre Jesus (2Co 5.21a). Terceiro, Deus imputou a justiça de Cristo a nós (2Co 5.21). Estamos não apenas de volta ao lar, mas também perdoados e justificados.

Em terceiro lugar, é o amor que celebra a volta do pródigo ao lar. Deus não só perdoa e restaura, ele também festeja a volta do filho prodigo ao lar. Há alegria diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende. Houve festa, música e alegria na casa do Pai, porque o filho que estava perdido foi encontrado, o filho que estava morto, reviveu. Deus se alegra quando os pródigos voltam para casa. Deus celebra com entusiasmo quando os pecadores se arrependem. Os anjos de Deus comemoram a chegada dos pródigos ao lar paterno. Deus tem prazer na misericórdia. Ele se deleita na salvação dos perdidos. Oh, amor bendito! Oh, graça infinita! Oh, salvação gloriosa!



Pr. Hernandes Dias Lopes

segunda-feira, 30 de março de 2026

Versículo do dia

     Versículo do dia


¹⁵ Então  ¹⁵ lhe disse: Se tua presença não for conosco, não nos faças subir daqui.

Êxodo 33:15



ISAIAS SAAD & MARSENA - SOBRE AS ÁGUAS


 

PÃO DIÁRIO - 31/03/2026 - Prender-se ao passado

 

Prender-se ao passado



Você já deve ter ouvido: “viver no passado é esquecer do presente”. É fácil amarrar-se a lembranças dos “bons velhos tempos” em vez de usar as nossas experiências para encontrar orientação para a estrada à frente. Todos nós somos suscetíveis aos efeitos paralisantes da nostalgia — uma saudade daquilo que era antes.
Jeremias era sacerdote em uma pequena cidade próxima a Jerusalém quando Deus o chamou para ser “…profeta às nações…” (Jeremias 1:5). A ele foi dada a tarefa muito difícil de pronunciar o julgamento de Deus, primariamente sobre o povo de Judá, que se afastara do Senhor. Jeremias deixou claro que ele estava entregando a mensagem de Deus, não a sua própria (7:1,2).
O Senhor disse: “…Ponde-vos à margem no caminho e vede, perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho; andai por ele e achareis descanso para a vossa alma; mas eles dizem: Não andaremos” (6:16).
Deus exortou Seu povo a olhar para trás para poder avançar. O propósito de examinar os caminhos antigos era encontrar “o bom caminho” marcado pela fidelidade de Deus, Seu perdão e Seu chamado a avançar.
Por nosso passado, Deus pode nos ensinar que o melhor caminho é aquele em que andamos com Ele.
—DCM


Leia: Jeremias 6:13-20

Examine: …perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho; andai por ele e achareis descanso para a vossa alma… —Jeremias 6:16

Considere: A orientação de Deus no passado nos dá coragem para o futuro.

Quando o fracasso não tem a última palavra

 

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Há pessoas que começam bem, mas terminam mal. Elas têm um brilhante começo, mas um fim trágico. Assim foi a história de Demas. Ele é citado apenas três vezes no Novo Testamento. A primeira vez que Demas aparece, ele é apresentado como um cooperador de Paulo (Fm 24). Da segunda vez, nada se acrescenta a seu respeito; apenas seu nome é mencionado (Cl 4.14). Da última vez, porém, nos é dito que ele abandonou Paulo (2Tm 4.10). Há muitas pessoas cuja vida é uma descida ladeira a baixo. Há muitos indivíduos que em vez de caminhar para frente, recuam; em vez de subir, descem; em vez de crescerem no conhecimento e na graça de Deus, retrocedem na fé.

Mas, graças a Deus, muitos também fazem o caminho inverso. Esses caminham para a frente. Esses aprendem com os fracassos e se levantam na força do onipotente para prosseguirem firmes e resolutos nas veredas da justiça. Citamos, aqui, o exemplo do jovem João Marcos. Quem foi esse jovem?

Em primeiro lugar, João Marcos foi um cooperador(At 13.5). João Marcos era um jovem humilde e prestativo. Ele foi auxiliar de Barnabé e Paulo (At 13.5). Nesse tempo, João Marcos era ainda muito jovem e inexperiente, mas sentiu o desejo de acompanhar os dois missionários rumo à região da Galácia. Seu propósito era servir aos dois missionários separados por Deus para tão sublime tarefa. Nesse tempo João Marcos era um jovem idealista e corajoso. Dispôs-se a deixar o conforto da sua casa em Jerusalém (At 12.12), para enfrentar as agruras de uma viagem missionária por regiões inóspitas e perigosas.

Em segundo lugar, João Marcos foi um desertor(At 13.13). Não sabemos os motivos, mas no meio do caminho, João Marcos desistiu da viagem, apartou-se de Paulo e Barnabé e voltou para sua casa em Jerusalém. Faltou-lhe coragem e maturidade para prosseguir. Faltou-lhe perseverança para não retroceder. Faltou-lhe forças para continuar servindo aos dois missionários da igreja. Aquele foi um capítulo sombrio na vida desse jovem. Ele foi um desertor. Ele capitou-se diante das dificuldades. Ele não teve coragem de seguir adiante.

Em terceiro lugar, João Marcos foi um missionário (At 15.36-39). Era tempo de voltar à segunda viagem missionária. Barnabé, porém, queria levar consigo a João Marcos (At 15.37). Paulo, porém se recusou terminantemente dar uma segunda chance ao jovem desertor. Barnabé contendeu com Paulo, mas não desistiu de João Marcos (At 15.38,39). Levou-o consigo para Chipre e fez dele um missionário. João Marcos tornou-se um homem valoroso nas mãos de Deus. Além de Barnabé, o apóstolo Pedro também investiu na vida de João Marcos, a ponto de chamá-lo de filho (1Pe 5.13). Esse jovem mais tarde tornou-se o escritor do primeiro evangelho a ser escrito, o evangelho segundo Marcos, destacando nessa obra preciosa as gloriosas obras de Cristo, apresentando-o como servo perfeito.

Em quarto lugar, João Marcos foi um homem útil (2Tm 4.11). Paulo estava preso numa masmorra romana. A hora do seu martírio havia chegado. Do interior desse cárcere insalubre e frio Paulo escreve a seu filho Timóteo, rogando que ele fosse rápido vê-lo em Roma. Chama-nos atenção, uma recomendação do apóstolo a Timóteo: “Toma contigo Marcos e traze-o, pois me é útil para o ministério” (2Tm 4.11). O jovem rejeitado por Paulo, é agora prezado por ele. Aquele que um dia desertou e foi rejeitado, é agora desejado. Paulo muda de opinião acerca de João Marcos e deseja tê-lo ao seu lado antes de morrer. João Marcos fraquejou um dia na vida, mas se levantou. Ele nos prova que é possível recomeçar, quando colocamos nossa vida nas mãos de Deus.



Pr. Hernandes Dias Lopes

domingo, 29 de março de 2026

Versículo do dia

     Versículo do dia


¹⁵ E um deles, vendo que estava são, voltou glorificando a Deus em alta voz; 

Lucas 17:15

Midian Lima e Paulo Neto - Prioridade - Louvorzão Drive In (Ao Vivo)


 

PÃO DIÁRIO - 30/03/2026 - Maravilhas do coração

 

Maravilhas do coração


Em ti me tenho apoiado desde o meu nascimento… —Salmo 71:6


Nosso coração bate cerca de 100 mil vezes por dia, bombeando sangue para todas as células do nosso corpo. Somam-se cerca de 35 milhões de batidas em um ano e 2,5 bilhões de batidas durante um tempo médio de vida. A ciência médica nos diz que cada contração é como o esforço de segurarmos uma bola de tênis na palma da mão e apertá-la com força.
Embora o funcionamento do nosso coração seja incrível, é apenas um exemplo da natureza projetada para nos comunicar algo sobre o nosso Criador. Encontramos esta ideia por trás da história de um homem chamado Jó.
Acometido por muitos problemas, Jó sentiu-se abandonado. Quando Deus finalmente falou com ele, não lhe disse por que estava sofrendo. O Criador também não lhe contou que um dia o Senhor sofreria por ele. Em vez disso, chamou sua atenção para uma série de maravilhas naturais que estão sempre nos sussurrando — e às vezes gritando — sobre a sabedoria e poder que são muito maiores do que o nosso próprio (Jó 38:1-11).
O que podemos aprender sobre a complexidade deste músculo incansável, o coração? A mensagem é como o som das ondas batendo na praia e das estrelas brilhando, em silêncio, no céu. O poder e a sabedoria do nosso Criador nos dão razão para confiar nele.
— Mart De Haan


Leia: Jó 38:1-11

Examine: A Bíblia em um ano: Oseias 1- 4;Apocalipse 1

Considere: Quando refletimos sobre o poder da criação de Deus, vemos o poder de Seu cuidado por nós.

A língua, fonte de vida ou veneno mortífero?

 

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A língua pode ser uma fonte de vida ou um veneno mortífero. Pode dar vida ou matar (Pv 18.21). Tiago diz que se alguém não tropeça no falar é perfeito varão (Tg 3.2). Até o tolo quando se cala é tido por sábio e no muito falar não falta transgressão. O homem tem conseguido domar toda espécie de feras, de aves, de répteis e de seres marinhos, mas a língua nenhum dos homens é capaz de domar. A língua é mal incontido, carregado de veneno mortífero (Tg 3.7,8).

Tiago fala sobre quatro coisas que a língua é capaz de fazer.

1. A língua é capaz de dirigir (Tg 3.3,4)

 – Tiago compara a língua ao freio do cavalo e ao leme do navio. Tanto o freio como o leme são instrumentos usados para controlar e dirigir. O freio controla e dirige o cavalo e o leme controla e dirige o navio. Um cavalo indócil pode usar sua força para o mal e tornar-se uma ameaça, mas se domado e controlado pelo freio usará sua força para o bem. Um cavalo governado pelo freio torna-se um animal dócil e útil ao seu proprietário. Um navio sem leme seria um veículo de morte e não de vida. Sem a direção do leme, um navio arrebentar-se-ia nos rochedos e provocaria grandes desastres, com muitos prejuízos. Tiago diz que a língua, um pequeno órgão tem o mesmo poder do freio e do leme. Ela pode governar e dirigir nossa vida para o bem ou para o mal (Tg 3.5). Com ela podemos nos livrar de terríveis acidentes ou podemos provocar imensos desastres.

2. A língua é capaz de destruir (Tg 3.5b-8)

 – Tiago compara a língua ao fogo e ao veneno. Ambos são destruidores. Uma pequena fagulha coloca em chamas toda uma selva. Uma pequena dose de veneno pode matar uma pessoa rapidamente. Tiago diz que a língua é fogo; é mundo de iniqüidade. Ela não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno (Tg 3.6). A língua é mal incontido, carregado de veneno mortífero (Tg 3.8). Assim como um incêndio, muitas vezes, se torna incontrolável, Tiago também diz que a língua é indomável (Tg 3.9). A maledicência destrói e mata. A boataria espalha-se como um rastilho de pólvora e destrói como um incêndio que se espalha numa floresta.

3. A língua é capaz de deleitar e alimentar (Tg 3.9-12) 

– Tiago prossegue em seu argumento dizendo que a língua é comparada a uma fonte (Tg 3.11) e a uma árvore frutífera (Tg 3.12). A fonte pode nos saciar e a árvore pode produzir frutos saborosos que nos alimentam. Nossa língua pode ser medicina. Nossas palavras podem ser boas para a edificação. Com a nossa língua podemos trazer refrigério e restauração para as pessoas.

4. A língua é capaz de praticar profundas contradições (Tg 3.9-12) 

– Tiago faz uma afirmação e depois revela uma incoerência. A afirmação demonstra o aspecto contraditório da língua: Com ela, bendizemos ao Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus (Tg 3.9). Diz Tiago que de uma só boca procede bênção e maldição (Tg 3.10). Tiago, porém, argumenta que essa incoerência é uma prática inconveniente: “Meus irmãos, não é conveniente que estas cousas sejam assim” (Tg 3.10b). Tiago fecha a questão mostrando a impossibilidade de usarmos nossa língua para duas práticas tão contraditórias: “Acaso, pode a fonte jorrar do mesmo lugar o que é doce e o que é amargoso? Acaso, meus irmãos, pode a figueira produzir azeitonas ou a videira, figos? Tampouco fonte de água salgada pode dar água doce” (Tg 3.11,12). Nossa língua é fonte de água doce ou salgada; é medicina ou veneno; é veículo para a glorificação de Deus ou ferramenta para amaldiçoar as pessoas. Não pode ser as duas coisas ao mesmo tempo. Que Deus nos ajude a fazer a escolha certa!



Rev. Hernandes Dias Lopes

sábado, 28 de março de 2026

Versículo do dia

      Versículo do dia


¹⁹ Faze-nos voltar, Senhor Deus dos Exércitos; faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos. 

Salmos 80:19



Jesus, O Plano Perfeito + Mensagem da Cruz | Ibab Celebração


 

PÃO DIÁRIO - 29/03/2026 - As garras da morte

 

As garras da morte



A atleta Lauren Kornacki está feliz por ter feito um curso de verão sobre reanimação cardiopulmonar (RCP), mas provavelmente nunca pensou que teria de usá-lo tão cedo e com alguém que ama. Seu pai estava consertando o seu carro quando o “macaco” escorregou e o carro caiu sobre ele. Relataram que Lauren, 22 anos, levantou heroicamente o carro de 1.500 quilos o suficiente para tirar seu pai de debaixo dele! Em seguida, o manteve vivo com RCP até os paramédicos chegarem.
Muito maior do que o resgate de Lauren ao tirar o seu pai das garras da morte é o resgate de Jesus por nós das garras do pecado por meio de Sua morte e ressurreição. Quando Jesus enviou os Doze discípulos para realizarem a Sua obra, Ele lhes deu a incumbência de anunciar as boas-novas do desejo de Deus de resgatar as pessoas (Lucas 9:1-6). Eles não fariam isso em suas próprias forças: mas Jesus levantaria o pesado fardo do pecado do povo enquanto ensinavam sobre Ele. Sua pregação e cura no poder e autoridade de Jesus provou que Ele havia realmente trazido o governo de Deus para a terra.
Nos dias de hoje, muitas pessoas estão presas sob o peso do pecado, mas o nosso grande Deus pode nos resgatar do peso desses fardos e, em seguida, nos enviar ao mundo para dizer aos outros que Ele pode libertá-los.
—MLW


Leia: Lucas 9:1-6

Examine: Então, saindo, percorriam todas as aldeias, anunciando o evangelho e efetuando curas por toda parte. —Lucas 9:6

Considere: Os resgatados do pecado são os mais capacitados a ajudar no resgate de outros.

Amor, o argumento irresistível




Francis Schaeffer, considerado um dos mais destacados líderes do cristianismo do século passado, disse que o amor é a apologética final. O amor não consiste de palavras, mas de atitudes. James Hunter, autor do livro O Monge e o Executivo, diz acertadamente que não somos o que falamos, somos o que fazemos. O próprio Filho de Deus é categórico em afirmar que somos conhecidos como seus discípulos pelo amor. Destacaremos aqui alguns pontos importantes para a nossa reflexão.

1. O amor é o argumento irresistível porque é a síntese da lei de Deus. Os Dez Mandamentos tratam da nossa relação com Deus e com o próximo. Amar a Deus e ao próximo é a síntese da lei de Deus. Quem ama a Deus não busca outros deuses nem faz para si imagens de escultura para adorá-las. Quem ama a Deus não desonra seu nome, mas deleita-se em ter comunhão com ele. Quem ama ao próximo, honra pai e mãe. Quem ama o próximo respeita sua vida, sua honra, seus bens, seu nome, jamais cobiçando o que lhe pertence. O amor é o vetor que governa a vida do cristão.

2. O amor é o argumento irresistível porque é o maior de todos os mandamentos. Quando perguntaram a Jesus qual era o maior mandamento da lei de Deus, Jesus citou o shema: “Ouve, ó Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor! Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e toda a tua força”. E prossegue dizendo: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Esse era o credo de Jesus. O amor não é apenas a síntese da lei, mas também o maior mandamento da lei. No amor se cumprem a lei e os profetas. O amor a Deus e ao próximo não podem ser separados. O apóstolo João diz que não podemos amar a Deus a quem não vemos, se não amamos ao próximo a quem vemos. Nosso amor a Deus é provado pelo nosso amor ao próximo enquanto o nosso amor ao próximo é inspirado pelo nosso amor a Deus.

3. O amor é o argumento irresistível porque seu propósito não é agradar a si mesmo, mas entregar-se a si mesmo. O amor em destaque não é um sentimento, mas uma atitude. Não é amor romântico, mas sacrificial. Não é amor apenas de palavras, mas de fato e de verdade. Não é amor que busca gratificação, mas amor que se sacrifica sem reservas. Porque Cristo nos amou, entregou-se por nós. De igual modo, devemos dar nossa vida pelos irmãos. O Senhor Jesus é absolutamente claro: “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros: assim como eu vos amei”. Esse mandamento é novo porque Jesus não apenas nos dá uma ordem antiga, mas também, um modelo singular.

4. O amor é o argumento irresistível porque é a prova insofismável de que somos discípulos de Cristo. A evidência maior de que somos discípulos de Cristo não é nosso conhecimento nem mesmo os nossos dons, mas o amor. Jesus é categórico neste ponto: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros”. O amor é a prova dos nove, o sinal mais visível, a marca mais distintiva, a evidência mais eloquente de que somos seguidores de Jesus. Aquele que não ama nunca viu a Deus, pois Deus é amor. Aquele que não ama ainda está nas trevas. Não somos salvos pelo amor, e sim pela graça; mas evidenciamos nossa salvação pelo amor. O amor não é causa da nossa salvação, mas sua evidência irrefutável. O amor não é apenas um apêndice da vida cristã, mas sua própria essência. Não é apenas um dentre tantos argumentos que evidenciam nosso discipulado, mas o argumento final, o argumento irresistível.



Pr. Hernandes Dias Lopes

sexta-feira, 27 de março de 2026

Versículo do dia

      Versículo do dia


² A minha se gloriará no Senhor; os mansos o ouvirão e se alegrarão. 

Salmos 34:2



Anderson Freire e Banda Giom - Primeira Essência (Ao Vivo) - DVD Essência


 

PÃO DIÁRIO - 28/03/2026 - Paranoia inversa


Paranoia inversa


Lembro-me de assistir aos noticiários de televisão em 1991, quando uma revolução não violenta ocorreu nas ruas de Moscou. Os russos que tinham crescido no totalitarismo declararam, de repente: “Agiremos como se fôssemos livres”, tomando as ruas e encarando tanques de guerra. O contraste entre os rostos dos líderes nos prédios e as massas nas ruas mostrou quem estava realmente com medo e quem era realmente livre.
Assistindo aos noticiários transmitidos da Praça Vermelha na televisão finlandesa, tive uma nova definição de fé: paranoia inversa. Uma pessoa verdadeiramente paranoica organiza a sua vida em torno de uma perspectiva comum de medo. Tudo que acontece alimenta esse medo.
A fé age no sentido inverso. Uma pessoa de fé organiza sua vida em torno de uma perspectiva comum de confiança, não de medo. Apesar do caos aparente do momento presente, Deus reina. Independentemente de como eu possa me sentir, realmente sou importante para um Deus de amor.
O que poderia acontecer se nós, no reino de Deus, realmente agíssemos como se as palavras do apóstolo João fossem literalmente verdadeiras: “…maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo” (1 João 4:4). O que aconteceria se verdadeiramente começássemos a viver como se a oração mais repetida da cristandade tivesse realmente sido respondida — que a vontade de Deus seja feita assim na terra como no céu?
—PY


Leia: 1 João 4:1-6,17-19

Examine: No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento… —1 João 4:18

Considere: Alimentar a sua fé ajuda a fazer morrer de fome os seus medos.

Alcoolismo, uma tragédia nacional

 



O alcoolismo é um dos mais graves problemas sociais do nosso país. Ele é responsável por mais de cinquenta por cento de todos os acidentes de trânsito, bem como de todos os assassinatos. As cadeias estão lotadas de seus protagonistas e os cemitérios cheios de suas vítimas. O álcool não é apenas um ladrão de cérebros, ele é também um destruidor do caráter. Há muitas vidas arruinadas por causa do alcoolismo. Há muitos casamentos desfeitos, muitos lares cobertos de opróbrio e muitos filhos machucados emocionalmente por causa dessa tragédia nacional. A Palavra de Deus trata desse assunto de forma objetiva em Provérbios 23.29-35. Destacaremos, aqui, quatro lições:

1. O alcoolismo é uma tragédia por causa de seus efeitos devastadores (Pv 23.29,30). 

A pergunta perturbadora que se faz ouvir é esta: “Para quem são os ais? Para quem, os pesares? Para quem, as rixas? Para quem, as queixas? Para quem, as feridas sem causa? E para quem, os olhos vermelhos? Para os que se demoram em beber vinho, para os que andam buscando bebida misturada”. A dependência da bebida alcoólica produz um sofrimento indescritível para a família. Uma pessoa prisioneira do vício da bebida alcoólica destrói sua reputação, sua autoestima, sua saúde e seus relacionamentos. Muitas brigas deixariam de existir se as pessoas não fossem cativas desse vício humilhante. Muitas paixões avassaladoras não empurrariam homens e mulheres para o abismo do adultério se as pessoas não fossem seduzidas pelos falsos encantos do álcool.

2. O alcoolismo é uma tragédia por causa de sua sedução traidora (Pv 23.31,32). 

O autor sagrado faz um alerta solene: “Não olhes para o vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavamente. Pois ao cabo morderá como a cobra e picará como o basilisco”. A bebida alcoólica é sedutora. As propagandas mais elaboradas e mais glamorosas são de bebida alcoólica. Porém, o encanto da bebida alcoólica é uma farsa. Atrás de seu colorido fascinante há o veneno de uma víbora. Atrás de um copo resplandecente e espumante há uma alma prisioneria e uma família que agoniza. O veneno do álcool mata o corpo e a alma, destrói a saúde e a reputação, afasta o homem de Deus, de si mesmo e do seu próximo.

3. O alcoolismo é uma tragédia por causa das alterações que provoca em seus dependentes (Pv 23.33). 

O escritor sagrado é enfático: “Os teus olhos verão coisas esquisitas, e o teu coração falará perversidades”. O alcoolismo não é um estimulante, mas um depressivo. Ele interfere na capacidade de raciocínio, embassa a visão, rouba a lucidez e corrompe as atitudes. Uma pessoa alcoolizada perde o respeito próprio ao desandar a boca para falar perversidades. Há uma lenda que diz que uma pessoa alcoolizada passa por quatro estágios: Começa galanteador como um pavão. Depois torna-se valente como um leão. Em seguida chama a atenção para as suas peripécias como um macaco e termina na lama como um porco.

4. O alcoolismo é uma tragédia por causa da degradante dependência que produz (Pv 23.34,35). 

O escritor sagrado conclui: “Serás como o que se deita no alto do mastro e dirás: Espancaram-me, e não me doeu; bateram-me, e não o senti; quando despertarei? Então, tornarei a beber”. O alcoolismo produz uma cruel solidão, como alguém que se deita no alto do mastro. Uma pessoa dependente do álcool torna-se alvo da agressão coletiva, um saco de pancadas, mas já não sente mais os esbarros que recebe. O mais grave, é que a despeito de tantos tormentos e desatinos, quando acorda desse torpor, volta a beber, pois está cativo pelas algemas desse vício mortal. Acautelemo-nos acerca desse vício tão devastador. Ele é uma tragédia nacional!



Pr. Hernandes Dias Lopes

quinta-feira, 26 de março de 2026

Versículo do dia

      Versículo do dia


 ⁵ E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade,

⁶ Para louvor da glória de sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado, 

Efésios 1:5,6

Primeira Essência | Paola Carla Feat: Paulo Neto


 

PÃO DIÁRIO - 27/03/2026 - Olhe para os montes


Olhe para os montes



No topo do Morro do Corcovado, olhando para a cidade do Rio de Janeiro, está o Cristo Redentor, uma das estátuas mais altas de Cristo no mundo. Com 38 metros de altura e braços se estendendo por 30 metros, esta escultura pesa 1.145 toneladas. Ela pode ser vista, dia ou noite, a partir de quase todos os pontos da cidade. Um olhar para os morros traz à visão essa imagem do Cristo Redentor.
O Novo Testamento nos diz que Cristo não é apenas o Redentor, mas também o Criador do universo, e esse Criador é apresentado no Salmo 121. Ali, o salmista nos desafia a erguer os olhos para os montes para ver Deus, pois nosso “…socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra” (vv.1,2). Somente Ele é suficiente para ser a nossa força e para guiar os nossos passos ao trilharmos nosso caminho em meio ao mundo perigoso e conturbado.
Levantemos os nossos olhos Àquele que nos mantém (v.3), nos guarda (vv.5,6) e nos protege contra todo tipo de perigo. Ele nos preserva do mal e nos mantém em segurança sob Seu cuidado por toda a eternidade (vv.7,8).
Em fé, elevamos os nossos olhos àquele que é o nosso Redentor e Criador. Ele é a nossa ajuda, nossa esperança e nosso lar eterno.
—WEC


Leia: Salmo 121

Examine: Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra. —Salmo 121:1,2

Considere: Cristo foi crucificado para nos trazer nova vida.

A influência da igreja no mundo

 



Em seu célebre sermão, chamado “o sermão do monte” Jesus falou sobre a influência da igreja no mundo e usou duas figuras simples, porém, poderosas para ilustrar essa verdade magna.

1. A igreja é o sal da terra (Mt 5.13). 

Essa figura doméstica fala da influência interna da igreja. O sal não pode ser visto no alimento, mas pode ser sentido. A metáfora usada por Jesus nos esclarece três pontos importantes: O primeiro é que o sal inibe a decomposição. Antes do advento da refrigeração, o sal era o que preservava os alimentos. A presença da igreja no mundo é como um antisséptico. Freia a corrupção, retarda o processo da desintegração e coíbe a degradação. O segundo ponto é que o sal dá sabor. A ausência de sal torna o alimento insípido enquanto o excesso o torna salobre. A presença da igreja no mundo dá sabor à vida e torna o ambiente mais agradável. O terceiro ponto é que o sal provoca sede. O mundo não conhece a Deus. O homem em seu estado natural não tem sede de Deus. A presença da igreja no mundo, desperta interesse por Deus no coração das pessoas. O sal mesmo que não seja visto é percebido. Jesus, porém, alertou para o perigo do sal perder o seu sabor e tornar-se insípido. Nesse caso, o sal perde sua utilidade e torna-se chão batido para ser pisado pelos homens. As impurezas podem tornar o sal sem sabor e inútil. Mais sério, pode tornar o sal prejudicial. Para sermos bênção no mundo, precisamos ter vida íntegra e pura. A contaminação com o mundo pode nos privar de sermos úteis no mundo.

2. A igreja é a luz do mundo (Mt 5.14-16). 

Essa figura fala da influência externa da igreja. A luz é vista, notada e percebida. Ela se impõe. É como uma cidade no topo de uma montanha. É impossível ser escondida. Jesus falou sobre três possibilidades de esconder a luz. Primeiro, Jesus diz que a igreja não pode ser luz debaixo do alqueire. Não podemos esconder nossa influência debaixo de estruturas comerciais. Jesus diz também que não podemos esconder nossa luz debaixo do vaso, ou seja, daquilo que é apenas adorno. Finalmente, Jesus diz que não podemos esconder nossa luz debaixo da cama, ou seja, daquilo que representa descanso e prazer. Nossa luz precisa brilhar diante dos homens para que vejam nossas boas obras e glorifiquem o Pai que está nos céus. A luz nos sugere algumas lições. A luz é símbolo de pureza. A luz revela a impureza e também nos alerta sobre ela. A luz é símbolo da verdade. A mentira procede das trevas e é coberta de trevas, mas a verdade é luz que ilumina e aquece. A luz é símbolo de conhecimento. A igreja conhece a Deus e o torna conhecido. Foi esclarecida pela verdade, conhece a verdade e anda na verdade. A luz é símbolo da vida. Não há vida sem luz. A fotossíntese das plantas se dá através da luz. Onde a luz chega brota a vida com sua beleza e vigor. A igreja recebe vida e transborda diante do mundo essa vida abundante. A luz é símbolo de comunicação. Onde falta luz, escasseia-se a comunicação e mingua os relacionamentos. A igreja é portadora das boas novas de reconciliação. Ela roga aos homens que se reconciliem com Deus. Ela constrói pontes, onde o pecado cavou abismos.

No incomparável sermão do monte Jesus mostrou que antes da igreja apresentar-se ao mundo como sal e luz, precisa primeiro possuir uma nova vida. As bem-aventuranças falam do que a igreja é. Só depois, Jesus fala do que a igreja faz. Vida precede ação. Caráter precede performance. Vida com Deus precede testemunho no mundo. Se não formos humildes de espírito, se não chorarmos pelos nossos pecados, se não tivermos fome e sede de justiça, se não formos puros de coração, se não formos mansos, misericordiosos e pacificadores, não poderemos ser sal nem luz. Não podemos demonstrar o que não somos. Não podemos refletir o que não temos. Primeiro precisamos ter vida com Deus para depois termos vida para Deus. Você tem sido sal da terra e luz do mundo? Tem influenciado as pessoas de forma particular e também de forma pública? Tem revelado o caráter de Cristo em suas palavras e ações? É tempo de entendermos quem somos para cumprirmos com entusiasmo nossa vocação no mundo!



Pr. Hernandes Dias Lopes

quarta-feira, 25 de março de 2026

Versículo do dia

     Versículo do dia


 ²⁰ Põe-os em medo, Senhor, para que saibam as nações que são formadas por meros homens. (Selá.) 

Salmos 9:20



Gisele Nascimento e Douglas Nascimento | Quando Eu Chorar #MKNetwork


 

PÃO DIÁRIO - 26/03/2026 - Gráfico de crescimento

 

Gráfico de crescimento



Se, algum dia, minha família se mudar da casa onde vivemos agora, quero tirar as dobradiças da porta da despensa e levá-la comigo! Essa porta é especial porque mostra como os meus filhos têm crescido ao longo dos anos. Todos os meses, meu marido e eu colocamos nossas crianças contra a porta e fazemos a lápis uma marca logo acima de suas cabeças. De acordo com a nossa tabela de crescimento, minha filha cresceu dez centímetros em apenas um ano!
Embora meus filhos cresçam fisicamente como parte natural da vida, há outro tipo de crescimento que acontece com algum esforço — nosso crescimento espiritual em semelhança a Cristo. Pedro encorajou os cristãos a crescerem “…na força e no conhecimento de […] Jesus…” (2 Pedro 3:18). Ele disse que o amadurecimento na nossa fé nos prepara para a volta de Cristo. O apóstolo desejava que, ao voltar, Jesus encontrasse os cristãos vivendo em paz e retidão (v.14). Pedro via o crescimento espiritual como uma defesa contra o ensino que interpreta incorretamente a Palavra de Deus e leva as pessoas a se desviarem (vv.16,17).
Mesmo quando nos sentimos desencorajados e desconectados de Deus, podemos nos lembrar de que Ele nos ajudará a avançar em nossa fé, tornando-nos mais semelhantes ao Seu Filho. Sua Palavra nos assegura de que “…aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Filipenses 1:6).
—JBS


Leira: 2 Pedro 3:10-18

Examine: …crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo… —2 Pedro 3:18

Considere: O crescimento espiritual requer o alimento sólido da Palavra de Deus.

MITO OU REALIDADE?

 




“No princípio criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1).

As cortinas da revelação divina abrem-se, mostrando-nos o aparecimento dos céus e da terra. De onde vem o universo? Será que a matéria é eterna? Será que as leis que governam o universo criaram a si mesmas? O universo veio à existência por geração espontânea? É resultado de uma mega explosão cósmica? Veio de uma evolução de milhões e milhões de anos? Para responder a essas perguntas, apresentaremos aqui a perspectiva judaico-cristã, pois assim entendemos e assim cremos. Vejamos:

Em primeiro lugar, o tempo da criação. “No princípio…”. Essa declaração pressupõe que a matéria não é eterna como pensavam os gregos. A matéria foi criada e veio a existir no princípio. Antes do princípio o universo não existia. Nos refolhos da eternidade só Deus existia. Ele é eterno e o Pai da eternidade. Só ele preexiste ao tempo. Só ele habitou em glória inacessível antes que houvesse mundo.

Em segundo lugar, a ação criadora. “No princípio criou…”. O universo foi criado. Isso não é artigo de fé, mas de ciência. Este mundo é feito de matéria e energia. Matéria e energia não criam a si mesmas. Este mundo é governado por leis. Leis não criam a si mesmas. Logo, este mundo foi criado e leis foram estabelecidas para governá-lo.

Em terceiro lugar, o agente criador. “No princípio criou Deus…”. O universo não deu a luz a si mesmo. Ele não surgiu espontaneamente. Este vasto e insondável universo, com leis tão precisas e movimentos tão harmônicos  não surgiu de uma colossal explosão nem é fruto de um processo evolutivo pelo desdobrar dos milênios. Este mundo veio à existência pela palavra criadora do Deus Todo-poderoso. Do nada ele tudo criou. Sem matéria preexistente, ele chamou à existência as coisas que não existiam. Como já declaramos, o criacionismo não é artigo de fé, mas de ciência. O que cremos pela fé é que o universo, que foi criado, foi criado por Deus. Essa verdade magna está fartamente documentada nas Escrituras e robustamente comprovada pela ciência. Na verdade, não existe contradição entre a Bíblia e a ciência. Ambas emanam do mesmo autor, o próprio Deus. Sempre que a ciência for corretamente entendida e a Bíblia for corretamente interpretada, estarão de acordo.

Em quarto lugar, a obra criada. “No princípio criou Deus os céus e a terra”. Deus não criou um universo incipiente que foi expandindo-se pelo processo da evolução. O evolucionismo teísta está em desacordo com a Bíblia e está em descompasso com a ciência. O universo não está evoluindo, mas está num claro processo de decadência. Os céus e a terra foram criados por Deus no princípio e não ao longo dos séculos. Graças ao avanço da ciência podemos compreender, com mais precisão, a magnitude do universo criado por Deus no princípio. Muito embora nenhum astrônomo, por mais robusto que seja seu conhecimento e por mais peregrina que seja sua inteligência, possa afirmar, categoricamente, qual o tamanho exato do universo, eles  já sabem e afirmam que o universo tem mais de noventa e três bilhões de anos-luz de diâmetro. Isso significa que se voássemos à velocidade da luz, trezentos mil quilômetros por segundo, nessa fantástica velocidade, demoraríamos mais de noventa e três bilhões de anos para irmos de uma extremidade à outra do  universo. Os astrônomos já sabem que há mais estrelas no firmamento do que todos os grãos de areia de todas as praias e desertos do nosso planeta. Ficamos extasiados diante da grandeza insondável do macro-universo e também boquiabertos com a complexidade inexplicável do microuniverso. Quanto mais a ciência avança rumo ao conhecimento, mais ficamos convencidos de que no princípio Deus criou os céus e a terra. A criação não é um mito; é uma realidade!



Rev. Hernandes Dias Lopes

terça-feira, 24 de março de 2026

Versículo do dia

      Versículo do dia


 ³¹ Porque ensinava os seus discípulos, e lhes dizia: O Filho do homem será entregue nas mãos dos homens, e matá-lo-ão 

Marcos 9:31

Marquinhos Gomes - Não Morrerei - Acústico 93


 

PÃO DIÁRIO - 25/03/2026 - Perguntas diferentes

 

Perguntas diferentes



Quando a tragédia acontece, surgem as perguntas. A perda de um ente querido pode nos fazer questionar Deus com uma série de perguntas pontuais: “Por que o Senhor permitiu que isso acontecesse?” “De quem foi a culpa?”. “O Senhor não se importa com a minha dor?”. Acredite em mim — como pai enlutado de uma adolescente que morreu tragicamente, fiz estas mesmas perguntas.
O livro de Jó registra as perguntas que Jó faz ao se sentar com amigos para lamentar seu sofrimento. Ele perdera sua família, sua saúde e suas posses. Em certo ponto, ele pergunta: “Por que se concede luz ao miserável e vida aos amargurados de ânimo?” (3:20). Mais tarde, ele pergunta: “Por que esperar, se já não tenho forças?…” (6:11). E: “Parece-te bem que me oprimas…?” (10:3). Muitos estiveram diante de uma lápide colocada muito cedo e fizeram perguntas semelhantes.
Mas ao ler até o final do livro, você tem uma surpresa. Quando Deus responde a Jó (38–41), Ele o faz de maneira inesperada. Ele vira o jogo e questiona Jó — faz perguntas diferentes que demonstram a Sua sabedoria e soberania. Perguntas sobre a Sua magnífica criação — a terra, as estrelas e o mar. E todas as perguntas destacam o seguinte: Deus é soberano. Deus é Todo-poderoso. Deus é amor. E Ele sabe o que está fazendo.
—JDB


Leia: Jó 38:1-11

Examine: Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra?… —Jó 38:4

Considere: Nosso maior conforto no sofrimento é saber que Deus está no controle.

Verdades que não podemos esquecer

 



O apóstolo Paulo, em sua primeira carta à igreja de Corinto, no capítulo seis, repete seis vezes a mesma expressão: “Não sabeis?” (1Co 6.2,3,9,15,16,19). Com isso, Paulo está enfatizando a necessidade de conhecer algumas verdades absolutas e não esquecê-las jamais. Que verdades são essas que precisamos tanto conhecer?

1. Não sabeis que os santos hão de julgar o mundo? (1Co 6.2). 

É vergonhoso quando a igreja perde sua capacidade de resolver seus próprios conflitos e leva suas causas domésticas para fora dos seus portões, para serem julgadas por aqueles que um dia serão julgados pela própria igreja. Isso é inverter os papéis. Isso é um contra senso.

2. Não sabeis que havemos de julgar os próprios anjos? (1Co6.3). 


A igreja não apenas será levada para o céu, mas também assentar-se-á em tronos. Não apenas estará livre de condenação, mas também julgará o mundo e os anjos. Por causa da graça de Deus e da morte expiatória de Cristo na cruz, os crentes deixaram de ser réus para serem juízes.

3. Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? (1Co 6.9).

 Paulo é categórico em afirmar que os impuros, idólatras, adúlteros, homossexuais ativos e passivos, ladrões, avarentos, bêbados, maldizentes e roubadores não herdarão o reino de Deus. Esses indivíduos podem até mesmo receber na terra todos os troféus da fama, conquistar todas as medalhas do sucesso e cruzar todas as passarelas cheias de encanto e beleza, mas jamais entrarão no reino de Deus; podem até mesmo ser aplaudidos pelos homens, mas não entrarão na Cidade Santa. A menos que se arrependam de seus pecados, podem até ganhar o mundo inteiro, mas perderão a sua alma.

4. Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo? (1Co 6.15).

 Cristo é o cabeça da igreja e a igreja é o corpo de Cristo e nós somos individualmente membros desse corpo. Entregar nosso corpo à impureza é arrastar o nome de Cristo para a lama. Teríamos nós coragem de tomar os membros de Cristo e fazê-los membros de meretriz? Só em pensar nessa grosteca possibilidade já seria consumada blasfêmia. Entretanto, muitos crentes em vez de consagrar seus corpos a Deus e glorificarem a Deus em seu corpo, entregam-se à impureza e desonram o nome de Cristo.

5. Não sabeis que o homem que se une à prostituta forma um só corpo com ela? (1Co 6.16). 


A intimidade sexual é uma bênção destinada por Deus aos que se unem legitimamente em casamento. O sexo antes do casamento é fornicação e fora dele é adultério. Ambos os pecados são condenados por Deus e atraem o juízo divino. A sociedade pode até incentivar essas práticas e tentar apagar das consciências a culpa, mas não pode anular a verdade de Deus, por cujo crivo, um dia todos os homens serão julgados.

6. Não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo? (1Co 6.19). 


Nosso corpo não foi criado para a impureza, mas para o Senhor. Nosso corpo foi comprado por Deus e deve estar a serviço de Deus e promover a glória de Deus. Nosso corpo não pode ser mais a morada da iniquidade, pois foi lavado no sangue do Cordeiro de Deus e transformado em santuário do Altíssimo. Nosso corpo não é mais o teatro onde o diabo realiza seus shows mais escandalosos, mas o santo dos santos, onde a glória de Deus se manifesta.



Pr. Hernandes Dias Lopes

Versículo do dia

      Versículo do dia ²⁶ Porventura não convinha que o Cristo padecesse estas coisas e entrasse na sua glória?  Lucas 24:26