terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Versículo do dia

    Versículo do dia


⁶² E Jesus lhe disse: Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus. 

Lucas 9:62

Gabriel Guedes - Vitorioso És (Clipe Oficial)


 

PÃO DIÁRIO - 28/01/2026 - Plágio espiritual

 

Plágio espiritual


E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai. —João 1:14



Quando eu ensino redação em Inglês, exijo que os alunos a escrevam na sala de aula. Sei que o que escrevem em sala é produto de seu próprio esforço. Desta maneira, me familiarizo com o estilo de escrita de cada aluno e posso detectar se eles “emprestam” um tanto demais de outro escritor. Os estudantes se surpreendem ao saber que o seu estilo literário — que inclui o que dizem e como dizem — é tão peculiar como a sua própria voz. Assim como as palavras que falamos vêm de nossos corações, as palavras que escrevemos também. Elas revelam quem somos.
Da mesma maneira, nos familiarizamos com a voz de Deus. Ao ler o que Ele escreveu, aprendemos sobre quem Ele é e como se expressa. Satanás, no entanto, tenta fazer-se soar como Deus (2 Coríntios 11:14). Usando as palavras de Deus de uma forma ligeiramente alterada, ele vem com argumentos convincentes para as coisas que não são verdadeiras. Por exemplo, ao convencer as pessoas a fazer coisas que imitam santidade, como confiar na aparência exterior da autodisciplina ao invés de confiar na morte de Cristo para a salvação (Colossenses 2:23), Satanás tem levado muitos ao erro.
Deus foi aos extremos para assegurar-se de que reconheceríamos a Sua voz. Ele não apenas nos deu a Sua Palavra, nos deu o Verbo feito carne, Jesus (João 1:14), de modo que não seremos facilmente enganados ou iludidos.
— Julie Ackerman Link

Leia: João 1:1-18 

Examine: A Bíblia em um ano: Ezequiel 24-26;1 Pedro 2

Considere: Puríssima é a tua palavra; por isso, o teu servo a estima. —Salmo 119:140

EU SOU UMA MÃE MUITO AFLITA

 




Com sua permissão, eu quero me apresentar. Eu sou uma mãe aflita, como tantas outras ao redor do mundo. Eu sou conhecida como a mulher cananeia. Eu tenho vivido dias de terríveis angústias. Minha filha querida está horrivelmente endemoninhada. Eu carrego no peito a dor de ver minha filha escravizada pelos demônios. Ah, como ela tem sofrido e com ela eu também sofro. Sempre vivi em terras pagãs, na região de Tiro e Sidom. Meu povo vive mergulhado em densa escuridão espiritual. Um dia eu fui surpreendida com a presença de Jesus em nossa terra. Eu já tinha ouvido falar dele, de como curava os enfermos, libertava os cativos e recebia as pessoas mais feridas pelos dramas da vida. Uma centelha de esperança foi acesa em meu coração. Não podia perder aquela oportunidade. Corri ao encontro dele e clamei: “Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de mim! Minha filha está horrivelmente endemoninhada”. Eu sabia que Jesus não era um homem comum. Era o Messias, o Filho de Davi. Depois de ter batido em tantas portas e só colhido decepção, sabia que só Jesus podia trazer libertação para minha filha e alívio para o meu coração. Posso garantir a vocês, o sofrimento de minha filha era o meu sofrimento. A dor que pulsava no coração dela, doía ainda mais em mim. Eu não suportava mais tanta angústia e tanto desespero na minha família.

A resposta de Jesus ao meu clamor, porém, foi um silêncio gelado. Ele não me respondeu palavra alguma. Seus discípulos, incomodados com minha presença e com os meus gritos de socorro, chegaram a pedir a ele para me mandar embora. Na verdade, eu ia clamando atrás deles. Eu tinha pressa e não podia perder essa chance de ver minha filha liberta. Diante da insistência dos discípulos para Jesus me despedir, ele jogou mais um balde de água fria no meu clamor por misericórdia. Disse que fora enviado apenas às ovelhas perdidas da casa de Israel. Ah, que dor em meu coração! Eu era uma gentia. Não pertencia ao povo da aliança. Mas, sabe, eu não desisti. Continuei insistindo com o meu clamor. Na verdade, eu dei mais um passo na direção do meu anseio, aliás da minha urgente necessidade. Eu me aproximei de Jesus e o adorei. Disse a ele: “Senhor, socorre-me!”.

A resposta de Jesus, longe de me aliviar, agravou ainda mais a minha dor. Ele me disse que não era bom tomar o pão dos filhos para lançá-los aos cachorrinhos. Longe de me sentir magoada com essa palavra de Jesus, humilhei-me ainda mais dizendo a ele: “Sim, Senhor, porém os cachorrinhos comem as migalhas que caem da mesa dos seus donos”. Mesmo sem compreender o método que Jesus estava usando comigo, sabia que ele podia me socorrer. Daí a minha insistência. Minha filha precisava ser liberta. Ela estava cativa e eu, junto com ela, sofrendo muito.

Nesse momento, algo glorioso aconteceu. Jesus abriu-me a porta da esperança. Ele disse a mim: “Ó mulher, grande é a tua fé! Faça-se contigo como queres”. Meu coração disparou dentro do meu peito. Não podia conter a alegria que inundou minha alma. Senti que um fardo caiu dos meus ombros. A dor que fuzilava minha alma foi arrancada de dentro de mim. Compreendi imediatamente que Jesus não estava me desprezando, mas apenas me levando um nível mais alto de dependência dele. Seu propósito era despertar em mim uma fé genuína. Na verdade, Jesus elogiou a minha fé diante dos seus discípulos que queriam se ver livre de mim. Ele atendeu o meu clamor e me garantiu que exatamente o que eu queria, iria acontecer. E de fato aconteceu naquele exato momento. Na mesma hora que Jesus proferiu essas palavras, minha filha ficou sã e liberta. Os demônios que a atormentavam bateram em retirada. Ah, foi tão lindo! A paz de Jesus entrou na minha vida, na vida de minha filha. A minha casa foi transformada.

Posso garantir a vocês que Jesus cruzou a fronteira de Israel para trazer luz ao meu povo, que jazia em trevas. Se ninguém mais foi abençoado pela sua visita, eu fui. Ele trouxe libertação e salvação para minha casa. Com certeza o que Jesus fez na minha vida, pode fazer também na vida de todas as mães, de todos os lugares, de todos os tempos. Toda mãe sabe disso: aquilo que aflige nossos filhos também nos aflige. Por isso, devemos levar os dramas dos nossos filhos a Jesus. Ele me socorreu, e pode socorrer você também, mãe. Não desanime. Persevere. Clame. Humilhe-se. E veja as maravilhas que Jesus fará, também, em sua família!



Rev. Hernandes Dias Lopes

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Versículo do dia

    Versículo do dia


²⁶ Não será assim entre vós; mas todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja vosso serviçal; 

Mateus 20:26

Preto no Branco - Os Sonhos de Deus ft. Juninho Black, Lukão Carvalho, Eli Soares


 

PÃO DIÁRIO - 27/01/2026 - Que horas são?

Que horas são?


…vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho… —Gálatas 4:4


O velho ditado é verdadeiro: O tempo é tudo! É por isso que a declaração de Paulo, “…vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho…” me intriga muito (Gálatas 4:4).
Uma rápida olhada na história revela que a vinda de Cristo foi exatamente no momento certo. Séculos antes, Alexandre, o Grande, conquistou a maior parte do mundo conhecido, trazendo com ele a cultura grega e sua língua. À beira de sua morte, o Império Romano retomou de onde Alexandre parou e expandiu o território sob a influência da unificação da cultura e da língua dos gregos. Foi sob o domínio romano que a crucificação aconteceu, onde o sangue de Cristo foi derramado por nós. Foi sob o governo de Roma que as condições foram preparadas para a propagação do evangelho em três continentes: boas estradas, limites territoriais livres de restrições de “passaporte” e um idioma unificador. A providência de Deus tinha colocado todas as peças no seu lugar para o momento perfeito de enviar o Seu Filho.
O tempo de Deus é perfeito em tudo. Enquanto você está esperando, talvez se perguntando por que Deus não parece estar agindo em seu nome, lembre-se de que Ele está trabalhando nos bastidores para preparar Seu momento de intervenção no tempo certo. Confie nele, pois Ele sabe qual é a hora certa.
— Joe Stowell

Leia: Gálatas 3:26-4:7 

Examine: A Bíblia em um ano: Ezequiel 22-23;1 Pedro 1

Considere: Ensina-nos, ó Senhor, as disciplinas da paciência. Esperar é muitas vezes mais difícil do que trabalhar. —Marshall

QUANDO O AMOR ESTÁ MAL DIRECIONADO

 



“Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos […], mais amigos dos prazeres que amigos de Deus” (2Tm 3.1,2,4).



Quero destacar três palavras mencionadas pelo apóstolo Paulo nesta passagem que retratam os males e a corrupção dos últimos dias. A decadência da sociedade é resultado da inversão de valores. Paulo diz que as pessoas direcionam o seu amor para si mesmas, para o dinheiro e para os prazeres. Na língua grega, Paulo usa três palavras que retratam o amor às avessas: filautós, filarguros e filedonos. Esses são ainda os três maiores problemas da sociedade: poder, dinheiro e sexo. Vejamos:

Em primeiro lugar, filautós (2Tm 3.2). A palavra grega filautós significa literalmente “amante de si mesmo”. Esse é o retrato de uma pessoa egoísta. Uma pessoa egoísta é aquela que ama a si mesma acima de todos e além de tudo. O mundo dela está centrado nela mesma. Vive para si mesma e espera que todos também vivam para fazer sua vontade. Uma pessoa egoísta é aquela que, por venerar a si mesma, como seu próprio ídolo, usa as pessoas em vez de servi-las. Um filautós é um narcisista, que ao contemplar seu próprio rosto, apaixona-se por si mesmo. Esse egoísmo exacerbado é a fonte de todas as mazelas da sociedade, a causa de muitos casamentos desfeitos e a razão principal do adoecimento de muitos relacionamentos, nas mais diversas esferas da vida.

Em segundo lugar, filarguros (2Tm 3.2). A palavra grega filarguros significa literalmente “amante da prata”, ou seja, amante do dinheiro. O dinheiro é o ídolo mais adorado neste século. As pessoas matam, morrem, casam-se e se divorciam por causa do amor ao dinheiro. Essa veneração ao dinheiro é o motivo pelo qual muitos ricos não se contentam com sua riqueza e, jeitosamente, saqueiam o pouco do pobre para se locupletarem. Esse amor ao dinheiro é a causa de sentenças serem vendidas nos tribunais, a razão da corrupção galopante na política, nas empresas públicas e privadas, bem como no comércio, na indústria e até mesmo nas igrejas. O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Muitos nessa cobiça destroem a si mesmos, pensando que o dinheiro pode dar-lhes felicidade e segurança. Quem ama o dinheiro dele nunca se farta. Quem põe seu coração nas riquezas torna-se escravo delas para servi-las como a um súdito. A palavra filarguros foi traduzida por “avarento”. O avarento é o indivíduo que só pensa em si e jamais no próximo. Usa seu dinheiro apenas para seu próprio deleite, pois desconhece o que é generosidade. Busca apenas os seus próprios interesses e jamais o que é dos outros. Constrói apenas para si mesmo, mesmo que para isso, precise tomar o que é dos outros. O avarento é um idólatra. Seu deus é o dinheiro. Nesse altar profano, ele arruína sua própria vida, destrói sua própria alma e ainda torna a vida de seu próximo um pesadelo.

Em terceiro lugar, filedonos (2Tm 3.4). A palavra grega filedonos significa literalmente “amante dos prazeres”. Depois de Paulo falar do amor a si mesmo e do amor ao dinheiro, agora fecha essa lista de pecados degradantes da sociedade com o amor ao prazer. O mundo torna-se mais e mais hedonista. A busca do prazer tornou-se o objetivo último de muitas pessoas. Elas buscam o prazer como o principal sentido da vida. Seu deus é o prazer. Sua filosofia de vida é: “comamos e bebamos, porque amanhã morreremos”. O filedonos é o indivíduo que se embriaga com os prazeres carnais. Bebe todas as taças de sua própria luxúria. Vive correndo, sofregamente, atrás de novas aventuras. Empanturra-se de vícios nocivos, embrenhando-se pelos corredores lôbregos da imoralidade e das diversões carnais. O apóstolo Paulo, ao radiografar a sociedade de seu tempo, diz que os homens eram mais amantes dos prazeres que amigos de Deus. Não é esse, também, o retrato de nosso tempo? Que Deus tenha misericórdia de nós, a fim de que amemos o próximo em vez de sermos egoístas; sejamos generosos em vez de sermos avarentos; e sejamos amigos de Deus em vez de sermos amantes dos prazeres.



Rev. Hernandes Dias Lopes

domingo, 25 de janeiro de 2026

Versículo do dia

    Versículo do dia


 ³³ Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! 

Romanos 11:33

Rachel Novaes - Comigo Estás (Ao Vivo)


 

PÃO DIÁRIO - 26/01/2026 - Cartas vivas

 

Cartas vivas


…manifestos como carta de Cristo […] escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente… —2 Coríntios 3:3


Em novembro de 1963, no mesmo dia em que o presidente John F. Kennedy foi assassinado, outro líder morreu — Clive Staples Lewis. Este acadêmico da Universidade de Oxford, que havia se convertido do ateísmo ao cristianismo, foi um escritor produtivo. Livros intelectuais, ficção científica, fantasias infantis e outros trabalhos fluíram de sua pena com uma forte mensagem cristã. Os seus livros têm sido usados por Deus na conversão de muitos, inclusive um político e um cientista ganhador do Prêmio Nobel.
Alguns são chamados para contar aos outros sobre Cristo por meio da sua escrita, mas todos os cristãos são convocados a serem “epístolas” ou cartas de Cristo, em nossa maneira de viver. O apóstolo Paulo nos diz: “…manifestos como carta de Cristo […] escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente…” (2 Coríntios 3:3).
Com certeza, Paulo não quis dizer que somos, na verdade, pedaços de papel nos quais a mensagem de Deus foi escrita. Mas como “cartas” vivas podemos demonstrar como Jesus Cristo faz a diferença na maneira que tratamos os outros e em nosso esforço para viver com integridade.
Poucos terão a mesma influência que C.S. Lewis teve, mas todos nós somos chamados a dar glória Àquele que nos ama e nos redimiu!
— Dennis Fisher

Leia: 2 Coríntios 3:1-11 

Examine: A Bíblia em um ano: Ezequiel 20-21;Tiago 5

Considere: Somos as “cartas de recomendação” de Cristo para todos os que leem as nossas vidas.

COMO AMAR O PRÓXIMO COMO A NÓS MESMOS

 



Os Dez Mandamentos são uma síntese dos mandamentos de Deus. Tratam do nosso amor a Deus e ao próximo. Os quatro primeiros mandamentos estão ligados ao nosso relacionamento com Deus e os seis últimos ao nosso relacionamento com o próximo. Esses dez mandamentos podem ser resumidos no grande mandamento: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Como devemos amar o nosso próximo como a nós mesmos?

Em primeiro lugar, honrando aos pais como as pessoas mais próximas (Ex 20.12). O quinto mandamento deixa claro que o nosso relacionamento com o próximo precisa começar dentro de nossa casa. Nossos pais devem merecer o melhor da nossa atenção e do nosso respeito. A eles devemos tributar obediência e honra. A desobediência aos pais é um sinal de rebeldia e decadência. É impossível construir outros relacionamentos saudáveis se não velamos pelo convívio saudável com os nossos pais.

Em segundo lugar, respeitando a vida do próximo (Ex 20.13). O sexto mandamento da lei de Deus é: “Não matarás”. Esta ordem de Deus deixa claro a sacralidade da vida. Uma vez que não está em nossas mãos dar a vida, é-nos proibido tirá-la. É Deus quem dá a vida e só ele tem autoridade para ceifá-la. Devemos, portanto, repudiar toda forma de sacrifício da vida. Aborto, suicídio, assassinatos e guerras são um atentado contra o próximo e uma rebelião contra Deus. A vida é um dom de Deus e nosso papel é cuidar do nosso próximo em vez de destruí-lo.

Em terceiro lugar, respeitando a honra do próximo (Ex 20.14). O sétimo mandamento da lei de Deus lida com a honra do próximo. Quem ama responsavelmente não trai a seu cônjuge nem fere a honra do próximo, possuindo o seu cônjuge. O adultério é um atentado contra a instituição do casamento. É um terremoto na vida dos casais. É uma conspiração contra a pureza conjugal.

Em quarto lugar, respeitando os bens do próximo (Ex 2015). O oitavo mandamento da lei de Deus proíbe-nos qualquer forma injusta, ilícita e desonesta de apropriar-nos indebitamente do que não nos pertence. Balança enganosa, produtos falsificados, plágio, pirataria, opressão econômica, corrupção, favorecimentos escusos, compra de sentenças, corpo mole no trabalho, tudo isso, constitui uma quebra deste mandamento. A integridade nos negócios é um imperativo divino para o ser humano.

Em quinto lugar, respeitando o nome do próximo (Ex 20.16). O nono mandamento da lei de Deus deixa claro que o falso testemunho é um pecado gravíssimo, pois seu objetivo é arruinar o nome e a reputação do próximo, omitindo a verdade, promovendo a mentira e pervertendo a justiça. Quando um indivíduo, por maldade ou inveja, denigre a imagem do próximo, espalhando boataria e disseminando falsas notícias através das redes sociais, sem averiguar a exatidão dos fatos, transgride este mandamento.

Em sexto lugar, respeitando, no coração, tudo o que pertence ao próximo (Ex 20.17). O décimo mandamento da lei de Deus proíbe a cobiça. Este mandamento distingue-se dos nove primeiros. É o único mandamento subjetivo. Todos os demais podem ser aferidos pelos tribunais da terra. Este mandamento, porém, é de foro íntimo. Nenhum tribunal da terra, por mais conspícuo, tem competência para julgar foro íntimo. Pois Deus julga foro íntimo. Só Deus conhece e sonda os corações. Um indivíduo pode ter uma espiritualidade externa irretocável como os fariseus e ainda assim ter um coração podre. Não basta parecer ser piedoso, é preciso sê-lo. Como só Deus conhece e requer a verdade no íntimo, ele exige de nós uma vida sem os laivos da cobiça. Não podemos cobiçar o cônjuge do próximo nem o que existe em sua casa. A piedade com contentamento deve ser a marca daqueles que foram resgatados por Deus e obedecem a Deus. Concluímos, portanto, dizendo que aquele que ama o próximo honra pai e mãe, não mata, não adultera, não furta, não diz falso testemunho nem cobiça o que lhe pertence. O amor é o cumprimento da lei!



Rev. Hernandes Dias Lopes

sábado, 24 de janeiro de 2026

Versículo do dia

    Versículo do dia


 Tu és o Deus que fazes maravilhas; tu fizeste notória a tua força entre os povos.

Ton Carfi, Adhemar de Campos - Grande É O Senhor (DVD Ton Carfi 20 Anos)


 

PÃO DIÁRIO - 25/01/2026 - Ofuscado

 

Ofuscado


…Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra… —Lucas 1:35


Há 50 anos, neste dia, o assassinato do presidente dos EUA, John F. Kennedy surpreendeu as pessoas ao redor do mundo. No dia seguinte ao tiroteio, um artigo de um jornal de Londres falou sobre as repercussões em todos os mercados financeiros mundiais. A manchete foi: “Todos os outros acontecimentos foram ofuscados pela tragédia americana.”
Há momentos em nossas vidas em que uma morte, uma tragédia ou uma repentina reviravolta nas circunstâncias ofusca tudo. Foi o que aconteceu a uma jovem solteira ao saber que seria a mãe do Messias prometido, o Filho de Deus (Lucas 1:26-33). Quando ela perguntou como isto poderia acontecer, o anjo Gabriel disse: “…Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra…” (v.35).
A impossibilidade na vida de Maria foi ofuscada não pelas trevas, mas pelo brilho da glória e poder de Deus. Sua resposta continua a deixar-nos admirados: “…que se cumpra em mim conforme a tua palavra…” (v.38).
Nas próximas semanas, enquanto lemos novamente a história do Natal e consideramos o nascimento de Jesus em nosso mundo, vale a pena ponderar a palavra ofuscada. Ela fala de maneira tão poderosa da presença do Senhor em nossos corações e sua capacidade de ofuscar os momentos mais sombrios.
— david c. mccasland

Leia: Lucas 1:26-38 

Examine: A Bíblia em um ano: Ezequiel 18-19;Tiago 4

Considere: Em cada situação, somos ofuscados pelo maravilhoso amor e poder de Deus.

Perdido dentro da igreja

 



O texto de Lucas 15.25-32, fala sobre o irmão do filho pródigo. Ele aponta o terrível perigo de estar na casa do pai, dentro da igreja, obedecendo leis, cumprindo deveres, sem se enveredar pelos antros do pecado, e ainda assim, estar perdido. Podemos chegar a essa conclusão pelas seguintes razões:

1. Vive dentro da igreja, mas não é livre (v. 29)

– Ele não vive como filho, mas como escravo. Faz as coisas certas com a motivação errada. Sua obediência não provém do coração, mas da obrigação. Ele nunca entendeu o que é ser filho. Nunca conheceu o amor do Pai. Muitos, também, estão na igreja por uma mera obrigação. Obedecem, mas não têm alegria. Estão na casa do Pai, mas vivem como escravos.

2. Vive dentro da igreja, mas está com o coração cheio de amargura (v. 29,30) 

– O filho mais velho irrita-se com a misericórdia do Pai. Ele não se alegra com a restauração do seu irmão caído. Para ele quem erra não tem chance de restauração nem deve ser objeto de perdão. Na religião dele não havia agenda para o amor. Mas a Palavra de Deus diz que quem não ama a seu irmão ainda permanece nas trevas. O ódio que ele sentia pelo irmão não era menos grave que o pecado de dissolução que outro cometera fora da igreja. O ressentimento que crepitava em seu coração o isolou do Pai e do irmão. Ele se recusou a entrar em casa para celebrar a volta do irmão arrependido, antes encolheu-se, magoado, revoltado, envenenado pela mágoa destruidora.

3. Vive dentro da igreja, na presença do Pai, mas anda como solitário (v. 31) 

– Ele anda sem alegria. Está na casa do Pai, mas não tem comunhão com ele. Muitos também, estão na igreja, mas não têm intimidade com Deus, não desfrutam da alegria da salvação, não experimentam as doces consolações do Espírito, vivem como órfãos, sozinhos, curtindo uma solidão dolorosa.

4. Vive dentro da igreja, mas não se sente dono do que é do Pai (v. 31) 

– Ele era rico, mas estava vivendo na miséria. Tinha toda a riqueza do Pai à sua disposição, mas vivia como escravo. Era filho, mas não banqueteava com os seus amigos. Assim, também, muitos vivem na igreja sem experimentar os banquetes do céu, servindo a Deus por obrigação, sem alegria no coração.

O mesmo Pai que saiu para abraçar o filho pródigo arrependido, sai para conciliar este filho revoltado. O arrependido, com o coração quebrantado, festejou a sua restauração; o outro, ficou do lado de fora, perdido, com o coração endurecido.


Rev. Hernandes Dias Lopes.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Versículo do dia

    Versículo do dia


³⁶ Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa. 

Hebreus 10:36

Gabriel Guedes - Santo Pra Sempre (Ao Vivo)


 

PÃO DIÁRIO - 24/01/2026 - Preocupação genuína

 

Preocupação genuína


Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros. —Filipenses 2:4


Na primeira noite no acampamento familiar, o diretor do local informou às famílias sobre a programação para a semana. Ao terminar, perguntou se alguém tinha algo a dizer. Uma jovem se levantou e fez um apelo emocionante para obter ajuda. Ela falou sobre seu pequeno irmão — um menino com necessidades especiais — e como o cuidado com ele poderia ser um desafio. Disse como isso era cansativo para a sua família e pediu a todos ali para ajudá-los a tomar conta dele durante a semana. Era um apelo nascido da verdadeira preocupação por seu irmão e seus pais. Durante a semana, foi muito bom ver as pessoas se voluntariando para ajudar essa família.
O apelo da garota foi um lembrete gentil de como podemos facilmente nos envolver em nosso próprio mundo, vida e problemas a ponto de não enxergar as necessidades dos outros. Paulo descreveu a nossa responsabilidade: “Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros” (Filipenses 2:4). O versículo seguinte nos lembra de que isto é parte do exemplo de Cristo: “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (v.5).
O nosso cuidado demonstra uma preocupação semelhante à de Cristo pelas pessoas que estão sofrendo. Que possamos descansar na graça de Deus, confiando nele para nos capacitar a servir os outros em seus momentos de necessidade.
— Bill Crowder


Leia: Filipenses 2:1-5

Examine: A Bíblia em um ano: Ezequiel 14-15;Tiago 2

Considere: Jesus importou-se com os outros. Siga o exemplo dele.

O PAVIO DE ESTOPA

 



No tabernáculo havia um candelabro, com hastes de ouro. O candelabro é feito para espargir luz. Esse mobiliário do santuário é um emblema da igreja. Existimos para refletir a luz de Cristo. Somos a luz do mundo. Somos luzeiros na escuridão deste mundo tenebroso. Precisamos entender, porém, quem somos para não nos gloriarmo-nos em nós somos.

Em primeiro lugar, a luz que brilha em nós e através de nós não procede de nós mesmos. Somos os dutos do candelabro. Somos o pavio de estopa. Esse pavio é o canal por onde passa o azeite e produz o fogo. Não temos luz própria nem produzimos o fogo. Um pavio de estopa sem azeite queima e vira um borrão encarvoado, produzindo fumaça e não luz. Embaça o ambiente em vez de iluminá-lo. Oh, como é triste quando o pavio de estopa, arrogantemente, imagina que é a fonte da luz! Sem azeite, o pavio fica chamuscado. Sem o banho do azeite, a luz que o pavio produz logo se apaga. Sem azeite o pavio nada produz senão fumaceira e carvão. O pavio não tem luz para dar. Não é o pavio que queima, mas o azeite que o satura. Somos apenas o veículo entre o azeite e o fogo.

Em segundo lugar, a luz que brilha em nós e através de nós procede do azeite. O azeite é um símbolo do Espírito Santo. Só por meio do Espírito é que podemos brilhar. É o Espírito Santo quem nos transforma na imagem de Cristo. Nós não temos luz em nós mesmos. Apenas refletimos a luz de Cristo, o Sol da Justiça. Somos como a lua, ela só brilha na medida em que reflete a luz do sol. Quando o pavio de estopa imagina que pode produzir fogo sem o azeite, inevitavelmente se tornará carvão que nada mais serve senão para sujar o ambiente e poluí-lo.

Em terceiro lugar, a luz que brilha em nós e através de nós mantém o fogo aceso. Se o fogo que arde em nós não é produzido pelo azeite, então, é um fogo falso. Porém, se somos um pavio de estopa encharcado de azeite, então, o fogo arderá em nossa vida e o mundo verá a luz de Cristo em nós e através de nós. Deus se manifestou muitas vezes através do fogo. Ele é fogo. Sua palavra é fogo. Ele faz de seus ministros labaredas de fogo. Ele batiza com o Espírito Santo e com fogo. O Espírito Santo foi derramado em línguas como de fogo. Esse fogo não pode apagar no altar da nossa vida. O fervor jamais pode extinguir-se em nosso coração.

Em quarto lugar, a luz que brilha em nós e através de nós precisa de pavios de estopa limpos. Espevitadeiras de ouro eram usadas para tirar os borrões dos pavios de estopa e limpá-los. Pavios encarvoados produzem poluição. Entenebrecem o ambiente em vez de iluminá-lo. Precisamos constantemente de azeite e aparagem na estopa do nosso pavio. Precisamos ser limpos para brilharmos com a mesma intensidade até o final. Se o pavio de estopa não for limpo periodicamente e se as pontas carbonizadas não forem removidas, ele produzirá uma fumaceira tóxica. Assim é com a nossa vida. Precisamos ser purificados. Precisamos nos desvencilhar daquelas borras de carvão que vão se instalando em nossa vida, tirando de nós o brilho da glória de Cristo e o calor espiritual.

Em quinto lugar, a luz que brilha em nós e através de nós precisa de azeite puro. Deus deu instruções claras a Moisés acerca do azeite que deveria ser usado. Azeite falso produz uma luz bruxuleante. Não podemos imitar a obra do Espírito. Não podemos substituir a ação do Espírito por simulacros humanos. Usar azeite falso, manipulado pela artimanha humana, é produzir uma fumaceira lôbrega em vez de espargir a luz. Mais do que insensatez, é consumada rebeldia contra Deus tentar substituir a obra Espírito Santo pelas imitações humanas. Que jamais nos esqueçamos que somos apenas um pavio de estopa. Somos o canal entre o azeite e o fogo. Nossa vocação é espargir a luz, a luz de Cristo!



Rev. Hernandes Dias Lopes

Versículo do dia

    Versículo do dia


 ³ Lembrai-vos dos presos, como se estivésseis presos com eles, e dos maltratados, como sendo-o vós mesmos também no corpo. 

Hebreus 13:3

Álvaro Tito e Marina de Oliveira - Sentimentos (Legado) (Clipe Oficial MK Music)


 

PÃO DIÁRIO - 23/01/2026 - Um pedido de oração

Um pedido de oração


…irmãos, orai por nós… —2 Tessalonicenses 3:1


Recentemente, uma missionária nos visitou no curso bíblico que eu estava fazendo. Ela descreveu como tinha sido encaixotar as coisas de sua casa, despedir-se dos amigos e mudar-se para um país distante. Quando ela e sua família chegaram, foram saudados com um florescente comércio de drogas e rodovias perigosas. A barreira linguística trouxe crises de solidão. Eles contraíram quatro diferentes vírus gástricos. E a sua filha mais velha escapou por um triz da morte, após cair através do balaústre inseguro de uma escada. Eles precisavam de oração.

O apóstolo Paulo vivenciou perigos e dificuldades como missionário. Ele foi preso, naufragou e foi espancado. Não é de admirar que suas cartas contenham pedidos de oração. Ele pediu aos cristãos de Tessalônica para que orassem por sucesso na disseminação do evangelho, que a Palavra de Deus se propagasse e fosse glorificada (2 Tessalonicenses 3:1) e para que Deus o livrasse “dos homens perversos e maus” (v.2). Paulo sabia que precisaria “abrir [sua] boca […] com intrepidez” e declarar o evangelho (Efésios 6:19) — este era outro pedido de oração.

Você conhece pessoas que necessitam de ajuda sobrenatural ao propagarem a boa-nova de Cristo? Lembre-se do apelo de Paulo: “…irmãos, orai por nós…” (2 Tessalonicenses 3:1) e interceda por eles diante do trono do nosso poderoso Deus.

— Jennifer Benson Schuldt

Leia: 2 Tessalonicenses 3:1-5 

Examine: A Bíblia em um ano: 1 Reis 12-13;Lucas 22:1-20

Considere: Interceda pelos outros em oração; o trono de Deus é sempre acessível.

A NOSSA ESPERANÇA ESTÁ NO SENHOR

 



Há desespero na esperança humana. Nossos pilares não são suficientemente firmes para suportar os esbarros da vida. Tempestades borrascosas desabam sobre nós e, não raro, abalam nossas estruturas. Não somos suficientemente fortes. Nossa força, ainda que a mais robusta, não passa de consumada fraqueza. O nosso vigor físico, por mais exuberante, pode ser debilitado repentinamente por uma enfermidade agressiva. A estabilidade das riquezas é frágil demais para garantir-nos segurança ou proporcionar-nos felicidade. Os prazeres deste mundo e os deleites da vida, por mais variados e abundantes, não podem preencher o vazio de nossa alma. Nossas conquistas, diplomas e medalhas de honra ao mérito podem até massagear nosso ego por um tempo, mas não dão real e pleno significado à nossa vida. Ah, nossos amigos, por mais ilustres, não podem estar conosco para nos sustentar, quando cruzamos os vales profundos da sombra da morte. Nem mesmo nossa família pode nos acompanhar quando tivermos de atravessar os portais da morte. Precisamos de um refúgio verdadeiro e onipotente. Precisamos de um amparo seguro que nos agasalhe na hora da tempestade. Onde está esse refúgio? Não está na terra. Não está em nossa força nem em nossa sabedoria. Não está no dinheiro nem nos amigos. Não está em nós mesmos nem em nossa família. Nosso verdadeiro refúgio está em Deus. Nele está nossa esperança.

Por que Deus pode ser a nossa esperança?

Em primeiro lugar, porque ele nos criou e dele somos. Nossa vida não é fruto do acaso nem surgiu espontaneamente. Nossa vida não é resultado de uma evolução multi-milenar nem planejada apenas pelos nossos pais. Fomos criados por Deus. Foi ele quem nos formou de forma assombrosamente maravilhosa. Ele conhece cada célula do nosso corpo e tem bem contados cada fio de cabelo de nossa cabeça. Ele planejou nossa vida, pois nos amou antes mesmo de criar os céus e a terra. Somos dele por direito de criação. Porque ele nos criou e cuida de nós, pode ser o nosso refúgio.

Em segundo lugar, porque ele nos sustenta e nos protege. Deus não apenas nos criou, mas também cuida de nós. Nele vivemos, nos movemos e existimos. É ele quem nos dá respiração e tudo o mais. É ele quem nos guarda e supre nossas necessidades. É ele quem nos dá o pão de cada dia e preserva nossa vida. Nossa vida não está à deriva, jogada de um lado para o outro ao sabor das circunstâncias. Suas mãos dirigem o nosso destino. Ele nos cerca por todos os lados e põe sobre nós a sua mão. Ele é quem estende debaixo de nós seus braços eternos e nos carrega no colo.

Em terceiro lugar, porque ele nos perdoa e nos dá a vida eterna. Se fôssemos entregues à nossa própria sorte pereceríamos irremediavelmente. Nossos pecados são muitos e maligníssimos. Um só seria suficiente para nos manter fora do céu. Porém, Deus nos amou a tal ponto que deu o seu Filho unigênito, para morrer pelos nossos pecados e ressuscitar para nossa justificação. Ele não poupou a seu próprio Filho, para poupar-nos da condenação eterna. Ele moeu seu Filho na cruz, para suspender o castigo que devia cair sobre nós. Seu Filho morreu em nosso lugar para revelar-nos seu amor e sua justiça. Em Cristo temos pleno perdão e copiosa redenção. Dele recebemos a vida eterna e a garantia da salvação. Não precisamos temer o passado, porque já fomos perdoados. Não precisamos temer o presente, porque temos livre acesso à sua graça. Não precisamos temer o futuro, porque temos garantia da glória. Em Deus está a nossa esperança. Jesus é a nossa própria esperança. Nossa vida não é como uma descida ladeira a baixo, onde vamos lamentando e chorando, mas como um monte alcantilado, que vamos escalando, exultantes de alegria, porque a nossa esperança está no Senhor.



Rev. Hernandes Dias Lopes

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Versículo do dia

    Versículo do dia


 ³ Lembrai-vos dos presos, como se estivésseis presos com eles, e dos maltratados, como sendo-o vós mesmos também no corpo. 

Hebreus 13:3

Gisele Nascimento ft. Michelle Douglas e Wilian Nascimento - Terremoto - Acústico 93 - AO VIVO - 20

 


PÃO DIÁRIO - 22/01/2026 - Podemos confiar nele

   

Podemos confiar nele

…amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem. —Mateus 5:44


Sei muito pouco a respeito de perseguição. Meu bem-estar físico nunca foi ameaçado por minha fé ou minhas palavras. O pouco que conheço acerca do assunto vem daquilo que ouço e leio. Mas, isso não se aplica a muitos de nossos irmãos e irmãs ao redor do mundo. Alguns deles vivem em perigo todo dia, simplesmente por amarem Jesus e quererem que outros também o conheçam.

Existe outra forma de perseguição que pode não ameaçar a vida, mas é dolorosa. É a perseguição que vem dos familiares não-cristãos. Quando entes queridos ridicularizam a nossa fé e zombam de nós pelo que cremos e como expressamos nosso amor por Deus, sentimo-nos rejeitados e não amados.

Paulo alertou os cristãos de que seguir Jesus resultaria em perseguição: “Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2 Timóteo 3:12), e sabemos que, às vezes, a rejeição virá daqueles que amamos (Mateus 10:34-36). Mas, quando as pessoas que amamos rejeitam o Deus que amamos, a rejeição parece ser pessoal.

Jesus nos disse para orarmos por aqueles que nos perseguem (Mateus 5:44), e isso inclui mais do que os desconhecidos que nos odeiam. Deus é capaz de nos dar graça para perseverarmos em meio à perseguição, mesmo quando vem daqueles que amamos.

— Julie Ackerman Link


Leia: Mateus 10:32-38 

Examine: A Bíblia em um ano: 2 Reis 1-3;Lucas 24:1-35

Considere: As pessoas podem zombar de nossa mensagem, mas não podem impedir as nossas orações.

Mãe, não abra mão de seus sonhos

 



Ana tinha um sonho. Esse sonho alimentava a sua vida. Ana tinha um problema insolúvel, ela o apresentava a Deus. Ana era estéril, mas ela não abria mão de ser mãe. Ana sofria toda sorte de zombaria de sua rival Penina, mas ela não retribuía o mal com o mal. Ana não mergulhou o seu coração nas águas turvas da incredulidade, mas derramou a sua alma diante de Deus. Ana não se revoltou com o sacerdote Eli pelo seu mau juízo a seu respeito, chamando-a de bêbada, mas prontamente acolheu a sua palavra, quando ele falou como profeta de Deus.

Ana tinha conflitos. Também nós os temos. Como conjugar o amor de Deus com a doença que conspira contra a realização dos nossos sonhos? Por que Deus adia a realização dos nossos sonhos mais legítimos? Por que Deus deixou Ana estéril e cerrou a sua madre? Por que sendo ela uma mulher piedosa e amada de seu marido, não podia afagar em seu colo um mimoso rebento? Ana, porém, longe de ficar revoltada com Deus pela situação, busca a sua face em oração, derrama a sua alma diante do Senhor e chora aos pés daquele que tem todo o poder para fazer com que a mulher estéril seja alegre mãe de filhos. Ana não desiste de crer mesmo em face do diagnóstico definitivo dos homens, mesmo diante das evidências irreversíveis de sua doença incurável. Ela não abre mão de seus sonhos, mesmo que todas as circunstâncias ao seu redor lhe sejam desfavoráveis. Ana prevaleceu pela fé. Ana creu. Ana concebeu e deu à luz não apenas a um filho, mas ao maior homem da sua geração, Samuel.

Quais as razões de Deus adiar os nossos sonhos, se eles são legítimos? À luz de I Samuel 1, podemos afirmar: 1) Deus adia a realização dos nossos sonhos para que possamos buscar a sua face em oração – Mais importante que as bênçãos de Deus é o Deus das bênçãos. Os sonhos adiados, via de regra, nos levam à presença de Deus (v.10,12,15). 2) Deus adia a realização dos nossos sonhos, para que depois do sonho realizado, possamos entender que a vitória não é resultado do nosso esforço, mas da intervenção soberana da sua mão – Foi por esta razão que Samuel não foi um ídolo na vida de Ana. 3) Deus adia a realização dos nossos sonhos, para que depois do sonho realizado, possamos consagrar a ele o que ele mesmo nos deu – Ana não tem dificuldade de dedicar a Deus o seu filho Samuel, porque sabe que ele veio de Deus, é de Deus e deve ser consagrado para Deus. 4) Deus adia a realização dos nossos sonhos para que possamos entender o seu supremo propósito – Ana queria apenas ser mãe, mas Deus queria algo maior para ela. O propósito de Deus era maior que o sonho de Ana. O desígnio de Deus era que Ana fosse mãe do maior profeta daquela geração. Quando você pensa que Deus está distante, ele na verdade está trabalhando em seu favor, preparando algo melhor para você. Mais importante que realizar os seus sonhos, é viver os sonhos de Deus.

Mãe, não abra mão de seus sonhos, não abra mão de seus filhos. Mesmo que as dificuldades sejam humanamente intransponíveis, creia no Deus dos impossíveis e milagres poderão acontecer na sua vida e na vida de seus filhos para que eles sejam baluartes na sua geração.



Rev. Hernandes Dias Lopes.

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Versículo do dia

    Versículo do dia


²⁸ Falou Nabucodonosor, dizendo: Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abednego, que enviou o seu anjo, e livrou os seus servos, que confiaram nele, pois violaram a palavra do rei, preferindo entregar os seus corpos, para que não servissem nem adorassem algum outro deus, senão o seu Deus. 

Daniel 3:28

Anderson Freire e Paola Carla - O Mapa do Tesouro - Acústico 93


 

PÃO DIÁRIO - 21/01/2026 - Canções

 

Canções


Compadece-te de mim, Senhor […] de tristeza os meus olhos se consomem, e a minha alma e o meu corpo. —Salmo 31:9


Em um documentário a respeito de três lendários guitarristas, Jack White descreveu a primeira coisa essencial para se escrever uma canção: “Se você ainda não tiver uma luta em seu interior ou à sua volta, terá de criar uma.”

As canções de maior significado para nós expressam nossos mais profundos sentimentos. Boa parte do livro de Salmos, frequentemente chamado “o livro de canções da Bíblia”, nasceu da luta. Elas capturam nossas decepções e medos, mas, sempre destacam para o fiel amor de Deus.

No Salmo 31, Davi escreveu: “Compadece-te de mim, Senhor, porque me sinto atribulado; de tristeza os meus olhos se consomem, e a minha alma e o meu corpo.” (v.9). Ele fala de uma armadilha feita para ele (v.4), de seu próprio pecado (v.10), do abandono pelos amigos (vv.11-12) e de tramas contra sua vida (v.13).

Contudo, a esperança de Davi não estava em sua própria força, mas, em Deus. “Quanto a mim, confio em ti, Senhor. Eu disse: tu és o meu Deus. Nas tuas mãos, estão os meus dias; livra-me das mãos dos meus inimigos e dos meus perseguidores” (vv.14-15).

Os Salmos nos convidam a derramarmos nossos corações a Deus, porque Ele reservou Sua bondade para aqueles que confiam nele (v.19).

— David C. McCasland


Leia: Salmo 31:9-20 

Examine: A Bíblia em um ano: 1 Reis 16-18;Lucas 22:47-71

Considere: Em sua mais profunda necessidade, encontre o conforto de Deus no livro de Salmos.

Jesus Cristo vem! você vai?

 

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Estamos no fim dos tempos. Breve Jesus voltará. Ele prometeu e Ele vai cumprir. O mundo está maduro para o juízo. As profecias estão se cumprindo. Os sinais da sua segunda vinda, alertam-nos que breve, muito breve a trombeta de Deus pode soar: O engano religioso é intenso. As falsas religiões proliferam. Os falsos profetas enganam os incautos. Os terremotos, açoitam as cidades. A fome assola a terra. As muitas e sangrentas guerras revelam quão monstruoso é o coração do homem sem Deus. As epidemias alastram-se, espalhando tormento e morte. O amor está se esfriando em quase todos. A ciência alça vôos prodigiosos, enquanto a apostasia galopante abre caminhos para o anticristo e aponta para o fim. Vivemos tempos angustiosos. A igreja tem sido perseguida no campo das idéias no mundo inteiro e torturada fisicamente em muitos lugares. Jesus disse que quando estas coisas estivessem acontecendo, e elas estão, o fim estaria muito próximo.

A segunda vinda de Cristo será o fim. Quando Ele vier com poder e muita glória, todo o olho o verá. Sua vinda será física, pessoal, visível, audível, gloriosa, poderosa e vitoriosa. Virá não como servo, mas como rei dos reis. Virá não como advogado, mas como juíz. Virá não para salvar, mas para julgar. Quando Jesus voltar, as oportunidades terão cessado. A porta da salvação estará fechada. Será o grande dia do juízo. Ele vai se assentar no trono da sua glória e vai julgar as nações. Todos vão comparecer diante dele. Todos os mortos, grande e pequenos estarão diante do seu trono. Em vão os homens vão tentar fugir da sua presença. Todos serão julgados segundo as suas obras. Todos aqueles, porém, que não forem encontrados inscritos no livro da vida, ou seja, todos aqueles que não receberam a Cristo como Salvador e Senhor, serão lançados no lago de fogo e enxofre, a saber, a segunda morte. O dia do Senhor virá, e apanhará a muitos de surpresa. Ele virá como o ladrão de noite. Ele virá quando as pessoas estiverem questionando a veracidade da sua vinda. Elas estarão cuidando dos seus interesses e se deleitando em seus prazeres. Será como nos dias de Noé. Aquele dia, para muitos, será dia de trevas e não de luz. Muitos vão bater à porta, desesperados, mas será tarde demais.

Jesus Cristo vem! Você vai? Você está preparado para aquele grande dia? Não deixe para a última hora. As cinco virgens loucas deixaram para se preparar de última hora e ficaram de fora das bodas. Naquele dia será tarde demais para se preparar. A preparação é pessoal e intransferível. Quando a trombeta de Deus soar e Cristo voltar, você subirá com Ele para estar eternamente no céu, com os demais remidos, ou será banido para sempre da face de Deus? Cristo voltará. Por isso, devemos viver em santo procedimento e piedade, aguardando ansiosamente a sua volta.



Rev. Hernandes Dias Lopes.

Versículo do dia

    Versículo do dia


Mas não perecerá um único cabelo da vossa cabeça.

Vim Falar Com Deus - Delino Marçal | Ao Vivo


 

PÃO DIÁRIO - 20/01/2026 - As regras da Mamãe

 

As regras da Mamãe


…quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe… —Efésios 4:22


Encontrei uma mulher encantadora, chamada “Mamãe Carla”, que criou cerca de uma dúzia de filhos adotivos. Esses jovens lhe foram designados pelo Poder Judiciário e ela lhes deu um lar com estabilidade, orientação e amor. Ela me contou que, cada vez que uma nova criança chegava, a primeira coisa era explicar as “Regras da Mamãe”. Elas incluíam padrões de comportamento, além de tarefas que forneciam uma ajuda muito necessária na casa e ensinavam responsabilidade a crianças sem muita instrução anterior.

Algumas das crianças podem ter recusado as “Regras da Mamãe”, pensando que elas lhes roubavam a diversão ou o prazer — mas, nada disso poderia estar mais longe da verdade. Aqueles padrões permitiam que a casa ficasse organizada, onde a mãe e as crianças pudessem sentir que a vida era agradável e pacífica.

De maneira semelhante, algumas pessoas consideram os padrões estabelecidos por Deus na Bíblia como obstáculos que nos impedem de desfrutar a vida. Contudo, os limites impostos por Deus nos protegem de nossas piores inclinações e criam reações saudáveis a Ele.

No livro de Efésios 4, por exemplo, Paulo fornece alguma orientação a respeito de como devemos viver. Ao vivermos segundo essas e outras instruções amorosas de Deus, encontramos a proteção e a oportunidade de experimentar a alegria verdadeira e duradoura.

— Bill Crowder


Leia: Efésios 4:17-32 

Examine: A Bíblia em um ano: 1 Reis 14-15;Lucas 22:21-46

Considere: A Palavra de Deus é a bússola que nos mantém no caminho certo.

Fome de Deus

 



John Piper definiu jejum como fome de Deus. Nossa maior necessidade não são das bênçãos de Deus, mas do Deus das bênçãos. Nossa alma tem fome e sede de Deus. Deus colocou a eternidade em nosso coração. Só o Deus eterno pode dar pleno significado à nossa vida e satisfazer a nossa alma. Ambos, comer e jejuar devem ser feitos para a glória de Deus (1 Co 10:31). O comer lembra-nos os dons de Deus, o jejuar lembra-nos o Deus doador. Jejum é privar-nos do pão da terra, para alimentar-nos com o pão do céu. Quando nós comemos, nós testamos o emblema do alimento celestial, o Pão da Vida. E quando nós jejuamos, nós dizemos, “Eu amo a realidade acima do emblema.”

O maior inimigo da fome de Deus não é veneno, mas uma torta de maça. Muitas vezes, o que nos priva da fome de Deus não é o veneno do mal, mas os simples prazeres da terra (Lc 8:14; Mc 4:19). “Os prazeres desta vida” e “os desejos por outras coisas” – não são necessariamente coisas más em si mesmas. Não são vícios. São dons de Deus. Essas coisas podem ser a nossa refeição básica, leitura, viagens, negócios, televisão, Internet, compras, exercícios, esportes, e casamento. Todas essas coisas boas em si mesmas podem ser mortais substitutos de Deus para a nossa alma. Coisas boas podem fazer grandes estragos em nossa vida espiritual. Bois, campos e casamento podem manter você fora do Reino dos céus (Lc 14:17-20). Nada deve se interpor no caminho do verdadeiro discipulado, nem coisas más, nem coisas boas, nem alimento, nem qualquer outra coisa.

Nosso amor por Deus é provado não apenas por palavras, mas sobretudo, pelo sacrifício. Realmente temos fome por Deus? Sentimos saudade de Deus? Ou temos começado a estar contentes apenas com os seus dons? Richard Foster diz que mais do que qualquer outra disciplina, o jejum revela as coisas que nos controlam. O jejum revela a medida do domínio do alimento, da televisão, do computador, ou qualquer outra coisa sobre nós, que sempre e sempre está aplacando a nossa fome de Deus.

Quanto mais profundamente nós andamos com Cristo, mais fome de Cristo nós sentimos, mais saudade do céu nós sentimos, mais desejo da plenitude de Deus nós temos. Quanto mais jejuamos, mais sentimos o sabor do pão céu, mais desejamos o domínio do céu sobre a nossa vida na terra, mais desejamos que o Reino de Deus seja estabelecido em nosso coração. Se nós não estamos sentindo intenso desejo da manifestação da glória de Deus em nossa vida, não é porque nós já temos bebido o suficiente das fontes de Deus, mas porque estamos nos alimentando apenas das mesas do mundo. É tempo de jejuar! O jejum é o maná do céu para a nossa alma. Através dele humilhamo-nos diante do trono do Deus vivo. Através dele voltamo-nos de coração para o Senhor. Através dele somos fortalecidos com poder. Através dele podemos ver a restauração e o despertamento da nossa igreja. Através dele participamos dos banquetes de Deus e saboreamos as doces iguarias do céu!



Rev. Hernandes Dias Lopes.

Versículo do dia

    Versículo do dia


 ⁶ Já o tens ouvido; olha bem para tudo isto; porventura não o anunciareis? Desde agora te faço ouvir coisas novas e ocultas, e que nunca conheceste. 

Isaías 48:6

Paulo Cesar Baruk, Marsena - Clamo Jesus (I Speak Jesus)


 

PÃO DIÁRIO - 19/01/2026 - Sempre nos preparando

 

   

Sempre nos preparando

…se alguém a si mesmo se purificar destes erros, será utensílio para honra […] preparado para toda boa obra. —2 Timóteo 2:21


Certa manhã, durante uma visita mais longa de meu filho, ele bateu à porta de meu escritório e perguntou o que eu fazia. “Estou me preparando para a Escola Dominical”, respondi. Então, pensando em todo o tempo que passo em meu escritório, disse-lhe: “Parece que estou sempre me preparando para alguma coisa.”

Sou grata pelas oportunidades que Deus me dá de alcançar outras pessoas. Existe, porém, alguma tensão quando você está sempre preparando algo para alguém. É difícil equilibrar as prioridades tendo sempre em mente a pressão para preparar uma aula, uma mensagem ou um documento.

Essa ideia de estar em constante preparação me intrigou; então, procurei na Bíblia para ver o que ela menciona a respeito do assunto. Descobri que somos chamados para nos preparar sempre. Um coração dedicado a Deus precisa estar pronto para servi-lo (1 Samuel 7:3). Devemos estar prontos a fazer boas obras (2 Timóteo 2:21) e a defender a verdade das Escrituras (1 Pedro 3:15). E Paulo nos recorda que até a nossa doação requer planejamento (2 Coríntios 9:5).

Esse é só o começo. Viver de maneira que agrada ao Senhor exige preparação mental, espiritual e física. Mas, não precisamos ficar estressados, porque Ele nos capacitará com Seu poder. Peçamos a Deus para nos guiar enquanto nos preparamos para servir, honrar e contar aos outros a respeito dele.

— Dave Branon


Leia: 2 Timóteo 2:19-26 

Examine: A Bíblia em um ano: 1 Reis 21-22;Lucas 23:26-56

Considere: A melhor preparação para o amanhã é o uso correto do hoje.

Versículo do dia

     Versículo do dia ⁶² E Jesus lhe disse: Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus.  Lucas 9:62