segunda-feira, 9 de março de 2026

Versículo do dia

     Versículo do dia


 ³ E disse: Meu Senhor, se agora tenho achado graça aos teus olhos, rogo-te que não passes de teu servo 

Gênesis 18:3

Adhemar de Campos - Louvemos ao Senhor (Ao Vivo


 

PÃO DIÁRIO - 10/03/2026 - Tire as mãos!

 

Tire as mãos!

Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus… —Salmo 46:10


Lembro-me de brincar de morder a maçã quando era criança; um jogo que exigia que minhas mãos estivessem amarradas para trás. Tentar apanhar uma maçã com os dentes enquanto ela flutuava na água sem usar as mãos era uma experiência frustrante. Isto me lembrou da importância vital de nossas mãos — precisamos delas para comer, cumprimentar e para fazer praticamente tudo o que é essencial para a nossa existência.
Quando leio o Salmo 46:10, acho interessante Deus dizer: “Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus…”. A palavra hebraica para “aquietai-vos” significa “pare de lutar,” ou, literalmente, “coloque suas mãos ao lado do corpo”. À primeira vista, parece ser um conselho um tanto arriscado, considerando que nosso primeiro instinto numa situação problemática é manter nossas mãos controlando a situação para que tenhamos vantagem.
Em suma, Deus está dizendo: “tire as mãos! Deixe-me lidar com o seu problema e descanse, certo de que o resultado está em Minhas mãos.”
Mas saber quando tirar as mãos e permitir que Deus trabalhe pode nos fazer sentir vulneráveis. A não ser que acreditemos que Deus é realmente “…o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações” (v.1) e que “O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio” (v.7). Em meio ao problema, podemos descansar no cuidado de Deus.
— Joe Stowell

Leia: Salmo 46

Examine: A Bíblia em um ano: Jeremias 27-29;Tito 3

Considere: Quando colocamos nossos problemas nas mãos de Deus, Ele coloca Sua paz em nossos corações.

A alegria do crente é ultra-circunstancial

 

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Tiago, líder da igreja de Jerusalém, escreve para as doze tribos da dispersão, gente que estava vivendo no vale do sofrimento, perdendo seus bens e sua liberdade. Para esses crentes fuzilados pelos ventos da perseguição, Tiago traz uma palavra de encorajamento. Destacaremos, aqui, alguns pontos importantes:

Em primeiro lugar, as provações na vida do crente são necessárias. Tiago escreveu: “Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações (Tg 1.2). Passar pelo vale da prova não significa ausência do amor de Deus. Ser provado não é falta de fé nem expressão de imaturidade espiritual. A prova é diferente da tentação. O inimigo nos tenta para nos enfraquecer; Deus nos prova para nos fortalecer. O inimigo nos tenta para nos derrubar; Deus nos prova para nos transformar. Um atleta só tem um desempenho notório quando se submete à disciplina das provas. Através das provas, Deus vai esculpindo em nós o caráter de Cristo. Por meio do sofrimento, Deus vai nos burilando e nos tornando semelhantes a Cristo, que aprendeu pelas coisas que sofreu.

Em segundo lugar, as provações na vida do crente são variadas. Tiago diz que os crentes passam não por poucas, mas por várias provações. Essa palavra significa “de diversas cores”. Há provas amenas e provas severas. Há provas leves e provas pesadas. Há diversas tonalidades de provas. Para cada prova, entretanto, há uma graça especial de Deus que nos capacita a enfrentá-la. Deus não nos prova além de nossas forças. Com a prova, Deus provê também o livramento. As provas não são produto do acaso, mas têm sua gênese na soberana providência divina. Mesmo quando o diabo e suas hostes lançam seus dardos inflamados contra nós, Deus transforma essas situações em bênção para nós. Podemos afirmar, com uma convicção inabalável: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8.28).

Em terceiro lugar, as provações na vida do crente são passageiras. As provas vêm e vão, mas nós prosseguimos em nossa jornada rumo ao céu. Cruzamos desertos tórridos, descemos a vales escuros, escalamos montanhas íngremes e atravessamos pântanos perigosos, mas mesmo sangrando nossos pés nesse caminho estreito, marchamos resolutamente rumo à bem-aventurança eterna. Nós nos alegramos não por ficarmos nas provas, mas por passarmos por elas.

Em quarto lugar, as provações na vida do crente são propositais. O projeto de Deus é nossa maturidade espiritual. A provação produz perseverança e a perseverança tem como objetivo sermos perfeitos e íntegros, em nada deficientes (Tg 1.3,4). Não há maturidade espiritual sem prova. Não há fortalecimento das musculaturas da nossa alma sem exercício. Somos provados para sermos aprovados. A fornalha das provações queimam apenas nossas amarras. Deus nos predestinou para sermos conformes à imagem do seu Filho e Deus está trabalhando em nós, transformando-nos de glória em glória, na imagem de Cristo. O cinzel de Deus é a prova. As provações tem como propósito nos desmamar das glórias deste mundo e colocar nossos olhos na recompensa eterna.

Em quinto lugar, as provações na vida do crente são enfrentadas com toda alegria. Não somos como os estoicos que acreditam num destino cego. Não vivemos debaixo do rolo compressor das circunstâncias irremediáveis. Nossa vida é governada pelas mãos daquele que está assentado na sala de comando do universo e governa o mundo. Alegramo-nos não no sofrimento da prova, mas na convicção de que Deus está no controle de toda e qualquer situação e utilizará até mesmo a nossa dor para o nosso bem final. Afirmamos, portanto, com entusiasmo, que a alegria do crente é ultra-circunstancial.



Rev. Hernandes Dias Lopes

domingo, 8 de março de 2026

Versículo do dia

    Versículo do dia


 ² Por que dirão os gentios: Onde está o seu Deus?

³ Mas o nosso Deus está nos céus; fez tudo o que lhe agradou. 

Salmos 115:2,3

Eyshila e Marine Friesen - Me Derramar + Alfa e Ômega (Ao Vivo)


 

PÃO DIÁRIO - 09/03/2026 - Mosaico

 

Mosaico


Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras… —Efésios 2:10

No outono, durante três semanas nossa cidade se torna uma galeria de arte. Quase dois mil artistas de todo o mundo exibem suas criações em galerias, museus, hotéis, parques, ruas, estacionamentos, restaurantes, igrejas e até mesmo no rio.
Meus favoritos entre os inscritos são os mosaicos feitos de pequenos pedaços de vidro colorido. O vencedor em 2011 foi um mosaico da artista Mia Tavonatti com 2,75 m x 3,95 m de vidro tingido representando a crucificação. Enquanto observava a obra de arte ouvi a artista mencionar quantas vezes havia se cortado ao moldar os pedaços de vidro para o seu mosaico.
Ao fitar a bela interpretação do que foi um acontecimento horrendo, vi mais do que uma representação da crucificação — a imagem da Igreja, o Corpo de Cristo. Em cada pedaço de vidro, um cristão moldado belamente por Cristo para juntos se acomodarem no todo (Efésios 2:16,21). Na história da artista, reconheci que o derramar do sangue de Jesus aconteceu para que essa unidade ocorresse. E na obra de arte finalizada vi o ato de amor exigido para completar o projeto apesar da dor e do sacrifício.
Nós que acreditamos em Cristo somos obras de arte criadas por Deus para mostrar a grandeza de um Salvador que faz algo belo com os pedaços de nossas vidas.
— Julie Ackerman Link


Leia: Efésios 2:10-22

Examine: A Bíblia em um ano: Jeremias 24-26;Tito 2

Considere: Cristo deu tudo para que a Sua Igreja se tornasse algo belo.

O compromisso com o evangelho da graça

 

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O apóstolo Paulo foi levantado por Deus para ser o maior teólogo, o maior missionário e o maior plantador de igrejas da história do cristianismo. Ele foi um desbravador do evangelho, um bandeirante do cristianismo, um embaixador de Cristo, um arauto do Rei dos reis. Plantou igrejas nas províncias da Galácia, Macedônia, Acaia e Ásia Menor. Por sua influência, igrejas se espalharam em todo o mundo Oriental e Ocidental. Sua conversão foi um grande milagre, sua vida foi uma grande cruzada em favor da evangelização e sua morte foi uma profunda demonstração de coragem.

Quando Paulo despediu-se dos presbíteros de Éfeso, fez um dos mais belos discursos de sua carreira. Com palavras eloquentes, desafiou os líderes daquela igreja a assumirem um compromisso solene com Deus, com a Palavra e com a igreja. Para encorajá-los, deu seu próprio testemunho, como segue: “Porém, em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus” (At 20.24). No texto em apreço, três verdades são destacadas:

Em primeiro lugar, o ministério não é conquistado por mérito, mas recebido por graça. “… o ministério que recebi do Senhor Jesus…”. Paulo foi um homem vocacionado. Foi chamado por Cristo para desempenhar o ministério. Ele não se auto-intitulou apóstolo. Ele não se colocou-se num pedestal de liderança nem acendeu os holofotes sobre si mesmo. Sua vocação foi celestial. Ele ouviu a voz divina e a obedeceu. O líder cristão é também um homem vocacionado. É o Espírito Santo quem constitui líderes na igreja. Embora o episcopado pode ser desejado pelo homem, o chamado é divino. Embora a igreja escolha seus líderes, é Jesus quem chama a si os que ele mesmo quer para apascentar suas ovelhas e anunciar as boas novas de salvação.

Em segundo lugar, o ministério não é plataforma de privilégios, mas uma arena de renúncia. “Porém, em nada considero a vida preciosa para mim mesmo…”. A liderança cristã exige renúncia. Ser um líder cristão é abraçar uma sacrossanta carreira, uma excelente obra. Mas, não uma obra de engrandecimento pessoal. Ser grande é ser pequeno. Ser líder é ser servo. Ser o maior é ser servo de todos. Paulo enfrentou toda sorte de provações no exercício do seu ministério. Foi perseguido em Damasco, rejeitado em Jerusalém, esquecido em Tarso, apedrejado em Listra, açoitado em Filipos, escorraçado de Tessalônica e Beréia, chamado de tagarela em Atenas e de impostor em Corinto. Enfrentou feras em Éfeso, foi preso em Jerusalém, foi acusado em Cesaréia, foi picado por uma cobra em Malta e foi preso em Roma. Suportou cadeias e açoites. Foi fustigado com varas e apedrejado. Mesmo em face da morte, não considerou sua vida preciosa para si mesmo. A abnegação e não a megalomania foi o apanágio de sua vida.

Em terceiro lugar, o ministério é regido por um ideal mais alto do que a própria vida. “… para testemunhar o evangelho da graça de Deus”. Quando o ideal é maior do que a vida, vale a pena dar a vida pelo ideal. Testemunhar o evangelho da graça era o grande vetor da vida de Paulo. Ele respirava o evangelho. Vivia pelo evangelho. Estava pronto a se sacrificar e a morrer pelo evangelho. Nenhuma outra motivação governava sua vida. Não buscava grandeza para si mesmo. Não cobiçava ouro nem prata. Não buscava para si riquezas nem fama. Mesmo sofrendo ameaças e passando parte de sua vida encarcerado, jamais perdeu o entusiasmo de viver nem o senso de urgência de proclamar o evangelho. Considerava-se prisioneiro de Cristo e embaixador em cadeias. Mesmo diante das mais terríveis adversidades, Paulo tinha o coração ardente, os pés velozes e os lábios abertos para proclamar Cristo, a essência do evangelho.



Pr. Hernandes Dias Lopes

sábado, 7 de março de 2026

Versículo do dia

    Versículo do dia


 ⁹ Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim  

João 14:9

Grupo Logos - AUTOR DA MINHA FÉ - Ao Vivo


 

PÃO DIÁRIO - 08/03/2026 - O amor é…

 

O amor é…


Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores. —Romanos 5:8

Anos atrás perguntei a um jovem que estava noivo: “Como você sabe que a ama?” Foi uma pergunta capciosa com o objetivo de ajudá-lo a observar os motivos de seu coração em relação ao casamento que estava por vir. Após pensar cuidadosamente, ele respondeu: “Eu sei que a amo porque quero passar o resto de minha fazendo-a feliz.”
Discutimos o que isso significava — e o preço cobrado pela abnegação de constantemente buscar o melhor para a outra pessoa em vez de nos colocarmos em primeiro lugar. O amor verdadeiro está muito relacionado ao sacrifício.
Essa ideia está alinhada com a sabedoria bíblica. Nas Escrituras há muitas palavras gregas para amor, mas a forma mais elevada é o amor ágape — amor que é definido e impulsionado pelo autossacrifício. Em lugar algum isto é mais verdadeiro do que no amor que nosso Pai celestial nos demonstrou em Cristo. Somos profundamente valorizados por Ele. Paulo afirmou: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:8).
Se o sacrifício é a verdadeira medida do amor, não poderia haver dádiva maior que Jesus: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito…” (João 3:16).
— Bill Crowder


Leia: Romanos 5:1-8

Examine: A Bíblia em um ano: Jeremias 22-23 Tito 1

Considere: A medida do amor é o que você está disposto ceder por ele.

A graça de Deus nos capacita a enfrentar o sofrimento

 



A vida é a professora mais implacável: primeiro dá a prova, e depois a lição. C. S. Lewis disse que “Deus sussurra em nossos prazeres e grita em nossas dores”. Paulo fala sobre um sofrimento que muito o atormentou: o espinho na carne. Depois de ser arrebatado ao terceiro céu, suportou severa provação na terra. Há um grande contraste entre estas duas experiências de Paulo. Ele foi do paraíso à dor, da glória ao sofrimento. Ele experimentou a bênção de Deus no céu e bofetada de Satanás na terra. Paulo tinha ido ao céu, mas agora, aprendeu que o céu pode vir até ele.

Charles Stanley em seu livro Como lidar com o sofrimento, sugere-nos algumas preciosas lições.

Em primeiro lugar, há um propósito divino em cada sofrimento (2Co 12.7). Há um propósito divino no sofrimento. O nosso sofrimento e a nossa consolação são instrumentos usados por Deus para abençoar outras vidas. Na escola da vida Deus está nos preparando para sermos consoladores. Jó morreu sem jamais saber porque sofreu. Paulo rogou ao Senhor três vezes, antes de receber a resposta. O que Paulo aprendeu e que nós também precisamos aprender é que quando Deus não remove “o espinho”, é porque tem uma razão. Deus não permite que soframos só por sofrer. Sempre há um propósito. O propósito é não nos ensoberbecermos.

Em segundo lugar, é possível que Deus resolva revelar-nos o propósito de nosso sofrimento (2Co 12.7). No caso de Paulo, Deus decidiu revelar-lhe a razão de ser do “espinho”: evitar que ficasse orgulhoso. Quando Paulo orou nem perguntou por que estava sofrendo, apenas pediu a remoção do sofrimento. Não é raro Deus revelar as razões do sofrimento. Ele revelou a Moisés a razão porque não lhe seria permitido entrar na Terra Prometida. Disse a Josué porque ele e seu exército haviam sido derrotados em Ai. O nosso sofrimento tem por finalidade nos humilhar, nos aperfeiçoar, nos burilar e nos usar.

Em terceiro lugar, o sofrimento pode ser um dom de Deus (2Co 12.7). Temos a tendência de pensar que o sofrimento é algo que Deus faz contra nós e não por nós. Jacó disse: “Tendes-me privado de filhos; José já não existe, Simeão não está aqui, e ides levar a Benjamim! Todas estas cousas em sobrevêm” (Gn 42.36). A providência carrancuda que Jacó pensou estar laborando contra ele, estava trabalhando em seu favor. O espinho de Paulo era uma dádiva, porque através desse incômodo, Deus o protegeu daquilo que ele mais temia – ser desqualificado espiritualmente.

Em quarto lugar, Deus nos conforta em nossas adversidades (2Co 12.9). A resposta que Deus deu a Paulo não era a que ele esperava nem a que ele queria, mas era a que ele precisava. Deus respondeu a Paulo que ele não estava sozinho. Deus estava no controle de sua vida e operava nele com eficácia. Precisamos compreender que Deus está conosco e no controle da situação. Precisamos saber que Deus é soberano, bom e fiel. Jó entendeu isso: “Eu sei que tudo podes e ninguém pode frustrar os teus desígnios”.

Em quinto lugar, pode ser que Deus decida que é melhor não remover o sofrimento (2Co 12.9). De todos, esse é o princípio mais difícil. Quantas vezes nós já pensamos e falamos: “Senhor por que estou sofrendo? Por que desse jeito? Por que até agora? Por que o Senhor ainda agiu?”. Joni Eareckson ficou tetraplégica e numa cadeira de rodas dá testemunho de Jesus. Fanny Crosby ficou cega com 42 dias e morreu aos 92 anos sem jamais perder a doçura. Escreveu mais de 4 mil hinos. Dietrich Bonhoeffer foi enforcado no dia 9 de abril de 1945 numa prisão nazista. Se Deus não remover o sofrimento, ele nos assistirá em nossa fraqueza, nos consolará com sua graça e nos assistirá com seu poder. A graça de Deus nos capacita a lidar com o sofrimento, sem perdermos a alegria nem a doçura (2Co 12.10) .


Pr. Hernandes Dias Lopes

sexta-feira, 6 de março de 2026

Versículo do dia

    Versículo do dia


⁷ O justo se informa da causa dos pobres, mas o ímpio nem sequer toma conhecimento. 

Provérbios 29:7



Ton Carfi, Adhemar de Campos - Grande É O Senhor


 

PÃO DIÁRIO - 07/03/2026 - Todos juntos

 

Todos juntos


Celebrai com júbilo ao Senhor, todos os confins da terra; aclamai, regozijai-vos e cantai louvores. —Salmo 98:4

Por anos o piano de minha esposa e o meu banjo tiveram um relacionamento desconfortável e pouco frequente. Assim, depois que Janete me deu um novo violão em meu aniversário, demonstrou interesse em aprender a tocar meu antigo violão. Ela é uma musicista muito capaz e em pouco tempo estávamos tocando juntos canções de louvor em nossos violões. Gosto de pensar que um novo tipo de “conexão de louvor” preencheu nossa casa.
Quando o salmista foi inspirado para escrever sobre a adoração a Deus, ele começou com esta exortação: “Celebrai com júbilo ao Senhor, todos os confins da terra; aclamai, regozijai-vos e cantai louvores” (98:4). Ele nos chamou a cantar ao Senhor com instrumentos como harpas, trombetas e buzinas (vv.5,6). Ele ordenou a toda a terra que celebrasse “…com júbilo ao Senhor…” (v.4). Nessa poderosa orquestração de louvor, o mar rugirá em exaltação, os rios baterão palmas e as colinas cantarão em alegria. Toda a raça humana e a criação estão juntas conclamadas a louvar ao Senhor em “…um cântico novo…” de louvor, “…porque Ele tem feito maravilhas…” (v.1).
Permita hoje seu coração conectar-se a outros e à criação de Deus cantando louvores ao poderoso Criador e Redentor.
— Dennis Fisher

 Leia: Salmo 98:1-9

Examine: A Bíblia em um ano: Jeremias 9-11 1 Timóteo 6

Considere: Deus pode usar instrumentos comuns para produzir uma orquestra de louvor.

Sofrimento e glória

 



A vida cristã é temperada com sofrimento, mas caminha para a glória. Cruzamos vales profundos, mas também subimos montes alcantilados. Vertemos lágrimas amargas, mas também experimentamos alegria indizível. Em Romanos 8.18-27 Paulo fala sobre o problema do sofrimento e da dor. Ele contrasta o sofrimento presente com a glória futura. Paulo menciona três gemidos. Fala do gemido das duas criações: a antiga (a natureza) e a nova (a igreja). Elas sofrem juntas e juntas serão glorificadas no final. Vejamos esses três gemidos.

Em primeiro lugar, os gemidos da criação (Rm 8.18-22). Quando Deus terminou a obra da criação, viu que tudo era muito bom. Mas hoje a criação está gemendo. Há sofrimento e morte. Há dor e gemidos. Há sofrimento (v. 18), vaidade (v. 20), escravidão (v. 21), corrupção (v. 21) e angústia (v. 22). Mas esse gemido da criação não é o gemido de alguém que está morrendo, mas é como o gemido de uma mulher que sofre as dores de parto. Depois do gemido, vem a alegria. A criação geme aguardando a revelação dos filhos de Deus, a gloriosa segunda vinda de Cristo. Nós vamos participar da glória de Cristo e a natureza vai participar da nossa glória. Aqui pisamos uma estrada juncada de espinhos. Aqui, as pedras ferem nossos pés. Aqui a natureza sujeita ao pecado conspira contra nós. Aqui a dor fuzila nosso corpo e a angústia oprime a nossa alma. Aqui as lágrimas inundam nossos olhos e a tristeza entrincheira a nossa vida. Porém, em breve, essa mesma criação que geme, será restaurada e participará da glória dos filhos de Deus, quando Cristo vier em sua glória.

Em segundo lugar, os gemidos da igreja (Rm 8.23-25). Nós gememos por causa da fraqueza do nosso corpo e por causa da presença do pecado em nosso ser. Nós gememos porque embora já fomos libertos da condenação do pecado (na justificação), e estamos sendo libertos do poder do pecado (na santificação) ainda não fomos libertos da presença do pecado (na glorificação). Nós gememos porque já experimentamos as primícias do Espírito e já sentimos o gosto da glória por vir. O Espírito em nós é mais do que uma garantia da glória, é antegozo dela. Nós gememos porque antevemos o gozo do céu e desejamos ardentemente ser revestidos de um corpo de glória e chegar logo em nossa Pátria, em nosso lar, o céu. Nós gememos, porque o melhor está ainda por vir. Nós gememos aguardando esse dia. Os gemidos da igreja também não são gemidos de desespero ou pavor, mas gemidos de expectativa. Aguardamos na ponta dos pés esse glorioso dia, quando Jesus virá com grande poder e glória para estarmos para sempre com ele.

Em terceiro lugar, os gemidos do Espírito Santo (Rm 8.26,27). Não apenas a criação e a igreja estão gemendo, mas também o Espírito Santo está gemendo. Isso significa que a despeito das nossas fraquezas, o Espírito Santo não nos escorraça. Ao contrário, nos assiste. O Espírito Santo é o Deus que habita em nós e intercede por nós, em nós, ao Deus que está sobre nós. E intercede de três formas: Primeiro, intensamente (v. 26). Ele intercede por nós “sobremaneira”. O Espírito Santo emprega todos os seus atributos nessa oração intercessória. Segundo, agonicamente (v. 26), ou seja, com gemidos inexprimíveis. Mesmo sendo Deus e conhecendo todas as línguas dos homens e dos anjos, não encontra sequer uma língua para articular a sua intensa e agônica oração, então geme. Terceiro, eficazmente (v. 27), ou seja, ele intercede segundo a vontade de Deus. Toda a intercessão do Espírito Santo em nós, por nós, ao Deus que está sobre nós, está alinhada com a vontade de Deus. Ele não desperdiça sequer uma intercessão em nosso favor. Por isso, temos a garantia de que mesmo cruzando aqui os vales mais escuros, estamos a caminho do céu, pois aqueles que foram salvos pela graça, desfrutarão da glória eterna!




Pr. Hernandes Dias Lopes

quinta-feira, 5 de março de 2026

Versículo do dia

    Versículo do dia


²² E quando Jesus ouviu isto, disse-lhe: Ainda te falta uma coisa; vende tudo quanto tens, reparte-o pelos pobres 

Lucas 18:22

Rachel Novaes e Fernandinho - Mil Motivos (Ao Vivo)


 

PÃO DIÁRIO - 06/03/2026 - Mais do que espera

Mais do que espera


Um pouco, e não mais me vereis; outra vez um pouco, e ver-me-eis. —João 16:16


Não sei como funciona onde você vive, mas quando preciso de algum reparo em minha casa, as empresas dizem algo como: “O técnico estará aí entre uma e cinco da tarde.” Como não sei quando ele chegará, tudo que posso fazer é esperar.
Jesus disse a Seus seguidores que logo os deixaria e que eles precisariam aguardar Seu retorno “um pouco” (João 16:16). Depois de Sua ressurreição, eles o viram novamente e esperaram que o Senhor estabelecesse Seu reino na terra naquela ocasião. Mas Ele lhes disse: “…Não vos compete conhecer tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade” (Atos 1:7). Teriam que esperar ainda mais.
Mas eles teriam que fazer mais do que esperar. Jesus disse a Seus seguidores que eles seriam “…[Suas] testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra” (v.8). E o Senhor deu a eles o Espírito Santo para capacitá-los nesta tarefa.
Ainda esperamos pelo retorno de Jesus. Enquanto isso, é nosso prazer, no poder do Espírito Santo, contar e mostrar a outros quem Ele é, o que Ele fez por todos nós por meio de Sua morte e ressurreição, e que Ele prometeu voltar.
— Anne Cetas

Leia: Atos 1:1-11 

Examine: A Bíblia em um ano: Salmo 119:1-88;1 Coríntios 7:20-40

Considere: Espere e testemunhe até Jesus voltar.

Cuidado com o vinho, ele pode arruinar sua vida!

 




A palavra de Deus faz solenes advertências sobre o perigo da embriaguez. Sendo o álcool um dos maiores problemas da família brasileira, cumpre-nos entendermos o que a Bíblia diz sobre o assunto. Destacaremos, aqui quatro pontos:

Em primeiro lugar, quando o vinho é uma ameaça (Pv 23.29,30). A bebida alcoólica tem sido o maior ladrão de cérebros do mundo. Está por trás da maioria dos crimes passionais e dos acidentes automotivos. Os cemitérios estão cheios de suas vítimas e as cadeiras lotadas de seus protagonistas. Aqueles que se entregam à bebedeira render-se-ão aos lamentos. Serão provocadores de rixas e intrigas. Passarão a vida bebendo e se queixando dos males que eles mesmos provocaram. Aquele que se demora em beber vinho e busca bebida misturada labora contra si mesmo, cava sua própria cova e pavimenta o caminho de sua própria destruição. O alcoolista não apenas atenta contra sua própria vida, mas, também, transtorna sua própria família. Torna-se motivo de opróbrio para o cônjuge e vergonha para os filhos.

Em segundo lugar, quando a sedução do vinho é um laço (Pv 23.31,32). O vinho é uma bebida apreciada no mundo inteiro desde os tempos mais remotos. Jesus transformou água em vinho numa festa de casamento, inaugurando os seus milagres. Era símbolo da alegria e um importante alimento. Era usado como remédio e não faltava à mesa das pessoas ricas ou pobres. O vinho, porém, tem seus perigos e ameaças. O vinho tem um forte poder de sedução. Tem cheiro e sabor. Resplandece no copo e escoa suavemente. Aqueles que desprezam seu poder de sedução e domínio e perdem a sobriedade, são picados por uma víbora venenosa. A cobra é um animal sutil. Não rosna como um cão bravo nem urra como um leão esfaimado. A cobra espreita. Arma o bote e ataca repentina e implacavelmente. Seu bote é certeiro. Sua mordida é venenosa. Sua picada é mortal. Ninguém se inicia na bebida como um ébrio. Alguns, porém, flertam com a bebida e ficam presos em seus laços. Em vez de terem domínio próprio, são dominados pelo vinho. Tornam-se dependentes e adictos. Não conseguem beber com equilíbrio. Não sabem beber com moderação. São escravos da bebida. São dominados pela sedução do álcool. O resultado dessa escravidão é a dor, o sofrimento e a morte. A mordida dessa cobra e a picada desse basilisco pode ser fatal. Fuja do álcool enquanto é tempo!

Em terceiro lugar, quando os efeitos do vinho são desastrosos (Pv. 23.33). O vinho em excesso provoca alucinação. O álcool tem o poder de tirar a sobriedade. A embriaguez rouba o cérebro do homem, embaralha sua visão, entorpece seu entendimento e diminui seus reflexos. Um homem bêbado vê coisas esquisitas e fala coisas perversas. Seus olhos e sua boca são arrebatados pela loucura. Seus sentidos são alterados. Dentre os muitos efeitos do álcool, o texto em apreço destaca dois. O primeiro deles é que uma pessoa bêbada não consegue ver as coisas como elas são. Sua avaliação da realidade é completamente alterada. Sua percepção das coisas é embotada. Seu discernimento fica manco. Seus reflexos ficam lentos. Sua análise dos fatos completamente deficiente. O segundo efeito do álcool é que o coração do ébrio fala coisas perversas. Uma pessoa bêbada desanda a boca para falar impropérios e blasfêmias. O álcool não é prejudicial apenas a saúde; é letal ao bom nome, é nocivo à honra, é desastroso à família e à sociedade.

Em quarto lugar, quando o bebedor de vinho chega ao fundo do poço (Pv 23.34,35). O beberrão começa sua triste jornada olhando para o copo, sendo atraído pelo brilho do vinho e pela sedução de seu cheiro e termina sua inglória caminhada sendo jogado de um lado para o outro, ao sabor das ondas revoltas do mar da vida. Deitar-se no meio do mar é viver como um náufrago, sem chão, sem terra para pisar, sem casa para voltar. Deitar-se no alto do mastro fala de uma solidão avassaladora, de um isolamento cruel, de um auto-banimento amargo. Quando esse homem se levanta da tormenta e da solidão, seu corpo está cheio de hematomas e feridas. Foi espancado, mas nem sabe quem o agrediu. Ele tornou-se saco de pancada. Cair de porta em porta, perambular de boteco em boteco, chegar em casa com cheiro de álcool, ferido no corpo e na alma nem mais lhe provoca dor. Foi surrado e voltará a ser, porque já perdeu o pudor e a sensibilidade. Quando despertar do torpor do álcool, sabe o que ele fará? Voltará a beber! É um adicto. É um dependente! É um escravo do vício! Foi picado pela cobra venenosa do álcool. A não ser que seja liberto pela força divina, não conseguirá sair por si mesmo dessa masmorra cruel. Cuidado com o vinho!



Pr. Hernandes Dias Lopes

quarta-feira, 4 de março de 2026

Versículo do dia

    Versículo do dia


¹⁰ Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos  

Efésios 2:10

Adhemar de Campos , Paulo César Baruk - Amigo de Deus (Ao Vivo)


 

PÃO DIÁRIO - 05/03/2026 - Pequena ilha

 

Pequena ilha


…não difamem a ninguém; […] sejam […] cordatos, dando provas de toda cortesia, para com todos os homens. —Tito 3:2


Singapura é uma pequena ilha. É tão pequena que dificilmente consegue-se identificá-la no mapa-múndi. (Tente, se você ainda não sabe onde Singapura fica). Por ser densamente habitada, o respeito mútuo é muito importante. Um homem escreveu à sua noiva que estava indo a Singapura pela primeira vez: “O espaço é limitado. Portanto… você precisa sempre ter consciência do espaço ao seu redor. Você deve sempre se afastar para garantir que não está bloqueando alguém. A chave é ser atencioso.”
O apóstolo Paulo escreveu a Tito, um jovem pastor: “Lembra-lhes que […] sejam obedientes, estejam prontos para toda boa obra, não difamem a ninguém; nem sejam altercadores, mas cordatos, dando provas de toda cortesia, para com todos os homens” (Tito 3:1,2). Já foi dito: “nossas vidas podem ser a única Bíblia que algumas pessoas leem.” O mundo sabe que os cristãos devem ser diferentes. Se somos briguentos, egoístas e rudes, o que os outros pensarão sobre Cristo e o evangelho que compartilhamos?
Ser atencioso é um bom lema pelo qual viver e é possível ao dependermos do Senhor. E é uma forma de sermos modelos de Cristo e demonstrarmos ao mundo que Jesus salva e transforma vidas.
— Poh Fang Chia


Leia: Tito 3:1-7

Examine: A Bíblia em um ano: Jeremias 3-5 1 Timóteo 4

Considere: Seu testemunho é tão forte quanto seu caráter.

NÃO MURMURE, AGRADEÇA!

 



“Dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo” (Ef 5.20)

A vida é uma combinação de alegrias e tristezas, sorrisos e choro, saúde e enfermidade, avanços e recuos. As circunstâncias não podem ditar nossas emoções. As pessoas não devem roubar nossa alegria. As coisas não são o eixo da nossa felicidade. No texto em tela, o apóstolo ensina algumas verdades sublimes:

Em primeiro lugar, dar graças é uma ordenança divina e não uma opção humana. Aqueles que são cheios do Espírito (Ef 5.18) têm no coração gratidão e nos lábios ações de graça. Se a ingratidão é um gesto inadequado para um cristão, as ações de graças são a sua marca. Devemos ser gratos a Deus pelo dom da vida, pelo privilégio de termos uma família, pela bênção de termos amigos, pela honra de fazermos parte da família de Deus. É impossível olhar ao nosso redor e não ver motivos sobejos e eloquentes para alcançarmos aos céus nosso tributo de louvor e nossas efusivas ações de graças.

Em segundo lugar, dar graças é uma atitude que inclui tanto a face sorridente de Deus como suas providências carrancudas. Devemos dar graças por tudo e não apenas pelas coisas boas. É claro que não devemos dar graças a Deus pelo mal moral. Uma esposa não deve agradecer o fato do marido chegar em casa bêbado nem o marido deve agradecer o fato de sua mulher lhe ter traído. Os pais não devem agradecer pelo fato de um filho ter caído no cipoal das drogas nem uma família dar graças por uma riqueza adquirida de forma ilícita. Porém, devemos dar graças pelos dias de sol e também pelos dias de tempestade. Devemos dar graças pela abundância bem como pela escassez. Devemos dar graças pela saúde e também quando a enfermidade chega. Devemos dar graças pelos montes cujos picos beijam as nuvens e também pelos vales mais profundos cobertos de escuridão.

Em terceiro lugar, dar graças é uma atitude constante e não apenas em ocasiões esporádicas. A Escritura nos ensina a dar graças sempre. Isso significa que essa atitude não deva ser esporádica. Devemos cultivar esse santo hábito de agradecer. Mesmo quando nós não entendemos todos os detalhes daquilo que nos atinge, devemos dar graças, pois Deus está no controle e todas as coisas cooperam para o nosso bem. Mesmo que sejamos golpeados pela dor como foi o patriarca Jó, podemos dizer que Deus tudo pode e nenhum dos seus planos pode ser frustrado.

Em quarto lugar, dar graças deve ser um tributo de louvor endereçado ao único Deus vivo, fonte de todo o bem. O apóstolo Paulo é enfático em dizer que devemos dar graças a Deus. Ele é a origem de todas as bênçãos. Dele procede toda boa dádiva. De suas mãos dadivosas emanam todos os tesouros de sua bondade. É do céu que jorra para nós os motivos que nos levam às ações de graças. Não agradecemos a nós mesmos nem aos deuses fabricados pela engenhosidade do enganoso coração humano, mas agradecemos a Deus, nosso criador, provedor, protetor e redentor.

Em quinto lugar, dar graças a Deus deve ser em nome Jesus, o único mediador das bênçãos que nos alcançam. É em nome de Jesus que devemos levantar nossa voz para agradecer. É em nome de Jesus que devemos expressar a Deus nosso preito de louvor. É em nome de Jesus que ousamos entrar na sala do trono, tendo livre acesso à graça, para adorarmos a Deus por quem ele é e darmos graças pelo que ele tem feito em nós, por nós e através de nós.

Hoje, conclamo você a abandonar a murmuração e voltar-se para Deus com o coração repleto de gratidão e com os lábios cheios de louvor!



Rev. Hernandes Dias Lopes

terça-feira, 3 de março de 2026

Versículo do dia

    Versículo do dia


 ¹¹ Mas eu vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente, e assentar-se-ão à mesa com Abraão, e Isaque, e Jacó 

Mateus 8:11

Trazendo a Arca, Eli Soares - Lembra Senhor (20 Anos)


 

PÃO DIÁRIO - 04/03/2026 - Limpeza interior

 Limpeza interior


Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração… —Salmo 139:23

Até hoje consigo ouvir minha mãe me mandando limpar meu quarto. Em obediência, eu entrava nele para iniciar o processo, mas simplesmente me distraía lendo o gibi que deveria empilhar com os outros. Mas em pouco tempo, a distração era interrompida pelo aviso de minha mãe de que ela chegaria em cinco minutos para inspecionar o aposento. Incapaz de limpá-lo bem naquele espaço de tempo, eu escondia no guarda-roupa tudo o que não sabia que destino dar; arrumava a cama e então aguardava ela entrar — esperando que não olhasse lá dentro.
Isto me lembra do que muitos de nós fazemos com nossas vidas. Limpamos o exterior esperando que ninguém olhe o nosso interior, onde escondemos nossos pecados pela racionalização e justificativas, além de culpar outros por nossas falhas.
O problema é que enquanto parecemos bons exteriormente, permanecemos bem cientes da bagunça interior. O salmista nos encoraja a nos submetermos à inspeção de limpeza de Deus: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno” (Salmo 139:23,24). Vamos convidá-lo a inspecionar e limpar cada canto de nossas vidas.
— Joe Stowell


Leia: Salmo 139:13-24

Examine: A Bíblia em um ano: Jeremias 1-2 1 Timóteo 3

Considere: Podemos confessar nossos erros justamente por não poder escondê-los de Deus.

COMO SERÁ O CORPO DA RESSURREIÇÃO?

 



“Pois assim também é a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo na corrupção, ressuscita-se na incorrupção. Semeia-se em desonra, ressuscita em glória” (1Co 15.42)

 ​Os gregos acreditavam na imortalidade da alma, mas não na ressurreição do corpo. Os filósofos epicureus, por sua vez, acreditavam que a morte tinha a última palavra e punha fim à carreira humana. A igreja de Corinto, influenciada pela cultura grega, estava vivendo uma crise de fé, pensando que os mortos em Cristo não tinham esperança de ressurreição. Para esclarecer esse ponto, Paulo escreveu este robusto capítulo 15, mostrando que a ressurreição de Cristo é um fato incontroverso (15.1-11), uma verdade essencial da fé cristã (15.12-19) e possui uma ordem lógica: Cristo como primícias dos que dormem e os que são de Cristo na sua vinda (15.20-34). Os mortos em Cristo ressuscitarão com um corpo de glória (15.35-49) e esse auspicioso acontecimento dar-se-á na segunda vinda de Cristo (15.50-58).

​Vamos tratar aqui da natureza da ressurreição. Uma pergunta foi feita naquela época e ainda é feita hoje: “Como ressuscitam os mortos? Em que corpo vêm?” (15.35). Para responder a essa pergunta, Paulo usa três figuras: a figura da semente (15.36-38), a figura da carne (15.39) e a figura dos astros (15.40,41). Limitar-nos-emos à figura da semente. O corpo é como uma semente, que ao morrer e ser sepultado, é semeado no ventre da terra, mas ao ressurgir, embora mantenha a mesma identidade, será um corpo totalmente novo. Ao mesmo tempo que há continuidade, há, também, descontinuidade. Vejamos:

​Em primeiro lugar, semeia-se na corrupção, ressuscita-se na incorrupção (15.42). Nosso corpo hoje nasce, cresce, envelhece e morre. O tempo vai esculpindo em nosso corpo rugas indisfarçáveis. Ficamos cansados, doentes, caquéticos. Nosso corpo está sujeito à fraquezas e doenças. É surrado pelas intempéries do tempo e pela ação das enfermidades. Mas, o corpo da ressurreição não terá corrupção, ou seja, jamais ficará cansado, enfermo ou senil. Será um corpo perfeito, sem defeito, com absoluto vigor.

​Em segundo lugar, semeia-se em desonra, ressuscita-se em glória (15.42). Nosso corpo hoje é escravizado por pecados, vícios e mazelas de toda sorte. Sofre o golpe da nossa insensatez e recebe a paga do nosso pecado. Nosso corpo fica desfigurado pela iniquidade, abatido pela doença e sem qualquer beleza ou fulgor por causa do peso dos anos que nos esmaga. Porém, o corpo da ressurreição brilhará como as estrelas no firmamento. Jamais ficará envelhecido ou cansado. Será um corpo semelhante ao corpo da glória do Senhor Jesus (Fp 3.21).

​Em terceiro lugar, semeia-se em fraqueza, ressuscita em poder (15.43). Nosso corpo tem muitas fraquezas. Temos limitações intransponíveis. À medida que os anos passam, nosso corpo vai ficando débil, enrugado e impotente. Nossos olhos ficam embaçados, nossas mãos descaídas e nossos joelhos trôpegos. Todavia, o corpo da ressurreição será um corpo poderoso. Não terá limitações. Quando Jesus ressuscitou e recebeu um corpo de glória, ele entrava numa casa fechada sem precisar abrir a porta. Ele saía de Jerusalém e aparecia na Galileia sem precisar percorrer essa longa distância. Ele foi assunto aos céus entre nuvens. Assim será o corpo que recebemos na ressurreição, um corpo poderoso!

​Em quarto lugar, semeia-se corpo natural, ressuscita corpo espiritual (15.44). O nosso corpo foi feito do pó, é pó e voltará ao pó. Nosso corpo é terreno e não pode sobreviver senão nesse ambiente. Porém, o corpo da ressurreição será um corpo espiritual e celestial, completamente governado pelo nosso espírito glorificado. Então, habitaremos os novos céus e a nova terra. Reinaremos com Cristo e o serviremos pelo desdobrar da eternidade. Assim como no corpo terreno trazemos a imagem do primeiro Adão, em nosso corpo espiritual traremos a imagem de Jesus, o segundo Adão, a imagem do celestial. Oh, quão belo, quão perfeito e quão glorioso será o nosso corpo!



Rev. Hernandes Dias Lopes

segunda-feira, 2 de março de 2026

Versículo do dia

    Versículo do dia


²⁸ Porque o reino é do Senhor, e ele domina entre as nações. 

Salmos 22:28



Sarah Beatriz – O Poder do Teu Amor (The Power Of Your Love) - Ao Vivo


 

PÃO DIÁRIO - 03/03/2026 - Alguém que entende

 

Alguém que entende


…o Senhor esquadrinha todos os corações e penetra todos os desígnios do pensamento… —1 Crônicas 28:9

O marido da minha amiga estava nos últimos estágios de demência. Em seu primeiro contato com a enfermeira que foi encarregada de cuidar dele, ele esticou o braço e a fez parar o que estava fazendo. Disse que queria apresentá-la ao seu melhor amigo — alguém que o amava profundamente.
Como não havia mais ninguém no corredor, a enfermeira pensou que ele estivesse delirando. Mas no fim das contas, meu amigo estava lhe falando de Jesus. Ela ficou profundamente emocionada, mas precisava apressar-se para cuidar de outro paciente. Ao retornar, a escuridão tinha tomado conta novamente e o homem já não estava mais lúcido.
Apesar deste homem ter caído nas profundezas da demência, ele sabia que o Senhor era seu melhor Amigo. Deus habita na insondável profundeza que é nossa alma. Ele pode trespassar a mente mais obscura e nos dar garantia de Seu cuidado gentil e amoroso. Realmente, a escuridão não nos esconderá dele (Salmo 139:12).
Não sabemos o que o futuro reserva para nós ou para aqueles que amamos. Nós também, conforme envelhecemos, podemos cair na escuridão da doença mental, Alzheimer ou demência. Mas mesmo lá, a mão do Senhor nos guiará e Sua destra nos manterá firmes (v.10). Não podemos escapar de Seu amor e cuidado pessoal.
— david h. roper

Leia: Salmo 139:7-12

Examine: A Bíblia em um ano: Isaías 65-66 1 Timóteo 2

Considere: Jesus me ama. Disto eu sei.

NÓS SOMOS UM CORPO, O CORPO DE CRISTO


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“Ora, vós sois corpo de Cristo; e, individualmente, membros desse corpo” (1Co 12.27).



​O apóstolo Paulo, em sua primeira carta aos coríntios, evoca uma das principais figuras da igreja para ensinar que não devemos lutar uns contra os outros, mas devemos servir uns aos outros. Somos um corpo com diferentes membros e cada membro trabalha para servir ao corpo. Três verdades são destacadas pelo veterano apóstolo:

​Em primeiro lugar, a unidade do corpo (1Co 12.12,13). A igreja é o corpo de Cristo. Só existe uma igreja, um corpo, um rebanho, uma noiva. Todos aqueles que foram predestinados, chamados, justificados e glorificados fazem parte desse corpo. Exatamente quando cremos em Cristo, somos batizados pelo Espírito nesse corpo. Passamos, então, a fazer parte da família de Deus. Tornamo-nos membros da igreja do Deus vivo. Tornamo-nos filhos de Deus e ovelhas do seu pastoreio. Somos introduzidos nesse corpo místico e dele jamais seremos desligados. A igreja visível possui muitas denominações, com várias peculiaridades distintas. Temos diferenças de sistema de governo. Temos formas diferentes de administrar os sacramentos. Temos formas diferentes de interpretarmos determinadas passagens das Escrituras. Mas, se cremos na Trindade. Se cremos que Jesus é o nosso único Salvador e Senhor. Se temos as Escrituras como nossa única regra de fé e prática. Se cremos na salvação pela graça mediante a fé. Se cremos que Jesus voltará em glória para julgar os vivos e os mortos, então, fazemos parte da verdadeira igreja, da única igreja, do corpo de Cristo. Não importa a cor da nossa pele, a nossa condição social ou mesmo a nossa denominação. Se estamos em Cristo, somos um.

​Em segundo lugar, a diversidade dos membros do corpo (1Co 12.14-23). O corpo é um só, mas possui muitos membros. Os membros são diversos, mas todos pertencem ao mesmo corpo. É Deus quem dispôs os membros no corpo como lhe aprouve. Por isso, no corpo não pode existir competição. Não há espaço no corpo para complexo de superioridade. Os olhos não podem dizer às mãos: Não preciso de vocês. Também, no corpo não pode existir complexo de inferioridade. Os pés não podem dizer aos olhos: Por que não sou olho, pé eu não quero ser. Cada membro tem sua função no corpo e deve desempenhá-la para a edificação do corpo. É impensável um membro do corpo atacar outro. Seria evidência de insanidade um membro do corpo deixar de servir a outro membro ou mesmo feri-lo. A diversidade dos membros não é uma negação da unidade corpo, mas uma prova incontestável de sua funcionalidade e beleza.

​Em terceiro lugar, a mutualidade no corpo (1Co 12.24-31). Os membros estão no corpo não para competirem uns com os outros, mas para servirem uns aos outros. Cada um é colocado por Deus para uma atividade peculiar. Deixar de cumprir o seu papel é prejudicar todo o corpo. Nenhum membro do corpo é autossuficiente. Precisamos servir uns aos outros. Precisamos suprir as necessidades uns dos outros. Nenhum crente possui todos os dons espirituais. O que nos falta é suprido por outro membro do corpo e o que falta ao outro membro do corpo, deve ser suprido por nós. Essa mutualidade traz comunhão na igreja na terra e promove a glória de Deus no céu. Esse cuidado recíproco no corpo e esse amor prático na igreja demonstra ao mundo a eficácia do evangelho. O amor, desta forma, é a apologética final, a prova mais eloquente de que somos discípulos de Jesus. Agindo assim, o mundo crerá que Deus enviou Jesus. Então, haverá a salvação dos perdidos, a edificação dos salvos e a glorificação do nome de Deus.



Rev. Hernandes Dias Lopes


 

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Versículo do dia

   Versículo do dia


¹⁶ Vós tudo perverteis, como se o oleiro fosse igual ao barro, e a obra dissesse do seu artífice: Não me fez; e o vaso  

Isaías 29:16

Samuel Miranda e Isaque Marins - Nenhuma Condenação Há (Ao Vivo) #MKNetwork


 

PÃO DIÁRIO - 01/03/2026 - Perspectiva celestial


Guerra de palavras

A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira. —Provérbios 15:1

Em 28 de julho de 1914 o império Austro-Húngaro declarou guerra à Sérvia em resposta ao assassinato do arquiduque Francisco Fernando e sua esposa, a duquesa Sofia. No período de 90 dias, outros países europeus tomaram partido para honrar suas alianças militares e buscar suas próprias ambições. Um único evento culminou na Primeira Guerra Mundial, um dos conflitos militares mais destrutivos da história moderna.
A tragédia da guerra é assombrosa, no entanto, nossos relacionamentos e famílias podem começar a ruir com apenas algumas poucas palavras odiosas. Tiago escreveu: “…Vede como uma fagulha põe em brasas tão grande selva!” (Tiago 3:5). Uma chave para evitar o conflito verbal está em Provérbios: “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira” (15:1).
Um pequeno comentário pode provocar uma grande discussão. Quando, pela graça de Deus, escolhemos não retaliar com nossas palavras, honramos Jesus, nosso Salvador. Quando Ele foi injuriado e insultado, cumpriu as palavras proféticas de Isaías, “Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca…” (Isaías 53:7).
O livro de Provérbios nos incita a falar a verdade e buscar paz por meio de nossas palavras. “A língua serena é árvore de vida […] e a palavra, a seu tempo, quão boa é!” (15:4,23).
— david c. mccasland

Leia: Provérbios 15:1-23

Examine: A Bíblia em um ano: Isaías 59-61 2 Tessalonicenses 3

Considere: Senhor faça de mim um instrumento de Sua paz. Onde houver ódio, que eu leve amor.

NÃO SOMOS MAIS ESCRAVOS, O REINADO DO PECADO ACABOU!

 




“Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões” (Rm 6.12).



​Todo aquele que pratica o pecado é escravo do pecado. O pecado é um rei que governa a vida de todo aquele que ainda não nasceu de novo. O homem não regenerado é um servo desse tirano. O pecado é um rei cruel, que coloca seus súditos debaixo de suas botas sujas. O homem nasce escravo desse carrasco impiedoso. Vive debaixo de sua ditadura implacável. Nenhum escravo pode libertar a si mesmo dessa escravidão.

Deus, porém, por meio de Cristo, nos libertou do poder do pecado (Rm 6.1-5). Onde o pecado abundou, superabundou a graça. Por ser a graça maior do que o nosso pecado, entretanto, ela não é um incentivo ao pecado. Ao contrário, não podemos viver no pecado, nós os que para ele já morremos. Estamos unidos com Cristo em sua morte, sepultamento e ressurreição. Morremos com ele, fomos sepultados com ele e ressuscitamos com ele. Estamos nele. Essa união com Cristo, destronou o pecado em nossa vida. Esse rei tirano perdeu seu poder sobre nós. Agora, somos livres do pecado e não mais escravos dele. O apóstolo Paulo, usa três argumentos para nos levar à essa gloriosa conclusão:

​Em primeiro lugar, nós devemos saber (Rm 6.6-10). O que nós devemos saber? Devemos saber que já foi crucificado com Cristo o nosso velho homem. Fomos sepultados com ele e ressuscitamos com ele para uma nova vida. Portanto, não precisamos mais servir o pecado como escravos. O pecado não é mais nosso patrão. Sua coroa foi tirada. Ele não é mais nosso rei. Não precisamos mais nos ajoelhar a seus pés para obedecer suas ordens. Fomos libertos dessa escravidão. O pecado foi destronado de nossa vida. Outrora, sob a lei, o pecado nos dominava, mas agora, sob a graça, somos livres!

​Em segundo lugar, nós devemos considerar (Rm 6.11). Aquele que morreu com Cristo deve se considerar morto para o pecado. Deve andar com a certidão de óbito no bolso. Um morto não obedece o pecado, o seu antigo rei. Foi liberto do jugo. Assim, devemos nos considerar mortos para esse rei tirano. Seu governo cruel sobre nós acabou. Seu domínio opressor chegou ao fim. Não estamos mais com uma coleira no pescoço. O pecado não manda mais em nós. Agora, devemos nos considerar vivos para Deus. Temos um novo rei. Somos servos da justiça. Fomos libertos da casa do valente, do império das trevas, da tirania do diabo, do reinado do pecado. Estamos sob as ordens de um novo Senhor, aquele que morreu por nós e ressuscitou para nos libertar da escravidão do pecado.

​Em terceiro lugar, nós devemos oferecer (Rm 6.12-14). Quando sabemos que fomos crucificados, sepultados e ressuscitados com Cristo. Quando nos consideramos mortos para o pecado, então, podemos dizer ao pecado: Agora você não reina mais sobre nós. Agora não obedecemos mais às paixões carnais. Agora não oferecemos mais os membros do nosso corpo ao pecado, como instrumentos de iniquidade. Pelo contrário, agora oferecemos a nós mesmos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os nossos membros a Deus como instrumentos de justiça. Não estamos mais debaixo da lei, mas vivemos no reinado da graça. O poder da nova vida não vem mais do nosso inútil esforço, mas sim, de Cristo. Morremos com ele, ressuscitamos com ele. Vivemos nele. Dele nos vem o poder para uma nova vida. Ele é o nosso libertador. Foi ele quem quebrou o poder do pecado em nossa vida. Foi ele quem arrancou a coroa do pecado e destronou-o da nossa vida. Ele é o nosso Rei e o seu reino é o reino da graça. Agora, somos livres, verdadeiramente livres. Nele temos vida, e vida em abundância. Outrora, vivíamos debaixo de amarga escravidão, rendidos ao pecado. Agora, livremente oferecemo-nos a Deus. Outrora, caminhávamos com uma coleira no pescoço, para uma condenação eterna. Agora, cheios de contentamento e gozo, marchamos para o céu!



Rev. Hernandes Dias Lopes

Versículo do dia

      Versículo do dia   ³ E disse: Meu Senhor, se agora tenho achado graça aos teus olhos, rogo-te que não passes de teu servo  Gênesis 18:...